1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

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A pessoa do Espírito Santo

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

Texto Áureo

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.” (Ef 4.30)

Verdade Prática

Somente a Bíblia revela a verdadeira identidade e as obras do Espírito Santo; um tema que nós, pentecostais, vivenciamos.

OBJETIVO GERAL

Expor a doutrina bíblica acerca da pessoa do Espírito Santo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com seus respectivos subtópicos.

I – Apresentar a revelação do Espírito Santo nas Escrituras;

II – Relacionar a pessoa do Espírito Santo com a de Jesus;

III – Afirmar que o Espírito Santo age no mundo e no ser humano.

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LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 1.2 O Espírito Santo aparece desde o princípio na obra da criação

Terça – SL 104.30 A ação do Espírito Santo é fundamental na preservação do mundo

Quarta – Jo 16.13 O Espírito Santo possui todas as faculdades e os atributos da personalidade

Quinta – 1 Co 12.3 É o Espírito Santo que revela a verdadeira identidade do Senhor Jesus

Sexta – 2 Co 3.17 O Espírito Santo é Deus e Senhor Sábado – Ap 22.17 O Espírito Santo opera na vida humana por meio da Igreja

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.16-18, 26; 16.14

João 14:16-18

16 – E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

17 – O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.

18 – Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.

26 – Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

João 16:14

Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.

HINOS SUGERIDOS: 85,551, 553 da Harpa Cristã

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INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Neste trimestre, estudaremos as principais doutrinas que identificam um crente pentecostal e assembleiano. Aprofundaremos os assuntos que formam parte do legado pentecostal deixado pelos pioneiros de um movimento que alterou os rumos dos protestantes evangélicos no mundo.

Os pentecostais, e mais especificamente os assembleianos do Brasil, amam o Espírito Santo, glorificam a Jesus em suas pregações, afirmam o batismo no Espírito Santo com a evidência de línguas, a atualidade dos dons espirituais e levam a sério a iminência da volta de seu Senhor, Jesus Cristo. Isso e muito mais serão estudados ao longo desses três meses.

Para nos auxiliar neste maravilhoso estudo, o comentarista de Lições Bíblicas Adultos é o pastor Esequias Soares. Ele é o líder da Assembleia de Deus em Jundiaí, presidente do Conselho de Doutrina da CGADB, presidente da Comissão de Apologética da CGADB. É graduado em Hebraico pela Universidade de São Paulo. Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Mackenzie. É também autor de diversos livros, entre eles: Manual de Apologética Cristã, Heresias e Modismos e A Razão da Nossa Fé, todos publicados pela CPAD.

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INTRODUÇÃO

O tema do presente trimestre é o pentecostalismo no seu aspecto bíblico, teológico e prático os Pentecostais são conhecidos por suas relações e experiências com a manifestação do Espírito de Deus, mas sua características básicas é o batismo no Espírito Santo, qual os seus dons  e manifestações,  como a glossolalia (línguas),  as profecias,  as curas e as outras operações de Maravilhas. A primeira lição mostra uma visão geral sobre a Pessoa do Espírito Santo e o que a Bíblia ensina sobre Ele.

Comentário

Pneumatologia é a doutrina do Espírito Santo quanto a sua deidade, seus atributos, obras e operações. O termo vem de pneuma (gr. “o ar”, “o vento”), cognato do verbo pnéo, “respirar”, “soprar”, “inspirar”. Significa, na Bíblia, principalmente o espírito humano, que, como o vento, é invisível, !material, dinâmico, potente. Mas pneuma (hb. nutch) diz respeito também ao Espírito de Deus, a terceira Pessoa da Trindade.

Quanto aos atos e operações do Espírito Santo no Novo Testamento, na igreja, como o Parácleto divino prometido pelo Pai, bem como prometido e enviado pelo Filbo, essa parte da doutrina da Pneumatologia é comumente denominada Paracletologia.

Para o crente e a igreja, a doutrina do Espírito Santo é altamente prioritária e indispensável, uma vez que o próprio título “Espírito Santo” denota regeneração, recriação, vivificação, dinamismo, espiritualidade (Jo 6.63; 3.6b; Tt 3.5). O mesmo título denota santidade, santificação (“Santo”).

Souza. Ronaldo Rodrigues de,. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag. 173-174.

O termo Pentecoste é de origem grega, referindo-se a «cinquenta dias: A festa religiosa bíblica do Pentecoste ocorria exatamente cinquenta dias após a páscoa (Lev. 23:15-21; Deu. 16:9-12). Muitos eruditos supõem que sua origem era alguma festa da colheita, celebrada pelos cananeus e por outros povos da área.

Então Israel teria tomado por empréstimo a mesma, depois de ter-se estabelecido na Palestina, posto que conferindo à mesma um significado diferente. O Pentecoste era celebrado ao final de sete semanas, envolvidas na colheita do cereal. Nos escritos bíblicos mais antigos, era chamada de «festa da colheita.. ou «festa da sega dos primeiros frutos.. (Êxo, 23:16).

Posteriormente, veio a ser conhecida como o shabuot; isto é, «festa das semanas.. (Deu. 16:10). Na literatura judaica pôs-bíblica, veio a ser associada ao aniversário da revelação da lei no monte Sinai, segundo o registro do décimo nono capitulo de Êxodo,

Uso Secular do Vocábulo. A palavra – Pentecoste.., a partir do século IV A.C. em diante, passou a ser usada em conexão com um imposto sobre as mercadorias, cobrado pelo Estado. Dentro do seu uso não-bíblico, a palavra era um termo técnico originalmente ligado aos impostos sobre as cargas no porto de Piraeus. Mas, em Israel, não havia qualquer conotação de um imposto sobre as primícias dos produtos do campo.

O livro de Jubileus (6:21) revela-nos que se revestia de um duplo significado: uma referência às semanas, e também às primícias, Sua relação com a outorga da lei foi ainda uma outra significação que essa palavra acabou por adquirir.

Em Israel, a festa de Pentecoste é celebrada no sexto dia do mês de Sivã; e entre os judeus fora de Israel, no sexto e sétimo dia do mês de Sivã (entre a segunda metade de maio e a primeira metade de junho). Na Diáspora, essa festividade perdeu completamente o seu caráter agrícola, tomando-se, puramente, uma festa .do tempo da outorga de nossa lei (a Torah)… Esse é o aspecto que atualmente permeia a liturgia e as orações associadas às sinagogas modernas.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 5. Editora Hagnos. pag. 203.

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PONTO CENTRAL:

A Bíblia revela a verdade sobre a pessoa do Espírito Santo

I – A REVELAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NAS ESCRITURAS.

O que os crentes precisam saber sobre o Espírito Santo?  Sobre a sua divindade, a sua personalidade, os seus atributos  divinos  e as suas obras  de acordo com a revelação bíblica.

1. Divindade

A deidade absoluta do Espírito Santo nas escrituras, e essa é a religião da igreja ao longo dos séculos. Essa verdade está claro na fórmula batismal, quando o espírito aparece como Deus igual ao Pai e ao Filho: ”batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo ” (Mt 28.19). Não somente na fórmula trinitária, pois a Bíblia reserva com clareza a divindade do Espírito (2 Sm 23.2,3; 2 Co 3.17,18), e mais: ” não sabei vós que sois o Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós ? (1 Co 3.16).

O Espírito Santo é chamado de Deus, pois o apóstolo usa alternadamente os nomes ”Deus” e ” Espírito Santo”.  Isso porque o Cristão é templo de Deus (Jo 14.23). Assim, habita no crente o Deus Trino e Uno: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Como em Atos 5.3,4, Deus é o Espírito Santo são uma mesma deidade.

Comentário
A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

Acerquemo-nos deste sublime assunto com reverência, santo temor e oração, tendo em mente que se trata de um assunto assaz difícil, haja vista o Espírito Santo não falar de si mesmo (Jo 16.13). O eterno Deus, o Pai, revela muito de si mesmo nas Páginas Sagradas; de igual modo, o Filho. Mas o divino Consolador, não. Daí tratar-se este assunto de um insondável mistério, do qual devemos nos acercar primeiramente pela fé em Cristo (Rm 3.27).

A terceira Pessoa da Trindade não aparece com nomes revelados, como o Pai e o Filho, e sim com títulos descritivos das suas natureza e missão no mundo, entre os homens, bem como através de seus atos realizados. “Espírito Santo” não é rigorosamente um nome como apelativo, e sim um título descritivo da sua natureza (Espírito) e da sua missão principal (Santo), a de santificar-nos nesta dispensação.

Ele habita nos servos do Senhor Jesus. As suas operações, portanto, são invisíveis, nas profundezas do nosso interior. Todos esses fatos mencionados tomam o estudo sobre o Espírito Santo muito difícil, cabendo aqui a pergunta: “Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso?” (Jó 11.7).

O Espírito Santo, como Deus, age de maneira multiforme. Em I Coríntios 2.4-12, o Espírito de Deus é mencionado de modo enfático como devendo ter toda primazia em nossas vidas, em nosso meio e em nosso trabalho. O espírito do homem, mencionado no versículo II, só entende as coisas humanas, terrenas, naturais (Pv 20.27; 27.19; Jr 17.9). Nossa santificação deve, pois, prevalecer em nosso espírito, e daí abranger alma e corpo (I Ts 5.23).

Na primeira passagem em apreço, o “espírito do mundo” também é mencionado (v. 12), o qual é pecaminoso e nocivo ao cristão. O aviso sobre isso, na Palavra de Deus, é enfático e claro (I Jo 2.15-17; 5.19; Jo 14.30; 17.14,16).

Seis diferentes “coisas” aparecem na passagem de I Coríntios 2.9-16: (I) as que Deus preparou para os que o amam (v.9); (2) as das profundezas de Deus (v. 10); (3) as do homem (v.II); (4) as de Deus (v.II); (5) as espirituais (v. 13); e (6) as do Espírito de Deus (v. 14). Uma dessas “coisas” alude à esfera humana; as demais são da parte de Deus. Isso denota a sua multiforme ação.

Ainda tomando como base o texto de I Coríntios 2.4-14, vemos que o Espírito Santo é mencionado juntamente com o Senhor Deus (vv.5,7,9-12,14) e o Senhor Jesus Cristo (v.8; também os vv.2,I6), o que já denota a divindade do Espírito Santo. Essa sublime verdade da Trindade Santa vê-se também através da Bíblia em muitas outras passagens, como I Coríntios 12.4-6.

Souza. Ronaldo Rodrigues de,. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag. 174-175.

O Espírito Santo É Deus

Como Deus Pai e Deus Filho, o Espírito Santo é membro da Divindade. Historicamente os arianos, sabelianos e socinianos consideravam o Espírito Santo como uma força que vem do Deus eterno, mas esses grupos sempre foram considerados heréticos pela igreja ortodoxa.

A própria Bíblia chama Deus ao Espírito Santo. Entre as coisas que Jesus ordenou que seus discípulos fizessem, pouco antes de sua ascensão, estava: “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). Aqui Jesus colocou de modo claro o Espírito Santo na mesma posição do Pai e do Filho. Diz que o Espírito tinha a mesma autoridade, poder e glória que eles.

Isso se verifica por toda a Bíblia. No livro de Atos, um homem chamado Ananias, juntamente com a esposa Safira, venderam uma propriedade e trouxeram parte do resultado da venda aos apóstolos, fingindo ser o valor total. Mas o apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, repreendeu a Ananias: “Por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, retendo parte do preço da propriedade?

Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:31). Aqui Pedro deu testemunho de que o Espírito Santo é Deus, ao dizer que Ananias mentira a Deus e ao Espírito Santo, usando as palavras de maneira intercambiável.

Alguns versículos do Antigo Testamento, nos quais o Senhor é quem fala, são mencionados no Novo Testamento como sendo escritos pelo Espírito Santo. Por exemplo, Isaías 6:9, diz: “Então disse ele [o Senhor]: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.” Quando Paulo citou este versículo no Novo Testamento, ele o creditou ao Espírito Santo: “Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías: Vai a este povo, e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis” (Atos 28:25,26).

Em passagens das Escrituras, como estas, entendo de modo claro que o Espírito Santo é deveras um membro da santa Trindade. A Palavra do Senhor Deus no Antigo Testamento é a mesma palavra do Espírito Santo no Novo Testamento (veja também Jeremias 31:33 e Hebreus 10:15-16).

Podemos ver, além disso, que o Espírito Santo é Deus porque efetua o trabalho que ninguém pode fazer, exceto Deus. Criou o céu e a terra pela vontade de Deus (Gênesis 1:2; e Jó 26:13); ele ressuscitou os mortos (Romanos 1:4; 6:11); levou as pessoas a nascerem de novo (João 3:5-7); reprovou o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8); e expeliu demônios (Mateus 12:28).

Além destas provas, o Espírito Santo tem todos os atributos de Deus. Só Deus é eterno, onisciente, onipotente e onipresente — e o Santo Espírito tem todas estas características.

Lemos em Hebreus 9:14 que o Espírito Santo é eterno: “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo?”

O Espírito Santo é onisciente: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito. O Espírito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Coríntios 2:10). O Espírito Santo conhece todas as coisas, até as coisas profundas de Deus.

O Espírito Santo é onipotente: “Respondeu-lhe o anjo (à Maria):

Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lucas 1:35). É evidente que o Espírito Santo é o poder do Altíssimo, e para Deus nada é impossível.

Por último, o Espírito Santo é onipresente. O Salmo 139 expressa bem esta onipresença. Falando ao Senhor, diz Davi: “Para onde me irei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer nas profundezas a minha cama, tu ali também estás” (w. 7-8).

Como pode o Espírito Santo não ser Deus — sendo eterno, onisciente, onipotente e onipresente? Ele é também sublime, santo e glorioso como o Pai e o Filho.

Cho. David Yonggi,. O Espírito Santo Meu Companheiro. Editora Vida.

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2. Personalidade.

A personalidade do Espírito Santo é uma verdade bíblica. As escrituras revelam os elementos constitutivos dessa personalidade, e os principais são intelectos, a emoção e a vontade, entre os demais. O Espírito é inteligente e raciocínio (1Co 2.10,11; Rm 8.27); Ele tem emoção e sensibilidade, pois ama e pode ser entristecer (Rm 15.30; Ef 4.30) o que é volitivo, isso é, tem vontade própria. Ele não permitiu que Paulo com sua comitiva se dirigisse a Bitinia (At 16.7).

O Espírito Santo distribui os dons espirituais conforme a Sua vontade: ” mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer ” (1 Co 12.11) ou ” distribuindo a cada um particularmente como lhe apraz ” ( TB –  Tradução Brasileira ).

Comentário
A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

O que é personalidade? É o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma pessoa. No seu aspecto psíquico, a personalidade consiste de intelecto, sensibilidade e vontade. Os três são também chamados de inteligência, afetividade e autodeterminação.

No Espírito Santo vemos essa triplicidade de atributos da personalidade, a saber: intelecto: “ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” (I Co 2.11); sensibilidade: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus” (Ef 4.30); e vontade: “[O Espírito] repartindo particularmente a cada um como quer” (I Co 12.11) e “a intenção do Espírito” (Rm 8.27). Como membro da unidade trina de Deus, o Espírito Santo é, pois, uma Pessoa.

O fato de o Espírito ser um com Deus, com Cristo e, ao mesmo tempo, distinto dEles é parte, como já dissemos, do grande e insondável mistério da Trindade Santa para a mente humana. O Espírito de Deus não é tão-somente uma influência, um poder, uma energia, uma unção — como os heréticos concluem por si e assim ensinam —, mas uma Pessoa divina e real.

Do Espírito Santo como o Consolador divino está escrito que Ele veio para estar conosco em lugar de Jesus. Ora, Jesus é uma Pessoa divina e real; para substituir uma tal Pessoa, só outra Pessoa do mesmo quilate divino (Jo 16.6,7).

Em João, Jesus refere-se ao Espírito Santo empregando o pronome pessoal e determinativo “Ele” — ekeinos (14.26, 15.26 e 16.8,13,14). Por sua vez, o divino Espírito Santo chama-se a si mesmo de “Eu” (At 10.19,20). E isso é uma irrefutável e inegável evidência da sua personalidade.

Atos do Espírito Santo. Não podemos falar da Pessoa do Espírito Santo sem mencionar o livro de Atos dos Apóstolos, cujo título mais apropriado deveria ser Atos do Espírito Santo. Este é um livro-chave no estudo da Pneumatologia. Quem pretende entender essa matéria não pode deixar de estudá-lo, haja vista o que está escrito em Atos 1.2: “até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera”.

Muitos dos exemplos citados neste capítulo procedem do livro de Atos dos Apóstolos. Vejamos de maneira resumida como a terceira Pessoa da Trindade agia nos tempos da igreja primitiva, tomando como base os 28 capítulos desse livro:

1) Capítulo I — A promessa do Espírito Santo (vv.4,5).

2) Capítulo 2 — O derramamento do Espírito Santo (vv. 1-4).

3) Capítulo 3 — milagres pelo Espírito Santo (vv.8-10).

4) Capítulo 4 — ousadia pelo Espírito Santo (vv.29-31).

5) Capítulo 5 — a deidade do Espírito Santo (vv.3,4).

6) Capítulo 6 — trabalho no poder do Espírito Santo (vv.2-5).

7) Capítulo 7 — pregação inspirada pelo Espírito Santo (vv.51,55).

8) Capítulo 8 — expansão da igreja pelo Espírito Santo (vv.1-8,15- 17,39).

9) Capítulo 9 — conversão pelo Espírito Santo (vv.1-6,31).

10) Capítulo 10 — Céu aberto para salvar pelo Espírito Santo (w. 19,20,44).

11) Capítulo 11 — salvação para todos pelo Espírito Santo (vv.11-14).

12) Capítulo 12 — livramento pelo Espírito Santo (vv.5-11).

13) Capítulo 13 — obra missionária dirigida pelo Espírito Santo (vv.2-9,52).

14) Capítulo 14 — confirmação da obra pelo Espírito Santo (vv.21-27).

15) Capítulo 15 — assembleia de líderes sob o Espírito Santo (vv.8,28).

16) Capítulo 16 — prisão desfeita pelo Espírito Santo (vv.23-34).

17) Capítulo 17 — avanço incessante da igreja pelo Espírito Santo (w.22-30).

18) Capítulo 18 — liderança da igreja através do Espírito Santo (w.9-11,21-23).

19) Capítulo 19 — demonstração de poder pelo Espírito Santo (w.2,11-20).

20) Capítulo 20 — revelação concedida pelo Espírito Santo (vv.22-31).

21) Capítulo 21 — previsão de fatos pelo Espírito Santo (vv.4,11).

22) Capítulo 22 — presença constante do Espírito Santo (vv.6-30).

23) Capítulo 23 — proteção contínua do Espírito Santo (vv. 10-24,35).

24) Capítulo 24 — coragem contínua pelo Espírito Santo (vv.10-I6).

25) Capítulo 25 — convicção total pelo Espírito Santo (vv.6-12,23-26).

26) Capítulo 26 — heroísmo pelo Espírito Santo (todo o capítulo).

27) Capítulo 27 — consolação pelo Espírito Santo (vv.9,10,21-25,35).

28) Capítulo 28 — progressão da igreja pelo Espírito Santo (vv.23-3I).

Souza. Ronaldo Rodrigues de,. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag. 177-178.

Assim que tomamos conhecimento de que o Espírito Santo é uma pessoa — uma entidade que tem personalidade, assim como o Pai e o Filho — nossa posição e atitude com respeito a ele muda por completo.

Há muitas maneiras pelas quais a natureza personificada do Espírito influencia nosso relacionamento com ele. No livro A Pessoa e a Obra do Espírito Santo, o evangelista e grande teólogo R.A. Torrey chama a atenção para a importância da personalidade do Espírito Santo. Ele enfatiza que apenas um ser com personalidade pode entender nossos problemas e prestar-nos ajuda.

Não podemos dialogar com pedras, árvores ou qualquer força impessoal. Mas sendo pessoa divina, o Espírito Santo entende profundamente nossos problemas e nos ajuda a resolvê-los. Estes fatores nos levam a procurá-lo quando precisamos de ajuda.

O hinário coreano inclui muitos hinos que suplicam ajuda ao Santo Espírito. A primeira linha de um deles diz assim: “Espírito do Deus vivo, vem sobre mim.”

Que fervente oração e cântico de súplica ao Espírito Santo! Além desse, há hinos cujos títulos são: “Espírito Santo, o Eterno”, “Espírito de Graça”, “Vem, Espírito de Graça”, “Santo Espírito com Luz Divina”, “Espírito Santo, o Fiel Guarda”, todos hinos de oração ao Espírito Santo.

Se ele não fosse uma pessoa, como poderia conhecer nossas particularidades, nossas situações e nos ajudar? Estes hinos tornar-se-iam sem efeito.

Cho. David Yonggi,. O Espírito Santo Meu Companheiro. Editora Vida.

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3. Atributos.

A Bíblia revela todos os atributos incomunicáveis e comunicados, ou seja, metafísicos  e naturais de Deus o Espírito Santo. Ele é onipotente: ” no poder de Milagres e prodígios, no poder do Espírito Santo” (Rm 15.19 – TB); e a fonte de poder e milagres (Mt 12.28; At 2.4). O Espírito conhece todas as coisas, até as profundezas de Deus (1 Co 2.10,11), assim como coração humano (Ez 11.5; Rm 8.26,27); as coisas do Futuro (Jo 16.13; At 20.23), isso por ser onisciente.

Ele possui o atributo da eternidade, Pois é chamado de ” Espírito eterno” (Hb 9.14). É o Criador do ser humano e do mundo (Jó 26.13; 33.4; Ef 4.30; Tt 3.4,5), a palavra de Deus apresenta, igual modo, seus atributos comunicáveis, santidade, verdade, sabedoria, entre outros (Rm 15.16; Jo 14.26; Ef 1.17; Jo 5.6).

Comentário
OS ATRIBUTOS DIVINOS DO ESPÍRITO SANTO

Onipotência. O divino Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (SI

104.30). O Espírito Santo tem poder próprio. É dEle que flui a vida, em suas dimensões e sentidos bem como o poder de Deus (SI 104.30; Ef 3.16; At 1.8). Isso é uma evidência da deidade do Espírito Santo. Ele tem autoridade e poder inerentes, como vemos em toda a Bíblia, máxime em o Novo Testamento.

Em I Coríntios 2.4, na única referência (no original) em que aparece o termo traduzido por “demonstração do Espírito Santo”, designa-se literalmente uma demonstração operacional, prática e imediata na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de Cristo. E isso ocorre pela poderosa ação persuasiva e convincente do Espírito, cujos efeitos transformadores foram visíveis e incontestáveis na vida dos ouvintes de então, confirmando o evangelho pregado pelo apóstolo Paulo (I Co 2.4,5).

Era nítido o contraste entre a ação poderosa do Espírito e os métodos secos e repetitivos dos mestres e filósofos gregos da época, que tentavam convencer e conseguir admiradores e discípulos mediante demonstrações encenadas de retórica, dialética e argumentação filosófica; isto é, “sabedoria dos homens” (v.5). Que diferença faz o evangelho de poder do Senhor Jesus Cristo, o qual “é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê” (Rm 1. 16)

Paulo reconhecia que os mestres gregos o superavam em capacidade acadêmica e humana (2 Co 10.10; 11.6). Mas a sabedoria, a oratória e a argumentação filosófica deles era tão-somente um espetáculo teatral, vazio, que atingia apenas os sentidos dos espectadores. No apóstolo Paulo, ao contrário, operava, nesse sentido, o poder de Deus (I Co 2.4,5; Cl 1.29; I Ts 1.5; 2 Co 13.10).

O poder do Espírito Santo, que evidencia a sua deidade, é também revelado em passagens como Lucas 1.35, Jó 26.13 e 33.4, Salmos 33.6 e Gênesis 1.1,2. Esse divino poder, como já afirmamos, é liberado através da pregação do evangelho de Cristo:

1) Na conversão dos ouvintes (At 2.37,38).

2) No batismo com o Espírito Santo para os novos crentes (At 10.44).

3) Na expulsão de espíritos malignos (At 8.6,7; Lc 11.20).

4) Na cura divina dos enfermos (At 3.6-8).

5) Na obediência dos crentes ao Senhor (Rm 16.19).

Onisciência. Esta é mais uma evidência da deidade do Espírito Santo, o qual sabe e conhece todas as coisas (I Co 2.10,11). Isso é um fato solene, mormente se considerarmos que Ele habita em nós: “habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.17). A primeira parte dessa declaração de Jesus indica a permanência do Espírito Santo em nós (“habita convosco”); e a segunda, a sua presença constante dentro de nós (“e estará em vós”).

Alguém pode habitar numa casa e não estar presente nela em determinada ocasião. Porém, o Espírito Santo quer estar sempre presente no crente, como uma das maravilhas dessa “tão grande salvação” (Hb 2.3).

Aos que amam a Deus, o Espírito Santo revela as infinitas e indizíveis bênçãos preparadas para os salvos, já nesta vida, e muito mais na outra (I Co 2.9,10). O profeta Isaías, pelo Espírito, profetizou essas maravilhas (64.4; 52.15). Os demais profetas do Antigo Testamento também tiveram a revelação divina dessas coisas miríficas que os santos desfrutarão na glória (I Pe I.10-12). O Espírito também revelou aos escritores do Novo Testamento essas maravilhas consoladoras, inclusive a Paulo (I Co 2.10).

Ele é o nosso divino Mestre na presente dispensação da Igreja (I Co 2.13), como já estava predito em Provérbios 1.23. Concernente a esta missão do Espírito Santo, Jesus declarou: “Esse vos ensinará todas as coisas” (Jo 14.26). O texto de Lucas 12.12 também é bastante elucidativo quanto a mais esta ação do Espírito na igreja.

Onipresença. O Espírito Santo está presente em todo lugar (SI 139.7-10; I Co 2.10). Atentemos para duas ênfases contidas nesses textos que evidenciam a onipresença do Espírito: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?” e “O Espírito penetra todas as coisas, sonda as profundezas de Deus”.

Eternidade. Ele é infinito em existência; sem princípio; sem fim; sem limitação de tempo (Hb 9.14). Ele estava presente no princípio, quando todas as coisas foram criadas (Gn 1.1,2).

Outros atributos. O Espírito de Deus é denominado Senhor (2 Co 3.16-18); é descrito como Criador (Jó 26.13; 33.4; SI 33.4; 104.3; Gn 1.1,2; Ez 37.9,10); e é classificado e mencionado juntamente com o Pai e o Filho, o que, claramente, é uma grande evidência da sua divindade.

1) Na fórmula doutrinária do batismo nas águas (Mt 28.19). Aqui a Bíblia não diz “nos nomes”, como se as três Pessoas da santíssima Trindade fossem uma só, mas “em nome” — singular —, distinguindo cada Pessoa existente em Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

2) Na invocação da bênção tríplice sobre a igreja (2 Co 13.13).

3) Na doutrina da habitação do Espírito Santo no crente (Rm 8.9).

4) Na descrição bíblica do estado do crente diante de Deus (I Pe 1.2).

5) Nas diretrizes ao povo de Deus (Jd vv.20,2I). Aqui o Espírito Santo é mencionado primeiro; em seguida, o Pai; por fim, o Filho.

6) Na doutrina da unidade da fé cristã (Ef 4.4-6). Aqui também o Espírito é mencionado em primeiro lugar, seguido do Senhor Jesus e de Deus, o Pai.

7) Na saudação bíblica às sete igrejas da Ásia (Ap 1.4,5).

Souza. Ronaldo Rodrigues de,. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag. 175-177.

O ESPÍRITO SANTO TEM TODOS OS ATRIBUTOS DE UMA PESSOA

A. Ele pensa – I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28.

B.  Ele sente

1. Ele pode ser entristecido – Efésios 4:30

2. Ele pode ser contristado – Isaías 63:10

3. Ele ama – Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).

C. Ele exercita volição (poder de escolha) – I Coríntios 12:11.

D. Ele age

1. Ele inspirou as Escrituras – II Pedro 1:21

2. Ele ensina – João 14:26

3. Ele guia – Romanos 8:4

4. Ele fala – Atos 8:29; 13:2

5. Ele convence – João 16:8-11

6. Ele regenera – João 3:5

7. Ele conforta – João 14:16

8. Ele testifica – João 15:26

9. Ele intercede – Romanos 8:26

10. Ele chama para o ministério – Atos 13:2; 20:28

11. Ele cria – Jó 33:4

E. O Espírito Santo nunca deve ser confundido com os Seus dons – (I Coríntios 12:4, 7-11; Atos 2:38). Todos os Cristãos têm o “dom do Espírito Santo,” mas ninguém tem toda a “diversidade de dons”.

F. Cristo confortou os Apóstolos com a promessa da presença de uma outra pessoa divina em sua ausência – João 14:16.

A palavra ‘parakletos’, traduzida como “Consolador” em João 14:16, é traduzida como “Advogado” em I João 2:1 e neste versículo refere-se a Jesus Cristo. Jesus Cristo é nosso Consolador e assim segue o Espírito, “outro Consolador” que deve ser igualmente uma pessoa divina. A palavra grega usada em João 14:16 para “outro” é allos que significa “um outro do mesmo tipo” ao invés de heteros que Significa “um outro de um tipo diferente.”

G.  As ações do homem para com o Espírito provam que Ele é uma pessoa

1. O homem blasfema contra o Espírito – Mateus 12:31. A natureza do pecado que não tem perdão prova a personalidade do Espírito. A blasfema contra uma pessoa e não contra um poder é que não tem perdão.

2. O homem mente ao Espírito Santo – Atos 5:3.

3. O homem tenta o Espírito Santo – Atos 5:9.

4. O homem resiste o Espírito Santo – Atos 7:51.

5. O homem obedece o Espírito Santo Atos 13:2,3.

H.  São pronomes pessoais usados em referência ao Espírito Santo.

Em Atos 13:2 é usado o pronome ‘me’ e o verbo na primeira pessoa ‘tenho’; em João 15:26 o pronome ‘ele’ é usado, também, em João 16:8,13.

Pr. Mateus Duarte. A Doutrina do Espírito Santo. FEST – Filemom Escola Superior de Teologia.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

SÍNTESE DO TÓPICO I

A Bíblia revela a verdade absoluta do Espírito Santo, sua personalidade e seus divinos atributos.

SUBSÍDIO DIDÁTICO- PEDAGÓGICO

Uma boa aula de Escola Dominical admite o bom diálogo entre professores e alunos. Todo diálogo pressupõe um começo. Por isso, sugerimos que você inicia a aula fazendo um ponto de contato com a seguinte pergunta: ” o Espírito Santo é uma pessoa?”. A ideia é motivar o aluno a se envolver com o tema a partir desse ponto de contato.  Muitos irmãos e irmãs até acatam a lógica do Espírito Santo ser uma pessoa, mas igualmente permanecem com dúvidas. Não por acaso, alguns já foram levados por vento de doutrinas que apresentam o Espírito Santo, não como uma pessoa, mas como a ”força ativa” de Deus.

Isso lhe parece familiar? Essa pergunta é uma oportunidade para você perceber como está o conteúdo de doutrina bíblica em sua classe. De acordo com as respostas, você pode ponderar se é preciso ou não aparar algumas arestas doutrinárias com seus alunos.  Após ouvir muitas impressões da classe, Apresente o que a Bíblia ensina acerca da pessoa do Espírito Santo conforme o primeiro tópico desta lição.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

II – O ESPÍRITO SANTO E JESUS CRISTO

Já estudamos diversas vezes sobre a santíssima Trindade. O Senhor Jesus e o Espírito Santo são um só Deus juntamente com o Pai, visto que a Trindade é a união de três Pessoas distintas iguais em Glória, poder e Majestade.

1. Pericorese

É o termo teológico desconhecido no meio evangélico, que expressa a relação intratrinitáriana do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ou seja, habitação das pessoas da Trindade uma na outra. Cada pessoa está nas outras e cada uma se dá as duas outras. A intimidade entre Filho e o Espírito Santo se dá nesses termos e é eterna. Jesus fala desse relacionamento desde antes que o mundo existisse (Jo 17.5)  e em outro momento ele diz a Filipe ” não crês tu que eu sou o Pai e que o Pai está em mim?” ( Jo 14.10).  O Espírito está também nessa Trindade (1 Co 2.10,11).

Comentário

Palavra derivada do grego, perikopé, «algo cortado de», aplicada a uma seção de um livro, de uma história, de uma pequena peça literária, mas mais comumente de uma parte de uma obra maior, como a própria palavra deixa perceber.

Uma utilização comum desse vocábulo se dá em referência aos lecionários (vide), de onde eram selecionados trechos para serem lidos a cada domingo e dias feriados. Essa prática parece ter começado no século V D.C., e o seu propósito principal era a apresentação sistemática das Escrituras diante do povo.

A maioria das pessoas não sabia ler, e poucas pessoas tinham manuscritos bíblicos, do Antigo ou do Novo Testamentos. Assim, o contato de uma pessoa com as Sagradas Escrituras limitava-se ao que a Igreja podia fornecer, em suas leituras coletivas. As igrejas Católica Romana, Ortodoxa Oriental e Anglicana continuam essas leituras sistemáticas, mas as igrejas protestantes e evangélicas há muito as descontinuaram o Essas leituras também tinham o propósito de prover lições bíblicas adequadas, correspondentes ao calendário eclesiástico, segundo o qual são celebrados os principais eventos históricos do cristianismo.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 5. Editora Hagnos. pag. 225.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

2. Ele me glorificara 16.14.

Houve época que entre nós assembleianos alguns questionavam adoração ao Espírito Santo. O argumento era baseado numa interpretação equivocada das palavras de Jesus: ” glorificará, porque receber o que é meu” (Jo 16.14). Ainda hoje é comum ouvir alguém dizer que o espírito santo não deve ser adorado porque é Ele que glorifica a Cristo. Tal argumento é equivocado, pois o Pai glorifica também o Filho (Jo 17.5), e nem por isso se diz que o pai não deve ser adorado. Se o Espírito é de Deus, logo, pode ser adorado, do contrário, seria um deus de segunda categoria, e isso não existe na fé cristã.

Comentário

O Espírito não se glorifica a si mesmo; em lugar disto, Ele glorifica o Filho. O Espírito revela aos crentes quem é Deus. Ao fazer isto, Ele individualiza os ensinos de Cristo e convoca as pessoas à obediência.

O Espírito Santo nos faz desejar aplicar as palavras de Cristo, nos ensina como fazê-lo e então nos ajuda a fazê-lo!

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 583.

O Espírito se encarregou de glorificar a Cristo, w. 14,15.

[1] Até mesmo o envio do Espírito era uma glorificação a Cristo. Deus, o Pai, o glorificou no céu, e o Espírito o glorificou na terra. Era a honra do Redentor o fato de que o Espírito fosse enviado em seu nome e também na sua missão, para dar prosseguimento à sua tarefa, e aperfeiçoá-la. Todos os dons e graças do Espírito, toda a pregação e todos os textos escritos pelos apóstolos, sob a influência do Espírito, as línguas e milagres, são maravilhas que glorificam a Cristo.

[2] O Espírito glorificou a Cristo conduzindo seus seguidores na verdade, como ela está em Jesus, Efésios 4.21. Ele lhes garante, em primeiro lugar, que o Espírito lhes transmitiria as coisas de Cristo: Ele “há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”. Assim como, em essência, o Espírito procedia do Filho, Ele também derivava dele em influência e operação.

Ele terá ek tou emou – daquilo que é meu. Tudo o que o Espírito nos mostra, isto é, nos dá para nossa instrução e consolo, tudo o que Ele nos dá para nosso fortalecimento e vivificação, e tudo o que Ele nos garante e sela, tudo pertence a Cristo, e foi recebido dele. Tudo é dele, pois Ele o comprou, e pagou caro por isto, e, portanto, Ele tinha motivos para chamar de seu.

Seu, pois Ele o recebeu primeiro. Foi dado a Ele, como o cabeça da igreja, para ser transmitido por Ele a todos os seus membros. O Espírito não veio para edificar um novo reino, mas para promover e estabelecer o mesmo reino que Cristo tinha edificado, para manter o mesmo interesse e procurar o mesmo desígnio. Portanto, aqueles que aspiram ao Espírito e difamam a Cristo, se contradizem e desmentem, pois Ele veio para glorificar a Cristo.

Em segundo lugar, que assim as coisas de Deus deveriam nos ser transmitidas. Para que ninguém se esquecesse de que o recebimento de tão grande bênção lhe tornaria muito mais rico, o Senhor acrescenta: “Tudo quanto o Pai tem é meu”. Como Deus, Ele tem toda aquela luz auto existente e toda aquela felicidade autossuficiente que o Pai tem. Como Mediador, todas as coisas lhe são entregues pelo Pai (Mt 11.27).

Toda aquela graça e verdade que Deus, o Pai, desejava nos mostrar, Ele colocou nas mãos do Senhor Jesus, Colossenses 1.19. As bênçãos espirituais nas coisas celestiais são dadas pelo Pai ao Filho, para nós, e o Filho encarrega o Espírito de transmiti-las a nós. Alguns relacionam isto ao que foi dito há pouco: Ele “vos anunciará o que há de vir”, e assim está explicado por Apocalipse 1.1. Deus, o Pai, deu tudo a Cristo, e Ele o anunciou a João, que, por sua vez, escreveu o que o Espírito disse, Apocalipse 1.1.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 1003.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

3. O efeito prático da Pericorese.

A verdade é que quando expressamos no culto ” glória a Deus!”, o Filho e o Espírito são glorificados o seu louvor (Fp 3.3). Da mesma maneira, quando damos Glória a Jesus, o Pai e o Espírito Santo estão sendo também glorificados juntamente (Ap 5.6,13). De modo que a declaração do artigo de fé 27 do credo de Anastácio, ” tanto a unidade na Trindade como a Trindade na unidade deve ser adorada”, está fundamentada nas escrituras. Tanto faz Adorar a Jesus separadamente ou a qualquer das outras pessoas da Trindade, como adorar a Trindade.

Comentário

O povo de Deus é identificado pela adoração (3.3). A questão não é adoração, mas a quem ela é prestada e de que forma. A igreja adora a Deus e o faz mediante a ação do Espírito Santo. Toda adoração que não é prestada a Deus é idolatria; toda adoração oferecida a Deus sem a ação do Espírito não é aceitável por Ele.

A palavra grega para “adoração”, latreia, bem como o verbo “adorar”, latreuo, têm um uso exclusivamente religioso no Novo Testamento. Ambos enfatizam que não podemos separar o culto que prestamos no templo daquele que prestamos com a vida, fora do templo.

É perfeitamente possível que alguém seja capaz de observar meticulosamente todas as práticas externas da religião e ao mesmo tempo esteja abrigando em seu coração a amargura, o ódio e o orgulho. Os fariseus estavam na sinagoga reprovando Jesus porque Ele curou o homem da mão ressequida no sábado, mas não atentaram para o fato de que na mesma sinagoga eles estavam cheios de ódio tramando a morte de Jesus (Mc 3.1-6). Eles pensavam que estavam na sinagoga adorando, mas o culto deles não era movido pelo Espírito Santo.

LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: A alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 189-190.

A circuncisão tinha sido uma exigência sob a antiga aliança que Deus havia feito com Abraão — um sinal físico para o povo de Deus do seu relacionamento com o Senhor.

Isto também tinha uma aplicação espiritual, porque a marca física deveria ser o sinal de um relacionamento espiritual com Deus (Dt 30.6). Em determinada época, o sinal físico de circuncisão separou o povo de Deus, os judeus, dos gentios. Depois de Jesus Cristo, todas as pessoas podiam fazer parte da família de Deus, crendo em Jesus Cristo como Salvador. Os crentes verdadeiros são os únicos verdadeiramente circuncidados.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 382.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

4. Consubstancial com o filho.

Consubstancial quer dizer, ”da mesma substância”. O Senhor Jesus prometeu enviar o Consolador e o identifica com o Espírito Santo: ” Mas aquele Consolador o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome” (v.26). O Filho é consubstancial com o Pai (Jo 10.30)  da mesma forma que o Espírito é consubstancial com Filho (Rm 8.9). Jesus disse que o Pai ”vos dará outro Consolador” (v.16).

A palavra ”outro” em grego, empregada nessa passagem, significa ser alguém da mesma natureza, da mesma espécie e da mesma qualidade. O Espírito Santo, portanto, é alguém como Jesus, da mesma substância, glória e poder.

Comentário

Terceira Pessoa da Trindade

Deus é uno e, ao mesmo tempo, triúno (Gn 1.1,26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; I Jo

5.7). O Pai, o Filho e o Espírito são três divinas e distintas Pessoas. São verdades bíblicas que transcendem a razão humana e as aceitamos alegremente pela fé. A fé em Deus deve preceder a doutrina (I Tm 4.6).

Se a unidade composta do homem — espírito, alma e corpo — continua como um fato inexplicável para a ciência e para os homens mais sábios e santos, quanto mais a triunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

As três divinas Pessoas da Trindade são co-eternas e iguais entre si. Mas, em suas operações concernentes à criação e à redenção, Deus, o Pai, planejou a criação de tudo (Ef 3.9); Deus, o Filho, executou o plano, criando (Jo 1.3; Cl LI6; Hb 1.2; 11.3); e Deus, o Espírito Santo, vivificou, ordenou, pôs tudo, todo o universo, em ação: desde a partícula infinitesimal e invisível até ao super-macroscópico objeto existente (Jó 33.4; Jo 6.63; G1 6.8; SI 33.6; Tt 3.5). Ou seja, o Pai domina, o Filho realiza, e o Espírito Santo vivifica, preserva e sustenta.

Na redenção da humanidade, o Pai planejou a salvação, no céu; o Filho consumou-a, na terra; e o Espírito Santo realiza e aplica essa tão grande salvação à pessoa humana. Entretanto, num exame cuidadoso da Bíblia vemos que, em qualquer desses atos divinos, as três Pessoas da Trindade estão presentes.

Uma tentativa de definição do trino Deus é: Deus Pai é a plenitude da divindade invisível (Jo I.18). Deus Filho é a plenitude da divindade manifesta (Jo 1.1-17). Deus Espírito Santo é a plenitude da divindade operando na criatura (I Co 2.12-16).

Para os sentidos físicos do homem, por condescendência de Deus, vemos as três Pessoas da Trindade no batismo de Jesus. O Pai eterno falou do céu, o Espírito Santo desceu em forma visível de pomba — uma alegoria —, e o Filho estava sendo batizado no rio Jordão, para cumprir toda a justiça (Mt 3.16,17).

Souza. Ronaldo Rodrigues de,. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag. 179.

O Espírito Santo é o consolador semelhante a Jesus (14.16). E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador […]. Há duas palavras gregas para outro. A primeira é heteros, que significa “outro diferente”; e a segunda, alhs, que significa “outro igual, da mesma substância”. Em resposta à sua oração, o Pai enviará albs parákletos, outro consolador. O Espírito é Deus, com os mesmos atributos do Pai e do Filho. Hendriksen diz que o Espírito é outro consolador, e não um consolador diferente. A palavra grega paracletos significa “advogado”, “consolador”, “a pessoa que traz para o lado a outra”, a fim de ajudá-la, protegê-la e livrá-la.19 A palavra parákletos é o ajudador ou defensor, um amigo no tribunal.20 D. A. Carson diz que, no grego secular, parákletos significa primariamente “assistente jurídico, advogado, isto é, alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, como advogado, testemunha ou como representante”.

LOPES. Hernandes Dias. João. As glorias do Filho de Deus. Editora Hagnos. pag. 378.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Há uma comunhão perfeita entre o Espírito Santo e Jesus Cristo em que este é glorificado por Aquele.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

”Jesus reivindicava a plena divindade para o Espírito Santo: ‘ E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre’ (Jo 14.16).  Vou chamar o Espírito Santo allon parakleton (‘ outro ajudador do mesmo tipo que Ele mesmo’), Jesus afirmou que tudo quanto pode ser afirmado a respeito de sua natureza  pode ser dito a respeito do Espírito Santo. Por isso, Bíblia dá testemunho da divindade do Espírito Santo como a Terceira Pessoa da Trindade.

 O Salmo 104.30 revela o Espírito Santo como Criador: ‘ Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra’.   Pedro se refere a Ele como Deus (At 5.3,4),  e o autor da epístola aos hebreus chama-o ‘Espírito eterno’ (Hb 9.14)” (HORTON, Stanley (Ed). Teologia sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.161-162).

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

III – O ESPÍRITO SANTO AGE NO MUNDO E NO SER HUMANO.

A atuação do Espírito Santo não se restringe aos corações humanos, ele age sobre a criação inteira. Ele atua no mundo e na igreja. Sua ação é ampla na vida humana no passado, no presente e no futuro.

1. No mundo.

Sua atuação é visível a começar pela criação e preservação do planeta Terra: ”e o Espírito de Deus se movia sobre a face das Águas” (Gn 1.2). Ação dele não ficou somente na ordem cósmica do universo. Ele continua como manteador e preservador de todas as coisas criadas: ” Envia o teu Espírito, e são criados  e assim renova a face da terra” (Sl 104.30).

Atuação do Espírito acontece também nas coisas naturais do dia a dia, e nem por isso deixa de ser uma ação Milagrosa, como um acerto médico no diagnóstico complicado, uma aprovação no concurso corrido, uma promoção de cargo da empresa, entre outros.

Comentário

A Bíblia nos apresenta, quase imediatamente, o Espírito de Deus. “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia [desabitada]; e havia trevas sobre a face do abismo [o oceano primitivo]; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.1,2). Assim, o Espírito de Deus está associado à atividade criadora de Deus.

Na realidade, a Bíblia atribui todas as obras de Deus, num sentido absoluto, a cada membro da Trindade, tanto individual como coletivamente. Cada uma das Pessoas Divinas tem sua função específica. Todas elas, no entanto, operam em perfeita harmonia e cooperação em todo tempo.

A criação é um exemplo perfeito. A Bíblia fala em Deus Pai como Criador do Céu, da Terra, do Mar, e de tudo quanto neles há (Atos 4.24). Também fala do Filho (o mesmo Verbo vivificante que se tornou carne e habitou entre nós) como o Agente secundário na criação. “Todas as coisas foram feitas por [através de] ele, e sem [à parte de] ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Aqui, a fraseologia é de Deus, falando através do Filho, assim como Ele expôs através dos profetas. Ele era o Verbo vivo através de quem Deus falou para levar os mundos a existir. Desde o princípio, Ele era o Mediador entre Deus e o homem (1 Timóteo 2.5).

O Espírito também é reconhecido noutras passagens. O Salmista diz: “Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra” (SI 104.30). O Espírito, portanto, está ligado tanto com a criação como com a providência contínua de Deus. (Ver também Isaías 40.12,13). Outros trechos que se referem ao Espírito também empregam terminologia que indica o fôlego de Deus (Jó 26.13; 33.4; Salmo 33.6).

A Bíblia também enfatiza que o Céu e a Terra foram criados por (seu poder e sabedoria (Salmo 136.5; Provérbios 3.19; 8.23-30; Jeremias 10.12; 51.15). Seu poder é retratado, ao mencionar, de um modo concreto, suas mãos e seus dedos (Salmos 8.3; 95.5; 102.25; Isaías 45.12; 48.13). Essas expressões são contrabalançadas pela ênfase de que todas essas coisas foram criadas pela sua Palavra (Salmos 33.6,9; 148.5).

HORTON. Stanley. M. O que a Bíblia Diz Sobre o ESPÍRITO SANTO. Editora CPAD.

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO. A Bíblia descreve várias atividades do Espírito Santo no Antigo Testamento.

(1) O Espírito Santo desempenhou um papel ativo na criação. O segundo versículo da Bíblia diz que “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2), preparando tudo para que a palavra criadora de Deus desse forma ao mundo. Tanto o Verbo de Deus (i.e., a segunda pessoa da Trindade) quanto o Espírito de Deus, foram agentes na criação (ver Jó 26.13; Sl 33.6; ver o estudo A CRIAÇÃO). O Espírito também é o autor da vida. Quando Deus criou Adão, foi indubitavelmente o seu Espírito quem soprou no homem o fôlego da vida (Gn 2.7; cf. Jó 27.3). O Espírito Santo continua a dar vida às criaturas de Deus (Jó 33.4; Sl 104.30).

(2) O Espírito estava ativo na comunicação da mensagem de Deus ao seu povo. Era o Espírito, por exemplo, quem instruía os israelitas no deserto (Ne 9.20). Quando os salmistas de Israel compunham seus cânticos, faziam-no mediante o Espírito do Senhor (2Sm 23.2; cf. At 1.16,20; Hb 3.7-11).

Semelhantemente, os profetas eram inspirados pelo Espírito de Deus a declarar sua palavra ao povo (Nm 11.29; 1Sm 10.5,6,10; 2Cr 20.14; 24.19,20; Ne 9.30; Is 61.1-3; Mq 3.8; Zc 7.12; cf. 2Pe 1.20,21). Ezequiel ensina que os falsos profetas “seguem o seu próprio espírito” ao invés de andarem segundo o Espírito de Deus (Ez 13.2,3). Era possível, entretanto, o Espírito de Deus vir sobre alguém que não tinha um relacionamento genuíno com Deus para levá-lo a entregar uma mensagem verdadeira ao povo (ver Nm 24.2 nota).

(3) A liderança do povo de Deus no AT era fortalecida pelo Espírito do Senhor. Moisés, por exemplo, estava em tão estreita harmonia com o Espírito de Deus que compartilhava dos próprios sentimentos de Deus; sofria quando Ele sofria, e ficava irado contra o pecado quando Ele se irava (ver Êx 33.11 nota; cf. Êx 32.19). Quando Moisés escolheu, em obediência à ordem do Senhor, setenta anciãos para ajudá-lo a liderar os israelitas, Deus tomou do Espírito que estava sobre Moisés, e o colocou sobre eles (Nm 11.16,17; ver 11.12 nota).

Semelhantemente, quando Josué foi comissionado para que sucedesse Moisés como líder, Deus indicou que “o Espírito” (i.e., o Espírito Santo) estava nele (Nm 27.18 ver nota). O mesmo Espírito veio sobre Gideão (Jz 6.34), Davi (1Sm 16.13) e Zorobabel (Zc 4.6). Noutras palavras, no AT a maior qualificação para a liderança era a presença do Espírito de Deus.

(4) O Espírito de Deus também vinha sobre indivíduos a fim de equipá-los para serviços especiais.

Um exemplo notável, no AT, era José, a quem fora outorgado o Espírito para capacitá-lo a agir de modo eficaz na casa de Faraó (Gn 41.38-40). Note, também, Bezalel e Ooliabe, aos quais Deus concedeu a plenitude do seu Espírito para que fizessem o trabalho artístico necessário à construção do Tabernáculo, e também para ensinarem aos outros (ver Êx 31.1-11; 35.30-35). A plenitude do Espírito Santo, aqui, não é exatamente a mesma coisa que o batismo no Espírito Santo no NT.

No AT, o Espírito Santo vinha sobre uns poucos indivíduos selecionados para servirem a Deus de modo especial, e os revestia de poder (ver Êx 31.3 nota). O Espírito do Senhor veio sobre muitos dos juízes, tais como Otniel (Jz 3.9,10). Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29) e Sansão (Jz 14.5,6; 15.14-16). Estes exemplos revelam o princípio divino que ainda perdura: quando Deus opta por usar grandemente uma pessoa, o seu Espírito vem sobre ela.

(5) Havia, ainda, uma consciência no AT de que o Espírito desejava guiar as pessoas no terreno da retidão. Davi dá testemunho disto em alguns dos seus salmos (Sl 51.10-13; 143.10). O povo de Deus, que seguia o seu próprio caminho ao invés de ouvir a voz de Deus, recusava-se a seguir o caminho do Espírito (ver Gn 16.2 nota). Os que deixam de viver pelo Espírito de Deus experimentam, inevitavelmente, alguma forma de castigo divino (ver Nm 14.29 nota; Dt 1.26 nota).

(6) Note que, nos tempos do AT, o Espírito Santo vinha apenas sobre umas poucas pessoas, enchendo-as a fim de lhes dar poder para o serviço ou a profecia. Não houve nenhum derramamento geral do Espírito Santo sobre Israel. O derramamento do Espírito Santo de forma mais ampla (cf. 2.28,29; At 2.4,16-18) começou no grande dia de Pentecoste.

STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

2. No plano divino da salvação.

Foi o Espírito Santo que conduziu a história da Redenção humana por meio da Nação escolhida de Israel (1 Pe 1.10-12) e inspirou os profetas (2 Pe 1.19-21).  Sua presença está em toda história dos antigos Hebreus como os 70 ancião auxiliares de Moisés (Nm 11.25) e dos demais heróis de Israel como Otniel, Gideão, Sansão, Davi entre outros (Jz 6.34; 14.6; 1 Sm 16.13). O espírito é a primeira pessoa com quem o pecador tem contato quando vem a Cristo, embora tal experiência não seja reconhecida ou identificada no início, pois é Ele que nos leva a Cristo (1 Co 12.3).

Comentário

Na vida do cristão há uma distinção entre o outrora e o agora. Paulo fala da experiência de conversão, daquele divisor de águas na vida que separa o passado do presente.

Assim diz o apóstolo: “Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados” (12.2,3). O que é que Paulo está ensinando?

E que há uma distinção entre o outrora e o agora. Os ídolos, embora, mudos, guiavam, controlavam e dominavam os crentes de Corinto antes da conversão deles. O ídolo é mudo. Ele não tem vida, não fala, não ouve, não age, mas, a despeito disso o ídolo guia, controla, e dirige a vida daqueles que o veneram (Os 4.12). De que maneira? E que por trás do ídolo estão os demônios (10.20).

Assim, quando uma pessoa está sendo guiada por ídolos, ela está sendo controlada por demônios. O ídolo, ou uma imagem de escultura tem boca, mas não fala; tem olhos, mas não vê; tem ouvidos, mas não ouve; tem garganta, mas nenhum som sai da sua boca; tem mão, mas não apalpa; tem pé, mas não anda. Do mesmo modo são os que fazem e os que seguem os ídolos (SI 115.5-8). A pessoa que faz um ídolo e o segue perde a capacidade de ver, ouvir e entender as coisas. Ela é controlada e guiada cegamente.

Os ídolos eram demônios que estavam agindo na vida dos coríntios e guiando a vida deles antes da conversão (12.2). David Prior alerta para o fato de que muitos cristãos de Corinto procediam do paganismo. Convém ressaltar, sobretudo, que as religiões gregas de mistério tinham as experiências espirituais como norma. As pessoas estavam acostumadas a ser guiadas por algum tipo de força sobrenatural ou demoníaca a um estado de transe, ou êxtase, ou a alguma atitude estranha.

Paulo, então, mostra para a igreja que outrora eles eram conduzidos e guiados pelos ídolos. Mas agora, são guiados e controlados pelo Espírito Santo de Deus. “Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (12.3).

Os crentes da igreja de Corinto vieram, na sua maioria, das religiões de mistério, do politeísmo pagão, onde eles eram incorporados por espíritos malignos e falavam em estado de êxtase. Agora, alguns desses crentes queriam importar essas práticas para a igreja.

O grande problema é que algumas pessoas na igreja de Corinto estavam falando em estado de êxtase. E nesse momento de êxtase, algumas pessoas diziam: Anátema Jesus!

Amaldiçoado seja Jesus! Paulo, então, corrige essa prática dizendo que uma pessoa guiada pelo Espírito de Deus não pode fazer isso, porque o Espírito de Deus não leva uma pessoa a falar e agir de maneira contrária a Jesus Cristo.

O ministério do Espírito Santo é glorificar e exaltar a Jesus. Ninguém pode confessar Jesus como Senhor e viver de conformidade com essa realidade sem a ação e o poder do Espírito Santo (12.3).

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios Como Resolver Conflitos na Igreja. Editora Hagnos. pag. 226-228.

A maneira de compreender se uma pessoa estava falando pelo Espírito de Deus era ouvir o que está dizia a respeito de Jesus Cristo. Aqueles que proclamavam e criam que Jesus é o Senhor estavam falando através do Espírito, pois é somente através do Espírito Santo que essa pessoa pode reconhecer a soberania de Cristo. Alguns falsos mestres podiam ser capazes de dizer essas palavras, sem lhes dar qualquer significado, mas a verdade seria finalmente revelada. O Espírito Santo, que habita nos crentes, os ajuda a crer e confessar publicamente a Jesus Cristo como Senhor.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 158.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

3. Na vida humana.

O Novo Testamento registra o início da dispensação da plenitude do Espírito, e essa nova era começou com a descida do Espírito Santo no dia do Pentecostes (At 2.1-8). Essa descida foi para que Ele ficasse conosco ”para sempre”, foi Promessa de Jesus para dispensação da igreja (Jo 14.16). Nos dias atuais o Espírito continua atuando na vida dos crentes. Isso pode ser visto por meio do fruto do Espírito (Gl 5.22) e das manifestações dos dons espirituais (1 Co 12.4-11).

Comentário
Ministrações do Espírito ao crente

Em razão de suas operações dinâmicas (Gn 1.2), o Espírito Santo é mais mencionado no Antigo Testamento como “Espírito”. Já no Novo Testamento, Ele é mais citado como “Espírito Santo”, o que destaca seu principal ministério na igreja: santificar o crente. Essa distinção de oficio do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento é claramente percebida em 2 Coríntios 3.7,8. O versículo 8 assevera: “Como não será de maior glória o ministério do Espírito?”

O novo nascimento pelo Espírito (Jo 3,3-8). O novo nascimento abrange a regeneração e a conversão, que são dois lados de uma só realidade. Enquanto a regeneração enfatiza o nosso interior, a conversão, o nosso exterior. Quem diz ser nascido de novo deve demonstrar isso no seu dia-a-dia. A expressão “de novo” (v.3), de acordo com o texto original, significa “nascer do Alto, de cima, das alturas”. Isto quer dizer que se trata de um nascimento espiritual realizado pelo Espírito Santo. O homem natural, portanto, desconhece esse novo nascimento (vv.4-12; Jo 16.7-11; Tt 3.5).

A habitação do Espirito no crente (Jo 14.16,17; Rm 8.9). No Antigo Testamento, o Espírito agia entre o povo de Deus (Ag 2.5; Is 63.11b), mas com o advento de Cristo e por sua mediação, o Espírito habita no crente (Jo 20.21,22). Este privilégio é também reafirmado em I Coríntios 3.16; 6.19; 2 Coríntios 6.16; e Gaiatas 4.6.

O testemunho do Espirito de que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16). Esse testemunho é uma plena convicção produzida no crente pelo Espírito Santo de que Deus é o nosso Pai celeste (v. 15) e de que somos filhos de Deus: Ό mesmo Espírito testifica… que somos filhos de Deus” (v. 16). E, pois, um testemunho objetivo e subjetivo, da parte do Espírito Santo, concernente a nossa salvação em Cristo.

Afiépeb Espirito Santo para a salvação. È a vida de fé (Rm I.17), “pelo Espírito” (Gl 5.5). Tal fé, segundo Atos 11.24, procede do Espírito, a fim de que o crente permaneça fiel por meio da manifestação do fruto do Espírito (G1 5.22b). Uma coisa decorre da outra. Os heróis de Hebreus 11 venceram “pela fé”, porque o Espírito a supria (2 Co 4.13; Hb 10.38).

A santificação posicionai do crente. A santificação sob este aspecto é perfeita e completa “em Cristo”, mediante a fé. Ela ocorre por ocasião do novo nascimento (I Co 1.2; Hb 10.10; Cl 2.10; I Jo 4.17; Fp 1.1), sendo simultânea com a justificação “em Cristo” (I Co 6.11; G1 2.17a).

O batismo “do”ou “pelo” Espírito Santo (I Co 12.13; G13.27; Rm 6.3). Este batismo “do” ou “pelo” Espírito é algo tão real, apesar de ser espiritual, que a Bíblia o denomina como “batismo”. Em todo batismo, é evidente, há três pontos inerentes: um batizador; um batizando; e um meio em que o candidato é imerso.

O batismo “com” ou “no”Espírito Santo (At 1.4, 5, 8; 2.1-4; 10.44-46; 11.16; 19.2-6). A evidência física desse glorioso batismo são as línguas sobrenaturais faladas pelo crente conforme o Espírito concede. È uma ministração de poder do Alto pelo Espírito, provida pelo Pai, mediante o Senhor Jesus (Jo 14.26; At 2.32,33). Como esse assunto merece um tópico à parte, o analisaremos abaixo.

No batismo pelo Espírito Santo, o batizador é o Espírito de Deus (I Co 12.13); o batizando é o novo convertido; e o elemento em que o recém-convertido é imerso, a Igreja, como corpo místico de Cristo (I Co 12.27; Ef 1.22, 23). Portanto, o Espírito Santo realiza esse batismo espiritual no momento da nossa conversão, inserindo o crente na Igreja (Mt 16.18). Logo, todos os salvos são batizados “pelo” Espírito Santo para pertencerem ao corpo de Cristo — a Igreja, mas nem todos são batizados “com” ou “no” Espírito.

A santificação progressiva do crente (I Pe 1.15,16; 2 Co 7.1; 3.17,18). Essa verdade é declarada no texto original de Hebreus 10.10,14. No versículo 10, a ênfase recai sobre o estado ou a posição do crente — santo: “Temos sido santificados”. O versículo 14, no entanto, não só reafirma o estado anterior, “santo”, como declara o processo contínuo de santificação em nosso viver aqui e agora proveniente de tal posição: “sendo santificados”.

A oração no Espirito (Rm 8.26, 27; Ef 6.18; Jd v.20; Zc 12.10; I Co 14.14, 15). Esta ministração do Espírito no crente, capacita-o a orar, inclusive a interceder por outros. Logo, só podemos orar de modo eficaz se formos assistidos e vivificados pelo Espírito Santo. A “oração no Espírito” de que trata Judas, no versículo 20, refere-se a essa capacidade concedida pelo Espírito.

O Espirito Santo como selo e penhor (2 Co 1.22; Ef 1.13, 14; 4.30; 2 Co 5.5). Devemos observar que, nos tempos bíblicos, o selo era usado para designar a posse de uma pessoa sobre algum objeto ou coisa por ela selada. Por conseguinte, indicava propriedade particular, segurança e garantia. Este selo, portanto, não é o batismo com o Espírito Santo, mas a habitação do Espírito no crente, como prova de que o mesmo é propriedade particular de Deus.

Juntamente com o selo é mencionado o “penhor da nossa herança” (Ef 1.14). De modo semelhante ao selo, o penhor era o primeiro pagamento efetuado na aquisição de uma propriedade. Mediante esse “depósito”, a pessoa assegurava o objeto como sua propriedade exclusiva. Assim, o Senhor deu-nos o Espírito Santo, como garantia de que somos sua propriedade exclusiva e intransferível. O Senhor Jesus “investiu” em nós imensuráveis riquezas do Espírito como penhor ou garantia de que muito em breve Ele virá para levar para Si sua propriedade peculiar, a Igreja de Deus (Tt 2.14).

A unção do Espírito para o serviço. Jesus, nosso exemplo, foi ungido com o Espí- rito Santo para servir (At 10.38; Lc 4.18,19). Assim também a igreja recebeu a unção coletiva do Espírito (2 Co 1.21,22), mas alguns de seus membros são individualmente ungidos para ministérios específicos, segundo os propósitos de Deus. Vejamos a unção do Espírito sobre o crente, conforme I João 2.20,27.

1) “Tendes a unção do Santo”. Esta unção santifica e separa o crente para o serviço de Deus.

2) “E sabeis tudo”. Também proporciona conhecimento das coisas de Deus em geral.

3) “Fica em vós” (v.27). Ê permanente no crente.

4) “Unção que vos ensina todas as coisas” (v.27). E didática, pois possibilita ensino contínuo das coisas de Deus.

5) “E verdadeira” (v.27). Não falha, pois procede da verdade, que é Deus.

6) “E não é mentira” (v.27). È sem dolo; sem falsidade. È possível que houvesse entre certos líderes daqueles dias uma falsa unção, que imitava a verdadeira.

Na conclusão de 2 Coríntios 3, prorrompe jubiloso o sacro escritor, a res- peito da glória do ministério do Espírito: “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (v. 18).

Todas essas maravilhosas ministrações e dádivas do Espírito Santo, dispensadas aos filhos de Deus (2 Co 3.8), são necessárias para fazermos a obra do Senhor no poder do Espírito, a fim de que muitas almas sejam salvas.

Souza. Ronaldo Rodrigues de,. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag. 186-189.

O Espírito Santo é o consolador permanente dos discípulos (14.16b). […] para que fique para sempre convosco. O Espírito Santo jamais deixaria os discípulos.

Daria a eles consolo, direção e poder. Nas horas mais amargas, daria consolo. Nas horas mais confusas, daria direção. Nas horas mais cruciais, daria poder.

LOPES. Hernandes Dias. João. As glorias do Filho de Deus. Editora Hagnos. pag. 378-379.

SÍNTESE DO TÓPICO III

O Espírito Santo atua na sustentabilidade do Cosmo e na interioridade do ser humano, convencendo-o de seu real estado, regenerando-o e capacitando-o para o serviço no reino de Deus.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

” Na profecia de Joel, portanto, vemos uma expansão da atividade do Espírito Santo, e não uma mudança de qualidade. Desde o Éden até hoje, Deus tem desejado a comunhão com a humanidade. Não tem fundamento a ideia de que o Espírito Santo era inativo entre os leigos o antigo testamento. Atividade do Espírito Santo na vida deles formam o paralelo com o seu envolvimento na vida dos que Ele tem trazido á salvação dentro da igreja.

O Espírito transforma o coração das pessoas e também as torna diferente. Outro paralelo existe entre a vinda do Espírito Santo sobre o indivíduo, revestindo-o de poder para o seu cargo ou ministério e a plenitude do Espírito Santo na igreja. Roger Stronstad demonstra que um dos propósitos da ‘plenitude do Espírito Santo’ é equipar os crentes a cumprir o Ministério Profético de declarar à vontade e propósito de Deus para a igreja e para o mundo. É possível que o senhor vão comportamento incomum. Mesmo não sendo assim, receber a plenitude do Espírito é um pico de experiência emocional, física e religiosa, visando o propósito específico. Não se pode, no entanto, viver continuamente, dia após dia nesse pináculo.

A Presença do Espírito Santo em nós, a partir do momento da salvação, visa manter-nos em equilíbrio, dia após dia, momento após momento, principalmente após a experiência da chegada do Espírito Santo ‘com poder’ sobre nós” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia sistemática: uma perspectiva Pentecostal 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.394-95).

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

CONCLUSÃO

As informações sobre o Espírito Santo São abundantes; procuramos apresentar um estudo conciso e compreensivo. Os pontos principais da doutrina Pentecostal são temas das lições que se seguem. É importante, por enquanto, saber que o estudo sobre o pentecostalismo é o estudo sobre o Espírito Santo; e estudar o Espírito é estudar sobre Deus e o seu relacionamento conosco em Cristo.

1 Lição 1 Tri 21 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

PARA REFLETIR

– A respeito de “A Pessoa do Espírito Santo”, responda:

• O que todos os crentes precisam saber sobre o Espírito Santo?

Sobre a sua divindade, a sua personalidade, os seus atributos divinos e as suas obras de acordo com a revelação bíblica.

• O que a Bíblia revela com clareza?

A Bíblia revela com clareza a divindade do Espírito (2 Sm 23.2,3; 2 Co 3.17,18), e mais: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3.16).

• Quais os principais elementos constitutivos da personalidade?

Os principais são o intelecto, a emoção e a vontade, entre os demais.

• O que significa “outro Consolador” em João 14.16?

A palavra “outro”, em grego, empregada nessa passagem, significa ser alguém da mesma natureza, da mesma espécie e da mesma qualidade.

• Dê um exemplo da atuação do Espírito Santo na vida diária.

Resposta pessoal

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

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