1 LIÇÃO 1 TRI 23 AVIVAMENTO ESPIRITUAL

 

1 LIÇÃO 1 TRI 23 AVIVAMENTO ESPIRITUAL

1 LIÇÃO 1 TRI 23 – AVIVAMENTO ESPIRITUAL

 

TEXTO ÁUREO

 

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu irei dos céus, e perdoarei os seus pecados, sararei a sua terra.” (2 Cr 7.14)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

Humilhar-se diante de Deus, buscar a face do Senhor em oração e converter-se de seus maus caminhos são atitudes que precedem o avivamento espiritual.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Sl 143.1 Buscando a Deus com fervor

 

Terça – Is 55.6 Buscar a Deus enquanto se pode achar

 

Quarta – Hc 3.2 Clamando a Deus por avivamento

 

Quinta – Os 10.12 E tempo de buscar a Deus

 

Sexta – Is 29.13 Buscar a Deus de todo o coração traz a promessa de encontrá-lo

 

Sábado – Am 5.4 Buscai o Senhor para a vida

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Crônicas 7.12-15; Ageu 2.5-9

 

2 Crônicas 7

 

12 – E o Senhor apareceu de noite a Salomão e disse-lhe: Ouvi tua oração e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.

 

13 – Se eu cerrar os céus, e não houver chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo;

 

14 – e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus Exércitos. caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

 

15 – Agora, estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.

 

Ageu 2

 

5 – Segundo a palavra que concertei convosco, quando saístes do Egito, e o meu Espírito habitava no meio de vós; não temais.

 

6 – Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca;

 

7 – E farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o SENHOR dos Exércitos.

 

8 – Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o SENHOR dos Exércitos.

 

9 – A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos.

 

 

Hinos Sugeridos: 5,358, 363 da Harpa Cristã

 

PLANO DE AULA

 

 

1- INTRODUÇÃO

 

O Avivamento é uma necessidade da Igreja de Cristo ao longo de sua história. Aliás, a indiferença e a letargia espiritual sempre estiveram presentes como obstáculos ao desenvolvimento espiritual dos crentes. Por isso, neste trimestre estudaremos Aviva a tua Obra: O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Para este trimestre, teremos como comentarista o pastor Elinaldo Renovato, líder da Assembleia de Deus em Parnamirim/RN, bacharel em Economia e mestre em Administração, autor de obras como Ética Cristo, Os Perigos da Pós-Modernidade e Células Tronco, dentre outras, todas editadas pela CPAD.

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Conceituar avivamento;

II) Elencar as condições para um avivamento espiritual;

III) Justificar a necessidade de um Avivamento Espiritual.

 

B) Motivação: Retornar aos princípios bíblicos que caracterizaram a Igreja Primitiva deve ser uma busca constante. Isso passa por viver uma vida cristã com mais fervor espiritual, amor a Deus, pelas pessoas e pela Bíblia. Como está o seu nível de relacionamento vivo com Deus?

C) Sugestão de Método: Para introduzir esta primeira lição, escreva na lousa o título do trimestre. A partir dele, apresente os temas das lições que serão estudados ao longo destes meses. Fale um pouco do comentarista do trimestre e inicie a aula perguntando o que é avivamento.

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: Após conceituar o avivamento, sua condição para acontecer e afirmar a sua necessidade hoje, estimule aos alunos a refletirem a respeito de suas próprias vidas de acordo com os assuntos tratados em aula: Sou um/uma crente avivado/a? Estou disposto/a reconhecer a necessidade de um avivamento? Desejo isso?

 

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicos Adultos. Na edição 92, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “Definindo Avivamento” aprofunda a definição da palavra no primeiro tópico;

2) O texto “O Avivamento Pentecostal é uma necessidade para hoje” é uma reflexão do conhecimento da Escritura e sua relação com o poder de Deus para aprofundar mais o terceiro tópico.

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

Neste trimestre, estudaremos o avivamento espiritual. Veremos o quanto ele é indispensável para o crescimento, o desenvolvimento e o cumprimento da missão integral da Igreja no mundo. Esse fenômeno espiritual é a condição primária para que o Corpo de Cristo proclame o Evangelho de Jesus a cada criatura. Assim, constataremos que o avivamento espiritual, mais do que movimentos ocasionais, é uma necessidade permanente para a Igreja enfrentar os desafios atuais.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Nos dias presentes, mais do que nunca, a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo necessita de avivamento espiritual. Em muitos lugares no Brasil e no mundo, tem-se a impressão de que uma “frente fria” tem passado por muitas igrejas. As chamadas igrejas históricas, oriundas da Reforma Protestante do século 16, de modo geral, nunca buscaram um avivamento com poder de Deus por intermédio do Espírito Santo. A Reforma foi um movimento extraordinário promovido por Deus para sacudir as bases das igrejas consideradas cristãs, que se haviam acomodado ao formalismo religioso. De modo especial, o Senhor levantou homens e mulheres, inclusive no meio da igreja católica, para promover mudanças marcantes na estrutura religiosa daquela igreja, que se dizia cristã, mas que se afastara da ortodoxia neotestamentária.

As igrejas oriundas da Reforma tornaram-se formalistas e academicistas por terem ignorado ou se esquecido do papel maravilhoso do Espírito Santo. As proposições básicas e fundamentais da Reforma adotaram as expressões latinas para indicar o seu corolário de fé. Tais proposições foram denominadas Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus, Sola Scriptura e Soli Deo Gloria. Vê-se que tais declarações de fé honraram o Pai, o Filho, a Palavra, a fé e a graça, só que os reformadores esqueceram-se de um “Sola” tão importante quanto as outras. Esqueceram-se do Solus Spiritus!

Não queremos dizer que eles não conheciam o Espírito Santo, mas, sim, que se esqueceram de contemplar e valorizar a sua pessoa no meio das proposições características da fé dos reformadores.

O resultado dessa omissão ao valor, à necessidade e à importância do Espírito Santo para a Igreja do Senhor Jesus foi que, durante cerca de duzentos anos, as igrejas que adotaram os princípios da Reforma foram dominadas por um formalismo tal, misturado com academicismo teológico, que se tornaram formalistas e sem poder. As discussões teológicas causaram grande acirramento nas percepções que os reformadores tinham da Palavra de Deus. Divisões e fragmentação das igrejas causaram profundas diferenças no contexto eclesiástico pós-reforma na Europa e no mundo.

Esse formalismo tem atravessado os séculos e manifesta-se até os dias atuais, causando frieza ou mornidão no meio de muitas denominações.

Antes da Reforma, o Senhor Deus levantou homens que se comprometeram com a fidelidade à sua Palavra, que levantaram a voz contra o formalismo religioso, sem graça e sem poder para provocar mudanças a realidade espiritual das nações e das pessoas. Deus chamou homens inconformados com a letargia espiritual, que foi provocada pelo catolicismo romano, para promover mudanças na vida dos que se diziam cristãos. Dentre esses homens, em 1315, destacou-se Jan Huss (1369–1415), um professor da Universidade de Praga, homem cheio de fé e amor ao evangelho de Cristo, que condenou os desvios e a apostasia da igreja católica. Como resultado, Huss foi preso e lançado na fogueira, deixando, porém, muitas almas salvas por Cristo e com a chama do avivamento nos corações.

Entre 1330 e 1384, Deus levantou outra testemunha poderosa, cheia do Espírito Santo, para despertar os cristãos contra os ensinos heréticos do catolicismo romano. Esse homem foi John Wycliffe (1328–1384), que proclamou que a sua fé baseava-se no que está escrito na Palavra de Deus e na obediência aos ensinos de Cristo, nos Evangelhos, e dos seus apóstolos, nos Atos e nas epístolas. Depois de Wycliffe, Deus levantou Girolamo Savonarola (1452–1498), homem culto, Superior do Convento, que, conhecendo a Bíblia, protestou contra os desmandos, a corrupção e as orgias promovidas pelo clero desviado. Ele foi excomungado pelo Papa Alexandre VI e, em 1498, foi queimado vivo na fogueira, mas o seu testemunho não morreu, está queimando até hoje nas consciências dos que desejam ver a Igreja de Jesus no centro da sua santa vontade.

A Reforma Protestante não atingiu a igreja cristã. Pode até parecer impertinência de nossa parte afirmar isso, mas a Igreja de Jesus nunca precisou de reforma alguma. Ela sempre existiu desde a Igreja Primitiva, como vemos em Atos dos Apóstolos e nas epístolas. Deus, todavia, levantou homens cristãos, como Martinho Lutero (1483–1546), Ulrico Zuínglio (1484–1531), João Calvino (1509–1564) e outros, para promover o movimento contra os desmandos e apostasias da igreja deformada — esta, sim, precisou de reforma. A Reforma trouxe grande contribuição a todos os que desejavam uma mudança real nos rumos da igreja católica, mas depois se tornou mais um movimento político do que espiritual. O formalismo e a frieza tomaram conta das igrejas que aceitaram o movimento reformista. Diante daquela realidade espiritual das igrejas reformadas, houve uma reação à frieza e ao conformismo dominante no cerne das diversas denominações. Séculos mais tarde, com o movimento pentecostal, o Senhor Deus soprou o vento do Espírito Santo para promover o avivamento no meio do seu povo.

Neste capítulo, nossa atenção estará em parte voltada ao texto de Ageu 2.1-9, que registra um período de grande frieza espiritual no meio do povo de Israel. O próprio Deus cobrou do seu povo a reconstrução do Templo, que fora destruído como consequência da desobediência aos seus mandamentos.

O Senhor deu um grande incentivo ao povo quando este se pôs a trabalhar com afinco para a reconstrução do santuário. E Deus deu uma promessa gloriosa de avivamento para o seu povo (Ag 2.8,9).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

O segredo para o verdadeiro despertamento em nosso tempo é ainda o mesmo. Mas onde, oh! onde estão os intercessores?

Como eu disse anteriormente:

Quando a igreja se divorciar do mundo e do mundanismo;

Quando pudermos ignorar os chamados cristãos-artistas, que tentam combinar Hollywood com santidade;

Quando cessarmos dos esforços da carne e reconhecermos que a Bíblia escrita ontem é também para hoje e para amanhã, e que ela, e somente ela tem a fórmula para o Avivamento;

Teremos, ao menos, começado a caminhar na estrada para a restauração da Igreja, a qual deve preceder o verdadeiro despertar espiritual que pode salvar nossa geração completamente.

Leonard Ravenhill. Avivamento À Maneira De Deus. Uma Mensagem Urgente para a Igreja.

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Palavra-Chave: AVIVAMENTO

 

 

I – O QUE É AVIVAMENTO ESPIRITUAL

 

 1. O que É Avivamento

 

Em primeiro lugar, o avivamento espiritual é uma intervenção de Deus. Só tem início quando o Espírito Santo encontra espaço no coração de uma pessoa, de um grupo, de uma cidade ou de uma nação (Ap 3.20). E mais ainda, quando uma igreja local volta-se para Deus, buscando-o de maneira humilde para que Jesus possa transformar a realidade espiritual. Dessa forma, as circunstâncias de nossa vida externa também são transformadas pelo poder divino.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Na maioria dos dicionários bíblicos, não há definição para essa palavra.

Todavia, certamente a encontramos em dicionários diversos. “Avivamento é o ato de se avivar, ou seja, de se tornar mais vivo, mais ativo, mais intenso, despertado e nítido. Este é um termo bastante usado no âmbito religioso para se referir ao período de renovação espiritual.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Quando Moody chegou à Inglaterra, talvez não imaginasse o que tencionava fazer o Senhor naquelas ilhas. Bastaram, porém, os primeiros dias de labor, e agora já compreendia estar sendo usado para conduzir um dos maiores avivamentos da história da Igreja Cristã. Se tomarmos emprestada a figura cristalizada pelo pastor Boanerges Ribeiro, diríamos ter-se incendiado a seara naquele pedaço de Europa, que já começava a perder a pujança dos avivamentos anteriores.

Recuemos no tempo, e perguntemos a Moody: “O que é o avivamento?”

Vivendo-o intensamente, o evangelista norte-americano responder-nos-á tratar-se de um movimento do Espírito Santo. Que é um movimento do Espírito, não há dúvida. O difícil, entretanto, é definir esse poderoso mover do Espírito Santo que tem muito do vento mencionado pelo Senhor.

Um vento que sopra onde quer; ouvimos-lhe a voz; não sabemos porém de onde vem, nem para onde vai.

Como as perguntas recusam-se a calar, garimpemos uma definição.

DEFININDO 0 AVIVAMENTO

Não busco aqui discutir qual a terminologia mais correta: avivamento ou reavivamento? Difiram embora quanto ao étimo, sinonimizou-as a história da Igreja Cristã. Hoje, ambos os vocábulos são usados quase que indiferentemente.

Como avivamento tornou-se um termo mais comum nos arraiais evangélicos luso-brasileiros, optemos por ele.

O avivamento pode ser definido como o retorno aos princípios que caracterizavam a Igreja Primitiva. É o retorno à Bíblia como a nossa única regra de fé e prática. É o retorno à oração como a mais bela expressão do sacerdócio universal do cristão. É o retorno às experiências genuínas com o Cristo, sem as quais inexistiria o corpo místico do Senhor. É o retorno à Grande Comissão, cujo lema continua a ser: “…até aos confins da terra…” O avivamento, enfim, é o reaparecimento da Igreja como a agência por excelência do Reino de Deus.

De acordo com Arthur Wallis, o avivamento é a intervenção divina no curso normal das coisas espirituais: “É o Senhor desnudando o seu braço e operando com extraordinário poder sobre santos e pecadores”.

Depois de haver reanimado tantas igrejas que jaziam à morte, Charles Finney já tinha condições de afirmar ser o avivamento um novo começo de obediência a Deus. Onde buscaríamos outras definições? Em Lutero? Wesley? Ou, quem sabe, naqueles puritanos que procuravam alicerçar tua fé em experiências cada vez mais vividas?

Infelizmente, não podemos esquecer-nos dos céticos. Ao invés de estudarem o avivamento como um todo, veem-no apenas como um “movimento dentro da tradição cristã que enfatiza o apelo da religião à natureza emotiva e afetiva dos indivíduos”. Não! O avivamento não é só emoções. Não é só carga afetiva, nem aquela euforia que hoje nos embala, e amanhã desaparece como que por taumaturgia. Leve-nos embora às mais ruidosas manifestações, não é este o seu objetivo primacial, conforme acentuaria Ernest Baker: “Um avivamento pode produzir barulho, mas não é nisso que ele consiste. O fator essencial é a obediência de todo o coração”.

Ficássemos aqui a rebuscar outras definições, ver-nos-íamos obrigados a produzir volumosa antologia do que disseram e afirmaram os campeões do Evangelho. Seguindo, contudo, o conselho de Horatius Bonar, lancemo-nos a clamar pelo movimento do Espírito Santo. Vejamos, em primeiro lugar, qual o seu real objetivo.

Andrade. Claudionor Corrêa de,. Fundamentos Bíblicos De Um Autêntico Avivamento. Editora CPAD. 1ª edição: 2014. pag. 39-41.

 

 

Avivamento é aquele curto espaço de tempo em que o Espírito Santo de Deus atua poderosamente no meio de um grupo de cristãos, num determinado lugar, levando-os a buscar a Deus de forma intensa, deixando-se de lado as tradições, os costumes, a rotina, a frieza, a apatia, a inércia e usando-os de maneira fora do comum para o engrandecimento do Seu Reino. O avivamento em si pode até durar pouco, mas os efeitos que ele produz permanecem ecoando nos corações dos fiéis durante muito tempo.

Os avivamentos mais conhecidos da história da Igreja ocorreram na Europa e nos EUA. Entre eles citamos a Reforma Protestante (através dos heróis da fé: John Wycliffe, John Huss, Martinho Lutero, João Calvino e John Knox); o Reavivamento Morávio (com o Conde Nicolau Von Zinzendorf); o Grande Reavivamento do Século XVIII (com John e Charles Wesley e George Whitefield) e a série de reavivamentos ocorridos nas colônias americanas entre 1725 e 1760 (a partir de Theodor Fredinghuysen e Jonathan Edwards, autor da célebre pregação: Pecadores nas Mão de um Deus Irado) e os reavivamentos do século XIX (com Charles Finney e DwightL. Moody).

Infelizmente, na esteira dos grandes avivamentos, surgiram       vários movimentos e seitas, que representam verdadeiros afastamentos, ou distorções, do modelo protestante evangélico. Quase todos são seitas heréticas que originaram-se de visões espetaculares. E o caso das Testemunhas de Jeová e dos Mórmons, nascidos devido às reações contrárias aos avivamentos de suas épocas.

Mas, o que é avivamento? Avivamento é o sopro de Deus, é uma obra de Deus periódica e poderosa. É o avivamento que coloca a Igreja em seu primeiro amor, produzindo convicção e confissão de pecados, santificando e movimentando-a por inteiro. Avivamento verdadeiro desperta a disciplina pelas práticas devocionais da Palavra de Deus; orações, desabafos, auto-sondagem, confissão espontânea de fraquezas e fracassos, sentimentos de carência de Deus e vigilância pessoal. O avivamento leva a Igreja a redescobrir a Pessoa e a obra do Espírito Santo de Deus, para dEle se servir outra vez, como nos dias dos apóstolos.

Mas avivamento ainda é mais do que isso…

E o avivamento que move as coisas novas, as realizações extraordinárias em diversas áreas da evangelização, das missões, do socorro aos sofrimentos humanos.

No avivamento os inconversos se convencem do pecado, arrependem-se e clamam a Deus por misericórdia, geralmente em grandes multidões, e sem qualquer intervenção humana.

O avivamento vem para restaurar os desviados; revigorar os indecisos e inundar o povo de Deus com um profundo senso de majestade divina.

O avivamento, através do Espírito Santo de Deus, é injeção de vida nas veias dos cristãos, é clorofila numa folha seca de verão, como bem compara o Pastor Marco Feliciano.

Avivamento só é verdadeiro quando conduz ao evangelismo, às missões. Evangelismo é o homem trabalhando para Deus e avivamento é Deus trabalhando de forma soberana para o homem.

Que este livro venha cumprir a missão a que foi destinado.

Feliciano.,  Marco,. Tempo De Avivamento. Editora Missão & Vida.

 

 

2- A pré-condição para o avivamento.

 

A Bíblia nos mostra que uma situação de crise espiritual ou moral pode ser pré-condição para o avivamento. Deus disse ao rei Salomão: “Se eu cerrar os céus, e não houver chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo” (2 Cr 7.13). Aqui, a crise está delineada em termos climáticos. Entretanto, ela também pode ser moral, política e econômica, afetando todas as áreas da vida de um indivíduo, de uma igreja local ou de uma nação.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Existência de uma Situação Indesejável

Deus disse a Salomão: “Se eu cerrar os céus, e não houver chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo” (2 Cr 7.13). Esses acontecimentos trágicos sempre Significado de avivamento.

aconteceram, perturbando Israel por causa do pecado e da desobediência aos mandamentos de Deus, o Senhor. Numa perspectiva espiritual, uma situação calamitosa leva a situações caóticas em termos humanos, morais e físicos, afetando todas as áreas na vida de um povo, de uma nação ou de uma igreja. Geralmente, é uma pré-condição para que haja um avivamento.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva. Em seu livre manuseio da fonte informativa que havia à disposição, o cronista omitiu alguns poucos detalhes, mas também adicionou outros por sua própria vontade. Estes três versículos representam seus acréscimos à seção diante de nós. Talvez o cronista tenha inserido alguma antiga tradição. Nesse caso, não inventou estes versículos, mas simplesmente incluiu dados de alguma fonte informativa que o autor dos livros de Reis não tinha ou não quis usar.

Entre as armas que havia à disposição de Yahweh para punir um povo pecaminoso estavam as desordens da natureza. Um povo agrícola que vivia em uma terra circundada por desertos dependia, de modo absoluto, da chuva. Os tempos modernos não mudaram muito essa dependência. Até nossos extensos sistemas de irrigação dependem das precipitações, ainda que deem às águas da chuva uma distribuição mais ampla.

Visto que se pensava que Yahweh controlava as condições atmosféricas, mediante intervenção direta, também se acreditava que o pecado poderia levar o Senhor a reter as chuvas necessárias. Por igual modo, o arrependimento poderia reverter esse curso. A pestilência era outra arma divina contra o pecado, e a antiga e familiar praga dos gafanhotos representava outra temível ameaça. Ver o detalhado artigo do Dicionário com o título Praga de Gafanhotos. Esse artigo apresenta fatos surpreendentes sobre a questão.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1654.

 

 

Tendo estabelecido a aceitação do templo em princípio, Deus expandiu a ideia de como o templo se destinava a servir à nação de Israel. Como observado acima, 7.13–15 é peculiar ao registro do cronista. Enquanto Reis se concentra inteiramente nas responsabilidades do rei e seus descendentes com respeito ao templo, este material dá atenção às responsabilidades do povo em geral. Mais que qualquer porção desta seção, estes versículos falam diretamente à comunidade pós-exílica.

Deus começou com instruções específicas à nação para quando esta enfrentasse condições difíceis (7.13–14). Haverá tempos sem chuva, de gafanhotos e de peste (7.13). Em sua oração, Salomão antecipa tempos sem chuva (6.26–27), gafanhotos (6.28–31) e peste (6.28–31) juntamente com outras dificuldades que viriam sobre Israel. Aqui, Deus se apresenta como sendo o agente ativo dessas provações nacionais (se eu cerrar… se ordenar [7.13]).

Richard L. Pratt, Jr. Comentário do Antigo Testamento. 1 E 2crônicas. Editora Cultura Cristã. Ed. 2008.

 

 

SINOPSE I

 

Diante de uma crise, Deus pode trazer um avivamento ao seu povo por meio de uma divina intervenção.

 

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

DEFININDO O AVIVAMENTO

 

“O Avivamento pode ser definido como o retorno aos princípios que caracterizavam a Igreja Primitiva. É o retorno à Bíblia como a nossa única regra de fé e prática. É o retorno à oração como a mais bela expressão do sacerdócio universal do cristão. É o retorno às experiências genuínas com Cristo, sem as quais inexistiria o corpo místico do Senhor.

 

É o retorno à Grande Comissão, cujo lema continua a ser: ‘… até aos confins da terra…’ O avivamento, enfim, é o reaparecimento da Igreja como agência por excelência do Reino de Deus. De acordo com Arthur Wallis, o avivamento é a intervenção divina no curso normal das coisas espirituais: ‘É o Senhor desnudando o seu braço e operando com extraordinário poder sobre santos e pecadores.

Depois de haver reanimado tantas igrejas que jaziam à morte, Charles Finney já tinha condições de afirmar ser o avivamento um novo começo de obediência a Deus” (ANDRADE, Claudionor Corrêa. Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.40).

 

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

AVIVAMENTO E ARREPENDIMENTO

 

“Acreditemos, pois, e proclamemos Atos 3.19, onde o grego indica que podemos viver tempos de refrigério até a vinda do Senhor. Mas eles somente virão quando houver genuíno arrependimento. Voltemos à figura usada por Schaeffer. O que estamos fazendo para demonstrar nosso amor pelo nosso Noivo Celestial? De que estamos precisando nos arrepender? E você?. Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra O Avivamento Pentecostal, editada pela CPAD, 1997, pp.69-79.

 

 

 

II – AS CONDIÇÕES PARA O AVIVAMENTO ESPIRITUAL     (2 Cr 7.13-17)

 

 

1- Uma crise.

 

Diante da crise, podemos observar vários comportamentos humanos: o medo; a revolta; a blasfêmia contra Deus e o próximo; o desespero; a tentativa de tirar a própria vida. Contudo, a Palavra de Deus pode mudar todo o rumo de uma crise: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14). Vemos, neste versículo, alguns aspectos importantes que antecedem o avivamento espiritual.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

O avivamento não acontece “de qualquer maneira” e nem por qualquer movimento avivalista promovido por pregadores, mensageiros ou representantes de igrejas ou grupos ditos espirituais. Ninguém, por mais santo que seja, produz um avivamento espiritual. O avivamento vem de cima, dos céus e é produzido por Deus pelo seu Espírito Santo. Charles Finney (1792–1875) disse sobre isso: “O avivamento é o uso correto dos meios adequados. Os meios que Deus prescreveu […] produzem avivamento.

Caso contrário, Deus não os teria prescrito. ” Que meios são esses? São condições indispensáveis propiciadas por quem busca o avivamento segundo os princípios de Deus. Não se trata de técnica, nem de método, muito menos de estratégias humanas. Podemos tomar a promessa de Deus por ocasião da inauguração do Templo construído por Salomão em Jerusalém cerca de 1004 anos a.C., conforme registra 2 Crônicas, como referência ou requisitos para essas condições (2 Cr 7.14).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Observe Elias quando ouve a ameaça de Jezabel (I Reis 19 1-21); Elias foge para o deserto, pede a morte, entra na caverna, tudo isso depois de desafiar e matar os 400 profetas de Asera e 450 profetas de Baal, e matá-los.

Elias toma atitudes após uma exaustão emocional, sentiu medo e ficou perturbado, sendo um momento de crise ele decide ir para o deserto.

Após a resposta do Senhor com fogo, o povo dizia: só o Senhor é Deus.

O Carcereiro, que havia espancado Paulo, e Silas, quando vê o terremoto e que todas as cadeias estavam abertas ele, toma a espada para se matar, mas Paulo clamando com grande voz, diz a ele: Não te faças nenhum mal, que todos estamos aqui (At 16.27-28); após isso segue se a salvação do Carcereiro e de sua família.

Pb. Alessandro Silva.

 

 

TRÊS JOVENS ARDENTES

Dois séculos após Deus ter usado Lutero, Calvino e outros na reforma da Europa, a vida espiritual das igrejas estava, em grande parte, extinta. Mais uma vez o pecado dominava as nações. Inquietação civil, motins, contrabando e violência ameaçavam a Inglaterra. A Revolução Francesa quase destruiu a França. Eram agora os anos 1730, e o Espírito de Deus ardia no coração de três jovens ingleses: John Wesley, de 34 anos, Charles Wesley, de 31 anos, e George Whitefield, de apenas 18 anos de idade.

O avivamento wesleyano, ou “Grande Avivamento”, espalhou-se poderosamente pelas Ilhas Britânicas e a colônia da América do Norte, lançando um período na história da igreja em que, por quase dois séculos, houve recorrentes movimentos de avivamento.

Esse avivamento começou na Inglaterra e espalhou-se pelo País de Gales, Escócia e Irlanda.

Mais tarde espalhou-se para a América, por meio de Whitefield e colportores pregadores itinerantes metodistas como Francis Asbury. Em todos os lugares que os Wesleys, Whitefield e seus sucessores chegavam, o fogo de salvação e avivamento começava a arder. Quase todas as denominações experimentaram renovação de crescimento, mas por mais de cinquenta anos foi o movimento metodista que demonstrou com maior profundidade o fogo do avivamento de Deus.

A INGLATERRA ANTES DO AVIVAMENTO

O século 18 foi um tempo de grandes trevas morais e espirituais, inquietação política e carências sociais em muitas partes do mundo. Na Inglaterra, o deísmo teve efeitos devastadores, e a autoridade da Bíblia ficou abalada no país inteiro.

Eram abundantes a indiferença espiritual e o ceticismo, e a liberdade havia se degenerado em licenciosidade. A religião fora esvaziada da sua espiritualidade e do seu poder. Vista com desprezo, era no máximo um código de ética. As massas eram intocadas pela igreja. Aqui e acolá havia alguns ministros piedosos e fiéis, mas o clero, em grande parte, era constituído de líderes de fachada que, além de não ensinar a doutrina da salvação pela fé, ainda se opunham a ela. Muitos eram conhecidos por hábitos de embriaguez. Às vezes até mesmo lideravam os tumultos contra os avivalistas.

Nos círculos mais altos da sociedade, pessoas zombavam quando a religião era mencionada. A grande maioria dos estadistas de renome era descrente, e eles eram conhecidos por sua vida grosseiramente imoral, que escarnecia do casamento. As famosas cartas de lorde Chesterfield para educar seu filho incluíam instruções de como seduzir as mulheres.

Muitos do clero, sustentados pelo Estado, não viviam perto das igrejas para as quais tinham sido designados. Recebiam seus proventos, mas alguns jamais viram sua paróquia. Certo bispo gabou-se de que só teria ido uma vez à sua paróquia — vivia habitualmente à beira da lagoa. Os cultos nas igrejas estavam em declínio, os prédios das igrejas caindo aos pedaços, a adoração era negligenciada. Não mais que quatro ou cinco membros da Câmara dos Comuns frequentavam a igreja. Certa vez, o lorde Bolingbrooke repreendeu um grupo de pastores por seu estilo de vida, dizendo que era “o maior milagre do mundo” o cristianismo sobreviver quando estava entregue nas mãos de “homens tão anticristãos quanto os senhores”.¹

O povo comum na Inglaterra antes do avivamento era, em sua maioria, gente ignorante e espantosamente cruel. As escolas existiam somente para a elite.

Poucas cidades tinham qualquer espécie de força policial, e a ralé saqueava e pilhava Londres e Birmingham, queimando as casas, escancarando as cadeias e aterrorizando o povo.

Os criminosos ficaram cada vez mais ousados e intimidavam a população. Uma em cada três casas em Londres vendia bebida forte, e bares convidavam o público a “embebedar-se por uma moeda, ou beber até cair por duas patacas, e palha sobre a qual deitar até acabar o torpor da bebedeira”.

Os moradores de Londres raramente viajavam depois do anoitecer, até mesmo para os subúrbios mais próximos, a não ser com uma escolta armada. Os contrabandistas operavam nas regiões costeiras, e bandos armados levavam as mercadorias até Londres. Até mesmo as atividades esportivas eram brutais:

brigas de galo, touradas, brigas de ursos e selvagens rinhas de buldogues.

A despeito da força policial ineficaz, a justiça criminal era implacável. Havia pelo menos 160 atos declarados como “passíveis de pena de morte sem benefício de clero” — ou seja, morte imediata. Derrubar uma cerejeira, surrupiar alguma coisa da mão de um homem e fugir com ela, roubos de quarenta xelins ou mais de uma casa, roubar de uma loja o valor de cinco xelins — até 1800, todas essas coisas levavam à pena de morte. Há documentação de que quarenta a cinquenta pessoas eram enforcadas a cada sessão dos tribunais.

As cadeias estavam cheias, eram escuras e imundas, com o cheiro ofensivo dos esgotos abertos que corriam pelas celas das prisões. Não havia roupa de cama e faltava água, e oferecia-se apenas dois pedaços de pão por pessoa ao dia. Muitos prisioneiros morriam em seus calabouços sujos e sombrios. Foi nessas prisões que Wesley e outros membros de seu grupo começaram a ministrar no início do período do avivamento.

Wesley L. Duewel. Fogo Do Avivamento. O Avivamento De Deus Através Da História E Sua Aplicação Para Hoje. Editora Hagnos. Ed. 2015.

 

 

2- Humilhação diante de Deus.

 

No lugar de se revoltar diante das crises espirituais ou materiais, que clamam por soluções efetivas, a humilhação diante de Deus é a primeira condição para o avivamento espiritual acontecer: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome se humilhar[…]”.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Nesse texto, vemos alguns aspectos importantes que antecedem um avivamento espiritual.

Humilhação diante de Deus Diante de uma situação espiritual decadente, de um estado de frieza e letargia espiritual que clama por soluções efetivas, humilhar-se é a primeira condição para o avivamento: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome se humilhar […]. Deus é soberano, altíssimo, onipotente, onisciente e onipresente. São atributos absolutos ou intransferíveis do seu ser. Diante da sua grandeza e majestade, todos os seres do universo, tanto nos céus quanto na terra, sejam anjos, sejam homens, todos devem encurvar-se aos seus pés e, prostrados, adorarem-no.

“E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1.6; Sl 149.1,2). Na terra, todos são exortados a prostrarem-se diante do Deus Todo-poderoso (Sl 99.5). Sempre que Israel humilhou-se e obedeceu ao Senhor, estando quebrantado na sua misericórdia, o Senhor abençoou-o, restaurou-o e deu vitória, mandando avivamento para o seu povo. Essa pré-condição não era requisito apenas para Israel; é pré-requisito para hoje, para todas as igrejas que sentem a necessidade de avivamento e desejam vê-lo acontecer nesses dias tão trabalhosos, como profetizou o apóstolo Paulo (2Tm 3.1).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

O que deviam os israelitas fazer quando Deus os castigasse? Deveriam voltar-se para o poder invocável de Deus no templo (7.14a). Os termos específicos desta responsabilidade humana merecem comentários.

Primeiro, enfatiza-se a identidade da nação. Israel é chamado meu povo (7.14a). Esta terminologia lembrava o uso repetido de Salomão de teu povo em sua oração dedicatória (6.14–42). Em todo o Antigo Testamento esta terminologia reflete o elo do pacto especial entre Deus e Israel (ver Êx 3.7,10; Lv 26.12; 1Cr 17.6,7,9,10; Jr 31.33; Os 1.9; 2.23).

A nação é também chamada o povo que se chama por meu nome (7.14a). Uma vez mais o caráter pactual da linguagem é evidente (ver Is 43.7; Jr 14.9; Dn 9.18–19). Estas instruções não se destinavam às nações da terra, mas àqueles que eram reunidos por meio de um pacto com Deus. Todos os usos modernos desta passagem devem reconhecer esta limitação.

Segundo, estas instruções empregam quatro termos para indicar a intensidade e a sinceridade com que o povo do pacto devia suplicar o auxílio de Deus. Confiança nas realizações externas dos rituais do templo levara a nação de Israel a uma falsa confiança (ver Is 1.10–15; Jr 7.1–15; Am 5.21–24; Mq 3.9–12). Estas instruções esclarecem que o povo devia ir além do ritualismo formal, de quatro maneiras:

1) O povo devia se humilhar (7.14a). Para o cronista, isto significava que eles deviam reconhecer que estavam em pecado e reconhecer sua total dependência de Deus (ver Introdução: 18) Humildade).

Richard L. Pratt, Jr. Comentário do Antigo Testamento. 1 E 2crônicas. Editora Cultura Cristã.

 

 

Arrependimento, oração e correção nacionais são exigidos, v. 14. Deus espera que seu povo, chamado pelo seu precioso nome, se o tiver desonrado devido à prática de iniquidades, honrem-no, aceitando o castigo que merecem devido às iniquidades cometidas. Eles deveriam se humilhai’ debaixo da sua potente mão, orar pela remoção do juízo, e buscar a face e o favor de Deus; no entanto, nada disso servirá a menos que eles se convertam dos seus maus caminhos, e retornem para o Deus contra quem se rebelaram.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. 1 Ed. 2010. pag. 707.

 

 

3- Orar e Buscar a face do Senhor.

 

Sem oração, não há avivamento. Sem a disposição dos crentes para buscar a face do Senhor (Sl 143.1; 84.8), o avivamento tarda e não chega. Nesse sentido, podemos perceber se uma igreja local busca verdadeiramente um avivamento espiritual de acordo com a frequência dos crentes aos cultos de oração, na prática das orações devocionais, na perseverança em orar.com propósito por determinados períodos de tempos.

Além de orar, o suplicante que busca a face do Senhor persevera mais para receber de Deus a resposta de sua súplica. A ausência dessa disposição perseverante é uma das razões pelas quais Deus não envia um avivamento em muitos lugares.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Oração: “e orar […]”

A oração é a maneira mais comum de alguém se comunicar com Deus.

Jamais haverá avivamento sem oração. Se, para Israel, a oração era o meio pelo qual o povo, humilhado e quebrantado diante de Deus, podia dirigir-se a Ele, suplicando a sua bênção e o seu perdão para resolver crises espirituais e morais que afligiam o seu povo, imaginem nos dias atuais quando grande parte dos que se dizem cristãos não dão valor à vida de oração e preferem ocupar o tempo precioso com coisas supérfluas, como entretenimentos, redes sociais, que, além de não ter valor para a vida cristã, são armadilhas para o seu afastamento da presença de Deus. A Bíblia diz: “remindo o tempo, porquanto os dias são maus” (Ef 5.16) e “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo” (Cl 4.5).

Está muito difícil haver avivamento em muitas igrejas hoje em dia.

A maioria dos crentes, mesmo os pentecostais, não gosta de orar. Os cultos de festas, de eventos e comemorações especiais são superlotados, mas a frequência é bastante reduzida nos cultos de oração — com raras exceções, claro. Sem dúvida alguma, podemos dizer que essa é uma das razões mais fortes pelas quais Deus não manda um avivamento no cerne das igrejas evangélicas.

Buscar a face do Senhor: “[…] e buscar a minha face”

No item anterior, temos o requisito da oração como indispensável para que haja avivamento. Nesta terceira condição, a estrutura gramatical da oração é diferente. É algo mais profundo. Orar pode ser tão somente expressar o que se quer obter de Deus por meio de palavras ditas com os lábios. Buscar a face do Senhor indica, porém, uma atitude mais profunda. O suplicante, além de orar, esforça-se mais para alcançar o que deseja. Desse modo, o avivamento requer oração e busca pela face de Deus, ou pela sua presença, de forma mais intensa.

Conversão sincera dos pecados: “Se o meu povo […] se converter dos seus maus caminhos”.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023. pag.

 

 

O caminho era orar (7.14). Este termo genérico é com frequência associado, como aqui, com a súplica a Deus por auxílio em tempos de necessidade (ver Introdução: 17) Oração).

O povo de Israel deve me buscar (7.14). O cronista usou a expressão “buscar” muitas vezes com as conotações de adoração e busca do favor divino (ver Introdução: 19) Busca).

Richard L. Pratt, Jr. Comentário do Antigo Testamento. 1 E 2crônicas. Editora Cultura Cristã.

 

 

(a) A descrição das situações nas quais o povo poderia orar (v. 13) reconhece que tais tragédias podem ser enviadas por Deus. Mas também é uma clara indicação de que mesmo quando Deus está irado, a única solução é voltar-se para o mesmo Deus em busca de perdão (cf. 1 Cr 21.13).

(b) Embora o convite de Deus seja feito inicialmente ao meu povo (v. 14), 6.32-33 deixa claro que qualquer um que reconhece o nome de Deus e sua autoridade pode orar com a mesma confiança de ser ouvido. Essa passagem é, portanto, coerente com outras onde o convite é estendido explicitamente a “todo que clamar pelo nome do S en h o r.,.” (J12.32;At2.21;Rm 10.13;Sf3.9; ICo 1.2).

Os usos diferentes do nome de Deus aqui são dignos de nota: “ser chamado pelo nome” indica posse, “invocar o nome” fala da oração no nome de Jesus ou Javé, e “a casa que… traz seu Nome” (6.33; cf. 6.5-8,10,20) refere-se à presença de Deus. Em todo caso, conhecer o nome de Deus é ter esperança.

Nesse ponto então seguem quatro expressões que resumem a abordagem correta a ser adotada na oração. Essas expressões devem ser entendidas como quatro facetas de uma atitude, para que os pecadores busquem ao próprio Deus em arrependimento humilde, e não como quatro passos diferentes em uma longa estrada para o perdão. É interessante que desse ponto em diante em Crônicas, essas expressões estão unidas frequentemente com o arrependimento, um significado que elas geralmente não tiveram nos capítulos anteriores. O arrependimento de agora em diante recebe destaque em Crônicas. E isso não porque Israel estava ficando mais pecador, mas porque o novo templo representava uma nova base para a restauração e o perdão.

Selman., Martin, J. Introdução e Comentário 1 e 2 Crônicas. Editora Vida Nova. pag. 269-270.

 

 

4- Conversão sincera dos pecados.

 

“Se o meu povo […] se converter dos seus maus caminhos”. Não pode haver avivamento sem confissão de pecados, sem que deixemos os nossos maus caminhos e nos lancemos às misericórdias de Deus. Eis uma advertência tão séria: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (SI 66.18).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Como dissemos acima, para que o avivamento seja enviado por Deus, há uma pré-condição, que é a existência de uma situação indesejável, uma realidade que indica a ausência de comunhão com Deus, de afastamento dEle, de desobediência a Ele, como aconteceu várias vezes com o povo eleito — e tem acontecido ao longo da história com muitas igrejas em todos os lugares.

Os avivamentos no Antigo e no Novo Testamento sempre foram antecedidos de um estado espiritual decadente, pecaminoso e até de afronta contra o Senhor. Para que haja o avivamento espiritual, é indispensável que as pessoas reconheçam que estão vivendo de maneira errada e aceitem a submissão à Palavra de Deus: “E te darei os tesouros das escuridades e as riquezas encobertas, para que possas saber que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome” (Is 45.3).

Uma vez despertados à nossa necessidade, precisamos fazer alguma coisa.

A convicção do pecado leva ao arrependimento. Não pode haver avivamento antes que confessemos os nossos pecados, deixemos nossos maus caminhos e nos lancemos às misericórdias de Deus: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Sl 66.18).

Quando alguém ou um povo está desviado da vontade de Deus, é dominado pelas “obras da carne”, há necessidade de um avivamento (ver Gl 5.19-21).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023. pag.

 

 

O povo do pacto deveria se converter de seus maus caminhos (7.14b). A devoção a Deus devia ser demonstrada em mudança de vida. O cronista se referia ao conceito de arrependimento ou “voltar-se” do pecado e ir em direção a Deus em várias ocasiões (ver Introdução: 22) Arrependimento).

Richard L. Pratt, Jr. Comentário do Antigo Testamento. 1 E 2crônicas. Editora Cultura Cristã.

 

 

Se o meu povo … se humilhar … e se converter dos seus maus caminhos, então eu … sararei a sua terra. Este grande versículo, o mais conhecido de todo o fino das Crônicas, expressa mais do que qualquer outra passagem das Escrituras, as exigências divinas para uma bênção nacional, quer na terra de Salomão, na de Esdras, ou em nossa própria. Aqueles que creem devem abandonar seus pecados, abandonar a vida que se centraliza no ego e submeter-se à Palavra e vontade de Deus. Então, e somente então, os céus enviarão o reavivamento.

Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. 2 Cronicas. Editora Batista Regular. pag. 16.

 

 

5- Um caminho preparado.

 

A crise pode ser uma pré-condição para o avivamento espiritual se nos humilharmos diante de Deus; se buscarmos mais a face do Senhor em oração, se decidirmos firmemente confessar os nossos pecados e convertemo-nos dos nossos maus caminhos. Então, o “caminho” está livre para o verdadeiro avivamento espiritual.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Quando um povo descuida-se de cumprir a vontade de Deus e passa a viver na pecaminosidade, na corrupção e, principalmente, na idolatria, é visto por Ele como um povo doente, acometido por enfermidades espirituais que precisam de tratamento e cura. E a cura só vem quando todos atendem às condições para ser recuperado por Deus, por meio da sua misericórdia e amor. Depois que o povo atende aos requisitos divinos, além de ouvir as suas orações e perdoar os seus pecados, o Senhor também sara a sua terra, ou seja, remove as consequências da “doença” espiritual e promove uma “cura” completa na nação, a começar pelos seus líderes.

Essa referência bíblica diz respeito ao povo de Israel, mas pode ser aplicada em todos os seus aspectos ao povo de Deus, à sua Igreja, que se identifica como todos os crentes que se unem e que se reúnem nas igrejas cristãs. Há casos em que os desvios espirituais, morais e doutrinários são tão grandes que igrejas inteiras tornam-se doentes espiritualmente. E a terapia de Deus é a mesma. Ele só sara os crentes, os pastores e o ministério quando há arrependimento e confissão de pecados com sinceridade.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023. pag.

 

 

A resposta de Deus a devoção tão sincera deve ser como se espera. Ele prometeu: eu ouvirei dos céus, perdoarei seus pecados (7.14b). Esta linguagem lembra as frases semelhantes repetidas na oração de Salomão (ver 6.14–42). Além do mais, Deus prometeu: sararei sua terra (7.14). Em situações em que os pecados do povo trouxessem desastres à terra e a seus habitantes naturais, o arrependimento sincero traria a cura.

Estas instruções e garantias falaram claramente aos leitores pós-exílicos do cronista. Eles se encontravam em circunstâncias difíceis e necessitados do favor divino. As instruções de Deus aqui lhes mostraram o caminho para as bênçãos nacionais.

Richard L. Pratt, Jr. Comentário do Antigo Testamento. 1 E 2crônicas. Editora Cultura Cristã.

 

 

A misericórdia nacional é então prometida, para que Deus perdoe os seus pecados, os quais trouxeram o juízo sobre eles, e para que então cure a sua terra, e corrija todas as injustiças que eles praticaram. A misericórdia que perdoa prepara o caminho para a misericórdia que cura, Salmos 103.3; Mateus 9.2.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. 1 Ed. 2010. pag. 707.

 

 

SINOPSE II

 

As condições para um avivamento espiritual passam por uma crise, pela humilhação diante de Deus, oração e busca à face do Senhor e arrependimento dos pecados.

 

 

III – A NECESSIDADE DE UM AVIVAMENTO ESPIRITUAL (Ag 2.5-9)

 

 1. A Situação Espiritual de Judá

 

Por causa da desobediência de Judá, profetas alertavam a respeito da futura destruição da nação, mas o povo não ouviu as divinas advertências (Am 2.5; 3.6; Is 6.11; 8.7).

 

a) A destruição do Templo e morte. Por ignorar a voz do Senhor, o povo foi levado em cativeiro para a Babilônia e o Templo foi destruído. Além disso, um terço dele morreu de fome e de peste, ao passo que outro terço morreu pela espada (Ez 5.12; cf. 24.1,2; Jr 38.17-19; 39.1; 52.4).

 

b) O chamado para reconstruir o Templo. A vida espiritual do povo pós-exílio não era boa, pois ele não sentia falta do lugar de reunião para adorar ao Senhor. Por meio do profeta Ageu, Deus cobrou do povo rebelde a reconstrução do Templo que o exército babilônico destruirá (Ag 1.2-8,9).

 

c) Deus levanta homens para realizar a obra. O povo pós-exílio se descuidou e não deu valor à Casa do Senhor. Após a repreensão divina, Deus levantou homens fiéis para reconstruírem o Templo: Zorobabel (o governador), Josué (o sumo sacerdote) e o resto do povo (Ag 1.12-15). A Bíblia revela que Deus está com os que trabalham segundo o seu propósito (Ag 2.4).

 

d) O desejado das nações e a glória da segunda casa. Conclamando o povo a se levantar para construir o Segundo Templo, e por intermédio do profeta, Deus descreveu como seria esse avivamento espiritual: “[…] e virá o desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória …A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2.6-9).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Ageu foi um profeta pós-exílico contemporâneo de Esdras e Zacarias. A situação espiritual do Reino do Sul, sede em Judá, não estava nada boa. Por causa da sua desobediência nacional ao Senhor, profetas alertavam para a sua destruição, ainda que com previsão da misericórdia do Senhor (Am 2.5; 3.6; Is 6.11; 8.7). Pela falta de temor de Deus, o povo continuou ignorando os alertas amorosos do Senhor. O resultado não poderia ser diferente, pois o Senhor vela pela sua Palavra para cumpri-la (Jr 1.12). O povo desprezou a eleição de Deus e os privilégios decorrentes dessa escolha e foi derrotado sucessivamente após cada desprezo a Deus, passando por dois grandes cativeiros: Judá, Reino do Sul, passou pelo cativeiro babilônico em 609 a.C., quando o Templo foi saqueado, e, em 587 a.C., houve nova deportação para aquele reino, e o Templo e a cidade de Jerusalém foram destruídos.

O Templo estava destruído

O Templo em Jerusalém não era somente um santuário de culto e adoração a Deus, o Senhor. Era o centro espiritual, moral e social da nação.

Não havia outro lugar para oferecer sacrifícios. Quando ele fora construído e inaugurado com grande solenidade no ano 1004 a.C., Deus mandou um grande avivamento no meio do povo com a oração de Salomão (2 Cr 6.1-3).

O Senhor fez promessas grandiosas a Salomão se o povo “se [humilhasse], e [orasse], e [buscasse] a [sua] face, e se [convertesse] dos seus maus caminhos” (2 Cr 7.14). Como o povo não ouviu a voz do Senhor, o castigo veio dos céus, e o povo foi para o cativeiro, e o Templo foi destruído: “Um terço do povo morreu de fome e de peste, ao passo que outro terço foi morto pela espada (Ez 5.12; ver também 24.1,2; Jr 38.17-19; 39.1; 52.4;)”. Deus reclama da omissão do povo A situação espiritual do povo estava tão decaída que eles não sentiam falta de um lugar de reunião para adorar a Deus, o Senhor (ver Ag 1.2,7,8,9).

Deus levanta homens para realizar a obra

O povo estava descuidado, sem dar valor à Casa do Senhor. Depois da repreensão dada por Deus, Ele resolveu levantar homens fiéis para reconstruírem o Templo (Ag 1.12).

Deus tocou no coração de Zorobabel, de Josué e de todo o povo para ouvir a sua voz e as palavras de Ageu, profeta do Senhor (Ag 1.13-15).

Ao ouvir a voz do Senhor e do seu profeta, Ageu, o “resto de todo o povo” começou a obra da reconstrução do segundo Templo. Esse já era o prenúncio do avivamento espiritual.

Deus promete estar com os que trabalham

O Senhor deu graças aos homens chamados por Ele para cuidar da construção do segundo Templo (Ag 2.1-4).

Era o chamado de Deus aos líderes e a todo o povo para esforçarem-se em prol da obra do Senhor.

O Desejado de todas as nações e a glória da segunda casa Conclamando o povo a levantar-se para construir o segundo Templo, Deus prometeu e descreveu como seria o avivamento (ver Ag 2.6-9).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023. pag.

 

 

Ageu era um homem de uma só mensagem. Ele representava o Deus que ele gostava de chamar de Senhor dos Exércitos, a fonte de todo poder, o senhor das potências militares, na terra e no céu (veja notas adicionais sobre “Senhor dos Exércitos”, pg 34). A consequência foi que sua palavra tinha autoridade; o clima obedecia às suas ordens (1:1), todo o universo estava ao alcance da sua mão, e um dia seria sacudido por ela (2:6,21).

Este mesmo Deus era coerente em sua atitude para com as pessoas.

Apesar de elas o desprezarem, ele nunca desistia delas. Quando elas deixaram de fazer sua vontade, ele lhes dificultou a vida, para que voltassem para ele (1:5). Quando elas se dedicavam ao seu serviço, ele se agradava disto e era glorificado (1:8). Ele mudou as atitudes das pessoas (1:14), e morou entre elas na pessoa de Seu Espírito (2:5). Ele transformaria o trabalho delas por ele, e faria com que as nações trouxessem presentes de ouro e prata, que pertenciam a ele por direito (2:8).

Ageu não fez nenhuma lista de pecados graves. Parece que os judeus que voltaram para Jerusalém nesta época obedeciam à lei, ainda impressionados com lembranças do exílio. Faltava certa insatisfação com o estado das coisas, e consequentes atitudes concretas. A resignação mata a fé. O esqueleto do templo em ruínas era como um cadáver que se decompunha em Jerusalém e contaminava tudo (2:10-14). Como esta ofensa podia ser retirada? Com um esforço conjunto de reconstrução, o que seria prova e garantia de uma mudança de atitude da resignação para a fé. Assim que as prioridades estivessem na ordem certa a presença do Senhor entre o povo se tornaria evidente pela prosperidade que acompanharia tanto a construção como a agricultura (2:9,19).

Esta certeza da salvação do Senhor no presente e no futuro permeia a mensagem de Ageu e põe nele a marca do verdadeiro profeta. Ele é capaz de ver as paredes nuas do templo em seu estado momentâneo revestidas da prata e do ouro presenteados pelas nações (2:7-9). Zorobabel, responsável pela reconstrução, é o governante davídico que estava por vir, ou pelo menos seu representante na cena do momento (2:21-23). O reino universal de Deus, no qual as nações em guerra encontrarão paz, capitulando diante dele (2:22, c/7-9), é a meta final da história, mas Ageu o vê surgindo em sua própria época à medida que problemas pessoais e comunitários são submetidos ao controle de Deus.

Não que tudo vá terminar bem no fim, mas que o Deus imutável está concretizando seu propósito já agora: “O meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (2:5). Desta forma a obediência atual alinha o povo de Deus com seu propósito derradeiro, e seu Espírito o enche da certeza de que está experimentando em pequena medida “escatologia realizada”.

Joyce G. Baldwin, B.A., B.D. Ageu, Zacarias, Malaquias, Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag.26-27.

 

 

A MAIOR PARTE DOS PROFETAS do Antigo Testamento falou antes do cativeiro.

Ezequiel e Daniel profetizaram durante o cativeiro. Ageu, Zacarias e Malaquias profetizaram após o retomo do cativeiro.

O livro do profeta Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento. Ageu foi o primeiro profeta do período póscativeiro babilônico. Juntamente com Zacarias, seu contemporâneo, ele foi usado por Deus para encorajar o povo a reconstruir o templo de Jerusalém, que havia sido destruído por Nabucodonosor em 586 a.C.

Dionísio Pape diz que o entusiasmo religioso para a reconstrução do templo justifica-se pelo fato de que, em cada sete dos exilados que voltaram, um era sacerdote. A maioria dos judeus ficara na Babilônia, desfrutando de prosperidade. Os elementos mais piedosos voltaram com a idéia de formar um estado sacerdotal, e foi isto o que preparou o espírito farisaico do período de Cristo.

Dezesseis anos antes da reconstrução do templo em Jerusalém, o remanescente, com aproximadamente 50 mil pessoas, voltava à Judéia sob a liderança de Zorobabel a fim de pôr em prática o decreto real (Ed 1 e 2). Dois anos depois, os alicerces do templo haviam sido assentados, entre louvores e lágrimas (Ed 3.8-13), e as expectativas da reconstrução pareciam brilhantes. Mas agora, em 520 a.C., as circunstancias se revelavam sombriamente diversas.

Os inimigos, da raça mista dos samaritanos, haviam se colocado contra os judeus durante todo o reinado de Ciro; e, quando seu sucessor, Artaxerxes, subiu ao trono, eles conseguiram suspender completamente o projeto (Ed 4.21). Quatorze anos haviam-se passado agora; o templo continuava inacabado, e os alicerces tinham sido cobertos de entulho. Os judeus repatriados pareciam ter aceitado os acontecimentos com resignação quase fatalista. George Robinson diz que a apatia tomou o lugar do entusiasmo, e o afã de ganhar dinheiro absorveu o seu interesse principal.

[…] A paralisia espiritual tinha atacado o povo, e foi com o propósito de libertá-los dessa letargia que Ageu se levantou com sua poderosa pregação.101 Ageu profetizou apenas durante quatro meses (1.1; 2.1; 2.10; 2.20). Zacarias começou a profetizar dois meses depois de Ageu (Zc 1.1) e teve um ministério mais longo. Ageu só é citado fora do seu livro em Esdras 5.1 e 6.14. Alguns eruditos o consideravam membro da classe sacerdotal.

Esse Dario não é o mesmo Dario de Daniel capítulo 6. Trata-se de Dario, o Grande, que ascendeu ao poder em 522 a.C. Se Ageu começou a profetizar no segundo ano do seu reinado, nesse período a reconstrução do templo já estava paralisada havia quinze anos, e o templo permanecia em ruínas (Ed 4.1-5). Os judeus tinham apenas lançado os fundamentos e abandonado a obra devido à oposição dos de fora e a desmotivação dos de dentro. A mensagem de Ageu, porém, foi poderosa e eficaz, pois os líderes e o povo reagiram e reconstruíram o templo em quatro anos, concluindo-o em 516 a.C.

[…] Depois do cativeiro babilônico, Israel nunca mais recuperou plenamente a monarquia. Não havia mais rei em Jerusalém, mas apenas um governador sob o comando da Pérsia. Zorobabel havia sido nomeado governador de Jerusalém e agora liderava seu povo nesse tempo de retorno e de restauração na terra prometida. Enquanto Zorobabel liderava o povo politicamente, Josué o liderava religiosamente.

As mensagens da profecia (caps. 1—2). O profeta Ageu entregou aos líderes (1.1) e ao povo (1.13) quatro mensagens: a primeira mensagem foi o desafio à reconstrução do templo (1.1-14), a segunda trata-se da glória do novo templo (2.1-9), a terceira afirma a inversão da sorte de Israel por causa da edificação do templo (2.10-19), e a quarta traz uma promessa relativa a Zorobabel (2.20-23).

Os resultados da profecia de Ageu foram imediatos. Poderíamos sintetizar sua mensagem da seguinte forma: ele acusa o povo (1.1-11), depois vem a reação do povo (1.12-14), seguida da garantia de sucesso (2.1-9). A estrutura se repete: acusação (2.10-17), reação (2.18,19) e garantia do triunfo de Deus (2.20-23).

LOPES. Hernandes Dias. OBADIAS E AGEU Uma mensagem urgente de Deus à igreja contemporânea. Editora Hagnos. pag. 69-74.

 

 2. Deus Usa Ciro para Libertar Israel do Cativeiro

 

Ciro não era filho de Israel, não era servo de Deus. Ele era o rei da Pérsia (550-530 a.C), mas foi levantado pelo Altíssimo para executar seus planos de libertação do povo israelita que se achava cativo na Babilônia.

 

a) Promessas de Deus a Ciro. Foi tão importante o papel de Ciro, que o Senhor o chamou de “seu ungido”, fazendo-lhe promessas tão grandes, que só foram vistas em relação a homens verdadeiramente chamados para realizar seus divinos propósitos (Is 45.1-3).

 

b) Ciro liberta Israel do cativeiro. Logo no início do seu reinado, o rei Ciro ouviu o chamado de Deus para executar a grande missão de libertar Israel, cumprindo as profecias que anunciavam o fim do cativeiro (Jr 25.12; 29.10). No ano primeiro de Ciro, 538 a.C., ele cumpriu o que Deus colocou em seu coração (Ed 1.2,3).

 

c) A conclusão do Templo. Com a graça de Deus, por meio do rei Ciro, levas de israelitas voltaram a Jerusalém e começaram a reconstruir o Templo (Ed 4.1-5). Em 520 a.C., o Templo se encontrava em ruínas. Com a bênção de Deus, o Segundo Templo, ou seja, “a Segunda Casa”, foi concluído em 516 a.C. Assim, houve um grande avivamento como consequência da intervenção de Deus na história de Israel (Ed 6.16-22).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Ciro não era filho de Israel e nem servo de Deus em termos espirituais. Ele era rei da Pérsia (550–530 a.C.), mas foi chamado pelo Senhor para cumprir os planos dEle em relação ao povo de Israel, que se achava cativo em Babilônia.

Promessas de Deus a Ciro

Foi tão importante o papel de Ciro que Deus chamou-o de “seu ungido”.

O Senhor fez-lhe promessas tão grandes à sua pessoa que só foram vistas em relação a homens verdadeiramente chamados para realizar os seus divinos propósitos (ver Is 45.1-3).

Por amor de Israel

Ciro, rei persa, jamais imaginaria ser chamado pelo Senhor, o Deus de Israel, o Criador dos céus e da terra, com tamanha deferência e propósito.

E não o chamou por amor ao seu povo, os persas, mas por amor a Israel.

O amor de Deus é inigualável, “de tal maneira”, indefinido, incompreensível na sua dimensão divina e além da percepção da mente limitada do homem. Além de chamar Ciro por amor de Israel, Deus diz que chamaria o monarca persa pelo seu nome e pôs-lhe o sobrenome, mesmo sem Ciro ter conhecimento de Deus! Isso foi algo completamente fora da racionalidade ou lógica humanas Is 45.4-6.

Ciro liberta Israel do cativeiro

Ciro conquistou a Babilônia no ano 539 a.C., fundou o Império Persa, que teve a duração de 200 anos. E, logo no início do seu reinado, ouviu o chamado do Deus que ele não conhecia, mas que o escolheu para a grande missão de libertar Israel em cumprimento às profecias que anunciavam o fim do cativeiro (Jr 25.12; 29.10). No ano primeiro de Ciro, 538 a.C., ele cumpriu o que o Senhor colocara no seu coração (ver Ed 1.2,3).

O Templo foi concluído

Com a graça de Deus e por intermédio de Ciro, levas de israelitas voltaram a Jerusalém e começaram a reconstruir o Templo. Tempos depois, porém, a reconstrução do Templo foi parada por oposição dos inimigos de Israel (Ed 4.1-5), e, em 520 a.C., o Templo encontrava-se em ruínas.

Esse período foi registrado pelo profeta Ageu, que é o ponto central deste comentário. É em Ageu que encontramos a promessa de Deus de que, apesar dos insucessos e apesar das oposições aos seus planos, “a glória desta última casa”, o segundo Templo, seria “maior do que a da primeira”. A construção foi questionada por inimigos da obra. O rei Dario, entretanto, consultando os registros do reino, autorizou o seu prosseguimento, proibiu que os judeus fossem importunados e mandou ajuda para a construção (Ed 5.6,7; 12) — prova de que, quando Deus abre a porta, ninguém a fecha (Ap 3.7). Com a bênção de Deus, o segundo Templo — “a última casa” — foi concluído em 516 a.C. A construção do Templo provocou tanta alegria no coração do povo que este voltou a realizar o culto a Deus no seu lugar, consagrado ao Senhor. Houve um grande avivamento como consequência da intervenção de Deus na história de Israel.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023. pag.

 

 

CIRO Filho de Cambises, da família real dos Aquemênidas, e fundador do Império Persa. Foi profetizado por Isaías como sendo o ungido de Deus para dominar sobre reis, lugares fortificados, e libertar os judeus do cativeiro (Is 44,28; 45.1-14). Sob sua política liberal, os judeus tiveram permissão para sair do exílio (Ed 1).

A história de Ciro é complicada pelo aumento de fábulas e romances. Até mesmo Heródoto, que viveu no máximo a um século da época de Ciro, faz referências a estes embelezamentos. Ctesias, meio século mais tarde, viveu na corte persa e extraiu informações destes arquivos, que também já estavam influenciados. A obra Cyropaedeia de Xenofonte é vista mais como um romance histórico do que como uma biografia precisa.

Acredita-se que as melhores fontes sejam as crónicas babilónicas, persas, os escritos de Heródoto e os manuscritos.

Ciro foi provavelmente nomeado pelo seu avô que, também, já havia sido rei de Anshan, a capital de Elão. O nome Ciro, sendo elamita, é de significado duvidoso.

Heródoto (i. 107ss.) faz um relato emocionante de uma versão da origem de Ciro. O poderoso rei Medo Astíages, ofereceu sua filha Mandane a Cambises em casamento. Sendo ele um governante persa, através deste casamento evitaria qualquer dano à descendência de sua filha por alguma rivalidade em relação ao trono da Média. A Pérsia era então, relativamente pobre e talvez uma terra dependente, e também estava a uma distância segura. Por causa de um sonho, o rei Medo tramou a destruição da descendência masculina desta união. Um pastor, entretanto, salvou e educou Ciro, mas como ele se revelou um rapaz extraordinário, foi descoberto e retornou para seus pais e avô. Assim ele teve acesso às habilidades e recursos da realeza dos medos, e ainda manteve o espírito ousado dos persas. Amigos e admiradores de ambos os países prepararam o caminho para a sua súbita ascensão ao poder, aproveitando o descontentamento do povo que estava sob a tirania e injustiça do governante medo.

Quer estes eventos e relacionamentos tenham sido, ou não, relatados com precisão, Ciro sucedeu seu pai pela primeira vez no trono da província de Anshan (559 a.C.).

Então subitamente subiu ao trono Medo-Persa, ajudado pela deserção em massa do exército medo. Isto ocorreu em aprox. 550 a.C., enquanto Nabonido reinava na Babilónia.

Ciro tomou Ecbatana e levou o seu espólio para sua cidade.

Croesus, rei da fabulosa Lídia na Ásia Menor, alarmado e ambicioso, fez alianças gregas poderosas e cruzou o rio Halvs para invadir ús domínios dos medos e persas. Ciro o subjugou, conquistando a Lídia e tornando Croesus cativo.

O grande teste foi a Babilónia, com seus muros sólidos e seu prestígio de séculos de governo.

Ela foi particularmente impenetrável por causa da vasta área dentro aos muros, onde podia se armazenar e até produzir alimentos, por causa da sua grande riqueza e do rio Eufrates que passava pela cidade. Diz se que Ciro colocou uma parte do seu exército no lugar onde o rio entrava na cidade, e outra, onde o rio terminava. O resto do exército aprofundou os canais no vale do Eufrates e desviou o rio temporariamente. Em outubro de 539 a.C., o exército marchou pelo íeito do rio sob a liderança de Gobryas (do acádio, Ugbaru), que morreu uma semana depois (ANET, p. 306).

A invasão parece ter acontecido sem batalha.

Insatisfeito com o reinado de Nabonido e Beis azar, o povo fez uma súplica pela paz, e esta foi concedida. Eles foram governados por um oficial também chamado Gobryas (mas do acádio, Gubaru; ANET, p. 306 não esclarece esta distinção), que Ciro escolheu como vice-governador da cidade. Ele pode ser provavelmente identificado com Dario, o medo (Dn 5.31; 6; 9.1; veja John C, Whitcomb, Jr., Darius the Mede), Junto com o trono da Babilônia veio a decisão do destino dos cativos hebreus. Ao manter a política generosa de devolver ao povo suas terras e religião, Ciro permitiu que os judeus retomassem do exílio. Outra razão para esta concessão pode ter sido a intenção e criar uma nação divisora entre o Egito e os sátrapas persas.

A maneira como se deu a morte de Ciro é incerta. Ele cruzou o rio Arax ao norte e atacou os massagetas. Seu exército foi destruído pelos citas. Acredita-se que ele tenha perdido a vida em uma batalha. Depois de um reinado de 29 anos, ele foi sucedido pelo seu filho Cambises, em 530 a.C.

Ciro é considerado pela maioria dos comentadores como o indivíduo da visão de Daniel, do carneiro com dois chifres, representando as divisões da Pérsia e da Média que faziam parte de seu império (Dn 8.3,4,20).

PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. 2 Ed. 2007. pag. 423-424.

 

 

Seu Decreto. Os trechos de II Crônicas 36:22,23 e Esdras 1:2,3 informam-nos que Ciro deu permissão, aos cativos hebreus da Babilônia para retomarem à Palestina e reconstruírem o templo. A liberalidade de Ciro, no tocante às religiões, sem dúvida foi um fator em tudo isso. O cilindro de Ciro. Esse cilindro, descoberto no século XIX, retrata Ciro como um político politeísta, embora também demonstre paralelos com o ponto de vista “bíblico a seu respeito, como um homem benévolo, que tinha misericórdia dos cativos. Esse cilindro fala sobre o deus Marduque, que teria procurado um governante justo e encontrou Ciro; o qual assim poupou as cidades e santuários sagrados, e os restaurou.

Ciro e a Profecia Bíblica. A profecia de Isaías, acerca de Ciro, começa em 41:2,25 e termina em 46:11 e 48:15. Isaías previu que Ciro não somente ordenaria a reconstrução do templo, mas também a reconstrução da própria cidade (Isa. 45:13; 44:28). Seu sucessor, Artaxerxes I, levou adiante o trabalho de reconstrução. O decreto de Ciro, mui provavelmente, incluiu a reconstrução da cidade, embora isso não seja dito especificamente. No trecho de Isaías 44:28-45:8, Ciro é chamado pelo nome, e assim os céticos têm pensado que as profecias envolvidas foram escritas após os eventos, e não antes dos mesmos.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 1. 11 ed. 2013. pag.752.

 

 3. A necessidade de um avivamento espiritual.

 

A inércia de muitas igrejas só pode ser abalada por meio de um verdadeiro avivamento espiritual. Infelizmente, há uma tendência natural e histórica para o predomínio de uma letargia espiritual no meio do povo de Deus, que outrora foi poderosamente avivado. Assim, presenciamos o crescimento da frieza e mornidão espiritual sobre os corações de um povo ou de uma igreja local. Há lugares em que, décadas atrás, o percentual de Cristãos e de igrejas era elevado. Nos últimos anos, esse percentual vem caindo. Hoje, o fechamento de igrejas é uma realidade.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Se a Igreja no Brasil, por conseguinte, cumprir cabalmente a sua missão profética e sacerdotal, o castelo da corrupção, que se ergue em todos os rincões da pátria, há de ser abalado. Sim, há de ser abalado este maldito castelo e as suas portas não hão de resistir o ímpeto do povo de Deus.

No entanto, como agiremos como modelo, se já não somos paradigma? Como nos conduziremos como voz, se já nos calamos nos comodismos de uma denominação que deveria continuar movimento? Como haveremos de modificar a política de nosso país se as armas que agora contamos são meramente humanas?

Que as nossas armas sejam as de John Knox. Este bravo campeão de Deus logrou alterar não apenas a política, como a própria história de seu país. Que segredo detinha Knox?

Oração e confiança irrestrita na intervenção divina no curso natural dos negócios humanos. Nas caladas de sua aflição, orava: “Senhor, dá-me a Escócia senão morrerei! Dá-me a Escócia, senão morrerei!”

Espero que ainda haja homens como John Knox em nosso país. Embora lhes acenem os favores seculares, que mantenham eles reservas espirituais e morais necessárias para se conduzirem como profetas e sacerdotes. Nunca o mundo careceu tanto destes ministérios. Que os ministros do Senhor se ergam para condenar o pecado; não se esqueçam, todavia, de interceder por aqueles que caminham para o inferno. Que tenham voz e lágrimas, exemplos e conselhos! Ao invés de se curvarem ante os poderosos, demonstrem suficiente fibra para interpretar a escritura na parede, e desvendar as alucinações dos que se levantam contra Deus. Ajamos assim e haveremos de alterar profundamente a nossa história.

Andrade. Claudionor Corrêa de,. Fundamentos Bíblicos De Um Autêntico Avivamento. Editora CPAD. 1ª edição: 2014. pag. 175.

 

 

Estudo diz que mais igrejas protestantes estão fechando do que abrindo, nos EUA.

Menos da metade dos americanos são membros de igrejas, segundo estudo.

A Lifeway Research, de Nashville, mostrou em um relatório de 2019, bem antes da pandemia que aproximadamente três mil igrejas protestantes foram iniciadas nos EUA, enquanto outras 4.500 igrejas evangélicas foram fechadas.

 

Com a pandemia, outras igrejas também foram forçadas a fechar em 2020, porém esse número já estava crescendo antes mesmo do coronavírus.

 

Em 2014, a análise mostrou que 4.000 igrejas protestantes foram abertas no país, enquanto outras 3.700 encerraram.

 

Além disso, uma pesquisa da Gallup mostrou que em 2020 o número de americanos que são membros formais de igrejas era de 49%, enquanto na primeira amostragem em 1937, a população era de 70%, um declínio alto que começou em 1998.

 

Declínio contínuo no número de igrejas

Para o diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, a número de igrejas implantadas no país diminuiu na última década porque o foco mudou para tentar manter as igrejas abertas funcionando,

 

O plantador de igrejas Daniel Im, disse que nos últimos anos os pastores têm se hesitado em plantar igrejas, principalmente por o aumento de pastores Boomers se aposentando que precisam de um sucessor.

 

Dessa forma, é improvável que muitas igrejas sobrevivam, com a falta de membros formais, principalmente por causa da relação com as gerações mais jovens, segundo o editor sênior da Gallup, Jeffrey M. Jones.

 

Além disso, Jones pontuou que tirando o declínio por parte da pandemia, o decadência contínua das igrejas vão continuar, pois os número de gerações de adultos e jovens que aderem a igreja são muito baixos, fora que os templos vão ficar sem apoio financeiro.

Fonte Gospel Prime 12/12/2022: https://www.gospelprime.com.br/estudo-diz-que-mais-igrejas-protestantes-estao-fechando-mais-do-que-abrindo-nos-eua/

 

 

SINOPSE III

 

Como o avivamento era uma necessidade ao povo de Israel nos dias de Ciro, ele é necessário para a Igreja de hoje.

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

O AVIVAMENTO PENTECOSTAL É UMA NECESSIDADE PARA HOJE

 

“Qual dos leitores tinha bastante conhecimento bíblico antes de aceitar Jesus como seu Salvador e Senhor? Ou quantos conheciam bem o Espírito Santo? Assim também grande parte das igrejas tradicionais. São como os saduceus. Quando representantes desse grupo questionaram Jesus acerca da ressurreição, o Mestre lhes respondeu: ‘Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus’ (Mt 22.29).

Minha opinião é que você não pode conhecer as Escrituras à parte do poder de Deus. O conhecimento puro e simples da letra pode levar à morte, mas o Espírito vivifica’ (2 Co 3.6). Eis a razão de estarem os pentecostais na linha de frente da batalha contra os liberais (que são, na verdade, anti-sobrenaturalistas), os secularistas, as doutrinas da Nova Era e todas as forças anticristãs conhecidas ou não” (HORTON, Stanley M. Avivamento Pentecostal: As origens e o futuro do maior movimento espiritual dos tempos modernos. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.09).

 

 

CONCLUSÃO

 

Quando o povo de Deus se encontrar em situação de frieza espiritual, a vontade divina é a de sempre reacender a chama que está se apagando. Se for preciso, Ele usará uma crise para isso, usará circunstâncias diversas para levar o seu povo ao deserto a fim de falar ao seu coração (Os 2.14). A sua exigência, porém, é que o seu povo se humilhe, busque a sua face e se converta de seus maus caminhos. Então, o avivamento espiritual não tardará.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- O que é avivamento espiritual?

Avivamento espiritual é uma intervenção de Deus.

 

2- Qual a pré-condição para o avivamento?

A existência de uma situação de crise espiritual e moral.

 

3- Quais as condições para um avivamento?

Humilhação diante de Deus; Oração e buscar pela face do Senhor; conversão sincera dos pecados.

 

4- Por que o povo de Israel foi para o cativeiro na época de Ageu?

Por ignorar a voz do Senhor, o povo foi levado em cativeiro para a Babilônia.

 

5- Por que o Altíssimo escolheu Ciro, rei da Pérsia?

Para executar a grande missão de libertar Israel, cumprindo as profecias que anunciavam o fim do cativeiro.

 

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

 

Acesse mais:  Lições Bíblicas do 3° Trimestre 2022   

 

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