11 LIÇÃO 1 TRI 23 – O AVIVAMENTO E A MISSÃO DA IGREJA

 

 

11 LIÇÃO 1 TRI 23 – O AVIVAMENTO E A MISSÃO DA IGREJA

 

 

TEXTO ÁUREO

 

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Mc 16.15,16)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

Neste tempo marcado pela falta de fé, a Igreja só pode cumprir a sua missão se estiver imersa no avivamento espiritual.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Rm 1.16 O Evangelho e o poder de Deus para a salvação de todo o que crer

 

Terça – Mc 16.20 Deus confirma a pregação do Evangelho com sinais e milagres

 

Quarta – 2 Co 11.4 Não devemos pregar “outro evangelho”

 

Quinta – Mt 11.5 Jesus e os pobres no anúncio do Evangelho

 

Sexta – 1 Co 2.4 Evangelizar em demonstração do Espírito e de poder

 

Sábado – 2 Tm 4.2 Pregando “a tempo e fora de tempo”

 

Hinos Sugeridos: 430, 449, 604 da Harpa Cristã

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Marcos 16.14-20

 

14- Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado.

 

15- E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

 

16- Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

 

17- E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas Línguas;

 

18- Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.

 

19- Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.

 

20- E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!

 

PLANO DE AULA

 

 1- INTRODUÇÃO

 

Professor (a), na lição deste domingo estudaremos o quanto o revestimento de poder advindo do Espírito Santo foi o propulsor da massiva salvação e evangelização pela Igreja do Primeiro Século, deixando-nos mo­delo de busca espiritual e dedicação a “Grande Comissão”. Uma característica comum a todos os cristãos avivados é, de fato, o comprometimento com Cristo e com a missão dada por Ele de fazer discípulos. O amor, a alegria e a gratidão por tão grande salvação impulsionam a busca do Espírito que, uma vez derramado, repercute uma vida completamente transformada. O fervor na busca pelo Consolador caminha junto ao fervor na busca pelas almas perdidas, pois essa é a maior missão da Igreja de Cristo.

 

 2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Conhecer as características que evidenciam o avivamento da Igreja Primitiva;

II) Conscientizar de que o avivamento espiritual é indispensável para proclamar o Evangelho sob o poder do alto;

III) Explicar que o genuíno avivamento repercute em evangelismo e missões, juntamente com a manifestação dos dons e poder do Espírito Santo.

B) Motivação: Como bem sabemos, os discípulos custaram a crer que o Mestre havia ressuscitado; encontravam-se por demais dispersos e desanimados. Quantos discípulos de Jesus também não se encontram assim, hoje, dentro das igrejas? Muitos até trabalham na obra, porém, estão sem a chama do primeiro amor, a alegria e o entusiasmo que tinham quando receberam o Santo Espírito. Vigiemos e oremos a fim de que o desânimo e as distrações com os cuidados desta vida não sejam capazes de minar a nossa sede e fervor tanto na busca por Cristo quanto pela salvação dos perdidos.

C) Sugestão de Método: Previamente, selecione entre os membros de sua classe ou igreja um voluntário para contar um testemunho impactante de evangelização. Se possível, una o relato tanto do evangelista quanto do evangelizado. Evidentemente, estipule um tempo objetivo para isso. Estimule a todos em classe a também recordarem testemunhos pessoais e da imensa alegria de ganhar uma alma para Cristo. Por fim, peça que leiam Isaías 52.7,8 e clamem, a fim de que sejam “atalaias” de Deus nesta geração.

 

 3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

  1. A) Aplicação: Após enfatizar que o avivamento espiritual é indispensável para proclamação eficaz do Evange­lho de poder neste mundo incrédulo, proponha a seguinte reflexão: Você tem buscado mais do Espírito Santo para exercer a Grande Comissão? Tern investido tempo e esforço no cumprimento da principal missão deixada por Cristo à Igreja?

 

 4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídio de apoio a Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) Para aprofundar o segundo tópico, o texto “O poder do Alto para evangelizar” demonstra, com base em Atos 1.8, que precisamos ser revestidos do poder do Espírito para testemunhar de Cristo até os confins da terra;

2) Para aprofundar o terceiro tópico, o texto “Ganhar almas é a missão suprema de todo discípulo de Cristo” enfatiza que a “Grande Comissão” e para todos os salvos, pois ganhar almas foi a principal tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10).

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

Neste trimestre, vimos que, nos seus primórdios, a Igreja era conhecida pelo seu dinamismo na evangelização, no discipulado e no cuidado com os neces­sitados como resultado do grande avivamento produzido pelo Espírito Santo.

Depois que foram revestidos do poder, os discípulos nunca mais foram os mesmos. Eles receberam mais poder para cumprir o mandato de Jesus. Hoje, mais do que nunca, as igrejas cristãs precisam do avivamento espiritual para proclamar o Evangelho de Cristo no mundo que está em rebeldia contra Deus.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Já vimos no capítulo 5 que a Igreja era conhecida nos seus primórdios pelo seu dinamismo, evangelização e discipulado no cuidado com os necessitados. Tudo isso foi resultado do grande avivamento produzido pelo movimento do Pentecostes a partir do cenáculo, quando aqueles 120 irmãos receberam o batismo no Espírito Santo. Depois que foram revestidos de poder, os discípulos nunca mais foram os mesmos em obediência a Cristo. Se antes já tinham o desejo de evangelizar, depois do Pentecostes foram cheios de um poder sobrenatural. Avivados espiritualmente, os apóstolos abalaram o Império Romano e perturbaram os judeus, que não perceberam que um novo tempo havia chegado para Israel e para o mundo.

O impacto do avivamento espiritual foi tão grande que causou inveja aos inimigos do evangelho. Depois da cura de um coxo de nascença na porta chamada Formosa (At 3), houve um tremendo alvoroço em Jerusalém. A multidão viu o homem, que era um pedinte conhecido, levantar-se e sair pulando no Templo, glorificando a Deus. A cidade ficou alvoroçada ao tomar conhecimento daquele grande milagre operado por Deus por intermédio de Pedro e João “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno” (At 3.6).

Logo depois do Pentecostes, quando Pedro levantou-se cheio do Espírito Santo e explicou o significado daquele movimento espiritual, quase 3 mil almas aceitaram a Cristo como o seu Salvador (At 2.41).

Com sinais, prodígios e maravilhas, os apóstolos pregavam com grande poder, como prova da aprovação de Deus ao seu ministério.

A obra da evangelização da Igreja depois do Pentecostes começou de maneira dinâmica e eficaz: E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém! (Mc 16.20). Foi a proclamação da mensagem de Cristo, com demonstrações de sinais e prodígios feitos por Deus.

Isso não pode ser diferente nos dias de hoje. A igreja precisa do mesmo poder do Espírito Santo para cumprir a sua missão tanto em termos locais quanto regionais e transculturais. A situação do mundo hoje está muito pior em termos de incredulidade do que no tempo dos apóstolos. A incredulidade aumentou assustadoramente.

Cumpre-se o que Jesus disse no seu sermão: […] Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra? (Lc 18.8b). Além da falta de fé por parte da maioria da humanidade, ainda existe a fé deturpada, cheia de enganos e mistificações, nas pregações de falsos apóstolos, falsos profetas e falsos pastores, que inventam diversas doutrinas para enganar as pessoas que não conhecem a Palavra de Deus. Há uma confusão terrível causada pelas mensagens distorcidas de certas igrejas que, em lugar de pregarem o verdadeiro evangelho de Cristo, anunciam “outro evangelho” (2Co 11.4; Gl 1.6,8).

Diante dessa realidade espiritual confusa, de incredulidade e falsas doutrinas, a igreja precisa mais do que nunca ser cheia do Espírito Santo. Os crentes precisam buscar o batismo no Espírito Santo para que, individualmente e com as suas famílias, possam participar de igrejas cheias do poder de Deus. Sem esse poder, a missão da Igreja fica comprometida e fragilizada; mas com a unção do Espírito Santo, pode experimentar o que Jesus prometeu: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

Por incrível que possa parecer, grande parte do mundo ainda não ouviu o evangelho de Cristo. Mesmo com a Internet, as redes sociais, além dos meios de comunicação de massa, há países em que o povo não ouve falar de Deus ou de Jesus. Nos países comunistas, como a China e a Coreia do Norte, os governantes são verdadeiros agentes a serviço do Diabo, pois proíbem até mesmo as pessoas de conectar à Internet, além de monitorarem os telefones para ver se há algum tipo de aplicativo que se refere a Deus, a Cristo ou à Bíblia. Eles ficam apavorados! Têm medo de que o cristianismo seja aceito e progrida nos seus países. A igreja na China, mesmo as igrejas nos lares, tiveram um crescimento extraordinário. O comunismo tremeu. O tirano ateu e comunista mandou passar o trator por cima de mais de 400 templos em poucos anos para eliminar qualquer vestígio da cruz de Cristo, mas os seus dias estão contados. O Juízo Final já está preparado.

Enquanto isso, o “Ide” de Jesus continua altissonante para os seus seguidores na sua Igreja: (Mc 16.14-16)

A ordem de Jesus para a evangelização dos povos “por todo o mundo” já sofreu revezes e retrocessos lamentáveis. Nações que nasceram sob a bênção de Deus, como os Estados Unidos, há anos assistem a decadência das igrejas evangélicas. Muitas fecharam os seus templos, outrora cheios de crentes, e foram vendidos para comércio, restaurantes, etc. Na Europa, a situação é pior. Grandes catedrais, que abrigaram milhares de cristãos, foram vendidas e tornaram-se bares, discotecas, restaurantes, casas de danças e até mesquitas muçulmanas!

Por isso, é indispensável, urgente e imperioso que os crentes em Jesus, que ainda amam a Deus, a Cristo e à sua Palavra, busquem o avivamento espiritual diuturnamente, como clamou Habacuque: “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2). Sem um poderoso avivamento, a missão da Igreja será frustrada. Não poderá fazer missões no âmbito local, regional e muito menos transcultural. Existe, contudo, uma solução: (2Cr 7.14)

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

 

 

 

PALAVRA-CHAVE: MISSÃO

 

 

I- O AVIVAMENTO APÓS A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

 

 

 1- O desânimo dos discípulos.

 

Depois da sua ressurreição, Jesus se apresentou triunfante e glorioso perante seus discípulos que estavam desanimados, incrédulos, como se estivessem órfãos, abandonados.

Ao ouvirem o testemunho de Maria Madalena, que estivera no túmulo de Jesus, e constatado que Ele havia ressuscitado, eles simplesmente não creram. Estavam completamente desolados (Mc 16.10-13).

 

 

COMENTÁRIO

 

Depois da sua ressurreição, tendo vencido a morte, o Inferno, o pecado e todos os poderes espirituais, Jesus apresentou-se triunfante e glorioso perante os seus discípulos, que estavam desanimados, incrédulos, como se estivessem órfãos, abandonados. Ao ouvirem o testemunho de Maria Madalena de que esta estivera no túmulo e constatado que Jesus ressuscitara, eles simplesmente não creram. Talvez tenham agido assim por ter sido Maria Madalena, uma mulher de um passado reprovável, ou mesmo pelo fato de ser mulher, a quem eles não valorizavam bem e nem lhe davam crédito. Estavam completamente desolados:

E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes e chorando. E, ouvindo eles que Jesus vivia e que tinha sido visto por ela, não o creram. E, depois, manifestou-se em outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo. E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram. (Mc 16.10-13)

Eles esqueceram-se do que Jesus dissera-lhes antes quando estava a caminho da cruz: Não se turbe o vosso coração […]. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.

Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. (Jo 14.1,16-19 – grifo acrescido)

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Após as mulheres terem falado sobre a ressurreição aos discípulos, e Pedro e outro discípulo (presumivelmente João) terem ido ver por si mesmos (Jo 20.3-9), Maria Madalena aparentemente havia retornado à sepultura e chorava (Jo 20.11).

Embora Maria Madalena tenha sido mencionada anteriormente nesse Evangelho como uma das mulheres que estiveram junto à cruze na sepultura (15.40,47; 16.1), Marcos lembrou a seus leitores a razão de sua devoção a Jesus: Ele havia expulsado sete demônios dela (veja também Lucas 8.2). Esta devotada mulher foi a primeira pessoa que viu o Cristo ressuscitado, pois após ressuscitar o Senhor apareceu primeiramente a ela.

Jesus mandou que Maria voltasse e contasse aos discípulos. Os discípulos não acreditaram naquilo que a mulher que foi até eles lhes contou; Pedro e João viram a sepultura vazia e ainda não entendiam o que havia acontecido. Eles continuaram tristes e chorando. Maria retornou aos discípulos com a notícia de que ela tinha de fato visto e falado com o Jesus ressuscitado, mas eles não o creram.

Em outro ponto, Jesus apareceu a dois dos discípulos que não haviam acreditado no relato de Maria, que lhes disse ter visto o Jesus ressuscitado. Eles estavam caminhando de Jerusalém para a pequena cidade de Emaús (oeste de Jerusalém). Esses discípulos sabiam que a sepultura estava vazia, mas não compreendiam que Jesus havia ressuscitado. Para tornar o problema ainda maior, eles estavam caminhando na direção errada – para longe da comunhão dos crentes em Jerusalém. Eles não reconheceram Jesus quando Ele apareceu ao seu lado porque Ele havia alterado a sua aparência.

Após falar com esses dois discípulos ao longo da estrada e censurá-los pela sua falta de conhecimento das Escrituras que descreviam tudo o que havia acontecido, Jesus se revelou e então desapareceu (Lc 24.31). Quando estes dois discípulos perceberam quem Ele era, retornaram imediatamente para Jerusalém e relataram que eles também tinham visto Jesus, mas nem ainda estes creram.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 1. pag. 303-304.

 

 

Nesse trecho, temos um breve relato de duas das aparições de Cristo, e da pouca credibilidade que a notícia delas obteve junto aos discípulos.

I Ele apareceu a Maria Madalena, a ela, primeiro, no jardim, do que temos uma narrativa especial em João 20.14. Foi dela que o Senhor expulsou sete demônios; muito lhe foi perdoado, e muito lhe foi dado e feito por ela, e ela muito o amou. Jesus lhe concedeu esta grande honra: ela foi a primeira que o viu depois da sua ressurreição.

Quanto mais nos apegarmos a Cristo, e quanto mais próximos dele quisermos ser, mais cedo poderemos esperar vê-lo, inclusive aprendendo mais a seu respeito.

Agora: 1. Ela traz aos discípulos a notícia do que tinha visto; não somente aos onze, mas aos demais que o seguiam, os quais estavam tristes e chorando (v. 10).

Esse era o momento do qual Jesus lhes tinha falado, em que eles chorariam e se lamentariam (Jo 16.20). Esta era, sem dúvida, uma evidência do grande amor que eles tinham por Jesus Cristo, e do profundo sentimento de tristeza que tomou conta deles devido à morte do Senhor.

Mas quando os seus lamentos tinham durado uma ou duas noites, o consolo retornou, como Jesus tinha prometido; outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará (Jo 16.22). Melhor notícia não poderia ser trazida aos discípulos que estavam em lágrimas, do que a da ressurreição de Jesus Cristo. E nós devemos nos empenhar em consolar os discípulos que se lamentam, transmitindo-lhes as nossas experiências, e aquilo que nós já vimos em Cristo.

Eles não conseguiram acreditar nas notícias que ela lhes trazia. Eles ouviram que Jesus vivia e que tinha sido visto por ela. A história era suficientemente plausível, e ainda assim eles não acreditaram. Eles não diziam que ela tinha inventado essa história, ou planejado enganá-los; mas temiam que ela estivesse impressionada, e que o fato de ela ter visto o Senhor não passasse de uma fantasia, se eles tivessem acreditado nas frequentes predições da ressurreição do Senhor, que Ele mesmo lhes fez, não estariam então tão descrentes acerca dessa notícia.

Ele apareceu a dois dos discípulos, que iam para o X campo (w. 12). Isto se refere, sem dúvida, àquilo que está narrado com mais detalhes em Lucas 24.13ss., sobre o diálogo que houve entre Jesus e os dois discípulos que iam a Emaús. Aqui está escrito que Ele se manifestou a eles em outra forma, com roupas diferentes das que usava normalmente, vestido como um viajante.

Observe que no jardim, com outras roupas, Maria Madalena o confundiu com o jardineiro; mas o fato de que Ele tinha realmente a sua própria aparência, fica evidente pela informação de que os olhos deles estavam como que fechados, para que não o reconhecessem. E quando os seus olhos foram abertos, eles o reconheceram imediatamente (Lc 24.16-31). Então:

Essas duas testemunhas deram o seu testemunho como prova da ressurreição de Cristo: “indo estes, anunciaram-no aos outros” (v. 13). Estando satisfeitos, eles estavam desejosos de dar aos seus irmãos a mesma satisfação que tinham tido, para que pudessem ser consolados como eles tinham sido.

O testemunho deles não obteve a credibilidade de todos: “Nem ainda estes creram”. Eles suspeitaram que os olhos dos dois discípulos também os tinham enganado.

Havia uma sábia providência nisso. As provas da ressurreição de Jesus Cristo foram apresentadas gradualmente, e, desta forma, aceitas cuidadosamente, para que a certeza com a qual os apóstolos deviam pregar esta doutrina posteriormente, quando arriscassem tudo para fazer a obra do Senhor, pudesse ser plenamente satisfatória.

Nós temos mais razões para crer naqueles que vieram a crer tão lentamente: se eles tivessem aceitado o fato imediatamente, poderiam ser vistos como crédulos ou até mesmo precipitados, e o seu testemunho não poderia ser considerado de uma forma tão enfática.

Mas a sua descrença inicial mostra que eles só vieram a crer posteriormente, depois de terem mais provas, quando então passaram a ter uma forte convicção.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 503-504.

 

 

 2- A aparição de Jesus aos discípulos.

 

Após haver ressuscitado, ante o clima de incredulidade que dominou a mente dos discípulos, Jesus apareceu aos onze que estavam reunidos e com medo dos líderes judeus. Jesus lhes disse: “Paz seja convosco” (Lc 24.36).

Eles pensavam que “viam algum espírito” (Lc 24.37); até que Jesus lhes mostrou as mãos e os pés perfurados (Lc 24.40). Mesmo assim, eles não creram que era Cristo ressuscitado (Lc 24.41).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Depois da sua ressurreição, ante o clima de incredulidade que dominou a mente dos apóstolos, Jesus apareceu aos onze, que estavam reunidos com as portas cerradas, pois estavam com medo dos judeus. Jesus pôs-se entre eles e disse: “Paz seja convosco”; e para que não tivessem dúvidas de que era mesmo Ele quem lhes aparecera de surpresa, Jesus mostrou-lhes as mãos furadas, bem como o seu lado, que fora perfurado por uma lança, e mostrou-lhes ainda “as mãos e os pés”.

Mesmo assim, eles não creram que era Jesus. Naquela ocasião, Jesus comeu “um peixe assado e um favo de mel”, e fez isso perante eles (Lc 24.36-43). Lucas, que era “o médico amado” (Cl 4.14), foi quem melhor registrou detalhes da aparição de Jesus aos discípulos após a sua ressurreição.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Enquanto os seguidores de Jesus comentavam as suas recentes manifestações, repentinamente o mesmo Jesus se apresentou no meio deles. Ele apareceu no meio dos discípulos estando eles atrás de portas cerradas (Jo 20.19). Jesus podia fazer isto porque a sua ressurreição e glorificação alteraram a sua forma corpórea. Neste novo corpo, Ele era capaz de transcender todas as barreiras físicas.

As primeiras palavras de Jesus ao grupo de seguidores e discípulos descrentes e confusos, que o tinham abandonado na sua hora de maior necessidade, foram: “Paz seja convosco”. Esta era uma saudação hebraica padrão, mas aqui estava cheia de um significado maior. Jesus trouxe uma saudação de paz, e a sua presença trouxe paz.

Estas pessoas, na sala cerrada, ainda estavam discutindo o feto de que o corpo de Jesus tinha desaparecido, e então ouviram surpreendentes histórias sobre as suas manifestações a diversas pessoas do seu grupo.

Jesus apareceu no meio deles de repente, e eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Mas o corpo de Jesus não era uma invenção da imaginação; eles não estavam vendo nenhum fantasma. Jesus os incentivou a olhar e tocar. Ele tinha carne e ossos e até podia comer (24.43). Por outro lado, o seu corpo não era um corpo humano restaurado, como o de Lázaro (João 11) – Ele conseguia aparecer e desaparecer. O corpo ressuscitado de Jesus era glorificado e imortal.

Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés como que para revelar os ferimentos infligidos pelos pregos que o tinham mantido na cruz (veja João 20.25). O seu corpo ressuscitado ainda trazia estes ferimentos como um testemunho para os seus seguidores de que este era o mesmo homem que eles tinham amado, seguido e visto morrer.

Isto era bom demais para ser verdade – e eles sentiram as emoções conflitantes da descrença, da dúvida, da alegria e do espanto que qualquer pessoa sentiria quando um desejo muito intenso, mas aparentemente completamente impossível, se realiza. Jesus estava ali, no meio deles, vivo, até mesmo comendo parte de um peixe assado para mostrar que não era um fantasma. Ele era real; Ele voltou à vida exatamente como lhes tinha dito que faria.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 1. pag. 475-476.

 

 

A Aparição aos Discípulos (24.36-43). Os dois discípulos tinham chegado a Emaús antes do pôr-do-sol. Depois da refeição da noite, eles voltaram a Jerusalém, pouco mais de onze quilômetros de distância, e se reuniram com os discípulos. Enquanto estão contando sobre o encontro que tiveram com o Cristo vivo, o mesmo Jesus aparece e pronuncia “paz” sobre eles. Mas os discípulos não se atracam com a realidade física da ressurreição de Jesus. Por isso, a saudação não traz paz aos corações. Eles são terrificados, pensando que estão vendo um “espírito” (pneuma). O túmulo vazio e os numerosos relatórios de sua aparição não os convencem.

Jesus reconhece que eles estão profundamente perturbados e ainda têm dúvidas sérias sobre a ressurreição do seu corpo que havia sido colocado no túmulo. Ele lhes mostra as mãos e os pés e os convida a tocar nEle. Ninguém pode pegar numa aparição ou num fantasma. Aquele que está no meio deles tem “carne e ossos”. Trazendo as marcas dos cravos nas mãos e pés, o Jesus crucificado está realmente vivo. Ele está na presença deles com seu corpo, tendo vencido o pecado e a morte.

Tudo o que os discípulos viram e ouviram é muito para eles. Depois que Jesus lhes mostra as mãos e os pés, eles ainda não creem. A reação parece uma mistura de incredulidade, alegria e assombro, embora a alegria e o assombro do que veem sugiram que eles estão crendo lentamente no Salvador ressurreto. Sabendo que eles ainda têm dúvidas, Jesus lhes oferece uma prova final. Ele pede comida, e eles lhe dão um pedaço de peixe assado. À vista deles, Ele come. O ato de comer destrói a opinião dos discípulos de que o que eles estão vendo é um fantasma ou espírito.

O Jesus ressurreto tem um corpo visível e real, o qual pode ser tocado. Não obstante, seu corpo ressuscitado é maravilhoso e extraordinário, pois pode aparecer e desaparecer à vontade (v. 31). O corpo colocado no túmulo foi ressuscitado milagrosamente, mudado e dotado de qualidades sobrenaturais. Embora seja substancial e possa ser tocado, é indubitavelmente um “corpo espiritual” (1 Co 15.44).

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 477-478.

 

 

 3- O avivamento após a ressurreição.

 

Depois da ressurreição, Jesus deu aos discípulos o mandato da “Grande Comissão”: E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado (Mc 16.15,16). Naquela ocasião, Jesus prometeu que sinais e milagres autenticariam seu ministério (Mc 16.17).

 

Esses sinais estão à disposição de todos os que creem, em todos os tempos e lugares. Depois do Pentecostes, os discípulos pregaram com unção, expulsaram demônios e curaram enfermos (At 3.6-10; 5.15,16; 8.7- 8). Paulo e Silas foram poderosamente usados por Deus (At 16.14,15). Filipe curou muitos enfermos (At 8.617). Desse modo, vários outros fatos demonstraram que a Igreja de Jesus receberá o avivamento espiritual, indispensável para proclamar o Evangelho sob o Poder do Alto (At 9-34-42; 14.8-10).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Após se revelar aos apóstolos depois da ressurreição, Jesus demonstrou sobejamente que era Ele mesmo quem ressuscitara e que ali estava Ele vivo diante deles. Naquela ocasião ímpar, Jesus lançou lhes no rosto “a sua incredulidade, por não haverem crido nos que o tinham visto ressuscitado” (Mc 16.11-14). Após aquele constrangimento, Jesus deu-lhes o mandado da “Grande Comissão” (16.15-16). Eles receberam a ordem de Jesus para que saíssem pregando o evangelho “por todo o mundo”, sem exceção de lugar, região ou país.

Jesus Cristo mandou que o evangelho fosse pregado “a toda criatura”, sem exceção de etnia, condição social, política ou até mesmo nível de cultura ou instrução. Ele definiu qual a condição por que uma pessoa pode ser salva (16.16). Num dos seus sermões magistrais, Jesus declarou direta e incisivamente a Nicodemos:

Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. (Jo 3.18-19)

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

 

Esta é a Grande Comissão. Os discípulos haviam sido bem treinados e tinham visto o Senhor ressuscitado. Deus havia dado a Jesus autoridade sobre o céu e a terra. Com base nessa autoridade.

Jesus disse a seus discípulos que formassem mais discípulos enquanto pregavam, batizavam e ensinavam. Com essa mesma autoridade Jesus ainda nos ordena que preguemos o Evangelho a todos, em todos os lugares.

Os discípulos receberam a ordem de batizar as pessoas, porque o batismo une cada crente a Jesus Cristo na morte dele ou dela para o pecado, e na ressurreição para uma nova vida. Não é a água do batismo que salva, mas a graça de Deus aceita através da fé em Cristo.

Por causa da resposta de Jesus ao criminoso que morreu ao seu lado na cruz, sabemos que é possível sermos salvos sem sermos batizados (Lc 23.43). Jesus não disse que aqueles que não fossem batizados seriam condenados, mas que quem não crer será condenado. O batismo simboliza a submissão a Cristo, uma disposição para seguir o caminho de Deus e a identificação com o povo que tem uma aliança com Deus.

Quando os discípulos realizavam sua missão e sem dúvida quando outros criam e continuavam a difundir o Evangelho, sinais miraculosos os acompanhavam. Como acontecia com os milagres de Jesus, esses sinais autenticavam a fonte do seu poder, e atraiam o povo à fé. Às vezes, Deus intervinha miraculosamente em favor de seus seguidores.

Enquanto algumas pessoas interpretaram erroneamente a noção de “pegar em serpentes” como a fé de alguém ser demonstrada pela manipulação de cascavéis, o autor parece ter em mente episódios como o que foi descrito em Atos 28.1-6, onde Paulo foi picado por uma serpente venenosa sem sofrer qualquer dano. O mesmo podia acontecer a alguém que acidentalmente bebesse veneno mortal. Isto não significa, entretanto, que devamos testar Deus nos colocando em situações perigosas.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 1. pag. 304-305.

 

 

A incumbência que o Senhor Jesus lhes deu de estabelecerem o seu reino entre os homens, por meio da pregação do seu Evangelho, as boas-novas da reconciliação com Deus, por meio de um Mediador.

Agora observe:

  1. A quem eles deveriam pregar o Evangelho. Até aqui, eles tinham sido enviados somente às ovelhas perdidas da casa de Israel, e estavam proibidos de ir pelo caminho das gentes (gentios), ou de entrar em qualquer cidade dos samaritanos (Mt 10.5). Mas agora, a comissão deles é ampliada, e eles têm autorização para ir a todo o mundo, a todas as partes do mundo, do mundo habitável, e pregar o Evangelho de Jesus Cristo a toda criatura, tanto aos gentios como aos judeus; a toda criatura humana que seja capaz de recebê-lo. “Informem-lhes a respeito de Jesus Cristo, da história da sua vida, morte, e ressurreição; instruam-nos sobre o significado e o objetivo dessas coisas, e sobre os benefícios que os filhos dos homens têm, ou podem ter, através delas.

E convidem-nos, sem exceção, a vir e compartilhar esses benefícios. Isto é o Evangelho. Que ele seja pregado em todos os lugares, a todas as pessoas”. Esses onze homens não podiam p regar pessoalmente o Evangelho a todo o mundo, e muito menos a toda criatura que houvesse nele; mas eles, e os outros discípulos, que eram setenta, com aqueles que posteriormente se juntariam a eles, deveriam se dispersar em diversas direções, e, para onde quer que fossem, deveriam levar consigo o Evangelho. Eles deveriam enviar outros àqueles lugares aos quais não pudessem ir pessoalmente, e, em resumo, dedicar as suas vidas a enviar essas boas-novas para todas as partes do mundo, com a maior fidelidade e o maior cuidado possíveis, não como uma diversão, mas como uma mensagem solene de Deus aos homens, e como um meio de fazer os homens felizes.

“Contem a tantos quantos puderem, e digam que contem a outros; é uma mensagem de interesse universal, e, por isso, deve ter uma acolhida universal, porque ela oferece uma acolhida universal”.

  1. Qual é o resumo do Evangelho que eles devem pregar (v. 16): “Apresentem ao mundo a vida e a morte, o bem e o mal. Digam aos filhos dos homens que todos eles estão em uma condição de infelicidade e perigo, condenados pelo seu príncipe, e derrotados e escravizados pelos seus inimigos. Isto está implícito no fato de serem salvos, coisa de que não precisariam se não estivessem perdidos. “Vão, e digam a eles: (1) “Que, se eles crerem no Evangelho, e se entregarem para ser discípulos de Jesus Cristo; se eles renunciarem ao demônio, ao mundo e à carne, e forem devotados a Jesus Cristo como seu profeta, sacerdote, e rei, e a Deus, em Cristo, como seu Deus em concerto, evidenciando, pela sua constante adesão a este concerto, a sua sinceridade, eles serão salvos da culpa e do poder do pecado. O pecado não os governará mais; ele não os destruirá.

Aquele que for um verdadeiro cristão será salvo, através de Cristo”. O batismo era designado como o rito inaugural, pelo qual aqueles que aceitavam a Cristo assavam a pertencer a Ele; mas aqui o objetivo está mais direcionado ao significado do que ao sinal, pois Simão, o Mágico, creu e foi batizado, mas não foi salvo (At 8.13). Crer no Senhor Jesus com/i coração, e confessá-lo com a boca (Rm 10.9), parece ser a mesma coisa que está indicada aqui. Isto também significa que nós devemos estar em conformidade com as verdades do Evangelho, e com os termos do Evangelho. (2) “Se eles não crerem, se não receberem a informação que Deus dá a respeito do seu Filho, não poderão esperar nenhum outro caminho de salvação, mas inevitavelmente perecerão; eles serão condenados pela sentença de um Evangelho desprezado, somado à de uma lei infringida”. E é isto que o Evangelho é, é boas novas, o fato de que nada além da incredulidade poderá destruir o homem. A falta de fé é um pecado contra a cura. O Dr. Whitby observa aqui que aqueles que “deduzirem que a semente recém-nascida dos crentes não tem a possibilidade do batismo, porque não pode crer, devem também deduzir que não poderão ser salvos; pois, para a salvação, a fé é mais expressamente exigida do que o batismo. E que na última frase o batismo está omitido, porque não é simplesmente a falta do batismo, mas a negligência desdenhosa dele, que torna os homens culpados de condenação; de outra forma, as crianças seriam condenadas pelos erros ou profanações de seus pais”.

  1. O poder de que eles deveriam estar revestidos, para a confirmação da doutrina que deveriam pregar (v.17): “E estes sinais seguirão aos que crerem”. Isto não significa que todos os que crerem serão capazes de produzir esses sinais, mas aqueles que estiverem empenhados na propagação da fé, e na atração de outros a ela; pois os sinais se destinam àqueles que não creem (veja 1Co 14.22). Aumenta muito a glória e a evidência o fato de que os pregadores não somente realizavam milagres pessoalmente, mas concediam a outros um poder de realizar milagres, poder este que seguia alguns dos que criam, aonde quer que eles fossem pregar. Eles realizavam milagres em nome de Cristo, o mesmo Nome no qual foram batizados, em virtude do poder obtido dele, e alcançado através da oração. Alguns sinais em especial são mencionados. (1) Eles expulsarão demônios; este poder era mais comum entre os cristãos do que entre outras pessoas, e durava mais tempo, como podemos deduzir pelos testemunhos de Justino Mártir, Orígenes, Irineu, Tertuliano, Minúcio Félix, e outros, citados por Grotius a respeito dessa passagem. (2) Eles “falarão novas línguas”, que nunca tinham aprendido, ou conhecido; e isto era tanto um milagre (um milagre sobre a mente), para a confirmação da verdade do Evangelho, como um meio de transmitir o Evangelho entre todas aquelas nações que não o tinham ouvido. Alguns entendem que isso evitou que os pregadores fizessem um grande esforço para aprender as línguas; e, sem dúvida, aqueles que, por milagre, receberam o domínio das línguas, receberam o domínio completo delas e de toda a sua elegância nativa, que era adequada tanto para ensinar quanto para influenciar, o que muito lhes recomendava, bem como a sua pregação. (3) Eles “pegarão nas serpentes”. Esta promessa se cumpriu na vida de Paulo, que não foi ferido pela víbora que lhe acometeu a mão, o que foi reconhecido pelos bárbaros como um grande milagre (At 28.5,6).

Os cristãos não serão feridos por aquela geração de víboras entre as quais vivem, nem pela malícia da velha serpente. (4) “Se beberem alguma coisa mortífera” – por imposição dos seus perseguidores – “não lhes fará dano algum”: muitos exemplos deste milagre são encontrados na história da igreja cristã. (5) Eles não serão somente protegidos contra ferimentos, mas também serão capacitados a fazer o bem aos outros; “imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão”, como tinha acontecido com as multidões pelo toque curativo do seu Mestre.

Muitos dos presbíteros da igreja tinham esse poder, como se pode ver em Tiago 5.14, onde, como um sinal instituído dessa cura milagrosa, eles recebem a instrução de ungir os enfermos com azeite em nome do Senhor Jesus. Com que certeza de sucesso eles podiam viajar, realizando a obra que lhes fora confiada, tendo credenciais como essas para apresentar!

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 504-505.

 

 

SINOPSE I

 

A transformação dos discípulos após o revestimento de poder.

 

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

“DÁ-ME O PAÍS”

 

“Que as nossas armas sejam as de John Knox. Este bravo campeão de Deus logrou alterar não apenas a política, como a própria história de seu país. Que segredo detinha Knox? Oração e confiança irrestrita na intervenção divina no curso natural dos negócios humanos. Nas caladas de sua aflição, orava: ‘Senhor, dê-me a Escócia senão morrerei! Dá-me a Escócia, senão morrerei! Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento, editada pela CPAD, pp.174,75.

 

 

II- O AVIVAMENTO NA MISSÃO DA IGREJA LOCAL

 

 

 1- O avivamento nas missões locais.

 

O avivamento espiritual, como consequência do Pentecostes, produziu uma chama nos corações dos seguidores de Jesus. Mesmo com perseguições, os apóstolos pregaram ousadamente o Evangelho de Jesus Cristo, começando por Jerusalém. Eles foram perseguidos e presos por terem proclamado a doutrina de Cristo na Cidade Santa, mas foram libertos pelo poder de Deus e continuaram a proclamar o Evangelho (At 5.27-29,42).

 

Este é o modelo de evangelização dinâmica local: não só pregar dentro das quatro paredes dos templos, mas realizar a evangelização pessoal nas casas e nos bairros. A igreja avivada Apresenta sinais de que o Pentecostes está ativo em sua prática missionária. Há uma demonstração de que os dons espirituais estão ativos na sua vida e o amor pela pregação do Evangelho de Jesus se faz notório.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Evangelizando Jerusalém

Como já visto, em capítulo anterior, o modelo cristão de evangelização e missões é centrífugo, partindo de um centro para a periferia. Jesus definiu que o ponto inicial, a partir do qual a evangelização deveria ser levada a efeito, era Jerusalém:

E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. (Lc 24.46-47)

O avivamento espiritual, resultante do Pentecostes, produziu uma chama no coração dos seguidores de Jesus. Mesmo com perseguições, os apóstolos pregaram com ousadia o evangelho de Jesus Cristo. Por inveja, lançaram os apóstolos na prisão para silenciar-lhes a voz, proibindo-os de cumprir a ordenança de Jesus de pregar por todo o mundo e a toda criatura, mas o Senhor Deus interveio e livrou-os milagrosamente da prisão. Foram chamados ante as autoridades judaicas e declararam-lhes a sua missão:

E, trazendo-os, os apresentaram ao conselho. E o sumo sacerdote os interrogou, dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. (At 5.27-29 – grifo acrescido)

Os apóstolos, inflamados com o poder do Espírito Santo, passaram a pregar com tanto entusiasmo e intensidade que o sacerdote, na sua reprovação aos servos de Deus, disse: “E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina […]”.

Eles não descansavam, proclamando Jesus aos pecadores, mesmo num ambiente hostil e agressivo contra eles. No mesmo texto, a Bíblia diz como eles trabalhavam para cumprir a ordem do Senhor de evangelizar, começando por Jerusalém: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (5.42). Este é o modelo de evangelização dinâmica:

não só pregar dentro das quatro paredes dos templos, mas também realizar a evangelização pessoal nas casas e em todas as cidades. Hoje, em muitos lugares do Brasil, há igrejas que não evangelizam, não pregam fora dos templos. Isso é incrível! Temos plena liberdade de expressar nossa mensagem, que nos confiada por Cristo, e muitos não sabem aproveitar para levar o evangelho “a toda criatura”.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Os apóstolos foram pacificamente com a guarda do Templo para comparecer diante do conselho. Nas observações de Caifás, note que ele nem mesmo mencionou o nome daquele sob cuja autoridade os apóstolos estavam ensinando; em lugar disto, ele os lembrou de que haviam recebido a ordem de nunca mais ensinarem nesse nome. Ele também estava irritado porque os apóstolos culpavam os líderes religiosos pela morte de Jesus. Os líderes religiosos queriam que os apóstolos parassem de ensinar em nome de Cristo, e deixassem de acusá-los de serem os culpados pela morte de Cristo. Os dois problemas viriam à tona novamente, muito claramente, nas palavras de Pedro, registradas nos quatro versículos seguintes.

Com este comentário, Pedro afirmou a necessidade básica de obedecer a Deus acima de tudo e de todos. Estas palavras são quase idênticas às suas palavras anteriores, em 4.19,20. O Novo Testamento deixa claro que os crentes devem obedecer à autoridade governamental (Rm 13.1-7 e 1 Pe 2.13-17), mas não quando a autoridade exigir que os crentes pequem. Os apóstolos teriam pecado se tivessem obedecido à ordem dos líderes de não falar, pois tinham recebido, do próprio Deus, uma ordem clara para falar (5.20).

Deus é a autoridade mais elevada que existe, e reina na corte mais elevada do universo. A nossa maior obediência deve ser sempre a Ele.

Neste caso, eles tinham que obedecer a Deus e não aos homens.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 1. pag. 646.

 

 

Os Apóstolos São Presos de novo e Pedro Discursa perante o Sinédrio (5.26-32). Quando chegam as notícias de que os apóstolos estão no templo, os guardas de templo vão imediatamente aos prisioneiros fujões e os prendem. Este novo encarceramento é feito de modo pacífico e indica que as autoridades reconhecem que os apóstolos são populares e que o uso de força pode resultar numa reação violenta das pessoas. Os apóstolos são levados perante o Sinédrio. Caifás repete o mandato anterior de “que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus” (At 4.18), mas ele também introduz um novo tema: a tentativa dos apóstolos de tornar o conselho culpado do “sangue desse homem” (v. 28).

O sumo sacerdote evita mencionar o nome de Jesus. Os líderes judeus estão cientes de que são acusados diretamente de assassinar o Messias (At 2.2 3; 3 • 14,15). Esta acusação é um ponto sensível. Deus vindicou as afirmações de Jesus ressuscitando-o dos mortos e entrelaçou as autoridades judaicas no crime de derramamento de sangue inocente. Agora, os líderes judaicos se encontram estigmatizados como assassinos e, com efeito, os cristãos estão publicamente pedindo a Deus que os julgue pelo crime cometido. Caifás teme que os cristãos busquem vingança pela morte de Jesus.

Os discípulos oraram em busca de ousadia inspirada pelo Espírito para falarem a Palavra (At 4.29); Deus continua respondendo a oração. Como o porta-voz dos apóstolos, Pedro fala corajosamente diante da acusação de desobediência interposta pelo Sinédrio: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29). Esta obrigação moral presume o comando divino do anjo que os libertou, como também a comissão de Cristo para pregar o evangelho até aos confins da terra (Lc 24.45-49; At 1.8). Pedro reconhece que os apóstolos são culpados de desobedecer ao Sinédrio, mas a autoridade de Deus está acima dos seres humanos. Com grande sinceridade, Pedro passa a ressaltar que os líderes judeus são pessoalmente responsáveis pela morte de Jesus — eles derramaram sangue inocente.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 654-655.

 

 

 2- O avivamento nas missões regionais.

 

Podemos dizer que a missão regional é aquela realizada em locais mais distantes do centro de ação inicial. Num estado brasileiro há diversos municípios ou cidades do interior.

São as nossas “judeias e samarias” a serem alcançadas pelo trabalho de evangelização. Depois de impactar Jerusalém com a mensagem do Evangelho, os discípulos a levaram a muitos outros lugares (At 8.1,4,14; Mt 10.23).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Com base em Atos 1.8, quando Jesus disse que os seus discípulos receberiam o poder do Espírito Santo para serem testemunhas além de Jerusalém (evangelização local) e também na Judeia e Samaria, podemos dizer que a missão regional é a realizada em locais mais distantes do centro de ação inicial. Num Estado do Brasil, ou mesmo de outro país, há diversos municípios ou cidades do interior. São nossas “Judeias e Samarias” a ser alcançadas pelo trabalho de evangelização.

Evangelizando Judeia e Samaria

Em Jerusalém, ocorreu grande perseguição aos discípulos de Jesus, o que os fez mudarem-se para outros lugares (At 8.1).

Cumpria-se o que Jesus dissera antes: “Quando, pois, vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem” (Mt 10.23). Nos primórdios da evangelização, a igreja foi motivada a sair de Jerusalém para outras cidades nas regiões da Judeia e de Samaria por causa da terrível perseguição aos cristãos, inclusive com o consentimento de Saulo.

Filipe levou o evangelho a Samaria (At 8.4); depois, os apóstolos mandaram Pedro e João para reforçar e consolidar o trabalho iniciado por Filipe (8.14), e a ação missionária regional foi tão eficiente que os samaritanos receberam o Espírito Santo (8.17).

Depois da sua conversão, Saulo de Tarso tornou-se um dos maiores evangelistas da história do cristianismo. Ele levou a mensagem do evangelho a muitos lugares.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

O martírio de Estêvão foi o ímpeto para um aumento imediato da perseguição contra aqueles que seguiam a Cristo. A perseguição forçou os cristãos a saírem de Jerusalém e se dirigirem para a Judéia e Samaria – cumprindo assim a segunda parte do mandamento de Jesus (veja 1.8).

Evidentemente, eles estiveram relativamente confortáveis nas proximidades de Jerusalém. Tudo isto foi instantaneamente transformado com a morte de Estêvão, e a perseguição resultante.

Nem todos os cristãos deixaram Jerusalém, pois uma igreja continuou ali para o equilíbrio da era do Novo Testamento. O motivo pelo qual os apóstolos permaneceram em Jerusalém, ao invés de se espalharem com os outros, é um tema de especulação. A liderança do movimento cristão continuou a partir da igreja de Jerusalém durante muito tempo (veja o capítulo 15). No final, o principal centro missionário transferiu-se para Antioquia (capítulo 13 e seguintes).

Paulo voltaria regularmente a Jerusalém para trazer notícias e apoio financeiro das igrejas da Ásia e Europa aos santos que ali sofriam (16.4; 21.15-20).

A perseguição fez com que aqueles que andavam dispersos fora de Jerusalém fossem por toda parte, espalhando-se em outras nações. No caminho, seguiam anunciando a palavra, as Boas Novas a respeito de Jesus. A mensagem do Evangelho estava se espalhando como fogo! Satanás tinha tentado derrotar a jovem igreja, mas tudo o que ele conseguiu foi incentivar a transmissão do Evangelho.

Pedro e João foram enviados a Samaria como representantes apostólicos para descobrir se os samaritanos estavam verdadeiramente se tornando crentes. Os cristãos judeus, até mesmo os apóstolos, ainda estavam incertos se os gentios (não judeus) e samaritanos (meio judeus) podiam receber o Espírito Santo.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 1. pag. 658-659.

 

 

Qual foi o efeito desta grande perseguição: Todos foram dispersos (v. 1), não todos os crentes, mas todos os pregadores, que foram mais visados e contra quem foram emitidos mandados de prisão para prendê-los. Eles, lembrando-se da regra de nosso Mestre (quando\ pois, vos perseguirem, nesta cidade, fugi para outra, Mt 10.23), se dispersaram por comum acordo pelas terras da Judéia e da Samaria. Não tanto por medo dos sofrimentos (pois Judéia e Samaria não ficavam muito longe de Jerusalém, mas se eles aparecessem publicamente nesta cidade, como estavam determinados a fazer, as tropas policiais dos perseguidores logo os localizariam), mas porque entenderam que essa grande perseguição era indicação da Providência para que eles se espalhassem.

Eles fizeram um trabalho muito bom em Jerusalém, e agora estava na hora de pensar nas necessidades de outros lugares. O Mestre lhes dissera que seriam suas testemunhas primeiramente em Jerusalém, e depois em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra (cap.1.8). Eles observaram este método. A perseguição não nos afasta de nosso trabalho, mas pode ser sugestão da Providência para trabalharmos em outro lugar. Todos os pregadores foram espalhados, exceto os apóstolos, que, provavelmente, foram dirigidos pelo Espírito a permanecer em Jerusalém por mais algum tempo. Os apóstolos foram, pela providência especial de Deus, escondidos da tempestade, e, pela graça especial de Deus, foram capacitados a enfrentai’ a tempestade. Eles permaneceram em Jerusalém para que estivessem preparados para ir aonde sua ajuda fosse necessária, pois os outros pregadores foram enviados para abrir caminho. Jesus ordenou que os discípulos fossem para os lugares onde Ele planejava ir (Lc 10.1). Os apóstolos continuaram muito mais tempo juntos em Jerusalém do que se imagina, tendo em vista a ordem e a comissão que receberam de ir por todo o mundo e fazer discípulos de todas as nações (Mc 16.15; Mt 18.19, versão RA; veja cap. 15.6; G11.17). Mas o que foi feito pelos evangelistas que eles enviaram foi considerado como se tivesse sido feito por eles.

Esta é uma descrição geral do que foi feito por todos eles: Os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra (v. 4). Eles não foram se esconder por medo do sofrimento, nem para se mostrar orgulhosos do que sofreram. Eles foram por todos os lugares para espalhar o conhecimento de Jesus por onde quer que fossem dispersos. Eles foram a todo lugar, a caminho dos gentios e às cidades samaritanas que anteriormente foram proibidos de ir (Mt 10.5). Eles não se juntaram em grupos, embora este procedimento pudesse lhes proporcionar força. Eles se espalharam por todas as partes não para buscar tranquilidade, mas para descobrir trabalho. Eles foram evangelizar o mundo, anunciando a palavra do evangelho. Era o que os satisfazia e com que procuravam encher o país em que estivessem, tanto em suas pregações quanto em suas conversas corriqueiras.

Eles estavam agora em um país onde não eram estrangeiros, pois Jesus e os discípulos tinham convertido muitas pessoas nas regiões da Judéia. Desta forma, eles tinham uma fundação sobre a qual edificar.

Era uma condição indispensável fazer com as pessoas soubessem o que acontecera com a doutrina que Jesus anunciara ali há pouco tempo, a qual não fora perdida nem esquecida, como talvez eles pudessem ter pensado.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 81-82.

 

 

 3- Missões regionais atualmente.

 

Nos dias de hoje, esperamos que Deus desperte as igrejas locais em centros metropolitanos, em cidades de porte médio e em municípios de pequeno porte para evangelizarem, cumprindo a “grande comissão” de Jesus. Que isso aconteça sem que seja necessário haver perseguições a fim de despertarmos para a obra de Deus.

Ora, ainda desfrutamos de liberdade constitucional para expressar nossa fé e proclamar o Evangelho a toda a criatura, em todos os lugares, estados, cidades e distritos. Oremos para que o Brasil seja de fato uma nação que se renda a Cristo!

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Nos dias de hoje, esperamos que o Senhor Deus desperte as igrejas locais, em centros metropolitanos, em cidades de porte médio e em municípios de pequeno porte para evangelizarem e cumprirem, assim, o mandado de Jesus, sem que jamais seja necessário haver perseguições.

Pelo contrário, quando usufruímos em nosso país de liberdade constitucional para expressar nossa fé e proclamar o evangelho a toda criatura e em todos os lugares, devemos aproveitar essa bênção que não existe em muitos países, principalmente em países comunistas como a China, onde o governo marxista já destruiu centenas de igrejas; ou como na Coreia do Norte, onde milhares de cristãos estão presos e são torturados por não negarem o nome de Cristo. Que as asas da liberdade não se fechem sobre nós.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

A tarefa missionária é uma tarefa BÍBLICA

Um conhecimento aprofundado com todo o conselho de Deus conduzirá inevitavelmente a um impulso missionário, e uma teologia bíblica será uma teologia missionária. Um professor de Bíblia também será um professor de missões, para missões está embutida no impulso total da Palavra de Deus.

Um genuíno avivamento de missões, portanto, só pode vir de um verdadeiro renascimento da teologia bíblica, devidamente interpretados de acordo com o conselho de Deus. As missões não fundadas em uma interpretação bíblica será esporádica e irregular.

George W. Peters. A Teologia Bíblica de Missões. Editora CPAD.

 

 

MISSÕES DOMÉSTICAS

Essa expressão já serviu de virtual sinônimo de evangelismo rural ou nas edificações das igrejas. Atualmente, porém, grandes cidades, com muita criminalidade, são objetos do labor missionário, pelo que se têm tornado parte integrante dos programas de missões domésticas.

Em alguns países, como o Brasil, onde ainda existem tribos indígenas primitivas, as missões domésticas incluem todas as características do trabalho missionário no estrangeiro, incluindo a necessidade do aprendizado de alguma língua estrangeira. O trabalho das missões domésticas tem-se devotado tradicionalmente aos grupos minoritários, como as áreas rurais, que não têm acesso aos templos, ou grupos de imigrantes, trabalhadores imigrantes, ministérios a grupos subprivilegiados e qualquer outro grupo humano que não disponha dos benefícios de templos para frequentarem, nas cidades.

As missões domésticas trazem pessoas para trabalharem na Igreja em todos os aspectos de suas atividades, incluindo o evangelismo, o ensino e as instituições humanitárias. As missões domésticas são contrastadas com as missões no estrangeiro somente devido ao fato de que os missionários envolvidos naquelas primeiras não deixam seu país de origem para realizarem o seu papel. Ver os artigos separados intitulados Evangelismo; Igreja e Movimentos Missionários.

MISSÕES URBANAS

As cidades são campos missionários com grandes necessidades. Além da necessidade do evangelismo e da construção de templos, sempre haverá a carência dos pobres e de outros a ser atendida. Há a necessidade de educar as pessoas, o que inclui a instrução religiosa, a necessidade de ajudar as pessoas a adquirirem artes e ofícios, mediante os quais possam ganhar a sua vida, e há a necessidade de instalações recreativas, sobretudo no caso das crianças atendidas. De algumas décadas para cá, o problema dos tóxicos tem-se agravado muito, sobretudo nas grandes cidades, já havendo trabalho missionário especializado para atuar entre os viciados.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 1. 11 ed. 2013. pag. 309.

 

SINOPSE II

 

Uma igreja avivada demonstra que o Pentecostes está ativo em sua prática missionária.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O PODER DO ALTO PARA EVANGELIZAR

 

“Nos círculos pentecostais, nenhum aspecto dos propósitos do batismo no Espírito têm recebido mais atenção do que a sua utilização para a evangelização do mundo. Isso é firmemente baseado em Atos 1.8: ‘Recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra’.

 

O livro de Atos é um comentário desses dois temas relacionados, que os discípulos receberiam poder quando o Espírito viesse sobre eles e de que eles seriam testemunhas de Jesus para todo o mundo. Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas ‘testemunhas’, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição. A ideia do testemunho ocorre ao longo do livro de Atos; ela é aplicada geralmente aos discípulos (1.8,22; 2.32; 3.15; 5-32; 10.39,41; 13.31) e especificamente a Estevão (22.20) e a Paulo (22.15; 26.16).

 

A evangelização mundial pelos pentecostais, que aconteceu no século XX, é um testemunho da realidade da experiência pentecostal. Infelizmente, alguns historiadores e missiologistas da igreja moderna foram lentos ao reconhecer a tremenda contribuição do movimento pentecostal com relação à propagação do evangelho por todo o mundo” (PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e Com Fogo: Os Fundamentos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp.86-87).

 

 

III- O AVIVAMENTO E AS MISSÕES TRANSCULTURAIS

 

Em Atos 1.8 Jesus disse que seus discípulos haveriam de levar sua mensagem “[…] até aos confins da terra”. Eles ganharam almas para Cristo, e abriram igrejas na Fenícia, em Chipre e em Antioquia (At 11.19).

 

 

 1- Primeira igreja missionária.

 

A igreja em Antioquia já realizava as missões locais, ou missões urbanas, e muitas pessoas aceitaram a Cristo como Salvador (At 11.20,21). Por causa do crescimento da igreja em Antioquia, os discípulos mandaram para lá Barnabé.

Aquela igreja tornou-se a primeira igreja missionária. Barnabé e Saulo foram os primeiros missionários, enviados para as missões transculturais (At 13.1-3). Foi através de Paulo que a Europa pré-cristã se tornou um continente cristão. Como vimos, em lição anterior, Deus levantou homens na unção do Espírito Santo para evangelizar o velho continente.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A igreja em Antioquia já realizava as missões locais, ou missões urbanas, e muitas pessoas aceitaram a Cristo como Salvador:

E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.

E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor (At 11.20-21).

Por causa do crescimento da igreja em Antioquia, os discípulos mandaram para lá Barnabé, que se tornou o seu primeiro pastor.

Aquela igreja tornou-se a primeira igreja missionária. Barnabé e Saulo foram os primeiros missionários enviados para as missões transculturais. Diz Lucas:

Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. (At 13.1-3)

Mediante as suas viagens missionárias, Paulo pregou o evangelho de Cristo em muitas partes, alcançando boa parte da Europa e da Ásia. Foi por intermédio de Paulo que a Europa pré-cristã se tornou um continente cristão. Vale salientar que, por falta de amor e interesse pela evangelização constante e intensiva, a Europa, que deu tantos missionários ao mundo, tornou-se em pós-cristã, tornando-se o lugar mais carente do mundo do evangelho de Cristo.

Os grandes avivamentos na Inglaterra, com John e Charles Wesley (1703–1791 / 1707–1788); com George Whitefield (1714–1770); na Alemanha, com o Conde Nicolas Zinzendorf (1700–1760), em 1720, entre os morávios; e no País de Gales, com Evan Roberts (1878–1951), em 1904. Estes foram movimentos espirituais tão extraordinários que se espalharam para outras partes do mundo, chegando à América, com os peregrinos; alcançou a África, onde se destacou David Livingstone (1813–1873), de 1841 a 1873, ganhando muitas almas para o Reino de Deus; Hudson Taylor (1832–1905) foi missionário na China de 1853 a 1905, e houve outros missionários que deram as suas vidas à obra missionária transcultural a partir da Europa.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Chipre é uma ilha da costa mediterrânea de Antioquia, e Cirene era uma cidade no norte da África. Felizmente, estes varões tiveram a coragem de transmitir o Evangelho do Senhor Jesus fora dos limites do judaísmo. Quando estes crentes falavam, a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. Evidentemente, este início modesto transformou Antioquia em um lugar onde os crentes pregavam com entusiasmo aos gentios. Filipe tinha pregado em Samaria (8.5), mas os samaritanos eram parcialmente judeus. Pedro tinha pregado a Cornélio, mas ele já adorava a Deus (10.2). Os crentes que se dispersaram depois do início da perseguição em Jerusalém transmitiam o Evangelho a outros judeus nas terras para onde haviam fugido (11.19). Finalmente, os crentes começaram a transmitir ativamente as Boas Novas aos gentios, com grandes resultados.

 

A igreja em Antioquia da Síria tornou-se o centro de partida da missão de penetração no mundo (a última parte da comissão de Jesus em 1.8). O primeiro versículo nos dá uma ideia da sua constituição verdadeiramente internacional e do amplo espectro de pessoas que estavam sendo atingidas pelo Evangelho.

Até este ponto, parece que Barnabé e Paulo tinham sido os principais professores na igreja de Antioquia (11.26). Esta lista mostra pelo menos outros três, considerados como profetas e doutores. Barnabé aparece em primeiro lugar na lista por ser provavelmente o líder do grupo.

Simeáo (chamado Níger), devido à sua pele negra, provocou algumas especulações de que era o mesmo Simão de Cirene que carregou a cruz de Cristo (Mc 15.21), mas não se pode garantir esta informação. O próximo nome da lista é um homem cireneu (de Cirene) chamado Lúcio. Cirene ficava no norte da África. Lúcio provavelmente era um dos homens de Chipre e Cirene que pregaram pela primeira vez o Evangelho aos gentios de Andoquia (veja 11.20,21). O quarto indivíduo era Manaém, que fora criado com Herodes Antipas. Saulo era um rabino judeu, altamente instruído, e cidadão romano. O seu nome conclui a lista deste grupo tão variado. As diferenças sociais, geográficas e raciais destes indivíduos mostram que o Espírito de Deus tinha estado trabalhando rapidamente e sobre uma ampla região geográfica. O Evangelho não tinha apenas chegado a estas regiões, mas também o Espírito de Deus usava a Antioquia cosmopolita para reunir uma equipe diversificada para a próxima “fase” da expansão do reino.

Estes crentes estavam servindo ao Senhor e jejuando quando Deus lhes enviou uma mensagem especial. Da mesma forma como Pedro e Cornélio tinham recebido mensagens enquanto oravam (capítulo 10), Deus também falou a estes crentes enquanto eles o procuravam.

“Jejuar” significa abster-se de alimentos durante um período específico, com a finalidade de se concentrar no Senhor. As pessoas que jejuam podem aproveitar o tempo de preparação da comida e o da refeição para adorar e orar. Além disto, a dor da fome os lembrará da sua completa dependência de Deus (veja também 2 Cr 20.3; Ed 8.23; Et 4.16; Mt 6.16-18). O Espírito falou – possivelmente por intermédio de algum dos membros deste grupo (havia profetas entre eles – 13.1). O Espírito lhes disse que apartassem Barnabé e Saulo para a obra especial que Deus tinha para eles. A imposição de mãos era um ato simbólico que indicava o reconhecimento público do chamado e da capacidade, além da associação de uma congregação particular com um ministério. As raízes deste costume estão no Antigo Testamento, onde isto era feito para designar alguém para um cargo (Nm 27.23), abençoar alguém (Gn 48.14) ou consagrar alguma coisa a Deus (Lv 1.4).  A igreja de Antioquia estava se identificando com estes dois homens e a sua missão. Feito isto, eles os despediram.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 1. pag. 674; 680.

 

 

Temos aqui a autorização e comissão divinas dada a Barnabé e Saulo para irem pregar o evangelho entre os gentios e a sua ordenação a esse ministério pela imposição de mãos, com jejum e oração. Aqui está:

I Um relato do estado em que se encontrava a igreja que estava em Antioquia (v. 1), que foi plantada no capítulo 11.20.

  1. Como a igreja em Antioquia estava bem provida de bons ministros. Havia alguns profetas e doutores (v. 1), homens notáveis por dons, graça e utilidade. Jesus, quando subiu ao céu, deu uns […] para profetas […] e doutores (ou “mestres”, versão RA; Ef 4.11). Estes homens tinham ambos os ofícios: profetas e doutores. Agabo, pelo visto, era profeta e não doutor, e muitos eram doutores que não eram profetas. Os mencionados aqui eram, às vezes, divinamente inspirados e recebiam instruções imediatamente do céu em ocasiões especiais, o que lhes dava o título de profetas. Ao mesmo tempo eles eram doutores declarados da igreja nos cultos, expunham as Escrituras e esclareciam a doutrina de Cristo com aplicações satisfatórias. Estes eram os profetas, sábios e escribas que Jesus prometera enviar (Mt 23.34), que eram, de todos os modos, qualificados para o serviço da igreja cristã. Antioquia era uma grande cidade com muitos cristãos, de forma que não podiam se reunir todos num mesmo lugar. Fazia-se necessário que tivessem muitos doutores para presidir suas respectivas reuniões e apresentar os propósitos de Deus ao povo. Na lista, Barnabé é citado em primeiro lugar, provavelmente porque era o mais velho, e Saulo, por último, provavelmente porque era o mais novo. Mas depois o último se tornou o primeiro e Saulo foi mais célebre na igreja.

Mais três nomes são citados. (1) Simeão (v. 1), que, com vistas a distingui-lo de outros do mesmo nome, era chamado Níger, “o Negro”, por causa da cor dos cabelos. É semelhante àquele que em tempos mais recentes foi cognominado de o Príncipe Negro*. (2) Lúcio (v. 1), de Cirene, que certos estudiosos pensam (inclusive o Dr. Lightfoot) que se trata do mesmo Lucas que escreveu os Atos, era originalmente cireneu e teve sua formação educacional na faculdade ou sinagoga cirenaica em Jerusalém, onde ouviu e recebeu o evangelho. (3) Manaém (v.1), indivíduo de certa dignidade porque foi criado com Herodes, o tetrarca, o que quer dizer que ou se alimentaram do mesmo leite, ou frequentaram a mesma escola, ou foram alunos do mesmo tutor, ou, preferivelmente, eram colegas e companheiros constantes. Em cada parte da formação educacional de Manaém, Herodes era seu companheiro e amigo íntimo, dando-lhe a clara perspectiva de cargo honorífico na corte. Não obstante, ele abandonou todas essas esperanças por amor a Cristo.

Foi como Moisés que, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó (Hb 11.24). Tivesse ele se unido a Herodes, com quem fora criado, ele poderia ter tido o lugar de Blasto e sido camareiro do rei. Mas é melhor ser companheiro de sofrimentos com um santo do que ser companheiro de perseguições com um tetrarca.

  1. Como os bons ministros da igreja em Antioquia eram bem usados: Eles serviam ao Senhor e jejuavam (v.2). Observe: (1) Os doutores (ou mestres) fieis e diligentes estão, na verdade, servindo ao Senhor. Os que ensinam os cristãos estão servindo a Cristo. Eles realmente o honram e promovem os interesses do Reino. Os que servem à igreja pregando e orando (ambas as funções estão inclusas aqui), estão servindo ao Senhor, pois eles são os servos da igreja por amor a Cristo. Em seus serviços eles têm de olhar para Ele, e as suas recompensas, eles as receberão dele. (2) Servir ao Senhor, de um modo ou de outro, tem de ser o negócio declarado cias igrejas e seus doutores (ou mestres). Devemos separar tempo para esta obra e passar uma parte do dia nela. O que mais temos de fazer como cristãos e ministros senão servir a Cristo, o Senhor? (Cl 3.24; Rm 14.18). (3) O jejum é de utilidade em nosso serviço ao Senhor como sinal de nossa humilhação e como meio de nossa mortificação.

Esse exercício religioso não foi praticado pelos discípulos de Jesus, enquanto o esposo estava com eles (Mc 2.19,20), tanto quanto foi pelos discípulos de João Batista e dos fariseus. Depois que o esposo foi tirado, eles jejuaram muitas vezes como pessoas que aprenderam muito bem a negai’ a si mesmo e suportar as dificuldades.

II As ordens que o Espírito Santo deu para separar Barnabé e Saulo, no meio de um culto em que os ministros das várias congregações na cidade se uniram em um jejum solene ou dia de oração: Disse o Espírito Santo (v. 2) ou por uma voz do céu ou por um forte impulso na mente dos profetas: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Ele não indica a espécie da obra, mas alude a um chamado yd feito anteriormente, sobre o qual os dois sabiam o significado, enquanto os demais poderiam ou não saber. Quanto a Saulo, fora-lhe dito especificamente que tinha de levai’ o nome de Cristo diante dos gentios (cap. 9.15), que ele seria enviado aos gentios (cap. 22.21). A questão fora resolvida entre eles em Jerusalém antes deste dia. Ficou resolvido que Pedro, Tiago e João se disporiam entre os da circuncisão, para que Saulo e Barnabé fossem para os gentios (G12.7-9). E provável que Barnabé soubesse que fora escolhido para fazer o mesmo serviço que Saulo. Contudo, eles não se atirariam a esta colheita, ainda que copiosa e produtiva, até que recebessem ordens específicas do Senhor da colheita: Lança a tua foice e sega! […], porque já a seara da terra está madura (Ap 14.15). As ordens eram: Apartai-me a Barnabé e a Saulo. Observe aqui: 1. Cristo, pelo seu Espírito, nomeia os seus ministros. E pelo Espírito de Cristo que, em certa medida, eles são qualificados para os serviços, inclinados para isso e tirados de outros cuidados incompatíveis com isso. Há aqueles que o Espírito Santo separa para o serviço de Cristo, distinguindo-os dos outros como indivíduos que são oferecidos e que de boa vontade se oferecem ao serviço do templo. Juízes competentes recebem orientações relativas à suficiência da capacidade de tais indivíduos e da sinceridade de suas inclinações: “Separai-os”. 2. Os ministros de Cristo são separados para ele e para o Espírito Santo: “Separai-os para mim” (v. 2, versões NTLH e RA).

Eles devem ser empregados na obra de Cristo e sob a orientação do Espírito, para a glória de Deus Pai. 3. Todos que são separados para Cristo como seus ministros são separados para trabalhar. Jesus não tem servos para ficarem à toa. Se alguém deseja o episcopado, excelente obra, deseja (1Tm 3.1). E para isso que eles são separados: trabalhar na palavra e na doutrina (1Tm 5.17). Eles são separados para. labutar, não para vadiar. 4. A obra dos ministros de Cristo, à qual eles são separados, é obra que já está determinada, para a qual todos os ministros de Cristo, até hoje, têm sido chamados e a que eles foram, por meio de um chamado externo, orientados e escolheram.

A ordenação de Barnabé e Paulo corresponde às ordens que o Espirito Santo deu para separá-los: Não foi para o ministério em geral (há muito que Barnabé e Saulo já eram ministros), mas para um serviço em particular no ministério. Era algo peculiar e que exigia novo comissionamento. Deus considerou que o momento era oportuno para transmitir essa ordem por meio das mãos desses profetas e doutores a fim de que a igreja recebesse estas orientações: os doutores devem ordenar doutores (quanto a profetas já não devemos mais esperar que haja), e aqueles a quem foram confiadas as palavras de Cristo devem, para o benefício da posteridade, confiá-las a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros (2Tm 2.2). Assim, aqui, Si/meão, Lúcio e Manaém, fiéis doutores neste tempo na igreja que estava em Antioquia, tendo jejuado, orado e posto sobre [Barnabé e Saulo] as mãos, os despediram (v.3), de acordo com as orientações recebidas.

Observe: 1. Simeão, Lúcio e Manaém oraram por Barnabé e Saulo (v. 3). Quando bons homens são enviados para fazer a boa obra devem receber as orações solenes e particulares da igreja, especialmente dos irmãos que são companheiros de trabalho e companheiros de armas. 2. Simeão, Lúcio e Manaém uniram o jejum às orações, como fizeram em suas outras ministrações (v.3). Foi o que Jesus nos ensinou por sua abstinência de sono (um “jejum de sono”) na noite anterior em que Ele enviou os apóstolos para passá-la em oração. 3. Simeão, Lúcio e Manaém puseram as mãos sobre Barnabé e Saulo (v.3). Com esse gesto: (1) Eles lhes deram sua manumissão, demissão ou dispensa do serviço em que estavam engajados na igreja em Antioquia, reconhecendo que saíram não só de modo justo e com aquiescência, mas de modo honroso e com boa fama. (2) Eles rogaram a bênção sobre Barnabé e Saulo no empreendimento que assumiam, pediram que Deus estivesse com eles e lhes desse sucesso. E para que conseguissem isso, oraram para que eles fossem cheios do Espírito Santo na obra a fazer. E a mesma coisa que está explicada no capítulo 14.26, onde fala, em relação a Paulo e Barnabé, que de Antioquia, eles tinham sido recomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido. Assim como era a mostra da humildade de Barnabé e Saulo o fato de se submeterem à imposição das mãos dos seus colegas, ou mais propriamente, subordinados, assim também era a mostra do bom temperamento dos outros doutores o fato de eles não invejarem Barnabé e Saulo pela honra de terem sido escolhidos, mas de alegremente terem lhes confiado esta honra com orações sinceras e rigorosas por eles. Eles os despediram com a máxima urgência por pura preocupação pelas regiões em que eles iam desbravar terras não evangelizadas.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 133-134.

 

 

 2- Evangelização e decadência espiritual da Europa.

 

A partir da Europa, o Evangelho espalhou-se para o mundo, chegando à América com os Peregrinos; alcançou a África, onde se destacou David Livingstone, de 1841 a 1873, ganhando muitas almas para o Reino de Deus. Foram movimentos espirituais tão extraordinários que se espalharam para outras partes. Hudson Taylor foi missionário na China, de 1853 a 1905; e houve outros missionários que deram suas vidas a obra missionária trans­cultural, a partir da Europa.

 

Por falta de amor e interesse pela evangelização constante e intensiva, a Europa, que deu tantos missionários ao mundo, se transformou em pós cristã, tornando-se um dos lugares mais carentes do Evangelho de Cristo no mundo. Os crentes se acomodaram, deixaram de buscar o avivamento espiritual, conforme diz a Palavra de Deus (2 Cr 7.14). Há países no velho continente em que nem 5% das pessoas frequentam qualquer igreja.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

O que aconteceu à Europa, que se tornou uma espécie de “vale de ossos secos” do cristianismo? As respostas já são conhecidas.

Houve, sim, grandes igrejas, imensas catedrais repletas de crentes e até mesmo cruzadas gigantescas que reuniam milhares de pessoas, só que as igrejas acomodaram-se com o passar do tempo, e os grandes avivamentos acabaram esfriando. No seu lugar, a frieza espiritual foi paulatinamente tomando conta dos corações. Os pastores não mais buscaram a Deus com humildade, com oração, buscando a face do Senhor e confessando os seus pecados (2 Cr 7.14). O resultado foi trágico. O materialismo dominou a mente da maioria dos europeus.

Deixaram o primeiro amor

As igrejas cristãs na Europa deixaram de evangelizar com amor e com poder de Deus. O materialismo ateu tomou conta das escolas e universidades. As novas gerações não foram preparadas para enfrentar um mundo dominado pelo ateísmo e pelo comunismo. E o pior de tudo: as famílias cristãs de todas as igrejas não fizeram o que a Bíblia manda para que as novas gerações não se percam. Deixaram, portanto, de cultivar o ambiente espiritual nos seus lares.

Deixaram de fazer o culto doméstico

Como acontece com a maioria absoluta dos crentes atuais em todos os países, os pais não se colocaram no lugar de sacerdotes no seu lar. Está escrito no Antigo Testamento: Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos, e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; e escreve-as nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. (Dt 11.18-21 –grifo acrescido)

Essa exortação resume o valor do culto doméstico. Sem esse cuidado, gerações inteiras são perdidas, e todo o esforço de missões no passado passa apenas para a história. O salmista também traz a sua mensagem sobre a importância do culto doméstico:

a) Os pais ensinam aos filhos: “Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei a boca numa parábola; proporei enigmas da antiguidade, os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado” (Sl 78.1-3).

b) Os pais lembram as obras de Deus: “Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez” (78.4).

c) Os pais devem fazer conhecer aos filhos a Lei de Deus:

“Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos” (78.5,6).

d) Os filhos não devem esquecer-se das obras de Deus: “para que pusessem em Deus a sua esperança e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus” (78.7,8).

Infelizmente, a maioria dos crentes, pentecostais ou não, atualmente ignoram ou desprezam o valor da adoração a Deus nos seus lares. Não fazem mais o culto doméstico. Sem esse cuidado, as famílias europeias foram dominadas pela onda maligna da Teoria da Evolução; depois, foram influenciadas pelo materialismo ateu. As gerações mais antigas passaram, e as mais novas não querem saber de Deus. Há países no velho continente em que só 5% das pessoas frequentam uma igreja. Os Estados Unidos estão na mesma direção.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Evangelização da Europa (uma impossibilidade)

O bodoque cristão contra o aparato jurídico do secularismo

 

Evangelização é proclamação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador que liberta (culpa e pecado) e integra tudo sob a soberania de Cristo; é difusão por todo e qualquer meio das boas novas de Jesus (Stott); é tarefa de compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa; é convite para aceitar o senhorio de Cristo em decisão pessoal. Leia mais.

Diante dos olhos da fé, descortina-se um continente.

Dados da União Europeia, é essa parte da Europa da união econômica e política de 27 nações com mercado e moeda comum onde as pessoas circulam livremente.

 

Lá os princípios no Estado de Direito (herança Cristã), e as decisões da UE assentam-se em tratados aprovados por todos os países membros.

Um dos objetivos centrais da EU é a promoção dos direitos humanos (herança Cristã) e a democracia (idem). Há um Parlamento, o qual define quais as políticas a serem implementadas.

 

São 10.498.000 km² e a Europa é a mais rica e desenvolvida do mundo com uma população como colcha de retalhos cultural de 800 milhões de habitantes.

O nome Europa é o de uma mulher linda (mitologia Grega) que despertou o interesse de Zeus. Mas foram os Cristãos que a cristianizaram.

 

O Cristianismo (Catolicismo Romano, Catolicismo Ortodoxo, Protestantismo) está em declínio; Islamismo (Xiita e Sunita) em alta. Hinduísmo, Budismo e Judaísmo os demais. A maior ‘religião’ é o Secularismo.

As razões para a impossibilidade da Evangelização da Europa, segundo o conceito e textura daquilo que é conhecido como Evangelização são:

 

[1]. Quando a Europa foi cristianizada, o continente não era tábula rasa de ideias, influências, culturas as mais diversas, e assim permanece. O Cristianismo contribuiu com o que se pode chamar de ‘forte colorido institucional’ e sobretudo cultural, de modo que muitas das instituições Europeias têm intenso matiz Cristão. Isso, porém, pertence ao passado. A roda da história não retroage, e não há como usar o termo ‘Evangelização’ com toda a sua riqueza no artigo de ULTIMATO para alterar o rumo das coisas;

 

[2]. Uma leitura cuidadosa dos testemunhos dos entrevistados por ULTIMATO com onze pessoas — quase todas brasileiras — residentes na Europa, exceto uma em Viçosa, indica “… é [Europa] um continente pós-cristão” (René e Sarah Breuel). Não adianta arroubo ufanista do tipo Waldemar Sardaczuk, “O mundo inteiro é um campo missionário!”. O ‘mundo’ aí é caixa de ressonância de a ‘paróquia’ em John Wesley (1703-1791);

 

[3]. De “Cristianismo Europeu: uma história de luzes e sombras” a “O séquito do homem secularizado” (artigos) gravitam dois pontos: ora foca o passado (que não volta); ora arrisca um imaginário futuro (ufanista);

 

[4]. O Secularismo não ataca pessoas, igrejas ou denominações, exceto em casos pontuais: não é proibido anunciar o Evangelho na Europa. O ataque letal está sendo feito contra a institucionalização da religião Cristã e cultura Cristã como marcos civilizatórios. Evangelização é bodoque contra isso;

 

[5]. Pode-se orar? Pode e deve. Mas é no âmbito jurídico que o ataque acontece. Judeus e Muçulmanos experimentam intolerância e discriminação com a denúncia e eliminação de seus símbolos. Idem ao acesso aos meios de comunicação? Sim. Mas o Cristianismo, em especial, está sendo chamado aos tribunais para responder a assuntos relacionados à fé. Contra a maioria Cristã decadente o Secularismo é mais sutil;

 

[6]. Exemplo de sutileza? Recentemente o Parlamento Europeu aprovou por esmagadora maioria a resolução 2012/2657 (luta contra a homofobia na Europa). O assunto foi cuidadosamente preparado pelo grupo LGBT. O texto foi aprovado em reunião plenária, votações rápidas, pressupondo-se que a necessária discussão já tivesse ocorrido anteriormente. Não ocorreu. O ataque, portanto, é pela via do ‘aparato jurídico institucional’;

 

[7]. Uma abordagem mais filosófica seria assim: “O que resta do Ocidente cristão quando ele já não é cristão?”, pergunta que não quer calar onde o ‘bodoque da Evangelização’ pensa em abater em pleno voo o ataque jurídico — e de alcance continental — do Secularismo Europeu;

 

[8]. Ou no popular mesmo: a impossibilidade da Evangelização se dá por que não se leva em consideração a cultura e comportamentos díspares na Europa e no mundo. A Evangelização simplesmente toma um conjunto de ideias (bíblicas), junta-se a ela todos os meios (Stott) de proclamação e esquece-se que milhões estão muito mais interessados em cuidar de seus afazeres diários (que Evangélicos chamam de ‘Secularismo’); entre outras, educação, shopping, teatro, filosofia, etc., sem estes olharem muito para o passado (fé que perderam, eles e seus pais), e sem se assustarem com o futuro (juízo final);

 

Qual país na história da humanidade que depois de ter sido cristianizado e perdendo o colorido da fé ao longo dos séculos, resolveu redescobrir-se e reinventar-se com a mesma fé, fora o Judaísmo (Israel)?

Fonte: Disponível em. 14 02 23. https://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/evangelizacao-da-europa-uma-impossibilidade-o-bodoque-cristao-contra-o-aparato-juridico-do-secularismo

 

O Declínio da Igreja Evangélica na Europa e Estados Unidos

24 SETEMBRO, 2020  |  FRANKLIN FERREIRA

 

Uma questão que sempre surge é: como as igrejas evangélicas na Europa e mesmo nos Estados Unidos entraram em declínio tão acentuado, de tal forma que hoje estão esvaziadas e se tornaram mera caixa de ressonância da agenda de partidos da esquerda e extrema-esquerda?

 

É necessário destacar que tal mudança ocorreu primeiro nas escolas teológicas. E esse declínio começou quando professores de teologia repudiaram a crença na inspiração e infalibilidade da Escritura Sagrada. A partir desta ruptura com o fundamento da fé cristã a queda foi livre. Outras doutrinas centrais do cristianismo também foram descartadas em sequência: o ser humano não teria sido criado à imagem de Deus, milagres não acontecem, o nascimento virginal e a divindade de Cristo, assim como sua morte vicária e ressurreição foram negadas ou reinterpretadas.

 

Em vez de se submeterem à Escritura Sagrada, Palavra inspirada pelo Espírito de Deus, professores de teologia abraçaram filosofias como o existencialismo ou o marxismo como chave para interpretação da realidade, rompendo assim com a fé cristã. Uma vez que esses professores precisavam do sustento que vinha das igrejas, foram intencionalmente ambíguos em sala de aula. Assim, foram os alunos desses professores que aceitaram as novas releituras da fé cristã como verdadeiras, e disseminaram tais ideias nas igrejas, semeando a incredulidade na comunidade da fé com resultados trágicos não somente na Europa e nos Estados Unidos, mas também no Brasil.

 

O resultado dessa reinterpretação da fé cristã não poderia ter sido outro senão o agnosticismo e ateísmo, influenciando consideravelmente o pensamento inclusive dos que permanecem dentro da igreja cristã.

Fonte: Disponível em. 14 02 23. https://coalizaopeloevangelho.org/article/o-declinio-da-igreja-evangelica-na-europa-e-estados-unidos/

 

 

O Propósito da História (78.1-8)

O salmo abre com uma seção mostrando seu propósito didático ou instrucional. A História é a “história dEle” (em inglês: “Hisstory”), a exposição das obras maravilhosas realizadas para imprimir nas mentes dos mais novos a convicção inescapável de que a desobediência sempre leva ao desastre. As pessoas são chamadas a inclinar os ouvidos (atenção obediente) […] a minha lei (1), literalmente “minha torá”, ensino, orientação, instrução. O salmista fala como representante de Deus. Parábola (2, mashal) é literalmente “uma comparação”, quer por semelhança, quer por contraste. Enigmas vêm de um termo que significa um dizer penetrante ou sagaz ou um mistério, cujo significado no primeiro momento não pode estar claro. Este versículo é citado em Mateus 13.34-35 referindo-se ao uso de parábolas por Cristo, em que enigmas da antiguidade (parábolas) são descritos como “coisas ocultas desde a criação do mundo”, seguindo a LXX. O salmista tem em mente a lição moral da história. O que deve ser recitado e ensinado para as gerações seguintes tem sido recebido dos nossos pais (3). A instrução a ser passada às gerações seguintes preocupasse com os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez (4).

Deus estabeleceu um testemunho […] e pôs uma lei (5) para o seu povo. As tábuas de pedra sobre as quais foram escritos os Dez Mandamentos são chamadas “o testemunho” (Ex 25.16,21). Essa lei devia ser fielmente transmitida aos filhos (6) — nossa “carta magna” para a educação cristã (cf. Dt 4.9-10; 6.6-7; 11.18-19 etc.). O propósito de tal instrução tinha um aspecto prático: para que pusessem em Deus a sua esperança e […] guardassem os seus mandamentos (7). Com esse tipo de obediência eles diferiam dos seus pais, que eram uma geração contumaz e rebelde […] que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus (8).

T. Purkiser, M. A.. Comentário Bíblico Beacon Salmos. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 230.

 

 

SALMO 78

Este é um salmo histórico (ver 105,106 ,114, 135 e 136). De acordo com Hegel, filósofo alemão, a única coisa que aprendemos com a história é que não aprendemos coisa alguma com a ela. Estudando a Bíblia e a história da Igreja, descobrimos que o povo de Deus cometeu o mesmo erro. Ao recapitular a história de seu povo, Asafe viu um triste registro de esquecimento, infidelidade, insensatez e fracasso e procurou entender o significado de tudo isso. Tais coisas foram escritas para o bem dos cristãos de hoje (1 Co 10:11,12), de modo que devemos dar ouvidos às palavras de Asafe. Como disse A. T. Pierson: “A nossa

História é a história de Deus”.

O salmo termina com a coroação de Davi, mas a menção do templo no versículo 69 indica que o reinado de Davi havia terminado.

No versículo 9, é bem provável que a designação “Efraim” não seja uma referência à tribo, mas sim ao reino do Norte (Israel) que havia se separado de Judá e de Benjamim quando Roboão subiu ao trono (1 Rs 12). Os líderes de Israel abandonaram a fé de seus pais e instituíram sua própria religião, enquanto o povo de Judá procurou ser fiel ao Senhor. Neste salmo, Asafe adverte o povo de Judá a não imitar seus antepassados incrédulos nem seus vizinhos idólatras em sua desobediência ao Senhor. Admoesta-os a aprender as Escrituras e a ensiná-las a seus filhos. Judá possuía o templo sobre o monte Sião, as alianças, o sacerdócio e a dinastia davídica, e tudo isso poderia se perder em uma geração (ver Jz 2). Uma vez que Israel é uma nação da aliança, cabe-lhe obedecer e honrar ao Senhor, e este salmo apresenta três responsabilidades que Deus esperava que seu povo cumprisse.

Proteger o futuro (Sl 78:1-8)

Onde estaríamos hoje se, ao longo dos séculos, o remanescente dos líderes espirituais judeus não tivesse preservado as Escrituras para nós? Até o Novo Testamento ser completado no final do primeiro século, a única Bíblia que a Igreja primitiva possuía era o Antigo Testamento. A lei de Deus ordenava que cada geração de seu povo transmitisse a Palavra de Deus para a geração seguinte (71:18; 79:13; 102:18; 145:4; ver Êx 10:2; 12:26, 27; 13:8, 14; Dt 4:9; 6:6-9, 20-25), uma lei que se aplica a sua Igreja hoje (2Tm 2:2). Ao contar “os louvores do Senhor ” – seus feitos dignos de louvor Asafe ajudou seus líderes a compreenderem um enigma de sua história (ver Mt 13:35). Explicou por que Deus rejeitou a tribo de Efraim e escolheu a tribo de Judá e, dela, separou Davi para ser rei e, também, por que o Senhor abandonou o tabernáculo em Siló e ordenou que o templo fosse construído no monte Sião. As gerações futuras precisavam entender esses fatos, a fim obedecer ao Senhor e de fazer sua vontade. Asafe não desejava que o povo imitasse a “geração do êxodo” que havia morrido no deserto, nem a terceira geração em Canaã que se entregou à idolatria, tampouco as dez tribos que deixaram os caminhos do Senhor e fundaram um novo reino e uma religião falsa. A nação havia sido obstinada e rebelde (v.8, 37; Dt 21:18) e sofrerá por causa de sua desobediência.

No entanto, Asafe desejava que as gerações futuras confiassem em Deus, aprendessem com o passado e obedecessem à Palavra (v.8). Só então poderiam estar certas da bênção do Senhor um princípio que ainda é válido hoje.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. III. Editora Central Gospel. pag. 220-221.

 

 

 3- Clamor pelo avivamento espiritual.

 

As missões transculturais são as atividades missionárias que cumprem a última etapa da missão da Igreja: “até aos confins da terra” (At 1.8). Elas concretizam o ide imperativo de Jesus, que ordenou seus discípulos a irem “por todo o mundo” e pregarem “o evangelho a toda a criatura”.

Esse objetivo missionário só pode ser alcançado se houver um avivamento espiritual em todas as igrejas, a começar pelos pastores, líderes ou dirigentes. Que Deus reavive sua obra em todo o mundo. Oremos, como Habacuque: “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

As missões transculturais são as atividades missionárias que cumprem a última etapa da missão da Igreja, “até aos confins da terra” (At 1.8), e concretizam o “Ide” imperativo de Jesus, que mandou os seus discípulos irem “por todo o mundo” e pregarem “o evangelho a toda criatura”.

Porém, esse objetivo missionário só pode ser alcançado se houver um avivamento espiritual em todas as pessoas nas igrejas, a começar pelos seus pastores, líderes ou dirigentes. Que Deus reavive a sua obra em todo o mundo! Oremos como Habacuque: “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

A Oração de Habacuque

Depois que Deus revela a Habacuque os seus desígnios, ele orou ao Senhor. O capítulo 3 do livro de Habacuque e uma oração em forma de cântico. É um salmo profético!

Ao ouvir a palavra de Deus, Habacuque teme, ou seja, ele deposita confiança em Deus. O temor ao Senhor é proveniente dos seus ensinos.

Após ter ouvido, ele creu em Deus, ou seja, ele segue o que disse Miquéias “A voz do Senhor clama à cidade, temer-lhe o nome é sabedoria.

Escutai a vara, e quem a ordenou” (Mq 6:9).

Embora a obra do Senhor que Habacuque faz referência era o suscitar dos caldeus contra Israel e Judá (Hb 1:6), ele não teme e pede a Deus que implemente (avive) a sua obra. Deus haveria de levantar os caldeus contra o povo de Israel, porém, Habacuque confia na misericórdia do Senhor.

Habacuque sabia que os caldeus eram um povo feroz e impetuoso, e que, segundo o oráculo que viu, Judá e Israel seriam levados cativos, porém, à vista deste quadro de sofrimento e ignomínia, ele confia na misericórdia de Deus “Fez com que deles tivessem compaixão os que os levaram cativos” (Sl 106:46).

Em nossos dias este versículo tem um valor totalmente diverso da ideia que Habacuque procurou evidenciar. Perceba que Habacuque não pede um avivamento ‘espiritual’, o que é comum interpretarem em nossos dias. Ele ora a Deus que realize a sua obra, ou seja, a mesma obra anunciada na primeira visão “Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos, porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada. Suscito os caldeus…” (Hc 1:5 -6).

Perceba que a oração de Habacuque é segundo a vontade de Deus, ou seja, ele não pede que Deus livre a Israel do castigo, antes que os caldeus venham segundo a palavra anunciada. Mesmo sabendo que os caldeus viriam, a confiança de Habacuque não é abalada! Ele confia que o povo de Israel seria preservado “Nós não morreremos”, pois os caldeus somente foram estabelecidos para castigar o povo de Israel (Hb 1:12).

Habacuque pede a Deus que implemente (aviva) a sua obra. Ora, a obra maravilhosa e admirável é o suscitar dentre as nações os caldeus, e que, ao longo dos anos os homens haveriam de conhecê-la. Embora fosse anunciado pelos profetas que Deus haveria de levantar os caldeus para castigar, quando os profetas contavam maravilhosa obra, o povo de Israel não cria. Eles não se arrependeram e veio o cativeiro conforme a visão dos profetas “…vós não crereis, quando vos for contada” (Hc 1:5).

Crispim. Comentário Bíblico de HABACUQUE.

 

 

Habacuque começa o versículo apresentando duas declarações na 1 pessoa. Em sua primeira declaração, o profeta, dirigindo-se a Deus, afirma: O Yahweh, eu ouvi o teu relato. Por tratar-se de uma oração, compreendemos que o vocativo “ó Yahweh” (־’ãdõnãy) caiba bem aqui assim como no cólon seguinte. Quanto ao “relato” (sêma‘) ouvido por Habacuque, não há como precisar a sua natureza. Gorodovits e Fridlin entendem que o mesmo refira- se. ao exílio e, portanto, traduzem a expressão Sãma‘ti hriãkã como “ouvi Tua palavra sobre o exílio eminente”. Deane, por sua vez, entende que tal relato seja “a declaração feita por Deus nos capítulos precedentes sobre a punição dos judeus e a destruição dos caldeus”. Diante do contexto do livro, esta parece ser a explicação mais adequada.

Em sua segunda declaração, Habacuque apresenta o seguinte pronunciamento: Eu temi, ó Yahweh, a tua obrai A expressão “eu temi” (yãrê’ti) ocorre cm outras passagens do Antigo Testamento nas quais é empregada para referir-se, por exemplo, ao temor de Jacó diante de Labão (Gn 31:31), ao temor de Saul diante do povo de Israel (1 Sm 15:24) e ao temor do salmista diante dos juízos de Deus (SI 119:120). Sentir medo ao ouvir a voz de Deus é uma experiência comum nas páginas veterotestamentárias, especialmente no livro de Deuteronômio (cf. Dt 13:11; 17:13; 19:20; 21:21). Tal temor envolve um misto de reverência, adoração e obediência ao mandamento de Deus. O objeto do temor de Habacuque é “a tua obra” (pã‘ãlkã), isto é, a obra de Yahweh. Mas, afinal, a que “obra” o profeta se refere? Garland entende que seja uma alusão aos eventos do Êxodo, que culminaram com a libertação de Israel do Egito, visto que, segundo a sua argumentação, os capítulos 1 e 2 de Habacuque dizem respeito ao passado imediato e ao presente, enquanto que o capítulo 3 do livro se relaciona com o passado distante. Por outro lado, Kcil explica que “pt7‘ãlJçã é colocado absolutamente no início por uma questão de ênfase, apontando para a obra (põ‘a[) que Deus estava prestes a fazer (Cap. 1:5); mas esta obra de Deus não se limita ao levantamento da nação caldeia, pois inclui o julgamento que recairá sobre o caldeu depois de tê-lo ofendido [isto é, ofendido a Deus] (Cap. 1:1l). Esta última interpretação ajusta-se melhor ao presente contexto e, portanto, é adotada por nós aqui.

Os próximos três cólons apresentam três petições que Habacuque faz a Yahweh em relação à Sua obra. Em primeiro lugar, o profeta pede a Deus que a Sua obra venha à existência: No meio dos anos faça-a viver. O significado da frase “no meio dos anos” (b’qereb Sãmm) tem sido alvo de muita discussão. A que período a expressão se refere? De acordo com Davidson, essa expressão não pode significar “dentro de alguns anos” e nem “entre os anos de angústia”, mas descreve, em vez disso, o próprio tempo do profeta, pois a sua oração pede por uma intervenção divina imediata.171 Tendo em vista o contexto do livro, “no meio dos anos” parece abranger tanto o período do surgimento dos caldeus como instrumentos de punição divina contra os judeus (cf. 1:5-11), quanto a época em que os próprios caldeus receberão o juízo de Yahweh sobre si (cf. 2:6-20; 3:16). A expressão final, hayyêhü, que traduzimos como “faça-a viver”, tem sido traduzida de formas diversas como “vivam” (TEB), “faz revivê-la” (BJ), “realiza de novo” (NVI), “faze agora, em nosso tempo” (TLH), “mantém sempre viva” (BHGF) e “ajuda-nos outra vez” (NVT).575 Entre outras coisas, o verbo hãyâ, no pi‘el, pode significar “deixar vivo” (Gn 12:12), “criar” (2 Sm 12:3), “dar vida” (Dt 32:39), “fazer reviver” (Os 6:2), ou ainda “realizar”, sentido figurado este que parece estar presente neste versículo. Deve-se observar que as semelhanças existentes entre a teofania dos versículos seguintes (3:3-7) e o SI 77 “não exigem a suposição de que Habacuque esteja orando pela renovação dos atos anteriores de Deus para a redenção de Seu povo”. Em vez disso, a expressão “faça-a viver” significa “realize a Sua obra, que envolve tanto o surgimento dos caldeus como instrumentos do Seu justo juízo contra Judá (cf. 1:5-1 1) quanto o posterior juízo sobre os próprios caldeus (cf. 2:6-20; 3:16)”. Este parece ser o pensamento que o profeta tem em mente aqui.

Em segundo lugar, Habacuque solicita a Yahweh que a Sua obra, referenciada anteriormente, torne-se conhecida: no meio dos anos faça-a conhecida. Depois de repetir a expressão “no meio dos anos” (b’qereb fãmm) e, fazendo uso do verbo em sua forma no causativo (hifil), o profetapleiteia: “faça-a conhecida” (tõdF). Por intermédio dessa prece, Habacuque intercede em favor de outros (provavelmente crentes), a fim de que o Senhor lhes dê o entendimento necessário para que sobrevivam em meio aos tempos difíceis que estão por vir. Contudo, é possível também que essa fraseologia seja entendida em sentido mais amplo, a saber, “faça conhecido a Ti mesmo e as tuas obras, faça conhecida a lua verdade, Tua sabedoria, Teu poder, Tua soberania”. Seja como for, esta segunda percepção não exclui a primeira.

Em terceiro lugar, o profeta suplica ao Senhor para que, em meio à inquietação que sobrevirá, Ele, Deus, mostre-se compassivo: j\’a agitação, lembra-te de ter compaixão. O substantivo rõgez, que vertemos como “agitação”, é normalmente traduzido como “ira” (ou algo equivalente) por algumas versões (p.ex., ARA, ARC, BHGF, NVI, NVT e TLH). Contudo, o termo não traz consigo o sentido essencial de “ira”, mas sim de “agitação, excitação, tumulto”, passando a incluir, apenas posteriormente, outros possíveis significados, dentre os quais, o de “raiva”. A raiz rgz é importante para o desenvolvimento do conteúdo do capítulo 3 de Habacuque, ocorrendo quatro vezes nele (cf. 3:2,7,16 [2x]). Roberts observa que “a forma não prefixada brgz deixa aberta a possibilidade de interpretar rgz ou como a ‘agitação’ de Yahweh, ou como a ‘agitação’ do profeta ou de sua comunidade”. Porém, se levarmos em consideração o contexto do livro, a “agitação” mencionada por Habacuque parece referir-se a “um tempo de perturbação e agitação, um tempo em que os fundamentos serão sacudidos. O próprio povo de Deus irá para o exílio. [Portanto o tremor deve caracterizar até mesmo as mais estáveis instituições humanas”. Diante de um cenário tão adverso como este, só resta ao profeta colocar-se à mercê da misericórdia divina e suplicar: “lembra-te de ter compaixão” (rahêm tizkõr). A petição “lembra-te” não sugere, de forma alguma, que Deus possa ter algum lapso de memória. Em vez disso, “da parte de Deus, a lembrança tem que ver com o seu cuidado e intervenção, em graça ou em juízo”. No presente caso, o profeta apela à intervenção graciosa de Yahweh. Por fim, o verbo rahêm, que ocorre na forma do infinitivo no tronco pi‘el, significa “amar ternamente, ter pena, ter com- paixão ou misericórdia sobre qualquer um”. Ao empregar tal termo, Habacuque espera que Deus, ao permitir que os caldeus invadam Judá e levem o povo cativo para o exílio, tempere o Seu justo juízo com uma boa pitada de compaixão.

Vailatti; Carlos Augusto. Habacuque. Introdução, Tradução e Comentário; Editora Reflexão, Ed. 2020. Pag. 233-238.

 

 

SINOPSE III

 

O avivamento é crucial para levar o Evangelho “até aos confins da terra”.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

GANHAR ALMAS É A MISSÃO SUPREMA DE TODO DISCÍPULO DE CRISTO

 

“Evangelismo pessoal e a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente: e levá-los ao Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30). A importância do evangelismo pessoal vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu.

 

Nessa ocasião, Ele ordenou a Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15). O alvo do evangelismo pessoal é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes. Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão (1Co 9.20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus e para os pregadores, pastores e obreiros em geral.

 

Contentam-se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara (Jo 4.35). O ‘ide’ de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos OS salvos” (GILBERTO, Antônio. Prática do Evangelismo Pessoal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1983, p.10).

 

 

CONCLUSÃO

 

Os cristãos avivados demonstram compromisso com Deus, com Cristo, e com a missão da Igreja. Eles têm amor pela obra de Deus e cooperam com a evangelização local, regional e transcultural. Em várias igrejas cristãs, mesmo no século da falta de fé, há demonstrações de avivamento espiritual, com a manifestação dos dons do Espírito Santo e o fervor na busca pelas almas perdidas. Essa é a missão maior da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- Como os discípulos estavam diante de Jesus triunfante e glorioso?

Jesus se apresentou triunfante e glorioso perante seus discípulos, que estavam desanimados, incrédulos, como se estivessem órfãos, abandonados.

 

2- Que mandato o Senhor Jesus deu aos discípulos?

Depois da ressurreição, Jesus deu aos discípulos o mandato da “grande comissão”.

 

3- Qual é o modelo de evangelização dinâmica local?

Esse é o modelo de evangelização dinâmica: não só pregar dentro das quatro paredes dos templos, mas o de realizar a evangelização pessoal nas casas e nos bairros.

 

4- O que são missões regionais?

Podemos dizer que a missão regional é aquela realizada em locais mais distantes do centro de ação inicial. Num estado brasileiro, ou de outro país, há diversos municípios ou cidades do interior.

 

5- O que são missões transculturais?

As missões transculturais são as atividades missionárias que cumprem a última etapa da missão da Igreja: “até aos confins da terra” (At 1.8).

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

Acesse mais:  Lições Bíblicas do 1° Trimestre 2023 

 

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