11 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DAS MÍDIAS SOCIAIS

 

11 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DAS MÍDIAS SOCIAIS

11 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DAS MÍDIAS SOCIAIS

 

TEXTO ÁUREO

 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

As mídias sociais devem ser usadas como ferramentas na expansão do Reino de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Jo 17.15,16 Não pertencemos ao mundo virtual, mas fazemos uso dele

 

Terça – At 1.8 É preciso testemunhar da pessoa de Jesus no mundo virtual

 

Quarta – 1 Co 5.9; Cl 4.16; 2 Pe 3.15 A carta apostólica como instrumento de evangelização

 

Quinta – Jo 20.27 Não há cristianismo verdadeiro sem comunhão

 

Sexta – Rm 6.13,14 Evitando o pecado nas mídias sociais

 

Sábado – 2 Tm 3.2; 3 Jo 1.9 Cuidado com o narcisismo nas mídias sociais

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

 

Romanos 12.1-3,16,17

 

1 – Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

 

2 – E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

 

3 – Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

 

16 – Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos.

 

17 – A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens.

 

 

Hinos Sugeridos: 15, 409, 429 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

1- INTRODUÇÃO

 

O universo online cria uma falsa realidade em que se o crente não cuidar, acabará trocando o real pelo virtual. Assim, nesta lição, veremos que a Igreja de Cristo precisa do ambiente real de comunhão. Além disso, é preciso cuidado contra a desumanização no ambiente virtual, bem como seu mundanismo. É preciso proteger a alma contra o pecado da sensualidade e do narcisismo.

 

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Apresentar a realidade dos cristãos na era digital;

II) Elencar os desafios de ser Igreja na era digital;

III) Pontuar os pecados virtuais;

IV) Relacionar as mídias sociais com o ide de Jesus, destacando a seara virtual que as mídias sociais impõem.

 

B) Motivação: O fenômeno das mídias sociais está claro. A igreja deste tempo presente está inserida nele. Por isso, precisamos ter em mente os princípios bíblicos que norteiam o nosso comportamento. Podemos ser influentes, como bem pontua a presente lição, mas não mundanos.

 

C) Sugestão de Método: Inicie a aula de hoje perguntando quem tem rede social. De acordo com as manifestações dos alunos, pergunte o que cada um deles acha de positivo e de negativo no fenômeno das mídias sociais. Deixe-os falar livremente, mas fique atento quanto ao tempo. Não passe de cinco minutos. Em seguida, desenvolva a lição com o objetivo de esclarecer aos alunos a respeito dos princípios que devemos observar na vida e no mundo virtual.

 

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: Estimule os alunos a usarem as mídias sociais com prudência sabedoria e honestidade. Incentive-os a falarem do amor de Deus, a compartilharem versículos bíblicos, fazendo com que a tarefa da evangelização sempre esteja em evidência.

 

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

 

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “Um mundo de muitas informações” é uma reflexão que expande o primeiro tópico a respeito do universo online e a leitura da Bíblia;

2) O texto “Encontrando satisfação na Palavra”, localizado ao final do terceiro tópico, traz uma proposta de apontar a satisfação na Palavra de Deus como proteção ao fenômeno dos pecados virtuais nas mídias sociais.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

O mundo virtual é relativamente novo e convém dizer que a internet não é moral ou imoral em si mesma. É mais uma ferramenta como as demais, embora seja muito mais poderosa. Isso faz com que o seu uso seja muito mais desafiador. Em outras palavras, as mídias sociais como instrumentos são neutras, contudo, o uso que se faz dela não é. Como toda ferramenta, impõe um desafio ético e moral por parte de quem usa. Nesse aspecto, os cristãos precisam estar conscientes sobre como devem fazer uso de mídias sociais como WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter etc.

 

Mesmo sendo ferramentas neutras, não sendo, portanto, boas ou más em si mesmas, as Mídias Sociais tornam os que delas fazem uso moralmente responsáveis. Nesse aspecto, os cristãos também são moralmente responsáveis pelo que fazem, através desses instrumentos virtuais, diante da sociedade, igreja e comunidade a qual pertencem. Assim, eles devem buscar nas Escrituras os princípios que devam orientar a sua navegação no espaço virtual. Como um livro inspirado, a Bíblia contém princípios que norteiam e disciplinam a vida dos cristãos, inclusive no ciberespaço. Isso porque as Escrituras Sagradas, que são vivas (Hb 4.12) e permanecem para sempre (1 Pe 1.25), podem orientar de forma clara e objetiva o crente em seu caminhar tanto no mundo real como também no virtual.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

O que são as redes sociais?

As redes sociais digitais são aplicações que operam através da internet e que tem como finalidade conectar pessoas e organizações. A internet teve origem no século passado e se desenvolveu muito a partir do início deste século.

Então foram nos últimos quinze anos que as principais redes sociais se propagaram grandemente. Essa propagação ganhou ainda mais força com o crescimento das tecnologias mobile. Hoje a maior parte dos acessos à internet é proveniente de aparelhos portáteis como telefones, tablets e até relógios.

As principais redes sociais da atualidade são: Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e Linkedin. Também podem ser incluídas nesse grupo as aplicações de comunicação instantânea, como o Whastaap.

As redes sociais proporcionam muitos benefícios. Através delas é possível criar novas amizades; vencer as limitações de distância e interagir com pessoas que estão longe; promover um intercâmbio cultural com pessoas de diferentes culturas e nações; expandir relacionamentos profissionais; ter acesso a materiais de estudo; divulgar instantaneamente uma determinada mensagem; etc.

Mas ao mesmo tempo em que as redes sociais permitem tantos benefícios, elas também trazem vários perigos e malefícios. As redes sociais podem desencadear problemas psicológicos e contribuir para quadros depressivos; podem promover um isolamento social; podem criar uma percepção distorcida da realidade; podem gerar relacionamentos superficiais; podem promover o relativismo dos fundamentos éticos e morais; podem propagar o ódio e fomentar rivalidades e discussões; etc.

FONTE: 04/08/2022 https://estiloadoracao.com/o-cristao-e-as-redes-sociais/

 

 

A web é, sem dúvida alguma, uma das maiores invenções criadas pela mente humana.

Sobre a evolução da tecnologia digital, Tom Chatfield escreveu em 2012:

Vivemos num tempo de milagres tão corriqueiros que se torna difícil enxergá-los como algo que está além do curso normal das coisas […] O ritmo com que essas mudanças ocorrem é também sem precedentes. A televisão e o rádio foram inventados há cerca de um século; a prensa há mais de quinhentos anos. Em apenas duas décadas, no entanto, fomos da abertura da internet para o público geral à marca de mais de 2 bilhões de pessoas conectadas; e passaram-se apenas três décadas desde o lançamento do primeiro sistema comercial de celular até a conexão de mais de 5 bilhões de usuários ativos. Essa rede global inteligente deverá, no futuro, conectar-nos não apenas a outras pessoas, mas aos objetos de nosso dia a dia de carros e roupas a comidas e bebidas. Por meio de chips inteligentes e bancos de dados centralizados, estamos diante de uma forma de conexão sem precedentes não apenas uns com os outros, mas com o mundo construído à nossa volta: suas ferramentas, seus espaços compartilhados, seus padrões de ação e reação. E junto com tudo isso chegam novas informações sobre o mundo, de diferentes formas: informações sobre onde estamos, o que estamos fazendo e do que gostamos.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

A televisão e o rádio foram inventados há cerca de um século; a prensa há mais de quinhentos anos. Em apenas duas décadas, no entanto, fomos da abertura da internet para o público geral à marca de mais de 2 bilhões de pessoas conectadas; e passaram-se apenas três décadas desde o lançamento do primeiro sistema comercial de celular até a conexão de mais de 5 bilhões de usuários ativos.

Essa rede global inteligente deverá, no futuro, conectar-nos não apenas a outras pessoas, mas aos objetos de nosso dia a dia – de carros e roupas a comidas e bebidas. Por meio de chips inteligentes e bancos de dados centralizados, estamos diante de uma forma de conexão sem precedentes não apenas uns com os outros, mas com o mundo construído à nossa volta: suas ferramentas, seus espaços compartilhados, seus padrões de ação e reação. E junto com tudo isso chegam novas informações sobre o mundo, de diferentes formas: informações sobre onde estamos, o que estamos fazendo e do que gostamos.

O que devemos fazer com essas informações? E, não menos importante, o que outros – governos, corporações, ativistas, criminosos, policiais e criadores – já estão fazendo com elas? Conhecimento e poder sempre andaram de mãos dadas. Hoje, entretanto, a informação e a infraestrutura pela qual ela flui não representam apenas poder, mas um novo tipo de força econômica e social.

Em termos intelectuais, sociais e legislativos, estamos anos, se não décadas, atrasados em relação às questões do presente. Em termos de gerações, a divisão entre os “nativos” que nasceram em meio à era digital e aqueles que nasceram antes dela pode parecer um abismo através do qual se torna difícil articular determinadas conclusões e valores compartilhados.

Chatfield. Tom,. Tradução de Bruno Fiuza. Como viver na era digital. Editora Objetiva 2012.

 

 

Palavra-Chave: MÍDIAS

 

 

I – OS CRISTÃOS NA ERA DIGITAL

 

 

1- A realidade do universo on-line.

 

Lemos em Eclesiastes 1.4 que “uma geração vai, e outra geração vem”. Cada geração que existiu escreveu sua própria história e produziu suas próprias conquistas. Os egípcios nos deixaram às pirâmides e aos sumérios é atribuída a escrita. A conquista do ciberespaço é uma marca desta geração. Assim, convém dizer que o mundo virtual é hoje uma realidade bem presente na vida das pessoas. Os cristãos, portanto, e consequentemente a igreja, também fazem parte desse universo. A Igreja está no Mundo, mesmo não sendo parte dele (Jo 17.15,16). Saber conviver e andar nesse espaço é de suma importância para o testemunho cristão. O crente não deixará de ser uma testemunha real de Jesus pelo simples fato de as interações sociais acontecerem de forma virtual (At 1.8).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Ainda de acordo com Capler, é possível identificar essa geração digital por meio de dez marcas que a caracterizam:

a Geração Selfie é moldada por dez tendências: internet (passam maior parte do tempo em interações on-line), desenvolvimento lento (demoram mais para se desenvolver fisicamente e emocionalmente), isolamento (pouco envolvimento cívico), insegurança financeira (temem as recessões financeiras no futuro), descrença (declínio da religião), indefinição (novos posicionamentos em relação a sexo, relacionamentos e filhos), inclusiva (aceitação, igualdade e debates com liberdade de expressão), virtualidade (o declínio da interação social ao vivo), insegurança mental (aumento agudo de transtornos mentais) e independência política (visões políticas próprias). Em que pese as diferenças culturais, cada uma dessas características atravessam (em menor ou em maior graus) os centennials, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

Trata-se, portanto, de um novo mundo com uma nova realidade. Isso evidentemente envolve desafios, riscos e oportunidades. A meu ver, um dos principais desafios a serem enfrentados por essa nova geração virtual é mantê-la humana. E isso demonstra ser bastante paradoxal. Não há dúvidas de que as mídias sociais, à medida que aumentam as redes de contatos e promovem a interação virtual, também promovem a desumanização. O mundo off-line, onde acontece o corpo a corpo, perde lugar para o universo on-line. Isso porque o mundo off-line, diferentemente do on-line, expõe a arena onde de fato a nossa existência é vivida e provada. O mundo virtual, portanto, torna-se o território para aqueles que querem escapar da realidade em que vivem. Zygmunt Bauman demostrou esse fato:

Para os jovens, a principal atração do mundo virtual deriva da ausência de contradições e objetivos contrastantes que infestam a vida off-line. O mundo on-line, ao contrário de sua alternativa off-line, torna possível pensar na infinita multiplicação de contatos como algo plausível e factível. Isso acontece pelo enfraquecimento dos laços — em nítido contraste com o mundo off-line, orientado para a tentativa constante de reforçar os laços, limitando muito o número de contatos e aprofundando cada um deles.

Evidentemente que o comportamento virtual que molda a vida de muitos jovens hoje também tem consequências na esfera eclesiástica. A igreja é um organismo vivo, que se constrói a partir das interações e relações humanas:

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). Em outras palavras, a igreja é humana. Onde esse corpo a corpo, essa rede de contatos off-line não existe, assim temos uma negação daquilo que biblicamente seria uma igreja. As redes sociais, devido à impessoalidade que as caracteriza, acabam se transformando na nova igreja da geração digital.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Precisamos adotar uma mentalidade de mártires. Não um derrotismo que diz “Coitado de mim!”, mas uma separação deste mundo. Chanon Ross nos chama a abraçar a identidade de “mártires vivos” — estar no mundo sem pertencer-lhe, “mortos para o mundo” e para todos os seus espetáculos reluzentes, mas vivos em Cristo (Cl 2.20). Ser um mártir vivo é conscientemente recusar viver dentro das indústrias dominantes dos espetáculos e do consumismo; renunciar estrategicamente a um mundo centrado no espetáculo e orientado para o consumo, como testemunhas da dignidade de Cristo; abraçar a temperança; e renovar o compromisso com a prioridade da comunidade.

Reinke. Tony,. A guerra dos Espetáculos o cristão na era da mídia. Editora Fiel. 1 Ed Português 2020.

 

 

Capelas virtuais, velas virtuais, terço virtual, missas em vídeos online, pedidos de oração e aconselhamento espiritual pela internet. São inúmeros os serviços oferecidos pela grande maioria das igrejas cristãs, especialmente pela Igreja Católica, entre os bits e pixels da internet. Deus se faz digital, a religiosidade passa a ser vivida de modo online, o fiel se conecta com o sagrado mediado pela internet: a fé praticada nos ambientes digitais aponta para uma mudança na experiência religiosa do fiel e da manifestação do religioso. Se a comunicação (suas lógicas, seus dispositivos, suas processualidades) está em constante evolução, a religião, ao fazer uso daquela, também acompanha essa evolução e é por ela impelida a algo diferente do que tradicionalmente era. Assim, se a internet traz consigo novas formas de lidar com o mundo – e, consequentemente, com sagrado –, a religião e a religiosidade como tradicionalmente as conhecemos também passam a mudar (cf. Sbardelotto, 2011).

Moisés Sbardelotto. Deus digital, religiosidade online, fiel conectado: Estudos sobre religião e internet. Universidade do Vale do Rio dos Sinos Instituto Humanitas Unisinos

 

 

2- Cristãos conectados.

 

Nos dias da igreja apostólica os cristãos se valeram de cartas para superar as longas distâncias que os separavam (1Co 5.9). Dessa forma, eles conseguiram interação com cristãos de outra região (Cl 4.16). Foi por meio desse instrumento que eles compartilharam os princípios eternos da Palavra de Deus entre si (2 Pe 3.15). Hoje, essa interação, que acontece por intermédio das mídias sociais, é muito mais eficiente e muito mais dinâmica. Praticamente todo mundo sabe, por exemplo, o que é o WhatsApp e os princípios básicos de seu uso. Da mesma forma, milhões de cristãos estão fazendo perfis no Facebook e Instagram para aumentar a interação entre si. O mundo virtual também é uma realidade no dia a dia da igreja. Contudo, há muitos desafios, riscos e perigos neste espaço virtual. Portanto, o andar prudentemente (Ef 5.15), recomendado pelas Escrituras, aplica-se também ao espaço virtual.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

[…] há uma diferença de nível entre a religião na internet e a religião pela internet.

Os estudos anglófonos geralmente esclarecem essa diferenciação mediante os conceitos de “religion online” e “online religion”. Young (2004, p. 93, tradução nossa), por exemplo, define “religion online” como a “recepção de informações” sobre religião. Já a “online religion” é a “participação em uma atividade” religiosa. Essa taxonomia está baseada em função do “tipo de comunicação que elas apresentam ao usuário […] e, paralelamente, do tipo de ‘fazer religioso’ que o usuário está buscando”, afirma Costa e Silva (2005, p. 5).

Dessa forma, o “fazer religioso” da religion online (da religião na internet) é um fazer de tipo informacional, em que o fiel se informa sobre a religião. Já a online religion, ou a religião pela internet, é um fazer de tipo litúrgico-ritual, em que o fiel pratica a sua religião por meio de determinadas práticas religiosas.

Mas a “religion online” e a “online religion”, em vez de opostas, são dois tipos de expressão e de atividade religiosas que existem em continuidade na internet.

Por isso é importante perceber a “religião na internet” como um convite ao fiel para participar da dimensão religiosa do mundo por meio da internet (“religião pela internet”).

Moisés Sbardelotto. Deus digital, religiosidade online, fiel conectado: Estudos sobre religião e internet. Universidade do Vale do Rio dos Sinos Instituto Humanitas Unisinos

 

 

Recomendações finais sobre ética cristã e redes sociais

A ética cristã sempre estará pautada nas Escrituras e buscará nelas os princípios que norteiam a vida do homem em sociedade. Jesus diz que seus seguidores devem ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13,14).

O apóstolo Pedro escreve que o cristão foi escolhido para anunciar as grandezas daquele que chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9). O mesmo apóstolo também indica que o cristão deve ser caracterizado por sua boa conduta (1 Pedro 2:12).

Portanto, o cristão deve usar suas redes sociais de acordo com os limites estabelecidos pela Palavra de Deus. Aqui também podemos recordar como o apóstolo Paulo corrigiu o argumento dos cristãos de Corinto que alegavam poder fazer tudo o que quisessem. Ele escreve: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são permitidas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6:12).

FONTE: 04/08/2022 https://estiloadoracao.com/o-cristao-e-as-redes-sociais/

 

 

Hoje se estima que metade da população mundial, mais de 3,5 bilhões de pessoas estão conectadas a uma rede social. Segundo pesquisa divulgada em 2020, mais de 140 milhões de brasileiros usam ativamente as redes sociais e passam mais de 3 horas por dia conectados.

 

As redes sociais mais usadas no Brasil são: Facebook (129 milhões); WhatsApp (120 milhões); YouTube (105 milhões); Instagram (95 milhões); LinkedIn (46 milhões); Twitter (17 milhões); TikTok (13 milhões).

 

Dentre estes milhões e bilhões de usuários das múltiplas redes sociais no Brasil e no mundo estão os cristãos evangélicos. Antes considerados a margem da sociedade, hoje se apresentam conectados a internet e influentes em muitas plataformas. Acredito que a ligação com uma igreja e os vínculos ali desenvolvidos impulsiona o uso das redes sociais entre evangélicos. Além das redes de interesse pessoal, há o envolvimento com grupos, páginas e canais da comunidade de fé.

FONTE: 05/08/2022 https://blogdopinha.com.br/ser-pastor-em-tempos-de-redes-sociais/

 

 

Questiona-se se 5 mil amigos no Facebook são realmente “amigos”; mas por acaso 100 contatos salvos na agenda de nosso celular são realmente nossos amigos?

Aliás, 50 componentes no mesmo coral da igreja em que cantamos, são realmente nossos amigos, no sentido mais sublime desta palavra? Certamente que não. Aliás, com a inserção das empresas e dos empreendedores nas redes sociais, estes ambientes virtuais se transformaram em muito mais que ambientes para fazer amigos apenas, mas também ambientes para se fazer negócios, onde se amealham muitos clientes.

Basicamente o propósito das redes sociais é justamente colocar em rede, unir, conectar pessoas. De fato, isso tem acontecido: quantos amigos de infância ou ex-colegas de escola ou trabalho você já reencontrou nas redes sociais? Se não muitos, ao menos alguns. Não é uma boa sensação? Poder reaproximar-se daquele amigo ou parente que há anos você não via.

Você posta um texto, uma foto ou vídeo, um amigo seu compartilha sua publicação, e quando você menos pensa, alguém de um outro estado distante está vendo sua publicação, de alguma forma interagindo com comentários ou outros compartilhamentos. Comentários em redes sociais às vezes são impertinentes, carregadores de zombaria, desrespeito e ignorância; mas quando carregados de gentileza, conhecimento e virtude, pode até mesmo nos ajudar a rever posicionamentos antiquados e melhorar nossa forma de ver e nos posicionar sobre o mundo.

Se por um lado é justa a crítica de que as redes sociais, mal utilizadas, podem distanciar-nos das pessoas próximas e aproximar-nos das pessoas distantes, por outro lado é também verdade que as redes sociais, se bem utilizadas, podem aumentar seu leque de amizades ou, no mínimo, de outros contatos que podem ser úteis de alguma forma para nosso crescimento pessoal, profissional, intelectual e espiritual.

Questiona-se se 5 mil amigos no Facebook são realmente “amigos”; mas por acaso 100 contatos salvos na agenda de nosso celular são realmente nossos amigos?

Aliás, 50 componentes no mesmo coral da igreja em que cantamos, são realmente nossos amigos, no sentido mais sublime desta palavra? Certamente que não. Aliás, com a inserção das empresas e dos empreendedores nas redes sociais, estes ambientes virtuais se transformaram em muito mais que ambientes para fazer amigos apenas, mas também ambientes para se fazer negócios, onde se amealham muitos clientes.

CUIDADOS: de fato, o ser humano foi feito para viver em sociedade. “Não é bom que o homem esteja só”, foi a primeira constatação divina sobre o homem (Gn 2.18). Salomão diz que aquele que se isola falta com sabedoria (Pv 18.1). Precisamos “estar em rede” com as pessoas, mas devemos cuidar para:

Não ficarmos o tempo todo online para o mundo e offline para a família

Não nos fazermos companheiros dos tolos, especialmente em contendas de palavras (Pv 13-20; 1Tm 6.20)

Não criarmos uma dependência de louvores dos outros pelo que somos ou fazemos (Pv 27.2; Rm 12.16)

Muitos casamentos estão sendo destruídos devido adultérios virtuais! Muitos jovens estão caindo em fornicação devido terem transformado algumas redes sociais em verdadeiros motéis ambulares! Encontros indecentes estão sendo marcados para o pecado, a partir de uma interação perniciosa nas redes sociais. O crente precisa vigiar e fugir do assédio, como José que fugiu da sedutora mulher de Potifá (Gn 39.12)! Precisa fugir do convite para o pecado, se quiser manter sua fidelidade a Deus, ao casamento e a família! Há “amizades” que não valem a pena ter. Salomão diz que interagir com a prostituta e cair em suas seduções para o pecado, é ser levado como um boi para o matadouro ou como ave que se apressa para o laço: “não sabe que está armado contra a sua vida” (Pv 7.7-23).

FONTE: 04/08/2022 https://www.gospelprime.com.br/o-cristao-e-as-redes-sociais/

 

 

SINOPSE I

 

O universo online está presente em nossas vidas e muitos cristãos estão conectados nele.

 

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

UM MUNDO DE MUITAS INFORMAÇÕES

“Platt apontou para um problema relacionado à leitura da Bíblia com a igreja. ‘Acho que outro problema que enfrentamos em nosso processo normal na vida como indivíduos é que estamos inundados de informações que levam a um excesso de informações e ao excesso de imagens. As pessoas que pastoreamos na igreja estão constantemente imersas em todo tipo de mídia, ideias, filosofias de vida e opções de entretenimento, tudo que atrai sua mente e desejos. Sorrindo, eu intervim: ‘Acabei de comprar um iPhone e estou completamente dominado pelas opções de aplicativos!’ Davi sorriu e disse: Então você entrou no clube?’ ‘Sim’, eu respondi, ‘e a tecnologia é impressionantemente útil e, às vezes, terrivelmente distrativa. Eu posso ver como está o clima, enviar mensagens para alguém, receber uma chamada, navegar na internet, procurar uma versão da Bíblia, verificar meu e-mail, ver os horários de filmes, […] conferir minha conta do banco, ouvir música, consultar reservas em um restaurante, e até ver o caminho até aquele restaurante, tudo no mesmo dispositivo e em uma questão de poucos minutos! Estou vivendo o que vocês estão falando. Muita informação!” (GUTHRIE, George. Lendo a Bíblia Para a Vida: Seu Guia para Entender e Viver a Palavra de Deus. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.270).

 

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

O QUE SÃO MÍDIAS SOCIAIS

“De fato, são ferramentas ou sistemas on-line que possibilitam a interação por meio de compartilhamento. […] São um grupo de aplicações para a internet construídas com base nos fundamentos ideológicos e tecnológicos da Web 2.0, e que permitem a criação e troca de conteúdo gerado pelo usuário. Temos um infinidade de mídias sociais e categorias dentro dela […].” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra Mídias Sociais na Igreja, editada pela CPAD, pp.55,56.

 

 

II – OS DESAFIOS DE SER IGREJA NA ERA DIGITAL

 

 

1- Desumanização.

 

Quando Jesus apareceu a seus discípulos logo após a sua ressurreição, ele desafiou Tomé a tocá-lo: “Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado” (Jo 20.27). Ser Igreja envolve contato. Não há cristianismo verdadeiro sem comunhão. Isso porque a igreja é corpo: “Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular ” (1 Co 12.27). É real, visível e palpável. O universo virtual cria a falsa impressão de que é possível ser igreja sem relacionamento real. Nesse aspecto, o mundo virtual desumaniza as pessoas. É por isso que o ciberespaço é o universo preferido dos desigrejados. Eles dizem não precisar da igreja local (Hb 10.25), que existe de forma real, para expressar a sua espiritualidade, o que evidentemente é um erro. Na Igreja de Cristo, as pessoas não apenas interagem, mas existem e se completam. Há pessoas de carne e osso que se abraçam, e não apenas se veem e se ouvem. A igreja local é um lugar de encontro.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A meu ver, um dos principais desafios a serem enfrentados por essa nova geração virtual é mantê-la humana. E isso demonstra ser bastante paradoxal. Não há dúvidas de que as mídias sociais, à medida que aumentam as redes de contatos e promovem a interação virtual, também promovem a desumanização. O mundo off-line, onde acontece o corpo a corpo, perde lugar para o universo on-line. Isso porque o mundo off-line, diferentemente do on-line, expõe a arena onde de fato a nossa existência é vivida e provada. O mundo virtual, portanto, torna-se o território para aqueles que querem escapar da realidade em que vivem. Zygmunt Bauman demostrou esse fato:

Para os jovens, a principal atração do mundo virtual deriva da ausência de contradições e objetivos contrastantes que infestam a vida off-line. O mundo on-line, ao contrário de sua alternativa off-line, torna possível pensar na infinita multiplicação de contatos como algo plausível e factível. Isso acontece pelo enfraquecimento dos laços — em nítido contraste com o mundo off-line, orientado para a tentativa constante de reforçar os laços, limitando muito o número de contatos e aprofundando cada um deles.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

IGREJA

Origem da Palavra

No Novo Testamento, a palavra “igreja” é uma tradução da palavra grega ekklesia, que nunca se refere a um lugar de adoração, mas tem em vista uma reunião de pessoas. Na maioria esmagadora dos casos, ekklesia indica uma associação local de crentes. Não se tem certeza das circunstâncias sob as quais ekklesia tornou-se a palavra aceita para as congregações cristãs. A palavra aparece no Novo Testamento na declaração de Jesus registrada em Mateus 16.18 e 18.17. No entanto, a menos que Jesus tenha falado grego nessas duas ocasiões (uma possibilidade muito remota), é mais provável que ekklesia, nesse texto, reflita a terminologia de Mateus e da igreja primitiva. Além disso, não há como determinar quais palavras hebraicas ou aramaicas Jesus poderia ter usado, pois ekklesia poderia ser usada para traduzir pelo menos três palavras semitas diferentes. Tampouco é provável que ekklesia deva sua origem aos primeiros fiéis de Jerusalém. Em Atos, existe uma variedade do que parecem ser autodenominações dos membros dessa comunidade, tais como “os irmãos”, “os discípulos”, “seguidores do caminho”, ou “os santos”; mas não existe evidência de que eles se chamassem de “a igreja”. É mais que provável que tenha sido entre os cristãos judeus que falavam grego e os seus partidários gentios que a palavra tenha aparecido pela primeira vez, e no contexto da sua própria tradição cultural. No mundo grego, a palavra ekklesia normalmente se refere a uma reunião. Também era usada tecnicamente para referir-se às assembleias regularmente agendadas dos cidadãos de uma cidade grega. Em Atos 19.39, é fornecido um exemplo desse uso, quando o escrivão da cidade de Éfeso disse ao povo que eles deveriam encaminhar qualquer ação contra os companheiros de Paulo em um legítimo ajuntamento, ou ekklesia.

PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 949-950.

 

 

Sentido e usos da palavra igreja

O vocábulo grego ekklesla significa, basicamente, «os chamados para fora», dando a entender um grupo distinto, selecionado e tirado para fora de algo. Ê verdade que essa palavra nem sempre se refere a um grupo religioso, pois no grego clássico era empregada para indicar «assembleia», «reunião convocada pelo arauto», «assembleia legislativa». Em Atenas, essas assembleias governantes eram eleitas pelos seus concidadãos por determinado período de tempo. Portanto, a «assembleia» pode ser legislativa, política, social ou religiosa. (Ver Josefo, Antiq. 12.164; 19.332 e Atos 19:39).

Tal palavra pode significar apenas «reunião», «ajuntamento» (ver I Macabeus 3.13; Atos 19:32,40).

Referia-se à congregação judaica, especialmente quando reunida com finalidades religiosas, para observância dos ritos religiosos, (ver Deut. 31:30; Juí. 20:2; Josefo, Antiq. 4.309 e Atos 7:38).

É usada para indicar a igreja cristã, um culto cristão, mas nunca o mero edifício das reuniões ou templo, (ver I Cor. 11:18; 14:4,9,28,35).

A «congregação» considerada como a totalidade dos crentes que vivem em um determinado lugar, uma igreja local, que nos primeiros tempos se reunia em moradias comuns, (ver Mat. 18:17; Atos 5:11; I Cor. 4:17; 16:19; Rom. 16:5).

A igreja universal, mística, composta de todos os crentes de todos os tempos e de todos os lugares, os quais aceitam Cristo como cabeça. Essa igreja é considerada como um organismo espiritual que tem Cristo por centro; e a união mística da igreja com Cristo se dá através do seu Espírito, e não devido a alguma organização. Portanto, transcende a denominações evangélicas, que defendem determinadas crenças ou governos eclesiásticos, (ver Mat. 16:18; Atos 9:31; I Cor. 6:4; Efé. 1:22; 3:10,21; 5:23 e ss, 5:27,29,32; Col. 1:18,24; Fil. 3:6; I Tim. 5:16). Quando está em foco a «igreja universal», são utilizadas expressões como «a igreja de Deus» ou «a igreja de Cristo», ver I Cor. 1:2; 10:32; 11:16,22; 15:9; II Cor. 1:1; Gál. 1:13 quanto à expressão «igreja de Deus»; e Rom. 16:16 e I Tes. 1:1 quanto à expressão «igreja de Cristo». Outros nomes empregados são «igreja dos santos» (ver I Cor. 14:33); «igreja dos primogênitos» (ver Heb. 12:23); e «igreja primeira e espiritual» (ver II Clemente 14:1). O vocábulo grego figura nas páginas do N.T. por cento e quinze vezes.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 3. 11 ed. 2013. pag. 2012.

 

 

 

2- Mundanismo.

 

A igreja na era digital precisa ser relevante, mas não espetaculosa. Influente, mas não mundana. Buscar o espetáculo é fazer o jogo do Diabo (Lc 4.9). O que se observa por parte de muitos cristãos, especialmente pregadores, é um desejo quase obsessivo de estar em evidência. Querem ser vistos. Para que esse fim seja alcançado, muitos seguem personalidades de comportamento duvidoso, quer sejam celebridades do mundo artístico, quer sejam jogadores e cantores famosos. Imploram por seguidores e likes. Estão desesperadamente procurando “lacrar” ou “causar”. Agem como verdadeiros mendigos virtuais. Desonram a cruz porque querem a qualquer custo a glória do mundo. Dessa forma, tornam-se presas fáceis de Satanás (Mt 4.9)

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Com base em 1 Coríntios, podemos questionar antes de toda atividade midiática:

 

Isso está me escravizando? “‘Tudo me é permitido’, mas nem tudo convém. ‘Tudo me é permitido’, mas eu não deixarei que nada me domine” (1Co 6.12). O vício virtual é perigoso. Cuidado também com o “culto ao sincero” que existe nas redes sociais. Como se a exposição perene da intimidade e de todas as suas opiniões sobre todos os assuntos funcionasse como uma prova de sinceridade e inocência. Debaixo desse verniz de “sincericismo” está nada mais que alguém escravo de si mesmo e da opinião dos outros.

 

Isso é um bom exemplo? “Tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos” (1Co 8.8-13). Nosso comportamento é um testemunho para nossos próprios irmãos na fé, muitas vezes recém-convertidos.

 

Isso edifica? “‘Tudo é permitido’, mas nem tudo convém. ‘Tudo é permitido’, mas nem tudo edifica” (1Co 10.23). Nossas postagens são úteis de algum modo? Ou apenas aumentamos as fileiras dos disseminadores do ódio, os propagadores do caos? O cristão é chamado na Escritura de “ministro da reconciliação”, de “cooperador de Deus”. Não saia nenhuma postagem torpe de vossos dedos.

 

Isso glorifica a Deus? “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Minha motivação é glorificar a Deus ou a mim mesmo? Nas redes sociais, caracterizadas pela legitimação do selfie, do autorretrato, da postagem de si mesmo, existe a clara e autoevidente tentação narcisista, essência do pecado: o orgulho, a ostentação de si mesmo, a alienação de Deus.

 

Isso anuncia o evangelho? “Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus […] para que sejam salvos” (1Co 10.32-33). Qual o testemunho deste comportamento para os que são de fora? Como um não cristão poderá interpretar tal postagem?

 

Nossa liberdade não pode ser desculpa para pecar. Sejamos testemunhas de Jesus na cultura-tela.

Davi Lago

Fonte: 03/08/2022. https://www.ultimato.com.br/conteudo/a-liberdade-crista-na-era-digital

 

 

Cuidado nas redes sociais

Atualizações diárias e a todo instante, selfies que não acabam mais, pessoas conectadas e compartilhando informações. Bem-vindo ao mundo das redes sociais! O avanço da tecnologia tem permitido grandes utilidades para cada um de nós. Conhecemos pessoas, divulgamos produtos, tudo ao mesmo tempo, no mesmo local. Mesmo com tantos benefícios, é preciso cuidado nas redes sociais.

Existem pessoas maliciosas que ficam vigiando suas postagens para descobrir por onde você anda, com quem você fala, dentre outras coisas. Assim, surgem vários noticiários de crimes violentos que deram origem nas redes sociais. Para começar precisamos verificar se estamos sabendo usar essas ferramentas. Quanto tempo por dia você fica on line? Se a sua resposta for “conectada 24h por dia nos 7 dias da semana”, já é um alerta: você está tendo uso excessivo, o que pode está atrapalhando outras áreas da sua vida. Por exemplo, há pessoas que acordam no meio da noite para responder uma mensagem ou dar aquela olhadinha nas redes sociais.

 

Então, como achar o equilíbrio e o bom senso no mundo virtual? Vamos a algumas dicas:

1 – Postagem

Atualizar a sua página diariamente não é ruim. Mas postar a cada cinco minutos, parece ser inconveniente. Esse excesso pode irritar aos seus amigos pois, não conseguirão visualizar outra coisa a não ser suas notificações. Vamos ter cuidado, meninas!

2 – Conteúdo

Quando publicamos um texto ou uma opinião, saiba que isso será anunciado para qualquer um. Tem gente que pensa que está escrevendo no seu diário (mas não é!) e por se expor demais, acaba tendo grandes constrangimentos. Portanto, nada de indiretas e antes de postar qualquer coisa, pense: “Será que o que estou colocando pode ser lido por milhares de pessoas?” Nada de desabafos! Infelizmente, algumas pessoas comentam coisas desagradáveis sobre a empresa que trabalha, o que ocasiona várias demissões com justa causa. Então, para não cair nesta cilada, não use palavras grosseiras e indiretas sobre o local que você está.

3 – Compartilhe menos

O fato de ler uma publicação e achar interessante não significa que temos que compartilhar. Ninguém é obrigado ver seus inúmeros compartilhamentos durante o dia. Quem faz isso acaba tirando dos amigos a vontade de ver o que você posta. Seja moderada!

4 – Tempo livre

Seja um café ou um almoço você deve estar conversando com as pessoas que te rodeiam. Esse momento não é para ficar on line nas redes sociais. Larga um tempinho seu celular ou tablet e dê a atenção devida aos que estão presentes. Seja simpática.

5 – Fotos e vídeos

A mulher cristã deve dar o exemplo. Será que suas fotos e vídeos podem ser vistos por qualquer pessoa? Postar fotos sensuais e de roupas indecentes não é atitude de cristã. Seja discreta. Mostre seus momentos bons e interessantes aos seus amigos. Não se exponha demais para não ser interpretada de forma errada.

6 – Profissional

Se você tem uma empresa ou vende um produto, aproveite o espaço da rede social e divulgue seu trabalho. Mas não precisa marcar os seus amigos nas postagens. Se eles tiverem esse interesse, vão te procurar. E se você quiser, em particular, peça a colaboração deles para compartilhar. Se tiverem vontade, farão isso e você não vai vista como chata.

7 – Não acredite em tudo

Cuidado com as solicitações de amizades que chegam no seu perfil. Não conhece? Exclua! Muitas pessoas estão se relacionando com desconhecidos e estão tendo graves problemas, até no casamento. Não caia neste papo. Você é serva de Deus e não pode ser enganada pelo inimigo. Não conte detalhes da sua vida, não coloque números importantes (como os de documento), vários hackers passam o dia vigiando uma possível vítima. Pedófilos e maníacos olham as páginas e se disfarçam para conseguir o próximo alvo. Esteja vigilante. E que Deus nos guarde de todo este mal!

Por: Luciene Saviolli

FONTE: 04/08/2022 https://www.mulhercrista.com.br/eu-mulher/comportamento/169-cuidado-nas-redes-sociais

 

 

SINOPSE II

 

O desafio dos cristãos no universo online passa pelos perigos da desumanização e do mundanismo.

 

 

III- A IGREJA E OS PECADOS VIRTUAIS

 

 

1- Sensualismo.

 

A noção de santo e profano nunca deve ser esquecida pelos cristãos: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16). Infelizmente não é o que se observa com muitos crentes que usam as mídias sociais. Muitos a utilizam de forma pecaminosa. O WhatsApp, Instagram, Messenger, dentre outras mídias sociais, quando usadas de forma adequada, são extraordinárias ferramentas de comunicação, interação e trabalho. Contudo, quando usadas para enviar fotos e vídeos íntimos, mensagens de texto de um relacionamento adúltero, se tornam instrumentos do pecado (Rm 6.13,14). Tornam-se espaços do Diabo (Ef 4.27). Os inúmeros escândalos expostos na internet mostram isso. A Web torna público a vida pecaminosa que se vive de forma privada.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A pornografia, portanto, se constitui um risco real para quem usa as redes sociais. Sendo os homens despertados sexualmente por aquilo que veem, a pornografia se torna um perigo real. Deve-se destacar que há homens e mulheres que convivem bem com sua sexualidade, não vendo nenhuma necessidade de consumir esse tipo de imagem. Contudo, como mostram as pesquisas feitas, esse é um problema enfrentado por uma boa parcela do universo masculino. No caso de cristãos, que de alguma forma acabaram caindo nesse tipo de prática pecaminosa, somente o arrependimento, a renúncia, a submissão às disciplinas espirituais e um forte compromisso com Cristo se tornam eficazes no enfrentamento dessa prática pecaminosa (At 15.29; Gl, 5.16, 19; Ef 4.22; 1 Ts 4.3; Cl 2.6).

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

A internet oferece dez mil corpos à disposição para se exibirem, num harém de proporção salomônica (multiplicado por dez!).

“Biologicamente, parece que o aparato visual está muito mais conectado à sexualidade masculina”, diz a feminista Camille Paglia. Os olhos lascivos de um homem são poderosamente capturados pelo corpo de uma mulher. A mulher sexualizada e ostentada é uma estratégia infalível para espetáculos que almejam agarrar um homem pelas pupilas. Porém, o fenômeno também funciona de modo relacional. “É isso que as mulheres não entendem”, adverte Paglia, “elas pensam que podem vestir qualquer tipo de fantasia sexual e que isso é apenas decorativo, que isso não traz consigo sua própria mensagem. Elas não veem as coisas tão visualmente quanto os homens”. Em suma, ela diz, “há uma carga sobre a sexualidade feminina. Hoje, jovens mulheres desejam exercer o poder da sexualidade feminina sem aceitarem as suas consequências”.

Sem elaborar tais consequências (uma ampla discussão e debate que não cabem aqui), o argumento central de Paglia é importante. A sexualidade feminina é um espetáculo eletrizante; e toda mulher aprende sobre essa misteriosa voltagem que emprega para controlar a atenção dos homens, um poder que aumenta se ela estiver disposta a revelar mais de suas curvas desimpedidas e expor mais da sua pele. O sexo rende boas vendas e, ao oferecer mais do seu corpo, a mulher sexualizada pode vender curtidas e “favoritadas” nas mídias sociais. A mulher sexualizada pode vender qualquer coisa — cerveja gelada, refrigerantes gaseificados, desodorante masculino, planos de academia, novos carros, programas de TV, filmes de ação, jogos de videogame e pacotes de viagem. Quanto mais pele visível, mais irresistível o espetáculo. Porém, esses espetáculos da sexualidade feminina, com toda a sua potência, fazem apodrecer uma das mais preciosas instituições sociais. O imundo pornógrafo, o homem sedutor do comercial e a mulher ingênua, cada um emprega uma alta voltagem de poder para despertar a lascívia, uma potência radioativa que nenhum deles compreende por completo — um poder que atrai olhares e atenção, sim, mas ao mesmo tempo endurece corações, corrói casamentos, objetifica o corpo feminino e se torna um obstáculo ao santuário privado da sexualidade, indispensável para que casamentos em qualquer cultura perdurem e floresçam.

Por um lado, as mulheres são feitas objetos sexuais diante de voyeurs masculinos. Por outro, as mulheres voluntariamente se objetificam, ostentando seu apelo sexual como um jogo de poder contra os homens.

Ambos são condenados na Escritura. A Bíblia, de uma só vez, celebra o olhar nupcial para a nudez, dentro do pacto do casamento; proíbe a imodéstia feminina em público; e proíbe o olhar lascivo dos homens sobre o corpo das mulheres, esteja ele nu ou vestido.

Enquanto o voyeurismo de Davi nos deixa muito desconfortáveis, nossos espetáculos nos deixam mais e mais confortáveis como homens que assistem à presença sexualizada das mulheres — o olhar masculino da lascívia. É esse olhar obsceno do homem que degrada a mulher, separando a sua sexualidade do seu ser; vendo-a como uma atriz erótica divorciada da sua pessoa; uma mulher objetificada e desumanizada pelos olhos desenfreados da lascívia masculina; um espetáculo da carne para ser usado e, então, descartado.

Todavia, o voyeurismo de Davi em seu terraço é, agora, risível aos olhos de uma geração com telas de alta resolução, com zoom capaz de aproximar nosso olhar lascivo tão perto do nosso objeto quanto desejarmos.

Reinke. Tony,. A guerra dos Espetáculos o cristão na era da mídia. Editora Fiel. 1 Ed Português 2020.

 

 

Como é fácil prever, a nudez tornou-se comum em um serviço projetado perfeitamente para exibicionistas e voyeurs: estimativas feitas no início de 2010 calculavam que uma em cada oito interações podiam ser classificadas de “obscenas”. Menos previsível, no entanto, é que o serviço tem sido usado para diversos fins, de conversas diretas a transmissões de espetáculos de música, estudos sobre uso da internet e aparições de celebridades, e possui recursos extremamente eficazes para banir aqueles que se aventuram em atos explícitos. Minha própria pesquisa nesse site me conectou a 12 jovens ao redor do mundo – incluindo um quarto apinhado de estudantes egípcios, um adolescente argelino, um norte-americano maleducado e uma alemã encantadoramente perplexa – e só envolveu atos obscenos em dois casos, de homens na Turquia, mas aparentemente não relacionados.

Esse padrão oferece uma interessante alternativa à narrativa dos “tsunamis de pornografia” que marcou a história digital. No início dos anos 1990, quando a internet foi aberta ao público de forma comercial, histórias sobre como ela estava abarrotada de sexo e pornografia eram corriqueiras.

Era praticamente impossível se conectar, diziam, sem ser bombardeado por sacanagem vinda dos arsenais infinitos do mundo digital.

Três décadas depois, o apocalipse erótico ainda não se materializou.

Na verdade, o fato mais notável é o modo como se tornou fácil usar toda sorte de ferramentas e serviços digitais sem esbarrar em nada além de uma sugestão de pornografia. Se você apontar seu navegador ou ferramenta de busca em direção a “sexo”, de qualquer forma que seja, em breve sua tela estará pipocando com anúncios de pornografia, promessas e imagens.

Porém, a menos que você faça isso, ou então seja bastante ingênuo em relação à internet, toda a sujeira permanece alegremente recolhida em seu gueto. Sexo e pornografia podem estar competindo com tudo o mais por nosso tempo e nossa atenção quando estamos conectados, mas não conseguiram se sobrepor de forma eficaz a outras formas de atividade digital.

Na realidade, o que ocorre é quase exatamente o oposto disso. Em 1993, durante os tempos ainda pré-históricos da internet, a revista Wired descreveu de maneira enfática o sexo como “um vírus que infecta a nova tecnologia em primeiro lugar”. Conforme a internet se tornasse cada vez mais popular e madura, defendia a tese, o sexo – que havia se espalhado como fogo descontrolado em uma paisagem digital virgem – perderia seu apelo, em grande parte devido à falta de potencial para a sofisticação.

No que diz respeito a sites e serviços digitais, essa tese se provou incrivelmente verdadeira. Em outubro de 2011, de acordo com as estatísticas da empresa de monitoramento de tráfego Alexa, sexo e pornografia eram oficialmente menos interessantes para o mundo do que a Amazon, a Wikipédia, o site The Internet Movie DataBase e dezenas de outros serviços, que iam desde sites de busca até redes sociais. Todos estavam em posição muito mais privilegiada, entre os principais sites do mundo, do que qualquer serviço sexual ou de pornografia, com apenas um site relacionado a sexo integrando a lista dos cinquenta primeiros, na quadragésima quarta posição (chama-se LiveJasmin e é, de acordo com o informe da Alexa, “visitado normalmente por homens entre 18 e 24 anos, sem filhos e que acessam o site de suas casas”). Menos de dez sites “adultos” atingiram a lista dos cem primeiros. De forma similar, se você usar as análises do Google Insights para estimar o interesse global em buscas por sexo e pornografia entre 2004 e 2011, vai descobrir que esses termos superam tudo, desde livros até música e filmes – mas, por sua vez, são derrotados pelas buscas de termos como “Google”, “Facebook”, “YouTube” e “Yahoo!”, entre outros. Como muitos de nós, a internet está menos interessada em sexo do que por si mesma.

Isso ocorre, em parte, porque um grande volume de pornografia e conteúdo ilícito migrou dos canais principais da internet para redes privadas, estabelecidas direta e discretamente entre aqueles que desejam trocar esse tipo de material. E também porque aprendemos a esperar algo mais de nossa tecnologia – e de cada um de nós – durante esse tempo; e porque as formas de “comunidade” digital que exercem cada vez mais influência no mundo são baseadas em algo além de exploração mútua.

Chatfield. Tom,. Tradução de Bruno Fiuza. Como viver na era digital. Editora Objetiva 2012.

 

 

2- Narcisismo.

 

Esta geração já foi denominada de “geração do selfie”. É uma geração narcisista. Cultua a própria imagem. São pessoas “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2). O desejo de ser visto e admirado tornou-se obsessivo e doentio (3 Jo 1.9). Daí a necessidade de a todo instante estar se fotografando e postando. É uma devoção ao selfie. Dessa forma, desejo de se expor, de ser visto e admirado torna-se um comportamento não apenas doentio, mas sobretudo, pecaminoso. Quando esse desejo de se mostrar, de aparecer e até mesmo ser admirado é visto em um adolescente, é algo preocupante, contudo, ainda é possível reparar. Mas quando adultos se comportam como meninos, buscando uma identidade e usando as redes sociais para se firmarem, o problema se torna preocupante. Nesses casos estamos diante de alguém que foi tragado pela cultura do “eu”. Se é cristão, o único caminho é o arrependimento (At 2.38).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Outro risco que se converte em perigo real nas redes sociais está associado ao narcisismo. Narciso é aquele mito grego no qual o indivíduo admirava a própria imagem a ponto de se afogar quando caiu em um lago quando a contemplava e admirava!

De acordo com Young, Pessoas com graus mais altos de narcisismo tendem a ter maior número de amigos nas redes sociais, atualizar as postagens e fotografias mais vezes e considerar as redes sociais mais gratificantes do que os não narcisistas (Mo & Leung, 2015; Ong et al., 2011; Poon & Leung, 2011). Tais resultados consolidam o argumento de que a natureza de apresentação pessoal das redes sociais dá poder aos adolescentes com tendências narcisistas para apresentarem-se online de maneira favorável e construírem seus selfs ideais no ciberespaço (Buffardi & Campbell, 2008; Mehdizadeh, 2010). […] O traço de personalidade do narcisismo é marcado pelo conceito grandioso e inflado de si mesmo (Buffardi & Campbell, 2008). Indivíduos com personalidade narcisista têm um senso de superioridade, sentem que têm direitos, têm um forte foco em si mesmo e forte exibicionismo (Campbell & Foster, 2007; Emmons, 1984). Narcisistas associam grande importância à obtenção de admiração e ao estabelecimento de dominância sobre os outros e estão sempre protegendo, e promovendo sua estima por meio de estratégias autorregulatórias (Morf & Rhodewalt, 2001). Simultaneamente, porém, o senso grandioso de self é vulnerável e altamente dependente das avaliações dos outros (Thomaes, Stegge, Bushman, Olthof, & Denissen, 2008). Narcisistas são dependentes da reafirmação por parte de seus relacionamentos interpessoais e, portanto, ganham e perdem autovalor rapidamente, dependendo de como os outros os estão percebendo. O aspecto vulnerável do narcisismo distingue-o da autoestima, a qual envolve uma avaliação positiva do autovalor que é relativamente estável e independente das avaliações dos outros (R. P. Brown & Zeigler-Hill, 2004).

Por essa definição de Young, o narcisista tem a autoestima baixa e por isso vive em busca de admiração e autoafirmação. Um cristão nunca deveria ser um narcisista porque a sua identidade deve estar bem definida em Cristo. “[…] logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20, NAA). Contudo, é possível ver e ouvir cristãos narcisistas desfilando nas páginas da web quase que ininterruptamente. É possível encontrar mães cristãs brigando com os filhos online porque eles estão sendo um estorvo na construção de sua imagem narcísica. Da mesma forma, é possível encontrar até mesmo obreiros exibindo o seu narcisismo com o intuito de ganhar seguidores e curtidas. A pornografia é outro risco para quem faz uso das mídias digitais. Na verdade, a internet é um campo fértil em que esse mal finca suas raízes e cresce de forma copiosa. De fato, a pornografia é a porta de entrada para todas as formas de desvio e perversão da sexualidade. Muitos crimes, incluindo o estupro, o abuso de crianças e até mesmo homicídios, tiveram como ponto de partida a prática da pornografia. Esse fato pode ser percebido na exibição do programa Investigação Discovery, levado pelo canal a cabo da Discovery Chanel. Os matadores em série (Serial Killer), incluindo Ted Bundy, que confessou ter assassinado 30 mulheres, Jeffrey Dahmer, que matou 17 vítimas, Richard Ramirez, 15 vítimas, e John Wayne Gacy, 33 assassinatos, professaram o vício em pornografia.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

A tecnologia é um facilitador, mas não a causa principal, de tudo isso.

Hoje em dia, todos nós somos capazes de satisfazer a maior parte de nossos instintos mais primitivos, de acordo com a nossa vontade, dentro do reino digital – e a maior parte de nós o fará, em algum momento. Porém, ao mesmo tempo, também precisamos ser mais do que meros objetos uns para os outros; precisamos encontrar espaços virtuais e reais que nos aceitem “em pessoa”, como parte de um povo do qual se esperava civilidade.

O anonimato não é um mal implacável, da mesma forma que saber o nome de uma pessoa não é garantia de seu caráter. O que devemos combater, propriamente, é a espécie de narcisismo que enxerga todas as relações na internet – sejam elas anônimas, dentro de um ambiente virtual ou entre amigos, no Facebook – como algo que não serve para nada além da satisfação dos nossos próprios desejos. Isso é, acima de tudo, uma questão sobre a força e a integridade de nossas comunidades, e sobre a capacidade que elas têm de associar um policiamento eficaz com o respeito por valores comuns: sobre a capacidade de autorregulação, sem deixar de recorrer à autoridade quando necessário. Em ambos os casos, é preciso estabelecer diretrizes. Seja na internet ou pessoalmente, somos tão humanos quanto os outros nos permitem ser.

Chatfield. Tom,. Tradução de Bruno Fiuza. Como viver na era digital. Editora Objetiva 2012.

 

 

Nossas fotos digitais e selfies apenas amplificam essa autoprojeção.

Segundo estatísticas globais, atualmente tiramos mais de um trilhão de fotos digitais por ano. Tornamo-nos atores diante dos nossos próprios celulares e os de nossos amigos. Modificamos nossa imagem e aplicamos filtros em nossa aparência. Então, tornamo-nos espectadores de nós mesmos, pois “cada selfie é a encenação de um indivíduo tal como ele espera ser visto pelos outros”. Como pedaços de massa de modelar, buscamos esculpir uma identidade que será celebrada pelos outros.

Fomos transformados por nossa cultura de estar sempre pronto para as câmeras. Até 1920, ninguém considerava apropriado sorrir para uma câmera. Hoje, todos temos de estar a postos para sermos fotografados a qualquer momento, para encenar para a câmera uma pose contorcida e impressionante. Imagem é tudo — e as mídias sociais são onde nós estrelamos o espetáculo de nós mesmos. Enquanto encenamos em frente às câmeras as identidades que nós mesmos escolhemos, descobrimos que a mágica das imagens geradas por computador (CGI, na sigla em inglês) está à nossa disposição. O nosso ego digital é agora editável por uma infinidade de filtros, lentes e bitmojis — uma maleabilidade incrível para moldarmos esculturas de nós mesmos, algo jamais disponível a qualquer outra geração na história humana.

Depois de ter escrito um livro inteiro sobre smartphones e como eles formam e deformam nossa autopercepção, não vou reprisar aqui meu ataque ao espetáculo das mídias sociais. O que é importante para este projeto é ver que essa possibilidade de autorretrato e de autoprojeção torna as mídias sociais um espetáculo irresistível, pois nos modelamos para sermos os astros no centro desse palco. Como resultado dessas transformações culturais, cada um de nós sente a transformação do ser para o aparentar.

Nossa imagem autoconstruída — nossa aparência digital — torna-se tudo.

De uma maneira profundamente viciante, existimos ao mesmo tempo como estrelas e espectadores. E as mídias sociais “testemunham o poder desse duplo aspecto do exibir-se, uma intimidade recíproca que não é igualada pelo envolvimento com qualquer outra mídia, muito menos pela realidade”.

Reinke. Tony,. A guerra dos Espetáculos o cristão na era da mídia. Editora Fiel. 1 Ed Português 2020.

 

 

SINOPSE III

 

A sensualidade e o narcisismo são dois pecados comuns no ambiente virtual.

 

 

IV – AS MÍDIAS SOCIAIS E O IDE DE JESUS

 

 

1- A seara virtual.

 

Jesus disse “ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Evidentemente, que o “ide” de Jesus inclui o espaço virtual. Portanto, mesmo o mundo virtual tendo seus próprios desafios e oferecendo seus perigos, não deve ser demonizado. Deve-se converter em um campo onde a poderosa semente da Palavra de Deus deve ser semeada (Lc 8.5,12). Perdemos uma oportunidade enorme quando usamos as redes sociais para divulgar trivialidades em vez de semearmos os valores eternos do Reino de Deus. Deve ser destacado aqui que a semeadura deve acontecer no espaço virtual, contudo, os seus frutos devem ser juntados no espaço real, isto é, na igreja local. É no espaço físico que os relacionamentos se consolidam.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Como vimos, há desafios e riscos nas redes sociais, contudo, também, há mídias digitais que oferecem grandes oportunidades. Nesse aspecto, as redes sociais são moralmente neutras, isto é, não são boas ou más em si mesmas.

O juízo de valor deve, portanto, ser emitido para aqueles que fazem o uso das redes sociais, pois elas não passam de ferramentas. Se forem usadas de forma correta, trazem benefícios, entretanto, se usadas de forma errada, trazem danos e prejuízos. Aqui traremos de forma resumida alguns benefícios proporcionados pelas mídias sociais, especialmente no contexto das igrejas. Nesse aspecto, os livros da publicitária Vanda de Sousa Machado são de enorme valor. O que tratarei aqui sobre o uso das redes sociais no contexto da igreja toma como ponto de partida as obras dessa autora.

De acordo com Vanda de Sousa Machado, o cumprimento do IDE de Jesus no ciberespaço segue três princípios: Idealizar, Desenvolver e Espalhar. De acordo com essa autora, Jesus, cumpriu o ideal de Deus salvando as pessoas da morte eterna; recrutou pessoas e as desenvolveu, isto é, treinou-as objetivando que elas espalhassem as Boas Novas do Reino.

Machado sintetiza o IDE aplicado ao universo online:

I – IDEALIZAR. A idealização é a primeira etapa do seu plano de comunicação.

Nela você levantará possíveis ideias de como espera que o seu ministério de comunicação se processe. Você vai analisar qual é o seu estado atual e onde deseja chegar com as ações que serão planejadas. D – DESENVOLVER. O desenvolvimento é a segunda etapa do IDE. Aqui você já terá o seu plano de comunicação montado e então aprenderá a produzir conteúdos capazes de sensibilizar a sua audiência despertando-a para conhecer mais de Deus. É neste tópico que vamos falar sobre as ferramentas que você poderá utilizar na produção das artes visuais, vídeos, áudio e textos. E – ESPALHAR. Depois da produção dos conteúdos é hora de espalhar a mensagem pelas mídias sociais. Mas isso não pode ser feito de qualquer jeito, você também terá que preparar um plano de mídia organizado e estratégico para que a sua mensagem consiga atingir o maior número possível de pessoas.

Não há dúvida de que Machado fez uma leitura precisa do IDE no contexto da realidade virtual. Como pastor, estou consciente do poder do mundo digital e sei como a internet é uma ferramenta poderosa. Contudo, como demonstra Machado, poucos ainda sabem usar essa ferramenta e, quando a usam, usam de forma imprecisa. É lamentável, por exemplo, ver muitos sites cristãos que não passam de veículos de propaganda e fuxico digital. São bons para difamar, espalhar fake news e promover a discórdia.

Acredito que o conceito de seara virtual se enquadra no disse Jesus no Evangelho de Mateus 9.36-38. Como igreja, devemos aproveitar o ciberespaço para a promoção do Reino de Deus. Muitos que estão vagando pelo universo virtual estão à procura de alguma satisfação que não pode ser encontrada nas guloseimas e nas bolotas que o Diabo fartamente oferta no ambiente digital. Somente Cristo pode preencher a alma vazia. Somente Ele pode fazer isso. “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.

Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma.

Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30, NAA).

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Disseminação do Evangelho

As redes sociais são um ambiente virtual muito pertinente para divulgarmos assuntos da Palavra de Deus, seja para edificação de nossos irmãos na fé, seja para evangelização dos descrentes. Quem nunca foi edificado por um texto, um áudio ou um vídeo compartilhados nas redes sociais? Há grupos de estudo, como os grupos de professores da Escola Dominical, onde há troca de informações, partilha de conhecimento, sugestões de leituras, etc. Quantos pregadores e ensinadores passamos a conhecer através das redes sociais, os quais dificilmente conheceríamos pessoalmente ou, menos ainda, num programa de televisão? Quantos livros bons adquirimos através de sugestões de amigos, para nos enriquecer espiritualmente? E a quantas pessoas já alcançamos com um simples post publicado numa rede social, falando do amor de Deus, da redenção efetuada por Jesus Cristo, da salvação, da vida eterna, do consolo que a Bíblia nos traz ou mesmo das advertências e exortações do santo Livro para uma vida prudente, digna e santa? Há frutos de nossas sementes que só conheceremos quando as encontrarmos no céu!

FONTE: 04/08/2022 https://www.gospelprime.com.br/o-cristao-e-as-redes-sociais/

 

 

UTILIZE AS REDES SOCIAIS PARA DEUS

Provavelmente todos que estão lendo esse texto já se depararam com publicações inconvenientes ou até mesmo imorais em seu “feed de notícias”. Quando alguém posta algo, é natural que boa parte de sua lista de contatos leia, veja, ou ouça o que foi postado, independentemente da “qualidade da informação”. Sabendo disso, uma pergunta importante deve ser feita…

Por que não utilizar a facilidade de comunicação e o expressivo poder de alcance das redes sociais para pregar o evangelho?

Ao compartilhar um versículo, uma imagem ou um vídeo cristão, seus amigos verão isso, sejam eles cristãos ou não. Isso é muito bom!

Compartilhar Deus nas redes sociais faz com que muitas vezes não seja necessário sequer sair de casa para pregar o evangelho. Isso não requer esforço, mas requer atitude. Essa é uma atitude simples e que pode fazer toda a diferença!

A frase “Pregue sempre o evangelho, se necessário use palavras” – por vezes atribuída a Agostinho, outras vezes atribuída a Aquino – diz muito sobre como pregar o evangelho nas redes sociais.

O seu viver deve expressar a Cristo, não apenas suas palavras. Alguém que abre seu perfil em uma rede social deve ser capaz de identificar que você é um cristão, não só porque você curtiu uma página cristã, mas porque suas imagens, seus textos e seus vídeos apontam direta e inegavelmente para isso.

Se estamos cheios da vida e natureza de Cristo, nosso viver é capaz de influenciar positivamente. Precisamos estar preparados para levar as pessoas a Deus. Onde você estiver, esteja ciente de que, acima de tudo, você é um filho de Deus! Você é um embaixador do Reino de Deus na terra!

Jovem, quem você é? Você é um filho de Deus. Agora que você descobriu isso, seja você! Isso pode salvar pessoas. As redes sociais são uma grande ferramenta que Deus entregou em suas mãos, utilize-as bem: dê testemunho, pregue o evangelho e leve a salvação para seus amigos no facebook, twitter e whatsapp.

Que tal tomar uma atitude agora?!

FONTE: 04/08/2022 http://www.euvosescrevi.com.br/redes-sociais/

 

 

2- Pastoreio virtual.

 

Outra coisa importante proporcionada pelas redes sociais está relacionada ao discipulado e pastoreio (Mt 28.19,20). As redes sociais são poderosas ferramentas de interação. Devem, portanto, ter seus potenciais usados para o crescimento do Reino de Deus. Os pastores devem estar conscientes disso e aptos a explorar esse novo campo (Ap 3.8). Os grupos de WhatsApp, principalmente no sistema de congregações, são um bom exemplo disso. O pastor deve fomentar a criação desses grupos em suas congregações e se possível acompanhá-los para promover o crescimento da igreja. Não são, portanto, meros veículos de informação, mas, sobretudo, de interação. Aqueles que optaram por ficar de fora das redes sociais estão perdendo uma extraordinária oportunidade de promover o Reino de Deus.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A obra essencial do pastor

Embora o nosso ministério pastoral envolva uma grande variedade de tarefas e responsabilidades, e o nosso papel na igreja e na comunidade nos ofereça muitas oportunidades de utilizar talentos e habilidades, todo o nosso trabalho é apenas um meio para um fim divino. Nós mesmos somos um meio que o Senhor utiliza para realizar um propósito divino. Deus chama pastores para cultivar ou edificar a Igreja.

Fisher. Davidm,. O Pastor Do Século 21. Uma reflexão bíblica sobre os desafios do ministério pastoral no próximo milênio. Editora Vida. 1 Ed 1999.

 

 

O aconselhamento é uma arte importante do ministério pastoral.

Muitos pensam que o aconselhamento pastoral é algo novo, uma nova dimensão do ministério pastoral. No sentido psicológico moderno, essas pessoas têm razão, mas esse apoio pastoral já existia muito tempo antes das descobertas de Freud e James.

Ao longo da história da igreja, os pastores têm sempre se preocupado com os problemas dos crentes. Richard Baxter, pregador inglês de grande influência no século XVII, observou acertadamente: O Pastor não deve ser somente um pregador público, mas deve ser conhecido também como conselheiro de almas, assim como o médico o é para o corpo.

Washington Gladder escreveu em seu livro o Pastor Cristão, no ano de 1896: Se o pastor for o tipo de homem que deve ser, muitos relatos de dúvida, perplexidades, tristeza, vergonha e desespero serão provavelmente despeados em seus ouvidos.

O próprio Deus estabelece esse perfil do pastor como conselheiro ao dizer que ele como pastor pascentara o seu rebanho: Nos seus braços recolherá no seu regaço; as que amamentam, ele guiará mansamente Isaias 40.11.

Hoff., Paul,. O Pastor Como Conselheiro. Editora Vida. pag. 11

 

 

SINOPSE IV

 

Há nas mídias sociais uma seara fértil para a evangelização e o pastoreio de vidas por meio da interação.

 

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

ENCONTRANDO SATISFAÇÃO NA PALAVRA

“[…] ‘Para combater a tentação, acho que há um caminho que consiste em a igreja mostrar a grande satisfação que pode ser encontrada na Palavra, a satisfação que leva o ‘nosso paladar’ para longe das coisas deste mundo e o leva em direção às coisas de Deus’. Se estivermos lidando com adolescentes que preferem passar horas no videogame, na internet ou fazendo compras, a questão é como atraí-los para a Palavra de uma forma que mude seu coração e seus desejos? É algo que precisa começar pouco a pouco, mostrando que a Palavra é muito mais satisfatória do que essas coisas com que o mundo nos bombardeia. Até que mostremos a profunda satisfação que pode ser encontrada na Palavra de Deus, acho que continuaremos vendo o crescimento daquelas estatísticas de analfabetismo bíblico” (GUTHRIE, George. Lendo a Bíblia Para a Vida: Seu Guia para Entender e Viver a Palavra de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.271).

 

 

CONCLUSÃO

 

Chegamos ao final de mais uma lição. Desta vez vimos e conhecemos um pouco sobre o universo virtual e como se dá a dinâmica do seu funcionamento. E mais, vimos como ele pode se tornar um espaço perigoso, em que o pecado ganha proporções assustadoras, mas, sobretudo, como ele pode se converter num terreno fértil no qual a semente da Palavra de Deus pode ser semeada. Se o Diabo usa as redes sociais para espalhar suas mentiras e fomentar o pecado, a igreja deve usar esse espaço para semear a verdade, proclamar o arrependimento e implantar o Reino de Deus.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- Qual o instrumento que a igreja apostólica usou para comunicar o Evangelho?

Nos dias da igreja apostólica os cristãos se valeram de cartas para superar as longas distâncias que os separavam (1 Co 5.9).

 

2- Qual é a falsa impressão que o universo virtual cria?

O universo virtual cria a falsa impressão de que é possível ser igreja sem relacionamento real.

 

3- O que a igreja da era digital precisa ser?

A Igreja na era digital precisa ser relevante, mas não espetaculosa. Influente, mas não mundana.

 

4- A respeito de quais pecados virtuais a lição trata? Sensualismo e narcisismo.

5- “O ide de Jesus inclui o espaço virtual”. O que significa para você?

Resposta pessoal

 


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Uma resposta para “11 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DAS MÍDIAS SOCIAIS”

  1. Pra um lado é bom pra pro outro lado o pecado tem se revelado com mais fácil as pessoas estão si escândalisando a troco de estatus

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