11 LIÇÃO 4 TRI 2021 O ZELO DO APÓSTOLO PAULO PELA SÃ DOUTRINA

  11 LIÇÃO 4 TRI 2021 O ZELO DO APÓSTOLO PAULO PELA SÃ DOUTRINA

11 LIÇÃO 4 TRI 2021 O ZELO DO APÓSTOLO PAULO PELA SÃ DOUTRINA

 

TEXTO AUREO

  “Tem cuidado de ti mesmo e da dou trina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. ” (1 Tm 4.16)    

VERDADE PRATICA

  A igreja de Cristo é a única instituição divina na terra que preserva e defende a să doutrina diante dos enganos e males das heresias.    

LEITURA DIARIA

  Segunda – Hb 6.1.2 Os princípios elementares da sã doutrina  

 

Terça – 1 Co 3.1-3 Os males das facções na igreja  

 

Quarta – 2 10 9 A desobediência à sã doutrina  

 

Quinta – 1 Co 5.1-13 A disciplina na igreja  

 

Sexta – 1 Co 10.23-32 Os limites da liberdade crista  

 

Sábado – Mt 16.13-18 O fundamento da Igreja    

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Timóteo 6.3-6,11; 2 Timóteo 3.14-17

  3- Se alguém ensina alguma outra doutrina e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade. 4- é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,   5- contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade. cuidando que a piedade seja causa de ganho. Aparta-te dos tais.   6- Mas é grande ganho a piedade com contentamento.   11- Mas tu, o homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.   2 Timóteo 3   14- Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.   15- E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.   16- Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.   17- para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.    

HINOS SUGERIDOS: 306, 322, 505 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Asseverar o zelo pela Sã Doutrina.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  Conceituar e correlacionar ortodoxia e heterodoxia.  

 

Advertir a respeito da ameaça da corrupção doutrinária.  

 

Apresentar a Igreja como a guardiã da Sã Doutrina.    

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

    Em relação a Bíblia, a Palavra de Deus, cremos na sua inerência, infalibilidade e suficiência para toda a regra de fé e prática. Para nós, zelar pela sã doutrina que se encontra nas Escrituras Sagradas é inegociável. Em tempos de ventos de doutrinas, torna-se urgente, a partir da vida e ministério do apóstolo Paulo, reafirmar o nosso compromisso com a Sã Doutrina exposada na Bíblia, a Palavra de Deus. Busquemos honrar a Bíblia e, ao mesmo tempo, ter a coragem de afirmar e reafirmar as gloriosas e antigas doutrinas das Sagradas Escrituras. Essas doutrinas edificam e sustentam a igreja de Cristo ao longo dos tempos.    

PONTO CENTRAL: É preciso zelar pela Sã Doutrina

 

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

    Qual o fim do mandamento? Por que devemos zelar pela sã doutrina? Qual o ponto de equilíbrio da estudaremos nesta lição responderá essas questões que se mostram importantes para a nossa caminhada na vida cristã. Que o Espírito Santo o enriqueça na graça e no conhecimento.    

Comentário

    A leitura dessa escritura por si só merece uma apreciação especial. Entretanto, de forma objetiva, destacamos a preocupação do apóstolo Paulo com a ameaça dos discursos vãos que falsos mestres faziam no seio da igreja para corromper a sã doutrina. Paulo apela ao bom senso pastoral de Timóteo para que ele enfrente com autoridade os falsos mestres e mantenha o modelo de tudo quanto foi ensinado acerca da genuína doutrina cristã. Em todas as cartas paulinas, há um cuidado em manter a sã doutrina ensinada por Jesus aos seus apóstolos, que passaram a ensinar a igreja do primeiro século. Paulo afirma ter recebido a revelação do mesmo evangelho sem acrescentar ou diminuir a essência da doutrina dos apóstolos (At 2.42; Ef 2.20).

Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

ZELO, ZELOSO No Antigo Testamento encontramos a palavra hebraica qina, “ardor”, “ciúme”, que aparece por quarenta e três vezes no Antigo Testamento. Para exemplificar, ver Il Reis 10:16; 19:31; Sal. 69:9; 119:139; Isa. 9:7; 37:32; 59:17; 63: 15; Eze. 5: 13. O termo grego equivalente é zelos, zelo, que ocorre por dezesseis vezes: João 2:17 (citando Sal. 69:10); Atos 5:17; 13:45; Rom. 10:2; 13:13; I Cor. 13; II Cor. 7:7,11;9:2; 11:2; 12:20;GáI5:20;Fil. 16; Heb. 10:27; Tia. 3: 14,16. Ainda no hebraico, temos a forma qana, “ser zeloso”, ciumento, que ocorre por trinta e quatro vezes no Antigo Testamento, conforme se vê, por exemplo, em Núm. 25:11,13; II Sam. 21:2; I Reis 19:10,14; Joel 2:18; Zac. I: 14; 8:2. O termo grego zelôo, “ter zelo”, aparece por onze vezes: Atos 7:9; 17:5; I Cor. 12:31; 13:4; 14:1,39; II Cor. 11:2; GáI.4:17,18; Tia 4:2. Ver Sal. 69: e lICor. 7:7 quanto ao zelo em sentido positivo. Mas também há um zelo negativo, indicando uma atitude egoísta, segundo se vê, por exemplo, em Núm. 5: 14 e Atos 5: 17. Além disso, o zelo pode ser bom, embora opere de acordo com maus motivos (ver Rom. 10:2; Fil. 16). Paulo tinha um bom zelo em favor das igrejas que havia fundado, para que prosperassem no sentido espiritual (Il Cor. 11:2). Deus é um Deus zeloso (ver Exo. 20:5; 34:14; Deu. 4:24; 5:9). A palavra grega zeein, “borbulhar”, “ferver”, acha-se à raiz da ideia de “zelo”. A palavra portuguesa vem daí, passando pelo termo latino, zelus.

 

Uma ideia cognata é entusiasmo, o estado de quem está “cheio de Deus”, divinamente impulsionado. O zelo puro pode realizar mais do que o conhecimento; mas sem esse fator, geralmente mostra-se mal orientado ou exagerado, para nada dizermos que pode ser até abertamente prejudicial. O zelo por alguma causa errada é perigoso e arruinador. E até o zelo mal orientado por uma boa causa pode criar um espírito acalorado e prejudicial, se não for equilibrado pela razão e pelo conhecimento. O zelo tem inspirado e levado a bom termo grandes projetos espirituais que individuas destituídos de zelo ou tímidos jamais teriam realizado. Por outra parte, o zelo mal orientado tem provocado muitas perseguições, banimentos, encarceramentos e até mesmo crimes de sangue. Talvez tenham razão aqueles que dizem que Deus é o inspirador do zelo deles. Por outro lado, podemos apenas supor que o ódio seja inspirado por poderes malignos, se é verdade que homens maus precisam de ajuda externa. Assim, há um zelo piedoso; e há também um zelo satânico. O Antigo Testamento vincula a piedade ao zelo (Êxo. 34:14; Deu. 4:24; 5:9; 6:15; Jos. 24:19; Naum 1:12), fazendo assim o Ser divino entrar no quadro, presumivelmente uma qualidade a ser imitada pelos homens. Embora o Novo Testamento não perpetue o conceito de um Deus “zeloso”, promove o conceito de um zelo piedoso. No Novo Testamento, o Filho de Deus (ver João 2: 17) e os filhos de Deus (ver 11 Cor. 7: 11; 11:2) é que se mostram zelosos na piedade. E o Espirito Santo quem inspira o zelo na vida espiritual do crente, porquanto o zelo faz parte integrante da espiritual idade. A inspiração e a iluminação espirituais produzem o seu próprio zelo. CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 6. pag. 725-726.    

 

ZELO No uso do grego clássico, zelos denotava “a capacidade ou estado de comprometimento passional com uma pessoa ou causa” (Albrecht Stumpff, “Zelos etc.’’, TDNT, II, 877888), assim como um nobre impulso em direção ao desenvolvimento do caráter, ou como algo oposto à paixão venenosa da inveja (q.u.). O contexto determina a importância desta emoção humana. No grego koine, o termo possui tanto um sentido bom – “ardor, devoção”, quanto mau – “desconfiança, inveja”. No AT Deus declara que Ele mesmo manifesta o ardor, a devoção ou a desconfiança (heb, qin’a) por parte de seu povo (Is 9.7; 37.32; 42.13; 59.17; 63.15; Ez 5.13; Zc 1.14; 8.2). De maneira semelhante, Paulo escreve que sentia zelo pelos crentes de Corinto, um “zelo de Deus” (theou zelo, 2 Coríntios 11.2 – “estou zeloso de vós com zelo de Deus”).

Alguns outros usos do termo zelo no NT trazem à mente a preocupação amorosa ou o cuidado com certos indivíduos do AT, na questão relacionada a manter a honra de Deus e fazer sua vontade (Nm 25.6-13; 2 Sm 21.2; 1 Rs 19.10,14; 2 Rs 10.16; Sl 119.139). Os discípulos, pensando no Salmo 69.9, viram um paralelo na purificação do templo realizada pelo Senhor Jesus (Jo 2.17). O zelo dos judeus em relação aos cristãos era uma atitude equivocada on até mesmo invejosa (At 5.17; 13.45). O próprio Paulo sentia-se culpado por ter sido “extremamente zeloso” das tradições de seus pais, um zelo equivocado (Gl 1.14; Fp 3.6). No entanto, o apóstolo elogiou os judeus pelo zelo que demonstravam para com Deus (Rm 10.2; At 22.3; cf. 21.20). Os cristãos devem ser zelosos e se arrepender (Ap 3.19) para corrigir os erros (2 Co 7.11), e para ofertar (2 Co 9.2). Eles devem procurar com zelo os dons espirituais, deseja-los fervorosamente (de zeloo), especialmente o de profetizar (1 Co 14.12; 12.31; 14.1,39). F. D. L. PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 2039.    

I – ORTODOXIA VERSUS HETERODOXIA

 

   1.   Dois termos técnicos importantes.

  Ortodoxia e heterodoxia são dois termos técnicos necessários à Teologia para compreender a distinção entre ensino correto e desvios quanto à doutrina bíblica. Esses termos nos ajudam a compreender a preocupação de Paulo com a invasão de heresias nas igrejas locais.    

Comentário

    A ortodoxia consiste na conformidade a formulações oficiais da verdade. A não-conformidade forma a heterodoxia ou heresia. Às vezes, um homem que é rigidamente ortodoxo quando frequenta uma igreja, em um dos lados de uma rua, imediatamente é considerado herege, quando atravessa a rua e entra em outra igreja, de outra denominação, embora ambas se intitulem cristãs. Uma Útil Citação “Os elementos essenciais do cristianismo não jazem nas palavras das fórmulas dogmáticas, mas na realidade imutável, somente parcialmente compreendida pelo intelecto e somente parcialmente capaz de ser expressa por meio de palavras, que frases transitórias, presas ao tempo e a formas de pensamento, procuram exprimir. Não obstante, isso não significa que o conceito de ortodoxia é algo sem sentido e evanescente. Há uma tradição central e coerente de doutrina e prática cristãs que em muito pouco é afetada pelos extremos das variações denomínacíonais e faceionaís. Essa tradição gira em tomo das doutrinas gerais da Trindade, da encarnação, da expiação e do uso das ordenanças, o batismo e a eucaristia. Desviar-se desse âmago não é próprio do cristão autêntico; e a heresia consiste na recusa, baseada na opinião pessoal, de crer e adorar juntamente com a Igreja» (C). CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 634-635.    

 

Ortodoxia Generosa: novo nome para Heterodoxia Há um conto simples e célebre de Esopo que, de certa forma, aplica-se à dita “ortodoxia generosa”, tão incensada pelos emergentes. Trata-se da história do asno vestido de pele de leão. Contava Esopo que, certa vez, um asno encontrou uma pele de leão e vestiu-se com ela. Fantasiado, passeou pela floresta e todos que o viam passaram a respeitá-lo, pois pensavam que estavam diante de um leão e não de um asno. Até que, certo dia, o asno fantasiado quis impressionar a raposa, mas ela escutou o bicho emitindo o seu som natural e respondeu: “Eu provavelmente teria me impressionado, se antes não tivesse escutado o seu zurro”. Moral da história: qualquer um pode se esconder com belas roupagens, mas suas palavras dirão a todos quem na verdade é. Ou aplicando ao que nos interessa: alguém pode se apresentar como ortodoxo, mas o que vai provar se é mesmo ou não o que diz são os seus reais posicionamentos diante de determinadas questões. Se seu posicionamento difere de sua apresentação como ortodoxo, é um asno posando de leão (sei que a figura do asno pode soar agressiva ao ser relacionada aos emergentes, mas, além de estarmos sendo fiéis aos personagens do conto de Esopo, a moral do conto se aplica muito bem ao caso). A “ortodoxia generosa” nada mais é do que uma falsa ortodoxia (por isso coloco-a entre aspas).

 

É heterodoxia posando de ortodoxia. E apenas uma terminologia eufêmica usada para camuflar o fato de que seus proponentes rejeitam mesmo a ortodoxia bíblica, que normalmente chamam de “ortodoxia rígida”. Os emergentes dizem que são bíblicos, mas, contraditoriamente, relativizam a Bíblia e reivindicam que a teologia cristã precisa ser flexível e submetida a constantes reexames, a “reformulações eternas”, sendo sempre adaptada à realidade hodierna. No caso de nossos dias, adaptada à pós modernidade. Justamente por isso, as igrejas emergentes não têm uma postura doutrinária definida ou uma exposição doutrinária definitiva, até em relação às doutrinas bíblicas fundamentais. Praticamente, os únicos pontos sólidos em seu pensamento é a existência de Deus e a Salvação por meio de Jesus, e neste último ponto ainda há muita contradição, fruto de sua tendência ecumênica. Além disso, os emergentes não percebem que, mesmo sustentando esses dois pontos (e o segundo bem timidamente), o fato de terem relativizado os outros pontos doutrinários fundamentais acabou afetando até mesmo os pontos que lhes restaram. Afetaram a definição bíblica de Deus e o próprio conceito bíblico de Salvação. A tendência ao ecumenismo religioso provoca isso e é ela que está por trás da proposta denominada “ortodoxia generosa”. Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 105-106.      

   2.   Conceito de ortodoxia.

  Na língua grega do Novo Testamento, a palavra tem como prefixo orthos e significa “o que é direito, reto, certo” (1 Tm 4.1,2). Então, a definição técnica para a palavra “ortodoxia” diz respeito à “absoluta conformidade com um princípio ou doutrina”. Na Teologia Cristã, o termo refere-se ao modelo bíblico das “sãs palavras” (2 Tm 1.13). Logo, a Doutrina é Cristã é ortodoxa enquanto for coerente com o que Cristo e os apóstolos ensinaram.    

Comentário

 

    Na teologia cristã, a ortodoxia refere-se à manutenção das “sãs palavras” (2 Tm 1.13). A definição técnica para a palavra “ortodoxia” diz respeito à “absoluta conformidade com um princípio ou doutrina”. Na língua grega do Novo Testamento, essa palavra tem o prefixo orthos e significa “aquilo que é direito, reto, certo” (1 Tm 4.1,2). A doutrina cristã é ortodoxa enquanto ela for mantida exatamente como Cristo a deixou e ensinou aos seus discípulos. Já a falsa doutrina é heterodoxa, porque ensina “doutrina diferente, falsa que nada tem com a genuína doutrina de Cristo”. Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

Definições e Manipulações Ortodoxia é uma palavra que vem do grego ortbóa, reto e dóxa, «opinião». Dai essa palavra veio a indicar «crença correta», os vícios de várias ortodoxias (e há muitas) é que elas equiparam a crença certa (conforme elas a julgam) com a verdade. Entretanto, a história tem frequentemente demonstrado, nos campos da ciência, da filosofia e da religião, que a ortodoxia de uma geração é contradita por alguma heterodoxia, e que esta’ última, ao obter poder, torna-se uma nova ortodoxia.’ Pode-se ver isso de geração em geração, até mesmo nas ciências, quando novas ideias substituem antigas ideias. Consideremos o caso do judaísmo ortodoxo. Este foi substituído, no caso de muitos milhões de pessoas, por uma grande heterodoxia e heresia, a fé cristã. O judaísmo considerou Jesus e Paulo os arqui-hereges; mas não demorou para que eles fossem considerados os campeões da nova ortodoxia. Forças Moldadoras da Ortodoxia ..Ortodoxia.. Não é um termo bíblico. Começou a ser usado, porém, na antiga Igreja cristã. A luta por uma definição de ortodoxia, na Igreja, ocorreu devido a duas influências maiores: a oposição ao judaísmo e o conflito contra as heresias, mormente o gnosticismo (vide). Os cristãos valiam-se de textos de prova do Antigo Testamento no esforço para mostrar que o cristianismo estava levando avante os melhores elementos do judaísmo, a verdadeira essência dessa fé, em combinação com as novas revelações trazidas por Jesus, por Paulo e pelos demais apóstolos.

 

Mas esse esforço foi saudado amargamente, como herético e apóstata. E, paralelamente a isso, surgiu outra força, a do gnosticismo, que misturava ideias judaicas com a filosofia grega, com as religiões e mitologias orientais, sobretudo aquelas das religiões misteriosas. O gnóstico Márcion aceitava somente algumas epístolas paulinas e uma forma mutilada do evangelho de Lucas, como seu cânon sagrado, mas ele rejeitava o Antigo Testamento em sua inteireza. Então a Igreja cristã precisou manifestar-se acerca do cânon das Escrituras Sagradas. Ao fazê-lo, a Igreja aceitou o Antigo Testamento, mas sob uma forma adaptada, de acordo com a qual várias antigas interpretações foram rejeitadas, e novas interpretações tomaram o seu lugar. Foi com base nessas circunstâncias, que surgiu uma forma de ortodoxia cristã. O Novo Testamento forma a base dessa ortodoxia cristã, e os pronunciamentos dos concílios definiram e delinearam crenças. Porém, deve ficar entendido desde o princípio que nem todas as ideias foram igualmente aceitas. Antes de tudo, devemos considerar a cisma, quanto a algumas questões importantes, entre as igrejas cristãs Oriental e Ocidental. Posteriormente, a Igreja Ocidental fragmentou-se, durante a Reforma Protestante; e vem-se fragmentando cada vez mais, desde então. E foi assim que muitas ortodoxias arrogantes surgiram, do seio dessa Igreja fragmentada. Os estudiosos liberais pensam que qualquer busca pela ortodoxia é tempo perdido, além de ser uma atividade amortecedora e estagnadora, pois nada teria a ver com a verdade ainda que posta a serviço do mero conforto mental. É que a mente humana insiste em obter sistemas fechados, completos, que solucionem todos os problemas, liberando o indivíduo da necessidade de continuar buscando e crescendo. Assim sendo, a verdadeira busca pela verdade deve evitar a estagnação, e, no entanto, à base mesma da formulação de qualquer sistema ortodoxo temos uma grande dose de estagnação. CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 633-634.    

 

   3.   Conceito de heterodoxia.

 

  O prefixo da palavra heteros significa “diverso”. Assim, heterodoxia nos remete à “opinião diferente; oposição aos padrões, normas ou dogmas estabeleci dos”. Se a ortodoxia tem um só parecer, a heterodoxia implica várias opiniões a respeito de um mesmo objeto. Para o apóstolo Paulo, a Igreja deve manter a unidade doutrinária da fé e combater com veemência as “doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). A Igreja deve ser, portanto, ortodoxa. Sua advertência é um antidoto para nós nos dias de hoje. Devemos, pois, fortalecer a unidade doutrinária em nossas igrejas.    

 

Comentário

 

    Heterodoxia é um termo grego que dá o sentido de “opinião diferente; oposição aos padrões, normas ou dogmas estabelecidos”. O prefixo da palavra heteros significa “diverso”. A sã doutrina tem um só parecer, enquanto a heterodoxia implica numa diversidade de opiniões sobre um mesmo assunto. Na mente de Paulo, era necessário manter a unidade doutrinária da fé cristã e combater com veemência as falsas doutrinas, formuladas de conceitos pagãos filosóficos. Paulo adverte que a ortodoxia da fé cristã deveria sempre ser fortalecida com o ensino sadio e não aceitar a quebra da unidade doutrinária. Por isso, o apóstolo lançou um “anátema” sobre o falso evangelho. Para ele, os falsos ensinos eram doutrinas de demônios para corromper a sã doutrina de Cristo (1 Tm 4.1). Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

Essa palavra vem de dois termos gregos, héteros «outro, de espécie diferente», e dou, opinião. Uma opinião heterodoxa é uma opinião que se opõe a uma opinião ortodoxa, Antes de poder ser definido aquilo que é heterodoxo, é preciso que se tenha um padrão de ortodoxia. Como é óbvio, várias denominações, cristãs são acusadas por outras denominações de embalarem opiniões heterodoxas, e vice-versa, o que também ocorre no caso de ideias heréticas. A Bíblia é usada como padrão, mas os defensores de opiniões contraditórias conseguem acusar-se mutuamente. A palavra «heterodoxia”, com frequência, é usada como sinônimo de «heresia»; mas outras vezes, indica apenas um grau secundário de desvio, ou de algum desvio sobre questões de pouca importância, em comparação com o que está envolvido nas heresias. CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 3. pag. 105.    

 

Até onde se sabe, foi Inácio, bispo de Antioquia, o primeiro escritor cristão a usar a expressão “heterodoxia” para se referir aos falsos ensinamentos (c.110 AD). Na Carta aos Magnésios, VIII.1, ele diz: “Não vos deixeis iludir pelas doutrinas heterodoxas, nem pelos velhos mitos sem utilidade.”(7) Na Carta aos Esmirnenses, VI.2, Inácio escreve: “Considerai bem como se opõem ao pensamento de Deus os que se prendem a doutrinas heterodoxas a respeito da graça de Jesus Cristo, vinda a nós.”(8) Hermisten Maia Pereira da Costa. Ortodoxia protestante: um desafio a teologia e à Piedade.    

SÍNTESE DO TÓPICO I

 

Com ortodoxia nos referimos à Doutrina Cristã enquanto for coerente com o que Cristo e os apóstolos ensinaram. Com heterodoxia, tudo o que for diferente disso.

 

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Atente para as seguintes palavras de estudiosos pentecostais, “Reconhecemos também que somente a Bíblia, por ser a Palavra de Deus, tem a resposta definitiva. Todas as palavras meramente humanas são, na melhor das hipóteses. meros ensaios, e só são verdadeiras à medida que se harmonizam com a revelação da Bíblia” (Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, p.44). Com base neste texto, procure saber como seus alunos consideram a Bíblia. Para eles, a Bíblia tem a resposta definitiva? Discuta com eles a respeito das produções literárias humanas e a preciso pontuar o papel da Bíblia como o livro de valores e princípios atemporais e eternos. Por isso ela está acima de toda produção literária humana.    

II – A AMEAÇA DE CORRUPÇÃO DOUTRINÁRIA

 

   1.   A advertência do apóstolo

  Em 1 Timóteo, Paulo adverte acerca de “alguns que não ensinem outra doutrina” (1.3-grifo nosso). Aqui a palavra para “outra” é heteros, diverso. Por isso, Paulo se refere a “outra doutrina” como a que nada tinha a ver com a genuína doutrina de Cristo. Esse zelo para preservar a “sã doutrina” trazia um contexto de homens sem escrúpulos que não respeitavam os ensinos apostólicos. O apóstolo os identifica como “lobos cruéis” vesti dos de ovelhas que investiam contra o rebanho de Deus, não o perdoando (At 20.29.30).  

Comentário

    No texto de 1 Timóteo 1.3, Paulo adverte acerca de alguns para “que não ensinem outra doutrina”. O zelo do apóstolo em preservar a “sã doutrina” era porque os homens que não respeitavam o ensino dos apóstolos eram pessoas sem escrúpulos. Paulo identifica-os como “lobos cruéis” vestidos de ovelhas que investiam em cima do rebanho de Deus não poupando ninguém (At 20.29,30). A palavra “outra” é “heteros”, ou seja, “diversa”, por isso, “outra doutrina” era aquela que nada tinha a ver com a genuína doutrina de Cristo. Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

«…afim de que não ensinem outra doutrina…» O restante desta epístola fornece detalhes acerca do que seria essa «…outra…» doutrina. Tratava-se de um «outro evangelho», sem qualquer base na autoridade apostólica. Essa afirmativa pode ser confrontada com o trecho de Gál. 1:8,9. O original grego aqui é verbal, «eterodidaskalein», que literalmente traduzido seria «não ensinar diferente». Utilizando-se da mesma palavra inicial, «etero», temos nosso termo moderno «heterodoxo», que significa ensinamento contrário à «doutrina ortodoxa». Já o termo grego «ortho» vem de «orthos», que significa «direito», «reto». O termo grego «heteros» significa «outro de outra espécie»; isso quer dizer que Paulo se referia a algo que não é «direito», «reto», mas é justamente o oposto. Tal doutrina era contrária à «sã doutrina» (ver o décimo versículo deste capítulo). O versículo seguinte, mas também o restante das «epístolas pastorais», fornecem vários detalhes sobre essa «outra doutrina», considerada contrária ao evangelho anunciado pelos apóstolos. (Quanto a notas expositivas sobre o «evangelho», ver Rom. 1:16). As pessoas apontadas por Paulo se ufanavam em serem mestres da lei e da verdade; mas, na realidade, eram ensinadores de novidades destruidoras, que não tinham lugar dentro do sistema cristão doutrinário.

 

O termo «eterodidaskaleo» é novamente usado em I Tim. 6:3, mas essas duas ocorrências esgotam seu uso nas páginas do N.T. Eusébio (História Eclesiástica iii.32) utiliza-se desse termo para indicar os «mestres hereges». Ê possível que o autor das «epístolas pastorais» tenha cunhado tal palavra. O trecho de Tito 2:3 contém um uso similar, «kalodidaskalos», que significa «mestres de coisas boas», palavra essa que também é uma das «hápax legomena» do N.T. Estas «epístolas pastorais», a bem da verdade, contêm um grande número de vocábulos que não são usados no restante do N.T., ainda que encontrem paralelo em outra literatura grega, mormente do século II D.C. (Ver as notas expositivas sobre essa questão na introdução a estas epístola s, secção I, parte quarta, onde é discutido o «Problema Linguístico» destas epístolas pastorais). Dentre os novecentos e dois vocábulos usados nas «epístolas pastorais», nada menos de trezentos e seis, isto é, mais de um terço, não se encontram nas outras reputadas dez epístolas paulinas, e cento e setenta e cinco deles não aparecem em qualquer outra porção do N.T. Com base em fatos assim é que alguns duvidam da autoria paulina das «epístolas pastorais». CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 279.    

 

A igreja de Efeso estava ameaçada por falsas doutrinas e corria sérios riscos em virtude da infiltração de perigosas heresias. Timóteo precisava admoestar as pessoas que se haviam infiltrado na igreja para pregar uma mensagem heterodoxa. A sã doutrina é absoluta e não admite que outro evangelho seja pregado. Nada é mais nocivo para a saúde espiritual da igreja do que as falsas doutrinas. Ninguém é mais perigoso para a igreja do que os falsos mestres. Hendriksen alerta sobre o fato de algumas pessoas estarem sempre ansiosas para receber de bom grado tudo o que é novo e diferente, como os atenienses na época de Paulo (At 17.21). Geralmente, o que eles consideram “novo” é heresia antiga, vestida com roupagens modernas.9 Vivemos hoje a época conhecida como pós-modernidade. A pós-modernidade está construída sobre o tripé da pluralização, da privatização e da secularização. John Stott aponta como um dos princípios centrais do “pós-modernismo” a inexistência de uma verdade objetiva, muito menos de uma verdade universal e eterna.

 

Pelo contrário, cada pessoa tem a sua própria verdade; você tem a sua, eu tenho a minha, e as nossas verdades podem divergir totalmente umas das outras e até mesmo contradizer-se. Consequentemente, a virtude mais apreciada é a tolerância, uma qualidade que tudo tolera, exceto a intolerância daqueles que defendem que certas ideias são verdadeiras, e outras, falsas; que certas práticas são boas, e outras, más. Em segundo lugar, o conteúdo da falsa doutrina. — … a fim de que não ensinem, outra doutrina (1.3b). Uma falsa doutrina pode ser a negação de uma verdade da fé cristã ou mesmo uma adição a ela. LOPES. Hernandes Dias. 1 Timóteo. O Pastor, sua vida e sua obra. Editora Hagnos. pag. 35-36.    

 

   2.   Quais eram os problemas de ordem doutrinária?

 

  As igrejas plantadas por Paulo e outros apóstolos, no primeiro século, sofreram com a infiltração de conceitos filosóficos pagãos e judaizantes na interpretação da doutrina apostólica. Nas igrejas como a de Corinto ou Éfeso, havia os que afirmavam crer no Evangelho, mas não renunciavam os costumes pagãos. Outros traziam uma bagagem religiosa do legalismo judaico, aliada ao gnosticismo (1 Co 1.12). É lamentável que, hoje, haja os que defendem a banalização da graça de Deus para, em nome dela, viverem em licenciosidade; e os judaizantes que confundem a liturgia crista com a judaica, bem como a moral cristã com o legalismo judaico. A Igreja de Cristo pertence a um novo tempo e deve obedecer ao ensino do Novo Testamento.    

 

Comentário

 

    As igrejas plantadas por Paulo e alguns outros apóstolos no mundo dos gentios, como Filipos, Tessalônica, Colossos, Éfeso, Creta e Corinto e outras mais, sofreram com a inserção de conceitos filosóficos na interpretação das doutrinas ensinadas pelos apóstolos. Havia no seio dessas igrejas judeus que afirmavam ter aceitado o evangelho de Cristo, mas queriam costumes e conceitos para a vida da igreja, principalmente dos gentios convertidos. Eles traziam em sua bagagem religiosa ideias do legalismo judaico aliado ao gnosticismo. Eram coisas como “circuncisão”, rito específico para judeus, a guarda do sábado, a abstenção de certos alimentos e outros costumes judaicos, as quais queriam impor aos gentios em sua nova vida com Cristo Jesus. É lamentável que ainda haja espíritos judaizantes no seio da igreja de hoje que confundem a liturgia cristã com a liturgia judaica. A igreja pertence a um novo tempo e obedece ao Novo Testamento. Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

 

Os Primórdios Das Denominações

  1. Havia os legalistas: o herói deles era Pedro.
  2. Havia os intelectuais e filósofos: o herói deles era Apoio.
  3. Havia os liberais: o herói deles era Paulo.
  4. Havia os cristãos; o herói deles era Jesus. Provavelmente esse grupo se compunha de místicos, e por certo eram exclusivistas, reivindicando para si mesmos um conhecimento e uma experiência superiores que os membros das demais facções de Corinto. Parece que esse grupo negava ter conexão com qualquer herói humano, jactando-se de uma pureza maior. Não formavam uma denominação—compreenda-se bem! Estavam acima desse tipo de coisa. Na verdade, talvez tivessem sido a denominação mais estrita, dentre aquelas em formação, por serem o grupo mais exclusivista.

Quão moderna é essa situação toda? Ainda não se passara tempo suficiente para aqueles grupos se separarem de vez em igrejas distintas, mas isso não deve ter demorado muito tempo. Pelos fins do segundo século da era cristã, havia mais de vinte grupos cristãos diferentes, organizações completamente separadas umas das outras, todas elas reivindicando alguma proximidade especial a Cristo, e algumas até mesmo reivindicando singularidade: segundo sua opinião, eles eram os únicos verdadeiros cristãos! Parece que coisa alguma é capaz de curar o coração humano desse tipo de mentalidade e dessa forma de atividade. Shore (in loc.) classifica os diversos grupos mencionados neste versículo, como segue:

  1. O partido da liberdade (seguidores de Paulo).
  2. O partido intelectual (seguidores de Apoio).
  3. O partido judaizante (seguidores de Cefas).
  4. O partido exclusivista (aqueles que diziam, ‘sou de Cristo’). Ê bem provável que a natureza geral de cada facção possa ser indicada por meio dessas descrições simples.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 14.    

 

Paulo não prega um Cristo, Apoio outro e Pedro outro ainda. Existe apenas um Salvador e um evangelho (Gl 1.6-9). “Acaso está Cristo dividido?” Paulo diz que as divisões na igreja são absurdas, porque elas estão levando os crentes a pensar que Paulo está pregando um Cristo, Apoio está pregando outro Cristo e Cefas está pregando ainda outro Cristo. Há somente um Salvador. Há somente um Evangelho. A igreja de Corinto começou a se dividir internamente. Por quê? Porque em vez de a igreja influenciar o mundo, o mundo é que estava influenciando a igreja. O que estava acontecendo? A sociedade de Corinto estava multifacetada com as suas ideias, líderes, filósofos e pensadores. Quando as pessoas iam às praças e ouviam um pensador ou filósofo, elas diziam: eu sou partidário de fulano de tal; outro afirmava: eu sou seguidor do filósofo tal e outro ainda: eu sou seguidor do pensador tal. E essa influência mundana entrou na igreja. É muito triste quando o mundo invade a igreja. A igreja estava seguindo um modelo mundano. E que modelo era esse? O culto à personalidade! A igreja evangélica brasileira vive o pecado da tietagem. Pregadores e cantores são vistos e tratados como astros, como atores que sobem num palco para dar um show.

 

Essa atitude é um sinal evidente de imaturidade e decadência espiritual. A primeira carta de Paulo aos coríntios nunca foi tão atual quanto hoje. Muitas igrejas atualmente deixam de olhar para a mensagem para enaltecer o mensageiro. Precisamos ressaltar que o mais importante não é o mensageiro, mas a mensagem. Paulo precisa perguntar à igreja de Corinto: quem é Paulo? Quem foi Apoio? Simplesmente servos por meio de quem vocês creram! Um plantou, o outro regou, mas o crescimento veio de Deus. Paulo diz à igreja: Não coloquem a atenção em vocês, em líderes humanos. Não ponham o pastor de vocês num pedestal. Não coloquem um homem numa posição em que ele não possa estar! Só Jesus Cristo deve ser exaltado na Igreja de Deus. E todas as vezes que a igreja começa a dar mais importância ao pregador, ao pastor, ao mensageiro que à própria mensagem, ela está prestando culto à personalidade, e isto é pecado. A natureza humana gosta de seguir líderes carismáticos. Os coríntios enfatizaram mais o mensageiro que a mensagem. Por conseguinte, provocaram divisão dentro da igreja. Eles tiraram os olhos do Senhor e os colocaram nos servos do Senhor e isso os levou à competição. Paulo precisou dizer a essa igreja que o culto à personalidade é reflexo de dois pecados: infantilidade espiritual e carnalidade (3.1-3). Paulo enfatiza que eles eram crianças e também carnais, pelo fato de estarem seguindo a homens. O culto à personalidade é um sinal de carnalidade e imaturidade (3. 1-3). Paulo cuida do assunto de forma transparente (1.11).

 

Muitas vezes quando queremos tratar dos problemas da igreja, não tratamos de maneira semelhante. Paulo ficou sabendo das contendas na igreja (1.10; 7. 1; 16.10,11, 12, 17). Ele informou a igreja sobre o problema e deu o nome de quem lhe trouxe o problema. Hoje, é comum ouvir comentários assim: “Tem alguém dizendo isso ou aquilo há igreja”. Outros dizem: “O pessoal anda comentando isso e aquilo”. Há ainda aqueles que comentam: “Algumas pessoas estão descontentes”. Algumas pessoas, alguém, o pessoal são termos genéricos e indefinidos que não devem ser usados. Paulo agiu diferente. Ele diz que os irmãos da casa de Cloe o informaram que estava acontecendo divisão dentro da igreja. Paulo é específico quanto à informante e quanto à informação. Essa transparência neutraliza a maledicência dentro da igreja. Quando as coisas são trabalhadas em um ambiente de abertura e de transparência, o mal é tratado e resolvido sem deixar feridas, mágoas e ranços. Depois de apontar o problema, Paulo roga aos irmãos que em nome de Jesus falem a mesma coisa. Que não haja entre eles divisões. A palavra “divisão” é a palavra grega cisma, cujo significado é rasgar um tecido.

 

O que Paulo está dizendo é que havia na igreja algo como um tecido rasgado. E isso que eles estavam fazendo: rasgando a igreja! O apóstolo ordena à igreja: “[…] antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1.10b). Paulo menciona quatro partidos dentro da igreja de Corinto: “Eu sou de Paulo, e eu, de Apoio, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo” (1.12). Por que quatro partidos dentro da igreja? Quais eram esses partidos? Existia o partido liberal de Paulo, o PLP. O partido liberal de Paulo era certamente o partido dos fundadores da igreja. Embora os crentes de Corinto tivessem tido muitos preceptores, foi Paulo quem os levou a Cristo (4.15). Paulo foi o evangelista e o fundador da igreja. Ele ganhou cada um deles para Cristo. Então, certamente aqueles primeiros membros da igreja começaram a dizer: Não! Paulo foi quem começou tudo por aqui. Ele foi o fundador da igreja. Nós fomos os pioneiros desta igreja e nós estamos ligados ele. Nós somos do partido de Paulo. Talvez os que engrossavam esse partido fossem também aqueles indivíduos que seguiam a linha da pregação de Paulo, por exemplo, da liberdade cristã, não ficando atrelados ao legalismo que os judeus queriam impor. É bem provável ainda que os membros desse partido fossem pessoas que controlavam a estrutura da igreja e, possivelmente, não deixavam os novatos participar dela. William Barclay esclarece que esse grupo era um partido formado principalmente por gentios.

 

E muito provável que esse partido quisesse converter a liberdade em libertinagem e utilizasse seu cristianismo como uma desculpa para fazer o que bem queria. Não importa que matiz tenha esse grupo, ele não obedecia ao ensino de Paulo. E interessante que o partido seguidor de Paulo contraria e desobedece aos próprios ensinamentos de Paulo. O apóstolo não havia autorizado aqueles irmãos a colocá-lo numa posição de destaque que ele jamais pedira ou jamais poderia ocupar. Existia o partido filosófico de Apoio, o PFA. Nós poderíamos chamá-lo de partido filosófico de Apoio. E por que era o partido filosófico de Apoio? Porque Apoio era da cidade de Alexandria, a segunda maior cidade do mundo. Alexandria era o centro da atividade intelectual do mundo. Os alexandrinos eram entusiasmados com as elegâncias literárias. Foram eles que intelectualizaram o cristianismo. Os que diziam pertencer a Apoio eram, sem dúvida, os intelectuais que estavam lutando para que o cristianismo se convertesse rapidamente numa filosofia em lugar de uma religião. Em Alexandria floresceu a grande escola da interpretação alegórica. Ali estava uma das maiores bibliotecas do mundo. Influenciado pelo clima de sua cidade, Apoio tornou-se um grande orador, um homem de fluência na palavra (At 18.24). Mais tarde, Apoio foi discipulado por Áqüila e Priscila, os companheiros de Paulo (At 18.26).

 

É muito provável, portanto, que o grupo de Apoio tenha sido o grupo dos intelectuais, daqueles que gostavam de um discurso bem elaborado, eloqüente, e cheio de beleza retórica. Aquele grupo formou uma elite cultural dentro da igreja. Existia o partido conservador de Pedro, o PCP. O partido conservador de Pedro era composto, possivelmente, pelos judeus e pelos prosélitos que se tornaram judeus por meio da circuncisão. Muitos gentios aderiam à fé judia e eram chamados de pessoas tementes a Deus. Essas pessoas iam à sinagoga, estudavam a lei e observavam os ritos judeus. Paulo sempre visitou as sinagogas para ali anunciar o evangelho, pois entendia que essas pessoas já tinham começado um processo de busca espiritual. Os membros da sinagoga, normalmente, eram conservadores e gostavam de observar os ritos e as cerimônias judias. Como o apostolado de Pedro foi direcionado especialmente aos da circuncisão, havia dentro da igreja de Corinto um grupo que seguia sua liderança. David Prior afirma que, de modo geral, todos concordam que “de alguma forma, o grupo de Cefas representava o cristianismo judeu”. William Barclay esclarece que os membros do partido de Pedro eram aqueles que ensinavam que o homem devia observar a lei para a salvação. Eram os legalistas que exaltavam a lei, e que ao fazê-lo, apequenavam a graça.

Existia o partido cristão de Jesus, o PCJ. E bem provável que esse partido, com o nome mais bonito, fosse o mais problemático. Talvez esse fosse o partido exclusivista. Os membros desse grupo evidenciavam um orgulho espiritual sutil, dando a entender que eles eram os únicos cristãos verdadeiros.27 Talvez esse partido dissesse o seguinte: Quem não estiver do nosso lado, está fora. Quem não estiver no nosso grupo não tem salvação. Quem não jogar no nosso time nem defender a nossa bandeira, não pertence à igreja verdadeira. Talvez fosse esse o grupo dos que se consideravam os iluminados, os espirituais, com quem Deus falava diretamente. Esse grupo não se submetia a qualquer líder humano. Nessa mesma linha de pensamento, William Barclay escreve: Deve ter existido uma pequena seita rígida e farisaica cujos membros pretendiam ser os únicos cristãos verdadeiros de Corinto. Sua verdadeira falta não estava em dizer que pertenciam a Cristo, mas em agir como se Ele pertencesse somente a eles. Talvez seja esta a descrição de um pequeno grupo intolerante e santarrão. Você conhece pessoas assim hoje? Pessoas que não se submetem à liderança e que pensam ter um canal de comunicação direto com Deus? Pessoas que julgam não mais precisar da Bíblia, porque agora Deus revela tudo a elas? Paulo mostra, porém, que essa atitude é carnal. Pergunta o apóstolo: “Acaso Cristo está dividido?” Não! Cristo não está dividido. Ele não pode ser dividido. LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios Como Resolver Conflitos na Igreja. Editora Hagnos. pag. 21-26.      

 

   3.   Fábulas e genealogias intermináveis (1 Tm 1.4).

 

 

  No tempo de Paulo, havia os mestres falsos que propagavam fábulas e lendas da vida judaica como “culto aos anjos” (Cl 2.18). Além de não possuírem conteúdo concreto, eles torciam o sentido da verdade apostólica. O apóstolo advertiu a Igreja quanto a essas coisas e as refutou com veemência (1 Tm 1.3,4). Aqui, aprendemos que não podemos perder tempo com que relas infrutíferas. O conhecimento das Escrituras não é para ostentar vaidade pessoal ou capacidade do intelecto, mas para nos fazer caminhar com o coração puro, uma boa consciência e uma fé não fingida (1 Tm 1.5).    

 

Comentário

 

 

    Alguns daqueles falsos mestres usavam fábulas e lendas da vida judaica, tais como “a propagação dos anjos” (Cl 2.18-23), as quais, além de não possuírem conteúdo concreto, torciam o sentido real das verdades bíblicas, e Paulo advertiu que essas coisas deveriam ser refutadas veementemente. A questão da genealogia tem a ver com crendices judaicas que nada contribuem para a salvação em Cristo. Historicamente, as genealogias são importantes, mas no projeto divino, as genealogias serviam apenas para indicar a origem do Salvador do mundo, Jesus Cristo. Porém, os judeus cristãos entendiam que as genealogias davam-lhes direitos em primazia na vida da igreja, porque Jesus havia vindo dos judeus. Era, de fato, uma vaidade racial ostentada por esses judeus que discriminavam os gentios cristãos. Paulo refutou essa ideia equivocada dos judeus, declarando que a graça de Deus não faz acepção de raça, cor, etnia nem cultura, mas que alcançou a todos de igual modo. Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

 

«…nem se ocupem…» traduzem o verbo grego «prosecho», que quer dizer «voltar a atenção para», «seguir», «preocupar-se com», «apegar-se-a». (Ver a mesma palavra em I Tim. 3:8; 4:1,13 e 6:3, e comparar com Tito 1:14). Essa palavra também não se encontra nas «outras» epístolas paulinas. A ordem aqui baixada dá a entender a grande importância das questões que passam a ser numeradas, bem como o tempo e a energia dispendidos nas mesmas, más que era um desperdício, segundo o parecer de Paulo, visto que não eram atividades edificantes, mas destrutivas. «…fábulas. . .» No grego temos «muthos», que significa «mito», «fábula». Essa palavra ocorre nas «epístolas pastorais», aqui e em I Tini. 4:7; II Tim. 4:4 e Tito 1:14.

No resto do N.T., aparece apenas em II Ped. 1:1 6. Na Septuaginta (tradução do original hebraico do A.T. para o grego, completa da cerca de duzentos anos antes da era cristã) aparece em Sabedoria de Salomão 17:4 e Eclesiástico 20:19, sempre nos livros apócrifos. Deve-se observar que, no trecho de Tito 1:14, a alusão é às «fábulas judaicas». Mas essa referência, sem qualquer qualificativo, é incerta. Provavelmente Paulo se referia a histórias fabricadas, supostamente dotadas de valor religioso e espiritual, baseadas em heróis judeus da fé, como Abraão e os outros patriarcas da narrativa do A.T. Esse tipo de atividade era bastante evidente nas várias tradições, proeminente nos «apocalipses judaicos». O «haggada» (parábolas e anedotas) do Talmude também ilustram as histórias «inventadas», cujo desígnio era servir de instrução religiosa. O livro dos Jubileus, que procura reescrever a história primitiva do ponto de vista da lei, fazendo com que já fosse conhecida e praticada até mesmo entre os anjos, e então desde o começo mesmo do livro de Gênesis, fornece várias narrativas míticas.

 

O livro das Antiguidades Bíblicas (atribuído a Filo), uma crônica lendária da história do A.T., desde Adão até Saul, datado do primeiro século da era cristã, também encerra tais fábulas. A alusão a Janes e Jambres, em II Tim. 3:8, mui provavelmente é derivada dessas «haggada» lendárias. Outros eruditos têm pensado que os mitos «gnósticos», concernentes à natureza e à atividade dos «aeons» angelicais é que são aqui aludidos, ou ainda outras narrativas lendárias de origem pagã. Ê perfeitamente possível que tanto os mitos «pagãos» como os mitos «judaicos» sejam aludidos neste versículo, sem que um exclua ao outro. É provável que Filo tenha descrito corretamente essa espécie de atividade, de que tanto os mestres gnósticos gostavam, no tocante a essas fábulas, embora não tenha ele escrito diretamente a respeito deles. (Ver De Vit. Contempt., § 3), que diz: «Eles leem as Escrituras e explicam a filosofia de seus pais de maneira alegórica, considerando as palavras escritas como símbolos da verdade oculta que é transmitida através de figuras simbólicas obscuras». Ê também possível que, nesse ensinamento «mítico» dos gnósticos houvesse interpretações alegóricas do A.T., além de uma imensa mistura de narrativas puramente inventadas e imaginárias, de vinculação com certos episódios do A.T. e com conceitos pagãos. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 279.    

 

Em 1 Timóteo 1.4, Paulo exorta seu filho na fé para que “não se dê a fábulas”, neste caso uma referência às lendas construídas em volta das narrativas do Antigo Testamento. Elas aparecem descritas pelo mesmo apóstolo em Tito 1.14 como “fábulas judaicas”. Paulo ainda chega a ironizar a superstição judaica, chamando tais crenças sem fundamento de “fábulas profanas e de velhas” (1 Tm 4.7). O apóstolo estava querendo dizer a Timóteo que, por não terem base bíblica, por serem simplesmente invenções humanas, criações que se tornaram populares para enganar o povo, eram ímpias, só servindo mesmo para entreter as conversas de velhinhas caducas. Já no caso do texto de 2 Pedro 1.16, a referência é às histórias fabulosas, crenças e superstições criadas pelos primeiros mestres gnósticos, que para difundi-las se utilizaram da divulgação de evangelhos apócrifos por eles mesmos escritos. Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 105-106.    

SÍNTESE DO TÓPICO II

 

Paulo sempre admoestou a igreja quanto às ameaças de corrupção doutrinária.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“O termo “fábulas’ ou ‘mitos (mythos) poderia incluir narrações alegóricas, lendas ou ficção, ou seja. doutrinas espúrias em contraste com a verdade do Evangelho. Esta palavra era frequentemente usada em um sentido pejorativo, denotando deste modo histórias falsas e tolas. A com- posição de histórias míticas baseadas no Antigo Testamento agradou aos judeus daquele periodo […] Os mitos eram também uma parte integrante do ensino dos gnósticos, que tinham, por exemplo, versões alternativas da história da criação” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento: Romanos-Apocalipse. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp.641-42).    

III – A IGREJA COMO GUARDIA DA SÃ DOUTRINA

 

   1.   A Igreja é “coluna e firmeza da verdade”.

  Em Timóteo, o apóstolo declarou que a Igreja sustenta a verdade (1 Tm 3.15). Por conseguinte, diante das falsas crenças, a Igreja é coluna e firmeza da sã doutrina. Ela é a demonstração viva e santa da verdade revelada nas Escrituras. Por isso, a Igreja mantém e defende a sã doutrina contra todo o erro, oposição intelectual, filosófica e religiosa dos falsos mestres. Não podemos descuidar desse nosso papel.    

 

Comentário

 

    Paulo declarou à igreja de Éfeso que o papel dela era de sustentar a verdade divina perante o mundo (1 Tm 3.15). Portanto, o comportamento da igreja frente às heresias e doutrinas falsas é o de “sustentar a sã doutrina”. A igreja é a demonstração viva e santa da verdade do evangelho. Seu papel é o de sustentar, manter e defender a verdade contra todo erro e oposição intelectual, religiosa e filosófica dos falsos mestres. Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

«…verdade…» Devemos compreender aqui a «verdade cristã», o evangelho de Cristo, bem como o que isso significa, que é seu sentido usual no N.T., embora esta passagem formalize um pouco mais esse termo, dando a entender aquilo que é exposto pela «fé cristã». O termo «verdade», nos escritos de Paulo, com frequência indica apenas o «evangelho». Trata-se da verdade da redenção divina, no que diz respeito à salvação que ele nos dá por intermédio de Jesus Cristo (que é a personificação da verdade; ver João 14:6). (Ver também os trechos de Gál. 2:5; 3:1; Efé. 1:13 e Col. 1:5, quanto ao fato que o termo «verdade» é similar a «evangelho»), «Cremos que a igreja é uma criação de Deus, e não do homem; que a redenção de seu povo se centraliza no ato de Deus, em Cristo Jesus; que a igreja é assinalada pela presença do Espírito Santo; que a igreja foi separada, em santidade, como comunidade que adora; que a igreja está relacionada com dois mundos—onde habitam pecadores perdoados que são, ao mesmo tempo, herdeiros do reino de Deus; que há um ministério, equipado por Deus com vários dons do Espírito Santo; e que a igreja é uma só, por sua própria natureza». (Kennedy, Venture o f Faith, pág. 41). «A igreja, que antes foi considerada como habitação de Deus, de um ponto de vista diferente é aqui reputada como a coluna que sustenta a verdade». (Faucett, in loc.). «…fazendo violento contraste com a bem conhecida imagem de escultura de Diana dos Efésios, entronizada naquele belíssimo templo que brilhava em sua beleza branca e sem vida, sobre os telhados da cidade onde Timóteo agia». (Spence, in loc.). CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 316.    

 

Igreja é a coluna e baluarte da verdade (3.15b). — … coluna e baluarte da verdade. A igreja é fundamento da verdade na medida em que se baseia em Cristo, pois ele é o fundamento da igreja (lCo 3.11). O próprio Cristo é a verdade (Jo 14.6). William Barclay explica que a palavra coluna tinha um significado muito importante na cidade de Éfeso, onde Timóteo era pastor. A maior glória de Éfeso era o templo de Diana (At 19.28). Esse templo era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Uma de suas características eram suas colunas. Havia nesse templo 127 colunas jónicas de mais de 18 metros de altura, cada uma das quais havia sido presente de um rei. Todas eram feitas de mármore, e algumas continham pedras preciosas incrustadas ou estavam cobertas de ouro. A ideia nesta passagem é que o dever da igreja é levantar a verdade de tal forma que todos a vejam.

 

A palavra grega hedraioma, traduzida por baluarte, significa aquilo que sustenta um edifício. O baluarte mantém o edifício em equilíbrio e intacto. O baluarte é o fundamento. A igreja é comparada com uma coluna e um fundamento. Como a coluna sustenta o teto e como o fundamento sustenta toda a estrutura da casa, assim a igreja sustenta a gloriosa verdade do evangelho no mundo. A igreja sustenta a verdade por ouvi-la e obedecer-lhe (Mt 13.9), por usá- -la corretamente (2Tm 2.15), por guardá-la no coração (SI 119.11), por defendê-la (Fp 1.16), por proclamá-la (Mt 28.18-20). Analisando essas duas metáforas, John Stott assevera que a igreja tem dupla responsabilidade em relação à verdade. Primeiro, como fundamento, sua função é sustentar a verdade com firmeza, de tal forma que ela não caia por terra sob o peso de falsos ensinos. Segundo, como coluna, tem a função de mantê-la nas alturas, de modo que não fique escondida do mundo. Sustentar com firmeza a verdade é a defesa e a confirmação do evangelho; mantê-la bem alto é a proclamação do evangelho. A igreja é chamada para esses dois ministérios. Há uma estreita conexão entre a igreja e a verdade. A igreja depende da verdade para sua existência, e a verdade depende da igreja para sua defesa e proclamação. LOPES. Hernandes Dias. 1 Timóteo. O Pastor, sua vida e sua obra. Editora Hagnos. pag. 91-92.    

 

   2.   O objetivo do zelo pela sã doutrina.

 

  Qual seria o objetivo de zelar pela sã doutrina? Preservar o amor de um coração puro e de uma fé não fingida (1 Tm 1.5). A finalidade da defesa da doutrina é o amor como prática sincera da fé em Cristo. O falso ensino e os falsos mestres geram contenda, dissensões e gangrenas na comunhão. Logo, não há cristianismo ortodoxo sem a prática do amor de um coração puro e de uma fé não fingida.    

Comentário

 

    Depois do apóstolo Paulo combater o falso ensino que corrompia o evangelho genuíno pregado e ensinado pelos apóstolos, apresentou a sua advertência como um mandamento, dizendo: “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Tm 1.5). A palavra grega para a expressão inicial é telos, que significa “fim, finalidade, intuito, alvo, propósito”. Já a palavra “mandamento” é paragello, que significa “exortação, admoestação”, e Paulo referiase à lei judaica da qual aqueles falsos mestres judeus dentro da igreja jactavam-se de conhecê-la e de cumpri-la. Paulo, então, antecipa-se e demonstra que os falsos mestres não tinham nem mesmo o apoio da Lei, mas essa mesma Lei Mosaica estava perfeitamente de acordo com o evangelho que era pregado e ensinado na igreja. Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

A palavra «…intuito…» é tradução do termo grego «telos», que significa «finalidade», «propósito», «alvo». Portanto, temos aqui uma excelente tradução. «…presente admoestação…» O substantivo é «paraggelo», que significa «ordem», «instrução». (Ver as explicações sobre essa palavra nas notas expositivas referentes ao terceiro versículo deste capítulo). Não há nenhuma palavra equivalente ao termo «…presente…», no original grego, o qual diz apenas «o intuito do mandamento»; entretanto, é possível que o artigo definido tenha o propósito de apontar de volta para o terceiro versículo, onde a «ordem» dada a «alguns» é que não deem atenção à fé apostólica. Assim sendo, a inclusão do termo «presente» fica justificada, como tentativa para identificar a «ordem» ou «exortação», como aquela que acabara de ser baixada. Não há aqui qualquer alusão aos «propósitos » da legislação mosaica, conforme supõem alguns intérpretes, ainda que esses propósitos sejam aqui declarados, sendo essencialmente confirmados em textos como Rom. 13:9,10.

O significado deste versículo, pois, é que Paulo não dera essa ordem a Timóteo para que ele saísse a oferecer combate aos falsos mestres. Antes, a finalidade desse mandamento é que houvesse bons e benéficos resultados, a saber, a prática diária dos princípios da fé cristã, mediante o amor e a boa consciência assim produzidos; e isso tanto na pessoa de Timóteo como na pessoa dos falsos mestres, contanto que estes últimos se arrependessem de sua atitude, através dessa reprimenda. Timóteo deveria evitar atiçar mais ainda as disputas já existentes; cumpria-lhe antes abafá-las e eliminá-las por suas ações e palavras cristãs bem equilibradas. «Não deveria ele debater as questões da heresia sobre bases filosóficas ou teológicas. Antes, cumpria-lhe aconselhar a conformidade como a única maneira segura de viver e cumpria-lhe manter o amor entre os crentes». (Gealy, in loc.). «…fé sem hipocrisia…» ou «fé sincera», conforme dizem vários intérpretes. Essa palavra tem raiz no termo grego «upokrites», que significa «ator» (originalmente significa «quem responde», indicando um diálogo entre «atores»).

Mostrar-se hipócrita é desempenhar um «papel» de natureza religiosa e espiritual, mas sem ser tal. Os gnósticos se faziam passar por cristãos sinceros, os «melhores dentre os crentes», conforme os grupos cristãos heréticos de hoje em dia normalmente gostam de estilizar-se. Todavia, as pessoas podem ser sinceras, e o fato que estão agindo como «atores» pode passar como algo inteiramente despercebido por eles; no entanto, serão crentes falsos, não autênticos. Naturalmente, a ideia de «hipocrisia», mormente nos idiomas modernos, tem tomado um sentido negativo. O «ato» desempenhado usualmente se reveste de algum aspecto moral degradado. A «…fé…», infelizmente, pode manifestar-se em meio a hipocrisias, deixando assim de ser a verdadeira fé para ser uma «fé fingida».

A fé sincera, pois, indica a «verdadeira fé cristã», em contraste com as meras imitações, conforme aquela dos gnósticos. Uma vez mais, a fé pode ser «subjetiva», isto é, a outorga da própria alma aos cuidados de Cristo, ou pode ser «objetiva», indicando o «sistema cristão», em contraste com o falso sistema dos gnósticos, por exemplo. Mais provavelmente, devemos entender aqui o aspecto «subjetivo». Os gnósticos prestavam certa lealdade a Cristo, mas não uma autêntica «outorga da alma». A ordem paulina de reprimenda contra a heresia (ver o terceiro versículo deste capítulo) teve por intuito produzir verdadeira outorga de alma a Cristo. Se os homens assim fizessem, começariam a possuir a autêntica fé cristã, em contraste com sua antiga lealdade àquela mistura de ideias pagãs, judaicas e cristãs. Precisamos observar aqui a tríada composta por «coração puro», «boa consciência» e «fé sincera», que aparece exclusivamente aqui, em todo o N.T. A fé opera pelo amor (ver Gál. 5:6), pois ambas essas virtudes são aspectos do «fruto do Espírito Santo» (ver Gál. 5:22), e ambas conduzem à boa consciência. (Ver as notas expositivas completas sobre a fé, em Heb. 11:1).

A verdadeira fé consiste de muito mais do que a crença em algum credo e a profissão pública da mesma. Trata-se antes de um ato da alma, da entrega do próprio ser aos cuidados eternos de Cristo, para que seja transformado segundo a imagem do Senhor. O trecho de I Cor. 8:7,10,12 associa a consciência ao conhecimento de Deus. Mediante a sua ordem, o apóstolo dos gentios queria que os homens transferissem sua lealdade dessas coisas para Cristo, com exclusividade, tanto na doutrina como na prática, ficando assim livres do egoísmo que, de outro modo, caracterizará a todo o ser humano. Sim, o mandamento de Paulo visava levar os crentes a terem uma vida cristã bela, útil e espiritualmente produtiva. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 280-281.    

 

Paulo diz a Timóteo que a responsabilidade que lhe está sendo passada não consiste apenas em promover a ortodoxia, mas também no amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma sincera fé. Essas coisas sempre se seguem quando o evangelho da graça de Deus é pregado.18 Hendriksen diz que, quando um pecador é levado a Cristo, o primeiro que se regenera é o coração. O resultado é que a consciência do homem começa a molestá-lo de tal modo que, sob convicção, ele se sente feliz em abraçar o Redentor por meio de uma fé viva. Daí a sequência coração, consciência e fé ser completamente natural. LOPES. Hernandes Dias. 1 Timóteo. O Pastor, sua vida e sua obra. Editora Hagnos. pag. 40.    

 

  3.   A primazia do amor.

 

 

  O fim do mandamento é o amor (1 Tm 1.5). Em 1 Timóteo, o amor aparece como um freio, um instrumento de equilíbrio no combate às falsas doutrinas. Na epistola paulina, o combate nunca é contra pessoas, mas contra as ideias que elas representam. O zelo do após tolo se dá justamente para impedir que o “espirito” dos falsos mestres se infiltrasse na Igreja. Nesse caso, o amor como fim do mandamento é o antidoto perfeito. Ora, o “amor de um coração puro” é um amor que procede de dentro para fora, não se tratando de mero sentimento. Nesse amor, o coração é santificado pelo Espírito Santo, gerando uma pureza interior; pois um coração sujo pelo pecado não pode agir amorosamente. Já um coração limpo diante de Deus recebe e vê as coisas espirituais com transparência. No amor não há lugar para imparcialidade, pois se cultiva uma “boa consciência”; nem lugar para a simulação, fingimento e hipocrisia, pois se cultiva uma “fé não fingida” (1 Tm 1.5).    

 

Comentário

 

 

    O texto de 1 Timóteo 1.5 diz: “o fim do mandamento é o amor”. Naturalmente, o amor é o elemento essencial para um comportamento equilibrado, e, nesse texto, “o amor” surge como um freio, ou como um instrumento de equilíbrio no combate às falsas doutrinas. Aqueles falsos mestres eram pessoas frívolas e infladas de vaidade e presunção. O objetivo de Paulo não era incitar aqueles opositores ao combate de palavras e contendas, mas, sim, o de combater as ideias erradas. A segunda expressão de 1 Timóteo 1.5 é a continuação da frase que fala de amor; mas que tipo de amor? “O amor de um coração puro”.

Ora, entende-se que esse amor procede de dentro para fora, pois não se trata de um sentimento atribuído ou recebido, mas trata-se de algo producente, que brota como uma planta. Sem dúvida, quando o nosso coração é santificado pelo Espírito Santo, a pureza que emite é interior. Um coração sujo e entenebrecido pelo pecado não pode agir com atitude amorosa; já um coração limpo diante de Deus recebe e vê as coisas de Deus com transparência. Ainda mais, agir com “uma boa consciência” (1 Tm 1.5) significa saber fazer um julgamento imparcial, porque consegue perceber as diferenças entre o que é mau e o que é bom. Por último, manifestar “uma fé não fingida” (1 Tm 1.5) significa agir sem simulação, sem fingimento, sem hipocrisia. O apóstolo Paulo associa “uma boa consciência” com o que o crente conhece acerca da verdade e que não se deixa contaminar pelos falsos ensinos. Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. Ed. 1, 2021.    

 

«…amor…» (Notas expositivas completas sobre o «amor» aparecem em outros trechos. Que o leitor consulte as seguintes notas: Em Gál. 5:22, onde o «amor» é visto como uma graça ou virtude cristã, produzida pela influência do Espírito Santo. E uma das facetas do «fruto do Espírito», e não produto humano. Todo o amor, portanto, vem de Deus, no crente ou no incrédulo, pois a influência do Espírito é universal. Nessas referências oferecemos igualmente poemas ilustrativos). A ordem de Paulo visava promover a unidade e o bem-estar que vêm através do amor, não querendo ele provocar maiores distúrbios na igreja, entre as facções já em luta. «…procede de coração puro…» O «…coração…» é usado aqui como termo que indica o «homem interior», o «homem real», a «pessoa essencial», a «alma», embora, algumas vezes, isso aponte para os aspectos intelectuais ou emocionais do ser essencial.

O amor deve proceder do «coração», isto é, do ser real, não sendo algo fingido ou secundário, mas uma manifestação primária do ser purificado, que está sendo transformado segundo a imagem de Cristo, o qual é o Amor de Deus encarnado. O amor gera a unidade e a paz; mas as disputas provocam a divisão. Paulo exibe aqui a atitude que devemos escolher. O adjetivo «puro» ou «pura» se encontra por seis outras vezes nas «epístolas pastorais». (Ver I Tim. 3:9; II Tim. 1:3; 2:22 e Tito 1:15—onde aparece por três vezes). Esse adjetivo qualifica por duas vezes a palavra «coração» (aqui e em II Tim, 2:22); por duas vezes qualifica a palavra «consciência» (I Tim. 3:9 e II Tim. 1:3).

Tal expressão é de origem semita (ver Gên. 20:5,6; Sal. 24:4; 51:10; Mat. 5:8 e I Ped. 1:22). Para que flua o amor puro, é mister que proceda de um vaso puro. Portanto, nos é recomendada aqui a santificação, porque isso é que leva o coração a purificar-se. Somente então poderemos amar como é mister, amando até mesmo a nossos inimigos, aos hereges; e isso era o que Paulo determinava, longe de permitir ele discussões acaloradas sobre religião, como se isso fosse um passatempo. Esse é o processo moral mediante o qual a imagem de Cristo vai sendo formada em nós; e isso provoca a transformação metafísica, mediante o que chegam os a compartilhar da própria imagem de Cristo, de sua natureza essencial. Somente então poderemos realmente amar como ele ama.

A santificação consiste de muito mais do que da «remoção do pecado», embora também envolva isso. Consiste igualmente da implantação das qualidades morais «positivas» de Cristo, através d o poder do Espírito Santo. E assim que adquirimos «toda a plenitude de Deus» (ver Efé. 3:19). Na proporção em que formos sendo assim transformados na imagem de Cristo (ver Rom. 8:29), iremos aprendendo a amar segundo ele ama, isto é, com coração puro, isento de pecado, florescente em santidade positiva, em amor, em justiça e em bondade. Dotados desse amor, esquecemo-nos de nós mesmos, e nos interessamos por nossos semelhantes. Cuidamos dos outros conforme cuidaríamos de nós mesmos. Pois o amor é o contrário de egoísmo. «…consciência…» Esse vocábulo indica o senso moral inato, aquela faculdade da alma mediante a qual ficamos sabendo o que é bom e o que é mau.

A consciência opera de modo essencialmente intuitivo e racional, e não empiricamente, ainda que o aspecto empírico desempenhe também certo papel, pois podemos aprender a distinguir entre o bem e o mal, e algumas vezes isso só nos é dado através da experiência, posto que seu conhecimento é disponível com base exclusiva na razão e na intuição. A consciência é uma função da alma, embora seja mediada através do instrumento do cérebro, conforme sucede a todas as nossas outras experiências humanas. (Quanto a notas expositivas completas sobre a «consciência», ver Rom. 13:5). CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 281.    

 

Do mesmo modo, Paulo ensina a Timóteo que precisamos combater o erro sem magoar as pessoas. A defesa da verdade não pode ocorrer em prejuízo do amor. A verdade precisa ser dita em amor, e o amor precisa acompanhar a ortodoxia. A admoestação precisa brotar de um coração puro, ou seja, a motivação precisa ser certa. Também esse amor precisa fluir de uma fé sem hipocrisia e de uma consciência boa, ou seja, sem a contaminação do pecado. Não se trata aqui de uma defesa pessoal, mas da defesa da verdade de Deus. Concordo com Hans Bürki quando ele diz que o amor não é um sentimento difuso ou uma sensação positiva passageira, mas uma mentalidade que leva à ação, uma orientação da natureza que leva à obediência; é a realidade da vida a partir de Deus que transforma o ser humano.

A consciência é a intuição moral do homem, seu ser moral no ato de julgar seu próprio estado, suas emoções e pensamentos, e também suas palavras e ações, sejam estas passadas, presentes ou futuras. Ela é positiva e negativa: aprova e condena (Rm 2.14,15). A boa consciência é a voz interior do homem no ato de repetir a voz de Deus, seu juízo pessoal que apoia o juízo de Deus, seu espírito que dá testemunho juntamente com o Espírito de Deus. O aspecto positivo dá uma boa consciência é a fé, porque uma boa consciência não somente aborrece o mal, mas também adota o que é certo. Por isso, essa fé é verdadeira e genuína. LOPES. Hernandes Dias. 1 Timóteo. O Pastor, sua vida e sua obra. Editora Hagnos. pag. 40-41.      

SÍNTESE DO TÓPICO III

Como “coluna e firmeza da verdade”, a Igreja é a guardiã da Sã Doutrina

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A menção da ‘verdade’ no verso 15 estimula o apóstolo a uma exclamação: ‘E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade’. ‘A expressão traduzida como ‘sem dúvida alguma (do grego, homologoumenos) significa por consentimento mútuo, e expressa a convicção unânime dos cristãos (Kelly, 1963, 88). O que se segue é uma recitação do ‘mistério” (isto é, da verdade revelada) da ‘piedade’ (o conteúdo ou base do cristianismo, isto é, nossa fé). Uma das características mais interessantes das Pastorais é a citação frequente de resumos de adoração contemporânea. Esta nos dá uma noção muito mais rica de como era a adoração neste primeiro período que nós, de outra forma, não teríamos conhecido (Hanson, 1982,45)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento: Romanos-Apocalipse. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.662).  

CONCLUSÃO

  A Bíblia, a Palavra de Deus, é a fonte genuína para a doutrina cristã. Por isso, precisamos ser dedicados estudantes das Sagradas Escrituras a fim de que zelemos pela sã doutrina. Levemos em conta que a finalidade dela é o amor para, em Cristo, vivermos com um coração puro e uma fé não fingida. A exemplo de Paulo, somos chamados para zelar pelo ensino de Cristo a fim de edificar a Igreja do Senhor.    

PARA REFLETIR

  A respeito de “O Zelo do Apóstolo Paulo pela Sã Doutrina”, responda:  

  • Qual é o conceito de ortodoxia?

A definição técnica para a palavra “ortodoxia” diz respeito à “absoluta conformidade com um princípio ou doutrina”.  

  • Qual é o conceito de heterodoxia?

Heterodoxia nos remete à “opinião diferente; oposição aos padrões, normas ou dogmas estabelecidos”.  

  • A que contexto se refere o zelo de Paulo para preservar a “Sã Doutrina”?

Paulo se refere a “outra doutrina” como a que nada tinha a ver com a genuína doutrina de Cristo.  

  • O que Paulo declarou a respeito da Igreja?

Em Timóteo, o apóstolo declarou que a Igreja sustenta a verdade (1 Tm 3.15).  

  • Qual é o fim do mandamento?

O fim do mandamento é o amor (1 Tm 1.5).  

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

Acesse mais:  Lições Bíblicas do 4° Trimestre 2021 

 

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