12 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DA ESPIRITUALIDADE HOLÍSTICA

 

12 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DA ESPIRITUALIDADE HOLÍSTICA.

12 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DA ESPIRITUALIDADE HOLÍSTICA.

 

TEXTO ÁUREO

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

Qualquer tipo de espiritualidade que não seja centralizada em Cristo deve ser considerada falsa e, portanto, rejeitada.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – 1 Ts 1.9; 1 Jo 5.21 Deus deseja que os homens deixem a idolatria

 

Terça – At 17.16 Em sua religiosidade, os homens buscam falsos deuses

 

Quarta – Jo 14.3 Ensinos de demônios

 

Quinta – Cl 2.8; 2 Co 11.3 Uma velha heresia com nova roupagem

 

Sexta – Jo 14.6; 8.32 Jesus, a única verdade pela qual vale a pena viver

 

Sábado: – Jo 14.7 Jesus é a revelação especial de Deus

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

João 14.4-6

 

4 – Mesmo vós sabeis para onde vou e conheceis o caminho.

 

5 – Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho?

 

6 – Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim

 

Hinos Sugeridos: 15, 409, 429 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

1- INTRODUÇÃO

 

Apresente lição mostrará que qualquer espiritualidade que não tenha Cristo como o centro é pagã e anticristã. É muito importante estar alerta nos dias atuais. A influência da espiritualidade oriental tem crescido muito por meio de movimentos que buscam nova roupagem para crenças claramente pagãs. Por isso, o primeiro tópico falará a respeito do fenômeno religioso desse movimento, o segundo tópico trabalhará a espiritualidade como necessidade de expressão do homem, o terceiro tópico abordará o fundamento da espiritualidade holística e, finalmente, o quarto tópico trará a exposição da Bíblia contra a espiritualidade holística.

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Conceituar o fenômeno religioso da espiritualidade holística;

II) Explicar a espiritualidade humana e sua necessidade de expressão;

III) Expor o fundamento da espiritualidade holística;

IV) Mostrar a contrariedade bíblica a respeito da espiritualidade holística.

 

B) Motivação: As palavras “espiritualidade” e “transcendência” aparecem de modo geral na mídia. É muito comum falarem que cada pessoa tem a sua espiritualidade. Por trás dessa aparente atitude inofensiva, a cada dia aparecem antigas práticas pagãs travestidas de espiritualidade contemporânea. Você já deve ter ouvido falar de ioga, cristais como canais de energia etc. Tudo isso tem uma proposta de nova religião que a presente lição aborda.

C) Sugestão de Método: Você pode fazer uma pesquisa por meio de obras apologéticas que tratam de religiões orientais. Sugerimos o livro “Guia de Seitas e Religiões”, editado pela CPAD. Com base nele, destaque as principais religiões orientais e seus ensinos, tais como o Hinduísmo, Budismo e o Confucionismo. Comente com a classe acerca desses movimentos para contextualizar a presente lição.

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

  1. A) Aplicação: Nós temos o maior fundamento da verdadeira espiritualidade: Jesus Cristo. Ele é o motivo da nossa devoção. Em Cristo, podemos preencher o desejo do sagrado, a sede da verdadeira vida espiritual.

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “A visão de Deus das religiões orientais” é uma reflexão que expande o segundo tópico a respeito do misticismo oriental e do antigo paganismo;

2) O texto “A Necessidade da Expiação”, aprofunda o quarto tópico, trazendo uma perspectiva da necessidade de um salvador pessoal na fé cristã.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

 

Nesta lição veremos que uma nova forma de espiritualidade, o holismo, passou a ganhar espaço na sociedade. Fundamentada em princípios extraídos das religiões orientais, essa nova forma de religiosidade tem conseguido adesão de proeminentes líderes mundiais. E está também flertando com muitos segmentos do cristianismo. Muitos cristãos têm se deixado seduzir pelo seu discurso globalista e pluralista, e, sobretudo, espiritualista. Contudo, esquecem que o centro do Cristianismo, a Cruz de Cristo, é negado. Em lugar desta ergueu-se o altar a “mãe-natureza”, a “mãe-terra” e a todas as “forças fluídicas” que povoam o universo. É, portanto, mais uma sutileza do Diabo que faz parte dos dias finais.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Definição Básica

O holismo é a contenção de que há alguns todos que são mais do que a soma de suas porções componentes. Uma das aplicações desse princípio aplica-se ao chamado organicisnío, o qual assevera que alguns sistemas que não são organismos literais são, não obstante, muito similares a organismos, cujas porções constitutivas só podem ser entendidas em relação às suas funções, dentro do todo completo. Se falarmos sobre o holismo na natureza, então o termo holismo significará que a natureza tende por sintetizar unidades para que formem todos organizados.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 3. 11 ed. 2013. pag. 149.

 

 

Nas últimas décadas, o Ocidente passou por mudanças culturais profundas. Isso é claramente percebido nas artes, na literatura, na política e na religião. Formas de pensar, agir e crer normalmente aceitas foram abandonadas e substituídas por outras. O paradigma cientificista, que durante séculos moldou a cultura ocidental, analisando e explicando os fenômenos existentes a partir de dados empíricos e leis fixas do universo, deixou de ser a única forma aceita e confiável de explicar a realidade. Uma nova forma de pensar e explicar o mundo das coisas apareceu — o holismo.

O holismo basicamente diz que tudo na natureza e no universo estão interligados e que cada parte faz parte de um todo muito maior.

Exatamente como demonstrou o filme Avatar, a humanidade faz parte da natureza, que por sua vez faz parte do universo, que por sua vez faz parte de uma realidade espiritual maior.

Com o fim da Idade Média e o começo da Idade Moderna, o mundo ocidental experimentou grandes mudanças culturais. Com o francês René Descartes, surgiu o Racionalismo. Isso significa dizer que a razão humana, e não a revelação, passou a ser a fonte segura na obtenção do conhecimento.

Por outro lado, o Iluminismo, também conhecido como Cientificismo, movimento cultural alemão, além da razão como fonte de autoridade, deu grande ênfase ao método científico na obtenção do conhecimento. Com as descobertas das leis da física por Isaac Newton, nada que não pudesse ser explicado pelas leis da ciência poderia ser aceito como verdade. O universo passou a ser entendido como uma máquina. Esse modelo também foi conhecido como Mecanicista. Nesse contexto, as verdades religiosas, por serem reveladas, contudo, desprovidas de provas científicas, deveriam ser abandonadas.

Essa nova forma de pensar teve enorme influência no mundo religioso, principalmente no cristianismo, tanto de vertente católica como protestante.

O que se viu surgir a partir desse ponto foi uma fé cristã secularizada que, embora teísta, isto é, que dizia acreditar em Deus, passou a negar a existência de milagres e outros fenômenos de natureza sobrenatural. Isso porque não havia outra realidade além daquelas que as leis científicas podiam provar. Foi nesse contexto que surgiu o liberalismo teológico alemão, que procurou desmistificar o Novo Testamento, negando a existência de milagres, de demônios, de curas, etc. Em outras palavras, não tendo mais verdades reveladas, não havia motivo para defender aquilo que a Bíblia mostrava como sendo intervenção sobrenatural de Deus.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Palavra-Chave: ESPIRITUALIDADE

 

 

I – O FENÔMENO RELIGIOSO

 

 

1- A busca do sagrado.

 

Jesus sabia das necessidades mais profundas do ser humano e por isso disse ser Ele o caminho que leva o homem até Deus: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Nosso Senhor via o homem como um ser espiritual que carecia de Deus. A busca do sagrado é, portanto, uma necessidade humana. Da mesma forma, o apóstolo Paulo, quando se encontrava em Atenas, capital da Grécia, e ao observar o comportamento religioso dos atenienses, disse: “Senhores atenienses! Percebo que em tudo vocês são bastante religiosos” (At 17.22 – NAA). O fenômeno religioso está presente na raça humana como um todo. Assim como Davi, há um anseio de Deus na alma de cada pessoa: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!” (SI 42.1).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Palavras e Definições

A palavra portuguesa religião vem do latim, religare, «religar», «atar». A aplicação básica dessa palavra é a ideia de que certos poderes sobrenaturais podem exercer autoridade sobre os homens, exigindo que eles façam certas coisas e evitem outras, forçando-os a cumprir ritos, sustentar crenças e seguir algum curso específico de ação. Em um sentido secundário, a denominação religiosa de alguém também exerce tais poderes. Precisamos respeitar as atitudes e as regras da comunidade religiosa a que pertencemos, se queremos fazer parte da mesma. E, como é natural, também estamos obrigados por consciência, visto que o homem, por natureza, é um ser religioso. O homem tem forças, dentro de si, que o forçam a assumir e a seguir certas ideias religiosas e éticas, embora ele não as compreenda bem, levando-o a pôr em ação essas imposições. Em tudo isso, não podemos olvidar o poder mandatório do Espírito de Deus, o que assegura que nenhum ser humano consegue escapar de sua própria consciência religiosa. Ver João 14:26.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 5. 11 ed. 2013. pag. 637-638.

 

 

«…acentuadamente religiosos…» A palavra «…religiosos…» também pode ser traduzida por «piedosos» ou «devotos», mas não por «supersticiosos», conforme diz erradamente a tradução inglesa KJ, com a qual concorda a tradução portuguesa AC..

A palavra aqui empregada pode realmente significar ou «supersticioso» ou religioso, porquanto é um termo grego usado em ambos os sentidos. Porém, a ideia de religiosidade é que melhor se adapta ao contexto, com o que a maioria dos intérpretes concorda. Além disso, desde os tempos mais antigos, os atenienses tinham uma tremenda reputação de devoção religiosa. Nikias, um general ateniense, modificou a ordem de uma batalha por causa de um eclipse lunar, que ele pensava ser alguma espécie de sinal enviado pelos deuses. As narrativas sobre as muitas guerras gregas demonstram quão frequentemente generais e soldados dependiam dos oráculos ou outros símbolos religiosos para agirem. Esse espírito de religiosidade, é claro, penetrou em todos os níveis da sociedade.

«Não é aqui nem lançada e nem mesmo subentendida qualquer acusação: mas a excessiva veneração deles, dos atenienses, pelas coisas religiosas é exposta como um fato. E Paulo, com uma habilidade admirável, enxerta essa realidade nas provas de que apresentava não algum novo deus, mas antes, procurava iluminá-los com referência ao objeto de adoração acerca do qual confessadamente se encontravam em trevas». (Alford, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 3. pag. 370.

 

 

Paulo começou seu discurso com um elogio: …Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos (17.22). Segundo Howard Marshall, o discurso de Paulo pode ser dividido de várias maneiras. Após uma introdução que visava atrair a atenção do auditório e declarar o tema (17.22,23), a porção principal se organiza em três partes: a) Deus é Senhor do mundo; não precisa de templo nem de ritual cúltico humano (17.24,25); b) o homem é a criação de Deus; precisa de Deus (17.26,27); c) há relacionamento entre Deus e o homem; a idolatria, portanto, é estultícia (17.28,29). Segue-se uma conclusão que conclama os homens a abandonarem suas ideias ignorantes de Deus e a se arrependerem (17.30,31).

LOPES. Hernandes Dias. Atos. A ação do Espírito Santo na vida da igreja. Editora Hagnos. pag. 349.

 

 

2- Deus e os deuses.

 

Que há na humanidade uma necessidade de possuir um objeto de adoração é uma verdade inconteste. É um fenômeno presente em todas as culturas. Contudo, por não conhecer o Deus verdadeiro, que se revelou nas páginas da Bíblia e de forma especial na pessoa bendita de Jesus Cristo (2Co 5.19; Jo 3-16,17), o homem acaba por buscar e adorar os deuses falsos (1Ts 1.9; 1Jo 5.21). Por exemplo, o apóstolo percebeu isso em Atenas: “E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” (At 17.16). É justamente nessa carência espiritual de preencher o anseio mais profundo da alma, que a humanidade é enganada pelo Diabo.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Definições e Caracterização Geral

Essa palavra vem do grego, eldolon, «ídolo», e latreuein, «adorar». Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição, etc., que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos. Nesse sentido mais amplo, todos os homens, com bastante frequência, se não mesmo continua mente, são idólatras. Naturalmente, essa condição surge em muitos graus; e um dos principais propósitos da fé religiosa e do desenvolvimento espiritual é livrar-nos totalmente de todas as formas de idolatria. Paulo, em Colossenses 3:5, ensina-nos que a cobiça é uma forma de idolatria. Isso posto, qualquer desejo ardente, que faça sombra ao amor a Deus, envolve alguma idolatria.

«A idolatria consiste na adoração a algum falso deus, ou a prestação de honras divinas ao mesmo. Esse deus falso pode ser representado por algum objeto ou imagem. Esse termo usualmente inclui a ideia da dendrolatria, da litolatria, da necrolatria, da pirolatria e da zoolatria… O estado mental dos idólatras é radicalmente incompatível com a fé monoteísta. A idolatria é má porque seus devotos, em ve?, de depositarem sua confiança em Deus, depositam-na em algum objeto, de onde não pode provir o bem desejado; e, em vez de se submeterem a Deus, em algum sentido submetem-se às perversões de valor representadas por aquela imagem».

Na idolatria há certos elementos da criação que usurpam a posição que cabe somente a Deus. Podemos fazer da autoglorificação um Ídolo, como também das honrarias, do dinheiro, das altas posições sociais. Praticamente, tudo quanto se torne excessivamente importante em nossa vida pode tornar-se um ídolo para nós. A idolatria não requer a existência de qualquer objeto físico. Se alguém adora a um deus falso, sem transformar em deus a alguma imagem, ainda assim é culpado de idolatria, porquanto fez de um conceito uma falsa divindade.

Uma Rua de Mão Dupla de Trânsito. A antropologia tem mostrado amplamente que as religiões dos povos geralmente começam na idolatria, e então progridem para uma forma de fé mais pura, que finalmente, rejeita os tipos primitivos de conceitos que requeiram a presença de algum Ídolo. Quando a fé de um povo vai-se tornando mais intelectual e espiritual, menor se vai tornando a necessidade de crassas representações materiais. Por outro lado, algumas vezes a idolatria resulta da degeneração de uma fé anteriormente superior. Vemos isso no Novo Testamento, em vários lugares, no tocante a Israel, a certas alturas de sua história. Ê admirável como a crueza domina essa questão. Em muitos lugares dó’ mundo, da índia à Sibéria, da Melanésia às Américas, simples toras de madeira têm sido erigidas em memória de pessoas amadas ou de heróis já falecidos; e, então, essa tora de madeira ou pedra torna-se um objeto de adoração, porquanto muitos supõem que o espirito da pessoa retorna para residir ali. Um culto religioso então desenvolve-se, quando tal imagem é alvo de preces e oferendas, a fim de aplacar aquele suposto espirito. Na Escandinávia e nos países germânicos, os arqueólogos têm encontrado pedras e toras de madeira escavadas, com propósitos religiosos.

A Vasta Extensão da Idolatria. Nosso artigo chamado Deuses Falsos apresenta um sumário do que se sabe acerca dos deuses falsos que têm sido adorados pelos homens; e a lista é tão extensa que chega a admirar. O panteão mesopotâmico compunha-se de mais de mil e quinhentos deuses. Os mais conhecidos dentre eles eram Samás, Marduque, Sin e Istar, a qual era a deusa do amor carnal. Nabu era o patrono da ciência e da erudição. Nergal era o deus da guerra e da caça. Quase todas as atividades e aspirações dos homens têm sido representadas por alguma prática idólatra.

Natureza Corrompida da Idolatria. Toda idolatria é corrupta. Paulo supunha que os ídolos representam forças demoníacas. Ver I Cor. 10:20. A religião dos cananeus era repleta de corrupções morais, que ameaçavam continuamente a Israel. Havia todos os tipos de abusos sexuais, como a prostituição sagrada, associados aos cultos de fertilidade, nos quais Baal e Astarte eram adorados, sem falarmos em cultos onde havia orgias de bebidas alcoólicas. Também havia o sacrifício de infantes na fogueira. A radicalidade dessa forma de idolatria foi a razão por detrás do mandamento da eliminação de toda forma de idolatria, com a destruição das imagens, colunas e estátuas, e com a destruição dos lugares altos, onde esses ritos eram efetuados. (Ver Deu. 7:1-5; 12:2,3).

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 3. 11 ed. 2013. pag. 206-207.

 

 

Porque a idolatria é condenada na Bíblia. A idolatria é vigorosamente condenada, tanto no AT quanto no NT, porque avilta tanto a Deus como ao homem. A idolatria nega a existência do Deus verdadeiro que criou o mundo e a humanidade, e cuja glória não pode ser adequadamente apreendida em forma tangível. E absurdo que uma pessoa possa entalhar um ídolo com suas próprias mãos e então temer aquilo que ela mesma fez.

Algumas religiões afirmam que uma imagem é um instrumento de auxílio para a adoração, e não objeto de adoração. O perigo de um raciocínio como esse é que duas pessoas podem ter uma ideia diferente do que a imagem significa. Uma delas pode entender essa imagem como uma representação, sem valor e poder em si mesma, mas outra pode considerá-la como a morada do deus e pleno de poder e, assim, passará a adorar essa imagem. Uma representação visível da divindade tende a restringir uma concepção pessoal de Deus, pois a pessoa baseará seu conceito de Deus, quer consciente, quer inconscientemente, na imagem ou na representação. Por fim, o homem se toma igual àquilo que adora (Os 9.10). Se o seu deus é frio e sem vida, esse deus não pode dar ao homem esperança e conforto reais. Apenas o Deus vivo e verdadeiro pode cumprir a esperança da vida eterna.

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 3. pag. 176-177.

 

 

«…seu espirito se revoltava…» Isso sucedeu por motivo da idolatria ateniense que era um fenômeno generalizado ao extremo. Paulo se sentia revoltado. A palavra assim traduzida se deriva de um verbo que significa «afiar», ״estimular», «irritar». O apóstolo se sentia agitado no íntimo por ver a grande extensão da idolatria ateniense. Pausânias diz-nos que a cidade de Atenas contava com mais imagens de escultura do que todas as demais cidades gregas, juntamente consideradas (em Attic, xvii.24). Plínio asseverou que, ao tempo de Nero, Atenas estava ornamentada por mais de trinta mil estátuas públicas, além de imensa multidão de esculturas particulares, nas casas dos cidadãos. Petrônio disse que era mais fácil encontrar um deus em Atenas do que um homem. (Ver Sat. xvii). Cada templo, cada portão, cada pórtico, cada edifício, tinha suas divindades protetoras.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 3. pag. 362.

 

 

SINOPSE I

 

O fenômeno religioso está ancorado nas necessidades mais profundas do ser humano na busca pelo sagrado.

 

 

II – A ESPIRITUALIDADE HUMANA E SUA NECESSIDADE DE EXPRESSÃO

 

 

1- O antigo paganismo.

 

Como vimos, o ser humano é religioso por natureza e tem a necessidade de expressar sua espiritualidade. Essa espiritualidade, portanto, está presente em diferentes povos e culturas. Sem o conhecimento do Deus verdadeiro, um deus falso é adorado. A Adoração falsa está presente na antiga religião cananéia, que adorava Baal e Aserá como deuses principais (1 Rs 18.19); no antigo Egito, com seus muitos deuses (Êx 12.12); e na Babilônia que adorava Merodaque (Jr 50.2). A lista é extensa. Contudo, convém dizer que muda os nomes, a forma e a maneira como as entidades são adoradas, porém, em essência a espiritualidade pagã continua a mesma – culto e adoração aos deuses falsos.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

PAGÃO (PAGANISMO)

Essa palavra pode ser um simples sinônimo de Nações (vide). Porém, em um sentido mais restrito, o termo adquire reverberações religiosas e culturais depreciativas. Um dos usos da palavra é aquele que declara pagãos todos quantos não seguem as grandes fés monoteístas, o judaísmo, o islamismo e o cristianismo. Por outro lado, os judeus podem considerar pagãos aos seguidores de todas as outras religiões; e nisso serem secundados por islamitas e cristãos.

Segundo o uso cristão primitivo, um «pagão» era alguém envolvido na adoração idólatra. A raiz dessa palavra é latina, pagus, «país», de onde se derivou a ideia de algo cru e não-civilizado, em contraste com os citadinos sofisticados. Porém, modernamente, esse vocábulo quase sempre tem reflexos religiosos. Os cristãos antigos usavam o termo latino paganus, (interiorano), aludindo àqueles que se recusavam a converter-se ao cristianismo, e permaneciam em suas religiões idólatras, grega ou romana. Talvez o termo fosse usado a princípio, pelos cristãos, em um sentido religioso devido ao fato de que os habitantes das áreas rurais durante muito tempo estiveram infensos à mensagem do evangelho, pelo que foram deixados no «paganismo», ao passo que, nas cidades, o cristianismo obteve desde o começo fortes centros de expressão.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 5. 11 ed. 2013. pag. 10.

 

 

DEUSES FALSOS

A adoração aos mais variegados tipos de deuses imaginários, entre os pagãos, tem sido quase interminável. Essa atividade reflete tanto a insegurança quanto a perplexidade dos homens. Eles tentam proteger-se em um mundo ameaçador. Olham para fora de si mesmos e veem muitos mistérios, e dão títulos a alguns desses mistérios, chamando-os deuses. A alma humana sempre foi incuravelmente religiosa, e seus muitos deuses são uma tentativa para exprimir isso. Paulo admirou-se ao ver a extensão da idolatria de Atenas (Atos 17). O homem sempre se inclina para a pluralidade. O Deus único, tão elevado, tão distante, parece remoto demais para alguns. Portanto, é mais fácil personificar coisas próximas, conferindo-lhes qualidades divinas, porque essas coisas fornecem a proximidade que não se encontra em algum elevado conceito divino. O desenvolvimento da angelologia (ver sobre os Anjos) sem dúvida foi inspirado pelo mesmo impulso.

O desenvolvimento da doutrina dos santos, e então de ícones e ídolos a fim de relembrá-los, pelo menos em parte deveu-se à busca pela proximidade e pela comunhão. O Deus único da Bíblia e o único Mediador entre Deus e os homens (ver I Tim. 2:5) é o protesto bíblico contra a pluralidade. No entanto, no ministério dos anjos temos toda a pluralidade imaginária, contanto que não lhe confiramos posição divina. Os espiritas, por sua vez, buscam a pluralidade no contato com as inúmeras almas dos mortos. Uma parte da cristandade tem os seus santos, que satisfazem o impulso de poderes mais próximos, que possam ajudar os homens, e que seriam agentes de Deus com essa finalidade. Infelizmente, o impulso pela pluralidade com frequência é expresso na forma de idolatria, mesmo quando a teologia oficial de um grupo cristão negue a validade da mesma.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 2. 11 ed. 2013. pag. 112.

 

 

Divindades falsas.

Os termos bíblicos são geralmente usados significando deuses, divindades, objetos de adoração, às vezes indicando o verdadeiro Deus, e às vezes significando as falsas divindades do paganismo. Tratados acadêmicos de antropologia cultural geralmente mostram a forte influência da teoria da evolução humana, defendendo que a diferença entre “a verdadeira” e a “falsa” religião é de grau ao invés de tipo, e que há uma continuidade básica entre a idolatria do paganismo primitivo e o monoteísmo ético dos grandes profetas do AT, dos apóstolos e de Cristo do NT. Contra esta ideia, as Escrituras ensinam que a religião original da humanidade era o monoteísmo e que a crença e adoração de deuses, como distinguidas da adoração do verdadeiro Deus, devem ser tidas como uma corrupção do monoteísmo primitivo que aparece no início do AT.

De fato, as informações reais descobertas campo de pesquisa na antropologia tendem a confirmar o conceito bíblico. Várias tribos “primitivas” reconhecem a realidade e o poder de um Deus supremo que criou o Universo, mas eles não o adoram. Também foi mostrado que a mais antiga religião conhecida na China era monoteísta, a adoração a Shang Ti, o dominador supremo, que é muito mais antigo que qualquer religião histórica da China. O apóstolo Paulo resumiu o processo declinante pelo qual a crença em um verdadeiro Deus, conhecido, mas não adorado, agradecido ou servido, deteriorou-se para as formas mais degradadas de politeísmo e idolatria (Rm 1.18-25).

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 2. pag. 130.

 

 

2- O misticismo oriental.

 

Nas duas últimas décadas o Ocidente tem sido invadido pela espiritualidade holística. O holismo está na moda e faz parte do culto da elite cultural. Está nas Universidades; nos cinemas, com filmes de sucesso; nos livros de autoajuda, que inclusive foram best-sellers; e até mesmo nos currículos escolares. Na verdade, o holismo, ou espiritualidade holística, ou ainda, visão sistêmica da vida, nada mais é do que antigas crenças e práticas orientais redivivas ou recicladas. É uma mistura de crenças orientais do hinduísmo, budismo e taoísmo. Tudo numa panela só. É a operação do erro querendo enganar os incautos (Rm 16.18). Não há dúvidas que são ensinos de demônios (1Tm 4.1).

 

 

COMENTÁRIO

 

HINDUÍSMO

O hinduísmo é a maior religião do mundo. Não tem fundador, nem credo ou doutrina única.

O principal objetivo do hinduísmo é libertar-se do mundo material para unir-se com a realidade final.

Os antigos hindus acreditavam na reencarnação, no politeísmo e na essência da unidade espiritual da humanidade.

Os Vedas são as mais importantes escrituras hindus e foram compostos p o r um período que estendeu-se por mais de mil anos, o qual começou em 1400 a.C.

Os três deuses hindus mais importantes são Brama, Vishnu e Shiva. Os sacerdotes de Brama são os brâmanes, que galgaram até o topo da ordem religiosa e social, assim como estabeleceram o sistema hindu de castas.

A filosofia do Vedanta, que se tornou a força motriz do hinduísmo, surgiu do Upanixade, o último dos Vedas. Essa escola de pensamento ensina que o único caminho para a alma individual se unir à Alma Universal é por meio da reencarnação e do carma.

Mocsa ocorre quando a alma individual finalmente se une à Alma Universal. Há três caminhos para alcançar a mocsa: o caminho da atividade, o caminho do conhecimento e o caminho da devoção.

Compreender as crenças do hinduísmo pode ajudá-lo a compreender muito sobre outras religiões e sistemas de crenças do mundo.

 

BUDISMO

O budismo iniciou-se no século VI, quando Sidarta Gautama abandonou seu estilo de vida no palácio, isolado e extravagante, e foi confrontado com as realidades duras da vida real. Por muitos anos, ele teve uma existência austera, mas também não encontrou satisfação nisso.

O grande despertar de Sidarta Gautama trouxe a compreensão de que há o caminho do meio, entre os extremos da autonegação e da auto-indulgência. Com essa verdade, ele tornou-se o iluminado e, a partir daquele momento, passou a ser chamado de Buda.

Os budistas seguem as Quatro Verdades Nobres que foram articuladas por Buda, reconhecendo que a vida resume-se ao sofrimento ocasionado por nossa própria ganância e anseios. O sofrimento pode ser sobrepujado.

Ao seguir o Caminho Nobre Octuplo, a pessoa pode transcender a ganância e alcançar o estado de nirvana, que é a realização da verdade e da compreensão final.

O budismo acredita na reencarnação. Após a morte, existe o renascer contínuo. Idealmente, em cada reencarnação você alcança um nível mais alto de compreensão até que finalmente possa alcançar o nirvana.

O budismo envolve uma dedicação intensa à prática da meditação. Ao passo que a oração em outras religiões é uma busca para trazer Deus à humanidade, a meditação dos budistas é uma busca para encontrar a natureza espiritual no interior do indivíduo.

 

Confúcio foi o fundador de um sistema de pensamento que enfatiza o comportamento moral e virtuoso.

O confucionismo valoriza o relacionamento marido/mulher, pais/filhos, entre os irmãos e os amigos, assim como do governo com seus cidadãos. Nesses relacionamentos, as pessoas devem demonstrar amor, lealdade, educação, honestidade e decência.

O taoísmo reverencia e adora o poder e a força energética da natureza.

Embora o confucionismo enfatize a importância das relações comunitárias, o taoísmo foca a significância do indivíduo. Toda pessoa é parte da natureza, portanto cada pessoa experimenta o Tao. O artifício é controlar e aproveitar o Tao para extrair o máximo de vantagens dele (e as técnicas de movimento do tai chi são utilizadas para esse propósito).

O xintoísmo foca o aqui e agora. Como não existe nenhuma crença em particular na vida após a morte, o mundo presente torna-se a ênfase primária dessa religião.

Os deuses (kami) do xintoísmo estão em toda a natureza. As práticas rituais de adoração a esses deuses são mais importantes do que a crença real neles.

Bickel., Bruce; Jantz. Stan,; Guia de Seitas e Religiões. Editora CPAD. 4 Impressão 2011. pag. 221; 227; 253.

 

 

Hinduísmo

O Hinduísmo hoje não é mais o mesmo de cinco mil anos atrás. Em todos esses séculos de história religiosa da Índia, essa religião se modificou muito. Ela procura ser uma síntese das diversas ideias e correntes religiosas em circulação no país, representadas por centenas de grupos culturais, sociais e tribais distintos. O termo hindu não é originário da índia. É o nome persa dado ao rio Indo. O iogue Ramacharaka faz a seguinte observação: “As diversas seitas hindus, embora praticamente sejam religiões distintas, na verdade consideram-se apenas seitas ou divisões de uma mesma “religião eterna” da índia. Obviamente cada uma se apresenta como a melhor delas, e o melhor veículo de expressão e interpretação da crença”.

Livros Sagrados

Os escritos sagrados do Hinduísmo foram compilados durante centenas de anos, iniciando-se com a transcrição da tradição oral, por volta da segunda metade do segundo milênio antes de Cristo. Esses escritos são conhecidos como Vedas (“sabedoria” ou “conhecimento”). A parte final dos Vedas constitui os Upanixades, uma síntese dos ensinamentos vé-dicos. Entre as teses apresentadas pelos Upanixades estão o panteísmo, a punição pelo karma e a reencarnação. Talvez a parte mais conhecida dos Vedas seja o épico hindu Bhagavad-Gitay que narra a história de um príncipe guerreiro de nome Arjuna e seu cocheiro Krishna, que na verdade era a encar-nação do deus hindu Vishnu, sob disfarce. O Gita foi escrito em 200 a.C. e subsequentemente sofreu modificações até o ano 200 de nossa era.

Para termos um exemplo do pluralismo (ou da natureza contraditória) dessa religião, basta compararmos o deus mostrado no Gita com o da literatura védica anterior. O deus descrito no Gita é um ser pessoal, o que dá até uma impressão de monoteísmo (a crença de que existe um só Deus pessoal, distinto da criação).

Contudo, ao lermos as primeiras partes dos Vedas, vemos que esse deus é apresentado como um ser claramente panteísta (a crença de que tudo que existe, de alguma forma, é divino), ou talvez monista (tudo que existe é um, se é que existe alguma divindade). O fundador do Hare Krishna adotou as características do Gita, e por isso essa seita hoje tem um conceito de deus mais monoteísta do que panteísta.

O Hinduísmo na Atualidade

As centenas de seitas hindus podem ser divididas em três grupos básicos.

Primeiro, há os monistas abstratos, que acentuam a unidade filosófica do universo, em vez de idéias teístas e religiosas. Em segundo lugar, temos os vishnuítas, que adoram de maneiras as mais variadas o deus Vishnu (em suas diversas manifestações), considerando-o a suprema forma de divindade. O terceiro grupo é o dos shivaítas, que adoram o deus Shiva, considerado por eles como a mais elevada manifestação divina. A Meditação Transcendental, com sua ênfase na concentração filosófica, situa-se no grupo monista. Os hare krishnas creem que o deus supremo é Krishna, também conhecido como Vishnu. Portanto identificam-se com o grupo vishnuíta. Os seguidores de Rajneesh diferem dos dois pelo fato de serem filosoficamente agnósticos, mas na prática são hinduístas. Eles não têm o menor acanhamento em modificar o hinduísmo para adaptá-lo às suas interpretações pessoais, principalmente na área da moralidade.

O professor Ninan Smart, especialista em religiões, comenta os problemas existentes nas diversas divisões do Hinduísmo contemporâneo. Diz ele:

“E para concluirmos, podemos perguntar: Qual é a essência do Hinduísmo? É uma questão complexa. Existem hindus ortodoxos que negam a existência de Deus.

Existem outros que, embora não a neguem, relegam Deus a um segundo plano, uma espécie de fase secundária ou ilusória do Absoluto. Então, em meio a tal variedade de pontos de vista teológicos, o que resta que possa ser considerado crença hinduísta? Só as doutrinas da reencarnação e da alma eterna. Há três milênios o pensamento hinduísta vem sendo dominado pela ideia de que o mundo é um lugar onde o espírito imoral que habita no interior do homem acha-se preso a um interminável ciclo de reencarnações. Além disso, o subcontinente possui um sistema social bastante denso que, há muito tempo, vem dando forma à prática religiosa que hoje existe neto.

Crenças Hindus

Deus. O Hinduísmo não comporta apenas uma ideia acerca de Deus. Seus conceitos de divindade podem abranger: monismo (tudo que existe é feito de uma só substância); panteísmo (tudo que existe é divino); panenteísmo (Deus está na criação como a alma está no corpo); animismo (Deus ou deuses vivem em objetos, como pedras, árvores, animais, etc.); politeísmo (existem muitos deuses); henoteísmo (existem muitos deuses, mas adoramos apenas um) e monoteísmo (existe apenas um Deus).

Karma e Samsara. Uma ideia fundamental na crença hinduísta é a de que todas as almas são eternas e responsáveis pelos atos que praticam. O Karma é o débito que pesa sobre nós devido aos pecados que cometemos e que precisam ser expiados (por meio dos vários sistemas hindus), para que o indivíduo possa libertar-se do samsara ou reencarnação (a alma habita sucessivamente diversos corpos humanos) ou trans migração (a alma habita sucessivos corpos: humanos, de animais ou mesmo plantas e objetos inanimados).

Salvação. Os três principais caminhos para a “salvação” no Hinduísmo são:

Karma marga (método), o caminho da ação altruística; bhakti marga, o caminho da devoção; ejnana marga, o caminho do conhecimento ou da revelação mística. Pela jnana marga, o indivíduo alcança a auto-realização através de uma consciência intuitiva e iluminação mística. Na bhakti marga, atinge-se a auto-realização através de sacrifícios e disciplina ritualística.

Martin., Walter,. O Império Das Seitas. Editora Betânia. pag. 39-41.

 

 

SINOPSE II

 

O antigo paganismo e o misticismo oriental revela a necessidade da expressão da espiritualidade humana

 

 

AUXÍLIO APOLOGÉTICO

A VISÃO DE DEUS DAS RELIGIÕES ORIENTAIS

 

“Todas as religiões que examinamos até este ponto [Islamismo, Judaísmo, Mormonismo], ou, pelo menos; achamos que assim fizemos, envolviam submissão a um deus ou alguma outra forma de divindade. Baseadas na reverência ou na prestação. de contas ao ser divino, essas religiões promovem um código de conduta (o ‘que fazer ou não fazer’ da religião. As religiões [orientais] neste capítulo [Hinduísmo, Budismo, Xintoísmo], porém, fogem desse padrão. Se há um Deus, não é tão importante para essas religiões, assim como elas não impõem regras de comportamento de acordo com qualquer divindade. Mas não chegue à conclusão precipitada de que essas religiões abrem uma brecha para o estilo de vida desenfreado e imoderado. […] Embora um deus desempenhe um papel menor, ou até mesmo nenhum, em todas essas religiões, elas dizem respeito à ética, à moralidade e ao respeito. Essas religiões ensinam responsabilidade pessoal em um contexto que parece muito mais social do que religioso” (BICKEL, Bruce; JANTZ, Stan. Guia de Seitas e Religiões: Uma Visão Panorâmica. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.231-32).

 

 

III – O FUNDAMENTO DA ESPIRITUALIDADE HOLÍSTICA

 

 

1- Não há um Deus pessoal.

 

Grosso modo, a espiritualidade holística diz que tudo é deus. Tudo no universo estaria interligado. Assim o divino, o homem e a natureza são uma coisa só. Portanto, é uma espiritualidade panteísta. Não há um Deus pessoal que se revelou na Bíblia nem tampouco um Salvador pessoal, Jesus Cristo. O “deus” deles não passa uma energia impessoal que está no universo. Ainda para os adeptos dessa crença, Jesus, Alá, Javé, Buda, Xiva ou um Xamã são nomes diferentes para uma mesma entidade – a força cósmica que habita o universo. Uma velha heresia com um novo formato e com uma nova roupagem (Cl 2.8; 2 Co 11.3).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Alertar os cristãos sobre o perigo das heresias (2.8-23).

Paulo escreve para prevenir a Igreja sobre o perigo da heresia.

O misticismo sincrético, o legalismo e o ascetismo estavam sendo introduzidos na Igreja e pervertendo a sã doutrina.

Os falsos mestres diziam que apenas a fé em Cristo não era suficiente para a salvação. Essa heresia atacava a fé a partir de seus fundamentos. Ainda hoje, a suficiência da obra de Cristo e a das Escrituras é negada até mesmo em círculos chamados evangélicos.

A heresia de Colossos afetava seriamente tanto a doutrina como a ética cristã.46 A heresia sempre tem um poder mortal. Aonde ela chega, destrói a igreja. Que doutrinas foram atingidas pela heresia de Colossos?

  1. A doutrina da criação — Se Deus é espírito e eternamente bom, não poderia ter criado a matéria essencialmente má. Consequentemente, Deus não é o criador do mundo, diziam os gnósticos. As emanações de Deus é que criaram o mundo, segundo esses falsos mestres.
  2. A doutrina da encarnação de Cristo — Se a matéria é essencialmente má e Jesus Cristo é o Filho de Deus, então este não teve um corpo de carne e ossos, diziam esses hereges. Para os gnósticos, Jesus Cristo era uma espécie de fantasma espiritual. Eles chegavam a afirmar que, quando Jesus caminhava por uma praia, não deixava rastro na areia. Desta forma, os gnósticos negavam tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo.
  3. A doutrina da santificação – A teologia sempre desemboca na ética. Os que dizem: “Não me importo com o que você acredita, desde que viva corretamente” não raciocinam com lógica. As convicções determinam o comportamento.

Doutrinas erradas geram um modo de vida errado, afirma Warren Wiersbe. A heresia sempre leva à perversão. Os gnósticos diziam: Se a matéria é má, logo nosso corpo é mau. E se nosso corpo é mau, devemos adotar uma de duas atitudes: afligi-lo, caindo nas malhas do ascetismo, ou ignorá-lo, caindo na teia da licenciosidade.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses. A suprema grandeza de Cristo, o cabeça da Igreja. Editora Hagnos. pag. 28-29.

 

 

Segundo a tradição dos homens. Ele realça mais precisamente que tipo de filosofia ele reprova, e ao mesmo tempo a sentencia de vaidade num duplo aspecto – porque não é segundo Cristo, e sim segundo as inclinações dos homens;14 e porque consiste nos elementos do mundo. Observe-se, contudo, que ele põe Cristo em oposição aos elementos do mundo, em pé de igualdade com a tradição dos homens, pelo que ele notifica que tudo quanto é planejado no cérebro do homem não se harmoniza com Cristo, o qual nos foi designado pelo Pai como nosso único Mestre, para que nos mantenhamos na simplicidade de seu evangelho. Ora, aquele é corrompido mesmo por uma pequena porção do levedo das tradições humanas. Ele notifica ainda que são estranhas a Cristo todas as doutrinas que fazem o culto divino, que bem sabemos ser espiritual, segundo a norma de Cristo, consistir nos elementos do mundo,15 e também o que incita a mente dos homens com disputas e frivolidades, enquanto Cristo nos chama a irmos diretamente a ele.

Calvino. João,. Série de Comentários de Bíblicos. Colossenses. Editora Fiel. pag. 56.

 

 

«…Cuidado…» No grego temos «blepo», palavra comum que significa «ver», mas que também era usada para indicar «cuidado!» (ver Marc. 13:33; I Cor. 1:26; 10:18 e Col. 4:17). Portanto, devemos pensar na ideia de cautela aqui (ver Marc. 13:9 e Fil. 3:2). Paulo indicava que aqueles crentes deveriam exercer seu bom senso espiritual, a fim de evitarem as doutrinas falsas e prejudiciais, com tudo quanto degrada de Cristo e do seu evangelho.

«…enredar…» No grego é «sulagogeo», «levar como despojo», «roubar», «tomar cativo». Paulo via a questão como se os falsos mestres tomassem aqueles crentes como «presa». Os falsos mestres são pintados como bandidos, como indivíduos violentos, os quais atacavam ao reino de Deus e à igreja, levando como despojo aos membros da mesma, privando-os de seus direito s e privilégios em Cristo. Essa expressão é forte e m ostra a profundidade dos sentimentos de Paulo sobre a questão.

«…com sua filosofia…» Alguns intérpretes, desde tempos antigos, devido a passagens como esta ou como o primeiro capítulo da primeira epístola aos Coríntios, têm denunciado todas as formas de filosofia como coisas inúteis e prejudiciais. Tertuliano, o maior dos pais latinos da igreja, condenava a filosofia de toda a modalidade; e, sendo homem de considerável habilidade filosófica, usava argumentos filosóficos para combater a filosofia. Os filósofos o têm acusado disso, desde então. Taciano concordava com Tertuliano sobre essa questão. Mas Justino Mártir, que fora filósofo neoplatônico antes de sua conversão, afirmava que tal forma de filosofia na realidade o ajudara a vir ao cristianismo, como um mestre-escola, tal como da lei se esperava que fizesse outro tanto em favor dos judeus.

Após a sua conversão ele continuou se vestindo à moda dos filósofos, com uma toga, e se aproximava dos pagãos como mestre de filosofia, afirmando que isso honrava a Cristo e, na verdade, atraía para ele aos homens ninguém pode duvidar da vida santa desse antigo cristão, pois foi uiri dos maiores discípulos de Cristo. Clemente de Alexandria, além de outros pais alexandrinos da igreja, via algum valor nas ideias neoplatônicas, interpretando algumas das doutrinas cristãs à luz de certos raciocínios dessa escola filosófica. Asseverava corajosamente que um tipo elevado de filosofia, conforme ele pensava (sepo platonismo, era um dom de Deus aos gregos, pois o mesmo contribuiria para levá-los à piedade, servindo de mestre-escola para conduzir a mente grega aos pés de Cristo, tal como a lei mosaica visava conduzir a mentalidade judaica a Cristo. (Ver sua obra Miscelâneas, 1.5).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 116.

 

 

2- Não há uma verdade factual.

 

Se não há um Deus pessoal, não há também uma verdade factual. Não há uma verdade absoluta. Em vez disso, existem “verdades”. Cada um tem a sua. Dessa forma, não há como alguém dizer que está certo ou errado. A Expressão de Jesus Cristo: “Eu sou […] a verdade” (Jo 14.6) e “conhecereis a verdade” (Jo 8.32) não é considerada verdadeira para os adeptos da espiritualidade holística. Da mesma forma, as palavras de Paulo: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2Co 13.8) não fazem sentido. Assim, para essa nova religião a “verdade” está em todas as religiões, pois todas são igualmente formas válidas de se expressar a espiritualidade.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

VERDADE, CRISTO COMO

Ê a verdade, João 14:6. Quanto a este particular, poderíamos destacar os pontos seguintes:

Jesus é a verdade de Deus porque, na qualidade de “Logos” eterno (ver João 1:1), ele é a perfeita revelação de Deus e de sua verdade, e isso não meramente para os homens, mas também para todos os seres criados.

Jesus é, especialmente, a revelação de Deus aos homens, no que concerne à salvação deles. Sua própria pessoa representa realmente essa verdade, porque nele, segundo os eternos conselhos divinos (ver Efé. 1:15), ele sempre esteve unido a Deus Pai, e o plano da redenção dessa maneira se originou dele. Assim sendo, em sua encarnação, ele trouxe essa verdade da redenção aos homens. Em sua ascensão, ressurreição e glorificação, ele assegura aos remidos a mais plena participação em toda a sua glória e em sua natureza divina. Portanto, por esses motivos ele é a verdade metafísica do homem.

Jesus é a verdade do caminho pelo qual os homens devem retornar a Deus, porquanto ele é o exemplo supremo e o ilustrador desse caminho. Essa é a verdade envolvida em sua encarnação. Tudo quanto o homem precisa saber está contido em sua pessoa. Jesus é a verdade ética do homem.

Dessa maneira, em sua própria pessoa, Cristo Jesus combina tudo quanto os homens precisam saber, crer e ser, tanto no que diz respeito à natureza de Deus como no tocante à natureza e à posse da redenção e da glória etema.

Jesus é a verdade, em oposição à religião falsa, como o judaísmo desviado e obstinado. Ele é aquela verdade para a qual apontava a lei mosaica, e da qual o pacto do A.T. era apenas uma sombra pálida. Ele é a materialização da verdade espiritual, e não meramente um profeta de Deus ou uma representação parcial polêmica cristã contra os judeus incrédulos, que rejeitaram o seu próprio Messias. O autor sagrado queria que tais pessoas soubessem que tudo aquilo em que confiavam, como uma revelação da parte de Deus, nada significava à parte da pessoa de Jesus Cristo, posto ser ele a concretização de toda a verdade de Deus, ao passo que Moisés, a lei e os profetas meramente apontavam para Cristo.

Em sua própria essência, Cristo também é a verdade de Deus, porquanto ele mesmo é divino, e assim nos tem mostrado qual é a natureza de Deus ou a verdadeira forma de vida que ele possui, que ele está transmitindo aos homens através de Cristo. Essa é justamente a mensagem de um trecho como Col. 2:9, onde se lê: “…porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade…” Ou então do trecho de Col. 1:15: “Ele é a imagem do Deus invisível…” (ver II Ped. 1:4). (I LAN NTI)

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 6. 11 ed. 2013. pag. 596-597.

 

 

Aspectos da Verdade

Em uma definição satisfatória de verdade, como esta que foi apresentada acima, estão incluídos três aspectos e elementos da verdade.

Verdade ontológica ou metafísica. Esta expressa o supremo relacionamento da verdade e da natureza, bem como o relacionamento da verdade Teligiosa e moral em particular com o próprio caráter, vontade e pensamento de Deus. A verdade religiosa e moral é o que Deus é, e está de acordo com o seu caráter. A verdade científica e social é o que Deus deseja e está, também, em consistência com seu caráter. Deus é a verdade em sua própria pessoa (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16), e este fato é particularmente revelado em Jesus Cristo (Jo 1.14,17; 14.6). Sua Palavra revelada é a verdade (1 Es 17.24; Jo 17.17); sua lei moral é a verdade (Sl 119.142,151).

Verdade lógica. Dois extremos ocorrem:

(a) Alguns aplicam a lógica e negam a revelação.

Por exemplo, os (lógicos) positivistas enfatizam a expressão lógica significativa que seja empiricamente verificável, e negam a verdade metafísica e moral, dizendo que é ilógica e sem sentido, pois não pode ser cientificamente examinada como os fenómenos materiais.

O cristão responde que a verdade metafísica e moral chega ao homem através da revelação, e não pode ser conhecida de outra maneira senão a priori, já que ela forma a base principal do conhecimento e da própria existência.

Sua prova apoia-se sobre a evidência razoável que suporta a revelação. Ele mostra que o lógico positivista assume as proposições básicas na moralidade e da ética, e as utiliza sem exigir provas.

(b) Outros tentam aceitar a revelação, embora negando à lógica sua função própria. Os neo-ortodoxos falam da verdade de Deus como não limitada pelo tempo e pelo espaço.

O homem não possui categorias nas quais possa recepcionar essa verdade e, portanto, ela aparece nas formas de contradição, paradoxo e absurdo, nâo podendo, portanto, ser julgada pela lógica. O evangélico diz que o problema dos neo-ortodoxos vem da aceitação de uma filosofia imperfeita de tempo e espaço introduzida na teologia por Soren Kierkegaard, e de uma abordagem modernista da Bíblia Sagrada. Deus é racional e lógico e a Bíblia prova não estar cheia de paradoxos e contradições quando aceita, pela fé e da maneira como foi escrita, O Senhor forneceu evidências verossímeis da verdade e da infalibilidade de sua Palavra. Esta conclusão é o testemunho dos crentes dos dois Testamentos (Sl 108.4; Jo 20.30,31; 1 Jo 1.1-3).

Verdade factual, A verdade tem de condizer com os fatos da vida e da existência. Isto significa ter uma correspondência proposicional com a realidade. A verdade não pode satisfazer-se com universal idades e generalidades, por mais úteis que possam ser, nem com meras individualidades e particularidades, mas tem de condizer verticalmente com os fatos enquanto os organiza corretamente através do uso de universalidades.

PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. 2 Ed. 2007. pag. 1990.

 

 

A filosofia ocidental tem dado mais atenção à verdade como uma propriedade de afirmações do que ao sentido bíblico de verdade como atributo pessoal. Isso deu surgimento a uma ênfase na pesquisa objetiva e no realce ao assentimento, mais do que na total confiança pessoal; a principal exceção é Kierkegaard*. Como resultado dessa ênfase, a verdade é geralmente definida como a correspondência de uma ideia ao objeto, uma correlação positiva entre uma proposição e o estado de coisas ao qual se refere.

O Iluminismo* trouxe expectativas paracientíficas para a precisão e prova de todas as questões de conhecimento e verdade. Os idealistas* hegelianos* romperam com essa tradição, definindo a verdade como a coerência de um conceito dentro do conceito geral do ser. Do ponto de vista teísta*, contudo, em que a referência máxima da verdade está no conhecimento perfeito de Deus e em que Deus transcende à perfeição a criação, que ele conhece, uma espécie de teoria de correspondência parece mais apropriada. A ênfase bíblica na confiabilidade e fidelidade deveria ser ainda distinguida das expectativas do Iluminismo de precisão e realce pessoal.

A verdade como correspondência dá ênfase ã referência extramental e extralinguística daquilo que é pensado ou dito. Para possibilitar esse ponto de referência das verdades universais (distintas das particulares), os filósofos medievais falavam da verdade ontológica: a realidade objetiva dos arquétipos universais ideais, que se distinguem dos particulares que os exemplificam (ver Platonismo*). Assim, falar de justiça ou da natureza humana é se referir às suas formas ideais, como na filosofia grega, em vez de oferecer generalizações empíricas ou abstrações mentais. Os medievais, contudo, foram além dos gregos em localizar esses arquétipos universais na mente de Deus — referência teísta suprema da verdade.

Três sentidos de verdade daí resultam: 1) verdade moral ou pessoal; 2) verdade cognitiva ou proposicional; 3) verdade ontológica — o modo grego e medieval de dar às verdades universais um ponto de referência extramental.

Sinclair B. Ferguson, David F. Wright. Novo Dicionário De Teologia. Editora Hagnos. pag. 1187.

 

 

SINOPSE III

 

A ausência de um Deus pessoal e a ausência de uma verdade factual são os fundamentos da espiritualidade holística.

 

 

IV – A ESPIRITUALIDADE HOLÍSTICA EA BÍBLIA

 

 

1- O problema do pecado.

 

O holismo comete um erro crasso e fatal: esquece o problema central do homem, o pecado. Acredita que o cristianismo é uma religião superada e que, portanto, deve ser substituída por uma nova forma de expressão cultural e espiritual. Seus seguidores têm seus corações endurecidos pelo engano do pecado (Hb 3.13). É por intermédio do engano do pecado e da cegueira espiritual promovida pelo Diabo que cresce a cada dia o fascínio pelas novas espiritualidades. O holismo é, sem dúvida, a espiritualidade mais atraente que está na moda.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

a ameaça da incredulidade (3.13b). … a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. O pecado é enganoso, pois oferece prazer e dá desgosto; oferece liberdade e escraviza; oferece vida e mata. O pecado sempre levará mais longe do que você gostaria de ir; reterá mais tempo do que você gostaria de ficar; e custará um preço mais alto do que você gostaria de pagar. O pecado é um embuste, uma farsa.

Seu brilho é falso, suas ofertas são mentirosas, seu salário é a morte. O pecado tem a capacidade de calcificar o coração, anestesiar a consciência e destruir a vida. Neil Lightfoot corrobora essa ideia: “O pecado é enganoso por natureza. Atraente no exterior, é corrupto por dentro; parecendo sábio, cega os homens para a verdade; oferecendo promessas de ganhos, leva inexoravelmente à ruína”.

LOPES. Hernandes Dias. HEBREUS A Superioridade de Cristo. Editora Hagnos. 1 Ed. 2018.

 

 

«…endurecido…» O coração do homem pode tornar-se duro como pedra, sem vida, fora da possibilidade de arrependimento e de vida em Cristo.

(Comparar isso com o oitavo versículo, onde é comentada a questão da «dureza de coração»).

« …pelo engano do pecado…» O pecado é aqui personalizado, atribuindo -se ao mesmo a mesma tarefa noutros lugares atribuída a Satanás. O pecado é o arquienganador, pois Satanás, o Enganador, é extremamente pecaminoso.

A repetição de atos pecaminosos exerce um efeito debilitador. Certas formas de vida biológica inferior têm grande poder de adaptação ao calor.

Assim é que se forem postas em água fria, e esta for sendo paulatinamente aquecida, não sentirão qualquer desconforto, ainda que a água chegue a ferver. Assim acontecerá a uma rã. Esta morrerá devido à fervura, e ficará cozida, mas não se sentirá desconfortável, devido ao aquecimento gradual da água. Outro tanto sucede no caso do pecado. A consciência, embora a princípio chocada ante certas coisas, finalmente nem mais vê qualquer maldade nelas. O pecado, permitido na vida por muito tempo, finalmente transforma a vida a uma condição negativa, pervertida e sem consciência. A experiência humana demonstra amplamente esse princípio. O pecado furta o indivíduo da percepção que deveria ter acerca da seriedade do conflito entre o bem e o mal. E também furta Cristo de sua significação e caráter sem-par. Se um homem for derrotado pelo pecado, dirá para si mesmo: Por que Cristo não me livrou disso, se ele é mesmo tão poderoso? Não encontrando uma boa resposta para essa pergunta, tal indivíduo perderá a fé em Cristo como seu Salvador e Senhor.

O pecado já terá efetuado com eficácia seu trabalho de ludibrio.

«Cada ato de pecado confirma o hábito» (Matthew Henry, in loc.).

(Podemos comparar esta passagem com os trechos de Rom. 7:11 e II Tes. 2:10, onde há ideias similares às deste versículo).

«O pecado é aqui personificado como o Enganador (ver Rom. 7:11), que atrai para longe de Deus, oferecendo ‘prazeres’ (ver Heb. 9:25), ou persuadindo que a tolerância e. a ‘prorrogação’ subentendem a ausência do Deus Vivo» (Moulton, in loc.).

«Pouco a pouco, Satanás nos assedia astuciosamente, por meios indiretos, até que somos iludidos por seus ludíbrios. Então, uma vez cegos, entramos em rebeldia aberta». (Calvino, in loc.).

O poder de pecar e enganar e corromper consiste no fato de que «satisfaz» a alguma vantagem presente. É muito míope. Ignora o mundo eterno.

«…a essência do pecado é a apostasia contra Deus». (Moll, in loc,).

De que maneiras o pecado engana?

Oferece prazeres temporários e detailitadores, atrativos aos sentidos.

Faz grandes promessas a seus adeptos, como o sucesso e vantagens terrenas; mas não pode oferecer o que promete de modo duradouro (ver II Ped. 2:19 e ss.).

Amortece os «avisos» que predizem o desastre, Todas ás maçãs do diabo têm vermes.

Escraviza, mas faz seus adeptos pensarem que são verdadeiramente livres (ver Rom. 7; João 8:34).

Mata a reação espiritual, e pode até mesmo destruir totalmente a fé.

De que maneira o pecado endurece o homem?

Através da repetição, amortece a consciência no tocante à santidade e à necessidade de retidão.

Se não for julgado, o pecado leva o indivíduo a imaginar que não há julgamento e o resultado é a maior entrega ao pecado.

Dá a aparência de ser inofensivo.

Deixa o indivíduo embotado e intoxicado.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 510.

 

 

Além disso, chegará o momento quando Deus deixará de avisar o homem pecador. Quando esse momento chegar, o dia da graça se tornará dia de julgamento. Portanto, enquanto ainda há tempo, nós somos obrigados a encorajar um ao outro diariamente, para que ninguém caia na armadilha enganadora do pecado.

Finalmente, o autor observa que Satanás envia o pecado como um agente enganador, selecionando indivíduos aqui e ali, procurando levar os crentes para fora do caminho (Mt 13.22; Mc 4.19; Rm 7.11; 2Co 11.3; Ef 5.6; Cl 2.8; 2Ts 2.3,10; 2Pe 2.13). O pecado começa astutamente seduzindo o crente a trocar a verdade de Deus por uma mentira.

O pecado se apresenta como algo atrativo e desejável. Por causa de sua aparência – “Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co 11.14) – o pecado é um poder extremamente perigoso que confronta o crente.

Sempre ataca o indivíduo, assim como lobos atacam a ovelha que está sozinha.

O autor de Hebreus está totalmente ciente do poder enganador do pecado direcionado para os indivíduos. Por essa razão, ele enfatiza a necessidade de prestar atenção a cada pessoa na igreja; ele diz repetidamente “nenhum de vós” (Hb 3.12,13; 4.1).

O pecado é considerado um agente que endurece o coração do homem.

Observe que o verbo endurecer é apresentado na voz passiva:

“Para que nenhum de vós possa ser endurecido pelo engano do pecado”.

O endurecimento é demonstrado pela recusa a escutar a voz de Deus e um desejo determinado de agir ao contrário de tudo que é classificado como fé e fidelidade. Como um agente de Satanás, astuto e enganador, o pecado entra no coração do homem e causa o crescimento e desenvolvimento da descrença, que se torna evidente no endurecimento das artérias espirituais.

Simon J. Kistemaker. Comentário do Novo Testamento Hebreus. Editora Cultura Cristã. 1 Ed. 2003. pag. 138.

 

 

2- Um Salvador Pessoal.

 

Como foi mostrado, não há um Deus nem tampouco um Salvador pessoal na nova espiritualidade holística. O homem é seu próprio Deus. Ao ignorar a existência do pecado, e, consequentemente, a punição eterna, não veem a necessidade de um Salvador (1 Tm 4.10). Cristo é descartado (At 4.12). E ainda, ao entrarem em contato com espíritos enganadores (1 Co 10.20), que pensam ser forças cósmicas, entidades espirituais impessoais, sentem-se confortáveis nessa modalidade religiosa. Um engano que será fatal se não vierem ao arrependimento pela fé (At 2.38).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

E com toda a justiça que este versículo tem sido reputado como um dos versículos centrais, tanto do livro de Atos como de toda a mensagem cristã.

Suas mensagens principais são as seguintes:

1· Salvação — O alvo mesmo da existência humana consiste em desfrutar da salvação preparada por Deus para os homens. Os homens necessitam dessa salvação por serem criaturas decaídas no pecado, que por isso mesmo se têm afastado de Deus. No entanto, «salvação» é um termo muito lato, que, de forma geral, significa a volta da alma para Deus. A salvação inclui os seguintes elementos: a. A fé (ver Heb. 11:1); b. o arrependimento (o que é comentado nos trechos de Mat. 3:2 e 21:20); c. a conversão (exposta em João 3:3 e Atos 3:19); d. a regeneração (comentada em João 3:3); e. a santificação (comentada em I Tes. 4:3); f. a justificação (anotada em Rom. 5:1) e g. a glorificação (comentada em Rom. 8:29 e Efé. 1:23). Todos esses vocábulos revelam-nos alguma coisa acerca da salvação, seu modo, seu desenvolvimento e seu alvo. O perdão dos pecados é um produto da salvação, produto esse comentado nas notas sobre Atos 2:28. Porém, a salvação consiste muito mais do que o perdão de pecados e da mudança de endereço para o céu, embora, mui infelizmente, as igrejas evangélicas modernas tenham reduzido a salvação meramente a esses aspectos muito iniciais.

Pelo contrário, Deus está reconduzindo a alma de volta a si mesmo, até que ela venha a participar da própria natureza moral divina, que é perfeita (ver Mat. 5:48 e Gál. 5:22,23), bem como da natureza divina segundo ela se acha na pessoa de Jesus Cristo (ver II Ped. 1:4; Efé. 1:23 e 4:13). A salvação, pois, consiste essencialmente no que ocorre ao indivíduo, em sua total transformação conforme a imagem moral e metafísica do Senhor Jesus, em que 0 remido se vai fazendo, verdadeiramente, filho de Deus, tal como Cristo Jesus é o Filho de Deus. A salvação, por conseguinte, consiste naquilo em que o indivíduo se vai transformando, e não do lugar onde ele habita, embora isso também faça parte integrante do destino humano, obtido por meio do sangue de Cristo. (Quanto a outras notas expositivas sobre o tema da «salvação», ver Heb. 2:3. Quanto aos temas paralelos do «céu» e do «estado eterno», ver as notas relativas ao trecho de Apo. 21:3).

Exclusividade de Cristo, como Salvador —Jesus Cristo é o Logos eterno, o criador e o Salvador, mediante a sua missão em seu estado de encarnação. Cristo é uma figura cosmológica, isto é, revestida de significação para a criação inteira, que não deve ser encarada como um mero homem que surgiu no palco da história da humanidade.

Determinados aspectos da salvação humana resultam dessa sua missão terrena, ao passo que outros aspectos resultam de seu ministério celestial; porém, seja como for, Cristo é o Salvador universal dos homens, porquanto nenhuma criatura humana jamais poderá retornar a Deus, exceto por intermédio dele.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 2. pag. 95-96.

 

 

Não podemos ser salvos senão por Jesus Cristo e, se não formos salvos eternamente, estaremos eternamente arruinados: Em nenhum outro há salvação (v. 12). Visto que não há outro nome pelo qual corpos doentes sejam curados, assim não há outro nome pelo qual almas pecadoras sejam salvas. “Por Ele, e somente por Ele, recebendo e aceitando sua doutrina, é que todos nós receberemos a salvação. Não há outra religião no mundo, não como aquela entregue por Moisés, pela qual exista salvação para os que agora a receberem mediante esta pregação.” Assim entende o Dr. Hammond.

Observe aqui, em primeiro lugar, que nossa salvação é nossa prioridade. É o que deve estar mais perto do nosso coração. E nossa salvação da ira e da maldição e nossa restauração ao favor e bênção de Deus. Em segundo lugar, que nossa salvação não está em nós mesmos, nem pode ser obtida por mérito ou força própria. Podemos destruir-nos, mas não podemos salvar-nos. Em terceiro lugar, que há entre os homens muitos nomes que alegam ser nomes salvadores, mas que, na verdade, não o são. Existem muitas instituições religiosas que desejam estabelecer reconciliação e ligação entre Deus e os homens, mas não podem. Em quarto lugar, que é somente por Jesus Cristo e seu nome que recebemos de Deus esses favores tão necessários para a nossa salvação, e por quem Deus aceita nosso culto e serviço. Esta. é a honra do nome de Cristo, que é o único nome pelo qual devamos ser salvos, o único nome que temos de invocai’ em todas as nossas orações. Este nome é dado. Deus o determinou e é um benefício inestimável que nos é livremente concedido.

E dado […] debaixo do céu. Jesus tem não só um grande nome no céu, mas um grande nome debaixo do céu, porque Ele possui todo o poder tanto no mundo superior quanto no inferior. É dado entre os homens que precisam de salvação, homens que estejam prontos a perecer. Somos salvos por seu nome, por este nome: O Senhor, Justiça Nossa (Jr 23.6). Não há salvação em outro. Não é nossa função determinai- até onde os que não conhecem Jesus, nem põem sua fé nele, podem achar favor perante Deus, pois vivem segundo a luz que possuem. Mas sabemos que qualquer favor salvador que tais indivíduos recebam é por meio de Jesus e tão-somente por Ele, de forma que em nenhum endro há salvaçcux Pus-te o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses (Is 45.4).

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 37-38.

 

 

Tanto o substantivo “salvação”, quanto o verbo “salvos” (cf. v. 9) podem ter um significado dual. Podem se referir à cura física, mas também à libertação do pecado e do julgamento final. Na declaração, Pedro afirma que ninguém, senão Jesus, oferece ao povo a salvação no mais pleno sentido. Somente no Jesus rejeitado, mas agora exaltado, a salvação pode ser encontrada — não meramente libertação de males físicos, como experimentou o homem na Porta Formosa, mas libertação da escravidão do pecado e da condenação. Não há salvação para ninguém, exceto no nome de Jesus, a quem eles crucificaram. O evangelho exige fé nEle e obediência a Ele.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 646.

 

 

SINOPSE IV

 

A realidade do pecado e a perspectiva de um salvador pessoal mostram a fraqueza da espiritualidade holística.

 

 

AUXÍLIO DOUTRINÁRIO

“A NECESSIDADE DA EXPIAÇÃO.

 

A Palavra ‘expiação’ (heb. Kippurim, derivado de kaphar, que significa ‘cobrir’) comunica a ideia de cobrir o pecado mediante um ‘resgate’, de modo que haja uma reparação ou restituição adequada pelo delito cometido (note o princípio do ‘resgate’ em Êx 30.12; Nm 35.31; SI 497; Is 433). […] O Dia da Expiação está repleto de simbolismo que prenuncia a obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. No NT, o autor de Hebreus realça o cumprimento, no novo concerto, da tipologia do Dia da Expiação (ver Hb 9.6 -10.18). […] Visto que os sacrifícios de animais tipificavam o sacrifício perfeito de Cristo pelo pecado e que se cumpriram no sacrifício de Cristo, não há mais necessidade de sacrifícios de animais depois da morte de Cristo na cruz (Hb 9.12-18)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.209-10).

 

 

CONCLUSÃO

 

Vimos que a nova espiritualidade ou espiritualidade holística é uma forma de expressão do panteísmo. Assim, nessa forma de expressão religiosa é possível entrar em contato com as forças da natureza, com as energias cósmicas do universo, conhecê-las e até mesmo domesticá-las. Contudo, Cristo, a revelação máxima de Deus, não faz parte dessa nova espiritualidade. Ao negar Cristo, a espiritualidade holística rejeita a centralidade da fé cristã. Essa espiritualidade pagã promove o falso culto e, portanto, a falsa adoração. Essa nova modalidade religiosa não prega o arrependimento, a fé, nem tampouco a conversão a Deus. Deve, portanto, ser rejeitada. Estejamos atentos para essas falsas espiritualidades que seduzem os incautos e aprisionam as vidas de quem não conhece o Senhor Jesus.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- Segundo a lição, o que é uma necessidade humana?

A busca pelo sagrado é uma necessidade humana.

 

2- Que fenômeno está presente em todas as culturas?

A necessidade de possuir um objeto de adoração é um fenômeno presente em todas as culturas.

 

3- Onde é possível encontrar a presença do holismo?

Nas universidades, cinemas, currículos escolares etc.

 

4- O que a espiritualidade holística diz?

Tudo é deus. Portanto, é uma espiritualidade panteísta.

 

5- Qual é o erro fatal da espiritualidade holística?

Esquecer o problema central do homem: o pecado.

 

ELABORADO POR: Alessandro Silva

 


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