13 LIÇÃO 1 TRI 21 VOLTADOS OS OLHOS PARA A BENDITA ESPERANÇA

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VOLTADOS OS OLHOS PARA A BENDITA ESPERANÇA

13 LIÇÃO 1 TRI 21 VOLTADOS OS OLHOS PARA A BENDITA ESPERANÇA

Texto Áureo

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” (Tt 2.13)

Verdade Prática

A nossa esperança é algo vívido e real, não se baseia em utopia e nem em imaginação humana, mas em fatos revelados na Palavra de Deus e confirmados pela História.

OBJETIVO GERAL

Voltar os olhos para a Bendita Esperança.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Afirmar que breve Jesus virá;

Destacar a necessidade da vigilância;

Estimular a viver com fidelidade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 24.44 – Jesus nos manda estar atentos

Terça – Mc 13.32 -Ninguém sabe o dia e a hora do arrebatamento da igreja

Quarta – Lc 12.37 – Bem-aventurados são os crentes vigilantes na vinda do Jesus

Quinta – Lc 21.34-36 – É necessário orar e vigiar em todo o tempo

Sexta – 1 Co 1.8 – Estamos esperando a vinda de Jesus

Sábado – 1 Ts 5.4-6 – A vigilância é um dos ensinos paulinos

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 1.6-11

6 – Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

7 – E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

8 – Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

9 – E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

10 – E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,

11 – os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

HINOS SUGERIDOS: 451, 469, 514 da Harpa Cristã

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INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A expectativa dos pentecostais acerca da vinda de Jesus não é fator secundário, mas essencial. Não se trata de uma doutrina que pode ser negociada, mas que deve ser afirmada com muita seriedade. A convicção de que o nosso Senhor pode voltar a qualquer momento tem impacto em nossa prática de evangelização, de santidade e de fidelidade com o Senhor a respeito dos dons espirituais que Ele dispensou para nós.

A nossa maior expectativa se encontra na certeza de que um dia estaremos com o nosso Senhor no céu de glória. Essa bendita esperança é cantada em nossos hinários e pregada de maneira entusiasmada por aqueles que levam a sério o ministério do ensino e da pregação em nossa igreja.

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INTRODUÇÃO

A expressão “bendita esperança” se refere à segunda vinda de Cristo, que é a esperança da igreja desde que Jesus retornou ao céu. Essa expectativa vem aumentando à medida que o tempo vai passando. A presente lição pretende esclarecer quão breve será esse evento para que cada um mantenha a vigilância e a fidelidade.

Comentário

O slogan dos nossos pioneiros fala da promessa de salvação na sua plenitude que inclui a esperança da vinda de Cristo: “Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e breve voltará”. A expressão “bendita esperança” se refere à essa volta de Cristo, que é a esperança da igreja desde o dia em que Jesus retornou ao céu. A visão dos primeiros pentecostais da Rua Azusa ia além dos dons espirituais com sua fundamentação bíblica, o propósito deles era a evangelização mundial, e nessa mensagem de que Cristo salva estava a esperança da sua vinda. A vinda de Cristo não era uma doutrina nova, assim como a manifestação do Espírito e seus dons no pentecostalismo moderno não eram uma inovação, mas uma volta aos tempos apostólicos. Essa era a mesma esperança dos primeiros cristãos (2 Ts 2.1). Assim, a nossa esperança é algo vívido e real, não se baseia em utopia e nem em imaginação humana, mas em fatos revelados na Palavra de Deus e confirmados pela História.

Soares. Esequias,.O verdadeiro Pentecostalismo. A atualidade da doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo. Editora CPAD.

PONTO CENTRAL:

A esperança da Igreja é vívida e real.

13 LIÇÃO 1 TRI 21 VOLTADOS OS OLHOS PARA A BENDITA ESPERANÇA

I – BREVE O SENHOR VIRÁ

A vinda de Jesus é tão certa quanto a sucessão dos dias e das noites, e disso não temos a menor dúvida. Esse dia está próximo, e os sinais que precederão a vinda de Cristo já estão presentes.

1. A vinda de Cristo.

A segunda vinda de Cristo é uma verdade ensinada na Bíblia inteira com abundância de detalhes nos evangelhos e nas epístolas. Todos os ramos do Cristianismo concordam que Jesus um dia voltará, mas essa unanimidade não ocorre no tocante à maneira como isso vai acontecer. Há diversas interpretações sobre o tema que fogem ao escopo da presente lição. Inclui-se na expressão “segunda vinda” o arrebatamento da igreja (1 Ts 4.15) e a vinda de Jesus em glória (2 Ts 2.8).

Quando o Senhor Jesus ascendeu ao céu, os varões de branco disseram que Ele virá da mesma maneira que subiu (v.11); esse cenário é de sua vinda em glória e não do arrebatamento da Igreja.

Comentário

O próprio Senhor Jesus falara sobre a sua volta visível a este mundo, vindo «nas nuvens do céu». Isso indica para nós uma aparição pessoal e corpórea, embora a palavra «nuvens», nesse caso, seja uma expressão da glória de Cristo, da aparência dessa glória, não querendo dar a entender a existência de nuvens literais. Não obstante, não há razão alguma em pensarmos que não esteja em foco, nessa promessa de Cristo, a sua volta pessoal e corpórea.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 3. pag. 30.

Varões galileus, por que estais olhando para o céu? (v. 11). Ele os chama varões galileus para lembrá-los da rocha de onde foram cortados (Is 51.1). Jesus lhes honrara grandemente ao torná-los seus embaixadores, mas eles não devem esquecer que eram homens, vasos de barro, homens da Galiléia, analfabetos, vistos com desdém. Agora, os anjos dizem: “Por qu-e estais aqui, como indivíduos indoutos, grosseiros e galileus, olhando para o céu? O que vós estais olhando? Vós já vistes tudo que tínheis de ver nessa reunião, e por que quereis ver mais? Por que vós estais olhando como homens medrosos, atemorizados e desorientados sem saber o que fazer?” Os discípulos de Cristo jamais devem ficar olhando, porque eles têm uma regra segura pela qual se orientar e um firme fundamento sobre o qual edificar. 2. Para confirmar a fé dos discípulos a respeito da segunda vinda de Cristo. O Mestre lhes falara muitas vezes sobre esse evento e, neste exato momento, os anjos são ema ados oportunamente para fazê-los lembrar disso: “Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu (v. 11) e a quem vós tanto desejais que esteja de novo convosco, não foi embora para sempre.

Há um dia designado no qua.1 Ele há de vir assim como para o céu o vistes ir, e antes desse dia determinado Ele não virá.” (1) “Esse Jesus virá novamente em pessoa, vestido com um corpo glorioso. E se Jesus que veio uma vez para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo, aparecerá segunda vez, sem pecado (Hb 9.26,28). Esse Jesus que outrora veio em desgraça para ser julgado, virá outra vez em glória para julgar. Esse Jesus que vos deu a obra para vós fazerdes voltará para a prestação de contas do modo em que vós fizerdes o serviço; os meus olhos, e não outros, o verão (Jó 19.27).” (2) “Esse Jesus […] há de vir assim como foi. Ele foi numa nuvem, acompanhado por anjos. Eis que vem com as nuvens e com Ele muitos milhares de anjos (Ap 1.7; Hb 12.2). Ele subiu com júbilo, […] ao som da trombeta (SI 47.5), e Ele descerá, do céu com alando […] e com a trombeta de Deus (1 Ts 4.16). Vós o perdestes de vista nas nuvens e nos ares. Para onde Ele vai, vós não podeis ir agora (Jo 13.36), mas depois vós sereis arrebatados para encontrar o Senhor nos ares (1 Ts 4.17).” Quando ficamos olhando com seriedade e temor, a consideração da segunda vinda de nosso Mestre nos consola, nos anima e nos motiva.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 8.

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2. Uma promessa de Jesus.

Ele prometeu voltar para nos buscar e nos levar para o céu (Jo 14.1-3). Mas, parece que antes do Pentecostes os discípulos ainda não tinham uma compreensão exata dessa vinda, pelo que se pode observar na pergunta dos discípulos: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” (v.6). Talvez estivessem ainda pensando num reino físico, político, que era o pensamento dominante em Israel.

Mas Jesus os corrige por duas razões principais: o dia e a hora dessa bendita esperança é exclusividade do Pai, e está fora do radar humano (Mt 24.36; Mc 13.32), e a restauração do Reino de Deus não é só para Israel, mas para todos os povos: “…Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (v.8).

Comentário

Jesus falou a Pedro (cuja negação em relação a Jesus havia acabado de set predita – veja 13.38) e a todos os outros discípulos, dizendo-lhes, “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim”. Todos os discípulos deviam estar perturbados com as predições de Jesus sobre traição, negação e partída. Afinal, se o compromisso de Pedro estava abalado, então cada discípulo deveria estar ciente de sua própria fraqueza. Jesus rogou que os seus discípulos mantivessem a sua confiança no Pai e no Filho, e que continuassem confiando durante os próximos poucos dias — que seriam difíceis.

A interpretação tradicional da frase ensina que Jesus está indo para o céu pata preparar lugares ou “moradas” para os seus seguidores. Baseado nesta ilustração, subdivisões inteiras e “plantas de casas” elaboradas foram descritas. Muitos comentaristas pensam que Jesus estava falando sobre a casa de seu Pai no céu, para onde Ele iria depois de sua ressurreição a fim de preparar lugares para os seus seguidores.

Então Jesus iria voltar um dia para levar os crentes para estarem com Ele no céu. O dia deste retorno geralmente tem sido considerado como a Segunda Vinda de Jesus. A outra opinião é que a passagem faia principalmente do acesso imediato dos crentes a Deus Pai através do Filho. O lugar que Jesus estava preparando teria menos a ver com uma localização (céu), e estaria mais relacionado a um íntimo relacionamento com uma pessoa (Deus Pai). Esta interpretação não nega o conforto da esperança do céu nesta passagem, mas remove a tentação de ver o céu puramente em termos de moradas gloriosas. O mais importante no céu não é a disponibilidade de acomodações esplêndidas; o verdadeiro tesouro consiste em estarmos com Deus. O ponto principal da passagem é que Jesus está provendo o caminho para os crentes viverem em Deus Pai. Como tal, Ele preparou o lugar através de sua própria morte e ressurreição. Desse modo, Jesus abriu o caminho para os crentes viverem nele, e se aproximarem de Deus.

De acordo com esta opinião, a casa do Pai não é uma morada celestial, mas o próprio Cristo em quem todos os crentes habitam. Por extensão, a casa do Pai é Cristo e a igreja (veja 1 Coríntios 3.16,17; Efésios 2.20-22; Hebreus 3.2). Os crentes não têm que esperar até a Segunda Vinda para morarem nesta casa; uma vez que Cristo ressuscitou dos mortos, Ele os trouxe para um relacionamento novo e vivo com Deus (veja 20.19-23). Ele é o meio pelo qual os crentes podem habitar no Pai, e o Pai neles. Como tal, a promessa em 14.2.3 está relacionada com a comunhão dos membros do corpo de Cristo que seria possível através da partida de Cristo e da sua vinda no Espírito Santo. De acordo com esta opinião, as muitas moradas seriam os muitos membros da casa de Deus. Cristo foi preparar um lugar para cada membro na casa de Deus (1 Crônicas 17.9) – a preparação foi realizada através de sua morte e ressurreição.

Há três maneiras de entender as palavras “Virei outra vez e vos levarei”: (Jesus viria novamente aos discípulos dentro de pouco tempo. Jesus disse “Virei”; podemos entender que esta segunda vinda ocorreu no dia da sua ressurreição. (2) A vinda de Jesus é a Segunda Vinda. (3) Esta “vinda” refere-se tanto à Ressurreição como à Segunda Vinda a primeira prefigurando a última. Aqueles que

defendem esta opinião, portanto, extraem um significado duplo das palavras de Jesus nos versículos 2 e 3; eles dizem que a passagem fala tanto dos crentes sendo trazidos ao Cristo ressuscitado e às muitas “moradas” na casa do Pai, como dos crentes sendo trazidos à casa do Pai no céu através da volta de Cristo.

Parece realmente que ambos os significados se unificam. Cristo cuida completamente de cada um de nós.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 569-570.

Esta passagem também inclui outras grandes verdades.

(1) Fala-nos da honestidade de Jesus. Ele disse: “Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.” Ninguém pode afirmar que o enganaram com promessas falsas para que se convertesse ao cristianismo. Jesus falou com toda franqueza aos homens sobre o adeus que o cristão deve dar à comodidade (Lucas 9:57-58). Falou-lhes sobre as perseguições, o ódio, os castigos que deveriam suportar (Mateus 10:16-22). Advertiu-os a respeito da cruz iniludível que deveriam carregar (Mateus 16:24). Mas também lhes falou sobre a glória final do caminho cristão. Jesus falou aos homens com franqueza e honestidade a respeito do que podiam esperar quanto a glória e dor se eles se propunham segui-lo. Não era um líder que tentava enrolar os homens, prometendo um caminho fácil; buscava desafiá-los para que obtivessem a grandeza.

(2) Fala-nos sobre a função de Jesus. “Pois vou preparar-vos lugar.” Uma das noções principais do Novo Testamento é que Jesus vai adiante para que nós o sigamos. Abre um caminho que podemos tomar e seguir os seus passos.

Uma das palavras mais importantes que se empregam para descrever a Jesus é pródromos (Hebreus 6:20). A versão Almeida Atualizada (1995) a traduz como precursor. Esta palavra tem dois usos que podem iluminar a imagem. No exército romano, os pródromos eram as tropas de reconhecimento. Foram na frente do grosso da tropa para queimar o atalho e assegurar-se de que as tropas podiam seguir por ele sem perigo. Era muito difícil aproximar-se do porto de Alexandria.

Quando chegavam os grandes barcos trigueiros, enviava-se um pequeno bote piloto para guiá-lo. Ia diante dos barcos e estes o seguiam com o passar do canal até chegar às águas que não apresentavam nenhum risco.

Esse bote piloto se chamava pródromos. Ia adiante para que outros pudessem segui-lo sem perigo. Isso foi o que fez Jesus. Abriu o caminho que leva a céu e a Deus para que nós possamos seguir seus passos.

(3) Fala-nos sobre a vitória final de Jesus. Disse: “Virei outra vez”. Esta é uma referência muito clara à Segunda Vinda de Jesus. Trata-se de uma doutrina que, em grande medida, desapareceu do pensamento e da pregação cristãos. O que é estranho a respeito dela é que os cristãos assumem duas posições opostas com referência à Segunda Vinda: ou a ignoram por completo ou não pensam em outra coisa. É certo que não podemos predizer quando acontecerá; também é muito certo que não podemos dizer o que acontecerá ao chegar esse momento. As mesmas extravagâncias nas quais se incorreu ao calcular o momento e a época e ao descrever os acontecimentos que se desenvolveriam na Segunda Vinda têm feito com que as pessoas a deixassem de lado como uma ideia própria de fanáticos. Mas há algo indubitável: a história tem uma direção. A história é necessariamente incompleta se não tem um fim e um momento culminante. Deve ter uma consumação e essa consumação deve ser o triunfo de Jesus Cristo. E o que Jesus promete é que o dia de sua vitória dará as boas-vindas a seus amigos.

(4) Jesus disse: “… para que, onde eu estou, estejais vós também”. Esta é uma verdade muito profunda expressa com a maior simplicidade. Para o cristão, o Céu é o lugar onde está Jesus. Não temos por que especular a respeito de como será o céu. Basta saber que estaremos com Ele para sempre. Quando amamos a alguém de todo nosso coração, a vida começa quando estamos com essa pessoa; só em sua companhia vivemos verdadeiramente. Isso é o que acontece com Cristo. Nosso contato com Ele neste mundo se faz nas sombras, porque só o vemos através de um vidro escuro. É espasmódico, porque somos criaturas débeis e não podemos viver sempre nas cúpulas. A melhor definição de Céu quer dizer que é esse estado no qual estaremos sempre com Jesus e nada nos voltará a separar dEle.

BARCLAY. William. Comentário Bíblico. JOÃO. pag. 442-444.

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3. O dia se aproxima.

Sabemos que a vinda de Jesus está próxima pelos sinais claros que o Senhor Jesus nos deixou. Pregamos por toda parte que Jesus breve vem, e essa mensagem está em nossos hinos congregacionais e nos diversos cânticos inspirados nas Escrituras. Ninguém sabe o dia e nem a hora, mas o Senhor Jesus deixou sinais claros e evidentes que mostram que esse dia está próximo.

Os principais são a efusão do Espírito Santo, uma promessa para os últimos dias (Jl 2.28-32; At 2.16-21), que a partir do avivamento da Rua Azusa tem se espalhado pelo mundo inteiro. Os Pentecostais são o maior movimento protestante do mundo. O outro sinal evidente é a fundação do Estado de Israel (Lc 21.29-31), que desde 1948 ostenta a sua bandeira tremulando na sede das Nações Unidas, como Estado Soberano.

Comentário

Os Pentecostais são o maior movimento protestante do mundo. O outro sinal evidente é a fundação do Estado de Israel. Jesus disse: “Olhem para a figueira e todas as árvores. Quando veem que começam a brotar, vocês mesmos sabem que o verão está próximo” (Lc 21.29-31). A figueira, na Bíblia, representa a nação de Israel (Os 9.10; Jl 1.6,7). A figueira perde suas folhas no inverno e só na primavera, que antecede o verão, os ramos começam a se encher de botões. Quando isso acontece todos ficam sabendo que o verão já está se aproximando. Essa metáfora é usa da como um dos sinais da vinda de Jesus. Quando as Nações Unidas aprovaram a fundação de um estado judeu em Eretz Israel, em 27 de novembro de 1947, era cumprimento de inúmeras profecias bíblicas (Is 66.8; Ez 36.24; 37.21; Am 9.14-15). É sobre isso que Jesus está falando nessa profecia da Figueira. A data de 14 de maio de 1948 foi o dia a publicação do primeiro Diário Oficial de Israel e o dia em que as tropas britânicas deixaram o país.

A restauração da nação de Israel, conforme as profecias bíblicas, deve acontecer em duas etapas, primeiro, a restauração nacional e depois a espiritual. Isto está claro na visão do profeta Ezequiel sobre o vale de ossos secos no capítulo 37. A figueira já começou a brotar (Mt 24.32-33). Isso mostra que estamos na primavera, estação em que a figueira começa a ficar com os ramos novos e as folhas começam a brotar, anunciando que o verão se aproxima. Essa é uma das razões pelas quais sabemos que a vinda de Jesus está próxima. Pregamos por toda a parte que Jesus breve vem, essa mensagem está em nossos hinos congregacionais e nos diversos cânticos inspirados nas Escrituras. Ninguém sabe o dia e nem a hora, mas o Senhor Jesus deixou sinais claros e evidentes que mostram que esse dia está próximo. Os apóstolos que viveram no período da primeira hora já anunciavam que a vinda do Senhor se aproximava (1 Pe 4.7; Ap 1.3; 22.10), que não diremos nós que somos a igreja da última hora?

Soares. Esequias,.O verdadeiro Pentecostalismo. A atualidade da doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo. Editora CPAD.

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SÍNTESE DO TÓPICO I

A vinda de Cristo é tão certa quanto à sucessão de dias e estações porque o nosso Senhor garantiu.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Inicie a aula desta semana expondo para a classe a realidade concreta do dia de 24 horas e das estações: Inverno, Primavera, Verão e Outono. Aconteça o que acontecer esses dias acontecerão. O dia iniciará, terminará e iniciará de novo. As quatro estações virão e passarão. O Verão passará, o Outono chegará, o Inverno virá e a Primavera desabrochará.

Tão certo como tudo isso acontecerá, assim será a volta de Cristo Jesus. Leia com a classe Atos 1.9-11. Nessa passagem está dito com clareza que o nosso Senhor virá. Estimule a classe com essa verdade. Diga que no tempo da igreja do primeiro século, ela esperava Jesus para os seus dias. Será que nosso Senhor encontrará fé por ocasião de sua vinda? Ele nos encontrará anelando por sua volta?

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II – A NECESSIDADE DE VIGILÂNCIA

A vigilância se faz necessária porque ninguém sabe o dia da vinda de Jesus. Entendemos como vigilância o ato ou efeito de vigiar, o estado de quem permanece alerta, de quem procede com precaução para não correr risco. Devemos permanecer acordados, atentos no cuidado de não nos afastarmos de Jesus e aguardar a bendita esperança.

1. Exortação à vigilância.

O Senhor Jesus nos exorta com muita ênfase sobre a necessidade da vigilância: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24.44). A razão disso é porque ninguém sabe quando vai acontecer a sua vinda (Mt 24.42; 25.13; Mc 13.33; Lc 21.36). Essa era também a preocupação nos ensinos dos apóstolos (1 Ts 5.2-6; 2 Pe 3.8-10). O ensino de Jesus nas diversas parábolas e nos discursos escatológicos, como em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21, dá muita ênfase à necessidade de os crentes estarem atentos.

Comentário

Na segunda vinda será necessário vigilância (24.42-44). A palavra de ordem de Jesus é: Vigiai! Esse dia será como a chegada de um ladrão: Jesus vem de surpresa, sem aviso prévio, uma mensagem digital ou um anúncio pelas mídias. E preciso vigiar. E preciso estar preparado. Não sabemos nem o dia nem a hora. Precisamos viver apercebidos. Aqueles que andam em trevas serão apanhados de surpresa. Nós, porém, somos filhos da luz. Devemos viver em santa expectativa da segunda vinda de Cristo, orando sempre: “Maranata, ora vem, Senhor Jesus”.

LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 715.

Estejam em alerta, pois, porque vocês não sabem em que dia seu Senhor está para vir. Estar (constantemente) em alerta ou vigilante – termo grego do qual deriva o nome próprio, Gregório (o vigilante) – significa viver uma vida santificada e consciente da vinda do dia do juízo. Requerem-se prudência e previsão espirituais e morais; a preparação é fundamental. A pessoa vigilante mantém seus lombos cingidos e sua lâmpada acesa (Lc 12.35). E nessa condição que ela aguarda a vinda do Noivo. Para algo mais sobre o tema da vigilância e suas implicações, ver C.N.T. sobre 1 e 2 Tessalonicenses, pp. 124, 125. Note que Jesus faz referência a si mesmo como “seu Senhor”. Tão glorioso, poderoso e revestido de autoridade e majestade é ele; ao mesmo tempo, tão condescendente, tão intimamente unido àqueles a quem lhe aprouve chamar para si, e os quais lhe são leais. Cf. Isaías 57.15. Portanto, que perseverem em sua vigilância.

“Vocês não sabem em que dia seu Senhor virá”. 43. Mas isto vocês sabem: se o dono da casa soubesse em que hora da noite o ladrão chegaria, ele teria ficado em alerta e não teria permitido que sua casa fosse arrombada. Quanto às vigílias da noite, ver sobre 14.25. A comparação da vinda do Senhor com a de um ladrão noturno se encontra também em 1 Tessalonicenses 5.2-4; 2 Pedro 3.10; e Apocalipse 3.3; 16.15. Em 1 Tessalonicenses 5.2-4 enfatiza-se o injustificado despreparo. 2 Pedro 3.10 ensina que a vinda, que será em cumprimento de uma promessa, terá resultados catastróficos, e deveria ser um incentivo para um viver santificado. E as passagens do livro de Apocalipse põem em primeiro plano o fato de que, para os não convertidos, a vinda repentina é uma fonte de terror, mas para os vigilantes é razão de alegria.

Todas essas passagens têm em comum a ideia do caráter repentino e inesperado da vinda, e consequentemente o perigo do despreparo por parte daqueles para quem essa parousia tem importância. O próprio fato de o dono da casa não saber quando o ladrão chegará – pois se soubesse, ficaria em alerta somente naquele tempo específico – faz necessário que ele esteja em guarda em todo tempo. Pela mesma razão, com vistas à vinda do Senhor todos devem estar sempre em alerta. Visto que essa vinda é de caráter definitivo, e não oferece nenhuma outra oportunidade para arrependimento, a exortação é agora repetida em termos ligeiramente diferentes, ou seja: 44. Portanto, estejam também prontos, pois numa hora em que não [o] esperam, o Filho do homem vem. Estar “pronto” é sinônimo de: estar “alerta” ou “de prontidão”, preparado na mente e no coração. Aqui também, como no versículo 42, em razão do tempo usado no original, “estejam prontos em todo tempo” interpreta o tempo do original.

HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Mateus. Editora Cultura Cristã. pag. 519-520.

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2. Os alarmes falsos.

Muitos líderes e grupos religiosos arriscaram-se em marcar a data da segunda vinda de Cristo. Alguns deles cravaram várias datas; outros, depois de constatarem que elas não batiam, reinterpretaram as supostas profecias e as protelaram para outras datas. Todos esses líderes e grupos falharam.

É um erro tentar adivinhar os tempos e as estações (At 1.7), pois só Deus sabe o dia e hora (Mt 24.36; Mc 13.32). A Palavra de Deus rejeita todas as falsas expectativas acerca da vinda de Cristo. Essa maravilhosa doutrina tem como objetivo trazer esperança aos crentes; não a incredulidade, a falsa expectativa e os alarmes falsos.

Comentário

A segunda vinda será imprevisível (24.36). A série de eventos que precederá o retorno de Cristo já foi descrita. No entanto, o momento preciso desse grande evento não é indicado.21 Ninguém pode decifrar esse dia. Ele pertence exclusivamente à soberania de Deus. Quando os discípulos perguntaram a Jesus sobre esse assunto, ele respondeu: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade (At 1.7). Daquele dia nem os anjos nem o filho sabem. Aqueles que marcaram datas da segunda vinda de Cristo fracassaram. Aqueles que se aproximam das profecias com curiosidade frívola e com o mapa escatológico nas mãos são apanhados laborando em grave erro. Se não sabemos o dia nem a hora, seremos tidos por loucos se vivermos despercebidamente. Muitos críticos das Escrituras tentam desacreditar a pessoa de Cristo por essa informação.

Como resolvemos esse problema? R. C. Sproul esclarece: Não há nada a ser resolvido se tivermos uma compreensão ortodoxa da encarnação. Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Km Jesus a verdadeira humanidade é unida à verdadeira divindade. A encarnação não resultou em uma mistura, na qual a divindade e a humanidade estão fundidas de tal forma que o divino não é realmente divino e o humano não é realmente humano. Uma natureza humana deificada deixaria de ser humana, e uma natureza divina humanizada deixaria de ser divina. Portanto, as únicas pessoas que têm problemas com a profecia de Jesus são aquelas que desejam deificara natureza humana de Jesus.

LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 712-713.

Acerca daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai. A série de eventos que precederá o retomo de Cristo já foi descrita. No entanto, o momento exato desse grande evento ainda não foi indicado. Tampouco poderia, porquanto esse momento é conhecido exclusivamente do Pai, e não lhe aprouve revelá-lo. Os anjos, ainda que estejam num relacionamento muitíssimo estreito com Deus (ls 6.1-3; Mt 18.10), e estejam intimamente associados com os eventos relacionados com a segunda vinda (13.41; 24.31; Ap 14.19), não conhecem o dia nem a hora. Na verdade, nem o próprio Filho, visto pelo prisma de sua natureza humana. Ver também sobre 21.19. O Pai, e tão-somente ele, sabe. Isso prova a futilidade e a pecaminosidade da própria tentativa por parte do homem de prever a data do regresso de Jesus, seja a data imaginada 1843,1844, mais precisamente 22 de outubro de 1844, o outono de 1914, ou qualquer outra posterior. Ver Deuteronômio 29.29. A curiosidade é maravilhosa. Mas não há justificativa para ser inquisitivo, para a intromissão, para a impertinência.

HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Mateus. Editora Cultura Cristã. pag. 517.

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SÍNTESE DO TÓPICO II

É preciso estar vigilante quanto a vinda do Senhor e prevenidos contra os falsos alarmes.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Paulo confirma as advertências de Jesus ao reconhecer que ‘o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite’ (1 Ts 5.2). Os crentes, porém, não serão apanhados de surpresa, não porque saibam de antemão a data, mas porque são do dia, e vivem na luz da Palavra de Deus (não são da noite, nem pertencem às trevas da iniquidade). Como consequência, estão alerta, com domínio próprio, protegidos pela fé e amor como couraça, e tendo por capacete a esperança da salvação (1 Ts 5.4-9).

Assim como o apóstolo Paulo, continuam ansiando pela sua vinda (2 Tm 4.8) porque o amam e confiam nEle. A esperança de Paulo não estava ‘ligada a uma data fixa, mas o evangelho que declarava o cumprimento das promessas do Antigo Testamento, e conclamava as pessoas a viverem com confiança’” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.614).

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III – VIVENDO COM FIDELIDADE

Viver com fidelidade é adotar um estilo de vida cristão na esperança da vinda de Jesus. Assim como Deus é santo e exige santidade do seu povo, da mesma maneira um Deus fiel exige fidelidade do seu povo.

1. Definição.

Fidelidade é a qualidade de ser cheio de fé, característica do que é fiel, lealdade. Os termos “fidelidade, verdade, lealdade” pertencem ao mesmo campo semântico na Bíblia: “Seja o SENHOR entre nós testemunha da verdade e fidelidade” (Jr 42.5); “mostrando toda a boa lealdade” (Tt 2.10). Fidelidade é uma demonstração de fé, lealdade, respeito, constância nos compromissos assumidos.

Comentário

FIDELIDADE

1. Definição Geral. A fidelidade é caracterizada pela firmeza e pela certeza de propósitos, por uma atitude e uma conduta justas, pela devoção de alguém a uma pessoa ou a uma causa, pela incorruptibilidade, pela sinceridade, pela confiabilidade, pelo cumprimento das promessas e votos feitos e pela lealdade sincera.

As ideias contrárias à fidelidade são a infidelidade, a falsidade, a volubilidade, a duplicidade, a indignidade, etc.

2. A Fidelidade de Deus. As ideias básicas da fidelidade de Deus são que o Senhor não é arbitrario e nem displicente, mas antes, é sempre confiável quanto a tudo que diz e prometeu, pois suas palavras são verazes e seguras. Deus aplica essas suas qualidades para benefício dos homens. É um ponto fundamental da fidelidade de Deus que ele é benévolo. O amor de Deus é que governa a sua Fidelidade. Ele comprometeu-se em fazer o bem para os homens; e o evangelho mostra de que maneira. A fidelidade de Deus é grande (Lam. 3:23), é extensa (Sal. 36:5) e é permanente (Sal. 100:5). A fidelidade de Deus é demonstrada por sua lealdade aos pactos (vide). Deus é leal aos seus pactos (Deu. 7:9). Contudo, Deus esconde o rosto daqueles que não têm fidelidade, ou seja, que não correspondem à sua própria fidelidade (Deu. 32:20).

Um atributo divino. A fidelidade, como um atributo divino, denota a certeza de que tudo quanto Deus declarou ser sua intenção fazer, terá pleno cumprimento. Isso diz respeito às bênçãos temporais (I Tim. 4:8; Sal. 84:11). Também diz respeito às bênçãos espirituais (I Cor. 1:9). Ajuda os homens a enfrentarem as aflições e as perseguições (I Ped. 4:12,13). A fidelidade de Deus está envolvida em aflições que purificam os homens (Heb. 12:4-12), capacitando-os a perseverar (Jer. 31:40). Finalmente, a fidelidade de Deus contribui para a glória eterna dos remidos (I João 2:25).

3. A Fidelidade dos Homens. Existem pessoas que cumprem as suas obrigações (Pro. 13:17), cuja palavra é veraz e digna de confiança

(Pro. 14:5). Essa fidelidade deriva-se do próprio Deus (Hab. 2:4). Os homens participam da fidelidade de Deus, de modo a entrarem na glória eterna (I Cor. 1:9; I Tes. 5:24). Essa fidelidade capacita-os a triunfar sobre os sofrimentos (I Ped. 4:19). Esses participam da imutável felicidade de Deus (II Tim. 2:13), contanto que exerçam fé e sigam os padrões da emergente fidelidade divina. Os homens fiéis desincumbem-se de seus deveres com exatidão e entusiasmo (Mat. 25:21,23), como mordomos (Luc. 12:42; I Cor. 4:2), e como testemunhas (Apo. 2:13).

A fidelidade humana reflete-se no serviço prestado ao Senhor (Mat. 24-25), na declaração da Palavra de Deus (Jer. 23-28; II Cor. 2:17), na ajuda ao próximo (III João 5) sendo exercitada em todas as coisas (I Tim. 3:11). A fidelidade humana é uma qualidade rara (Pro. 20:69) é abençoada por Deus (I Sam. 26:23; Pro. 28:20). É demonstrada em situações que requerem a atitude de confiança (II Reis 12:15; Nee. 13:13).

4. Homens Fiéis da Bíblia. José (Gên. 39:22,23); Moisés (Núm. 12:7; Heb. 4:2); Davi (I Sam. 22:14); Hananias (Nee. 7:2); Abraão (Nee. 9:8); Daniel (Dan. 6:4); Paulo (Atos 20:20,27); Timóteo (I Cor. 4:17); Tíquico (Efé. 6:21), Epafras (Col. 1:17) Onésimo (Col. 4:9); Silvano (I Ped. 5:12); Antipas (Apo. 2:13).

5. Declarações Fiéis. As epístolas pastorais contêm cinco declarações que são chamadas de fiéis, a saber: I Tim. 1:15; 3:1; 4:9; II Tim. 3:11; Tito 3:8. Além disso, as palavras de Cristo são denominadas de fiéis e verdadeiras, em Apocalipse 21:5 e 22:6.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 4324.

FIDELIDADE Manter a fé ou a lealdade; mostrar um forte senso de dever ou de consciência. No hebraico bíblico, “fé” e “fidelidade” estão gramaticalmente relacionadas. Embora ambos os conceitos sejam importantes no AT, não há nenhuma palavra em português que seja exatamente equivalente aos termos hebraicos. A mais relevante raiz em hebraico (relacionada à palavra “amém”) tem significados como “fortalecer”, “apoiar” ou “sustentar”. No sentido físico, ela é usada para colunas que fornecem apoio às portas (2Rs 18.16). Moisés usou a palavra quando descartou qualquer papel como sustentador dos israelitas (Nm 11.12). Deus, no entanto, é suporte eternamente firme para o seu povo (Dt 7.9; Is 49.7).

Com essa noção de suporte firme como fundamento para a fé, palavras como “firmeza”, “constância” ou “confiança” comunicam melhor os conceitos relacionados à fidelidade. Confiança ou firmeza de caráter está relacionada ao objeto dessa confiança. Ser infiel é ser indigno de confiança ou de crença. No AT, um sinônimo de “fidelidade” é “verdade”. Sendo Deus consistentemente verdadeiro, ele é o objeto lógico da confiança humana (SI 71.22; Is 61.8). Quando usada em referência a Deus no AT, a palavra “fidelidade” frequentemente se refere ao seu compromisso inabalável com suas promessas.

Philip W. Comfort e Walter A. Elwell. Dicionário Bíblico Tyndale. Editora geográfica. pag. 678.

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2. A fidelidade de Deus.

A verdade é um dos atributos morais de Deus do qual reflete outras perfeições divinas, dentre as quais, a fidelidade. Deus é fiel (1 Co 1.9; 2 Ts 3.3; 2 Tm 2.13). A fidelidade de Deus é grande (Lm 3.23) e expressa uma absoluta confiança, cuja ideia é de firmeza (Sl 36.5; 89.2). Assim como ele cumpriu a promessa da vinda do Salvador do mundo, de igual modo, a segunda vinda de Cristo podemos considerar como um fato incontestável.

Comentário

O hino passa, então, a considerar uma possibilidade original se somos infiéis. Alguns interpretam isto (Gr. apistoumen) como sendo equivalente a “se abandonarmos a fé nEle,” i.é, apostarmos. Mas assim teríamos uma repetição do pensamento da frase anterior; desconsidera, também, o fato de que o verbo está no presente (de ação contínua?), e não no futuro, como negará. Daí, a paráfrase “se deixarmos de viver à altura da nossa profissão,” ou “se pecarmos e nos revelarmos instáveis nas provas e tentações,” parece ressaltar melhor o significado. A resposta que esperamos segundo a lógica rígida é: “Ele também será infiel,” mas o paradoxo do amor divino não permite tal coisa. A verdade é proclamada de modo triunfante: Ele permanece fiel.

Isto não significa: “Deus cumpre Sua palavra tanto para a recompensa quanto para o castigo” (W. Lock), i.é, inexoravelmente exige a penalidade devida à nossa apostasia. A grande afirmação do hino é que, por mais inconstantes e infiéis que os homens sejam, o amor de Deus continua inalterável, e Ele permanece fiel às Suas promessas. Conforme a expressão de Paulo em Rm 3:3-4, a infidelidade dos homens serve apenas para destacar a fidelidade de Deus; afinal das contas, Ele nos salvou, “não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça” (1:9 supra). E a explicação, é lógico, é que de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo. Ser fiel no meio de tudo, a despeito do pior que os homens podem fazer, é a essência da Sua natureza.

Conforme foi sugerido supra, a cláusula final pode ser um comentário explicativo do próprio Apóstolo, mas muitos sustentam que está plenamente dentro do espírito do hino e é necessária para completar o pensamento. Seja qual for a certa entre estas duas interpretações, o alvo desta quarta estrofe não é, naturalmente, abrir a porta para ao desvio e à apostasia, mas, sim, fornecer um bálsamo para consciências perturbadas.

John N. D. Kelly. I e II Timóteo Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 168.

A fidelidade de Deus à sua Palavra (2.11 -13)

Paulo passa a falar sobre a fidelidade da Palavra de Deus e da confiabilidade de suas promessas: Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo (2.11-13). Algumas verdades importantes devem ser aqui ressaltadas.

Em primeiro lugar, a Palavra de Deus é absolutamente confiável. Fiel é esta palavra… (2.11a). A Palavra de Deus tem a marca de seu caráter. Deus é fiel e por isso sua Palavra também o é. As Escrituras não podem falhar. Deus tem zelo por cumprir sua Palavra. Nenhuma de suas palavras cai por terra. Em todas as suas promessas, nós temos o sim de Deus, pois sua Palavra é fiel.

Em segundo lugar, estamos identificados com Cristo tanto em sua morte como em sua vida. … se já morremos com ele, também viveremos com ele (2.11b). Uma das doutrinas mais profundas e consoladoras das Escrituras é nossa união mística com Cristo. Morremos com Cristo em sua morte e ressuscitamos com Cristo para uma nova vida em sua ressurreição. Como diz John Stott, “somente teremos parte na vida de Cristo no céu se, anteriormente, tivermos participação de sua morte na terra. A estrada para a vida é a morte, e a estrada para a glória é o sofrimento”.

Em terceiro lugar, Deus é consistente tanto em suas promessas como em seu juízo. Se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo (2.12,13). John N. D. Kelly entende o significado desta passagem da seguinte maneira: por mais inconstantes e infiéis que sejam os seres humanos, o amor de Deus continua inalterável. Assim, o propósito da afirmação não é abrir a porta para o desvio e a apostasia, mas sim fornecer um bálsamo para as consciências perturbadas.96

Entendo, porém, que não é essa a correta interpretação. Aqueles que usam esse texto para justificar seus pecados, imaginando poderem transgredir os preceitos de Deus e ainda assim escapar, por causa da fidelidade de Deus, estão equivocados. Deus é fiel tanto na dádiva de suas promessas como na execução de seus juízos. Essa passagem é um eco das próprias palavras de Cristo: Qualquer, pois, que nesta geração perversa me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante do Pai, que está nos céus. E a qualquer que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante de meu Pai que está nos céus (Mt 10.32,33). Quem nega Jesus em juízo perante os seres humanos e se declara definitivamente separado dele, também será negado por Jesus no juízo perante o Pai.97 John Stott corrobora essa ideia:

A fidelidade da parte de Cristo significa que ele executa as suas ameaças, bem como as suas promessas, pois se ele não nos negasse (em fidelidade às suas claras advertências), ele teria de negar a si mesmo. Contudo uma coisa a respeito de Deus é certa, fora de toda dúvida, que de maneira nenhuma Deus pode negar-se a si mesmo.

LOPES. Hernandes Dias. 2 Timóteo. O testamento de Paulo à igreja. Editora Hagnos. pag. 63-65.

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3. A fidelidade como virtude cristã.

Os atributos morais de Deus são aqueles cujas ressonâncias e reflexos são vistas nas criaturas humanas. A fidelidade é uma das virtudes cristãs proveniente do Espírito na vida do crente (Gl 5.22). Essa verdade é ensinada em toda a Bíblia, de maneira direta nos relatos históricos e proféticos, nas parábolas e ilustrações como importante virtude na vida cristã (Mt 25.21; 1 Co 4.2; 2 Tm 2.19).

Comentário

•…fidelidade…», no original grego, é «pistis», que pode significar tanto «confiança» quanto «fidelidade»; e ambas essas facetas dessa virtude certamente procedem do Espírito de Deus, embora a «fé» seja o principal aspecto destacado aqui. O justo vive pela fé, e de fé em fé. A fé é posta em contraste com o princípio legalista, que não pode ser frutífero, antes, é estéril. (A ideia de «fé» é amplamente comentada nas notas expositivas sobre Heb. 11:1. Ver também os trechos de João 3:16; 20:29,30; Atos 16:31, quanto a notas expositivas extensas acerca da «fé»). Por conseguinte, a fé não consiste em 1. um credo; 2. aceitação intelectual de um credo; e 3. Um conjunto de doutrinas, conforme essa palavra ocasionalmente é usada. Antes, neste passo bíblico, indica a «confiança em Jesus Cristo», a fé evangélica. (Ver o trecho de Efé. 2:8,9, quanto ao fato, igualmente importante, que a fé não é produto humano, mas ocorre através da operação divina). Por conseguinte, a fé consiste em confiança de alma em Cristo, resultante de uma experiência com ele. A alma passa a reconhecer a veracidade das realidades espirituais, por ter visto e experimentado tais coisas; e reconhece-as intuitivamente. Ora, quando isso é transmitido à mente consciente, diz-se que o indivíduo veio a crer.

A fé, de parceria com o arrependimento, forma a conversão. Mas a fé também é o princípio orientador e normativo da nova vida, e não meramente sua fonte originária. Por igual modo, a fé não é uma nova obra ou algum novo mérito. Pelo contrário, é a entrega da alma às mãos de Cristo, alicerçada sobre o conhecimento espiritual. Isso permite-nos ver quão distante é isso do conceito simples da crença em algum credo, conforme a fé tem sido reduzida em tantas denominações evangélicas hoje em dia. Posto que a fé, paralelamente ao arrependimento, perfaz a conversão, a fé é, realmente, o passo inicial da conversão. Mas isso só pode ocorrer mediante operação do Espírito de Deus, ainda que se exija também a cooperação do livre-arbítrio humano. Mediante essa operação, a alma humana é levada a depender de Cristo, confiando nele e entregando-se a ele. Isso é fé.

Alguém pode crer em certos fatos acerca de Cristo; mas isso é, tão-somente, resultante da fé, e não a sua substância. A entrega da alma às mãos de Jesus Cristo, — com a finalidade de ser transformada segundo a sua imagem, nisso é que consiste a fé. Por conseguinte, a fé é um princípio que permeia a vida espiritual inteira, sendo seu iniciador, seu guia, seu aperfeiçoador. Ê por isso que a Escritura diz: «O justo viverá da fé»; como também ensina ela que vivemos «…de fé em fé». (Ver Rom. 1:17). Isso produz aquela «fidelidade» que seria preferível como tradução de «pistis» neste versículo, de conformidade com muitos estudiosos, a despeito do fato que nenhuma fidelidade é possível sem o concurso da fé. Ambas essas ideias precisam ser incluídas neste passo bíblico, como um dos aspectos do fruto do Espírito de Deus. Ninguém pode fazer separação entre a fé e a fidelidade, mas é de acordo com esta última qualidade que os homens agem honesta e beneficentemente para com outros. A fé distinta da fidelidade estaria, realmente, morta.

A fé é vitalizada pelo amor, pois, do contrário, não será a verdadeira fé sob hipótese alguma, conforme aprendemos no sexto versículo deste capítulo. A fé é criada, fortalecida e confirmada pela comunhão mística com Cristo, através do Espírito Santo. Portanto, será sempre um contato divino com o homem. É mister que o indivíduo viva no Espírito para que possa realmente conhecer a fé. No caso de alguns crentes, a fé pode ser um elevado dom espiritual. Alguns crentes possuem uma confiança em Deus que outros crentes não têm; esses possuem uma fé extraordinariamente desenvolvida, a fim de que possam realizar determinadas missões. (Quanto a esse aspecto da «fé», ver I Cor. 12:9, bem como a introdução ao décimo segundo capítulo da primeira epístola aos Coríntios, que alista e descreve todos os dons espirituais). Mas uma verdadeira dependência da alma a Cristo, em qualquer grau, é um dos aspectos do fruto do Espírito, embora deva sempre surgir como algo paralelo à submissão do livre-arbítrio humano; pois, do contrário, não operará. A fé, pois, é uma entrega da alma a Cristo, a fidelidade a ele por causa dessa entrega, e, em seguida, fidelidade e ação honesta para com os outros homens.

«A fé não é simples crença. A crença é passiva. A fé é ativa. É uma visão que inevitavelmente passa à ação». (Edith Hamilton, Witness to the Truth). «A fé é como o amor. Não pode ser forçada». (Arthur Schopenhauer).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 511.

Fidelidade: esta palavra traduz o grego pistis, no sentido de “fé em Deus”. Mas visto ser a fé uma exigência básica na abordagem a Deus feita pelo homem, este último tipo de fé não pode ser considerado parte do fruto do Espírito da mesma maneira que as demais virtudes mencionadas. Daí a tradução “fidelidade” aqui, seja no sentido de fidelidade a padrões da verdade, ou no sentido de fidedignidade no trato com outras pessaos (cf. Burton).

Donald Guthrie. Gálatas. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 180.

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4. Tempos e estações.

Jesus responde à pergunta dos discípulos ampliando o horizonte desse reino. “Não vos pertence saber os tempos e as estações” (v.7). Essa resposta foi dupla: “Tempos”, no grego nessa passagem, é chronos e significa um longo período. Haveria um espaço de tempo para a pregação do Evangelho entre a descida do Espírito Santo e a vinda de Cristo. “Estações”, nesse verso, é kairós, que significa “ocasião” e se refere aos eventos críticos que devem acompanhar o estabelecimento do reino. “Tempos e estações” são prerrogativas de Deus.

Comentário

Os «…tempos…» e as «épocas» que aparecem neste versículo se referem aos «períodos» de tempo e aos «pontos» definidos de tempo em que Deus haverá de cumprir a sua vontade de maneira específica. Grego «chronos», um período grande de tempo. «Kairos» (época) uma «ocasião» para cumprir uma oportunidade. O «chronos», pode conter diversos «kairoi».

Deus fez algo especial no tempo da entrega da lei, no tempo da encarnação de seu Filho, no tempo da crucificação do Senhor Jesus, no tempo da ressurreição de Cristo, e no tempo do envio do Espírito Santo aos discípulos de Cristo. Esses foram «períodos» de tempo ou «pontos» no tempo em que Deus fez algo específico e extraordinário em seu plano divino, 0 qual, como seu alvo primordial, visa a redenção eterna do homem. A passagem de Atos 17:26 usa a mesma expressão para indicar longos períodos de tempo, sendo esse um dos usos da palavra.. No entanto, essa expressão também pode referir-se a tempos especiais da operação divina, tais como os tempos dos acontecimentos acima referidos. O trecho de Efé. 1:10 faz alusão à «plenitude dos tempos», quando então chegará o tempo próprio para inaugurar a nova «dispensação», «nova ordem social» ou novo governo divino. A palavra «tempos», nessa passagem de Efé. 1:10, é a mesma palavra traduzida por «épocas», neste versículo do livro de Atos. Esses «tempos», juntamente considerados, haverão de produzir o plano de Deus relativo aos séculos, cuja grande característica será a restauração total de Cristo como cabeça da criação inteira, inaugurando uma ordem social e cósmica inteiramente nova, um novo governo divino. O pináculo de todos esses acontecimentos será a transformação completa dos crentes, segundo a imagem moral e metafísica de Jesus Cristo, porquanto então ele encherá todas as coisas, embora nós mesmos sejamos aqueles que haverão de completá-lo, no sentido de que quando formos assim transformados, a sua obra remidora estará aperfeiçoada em nós.

De alguma maneira, por conseguinte, todos os «períodos» de tempo das operações de Deus têm sido diretamente associadas a esse propósito, e cada «tempo» ou operação específica de Deus, em um período especial de tempo, é algum estágio específico da operação total, a qual haverá de introduzir na ■ criação uma nova ordem cósmica. (Quanto a maiores particularidades sobre essas profundíssimas questões, ver as notas expositivas referentes a Efé. 1:9,10, que é uma das mais profundas passagens de toda a Bíblia).

Os vocábulos gregos aqui traduzidos por tempos ou épocas, podem ser meros sinônimos; mas é bem provável que esteja em foco, no primeiro caso, um espaço de tempo bastante prolongado, durante o qual o propósito divino especial é cristalizado dentro do plano de Deus, enquanto que, no caso do outro vocábulo, esteja em foco um período crítico de tempo, um ponto apenas no tempo, quando alguma obra específica e grandiosa—como a entrega da lei, a encarnação, a crucificação, a ressurreição, a ascensão, a adoração do Espírito, a segunda vinda de Cristo, etc.—terá lugar. (Ver também os trechos de I Tes. 5:1 e Tito 1:2,3).

Deus exerce «…autoridade…» sobre essas questões, uma palavra que indica a posse de capacidade natural, de poder inerente, residente em uma pessoa ou coisa, em virtude de sua própria natureza. Portanto, o controle de todas as coisas reside em Deus, por força de sua própria pessoa essencial, como criador e governador de tudo quanto existe na criação. Esse poder reside exclusivamente em Deus (conforme também o presente oráculo indica), pois não existe outro ser que saiba ou possa fazer aquilo que é mister, e nem existe outro que possua a natureza que lhe dê o direito ou a autoridade para realizar tais coisas.

Os judeus têm um ditado comum que estipula: »Sete coisas estão ocultas para os filhos dos homens, que são: O dia da morte, o dia do consolo, o dia do julgamento; um homem não sabe o que se acha no coração do próximo, nem com o que será recompensado, nem quando o reino da casa de Davi retornará e nem quando cairá o reino da Pérsia». (Talmude Bab. Pesachim, foi. 54.2). Pelo menos um desses mistérios já está resolvido, pois a queda do reino da Pérsia é atualmente uma ocorrência histórica do passado.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 3. pag.

A repreensão que Jesus deu aos discípulos por causa desta pergunta é semelhante ao que fez pouco antes quando respondeu à indagação de Pedro concernente a João: E deste que será? (Jo 21.21). Não vos pertence saber os tempos ou as estações (v. 7). Ele não contradiz a expectativa que eles tinham de que o reino seria restaurado a Israel, porque esse engano logo seria corrigido com o derramamento do Espírito. Depois desse evento, notamos que eles não mais expuseram quaisquer pensamentos referentes ao reino temporal. Existe também um senso de expectativa de que o estabelecimento do reino do evangelho no mundo é verdade. Fica claro o engano na interpretação da promessa, e Jesus repreende a indagação sobre seu cumprimento.

1. Os discípulos não têm permissão de saber dessa informação: Não vos pertence saber (v. 7), portanto, não lhes compete perguntar. (1) Jesus está se despedindo deles e despedindo-se em amor. Mesmo assim, Ele os repreende.

O propósito desta repreensão é servir de advertência à igreja de todas as épocas. A igreja deve cuidar para que não haja ferida na rocha, como fatalmente aconteceu com os nossos primeiros pais – o desejo irregular de conhecimento proibido e a intromissão em coisas que não vimos, porque Deus não nos mostrou….

E loucura desejar ser sábio acima do que está escrito, e é sabedoria contentar-se em não ser mais sábio. (2) Jesus dera aos discípulos muito conhecimento, mais do que aos outros (a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos céus, Mt 13.11), e prometera que o seu Espírito lhes ensinaria mais. Todavia, a fim de que não se ensoberbecessem com a abundância das revelações, Ele os faz entender que havia certas coisas que não deveriam saber. Veremos como temos pouca razão para nos orgulhar do nosso conhecimento, quando consideramos de quanto somos ignorantes. (3) Jesus, antes de morrer e depois que ressuscitou, dera, aos discípulos instruções suficientes para o desempenho dos seus deveres.

Com esse conhecimento, Ele os deixaria satisfeitos, pois isso basta aos cristãos para quem a curiosidade é uma corrupção a ser mortificada e não satisfeita. (4) Jesus falara aos discípulos acerca do Reino de Deus (v. 3) e prometera que o Espírito lhes anunciaria o que havia de vir concernente ao reino (Jo 16.13). Ele também lhes dera sinais dos tempos, os quais deviam observar, pecando se os negligenciassem (Mt 24.33; 16.3).

Mas eles não deveriam esperar ou desejar inteirar-se de todos os pormenores dos acontecimentos futuros ou dos tempos exatos de sua ocorrência. É prudente permanecermos na ignorância e incerteza dos tempos e momentos (segundo a interpretação do Dr. Hammond) dos acontecimentos futuros respeitantes à igreja e a nós mesmos, como também acerca de todos os períodos de tempo e do seu final e, ainda, acerca do período do nosso próprio tempo.

Mas Júpiter, sempre bondosamente sábio, Escondeu em nuvens da mais escura noite Tudo o que no futuro o prospecto coloca Fora do alcance da visão mortal. – Horácio.

Quanto aos tempos ou estações do ano, sabemos, em geral, que há verão e inverno alternadamente, mas não sabemos em particular que dia fará bom tempo ou não, seja no verão ou no inverno. No que diz respeito aos nossos assuntos neste mundo, quando estivermos no tempo do verão da prosperidade, para que não fiquemos confiantes, sabemos que virá o tempo do inverno da dificuldade. E, nesse inverno, para que não desanimemos e nos desesperemos, estamos convictos de que o verão voltará.

Mas não sabemos o que este ou aquele dia em especial produzirá (Pv. 27.1); por isso, temos de nos adaptar à situação, seja qual for, e fazer o melhor que pudermos.

2. Esse conhecimento está reservado ao conhecimento de Deus como sua prerrogativa. E o que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder (v. 7); está escondido com Ele. Ninguém mais pode revelar os tempos e as estações futuras. Estas coisas são conhecidas ao Senhor e não a nós (cap. 15.17,18). Está em seu poder, em seu exclusivo poder, anunciar o fim desde o princípio, e nisso Ele prova que é Deus (Is 46.10). “E ainda que, às vezes, achasse adequado deixar os profetas do Antigo Testamento conhecer os tempos e as estações (como os quatrocentos anos da escravidão dos israelitas no Egito e os setenta anos na Babilónia), não julgou conveniente saberdes os tempos e as estações, nem mesmo quanto ao tempo que resta para a destruição de Jerusalém, embora estejais convictos da realização do evento.

Ele não disse que não vos informará algo mais do que vós já sabeis acerca dos tempos e das estações.” Ele fez isso mais tarde a João, seu servo (Ap 1.1). “Mas Ele estabeleceu pelo seu próprio poder informar-vos ou não, como julgar adequado”. E o que está revelado naquela profecia neotestamentária relativa aos tempos e às estações é tão complicado e difícil de entender, que, quando chega a ocasião de aplicá-la, importa que lembremos que não nos cabe estar confiantes em determinar os tempos e as estações. Buxtorf menciona uma declaração rabínica concernente à vinda do Messias: Rumpatur spiritus eorum qui supputa/nt têmpora – Perecem os homens que calculam o tempo.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 6.

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SÍNTESE DO TÓPICO III

A fidelidade é um dos atributos morais de Deus que se espera achar no crente.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Entrementes, o Espírito nos prepara, de muitas maneiras, para o cumprimento de nossa esperança gloriosa. Ele nos ajudar a orar (Rm 8.26,27) enquanto ‘nós, pelo espírito da fé, aguardamos a esperança da justiça’ (Gl 5.5). O dom do Espírito Santo é um selo e uma ‘primeira prestação’ daquilo que receberemos em maior plenitude na nossa herança futura como filhos de Deus (Ef 1.13,14).

É também ‘penhor’ de que realmente o receberemos se conservamos a nossa fé em Jesus, e continuamos a semear para agradar ao Espírito, e não para agradar à nossa natureza pecaminosa (Gl 6.7-10; ver também Rm 2.10). […] Juntamente com essas primeiras prestações das bênçãos do porvir, podemos desfrutar de tempos de refrigério da parte do Senhor sempre que houver arrependimento ou uma mudança de atitude para com o Senhor (At 3.19).

Mas, conforme já foi enfatizado, as advertências de Jesus devem ser levadas a sério. Repetidas vezes, Ele enfatizou a importância de estar pronto e de viver à luz da sua volta (Mt 24.42, 44, 50; 25.13; Lc 12.35,40; 21.34-36)” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.616-17).

13 LIÇÃO 1 TRI 21 VOLTADOS OS OLHOS PARA A BENDITA ESPERANÇA

CONCLUSÃO

Viver com fidelidade é ser fiel e leal a Deus durante toda a vida (2 Tm 4.7,8). A fidelidade ao Senhor Jesus é uma das condições para herdar o Reino dos Céus. O Senhor Jesus falou reiteradas vezes sobre a sua vinda. Ao ascender ao céu, dois anjos reafirmaram essa promessa: “Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (v.11). A volta de Jesus para nos levar ao céu é a esperança da Igreja.

PARA REFLETIR

A respeito de “Voltados os Olhos para a Bendita Esperança”, responda:

O que se inclui na expressão “segunda vinda” de Cristo?

Inclui-se na expressão “segunda vinda” o arrebatamento da igreja (1 Ts 4.15) e a vinda de Jesus em glória (2 Ts 2.8).

Como sabemos que a vinda de Jesus está próxima?

Sabemos que a vinda de Jesus está próxima pelos sinais claros que o Senhor Jesus nos deixou.

Em que líderes e grupos religiosos arriscaram-se?

Muitos líderes e grupos religiosos arriscaram-se em marcar a data da segunda vinda de Cristo.

Qual a definição de fidelidade?

Fidelidade é a qualidade de ser cheio de fé, característica do que é fiel, lealdade.

Qual o significado de “tempos” e “estações” em Atos 1.8?

“Tempos”, no grego nessa passagem, é chronos e significa um longo período. “Estações”, nesse verso, é kairós, que significa “ocasião” e se refere aos eventos críticos que devem acompanhar o estabelecimento do reino

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.


1 – A Pessoa do Espírito Santo

2 – A Atuação do Espírito Santo no Plano da Redenção


3 – O Batismo no Espírito Santo

4 – A Atualidade dos Dons Espirituais

5 – Fruto do Espírito: o Eu Crucificado


6 – Santificação: Comprometidos com a Ética do Espírito


7 – Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência

8 – Comprometidos com a Palavra de Deus


9 – Vivendo o Fervor Espiritual

10 – O Senhor Jesus Cura Hoje


11 – Compromissados com a Evangelização

12 – A Urgência do Discipulado

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