13 LIÇÃO 3 TRI 22 RESISTINDO AS SUTILEZAS DE SATANÁS

 

13 LIÇÃO 3 TRI 22 RESISTINDO AS SUTILEZAS DE SATANÁS

13 LIÇÃO 3 TRI 22 RESISTINDO AS SUTILEZAS DE SATANÁS

 

TEXTO ÁUREO

 

“Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7)

 

VERDADE PRÁTICA

 

A submissão a Deus é a forma mais poderosa de resistir ao Diabo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – 1 Co 2.2; At 8.5 Cristo como o centro da nossa vida

 

Terça – Cl 2.6 Andemos na presença do Senhor Jesus, o Salvador

 

Quarta – SI 119.105 Moldando-nos segundo a Bíblia

 

Quinta – Hb 4.12 A Bíblia norteia os nossos valores

 

Sexta – 2 Ts 2.13 O Espírito Santo nos santifica

 

Sábado – 1 Co 12.27 Perseverando como membro do Corpo de Cristo

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Tg 4.4-10

 

4 – Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

 

5 – Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: o Espírito que em nós habita tem ciúmes?

 

6 – Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes.

 

7 – Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

 

8 – Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração.

 

9 – Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza.

 

10 – Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.

 

 

Hinos Sugeridos: 258, 312, 459 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

 

1- INTRODUÇÃO

 

Chegamos ao final de mais um trimestre. Ao longo dele, estudamos a respeito de várias sutilezas de Satanás contra a Igreja de Cristo. São sutilezas que tentam atacar a Igreja tanto por dentro quanto por fora. Talvez, nunca na história da Igreja esses ataques sutis estiveram tão intensos. É bem verdade que esse fenômeno é muito mais nas igrejas do Ocidente, pois nas igrejas em regimes não democráticos os ataques são mais frontais. Em todo sentido, somos chamados por Deus a resistir aos ataques do Maligno.

 

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Apresentar o comprometimento com uma vida centrada em Cristo;

II) Conscientizar a respeito do comprometimento com as Escrituras;

III) Mostrar o comprometimento com uma vida cheia do Espírito Santo;

IV) Incentivar o comprometimento com a igreja local.

 

B) Motivação: Diante dos diversos ataques contra a Igreja de Cristo, as nossas armas não podem ser carnais. Precisamos compreender o que de fato está acontecendo, mas a nossa maneira de reagir deve ser bíblica e espiritual. Isso passa pela submissão a Cristo, pelo comprometimento com as Escrituras, pelo comprometimento com uma vida cheia do Espírito Santo e, finalmente, pelo comprometimento com a igreja local.

 

C) Sugestão de Método: Nesta última lição, faça uma recapitulação dos principais assuntos abordados ao longo deste trimestre. Mostre, conforme a proposta do atual trimestre, que as frentes de ataques do Inimigo contra a Igreja são muitas. Entretanto, somos chamados a resistir a elas com armas espirituais.

 

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

Aplicação: Desafie os alunos a estarem a cada dia comprometidos com Jesus Cristo. Anime-os a se comprometerem com as Escrituras Sagradas. Estimule-os a buscarem uma vida cheia do Espírito Santo. E, finalmente, fortaleça com eles a necessidade do comprometimento com a igreja local.

 

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “Cristo Está Conosco” aprofunda o primeiro tópico a respeito de nosso comprometimento com Cristo, o nosso Salvador e Senhor;

2) O texto “O Ministério à Igreja” traz uma reflexão a respeito da importância da comunhão numa igreja local.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

Observamos em lições anteriores como a igreja genuinamente evangélica está sob ataque do Inimigo. Por meio de várias sutilezas, o Diabo tem procurado de todas as formas desviar a Igreja do seu propósito e missão para a qual foi formada. Infelizmente o que se observa em muitos círculos ditos cristãos é um evangelho diluído, em que há pouca ou quase nada da essência cristã. Em vez disso, há muita mistura. Nesta lição veremos como a Igreja pode resistir às sutilezas de Satanás. Para isso, veremos que a Igreja só será vitoriosa na guerra contra o Adversário se centralizar a vida de seus membros no Cristo ressuscitado. Da mesma forma, é imprescindível que tenha as Escrituras como fundamento de sua fé e prática, e buscar uma vida cheia do Espírito. Por último, é mostrado que nenhum cristão sairá vitorioso nessa guerra se não possuir forte compromisso com a igreja local. A Deus toda glória!

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Vimos, ao longo deste livro, de forma clara e objetiva, como uma batalha entre modelos culturais tem se intensificado. De um lado, o modelo judaico-cristão, que há séculos vinha moldando a cultura ocidental.

Do outro lado, temos um novo paradigma cultural, batizado com o nome de pós-modernidade ou desconstrução. Esse novo modelo, de forma agressiva, tem procurado suplantar os valores ocidentais, que majoritariamente são heranças da tradição cristã.

Não é exagero, portanto, dizermos que estamos vivendo não apenas uma guerra cultural, mas também espiritual. Isso porque não estamos vendo uma batalha que desconstrói apenas costumes, mas, sobretudo, verdades e valores que custaram caro para a fé cristã. Assim, vemos dentro desse novo modelo cultural a defesa do aborto, do sexo livre, do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a negação da existência de gêneros masculino e feminino.

Outro assunto que precisa ser dito é que esse novo modelo cultural tem influenciado não apenas a cultura secular, mas também a cristã. Não é raro vermos pregadores e ensinadores defendendo as mesmas bandeiras levantadas pelo desconstrucionismo. Tudo isso deve servir de alerta para a igreja que prima pela defesa da fé genuinamente evangélica. Não há neutralidade nesse campo de batalha. Quem não influencia será influenciado. A igreja, portanto, deve levantar sua voz e proclamar as verdades eternas do Reino de Deus.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Levar a família a servir ao Senhor, nos dias presentes, é um desafio que só se vence com a graça e o poder de Deus. Hoje, nestes tempos trabalhosos, a que se referiu o apóstolo Paulo, não é fácil ter uma família inteira servindo a Deus. E comum, mesmo em famílias de cristãos sinceros, e até de pastores, haver membros da família que não servem a Deus.

A vida pós-moderna conspira contra a família, contra o lar e contra o casamento. Se na época de Josué, o grande líder que substituiu Moisés na liderança do povo israelita em direção a Canaã, era um desafio levar a família a servir ao Senhor, não é difícil entender que essa missão é muito mais desafiadora e preocupante nos dias presentes.

“Os tempos atuais são tempos difíceis para a família cristã. A maioria dos pais sabe que, para criar os filhos de acordo com os elevados princípios da Palavra de Deus, e ter seu lar encaminhado na vontade do Senhor, é um desafio muito grande. A vida moderna é moldada, em geral, pelos valores anticristãos, anti-Deus, e que rejeita a autoridade da Palavra revelada como sendo verdadeira.

O lar, como instituição divina, ao lado do casamento, e da família, tem sido atacado, diuturnamente, por forças malignas poderosas, que ameaçam a cada dia destruir os alicerces da família. Contudo, os cristãos têm a seu dispor todas as armas para rechaçar os ataques do Maligno. A oração, o jejum, a Palavra de Deus, no Nome de Jesus, o poder do sangue de Cristo, em comunhão com o Espírito Santo, não são armas carnais, “mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2Co 10.4)

O carcereiro de Filipos experimentou grande impacto na sua família, quando, em meio ao que parecia o fim para sua vida, quando pensou em suicidar-se, pôde ouvir a mensagem do evangelho poderoso de Jesus Cristo, através de Paulo e Silas na prisão daquela cidade. Espavorido, após presenciar os efeitos sobrenaturais do poder de Deus, abrindo as portas do cárcere, abaladas as estruturas do terrível edifício, o homem fez a pergunta que todos deveriam fazer: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” (At 16.30)

O que fazer para ser salvo? Se a pergunta era tão instigante e significativa, a resposta dada pelos apóstolos teve tanta significação, que o homem convidou toda a família a aceitar a Cristo. “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16.31). Era o que ele precisava ouvir. E o que todos os homens precisam ouvir por parte dos que formam a Igreja de Jesus nos dias atuais. A eficácia da mensagem foi tão poderosa que o texto nos diz que sua família, não só aceitou a Cristo, mas logo todos foram batizados em águas, confirmando a feliz decisão.

Ele pôde dizer como Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”.

Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013. pag. 145-146.

 

 

Existe um mundo espiritual que, embora não possamos ver, tem influência poderosa sobre o mundo físico. A Bíblia faz referência a anjos e a demônios, seres espirituais que agem na terra. Antes da conversão, o homem é escravizado pelas forças do mal, Ef 2: 2-3, mas não tem consciência disso. A partir do momento em que se entrega a Cristo, o crente se envolve numa intensa batalha espiritual. O príncipe do império das trevas, de onde fomos libertos, não se dá por vencido. E daí? Vamos ignorar essas verdades ou vamos enfrentar esta batalha? Que armas temos à nossa disposição? Isso é o que verá neste estudo.

A Bíblia dá muita ênfase ao assunto. Segundo as Escrituras, existe uma contínua e intensa batalha entre a luz e as trevas, entre Cristo e Satanás, entre a Igreja e o inferno, 1 Pe 5: 8, 9. Há uma verdadeira riqueza de textos bíblicos que falam acerca do assunto, mostrando como os espíritos das trevas trouxeram intenso sofrimento às pessoas:

Satanás transtornou a vida de Jó, Jó 1: 12-19;

Jesus foi tentado pelo diabo, no deserto, Mt. 4: 1-11;

Nos Evangelhos, relatos sobre a ação do diabo impressionam: o gadareno, possuído por legiões de demônios, Mc 5: 1-20; o jovem que era jogado na água e no fogo, Mc 9: 14-22; Maria Madalena, liberta de sete demônios, Lc 8: 2; espíritos de enfermidade, Lc. 13: 11-13;

Ananias e Safira foram enganados por Satanás para que mentissem ao apóstolo Pedro, At 5: 11-13.

Para ludibriar o homem, Satanás se transforma até em anjo de luz e seus ministros são capazes de se mascararem  como ministros de justiça, 2 Co 11: 13-15.

b) O contexto cultural e religioso do país em que vivemos é outra forte razão para não ignorarmos a batalha espiritual.

Fonte: Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

 

 

Palavra-Chave: RESISTIR

 

 

I – COMPROMETIMENTO COM UMA VIDA CENTRADA EM CRISTO

 

 

1- Cristo, o Salvador.

 

Escrevendo à igreja de Corinto, o apóstolo Paulo disse: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo […]. ” (1 Co 2.2). Cristo era o centro da mensagem de Paulo. Da mesma forma, Pedro disse: “E em nenhum outro há salvação” (At 4.12). Cristo também era o centro da mensagem do apóstolo Pedro. Cristo era o centro da mensagem apostólica e de todos os cristãos: “E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo” (At 8.5). As Escrituras são bem claras: Não há outro Salvador fora de Jesus Cristo. Não há exceções. Quando um cristão ou igreja esfria ou se afasta da fé, Cristo é logo tirado do centro. Outras formas de culto, filosofias e ideologias passam a ganhar espaço quando Cristo deixa de ser o centro da vida.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Todo ataque à igreja e às verdades da fé cristã, de fato, é um ataque contra Cristo. Quando Paulo, ainda na sua ignorância, perseguiu os cristãos para maltratá-los e matar, foi-lhe revelado pelo Senhor que, na verdade, ele estava perseguindo a Cristo.

Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, tanto homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. Enquanto seguia pelo caminho, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: — Saulo, Saulo, por que você me persegue? Ele perguntou: — Senhor, quem é você? E a resposta foi: — Eu sou Jesus, a quem você persegue. (At 9. 1-5, NAA)

Paulo acreditava que estava defendendo os valores do antigo judaísmo quando perseguia a igreja, contudo, ele estava se opondo a Deus, estava perseguindo a Cristo. Cristo, portanto, é o centro da vida.

Todo ataque do Diabo contra a igreja é para tirar Cristo do centro. Em nossa cultura, toda e qualquer outra suposta verdade pode ser aceita desde que Cristo saia do centro. Para essa geração, qualquer evangelho e cultura servem desde que não tenham uma cruz. Devemos sublinhar que não há salvação sem que a cruz de Cristo esteja erguida. A cruz escandaliza; contudo, somente por meio da cruz temos o direito de vida eterna.

A meu ver, uma forma de enfraquecer o evangelho da cruz é substituí-lo pelo “evangelho social”. Nesse aspecto, vale a pena darmos uma olhada na proposta de um evangelho social conforme exposta no livro Pelos muitos Caminhos de Deus.

A autora Luiza E. Tomita em seu texto “A Contribuição da Teologia Feminista da Libertação para o Debate do Pluralismo Religioso” dialoga com algumas teólogas feministas. Ela aponta alguns obstáculos para um pluralismo religioso. Para essas feministas, a teologia cristã é patriarcal, sexista e elitista. O modelo ideal está nas religiões afro-brasileiras onde, segundo elas, não há um dualismo sagrado x profano. Dessa forma, a autora procura validar seus argumentos recorrendo à teóloga Ivone Gebara, para quem se deve abandonar a “centralidade metafísica de Jesus como o filho único de Deus e único salvador” para que se tenha um diálogo interreligioso.

Da mesma forma, em “Espiritualidade do Pluralismo Religioso — Uma Experiência Espiritual Emergente”, o autor José Maria Vigil destaca que a velha concepção de que Deus havia escolhido um povo em detrimento dos demais caducou. Segundo o autor, há uma consciência global que vai de encontro às velhas ideias inclusivistas, em que o outro é visto de forma proselitista. Frente às religiões orientais, o cristianismo fica em um dilema quando indagado: “Pode ser teologicamente verdadeira a autocompreensão das igrejas que legitimam a opressão sexista, racista, classista e religiosa?”.

O cristianismo tem seguido um modelo de verdade fundamentado na lógica aristotélica: uma coisa é o que é e não pode ser outra coisa. É o modelo de verdade por exclusão: Eu sou eu porque não posso ser você. É um modelo equivocado que já há muito vem sendo abandonado. A verdade para existir não precisa ser absoluta. A verdade é holística.

Esse tipo de evangelho exclui Cristo do centro. Não tem uma cruz que salva. O que mais impressiona é que esse tipo de mensagem é cada vez mais aceito. As verdades cristãs, quando não diluídas, são misturadas com todo tipo de ideologia e crença para se tornar aceitável. Assim, o cristianismo perde a sua essência e se torna mais uma religião como qualquer outra.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Paulo enfatiza novamente que o centro de sua mensagem é Jesus Cristo, especialmente sua crucificação (v. 2). “Crucificado” é um particípio perfeito em grego (cf. também 1.23). Esta forma do verbo é significativa porque retrata Cristo como crucificado no passado, com os benefícios de sua morte continuando no tempo presente. “A crucificação é permanente em sua eficácia” (Morris, 46).

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 940.

 

 

A INTEGRIDADE DO EVANGELHO estava sendo atacada em Corinto. O evangelho se misturava com a filosofia. Os coríntios queriam um evangelho híbrido, misturado com a sabedoria humana. Queriam o evangelho e mais alguma coisa.

Estamos vendo essa mesma tendência na igreja contemporânea, a tendência de querer o evangelho e alguma coisa mais, a tendência de rejeitar a simplicidade e a pureza do evangelho. No século 19 houve uma grande tendência de misturar evangelho com a filosofia, com o saber humano, e com as bombásticas descobertas da ciência. Isso desaguou no liberalismo que tem matado muitas igrejas.

No século 20 houve a mistura do evangelho com a ideologia política, sobretudo, na América Latina, desembocando na chamada teologia da libertação. A essência do evangelho foi mudada e o seu eixo se deslocou para um aspecto puramente social, a ponto de Leonardo Boff afirmar que conversão nada mais é do que justiça social.

Na teologia da libertação não existe o elemento da relação vertical com Deus, mas apenas da horizontalidade da fé.

Em Corinto o evangelho estava ainda misturado ao experiencialismo subjetivista e heterodoxo. De igual forma, hoje, nos albores do século 21, as pessoas não se satisfazem apenas com o evangelho; elas querem algo mais, elas querem experiências arrebatadoras. Isso desembocou no surgimento de alguns segmentos neopentecostais que se apartaram da doutrina na busca da luz interior ou das experiências intimistas e subjetivas.

Finalmente, em Corinto, o evangelho estava misturado ao pragmatismo. Hoje, também temos a mistura do evangelho com o pragmatismo. Está florescendo um cristianismo de mercado. O evangelho está se transformando num produto de lucro. As igrejas estão agindo como empresas que fazem de tudo para agradar a freguesia. A igreja oferece o que as pessoas querem. A verdade não é mais a referência, mas aquilo que funciona. Os púlpitos estão oferecendo um evangelho ao gosto da freguesia, como se o evangelho fosse um produto que se coloca na prateleira e se oferece ao freguês quando ele deseja.

Para corrigir esse problema, Paulo expõe nesse capítulo os fundamentos básicos da mensagem do evangelho. Ele levanta três colunas que sustentam a verdadeira mensagem do evangelho: O evangelho centraliza-se na morte de Cristo, é parte do plano eterno de Deus e é revelado pelo Espírito Santo por intermédio da Palavra de Deus.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios Como Resolver Conflitos na Igreja. Editora Hagnos. pag. 35-37.

 

 

2- Cristo, o Senhor.

 

Se por um lado a Igreja não deve esquecer-se de proclamar Cristo como o único Salvador, por outro, jamais deve esquecer-se de que Ele é o único Senhor (At 2.36). Quem recebe a Cristo como Salvador deve andar na fé tendo Ele como Senhor. Ser discípulo de Cristo é tê-lo como Senhor: “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele” (Cl 2.6). Receber Cristo como Salvador, mas não andar nEle, isto é, de acordo com seu ensino, é negar seu senhorio. A falta de reconhecer o senhorio de Cristo é a causa do fracasso na fé de muitos cristãos. A Sutileza do Diabo está no fato de dizer que você pode viver uma coisa sem a outra. Em outras palavras, você pode ser salvo independentemente da forma ou maneira com que vive.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

O ponto de transição é marcado no princípio do versículo 6 pela frase de conexão, “Como, pois”, uma frase que relembra um dado precedente e antecipa a introdução de um novo tópico. O “olhar retrospectivo” é reforçado na continuação da sentença: “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças” (w.

6,7). Aqui Paulo faz alusão a quase todos os parágrafos escritos até este ponto.

A frase “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo” nos lembra naturalmente da fé dos colossenses em Jesus Cristo, a fé que demonstraram quando o evangelho a princípio lhes havia sido anunciado (1.4-7). A referência a Jesus Cristo como o “Senhor”, é outro modo de falar de sua primazia (1.15-20). A exortação, “andai nele… confirmados na fé”, refere-se à passagem em 1.23 (“se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé”), como também a 2.5 (“regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo”).

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 1339.

 

 

[…] uma igreja verdadeira manifesta um firme compromisso com o senhorio de Cristo (2.6). Ser cristão é receber a Cristo como Senhor. A vida cristã começa com a submissão ao senhorio de Cristo. A conversão desemboca em obediência. A conversão se evidencia pela submissão a Cristo. Jesus não é Salvador daqueles que ainda não se submeteram a Ele como Senhor. Jesus é apresentado como Salvador 22 vezes no Novo Testamento e 650 vezes como Senhor. A grande ênfase do Novo Testamento está no senhorio de Cristo.

[…] uma igreja verdadeira dispõe a seguir os passos de Jesus (2.6). Ser cristão é andar nos passos de Jesus.

E andar como Ele andou (lJo 3.1-6). Um falso cristão pode enganar por algum tempo. Demas amou o mundo e abandonou a fé. Judas traiu o Mestre. Ananias e Safira mentiram para o Espírito Santo. O cristão e verdadeiro é aquele que anda em novidade de vida, vive no Espírito, segue os passos de Jesus e anda como Cristo andou (1.10).

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses. A suprema grandeza de Cristo, o cabeça da Igreja. Editora Hagnos. pag. 124-125.

 

 

«…Cristo Jesus, o Senhor…» Não é por acidente que Cristo é aqui chamado de «Senhor». Ao mostrar nesta epístola as doze superioridades de Cristo (ver Col. 1:15-20), Paulo mostrou que ele é o Senhor dos céus e da terra, devendo, por igual modo, ser o Senhor dos crentes. Ninguém tem a Jesus como Salvador, se também não o tem como Senhor, porquanto de outro modo haveria contradição com tudo quanto é ensinado no N.T. A confissão evangélica tem a Jesus como Senhor (ver Rom. 10:9, 10). E o «Salvador» é o «Senhor Jesus Cristo».

Cristo é nosso Senhor, a fim de infundir-nos a sua própria natureza.

«…assim andai nele…» Devemos andar em Cristo, isto é 1. sob a direção de Cristo; 2. em compatibilidade com sua doutrina, honrando à sua pessoa; 3. em união com ele, em sua comunhão, por contato místico com ele, através do Espírito Santo, que é aquele que torna bem-sucedido o andar cristão, e sem o qual, o mundo, suas tentações e a tendência de aos afastarmos de Cristo, não podem ser vencidos.

Aqui, como em toda a parte do N.T., ficamos impressionados ante o fato que nossa fé deve ter, como produto, o andar espiritual. Precisamos apropriar-nos do princípio da outorga da alma a Cristo, aplicando a nós mesmos tal verdade. É mister dar atenção ao cultivo e ao destino da alma, o que renega a todas as reivindicações e ao poder do mundo sobre nós.

«Se a raça humana é tão estúpida que, em dois mil anos, não tem tido inteligência suficiente para apreciar que o segredo da felicidade está contido em uma única sentença, que se pensaria poder ser aprendida e aplicada por qualquer escolar, então é tempo de a lançarmos na valeta mais próxima, deixando que as formigas liquidem com ela. Essa sentença simples, é: pois que aproveita a um homem se ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma?» (Eugene O ’Neill).

«…andai…» Temos aqui uma metáfora de uso frequente, nos escritos seculares e religiosos, indicando a conduta em geral, o teor inteiro da vida moral. Os crentes precisam manter a comunhão pessoal com Cristo, e então andarem de modo a exibirem essa comunhão. Isso pode ser comparado ao trecho de I Cor. 4:17, que diz: «…os meus caminhos em Cristo Jesus…»; e também ao trecho de Rom. 6:11: «…vivos para Deus em Cristo Jesus». Somente aqui é usada a frase específica «andai nele».

Tal metáfora é usada por vinte e nove vezes nas epístolas de Paulo, algumas vezes de maneira positiva, falando sobre a conduta reta, e outras vezes negativamente, indicando a conduta pecaminosa e carnal. A conduta dos crentes deve ser santa, mas também isenta de legalismo e ascetismos excessivos, que caracterizavam o código ético de alguns mestres gnósticos de Colossos (ver Col. 1:20-23).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 115.

 

 

SINOPSE I

 

É preciso estar comprometido com Cristo, o Salvador e o Senhor.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“CRISTO ESTÁ CONOSCO

Não pensemos em Cristo como estando tão distante que só remotamente fosse atingido por nossos sofrimentos e lutas pessoais. O contrário é a verdade: Ele ensinou os discípulos que era melhor que Ele fosse para que o Consolador fosse enviado e habitasse entre nós para sempre. […]. Ele permanece conosco em todas as nossas necessidades. Para lembrá-lo da proximidade de Cristo: pense nEle como alguém que está perto de você no quarto, no carro ou indo ao seu lado enquanto você se dirige para o trabalho. (Que programas de televisão não assistimos se Cristo estivesse sentado no sofá ao nosso lado?)” (LUTZER, Erwin. Cristo entre outros deuses: Uma defesa da fé cristã numa era de tolerância, 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.167).

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

“EM NENHUM OUTRO HÁ SALVAÇÃO

Os discípulos tinham convicção de que a maior necessidade de cada indivíduo era a salvação do pecado e da ira de Deus, e pregavam que esta necessidade não poderia ser satisfeita por nenhum outro, senão Jesus Cristo. Isto revela a natureza exclusiva do evangelho e coloca sobre a igreja a pesada responsabilidade de pregar o evangelho a todas as pessoas.” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, pp.55,56.

 

 

II – COMPROMETIMENTO COM AS ESCRITURAS

 

 

1- Bíblia, a revelação de Deus.

 

Vez por outra vemos falsos mestres questionando a autoridade das Escrituras e sua atualidade. No entendimento deles, a Bíblia contém a Palavra de Deus, contudo, encontra-se ultrapassada, deixando de falar a linguagem da cultura contemporânea. Assim, há uma tentativa consciente e sistematizada de minar a autoridade das Escrituras. Na verdade, esse ataque é contra as Escrituras como revelação de Deus para o homem. Deixando de ser a revelação de Deus, a Bíblia torna-se um livro meramente humano, sujeito a falhas e, portanto, passível de correção. Convém dizer que a Bíblia é a Palavra de Deus (Mt 4.4). A revelação de Deus ao homem e como tal está sempre atualizada. Não é a Bíblia que tem que se ajustar a nós, mas nós nos moldarmos pelas Escrituras (SI 119.105).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

ORIGEM DA BÍBLIA E REVELAÇÃO DIVINA

A Origem da Bíblia

O teólogo Norman Geisler assegura que “um resumo a respeito do que a Bíblia alega sobre si mesma pode ser encontrado em duas passagens principais”.5 A referência diz respeito a dois dos textos bíblicos de autoria dos proeminentes apóstolos Pedro e Paulo (2 Pe 1.20,21; 2 Tm 3.16). Essa constatação é importante, uma vez que tais apóstolos têm seus ministérios reconhecidos como cheios do poder de Deus (At 5.14-16; 19.11,12), e isso tanto entre os judeus como entre os gentios (Gl 2.7-9).

Em 2 Pedro 1.20,21, o apóstolo enfatiza que os escritos sagrados não têm sua origem nos homens, mas no próprio Deus.

Nessa passagem, Pedro atribui a origem da revelação à obra do Espírito de Deus. O Comentário de Aplicação Pessoal destaca que tal assertiva petrina significa que “as Escrituras não se originaram do homem, nem foram interpretadas pelos próprios profetas à medida que transmitiam as preciosas mensagens”. Quer dizer que não se trata de opinião ou fruto do desejo humano. Na sequência, o apóstolo esclarece que os autores da Bíblia são homens santos, que nos transmitiram a vontade de Deus por meio da inspiração do Espírito Santo.

Por sua vez, o apóstolo Paulo corrobora que a mensagem bíblica veio da parte de Deus: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16a, ARA). Aqueles que fazem objeção que o texto de Pedro se refere apenas ao Antigo Testamento, aqui no texto paulino “toda” a Escritura é autenticada como inspirada, inclusive o Novo Testamento. Matthew Henry enfatiza que esse versículo descreve a excelência das Escrituras como “revelação divina, de que podemos depender como infalivelmente verdadeira”.

Além dessas duas citações, temos ainda outras referências bíblicas nas quais os apóstolos ratificam que a Bíblia foi escrita por homens, porém, sob a inspiração e supervisão divina (confira 1 Co 2.13,14; 1 Co 14.37; Gl 1.12; Ap 1.1). O artigo de fé número um da Declaração das Assembleias de Deus corrobora com essa verdade ao professar crer “na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada”. Portanto, as Escrituras são a revelação que Deus fez de si mesmo. Dessa maneira, por ter a sua origem em Deus, a Bíblia é portadora de autoridade, e, por isso, constitui-se em única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter do cristão.

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

A Bíblia, a revelação divina escrita, revela claramente a existência de Deus. Na Bíblia temos um documento autenticado, que nos faz conhecer a Deus através da sua própria revelação. Assim como alguém que quiser conhecer História, Ciência ou qualquer outra matéria, procura estudar a literatura adequada para conseguir o conhecimento desejado, assim também aquele que verdadeiramente quer fazer a vontade de Deus conhecerá se essa doutrina é de Deus ou não.

Bergstein, Eurico., Teologia Sistemática Introdução à Teologia Sistemática. Editora: CPAD. 2. ed. 1981.

 

 

“ Categorias da Revelação Divina Revelação Especial

[…] A Bíblia, ao manter de forma perene a revelação especial de Deus, é tanto o registro de Deus e dos seus caminhos, quanto a intérprete dela própria. A revelação escrita é confinada aos 66 livros do Antigo e do Novo Testamento. A totalidade de sua revelação que Ele quis preservar para o benefício de toda a humanidade acha-se armazenada, em sua totalidade, na Bíblia. Examinar as Escrituras é conhecer a Deus da maneira que Ele quer ser conhecido (Jo 5.39; At 17.11). A revelação divina não é um vislumbre fugaz, mas um desvendamento permanente. Ele nos convida a voltarmos repetidas vezes às Escrituras para, aí, aprendermos a respeito dEle.

[…] A totalidade das Escrituras é a Palavra de Deus em virtude da inspiração divina dos seus autores humanos. A Palavra de Deus, na forma da Bíblia, é um registro inspirado de eventos e verdades da autorrevelação de Deus” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1° Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2 006, pp.84 ,85).

 

 

2- Bíblia, regra de fé e conduta.

 

Quando a Bíblia deixa de ser a revelação de Deus para nós, então, ela também deixa de ser a nossa regra de conduta e fé. Uma igreja genuinamente evangélica precisa se conscientizar de que as Escrituras são a fonte dos valores ético-morais e espirituais que devem nortear a vida do Cristão (Hb 4.12). Se não fosse a mediação das Escrituras, o cristão se encontraria desnorteado na sua caminhada. Como saberíamos, por exemplo, dos malefícios da idolatria se as Sagradas Escrituras não nos orientassem sobre eles (1Co 10.19-21)? Da mesma forma, como saberíamos que o adultério, o divórcio, a ideologia de gênero, etc., são práticas danosas que corroem e destroem o modelo de família idealizado por Deus (Pv 6.20-35)? Somente por intermédio da Bíblia temos orientações seguras e precisas sobre isso.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A Bíblia Sagrada, quando crida e obedecida, torna-se um seguro, autêntico e verdadeiro guia para o viver cristão. O texto sagrado aponta para Cristo como o único caminho que conduz à vida abundante (Jo 10.10). O próprio Cristo nos adverte ao exame das Escrituras porque nelas estão reveladas as palavras de vida eterna (Jo 5.39). O apóstolo Tiago assevera que a Palavra de Deus transforma a nossa natureza, e nos conduz pela vereda da salvação (Tg 1.21). Em vista disso, Peter Davids assinala “não ser suficiente que a pessoa esteja convencida a respeito de Jesus; a pessoa deve entregar-se a Cristo, aceitar seu ensino, e essa fidelidade é o estilo de uma nova vida”.

Nessa nobre tarefa, a imutável e inerrante Palavra de Deus alumia o caminho que devemos trilhar com plena segurança. O Senhor Jesus alerta que a porta é estreita, e o caminho é apertado, porém, é o único que leva à vida, e poucos há que o encontram (Mt 7.14).

Nesse aspecto, Tasker lembra que “o que torna o caminho estreito difícil de achar é a existência de numerosos mestres falsos que têm as suas próprias fórmulas para o bem-estar do homem”. Assim, por meio da irrestrita obediência às Escrituras e o temor a Deus, recebemos sabedoria e prudência para andar como filhos da luz (Ef 5.8).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

Importante ressaltar que a Bíblia é a única infalível revelação escrita, divinamente inspirada (2 Tm 3.16; Ap 1.1). Quem ouve e coloca em prática a Palavra de Deus é comparado a uma pessoa prudente cuja casa é alicerçada sobre a rocha (Mt 7.24). Na última seção do sermão do Monte, pouco antes do epílogo, Cristo narra a parábola dos “construtores sábios e os construtores tolos” (Mt 7.24-27). Os editores do Comentário Bíblico Pentecostal chamam atenção para o paralelismo clássico apresentado na parábola: “o sábio constrói sobre a rocha; o tolo constrói sobre a areia”. E quem é o sábio? “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras [de Cristo], e as pratica” (Mt 7.24); consequentemente o tolo é “aquele que ouve estas minhas palavras [de Cristo], e não as cumpre” (Mt 7.26).

Nessa ilustração de Jesus, a casa simboliza a vida. A pessoa prudente constrói a sua casa e estabelece toda a sua vida em submissão genuína à Palavra de Cristo. A pessoa desobediente constrói sobre o fundamento frouxo da confiança própria e de falsas esperanças. Ambas as construções sofrem com as intempéries da vida: a chuva torrencial, a inundação e o temporal (Mt 7.25,27).

Esses elementos simbolizam os tempos difíceis da nossa vida: perseguições, traições, doenças, violências e sofrimentos diversos. É importante notar que Cristo já tinha ensinado que o Pai “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt 5.45). Significa que ninguém está imune das adversidades da vida.

Entretanto, existe uma diferença crucial entre os dois construtores, em especial no enfrentamento desses problemas. A casa edificada sobre a rocha, apesar de ter sido ferozmente combatida, nem caiu e nem quebrou (Mt 7.25). Porém, um toque dramático é acrescentado à casa fundada na areia: “caiu, e foi grande a sua queda” (Mt 7.27).

A parábola claramente ensina que nossa vida deve estar edificada nos ensinos de Cristo a fim de alcançar a virtude e um destino glorioso (Jo 3.16). O próprio Cristo é a rocha sobre a qual devemos edificar a nossa casa (1 Co 10.4). É somente pela nossa união com Cristo que podemos ter esperança e segurança. Ele tem as palavras de vida eterna (Jo 6.68). A síntese desse grande ensinamento é que nem as crises dessa vida e nem a eternidade poderá abalar quem está firmado em Cristo e na sua Palavra (Mt 7.25).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

Os verdadeiros seguidores de Jesus não irão apenas ouvir as Suas palavras, mas praticá-las, permitindo que a mensagem faça diferença em sua vida. Nesse ensino, Jesus explicou que o verdadeiro seguidor, que pratica as Suas palavras, é como a pessoa que constrói a sua casa sobre a rocha. Aquele que “constrói sobre a rocha” é um discípulo que ouve e obedece, e não um impostor.

Praticar a obediência é construir sobre o sólido alicerce das palavras de Jesus, a fim de enfrentar as tempestades da vida. Mesmo em meio à chuva, à inundação, e aos ventos, o alicerce que estiver sobre a rocha não será afetado.

7.26,27 Em contraste com a pessoa sábia (7.24), a pessoa insensata ouve o ensino de Jesus e o ignora. Embora as duas pessoas tenham construído suas casas, e essas casas até pareçam idênticas, somente uma suportará o teste. Somente a pessoa que ouve e pratica a vontade de Deus receberá a recompensa. A casa construída sobre a areia irá desabar. Quando vierem as tempestades, a pessoa não terá firmeza, a sua vida se despedaçará, e o fim será uma grande queda – o juízo final, a destruição (7.13,14), e a separação de Deus (7.22,23).

Assim como o caráter é revelado pelos frutos (7.20), a fé é revelada através das tempestades. A pessoa sábia, que procura agir de acordo com a Palavra de Deus, edifica a sua vida de forma que esta possa suportar qualquer dificuldade ou problema. Será o alicerce, e não a casa, que determinará o que acontecerá no dia do juízo final.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 55.

 

 

SINOPSE II

 

Comprometer-se com a Bíblia é tê-la como revelação de Deus, considerando-a única regra de fé e conduta.

 

 

III – COMPROMETIDOS COM UMA VIDA CHEIA DO ESPÍRITO

 

 

1-O Espírito Santo no plano da redenção.

 

É o Espírito Santo quem conduz o homem a Cristo (Jo 16.8-11; 3.5). O Espírito nos trouxe a Cristo. Contudo, precisa ser dito que o viver em Cristo e na prática dos princípios bíblicos é impossível sem a ajuda do Espírito Santo. O apóstolo Paulo deixou essa lição bem clara quando escreveu os capítulos 6,7 e 8 da sua Carta aos Romanos. Ali, ele mostra que é possível ter consciência do pecado, lutar contra ele e, assim mesmo, continuar subjugado. De acordo com o apóstolo, foi por meio da lei do Espírito de Vida que o cristão pôde vencer a lei do pecado e da morte (Rm 8.2). As Escrituras exortam o cristão a andar no Espírito como única garantia de não satisfazer os desejos carnais (Gl 5.16,17). Sem o Espírito Santo é impossível vencer as sutilezas do Diabo.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Em primeiro lugar, como vencera batalha interior. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (5.16). A “carne” representa o que somos por nascimento natural, e o “Espírito”, o que nos tornamos pelo novo nascimento, o nascimento do Espírito. A carne tem desejos ardentes que nos arrastam para longe de Deus, pois os impulsos da carne são inimizade contra Deus. Os desejos da carne levam à morte. A palavra grega epithumia, traduzida por “concupiscência”, é geralmente usada no sentido de ansiar por coisas proibidas. A única maneira de triunfar sobre esses apetites é andar no Espírito. Se alimentarmos a carne, fazendo provisão para ela, fracassaremos irremediavelmente. Porém, se andarmos no Espírito, jamais satisfaremos esses apetites desenfreados da carne.

Adolf Pohl diz que todos os povos conhecem bem a ideia de que a vida é como um caminho que precisa ser trilhado.

O movimento básico da vida humana, portanto, é o passo da caminhada. Trata-se de mais do que um mecânico “esquerda-direita, esquerda-direita”. Todo caminho inclui um “de onde” e um “para onde”. Podemos desviar-nos do caminho. Assim o “andar” constitui um movimento com sentido, direção e, por conseguinte, qualidade. Da parte da carne surgem pressões transversais. Contra elas Paulo faz valer agora forças pneumáticas. Andem no Espírito.

A carne tem uma inclusão para aquilo que é sujo.

Somente pelo Espírito de Deus podemos caminhar em santidade. Warren Wiersbe ilustra isso da seguinte maneira:

A ovelha é um animal limpo, que evita a sujeira, enquanto o porco é um animal imundo, que gosta de se revolver na lama (2Pe 2.19-22). Depois que a chuva cessou e que a arca se encontrava em terra firme, Noé soltou um corvo, mas a ave não voltou (Gn 8.6,7). O corvo é uma ave carniceira, portanto deve ter encontrado alimento de sobra. Mas, quando Noé soltou uma pomba (uma ave limpa), ela voltou (Gn 8.8-12). Quando soltou a pomba pela última vez e ela não voltou, Noé soube, ao certo, que ela havia encontrado um lugar limpo para pousar e que, portanto, as águas haviam baixado. A velha natureza é como o porco e o corvo, sempre procurando algo imundo para se alimentar. Nossa nova natureza é como a ovelha e a pomba, ansiando por aquilo que é limpo e santo.

Em segundo lugar, como entender a natureza dessa batalha interior. “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (5.17). Fomos salvos da condenação e do poder do pecado, mas não ainda da presença do pecado. No campo do nosso coração ainda se trava uma guerra sem pausa, o conflito permanente entre a carne e o Espírito. Eles são opostos entre si. Alimentar, portanto, a carne é ultrajar, entristecer e apagar o Espírito. Precisamos sujeitar nossa vontade ao Espírito em vez de entregar o comando da nossa vida à carne.

William Hendriksen fala sobre essa batalha para três grupos diferentes de pessoas: 1) o libertino não tem esse conflito porque segue suas inclinações naturais; 2) o legalista que confia em si mesmo não consegue vitória nesse conflito; 3) o crente experimenta um conflito agonizante, mas alcança a vitória, pois o Espírito que nele habita o capacita a triunfar.

LOPES, Hernandes Dias. GALATAS A carta da liberdade cristã. Editora Hagnos. pag. 238-240.

 

 

A palavra “porém” faz a ligação com os versículos 13-15. A estratégia para remover a divisão que estava arruinando a igreja da Galácia era andar de acordo com a nova vida que lhes tinha sido dada pelo Espírito Santo.

Deus enviou o Espírito Santo para estar com os seus seguidores e dentro deles depois que Cristo retornou ao céu (veja Jo 14-16).

A expressão transmite o significado da tradução literal “andar em Espírito”.

Neste contexto, andar significa “viver”, e enfatiza o contato constante com o Espírito Santo e a sua orientação para as decisões e atividades diárias. Viver “de acordo com o Espírito” ou “no Espírito” deveria ser uma ação diária e contínua dos cristãos. Ele está sempre presente, mas nós precisamos estar em contato com Ele e permanecer abertos à sua orientação e correção.

O resultado? Não cumprireis a concupiscência da carne. Quando nos tornamos crentes, a nossa natureza pecadora continua existindo. Mas Deus nos pede que coloquemos a nossa natureza pecadora sob o controle do Espírito Santo de modo que Ele possa transformá-la. Este é um processo sobrenatural. Nunca devemos subestimar o poder da nossa natureza pecadora, e nunca devemos tentar combatê-la com as nossas próprias forças. Satanás é um tentador ardiloso, e nós temos uma capacidade ilimitada de inventar desculpas. Em lugar de tentar superar o pecado com a nossa própria força de vontade, devemos aproveitar o tremendo poder de Cristo. Deus permite a vitória sobre a nossa natureza pecadora – Ele envia o Espírito Santo para residir em nós e nos capacitar. Mas a nossa capacidade de resistir aos desejos da natureza pecadora irá depender do quanto estamos dispostos a “viver de acordo” com o Espírito Santo. Para cada crente, este processo diário requer decisões constantes.

Enquanto os crentes vivem neste mundo, enfrentam uma tensão constante entre o que a came e o que o Espírito querem. Não devemos concluir, com base nas palavras de Paulo, que a nossa personalidade tem duas partes, nem que temos duas forças iguais e opostas lutando para assumir o controle. Em Cristo e no Espírito Santo, nós temos uma nova vida de ressurreição que é vitoriosa.

O Espírito Santo em nós assegura a nossa total redenção e modificação futura. Embora tenhamos uma vida nova em Cristo, nós ainda temos uma mente e um corpo inclinados à rebelião e seduzidos por desejos pecaminosos.

Devemos resistir a estes desejos.

Frequentemente, nós sentimos resistência quando seguimos a orientação do Espírito.

Satanás tem servido como um persistente professor de rebelião, e a humanidade tem tido séculos de prática. Qualquer que seja o caminho que escolhermos, ouviremos os sussurros da oposição – as nossas escolhas nunca estão livres deste conflito. Sempre que decidirmos fazer o que o Espírito Santo nos instrui, podemos esperar que a nossa natureza pecadora se inflame em oposição. Quando decidimos transmitir o Evangelho, a nossa natureza humana pecadora nos faz sentir tolos.

Quando decidimos nos comprometer com algum serviço, os maus desejos nos atrapalham, tentando retardar a orientação do Espírito.

E, ao contrário, sempre que seguimos a nossa natureza humana pecadora, nós recebemos (pela nossa consciência, pela Palavra de Deus, ou mesmo por outros crentes) lembretes para não seguir estes desejos pecaminosos. Os verdadeiros crentes percebem o poder mortal do pecado.

Já não sendo mais seu senhor, o pecado agora ataca como um inimigo poderoso. Estas duas forças se opõem uma à outra constantemente.

Os desejos pecaminosos ainda explodem, como forças de guerrilha, atacando-nos quando menos esperamos.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 2. pag. 294-295.

 

 

Se o princípio que dirige suas vidas for o Espírito Santo, os gálatas não cumprirão “a concupiscência da carne” ou os desejos da natureza pecadora (5-16). Isto é verdade porque a direção do Espírito Santo é diametralmente oposta ao impulso da natureza pecadora, e vice-versa (5-17). A frase “para que não façais o que quereis” está aberta à interpretação. Pode significar que quando os gálatas querem caminhar após a natureza pecadora, o Espírito se opõe a este desejo. Pode ainda significar que quando querem ser guiados pelo Espírito, a natureza pecadora mina suas intenções. Uma vez que os gálatas estão cheios com o Espírito (3.2), Paulo provavelmente está observando que a natureza pecadora está impedindo que sirvam a Deus como desejam.

Esta interpretação coincide com o tratamento de Paulo quanto à carne (natureza

pecaminosa) e o Espírito em Romanos 6.1—8.27. Os gálatas não devem oferecer seus membros como instrumentos de injustiça, mas devem apresentar-se a Deus como instrumentos de justiça (6.13,14,19). A mente renovada pode realmente desejar fazer a vontade de Deus, mas a natureza pecaminosa impede a realização desta vontade. Aqueles que estão na carne encontram-se fazendo aquilo que odeiam. Um conhecimento adicionado da lei só serve para multiplicar as transgressões (7.14-25; veja Fung, 1988, 252). A libertação deste ciclo vicioso somente pode vir através do poder do Espírito (8.1-4,9).

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 1180.

 

 

2- A vida cheia do Espírito.

 

Há uma obra do Espírito no interior do cristão que o santifica para Deus (2 Ts 2.13). Podemos dizer que essa é uma obra consagradora do Espírito (1 Pe 1.2). Fomos purificados do pecado pelo sangue de Cristo (1 Jo 1.7), e temos o Espírito Santo presente em nós que nos permite viver uma vida santa em um mundo de impurezas (Rm 8.13). Essa capacitação para a santidade permite ao cristão viver uma vida cheia do Espírito diante de um mundo hostil (Ef 5.18-21). Contudo, há também uma obra capacitadora do Espírito Santo (At 1.8). Essa capacitação diz respeito à habilitação do crente para ser uma testemunha eficaz de Cristo no mundo, bem como o viver vitorioso no Espírito.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Uma vez mais Jesus ungido pelo Espírito promete aos discípulos que eles serão capacitados pelo Espírito Santo (v. 8). Em vez de mudar de assunto quando os discípulos perguntam pelo Reino, Ele lhes dá uma resposta. A resposta não indica o tempo da consumação do Reino, mas, sim, que o evangelho deve ser pregado a todas as nações antes que venha a verdadeira bem-aventurança para Israel e para o mundo (cf. Mt 24.14).

Aos discípulos é prometido “virtude” ou “poder” (ARA) — não poder político, mas poder para servir. A palavra traduzida por “virtude” ou “poder” (dynumis) provém de um verbo que significa “ser capaz” ou “ter força”. Em Atos, pode se referir à operação de milagres (At 3.12; 4.7; 6.8), poder para dar testemunho de Cristo (At 1.8; 4.33) e poder sobre o Diabo (At 10.38). Jesus promete equipar os discípulos para serem suas “testemunhas”. O significado básico da palavra “testemunha” (martys) é “alguém que testemunha”; o poder para tal procede de Deus, um “poder […] do alto” (Lc 24.49), um poder concedido pelo Espírito Santo para dar testemunho de Jesus Cristo, um poder para influenciar os outros a aceitar Cristo.

As palavras de Jesus “ser-me-eis testemunhas” são geralmente consideradas uma ordem, mas não é tanto uma ordem quanto uma promessa. Esta promessa está unida ao recebimento do batismo no Espírito. Quando eles recebem a plenitude do Espírito, o poder que eles recebem inevitavelmente os transformará em testemunhas. E dando testemunho de Jesus os identificará como povo de Deus. A capacitação para testemunhar é descrita como a vinda do Espírito Santo sobre eles (v. 8; cf. At 19.6) — expressão estreitamente ligada à ideia de “revestidos de poder” (Lc 24.49). O Espírito Santo entrará neles de uma nova maneira, sugerindo a contínua presença poderosa do Espírito Santo.

O testemunho dos apóstolos deve começar na mesma cidade na qual Jesus foi condenado e não será concluída até que eles alcancem “os confins da terra”. Sua missão pode ser resumida em três fases, que formam a estrutura geográfica do Livro de Atos: primeiramente, Jerusalém, onde Jesus foi crucificado (At 1—7); em seguida, Judéia e Samaria, onde o povo tinha ouvido a pregação de Jesus e visto seus milagres (At 8—12); e, finalmente, os confins da terra (At 13— 28). O livro fala das jornadas do povo de Deus enquanto cumprem sua missão (At

1.15—5.42; 6.1—9.31; 9.32—12.25; 13.1— 15.35; 15.36—19.20; 19.21—28.31). Cada uma destas seções indica o movimento da Igreja ao longo do caminho anunciado no versículo 8.

Enquanto fazem suas jornadas, o povo de Deus é capacitado pelo Espírito e segue o exemplo do Salvador ungido pelo Espírito (Lc 4.18,19), proclamando o Reino de Deus (At 1.3; 8.12; 14.21,22; 19.8; 20.25; 28.23,31). A regra é pregar o Evangelho “primeiro [para o] judeu e também [para o] gentio” (Rm 1.16). A Igreja faz avanço significativo em sua missão, quando os samaritanos ouvem o evangelho. Seu modelo de missão é o Servo do Senhor, que dá luz às nações e salvação “até às extremidades da terra”. (Is 49.6) — frase que significa terras distantes em Atos 13.47. Ainda que esta frase possa significar “Roma” para os discípulos de Jesus, é profética do crescimento da Igreja e focaliza a expansão cio evangelho nos últimos dias, até que Jesus volte.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 626-627.

 

 

o revestimento de poder (1.8). Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. Jesus redireciona os olhos dos discípulos para a ação missionária e dá-lhes um esboço geral da obra que deveriam fazer. David Stern diz que este versículo serve como uma espécie de índice para o livro de Atos. O período de testemunho e missão deve anteceder a volta de Jesus. Em vez de conhecer tempos ou épocas, eles seriam revestidos com o poder do Espírito para serem testemunhas (2.33). Não lhes bastaria o poder do intelecto, da vontade ou da eloquência humana. Era preciso que o Espírito agisse neles, dentro deles e através deles.

James Hastings destaca no oitavo versículo três pontos importantes: a) o poder; b) a fonte do poder; c) o uso do poder. Há na língua grega duas palavras para poder: exousia e dunamis. A primeira refere-se ao poder no sentido de governo e autoridade; e a segunda significa habilidade e força.

O poder que a igreja recebe não é político, intelectual ou ministerial, mas um poder espiritual, pessoal e moral. A fonte desse poder é o Espírito Santo, e esse poder é dado para que a igreja seja testemunha de Cristo até aos confins da terra.

Conhecemos o termo “testemunha” do linguajar jurídico.

Num processo judicial são interrogadas testemunhas.

Não lhes cabe externar sua opinião em relatar seus pensamentos.

50 Testemunha é uma palavra-chave no livro de Atos e aparece 29 vezes na forma de substantivo ou verbo.

Uma testemunha é alguém que relata o que viu e ouviu (4.19,20). E alguém que está pronto a dar sua própria vida para testificar o que viu e ouviu. Mário Neves interpreta corretamente quando escreve: “A palavra testemunha, no grego, corresponde a mártir, de sorte que ser testemunha implica na disposição íntima, não só de sofrer, mas até de sacrificar a própria vida pela Causa”.

LOPES. Hernandes Dias. Atos. A ação do Espírito Santo na vida da igreja. Editora Hagnos. pag. 37-38.

 

 

Esta passagem contém a promessa do Pentecostes e o mandato de ser testemunhas de Jesus nas seguintes áreas geográficas: Jerusalém, Judeia e Samaria, e todo mundo.

A promessa. Jesus e os discípulos estão num inconfundível paralelo ao momento de começar seus respectivos ministérios. Quando Jesus foi batizado, o Espírito Santo desceu sobre Ele e O fortaleceu para fazer frente ao poder de Satanás (veja-se Mt 3:16). Antes que os apóstolos estivessem capacitados a assumir sua tremenda responsabilidade de construir a igreja de Cristo e conquistar as fortalezas de Satanás, eles recebem o poder do Espírito Santo. No Domingo de Ressurreição no cenáculo, Jesus soprou sobre os apóstolos e disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22). Mas imediatamente antes, disse-lhes: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (v. 21).

O Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Por exemplo, Jesus informa aos discípulos em Seu discurso de despedida: “Mas quando vier o Consolador, a quem eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, o qual procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo. 15:26). O Espírito Santo, então, não é uma força inanimada, mas é a terceira pessoa da Trindade. E a promessa do Espírito origina-se com o Pai: “Eis aqui, eu enviarei a promessa de meu Pai sobre vós” (Lc 24:49a).

O mandato. Só através da plenitude da pessoa e o poder do Espírito Santo, podem os discípulos ser testemunhas de Cristo Jesus. Porém não só os discípulos recebem o dom do Espírito, mas também, como Lucas o assinala em Atos, numerosas pessoas são cheias com o Espírito Santo e chegam a ser testemunhas de Cristo. “Uma testemunha efetiva só pode estar onde o Espírito está, e onde o Espírito está, a testemunha efetiva sempre O seguirá”. A palavra de Jesus: “Recebereis poder” aplica-se primeiro aos doze apóstolos e logo a todos os crentes que são efetivamente testemunhas de Cristo Jesus.

“Ser-me-eis testemunhas”. Em Atos, o termo testemunhas tem um significado duplo. Primeiro, refere-se à pessoa que observou um fato ou acontecimento. E segundo, refere-se à pessoa que apresenta um testemunho por meio do qual defende e promove uma causa. De acordo com isso, os apóstolos escolhem Matias para que suceda a Judas Iscariotes porque como testemunha ocular, tinha seguido a Jesus desde os tempos de seu batismo por João até o momento da ascensão. Portanto, Jesus encarrega a Matias proclamar a mensagem de Sua ressurreição (At 1:21–22).

No sentido estrito da palavra, a palavra testemunha não se aplica a Paulo e a Barnabé, os quais durante sua primeira viagem missionária proclamaram a mensagem da ressurreição de Jesus às pessoas de Antioquia da Pisídia (At 13:31). Paulo e Barnabé declaram que eles não são testemunhas, e sim anunciam as Boas Novas. No dia do Pentecostes Jesus envia os doze apóstolos como verdadeiras testemunhas de tudo o que Ele havia dito e feito.

Estes doze viram e ouviram Jesus e agora falam com outros dEle (compare-se 1Jo. 1:1). Cheios do Espírito Santo, começam a proclamar as Boas Novas em Jerusalém (veja-se Lc 24:47). Logo pregam o evangelho nas regiões da Judeia e Samaria, e até chegam a Roma. Roma era a capital do império de onde saíam todos os caminhos, como os raios de uma roda, e chegavam a todos os rincões do mundo até então conhecido (cf. Is 5:26: “o extremo da terra”). No terceiro Evangelho, Lucas dirige a atenção a Jerusalém, onde Jesus sofre, morre, ressuscita da morte, e ascende. Em Atos, enfoca a atenção sobre Roma, como o destino do evangelho de Cristo. De Roma, as Boas Novas alcançam a todo mundo.

Simon J. Kistemaker. Comentário do Novo Testamento Atos. Editora Cultura Cristã. pag. 88-90.

 

 

SINOPSE III

 

É preciso buscar uma vida cheia do Espírito em que somos conduzidos e dirigidos por Ele.

 

 

IV – COMPROMETIMENTO COM A IGREJA LOCAL

 

 

1- A Igreja como o Corpo de Cristo.

 

Escrevendo aos Coríntios, o apóstolo Paulo disse: “Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular” (1Co 12.27). Nas Escrituras, a Igreja ocupa um lugar de relevância ímpar. Fica sempre em destaque a igreja como um corpo, ou seja, uma expressão de sua dimensão coletiva (1Co 3.16). Nesse sentido, o aspecto local da igreja também fica enfatizado. Na metáfora dita por Paulo, no capítulo 12 da sua Primeira Carta aos Coríntios, fica evidente que, assim como um membro do corpo humano separado deste perde sua utilidade, da mesma forma, a Igreja. É por isso que não existe cristão legítimo fora da esfera da Igreja como Corpo de Cristo. A própria palavra “desigrejados” torna-se um termo impróprio, uma forma de descrever uma anomalia espiritual.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A Igreja Como Corpo de Cristo

A Bíblia nos ensina alguns designativos bíblicos figurados da igreja, cada qual ressaltando algum aspecto particular da igreja. Eis alguns exemplos:

1)        Templo do Espírito Santo. I Co 3:16.

2)        Habitação de Deus. Ex 25:08; Sl 22:03; Ef 2:22.

3)        Edifício de Jesus. I Co 3:09; Mt 16:16-18.

4)        Casa de Deus. Hb 3:06

5)        Povo de Deus. I Pd 2:9-10

6)        Universal Assembleia. Hb 12:22

7)        Esposa. Ap 19:07; Ef 5: 25-32.

8)        Coluna e Baluarte da verdade. I Tm 3:15

9)        Jerusalém de cima ou Nova Jerusalém ou Jerusalém Celestial. Gl 4:26; Hb 11:22; Ap 21:01.

10)      Corpo de Cristo. Ef 1:22-23; I Co 12:27

 

A Igreja é um Corpo. Somos um Corpo com um objetivo específico. O principal objetivo do Corpo é expressar a vida do Espírito Santo de Deus, a vida de Cristo. O Contato de Cristo com o mundo e por meio do corpo. Em outras palavras o propósito do Corpo é de se relacionar com o mundo exterior, o corpo é a expressão do Espírito. Esta é a principal responsabilidade da Igreja como corpo; expressar a vida e a glória de Deus. O Contato do mundo com Deus se faz pela Igreja.

 

Fazer parte do Corpo de Cristo significa ser representante de Deus no mundo em que habitamos. Em I Co 5:20, o Apóstolo Paulo diz que somos embaixadores do Reino de Deus. E como embaixadores temos a responsabilidade de representar o nosso Senhor diante de toda a humanidade. Jesus deu-nos poder e autoridade afim de que tornássemos seus representantes.

 

De que maneira o membro do Corpo de Cristo deve viver?

 

1-        Com a consciência de que o Corpo de Cristo não é formado por um só membro, mais sim por vários. I Co 12: 12-14. (Obs: não existe somente eu, ou somente a minha Igreja.)

2-        Com a consciência de que o Corpo é de Cristo. I co 12:27.

3-        Com a consciência de que cada membro do corpo tem uma função e que não há necessidade de competição entre os membros. I Co 12:14-15

4-        Com a consciência de que não existe membro desnecessário. I Co 12:22.

5-        Com o entendimento de que todos os membros devem obedecer o cabeça. Ef 5:23.

6-        Com o entendimento que quando um membro sofre todos sofrem.

7-        Com o entendimento que quando um membro é honrado todos são também honrados. I Co 12:26.

8-        Com o entendimento que os membros são diferentes e têm funções diferentes. I Co 12:13,17.

9-        Com o entendimento que fomos chamados por Deus para cooperar uns com os outros.

Estudo anônimo.

 

 

No mundo antigo, o corpo humano era usado pelos estoicos como uma analogia do mundo ou do estado, composto por cidadãos individuais. Para Paulo, a Igreja é o corpo de Cristo (1Co 12.27); isto mostra um vínculo indissolúvel e inseparável entre Cristo e seu povo. Isto é similar ao conceito hebraico cie personalidade corporativa, no qual um indivíduo representa um grupo e é considerado como a personificação deste grupo. Existe uma indicação disto nas palavras que Jesus disse a Paulo no caminho de Damasco: “por que me persegues?” (At 9.4; também 22.7; 26.14), como também na declaração de Paulo: “pecando assim contra os irmãos… pecais contra Cristo” (1Co 8.12).

Os versos 12 e 13 introduzem esta metáfora e servem como base para o que se segue. Como esta metáfora se relaciona aos contextos precedentes e seguintes que tratam dos dons espirituais? Lim pergunta: “Paulo não está falando das diferentes funções dos dons em sua analogia entre os crentes e o corpo humano?” (66). No tratamento de Paulo em relação aos dons, a ênfase está nos temas complementares de unidade e diversidade; os vários dons são “para o que for útil”. Eles se originam de “um só [e do] mesmo Espírito”, que os distribui a cada crente. As mesmas ideias estão contidas em sua discussão sobre o corpo humano, que é composto de muitos membros diferentes, e que cada um é necessário para o bem-estar do corpo (v. 12). Os conceitos do corpo de Cristo e dos dons espirituais na Igreja devem ser colocados lado a lado. Em um sentido significativo, os membros individuais do corpo representam dons individuais ou funções na Igreja.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 1014.

 

 

No texto grego, Paulo usa o substantivo corpo no sentido absoluto do termo. Isto é, a palavra aparece sem o artigo definido. Paulo não fala de «um corpo» ou de «o corpo», mas só de «corpo», com o qual indica que este é um e único corpo, porque não há nenhum outro corpo de Cristo. Não se refere ao corpo físico de Cristo, e sim fala de forma figurada da igreja como o corpo de Cristo (p. ex., Ef 1:23; Cl 1:24). Para dizer de outro modo, Paulo afirma que a igreja a que pertencem os coríntios é uma entidade sem divisões.

A igreja como o corpo figurativo de Cristo existe nEle e pertence a Ele. Está verdadeiramente unido a Cristo, porque cada crente individual está pela fé incluído nEle.57 Cada congregação local é um microcosmo de toda a igreja, de tal maneira que todo aquele que observa as distintas funções da congregação sabe que este corpo é a igreja em ação. Aqui Paulo declara o princípio de unidade na multiplicidade. Na seguinte oração falará da multiplicidade em unidade.

Simon J. Kistemaker. Comentário do Novo Testamento I Coríntios. Editora Cultura Cristã. pag. 629-630.

 

 

2- O lugar e a importância de cada membro na Igreja.

 

A palavra “igreja” jamais deve significar “templo”. Um templo pode ser a estrutura arquitetônica onde a igreja se reúne. A Igreja, portanto, não é um prédio feito do aglomerado de concreto, tijolos e areia. Ela é o Corpo de Cristo. Como Corpo de Cristo ela possui seus membros. Ela também não é um ajuntamento de pessoas em que ninguém sabe precisamente qual é sua função no corpo. Biblicamente, cada membro da Igreja, assim como o corpo humano, possui seu lugar e função para exercer (1Co 12.27). Um desigrejado é alguém que, por alguma razão, não conseguiu exercer sua função de membro no Corpo de Cristo.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Sentido e usos da palavra igreja

O vocábulo grego ekklesla significa, basicamente, «os chamados para fora», dando a entender um grupo distinto, selecionado e tirado para fora de algo. Ê verdade que essa palavra nem sempre se refere a um grupo religioso, pois no grego clássico era empregada para indicar «assembleia», «reunião convocada pelo arauto», «assembleia legislativa». Em Atenas, essas assembleias governantes eram eleitas pelos seus concidadãos por determinado período de tempo. Portanto, a «assembleia» pode ser legislativa, política, social ou religiosa. (Ver Josefo, Antiq. 12.164; 19.332 e Atos 19:39).

Tal palavra pode significar apenas «reunião», «ajuntamento» (ver I Macabeus 3.13; Atos 19:32,40).

Referia-se à congregação judaica, especialmente quando reunida com finalidades religiosas, para observância dos ritos religiosos, (ver Deut. 31:30; Juí. 20:2; Josefo, Antiq. 4.309 e Atos 7:38).

É usada para indicar a igreja cristã, um culto cristão, mas nunca o mero edifício das reuniões ou templo, (ver I Cor. 11:18; 14:4,9,28,35).

A «congregação» considerada como a totalidade dos crentes que vivem em um determinado lugar, uma igreja local, que nos primeiros tempos se reunia em moradias comuns, (ver Mat. 18:17; Atos 5:11; I Cor. 4:17; 16:19; Rom. 16:5).

A igreja universal, mística, composta de todos os crentes de todos os tempos e de todos os lugares, os quais aceitam Cristo como cabeça. Essa igreja é considerada como um organismo espiritual que tem Cristo por centro; e a união mística da igreja com Cristo se dá através do seu Espírito, e não devido a alguma organização. Portanto, transcende a denominações evangélicas, que defendem determinadas crenças ou governos eclesiásticos, (ver Mat. 16:18; Atos 9:31; I Cor. 6:4; Efé. 1:22; 3:10,21; 5:23 e ss, 5:27,29,32; Col. 1:18,24; Fil. 3:6; I Tim. 5:16). Quando está em foco a «igreja universal», são utilizadas expressões como «a igreja de Deus» ou «a igreja de Cristo», ver I Cor. 1:2; 10:32; 11:16,22; 15:9; II Cor. 1:1; Gál. 1:13 quanto à expressão «igreja de Deus»; e Rom. 16:16 e I Tes. 1:1 quanto à expressão «igreja de Cristo». Outros nomes empregados são «igreja dos santos» (ver I Cor. 14:33); «igreja dos primogênitos» (ver Heb. 12:23); e «igreja primeira e espiritual» (ver II Clemente 14:1). O vocábulo grego figura nas páginas do N.T. por cento e quinze vezes.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 3. 11 ed. 2013. pag. 212.

 

 

Paulo definiu, ao mesmo tempo, tanto as relações que aqueles crentes de Corinto tinham uns com os outros como as relações que tinham para com Cristo. Em relação a Cristo eram eles um corpo, isto é, eram seu corpo místico, sua expressão neste mundo, por serem aqueles que compartilham de sua natureza. Cada qual é membro do outro, sendo mutuamente dependentes entre si. Não formam «um corpo» no sentido que existe ou possa haver mais de um corpo, constituindo eles um desses corpos; pelo contrário, eles são «o corpo», o único corpo possível, ainda que não seja esse o aspecto frisado neste versículo. O que é aqui salientado é a natureza geral da igreja, no que diz respeito a Cristo e uns para com os outros. Para Cristo, são um corpo, a saber, um seu corpo místico. Nisso consiste a relação entre o Senhor e sua igreja. E cada igreja local é um microcosmo, que incorpora em si mesmo todas as características do macrocosmo, a igreja universal, que se compõe de todos os remidos do passado, do presente e do futuro, a igreja em sua plenitude.

«…e, individualmente, membros desse corpo…» Essa expressão é um tanto obscura, tendo recebido certa variedade de interpretações, como segue. Várias traduções têm sido apresentadas, como «membros em particular», «membros em separado», «seus membros individuais», «membros segundo a parte determinada para cada um», «membros determinados». As últimas três dessas traduções parecem dar-nos o seu sentido próprio, embora expresso de diferentes modos:

Poderia significar «Não sois a igreja universal; mas, coletivamente, como comunidade, sois parte dela». Assim pensava Crisóstomo. Mas não parece que isso é que seja aludido aqui, pois Paulo não encarava cada comunidade como parte do corpo; antes, olhava para os membros, individualmente, que compunham, cada um deles, uma «parte» do corpo.

A ideia de «membros parciais» da igreja também não é correta, como se cada membro fosse realmente apenas uma «representação imperfeita ou parcial» da igreja, daquilo que um membro do corpo de Cristo deve ser.

Com frequência isso é o que sucede; mas não parece ser isso que Paulo quis dizer aqui.

Pelo contrário, dizia ele que aqueles crentes eram «…membros, cada qual tendo recebido sua porção apropriada ou função no corpo». No dizer de Calvino (in loc.): «Segundo cada qual tem tido sua porção e trabalho definido, que lhe tem sido atribuído». Como «um todo», falaria do corpo de Cristo como uma unidade. «Individualmente» fala dos membros como indivíduos. Conforme expressou Vincent (in loc.): «Cada qual segundo seu próprio lugar e função».

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 3. pag. 199.

 

 

Vós vem no início com ênfase. Corpo está sem o artigo, o que indica que a característica dos crentes coríntios é que eles pertencem ao corpo de Cristo (o emprego do artigo distinguiria este corpo de outros).

O efeito disso tudo-é dar forte ênfase ao fato de que eles, os coríntios, são membros de nada metios que o corpo de Cristo. Tudo que Paulo vem dizendo se refere a eles, porque são membros “ em particular” (AV). Esta última expressão, ek merous, significa literalmente “ em parte”, que é como é traduzida em 13:9. Disso resulta que apanha o sentido dé individualmente (como na ARA). O que Paulo quer dizer é que cada um deles pertence ao corpo. Nenhum pode ter a pretensão de ser o todo, mas nenhum é excluído.

Leon Monis. I Corintos Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 143.

 

 

SINOPSE IV

 

É preciso comprometer-se com a Igreja como o Corpo de Cristo.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O MINISTÉRIO À IGREJA

 

“O ministério à Igreja inclui o compartilhar da vida divina. Só temos a dinâmica daquela vida à medida que permanecemos nEle e continuarmos repassando a sua vida uns aos outros dentro do corpo. Esse processo de edificação é descrito por Paulo como relacionamentos de mútua confiança: pertencemos uns aos outros, precisamos uns dos outros, afetamos uns aos outros (Ef 4.13-16). Essa mútua confiança inclui abnegação para ajudarmos a suprir as necessidades uns dos outros. Não somos um clube social mas, sim, um exército que exige mútua cooperação e solicitude ao enfrentarmos o mundo, negarmos a carne e resistirmos ao diabo” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1°ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.601).

 

 

CONCLUSÃO

 

Chegamos ao final desta lição e do trimestre. Nosso propósito foi mostrar os ataques sutis de Satanás contra a Igreja e destacar as estratégias para o povo de Deus permanecer firme na resistência contra o Adversário. Sabemos que os dias são difíceis, mas o Espírito Santo é o guia e o auxiliador da Igreja.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- Cite textos bíblicos que fundamentam a centralidade de Cristo na mensagem apostólica.

1 Co 2.2; At 4-12; 8.5

 

2- Se por um lado a Igreja não deve esquecer-se de proclamar Cristo como o único Salvador, qual o outro lado que a Igreja jamais deve esquecer?

Jamais deve esquecer-se de que Ele é o único Senhor (At 2.36).

 

3- Se a Bíblia deixar de ser Palavra de Deus, como defende alguns, no que ela se torna?

A Bíblia torna-se um livro meramente humano, sujeito a falhas e, portanto, passível de correção.

 

4- Quem conduz o homem a Cristo?

É o Espírito Santo quem conduz homem a Cristo (Jo 16.8-11; 3-5)

 

5- Cite algumas das sutilezas que estudamos ao longo do trimestre.

Sutilezas da imoralidade sexual; sutileza da relativização da Bíblia; sutileza das Mídias Sociais.

 

 

VOCABULÁRIO

 

Anomalia: Anormalidade; irregularidade.

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

    Acesse mais:  Lições Bíblicas do 2° Trimestre 2022   

 

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