13 LIÇÃO 4 TRI 22 O SENHOR ESTÁ ALI

 

13 LIÇÃO 4 TRI 22 O SENHOR ESTÁ ALI

13 LIÇÃO 4 TRI 22 O SENHOR ESTÁ ALI

 

TEXTO ÁUREO

 

”Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Is 11.9)

 

VERDADE PRÁTICA

 

O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó governa soberanamente o seu povo. Ele está no meio do seu povo.

LEITURA DIÁRIA

 

 

Segunda – Gn 49.1,2 Jacó abençoa e anuncia o destino dos seus filhos

 

Terça– Ap 21.12-14 As portas são nomeadas em homenagem às doze tribos de Israel

 

Quarta– Is 2.2-4 Jerusalém será a sede do governo de Cristo no Milênio

 

Quinta – Is 60.1 A glória de Deus sobre Jerusalém

 

Sexta – Ez 3.5 Jerusalém é o centro da terra no meio das nações

 

Sábado – Ap 21.3 A nossa cidade está nos céus, no mundo vindouro

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Ezequiel 48.30-35

 

30 – E estas são as saídas da cidade, desde a banda do norte: quatro mil e quinhentas medidas.

 

31 – E as portas da cidade serão conforme os nomes das tribos de Israel: três portas para o norte: a porta de Rúben, uma, a porta de Judá, outra, a porta de Levi, outra;

 

32 – da banda do oriente, quatro mil e quinhentas medidas e três portas, a saber: a porta de José, uma, a porta de Benjamim, outra, a porta de Dã, outra;

 

33 – da banda do sul, quatro mil e quinhentas medidas e três portas: a porta de Simeão, uma, a porta de Issacar, outra, a porta de Zebulom, outra;

 

34 – da banda do ocidente, quatro mil e quinhentas medidas e as suas três portas: a porta de Gade, uma, a porta de Aser, outra, a porta de Naftali, outra.

 

35 – Dezoito mil medidas em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O SENHOR Está Ali.

 

 

Hinos Sugeridos: 38. 380, 432 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

1- INTRODUÇÃO

 

Concluiremos a lição deste trimestre estudando os aspectos da Jerusalém no Milênio. Por isso, o primeiro tópico apresenta a cidade de Jerusalém no Milênio. O segundo tópico elenca os nomes das doze tribos e o propósito deles no Milênio. E, finalmente, o terceiro tópico mostra <<o Senhor está Ali” como o novo nome da cidade. Veremos que essa lição encerra todo o desenvolvimento das profecias do livro de Ezequiel que estudamos neste trimestre.

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Apresentar a cidade de Jerusalém no Milênio;

II) elencar os nomes das doze tribos no Milênio;

III) Mostrar que a expressão “o Senhor está Ali” é o novo nome da cidade.

B) Motivação: Que tipo de cidade a Jerusalém do Milênio será? Haverá um palácio real? É uma cidade simbólica ou literal?

C) Sugestão de Método: Antes de iniciar a lição desta semana, faça uma revisão de todo o trimestre com a classe. Destaque os temas que os alunos mais reagiram ao longo do trimestre. Procure mostrar o quanto que o assunto tem lógica, ordem. Faça com que os seus alunos percebam o todo do livro de Ezequiel e o corre­lacione com o tema do trimestre: ”A Glória e a Justiça de Deus: A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual”

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: Esta lição diz respeito à esperança cristã. Procure aplicar esta lição, aborda do a o assunto da esperança cristã. Lembre-se de que em 1 Coríntios 13.13, a esperança é apresentada como uma das grandes virtudes cristãs, ao lado da fé e do amor.

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”Atentemos para o Reino Futuro” amplia o assunto da nova cidade no Milênio; 2) O texto ”O Senhor Está Ali” aprofunda o sentido do novo nome da cidade.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

Vimos, na primeira lição do trimestre, que o livro de Ezequiel antecipa a tradição apocalíptica nas Escrituras. O livro de Ezequiel começa com a visão da glória de Javé e conclui com a descrição da glória de Deus na Jerusalém glorificada. Não é possível compreender o livro de Apocalipse sem os orácu­los de Ezequiel. Encontramos abundantes dados cruzados nesses dois livros e ambos são revelações sobre o fim dos tempos. A presente lição encerra o trimestre estudando os aspectos da Jerusalém do Milênio.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

 

O livro de Ezequiel termina com as fronteiras da terra prometida, a partilha dos territórios entre as tribos de Israel e a Jerusalém milenial. Os limites geográficos são descritos em Ezequiel 47.13-20.

O capítulo 48 começa com a partilha da terra entre sete tribos, as quais recebem como herança a parte norte (48.1-7), e as outras cinco tribos recebem a parte sul (48.23-29). O santuário, os sacerdotes, os levitas e o príncipe se localizam no centro (48.8-22).

Esse novo plano lembra a partilha anunciada por Moisés em Números 34 e implantada por Josué depois de suas conquistas. As promessas de Deus feitas a Abraão concernentes à possessão da terra aos filhos de Israel não perderam a validade (Gn 15.7, 18-21; 17.8).

O profeta conclui o oráculo iniciado no capítulo 40 com a descrição da cidade milenial de Jerusalém (48.30-35). O livro de Ezequiel começa com a visão da glória de Javé Deus e conclui com a descrição da glória de Deus na Jerusalém glorificada. O profeta viu em visão a glória de Deus partindo e retornando depois da restauração de Israel e finaliza o livro com o próprio Deus no meio do seu povo. Encontramos abundantes dados cruzados em Ezequiel e Apocalipse, e ambos são revelações sobre o fim dos tempos.

Ezequiel antecipa a tradição apocalíptica nas Escrituras. Não é possível compreender o livro de Apocalipse sem os oráculos de Ezequiel. O nome “O Senhor Está Ali” se explica porque no milênio toda a terra se converterá no lugar santíssimo do tabernáculo e do templo de Salomão.

Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag. 145-146.

 

 

A Cidade de Jerusalém (48.30-35)

Os vss. 15-17 fornecem as medidas da cidade e de suas terras adjacentes. As ilustrações nos capítulos 47 e 48 nos ajudam a visualizar os arranjos. A cidade e suas áreas laterais se situavam no meio das terras do príncipe. A velha cidade estava condenada por causa de sua idolatria-adultério-apostasia e foi destruída pelo ataque do exército da Babilônia. Os poucos sobreviventes foram transportados para aquele país e, assim, realizou-se o cativeiro babilónico. Mas o propósito de Deus, operando segundo as exigências do Pacto Abraâmico, não podia deixar Israel em estado perene de calamidade.

Primeiro, houve uma restauração preliminar, com a volta do remanescente para Israel; segundo, no nosso tempo, houve a volta de Israel da diáspora romana; terceiro, haverá o Novo Dia da restauração de Israel (o tema principal dos capítulos 40-48 de Ezequiel). Assim é que a vontade de Deus completará o ciclo de julgamento a restauração, uma operação grandiosa do amor de Deus. Todos os julgamentos divinos têm este mesmo propósito. Ver no Dicionário o artigo denominado Mistério da Vontade de Deus.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3359.

 

 

Não obstante o evidente bairrismo nessa última profecia da série de Ezequiel, as implicações teológicas para o leitor moderno são constrangedoras.

Primeira, a visão de Ezequiel a respeito da organização territorial de Israel oferece uma profunda teologia da terra. De maneira muito óbvia, a terra pertence a Deus. Na qualidade de soberano, ele tem autoridade para distribuí-la entre o seu povo; é dele o direito às “terras reais”; sua morada constitui o centro de gravidade geográfico. Sua solicitação de um tèrümâ convida seus súditos a reconhecerem sua soberania e a comemorar o recebimento do território nacional como um presente dele. Do mesmo modo que, no culto, em que o tèrümâ dava, aos adoradores, uma oportunidade de devolver uma oferta de produtos para Yahweh em reconhecimento de seu domínio sobre todas as coisas, assim este tèrümâ territorial lembra Israel de que Yahweh é o verdadeiro proprietário da terra.

Segunda, a visão territorial de Ezequiel amplia os retângulos concêntricos de santidade graduada para além das paredes do templo. Reconhecidamente, a concentricidade não é precisa, mas o santuário representa o centro de gravidade para o compartilhamento sacerdotal do tèrümâ, que é o centro de gravidade do quadrado central da reserva, a qual, por sua vez, é o centro de gravidade da nação como um todo. Embora o projeto do templo regulasse, cuidadosamente, 0 acesso para as diferentes graduações de santidade na adoração cultual, os lotes territoriais regulamentavam a vida diária.

Os sacerdotes e os levitas não ocupavam a propriedade tribal, mas eles, e somente eles, podiam viver na terra separada para Yahweh. Os cidadãos das doze tribos podiam possuir sua terra, mas o acesso ao tèrümâ não era apenas temporário; eles entravam pelo filtro da cidade. Do menor até o maior detalhe da visão final de Ezequiel é proclamada a santidade de Yahweh, e a santidade de sua terra. Deus pode condescender em habitar entre o seu próprio povo, mas ele o faz sem qualquer sacrifício de sua santidade.

Terceira, a visão territorial de Ezequiel proclama um novo entendimento da comunidade da fé. Se a partilha da terra para cada uma das tribos, com lotes especiais para os funcionários religiosos, identifica organização no povo de Deus, a natureza das distribuições também afinna a preocupação divina com a justiça. A partilha da terra “cada um como seu irmão” se baseia em fundamentos igualitários, a fim de evitar as injustiças sociais do passado.

Sem a distribuição equitativa, as promessas antigas de Yahweh para a nação não podem ser integralmente realizadas. Até mesmo o projeto e a função da cidade refletem a premissa social fundamental de Ezequiel, de que todos os cidadãos tenham direitos iguais na adoração de Yahweh, bem como nos benefícios dela. A cidade é para toda a comunidade da fé, independente da tribo ou da posição social. Além disso, e apesar da visão exclusivista do profeta, os estrangeiros são bem-vindos aqui. Eles precisam vir nos tennos de Yahweh, por meio da comunidade da fé já existente, é claro, mas se eles se identificarem com a fé do seu povo gozarão de todos os direitos e privilégios estendidos aos herdeiros das tradições.

Quarta, essa visão proclama um novo entendimento da liderança civil. O nãéV na visão conclusiva de Ezequiel é uma figura enigmática. De um lado, o título o liga a uma pessoa descrita em 34.24 e 37.25. Mas o retrato dessa pessoa está abaixo do ideal, e na narrativa da visão, o profeta evita qualquer conexão davidica, a base de todas as esperanças messiânicas. Por outro lado, ele tem um papel extremamente importante na nova sociedade.

Block. Daniel,. Comentário do Antigo Testamento Ezequiel Vol. 2. Editora Cultura Cristã. pag. 699-671.

 

 

Palavra-Chave: SENHOR

 

 

I – SOBRE A CIDADE

 

Há certa similaridade entre a visão de Ezequiel e a do apóstolo João no livro de Apocalipse, na linguagem e no conteúdo. Mas é importante que os crentes saibam distinguir a diferença entre a Jerusalém do Milênio da Nova Jerusalém do mundo vindouro.

 

1– ”E estas são as saídas da cidade” (v.30).

 

Essa seção final da profecia é um suplemento não somente do capítulo, mas também do próprio livro. Apesar de o nome da cidade não ser mencionado, o contexto deixa claro que se trata de Jerusalém. O termo hebraico para ”saídas”, totsa’oth, aparece somente uma vez em Ezequiel e é usado no livro de Números com o sentido de ”limites, extremidades” (Nm 34.4,5,8,9,12); a versão bíblica Tradução Brasileira emprega ”extremidade” no versículo 4.

Como o profeta usa outra palavra para ”saídas” (Ez 42.11; 44.5), muitos expositores do Antigo Testamento acham que ”saídas”, apesar de semanticamente correta, não se ajusta bem no presente contexto. A ideia, segundo alguns, seria estas são as extremidades da cidade”, mas ”saídas” é a forma familiar e mais tradicional, mantida na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento, e nas nossas versões atuais da Bíblia.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Apesar de o nome da cidade não ser mencionado, o contexto deixa claro que se trata de Jerusalém: São estas as saídas da cidade. O termo hebraico para “saídas”, tôtsāʾôth, do verbo yātsāʾ, “sair, vir para fora, avançar”, aparece somente uma vez em Ezequiel e é usado no livro de Números, traduzido por “saídas” (Nm 34.4, 5, 8, 9, 12, NAA, ARC, ARA), mas o sentido é de “limites, extremidades”. A Tradução Brasileira (TB) emprega “extremidade” no versículo 4, e não o termo nos versículos seguintes.

Como o profeta usa outra palavra para “saídas” (42.11; 44.5), môtsāʾ, “ato de sair, local de saída”, muitos expositores do Antigo Testamento acham que “saídas”, apesar de semanticamente correto, não se ajusta bem nesse contexto. A ideia, segundo alguns, seria estas são as extremidades da cidade”, mas “saídas” é a forma familiar e mais tradicional, mantida na Septuaginta e nas nossas versões da Bíblia.

A descrição da cidade de Ezequiel revela ser ela quadrada, porque a medida é igual nos quatro lados: “Estas serão as suas dimensões: o lado norte, de dois mil duzentos e cinquenta metros, o lado sul, de dois mil duzentos e cinquenta metros, o lado leste, de dois mil duzentos e cinquenta metros, e o lado oeste, de dois mil duzentos e cinquenta metros” (48.16).

Nessa visão suplementar, ele fala de quatro lados descritos no sistema horário: norte, leste, sul e oeste, um tipo da Nova Jerusalém (Ap 21.16). A extensão de cada lado é de “quatro mil e quinhentas canas” (ARC, TB), ou “quatro mil e quinhentos côvados” (ARA). A cidade de Jerusalém, levando em conta todos os seus períodos históricos, nunca teve a sua área territorial e nem a sua arquitetura quadrada. O que o Profeta está revelando é algo novo até então, é uma figura da Nova Jerusalém do mundo vindouro.

Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag. 146-147.

 

 

Declaração Geral. Cada lado do quadrado da cidade mede 4.500 côvados, mais 250 de borda, dando um total de 5 mil côvados (= 2 km). Esta informação é dada nos vss. 16-17, onde o leitor deve examinar os detalhes. Este versículo repete a informação, mas menciona um lado só.

Outros Detalhes. A cada lado da cidade haverá três portões, perfazendo um total de 12. Cf. os doze portões da Nova Jerusalém de Apo. 21. No presente texto, cada portão recebe o nome de uma das doze tribos de Israel. O autor do Apocalipse do Novo Testamento segue este exemplo, chamando os portões da Nova Jerusalém pelos nomes das doze tribos de Israel (Apo. 21.12). Em Apo. 21.14, os alicerces da cidade recebem os nomes dos doze apóstolos, combinando Israel com a igreja, no Novo Israel [a igreja).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3359.

 

 

As saídas. O tabernáculo no deserto tinha uma ordem fixa para a disposição das tribos ao redor dele, três portas de cada lado, uma para cada tribo, Ap 21.12-14. Assim se vê como as disposições da Bíblia não falham: apontam em primeiro lugar para as coisas visíveis na terra, e refletem as coisas eternas nos céus.

Bíblia de Estudo Shedd. Editora Shedd. pag. 1223.

 

 

2- Formato da cidade (v.31).

 

A descrição da cidade de Ezequiel revela ser ela quadrada (Ez 48.16), e nessa visão suplementar, o profeta fala de quatro lados descritos no sistema horário: norte, leste, sul e oeste, um tipo da Nova Jerusalém (Ap 21.16). A extensão de cada lado é de ”quatro mil e quinhentas medidas” ou: ”dois mil duzentos e cinquenta metros” (Ez 48.16 – NAA).

A cidade de Jerusalém nunca teve a sua área territorial quadrada e nem a sua arquitetura em nenhum período histórico. O que o profeta está revelando é algo novo até então, é uma figura da Nova Jerusalém do mundo vindouro.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A palavra profética anuncia que os portões da cidade terão os nomes das tribos de Israel. Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó aparecem com frequência nas Escrituras como representantes e fundadores da nação de Israel. Em outras vezes, são os nomes dos doze filhos de Jacó que aparecem para representar as doze tribos de Israel. Desses três patriarcas do Gênesis, Jacó foi o único em que não houve seleção dos filhos para formar a nação de Israel.

De Abraão, o filho escolhido foi Isaque (Gn 17.20, 21); de Isaque, o filho escolhido foi Jacó (Gn 25.23; Rm 9.10-13); de Jacó, todos foram incluídos (Êx 1.1-6). Os doze filhos de Jacó deram os seus nomes aos doze territórios na terra de Canaã, durante a partilha da terra sob a liderança de Josué (Js 14.1-3). Assim, o propósito desses doze nomes dos filhos de Jacó como representantes da nação está claro também no éfode sacerdotal: “Coloque as duas pedras nas ombreiras da estola sacerdotal, por pedras de memória aos filhos de Israel; e Arão levará esses nomes sobre os seus ombros, para memória diante do Senhor” (Êx 28.12). O nome nas doze portas da Jerusalém milenial bem como na Nova Jerusalém (Ap 21.12) tem por propósito a memória dos filhos de Israel.

A Jerusalém histórica do período de Ezequiel e Jeremias possuía pelo menos sete portas segundo o livro de Jeremias: a Porta do Povo (17.19), a Porta do Sol (19.2), a Porta de Benjamim (20.2; 37.13; 38.7), a Porta da Esquina (31.38), a Porta dos Cavalos (31.40), a Porta do Meio (39.3) e a Porta entre os Muros (52.7).

Alguns acham intrigante o projeto da visão de Ezequiel, o formato quadrado, o templo no centro e as doze portas, visto não haver paralelo no Antigo antes de Ezequiel. Block comenta: “Um notável análogo extra bíblico para o presente projeto é encontrado na torre do templo babilônico de Maduque, Etemananki, cujo recinto sagrado era também projetado com um quadrado, acessível por meio de doze portas”.

O formato dos muros da cidade de Babilônia era quadrado, e sua área era dividida pelo rio Eufrates com a maior parte localizada no lado oriental do rio, dentro da muralha de dimensão, conforme planta. No centro da parte oriental, estava o complexo arquitetônico mais importante da cidade, o templo escalonado Etemananki, que era o santuário de Marduque, divindade nacional de Babilônia.

Esse templo, um zigurate, ficava no centro de um quadrado de aproximadamente 460 x 410 metros. A principal porta da Babilônia era o Portão de Ishtar.

Nessa região estava Ezequiel entre os exilados de Babilônia. Ele devia conhecer bem a cidade, onde vivia entre os judeus exilados, e também o templo e a cidade de Jerusalém, pois era sacerdote e um dos deportados da cidade (1.1-3). Deus é a fonte da revelação, da inspiração da visão e da mensagem de Ezequiel.

Os oráculos foram entregues ao Profeta, seja por imagem ou som; isto é, visão ou palavra, tudo veio de Javé (1.3; 3.14; 8.1-3). Apesar de ser literal a descrição da cidade, é uma figura da Nova Jerusalém (Ap 21.10-13), cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus (Hb 11.10).

Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag. 147-148.

 

 

No norte, os portões recebem os nomes de Rúben, Judá e Levi. Os patriarcas em pauta eram filhos de Lia (Gên. 29.32-34) e foram naturalmente agrupados na mente hebraica. “O (único) portão da cidade do norte, em tempos pré e pós-exílios, se chamava Benjamim (ver Jer. 37.13; 8.7; Zac. 14.10). Cf. o portão superior de Benjamim, de Jer. 20.2, e o portão moderno (chamado Damasco) do muro do norte de Jerusalém” (Theophile J. Meek, in loc.).

“Talvez estes três portões fossem listados primeiro, por causa de suas posições proeminentes entre as tribos de Israel: Rúben era o primogênito dos doze filhos de Jacó; Judá era a tribo real; Levi era a tribo sacerdotal” (Charles H. Dyer, in loc.). Levi tornou-se uma casta sacerdotal, deixando de ser uma tribo; não tinha uma herança de terra; mesmo assim, foi apropriado usar esse nome para designar um dos portões.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3359.

 

 

Agora, quanto a esta cidade, observe aqui: As medidas de suas saídas e as áreas pertencentes a ela, às suas várias comodidades. Em cada direção as suas demarcações se estendiam por 4.500 medidas, totalizando 18.000, v. 35. Mas não sabemos ao certo que medidas eram essas.

Nunca é dito, em todo este capítulo, se é de tantas canas (como a nossa tradução inglesa estipula ao inserir essa palavra, v. 8, onde cada cana compreende seis côvados e um palmo, cap 40.5. E por que deveria o medidor aparecer com a cana de medir daquele comprimento em sua mão, se ele não mede com ela, exceto onde é dito expressamente que mediu em côvados?) ou se, como pensam outros, é de tantos côvados, por serem mencionados nos capítulos 45.2 e 47.3.

Contudo, isso me induz, de certa forma, a pensar que onde não se mencione côvados, exista a intenção de representar múltiplos da cana de medir. Aqueles, porém, que entendem esta medida como vários côvados, não têm um consenso se a medida aqui seria o côvado comum, que valia meia jarda, ou o côvado geométrico que se supõe ser mais usado para avaliar terras com maior rapidez.

Alguns dizem que este côvado geométrico compreendia seis côvados, enquanto outros entendem que tinha cerca de três côvados e meio, fazendo assim com que 1.000 côvados fossem o mesmo que 1.000 passos, ou seja, uma milha inglesa. Mas essa incerteza é uma indicação de que essas coisas devem ser entediadas espiritualmente e que aquilo que se tem em vista é, principalmente, que há uma proporção exata e precisa observada pela Infinita Sabedoria ao dar forma à igreja do Evangelho que, embora não consigamos discernir no presente, entenderemos quando formos para o céu.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. 1 Ed. 2010. pag. 821.

 

 

3- As doze portas (vv.31-34).

 

A Jerusalém histórica do período de Ezequiel e Jeremias possuía pelo menos seis portas segundo o livro de Jeremias: Porta do Povo (Jr 17.19); Porta do Sol (Jr 19.2); Porta de Benjamim (Jr 20.2; 37.13; 38.7); Porta da Esquina (Jr 31.38); Porta dos Cavalos (Jr 31.40); Porta do Meio (Jr 39.3); e Porta Entre os Muros (Jr 52.7).

A torre do templo de Marduque, deus dos babilônios, Etemananki, tinha um recinto quadrado cujo acesso era por doze portas. Ezequiel conhecia a sua cidade de origem (Ez1.1- 3), talvez conhecesse também a torre de Marduque em Babilônia, pois vivia entre os exilados de Babilônia.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

No oriente, os portões recebem os nomes de José, Benjamim e Dã. Neste versículo, as tribos de Manassés e Efraim (filhos de José) se combinam numa única tribo designada José. José e Benjamim eram filhos de Raquel, enquanto Dã era filho de Bila, a escrava de Raquel (ver Gên. 30.22-24; 36.16-18). Os filhos de escravas eram considerados filhos da patroa. Por isso, Dã fica no grupo José-Benjamim-Dã, como aliados naturais. Cf. Gên. 30.4-6. Aquelas tribos foram associadas naturalmente na mentalidade hebraica.

No sul, os três portões recebem os nomes de Simeão, Issacar e Zebulom. Aquelas tribos se situavam ao sul da área sagrada, mas Benjamim ficou entre aquela área e as três tribos em pauta. Os três patriarcas em questão eram filhos de Lia (Gên. 29.33; 30.18-20) e assim foram naturalmente associados na mente hebraica. Aqueles três portões confrontaram-se com as heranças das tribos mencionadas, um arranjo natural.

No oeste, os três portões recebem os nomes de Gade, Aser e Naftali. Estes três patriarcas eram filhos de concubinas de Jacó: Gade e Aser, de Zilpa (Gên. 30.9-13); Naftali, de Bila (Gên. 30.7-8). As circunstâncias de seus nascimentos os associaram naturalmente, embora geograficamente fossem bem separadas. Gade se situou no extremo sul e Aser e Naftali no extremo norte.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3359.

 

 

As portas da cidade. Há doze portas na cidade, três de cada lado, e estas tomam os nomes das doze tribos. Nesta lista, no entanto, Levi tem um lugar (31), e José (32) substitui a Efraim e Manassés a fim de manter o mesmo número. Isto não dá a entender uma autoria diferente para estes versículos; meramente ilustra a maneira do profeta elaborar seus esquemas intrincados. Não é tão fácil perceber o pensamento por detrás deste arranjo como o era no caso das divisões entre as tribos, mas emergem algumas indicações claras. No lado setentrional, que é o lado que olha para o santuário, as portas tomam os nomes de Rúben, o primogênito; de Judá, o ancestral davídico; e de Levi, o fundador do sacerdócio.

Ao sul, acham-se Simeão, Issacar e Zebulom, e este padrão corresponde à sua localização geográfica no sul. A oeste ficam três tribos descendentes de concubinas: Gade, Aser e Naftali (34). Talvez o trio menos consistente seja o grupo de tribos no lado oriental, onde José e Benjamin, os dois filhos de Raquel, estão ligados a Dã, um filho da serva de Raquel.

Taylor. John B,. Ezequiel. Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 254-255.

 

 

O número de suas portas. Ela possuía doze portas ao todo, três em cada um dos lados, o que era muito apropriado por ser um quadrado. E essas doze portas tinham os nomes das doze tribos. Como a cidade deveria ser servida por membros de todas as tribos de Israel (v.19), era adequado que cada tribo tivesse a sua porta. E sendo Levi incluído aqui, para manter o número doze, Efraim e Manasses são incluídos em José, v. 32. No lado norte estavam as portas de Rúben, Judá e Levi (v. 31). No oriente, as portas de José, Benjamin e Dã (v. 32). Ao sul, as portas de Simeão, Issacar e Zebulom (v. 33).

E no ocidente, as portas de Gade, Aser e Naftali, v. 34. Ajustado a isso, na visão do apóstolo João, a nova Jerusalém (pois assim a cidade santa é ali chamada, embora não o seja aqui) tem doze portas, três em cada lado, e nelas estão escritos os nomes das doze tribos dos filhos de Israel, Apocalipse 21.12,13. Note que há um acesso à igreja de Cristo, tanto à militante quanto à triunfante. Este acesso é irrestrito e é oferecido gratuitamente, através da fé, a todos os que vêm de cada tribo, e de cada região. Cristo abriu o reino do céu a todos os crentes. Quem quiser poderá vir e beber da água da vida e comer da árvore da vida, livremente e gratuitamente.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. 1 Ed. 2010. pag. 822.

 

 

4- Origem do formato e das portas.

 

Deus é a fonte da revelação e da inspiração da visão e da mensagem de Ezequiel. Não se pode admitir que o profeta se inspirou num templo pagão, pois os oráculos entregues ao profeta, seja por imagem ou som, ou seja, visão ou palavra, vieram de Javé (Ez 1.3; 3.14; 8.1-3). Apesar de ser literal, pela descrição da cidade, ela é uma figura da Nova Jerusalém (Ap 21.10-13), cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus (Hb 11.10). Por que Ezequiel se inspiraria na cidade de Babilônia? Isso não faz sentido.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A passagem inteira nos leva a comparar Apocalipse 21, com sua descrição do novo céu e nova terra, e a visão da nova Jerusalém descendo do céu, da parte de Deus. Ela, também, tinha doze portas com os nomes das doze tribos de Israel, mas também tinha doze fundamentos inscritos com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro (Ap 21:12-14).

O escritor do Apocalipse devia muita coisa à vívida linguagem figurada de Ezequiel, e não tinha medo de cristianizá-la, porque via que o simbolismo ainda possuía relevância para a igreja cristã dos seus dias, e não somente para os judeus do exílio.

Taylor. John B,. Ezequiel. Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 255.

 

 

As portas de Jerusalém sempre foram significativas (Ne 3; Sl 48; 87:2; 122:2), mas essa Jerusalém terá doze portas, cada uma com o nome de um dos doze filhos de Jacó.

No lugar de “Efraim” e “Manassés” (duas portas), haverá apenas uma porta chamada “José”; Levi também terá uma porta. Qualquer gentio que estiver indo à cidade para aprender sobre o Senhor terá de entrar por uma dessas portas e será lembrado de que “a salvação vem dos judeus” (Jo 4:22).

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. IV. Editora Central Gospel. pag. 304.

 

 

SINOPSE I

 

Deus é o arquiteto e construtor da nova Jerusalém, a cidade do Milênio.

 

 

II – SOBRE O NOME DAS DOZE TRIBOS

 

Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó aparecem com frequência nas Escritu­ras como representantes e fundadores da nação de Israel. Outras vezes, são os nomes dos doze filhos de Jacó para representar as doze tribos de Israel.

 

1- As doze tribos de Israel.

 

Há cerca de 20 listas dos filhos de Jacó e das respectivas tribos de Israel no Antigo Testamento, mas não existe nenhum padrão. Por exemplo, a lista com os quatro primeiros nomes, Rúben, Simeão, Levi e Judá seguem a ordem de nascimento (Gn 35.22-27; 46.8-27; 49.3-27; Êx 1.1-6).

Outras listas divergem a partir do quinto nome (Nm1.5-17; 13.4-16). A lista de Ezequiel segue no sentido horário a partir do norte da cidade com Rúben, Judá e Levi (v.31); leste, ou oriente: José, Benjamim e Dã (v.32); sul: Simeão, Issacar e Zebulom (v.33); oeste, ou ocidente: Gade, Aser e Naftali (v.34).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Há cerca de 20 listas dos filhos de Jacó e das respectivas tribos de Israel no Antigo Testamento, mas não existe nenhum padrão. Por exemplo, a lista com os quatro primeiros nomes, Rúben, Simeão, Levi e Judá, segue a ordem de nascimento (Gn 35.22-27; 46.8-27; 49.3-27; Êx 1.1-6). Outras listas divergem a partir do quinto nome (Nm 1.5-17; 13.4-16). O nome de Levi não aparece nas listas de Números. Os nomes de José, Manassés e Efraim, às vezes, aparecem juntos; outras vezes, José não aparece, mas é apresentado pelos seus dois filhos, como também Efraim separado de José e Manassés.

 

Gênesis 35.22-27               Gênesis 46.8-27                  Gênesis 49

1º Rúben                              1º Rúben                              1º Rúben

2º Simeão                             2º Simeão                             2º Simeão

3º Levi                                   3º Levi                                   3º Levi

4º Judá                                 4º Judá                                 4º Judá

5º Issacar                              5º Issacar                              5º Zebulom

6º Zebulom                          6º Zebulom                          6º Issacar

7º José                                  7º Gade                                 7º Dã

8º Benjamim                        8º Aser                                  8º Gade

9º Dã                                     9º José                                  9º Aser

10º Naftali                            10º Benjamim                      10º Naftali

11º Gade                              11º Dã                                   11º José

12º Aser                                12º Naftali                            12º Benjamim

 

Êxodo 1.1-6                          Números 1.5-17                  Números 13.4-16

1º Rúben                              1º Rúben                              1º Rúben

2º Simeão                             2º Simeão                             2º Simeão

3º Levi                                   3º Judá                                 3º Judá

4º Judá                                 4º Issacar                              4º Issacar

5º Issacar                              5º Zebulom                          5º Efraim

6º Zebulom                          6º Efraim                               6º Benjamim

7º Benjamim                        7º José/Manassés              7º Zebulom

8º Dã                                     8º Benjamim                        8º José/Manassés

9º Naftali                               9º Dã                                     9º Dã

10º Gade                              10º Aser                                10º Aser

11º Aser                                11º Gade                              11º Naftali

12º José                                12º Naftali                            12º Gade

 

 

Veja, nas duas últimas listas (Nm 1.5-17; 13.4-16), o nome de José junto a um dos seus filhos. Os levitas não estão na lista de Números 1.5-17, pois se trata de um alistamento para a guerra, nem na lista de Números 13.416, que fala dos líderes representando cada tribo de Israel quando foram enviados como espias na terra de Canaã.

A única lista dessas tribos do Novo Testamento está no livro de Apocalipse:  (…) Eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. 5 Da tribo de Judá foram marcados com selo doze mil; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; 6 da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; 7 da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; 8 da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim foram marcados com selo doze mil (Ap 7.4-8).

É notória nesta listagem das doze tribos de Israel a ausência de dois nomes: Efraim e Dã. Efraim está representado em José, permanecendo Manassés. Isso é perfeitamente compreensível.

Para esse trio, José, Manassés e Efraim, às vezes, no Antigo Testamento aparecem esses arranjos. Compare as listagens de Números 1.5-17 com 13.4-16. A ausência de Dã é justificada desde o segundo século por Irineu de Lião, falecido em 202 d.C., quando menciona uma interpretação rabínica anterior ao aparecimento de Cristo, declarando que o anticristo seria procedente da tribo de Dã.

Isso é dito com base em Gênesis 49.16 e 17, onde se diz que Dã julgará Israel, mas, como serpente, trairá o povo; e em Jeremias 8.16, 17. Beale comenta: “Outros sugerem que Dã é omitido por causa da tradição judaica que espera que o anticristo venha dessa tribo”. Essa interpretação está documentada em Irineu, Contra Heresias, 5.30.2.124 Talvez seja esta a razão de a tribo de Judá encabeçar a listagem em Apocalipse 7.5, uma vez que esta é a tribo da qual veio o Messias (Gn 49.10; Mt 1.1). Davi pertence à tribo de Judá (1Cr 2.10-15). A lista de Ezequiel é completa e se refere aos territórios dessas tribos no milênio, ao passo que a de Apocalipse se refere a um grupo de 144 mil “de todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7.4) na Grande Tribulação (Ap 7.14), antes do milênio.

Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag. 149-150.

 

 

As tradições primitivas indicam uma descendência tribal de 12 filhos de Jacó, embora as listas da Bíblia das tribos nem sempre estejam em concordância com números e nomes específicos. Ver Gên. caps. 29-35 para os nascimentos dos 12 filhos de Jacó. As listas são organizadas sob suas respectivas mães, portanto temos:

Lia (Léia): Rúben, Simeão; Levi; Judá; Issacar e Zebulom.

Raquel: José e Benjamim.

Bila (concubina de Jacó, serva de Raquel): Dã e Naftali.

Zilpa: (concubina de Jacó, serva de Lia): Gade e Aser.

O número tradicional 12 torna-se 13 quando José é eliminado como tribo e seus dois filhos, Manassés e Efraim, tomam-se líderes de duas tribos. Então Levi deixa de ser uma tribo e toma-se casta sacerdotal, levando o número de tribos de volta a 12.

As tribos foram desenvolvidas, de forma preliminar, enquanto Israel estava no Egito, antes do êxodo (ver Êxo. 1.1-7). A família original de Jacó fugiu para aquele local a fim de escapar da fome e lá permaneceu por desejo próprio a princípio, e então forçosamente pelos egípcios. Moisés foi criado para livrar uma nação já desenvolvida de cerca de 6 milhões de pessoas. O êxodo montou o palco para a posse da Terra Prometida.

O povo unido, após 40 anos de vagueação, tomou posse da Terra e, assim, cumpriu com uma grande provisão o Pacto Abraàmico. Ver Gên. 15.18 no Antigo Testamento Interpretado para uma descrição detalhada desse pacto. Ver o artigo Pactos na Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia.

Várias listas diferem no tangente aos nomes e números das tribos. Nas bênçãos paternas e patriarcais de Jacó para seus filhos, o número já sobe a 13 (potencialmente), quando Manassés e Efraim são “adotados” como filhos de Jacó, multiplicando a única tribo de José em duas (Gên. 48.8-20). Na Canção de Débora, Judá e Gade estão ausentes, enquanto Maquir, filho de Manassés, toma seu lugar (Jos. 17.1; Juí. 5). Em Apo. 7, os nomes das tribos são: Judá; Rúben; Gade; Aser; Naftali; Manassés; Simeão; Levi; Issacar; Zebulom; José; Benjamim. Dã e Efraim são deixados de fora da lista, e José entra como se fosse o líder de uma tribo, enquanto seu filho, Manassés, é o líder de outra. Há várias manipulações das interpretações para tentar explicar esse “novo arranjo”, nenhuma delas satisfatória.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 6. 11 ed. 2013. pag. 488.

 

 

PATRIARCA Palavra que descreve o chefe ou fundador de uma família ou tribo, usada para Abraão (Hb 7.4) e para os 12 filhos de Jacó (At 7.8,9). Ela foi aplicada a Davi (At 2.29) porque ele fundou a linhagem messiânica (2 Sm 7,11-16).

PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. 2 Ed. 2007. pag. 1472.

 

 

2- Critério da ordem dos nomes.

 

Pelo relato do nascimento deles, a melhor explicação da ordem dos nomes parece ter sido o critério das mães deles ou pelo menos uma tentativa. Leia e Zilpa, de um lado (Gn 29.32-35; 30.10-13); Raquel e Bila, de outro (Gn 30.6-8; 22-24). A diferença é que Naftali é filho de Raquel por meio de sua serva Bila (Gn 30.8) e está junto com Gade e Aser (Ez 48.34), filhos de Leia por meio de Zilpa (Gn 30.10-13).

Toda escolha tem seu propósito, nada é aleatório, os escritores bíblicos sabiam o que estavam fazendo; a questão é que nós desconhecemos esses critérios.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Os filhos são arranjados de acordo com suas respectivas mães. Lia foi a primeira esposa de Jacó, e lhe deu seis filhos aqui mencionados, além de uma filha, Diná. Houve doze filhos de Jacó, ao todo (vs. 22). E esses tornaram-se conhecidos como os Doze Patriarcas, tal como Ismael teve doze filhos que se tornaram príncipes e patriarcas das nações árabes (Gên. 25.13-16).

Jesus escolheu doze apóstolos como seu círculo íntimo de discípulos, e esses tornaram-se, por assim dizer, os Doze Patriarcas da Igreja cristã. ‘Estritamente falando, houve treze tribos entre os hebreus, visto que Efraim e Manassés eram considerados tribos (Gên. 48.5,6). Porém, Levi não recebeu terras e, nas várias listas, um ou outro dos nomes é omitido, resultando nas doze tribos tradicionais. Ver Deu. 33; Eze. 48 e Apo. 7.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 227.

 

 

O narrador enumera os filhos de Jacó não por ordem de nascimento, mas por ordem das mães. Com respeito aos filhos de Lia, ele inverte a ordem, colocando Zebulom, o décimo filho, na frente de Issacar, o nono. Com respeito aos filhos das servas, ele começa com o primeiro filho de Bila (Dã), depois menciona os dois filhos de Zilpa (Gade e Aser) e então volta ao segundo filho de Bila (Naftali). Só então fecha a lista com os dois filhos de Raquel: José e Benjamim.

Fica evidente, portanto, que, com exceção de Issacar e Zebulom, cada grupo é apresentado na ordem de nascimento dos filhos. É digno de nota, outrossim, que Jacó abençoa as tribos, porém não independentemente de seu caráter, pois as profecias têm por base o louvor ou o opróbrio dos pais.

LOPES. Hernandes Dias. Gênesis, O Livro das Origens. Editora Hagnos. Ed. 2021.

 

 

O capítulo 49 de Gênesis normalmente é chamado de “Bênçãos Proféticas de Jacó”, mas Jacó usou o termo “bênção” apenas com referência a José (vv. 25, 26) e ao que coube a cada um dos filhos (v. 28). O versículo 28 diz duas vezes que Jacó os “abençoou” e, num sentido profético, sem dúvida isso é verdade, pois Jacó anunciou o que o Senhor tinha reservado para eles no futuro. No entanto, a “bênção” de Jacó foi muito mais do que isso.

Dentre outras coisas, as palavras de Jacó foram uma revelação da conduta e do caráter humano bem como dos propósitos divinos.

Três dos filhos ficaram sabendo que sua conduta passada lhes custaria sua herança futura (vv. 3-7), pois sempre colhemos aquilo que semeamos. Porém, as palavras proféticas do patriarca também devem ter servido de estímulo para seus descendentes durante os tempos difíceis de sofrimento no Egito, bem como ao longo dos anos infelizes vagando no deserto. Garantiu a cada tribo um lugar futuro na terra prometida, o que foi extremamente importante para eles.

Mas, além disso, vemos no “último testemunho” de Jacó uma bela revelação do Senhor bondoso, que cuidou de seus servos durante tantos anos. Encontramos, ainda, uma revelação do Messias, que havia sido prometido ao povo de Jacó. Nessas palavras de Jacó, vemos Siló (v. 10), Salvação (Yeshua, v. 1 8), o Poderoso, o Pastor e a Pedra (v. 24), e o Todo-Poderoso (v. 25), sendo que todos esses nomes apontam para nosso Salvador Jesus Cristo.

Ao dirigir-se a eles, Jacó seguiu a ordem de nascimento dos filhos, começando com os seis filhos de Lia e terminando com os dois filhos de Raquel, José e Benjamim.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 216.

 

 

3- Propósito dos nomes.

 

Dos três patriarcas do Gênesis, Abraão, Isaque e Jacó, o último deles foi o único em que não houve eliminatória dos filhos para a formação da nação de Israel. De Abraão, o filho escolhido foi Isaque (Gn 17.20,21); de Isaque, o filho escolhido foi Jacó (Gn 25.23; Rm 9.10-13); de Jacó, todos foram incluídos na nação escolhida (Êx 1.1-6). Esses doze filhos de Jacó deram os seus nomes aos doze territórios na terra de Canaã, durante a partilha da terra sob a liderança de Josué (Js 14.1-3).

Assim, o propósito desses doze nomes dos filhos de Jacó, como representantes da nação, está claro também no éfode sacerdotal: “E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, por pedras de memória para os filhos de Israel; e Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do Senhor” (Êx 28.12). O nome nas doze portas da Jerusalém milenar, bem como na Nova Jerusalém, tem por propósito a memória dos filhos de Israel.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Sumário das Características dos Nomes Bíblicos

No Antigo Testamento há cerca de mil e quatrocentos nomes diferentes, conferidos a cerca de duas mil e quatrocentas pessoas. Os hebreus eram um povo monônimo, isto é, davam um único nome a seus filhos. Não havia entre os antigos hebreus o costume de dar um prenome ou nome pessoal, então o nome de família da mãe, e então o nome de família do pai, conforme é costumeiro entre nós. Mas, se aquele único nome causasse confusão, então acrescentava-se o nome do pai, talvez como uma adição como «filho de» (no hebraico, ben). Outras vezes, o nome de algum antepassado era adicionado, em vez do nome do pai.

Tipos de Nomes Próprios Dados às Pessoas

Nomes Tomados por Empréstimo da Natureza. Nomes de animais, plantas ou indicações meteorológicas. Daí temos Raquel, «ovelha», Calebe, «cão», Débora, «abelha», Hulda, «doninha», Acbor, «rato», Safã, «texugo», Jonas «pomba», Tola, «verme». Também houve nomes derivados de outras línguas, pertencentes a essa categoria, como Zeebe, «lobo», Eglá, «novilha», Naás, «serpente», Zipora, «pardoca». Nomes extraídos do reino vegetal, entre outros: Elom, «carvalho», Tamar, «palmeira», Susana, «lírio», Zeitã, «azeitona». Nomes baseados em dados’meteorológicos incluem apelativos como Baraque, «relâmpago», Sansão, «solzinho», Nogá, «alvorecer». O nome primitivo dos antepassados deste co-autor e tradutor pertence a essa categoria, pois ruah significa «vento». Em algum ponto do passado, esse nome foi mudado para o latino, Bentes, «vento».

Características Físicas. Esses nomes têm algo a ver com coisas como cor, dimensões, defeitos, sexo, etc., conforme se vê em nomes como Labão, «branco», Zoar, «avermelhado», Haruz, «amarelo», Hacatã, «pequeno», Heres, «surdo», Iques, «torto», Garebe, «sarnento», Gideão, «aleijado», Paseá, «manco», Geber, «macho».

Circunstâncias do Nascimento. Podia ser a época do nascimento, o local, a ordem (primeiro, segundo, etc.), ou eventos ocorridos durante o parto. Daí é que se derivam nomes próprios como Ageu, «festivo» (nascido durante alguma festa ou celebração religiosa), Sabetai, «nascido no sábado», Judite, «de Judà», Bequer, «primogênito», Iatom, «órfão», Azuoá, «esquecido (talvez pela mãe)», Tomé, «gêmeo».

Miscelâneos. Ai estão nomes sem uma certa classificação, como Nabal, «estúpido», Noemi, «agradável», Rebeca, «corda de atar ovelhas», Rispa, «variegada», Baquebuque, «cântaro», Gera, «hóspede», Naassom, «serpente».

Com Base nos Nomes Divinos. Temos aí nomes como Joaquim, «Yahweh salva», Oséias, «salvai», Josué, «Yahweh é salvação», Daniel, «juiz de Deus»,

Mateus, «dom de Deus», etc.

Nomes Baseados nas Relações Humanas. Abi, «pai». Aí, «irmão», Ami, «parente», Ben-, «filho de». Muitos desses nomes aparecem em combinações. Assim, para exemplificar, Abi aparece em trinta e um nomes do Antigo Testamento; e Ai em vinte e seis nomes. Exemplificamos com Abiúde, Aiúde, Amina- dabe e Benjamim.

Nomes Baseados em Termos de Autoridade. Esses nomes de autoridade podem ser apelativos como Adoni, «Senhor», Baal, «proprietário», Meleque, «rei». Podemos citar

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 4. 11 ed. 2013. pag. 518.

 

 

[…] portas com nome das tribos. Nas cidades do mundo antigo, como a Babilônia, as portas geralmente recebiam o nome de deuses. Não era raro, porém, que portas recebessem o nome do lugar para onde conduziam. Essa era a prática mais comum em Israel.

John H. Walton, Victor H. Matthews, Mark W. Chavalas; Comentário Bíblico Atos Antigo Testamento. Editora Atos. pag. 750.

 

 

No antigo mundo semítico, o significado de um nome sob os pontos de vista da religião, pessoal, familiar, histórico ou geográfico era muito maior do que em nossa cultura ocidental.

As extensas relações genealógicas das Escrituras indicam a importância histórica que os hebreus atribuíam às origens ancestrais e ao desenvolvimento relacionado aos nomes de indivíduos, tribos e nações; dessa forma, estabeleciam direitos de herança e substanciavam origens, linhagens e sucessões reais, especialmente no caso do Messias Davídico (por exemplo, Gn 5; 10; 11; 46; 1 Cr 1-9; Mt 1.1-17; Lc 3.23-38).

PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. 2 Ed. 2007. pag. 1370.

 

 

SINOPSE II

 

O nome nas doze portas da Jerusalém milenar tem por propósito a memória dos filhos de Israel.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

ATENTEMOS PARA O REINO FUTURO

“O livro de Ezequiel começa a des­crevendo a santidade de Deus, que Israel menosprezou e ignorou. Como resultado, a presença de Deus partiu do Templo, da cidade e da vida do povo. O livro termina com uma visão detalhada do novo Templo, da nova cidade e do novo povo, todos demonstrando a santidade de Deus. As pressões diárias da vida podem nos fazer focar o presente, o aqui e agora, e levar-nos a esquecer de Deus. E por isso que a adoração é tão importante; tirar nossos olhos de nossas preocupações atuais, a fim de que atentemos para a santidade de Deus e para seu Reino futuro. A presença de Deus torna tudo glorioso, e a adoração nos leva à sua presença” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1087).

 

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

O REINO MILENIAL DE CRISTO

O reino milenial de Cristo introduzirá a manifestação eterna da glória do Cordeiro de Deus. Sem a doutrina bíblica do Milênio, não teríamos nenhuma ligação entre a história e a ordem eterna de Deus. Esta era de ouro não será apenas a forma de Deus estabelecer vínculos históricos, mas também restituirá ao homem por meio do Deus-homem, Jesus Cristo, o domínio perdido pela queda de Adão. O Messias será engrandecido como o Filho de Davi; Ele ocupará o trono de Davi e reinará sobre a casa de Davi a partir da cidade de Davi: Jerusalém. Leia mais em Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica, CPAD, p.320).

 

 

III – O SENHOR ESTÁ ALI

 

Esse é o novo nome da Cidade de Jerusalém depois de sua purificação e restauração espiritual, sem deixar lembranças da idolatria, prostituição e violência. O nome Jerusalém não conseguiu deletar, da memória do povo, as abominações do passado, por isso esse nome precisa ser mudado.

 

1- Os nomes da cidade.

 

O primeiro nome da cidade de Jerusalém é Salém (Sl 76.2), que significa paz (Hb 7.2), desde os dias do patriarca Abraão (Gn 14.18). Ela foi chamada também de Jebus (Jz 19.10) que esteve sob o domínio dos jebuseus e só foi conquistada por Davi depois de alguns séculos da conquista de Canaã, e chamada também de Cidade de Davi (2 Sm 5.6,7).

Ela é também chamada de Sião e de Ariel (Is 2.3; 29.1,2). Jerusalém é o nome mais conhecido e significa ”cidade de paz”. Mas esse nome não aparece no suplemento da profecia de Ezequiel; a cidade é identificada pelas características ali apresentadas (Ap 20.1-6). Ela é chamada, em Apocalipse, de ”arraial dos santos, a cidade amada” (Ap 20.9).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

E o nome da cidade desde aquele dia será: “O Senhor Está Ali”. Esse é o novo nome da Cidade de Jerusalém depois de sua purificação e restauração espiritual, sem deixar lembranças da idolatria, prostituição e violência. Assim foi quando a glória de Deus encheu o tabernáculo e Moisés o consagrou (Êx 40.34.35), e isso se repetiu quando o rei Salomão inaugurou o templo em Jerusalém (2Cr 7.1, 2). No milênio, essa glória se estenderá por sobre toda a terra: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3).

Segundo Ezequiel, Jerusalém é o centro da terra (5.5), a cidade mais importante (Sl 48.1, 2); afinal, nela está a habitação de Deus (1Rs 8.13), nela fomos reconciliados com Deus pela morte de Jesus (Lc 24.46, 47) e o seu retorno será para ela (Zc 14.4-8). É uma cidade sem paralelo na história. O primeiro nome da cidade de Jerusalém é Salém (Sl 76.2), que significa “paz” (Hb 7.2), desde os dias do patriarca Abraão (Gn 14.18). Apesar de toda essa glória, ela foi também palco de cruentas guerras, de derramamento de sangue, violência, injustiça social, prostituição, idolatria e apostasia generalizada, o que levou Javé a castigar seus moradores e reduzila a ruínas e desolações ao longo dos séculos. Ela foi chamada também de Jebus (Jz 19.10), que esteve sob o domínio dos jebuseus, e só foi conquistada por Davi após alguns séculos da conquista de Canaã, ficando assim conhecida por Cidade de Davi (2Sm 5.6, 7). Ela é também designada de Sião e Ariel (Is 2.3; 29.1, 2). Jerusalém é o nome mais conhecido e significa “cidade de paz”.

Mas Deus preservou os remanescentes para neles cumprir a sua promessa, fazendo jus ao nome original: Paz, Salém!

Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag.151.

 

 

Temos aqui outra descrição da cidade que seria construída para abrigar a metrópole desta gloriosa terra e para receber aqueles que viriam de todas as partes para prestar culto no santuário adjacente. Ela não é chamada em lugar algum de Jerusalém, nem é a terra de cuja divisão tivemos um relato tão detalhado, sendo chamada de terra de Canaã. Pois os nomes antigos são esquecidos, para indicar que as coisas antigas já passaram. Eis que tudo se fez novo.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. 1 Ed. 2010. pag. 821.

 

 

A localização da cidade santa foi dada em 45.6; agora as suas medidas são dadas, junto com um relato das suas portas — três portas em cada lado, 12 no total, cada um a denominada segundo uma das tribos d e Israel, com o as 12 portas da nova Jerusalém d e João (Ap 21.12,13). Ezequiel, talvez propositadamente, se abstém de chamar a nova cidade de Jerusalém: daquele momento em diante, o nome da cidade será (Yahweh-shammah) o Senhor está aqui (v.35) — e isso é razão suficiente para chamá-la d e cidade santa.

Jeová a moldou em sangue,

O sangue do seu Filho encarnado;

Ali habitam os santos, antes inimigos de Deus,

Os pecadores que ele chama de seus.

Ali, embora cercados por todos os lados,

Mas muito amados e bem protegidos,

De era em era eles negaram

A maior força da terra e do inferno.

Que a terra se arrependa e o inferno se desespere,

Essa cidade tem uma defesa segura;

O seu nome é chamado “O Senhor está aqui”,

E quem tem o poder de expulsá-lo daí?

Com o William Cowper reconheceu nessas linhas, a profecia de Ezequiel faz parte da Bíblia cristã, e como tal dá testemunho de Cristo. As lições cristãs da nova com unidade de Ezequiel são desenvolvidas completamente em Apocalipse. João retrata a “Cidade Santa, a nova Jerusalém” que é a comunidade glorificada do povo de Deus. Visto que essa comunidade como tal é a habitação de Deus entre os homens (Ap 21.2,3), não há necessidade de um templo separado. Se, como Ezequiel diz, “ O Senhor está aqui ” , então aos olhos de João “o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo” (Ap 21.22).

N a ordem atual de acordo com o evangelho, o novo templo, a nova com unidade e a nova cidade de Ezequiel são todos concretizados de forma semelhante naquela “morada de Deus por seu Espírito” (E f 2.22) que antecipa a realização do eterno propósito quando, na plenitude dos tempos, todas as coisas são unidas debaixo d e Cristo com o a sua verdadeira cabeça (Ef 1.9,10; 3.9,10).

Bruce; F. F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. Editora Vida. pag. 1172-1173.

 

 

2- O nome divino.

 

Os nomes de Deus não são apenas um apelativo, nem simplesmente uma identificação pessoal, mas são inerentes ‘a sua natureza e revelam suas obras e atributos. Não é meramente uma distinção dos deuses das nações pagãs. O nome revela o poder, a grandeza e a glória do Deus Todo-Poderoso, além de mostrar os atributos dEle.

O próprio Deus se identifica a si mesmo como há-Shem, “o Nome” (2 Sm 6.2). Quando a Bíblia faz menção do “nome de Deus” está se referindo ao próprio Deus: “haverá um lugar que escolherá o Senhor vosso Deus para ali fazer habitar o seu nome” (Dt 12.11).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Os nomes de Deus não são apenas um apelativo ou simplesmente uma identificação pessoal, mas são inerentes à sua identidade e natureza e revelam suas obras e atributos. Não é meramente uma distinção dos deuses das nações pagãs. O nome revela o poder, a grandeza e a glória do Deus Todo-Poderoso, além de mostrar seus atributos. A Bíblia também emprega o nome hebraico shēm, “nome”, para Deus como nome próprio: “para de lá trazer a arca de Deus, diante da qual se invoca o Nome, o nome do Senhor dos Exércitos” (2Sm 6.2); ou com o artigo, há-shēm, “o filho da mulher israelita blasfemou o Nome, e praguejou” (Lv 24.11, TB).

A Bíblia nos mostra com clareza que Deus se deu a conhecer, nos tempos do Antigo Testamento, por vários nomes inerentes à sua natureza e à circunstância de sua revelação. Para Abraão, ele apareceu como a provisão para o sacrifício em lugar de Isaque, seu filho, com o nome Yahweh Yirʾēh, ou Javé Jirê, que significa “O Senhor Proverá” (Gn 22.14); e, prometendo livrar os filhos de Israel daquelas pragas e enfermidades que sobrevieram aos egípcios, ele se manifestou como Yahweh Rāfāʾ, “Javé Rafá”, isto é, “O Senhor que Sara” (Êx 15.26); numa época de angústia, nos dias difíceis dos juízes de Israel, ele apareceu a Gideão como Yahweh Shālôm, isto é, “O Senhor é paz” (Jz 6.24); para todos que peregrinam sobre a terra, ele se apresenta como Yahweh Roʿy, que significa “O Senhor é meu pastor” (Sl 23.1). Mas o nome divino Yahweh Shammah, “Javé Samá”, isto é, “O Senhor Está Ali” (v. 35), é o novo nome dado à cidade no milênio; o objetivo é dissociar o nome de Jerusalém dos pecados do passado.

Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag. 152-153.

 

 

YAHWEH SHAMMAH

O Nome

A rigor, Yahweh Shammah é um nome para uma cidade, e não um título de Deus. Mas a expressão está tão intimamente associada à presença e ao poder de Deus que costuma ser equiparada a um nome para Deus, pelo menos no linguajar popular. No Novo Testamento, o nome que está mais intimamente associado a este é Emanuel, “Deus conosco”, um nome que foi dado a Jesus. Yahweh Shammah, “o Senhor está ali”, nos lembra de que fomos criados para desfrutar e manifestar a presença de Deus.

Versículo-Chave

E o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali. (Ezequiel 48.35)

 

Compreendendo o Nome

O livro de Gênesis é a história dos princípios. Durante um breve período de tempo, ele retrata uma tranquila intimidade entre Deus e o homem e a mulher que Ele criou. Mas tão logo o pecado entra em cena, essa intimidade é destruída.

Pressentindo que o pecado os havia deixado inapropriados para a presença de Deus, Adão e Eva tentam se esconder. Mas Deus os encontra, e os expulsa do Paraíso, proibindo a sua volta. No entanto, Ele não abandona inteiramente a humanidade pecadora. Em vez disso, Deus começa a restabelecer o seu relacionamento com eles. Ele começa escolhendo um povo para si. A seguir, liberta o seu povo da sua escravidão no Egito, como diz Deuteronômio 4.37, “diante de si, com a sua grande força”. Deus habita com o seu povo, primeiramente na forma de uma coluna de nuvem e fogo, depois no Tabernáculo móvel, no deserto, e, posteriormente, no Templo de Jerusalém.

Mas o povo de Deus continua pecando. Tragicamente, o profeta Ezequiel testemunha a glória de Deus deixando o Templo, devido à contínua infidelidade do povo. Deus não mais está ali. Apesar da ausência de Deus, o livro de Ezequiel termina com uma nota de tremenda esperança, predizendo uma época de restauração, quando o nome da cidade desde aquele dia será “O Senhor Está Ali.”

Estudando o Nome

Charles Spurgeon, pregador britânico, disse certa vez que “sempre que se puder dizer, a respeito de uma congregação ‘O Senhor está ali’, a unidade será criada e promovida. Mostrem-me uma igreja que contende, que disputa, uma igreja que está dividida em facções, uma igreja que é dividida por ambições pessoais, doutrinas contrárias e esquemas opostos, e estou certo de que o Senhor não está ali”. Como você vivencia a unidade como um sinal da presença de Deus, tanto na igreja em que serve ao Senhor como no seu lar?

Quais são os outros sinais da presença de Deus?

Qual é a conexão entre obedecer às leis de Deus e viver na sua presença?

Como você sente a presença de Deus na sua vida?

Spangler. Ann,. Orando Com Os Nomes De Deus: Guia diário para uma maior intimidade com Deus. Editora CPAD. 1 Ed. 2014.

 

 

Seu novo nome será Jeová Shamá – “O Senhor Está Ali”. Esse é um dos sete nomes compostos de Jeová encontrados no Antigo Testamento: Jeová Jiré – “O Senhor Proverá” (Gn 22:13, 14); Jeová Raíá – “O Senhor Que Te Sara” (Êx 15:26); Jeová Shalom – “O Senhor E Paz” (Jz 6:24); Jeová Tsidkenu – “O Senhor, Justiça Nossa” (Jr 23:6); Jeová Shamá – “O Senhor Está Ali” (Ez 48:35); Jeová Nissi – ” O Senhor É Minha Bandeira” (Êx 1 7:8-15) e Jeová Ra’ah – “O Senhor É o Meu Pastor” (Sl 23:1).

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. IV. Editora Central Gospel. pag. 305.

 

 

3- Yahweh Shammah (v.35).

 

A Bíblia nos mostra, com clareza, que Deus se deu a conhecer, nos tempos do Antigo Testamento, por vários nomes inerentes à sua natureza e à circunstância de sua revelação.

Para Abraão, Ele apareceu como a provisão para o sacrifício em lugar de Isaque, seu filho, com o nome Yahweh Yireh, ou Javé Jirê, que significa ”O SENHOR Proverá” (Gn 22.14); e, prometendo livrar os filhos de Israel daquelas pragas e enfermidades que sobrevieram aos egípcios, Ele se manifestou como Yahweh Rafá’, “Javé Rafá”, isto é, eco SENHOR que Sara” (Êx 15.26) entre outros nomes. Mas o nome divino, Yahweh Shammah, ”Javé Samá”, isto é, ”O SENHOR Está Ali” (Ez 48.35), é o novo nome dado à cidade no Milênio, o objetivo é dissociar o nome de Jerusalém com os pecados do passado.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Esse nome, contudo, não aparece no suplemento da profecia de Ezequiel; a cidade é identificada pelas características ali apresentadas e nem no milênio é mencionado em Apocalipse (Ap 20.1-6). Ela é caracterizada em Apocalipse como “arraial dos santos, a cidade amada” (Ap 20.9). Toda a terra será o santuário de Deus, e nisso ele será reconhecido como Yahweh Shammah, “Javé Samá”, isto é, “O Senhor Está Ali” (v. 35). As bênçãos anunciadas nas profecias de Ezequiel não se restringem apenas ao povo judeu; elas são extensivas a toda a terra.

Há três diferentes palavras hebraicas no Antigo Testamento para “Deus”: ’ēl, ’elōah e ’ĕlōhîm. A Septuaginta emprega o termo grego theos, “Deus”, para esses três vocábulos. Eles aparecem como nome pessoal do Deus de Israel e também como apelativos quando se referem aos deuses nas nações, razão pela qual costumamos empregar a expressão “nomes genéricos”. Mas o Antigo Testamento emprega outros nomes para identificar o Deus Javé de Israel, são eles: ‘elyôn, “Altíssimo”; shadday, “Todo-poderoso”, e ’ădhonāy, “Senhor”. Javé é o nome pessoal do Deus de Israel e é escrito pelas quatro consoantes hebraicas יהוה , YHWH — o Tetragrama.

Segundo ainda a Encyclopaedia Judaica, a pronúncia do Tetragrama nunca se perdeu: A verdadeira pronúncia no nome YHWH nunca foi perdida. Vários escritores gregos primitivos da Igreja Cristã testificam que o nome era pronunciado “Yahweh”. Isso é confirmado, pelo menos pela vogal da primeira sílaba do nome, pela forma curta Yah, que, às vezes, é usada na poesia (por exemplo, Êx 15.2) e o – yahu ou -yah que servem como final de sílaba em muitos nomes hebraicos. Na opinião de muitos eruditos, YHWH é uma forma verbal da raiz hwh, que é uma variante mais antiga da raiz hyh, “ser”. A vogal da primeira sílaba mostra que o verbo é usado na forma de um futuro presente causativo hiph‘il, e deve, portanto, significar “ele causa a ser, ele traz à existência”. A explicação do nome como é dado em Êxodo 3.14, Eheyeh-Asher-Eheyeh, “Eu Sou o Que Sou”, oferece uma etimologia popular, comum na explicação bíblica dos nomes, mais do que uma estritamente científica.

Soares. Esequias,. Soares. Daniele. A Justiça Divina: A Preparação do povo de Deus Para os Últimos Dias no livro de Ezequiel. Editora CPAD. 1 Ed. 2022. pag. 151-152.

 

 

O Novo Nome. A restauração de Israel será no Reino do Messias, no dia escatológico, quando a presença de Yahweh será garantida. Assim, a cidade se chama Yahweh-Shammah, isto é, “Yahweh está aí”. A presença de Yahweh será o aspecto mais notável da cidade, sendo que ela traz vida e poder. “A glória de Deus partiu da cidade, como um prelúdio do dia do julgamento (capítulos 10-11). A volta de Sua presença será o sinal da bênção divina sobre Jerusalém. Este fato impressionou tanto Ezequiel, que ele deu um novo nome à cidade. Ela não participará na adoração de ídolos sem vida, nem promoverá práticas detestáveis” (Charles H. Dyer, in loc.). A glória Shekinah voltará e ficará.

“Com aquele nome, o Novo Nome da cidade, Ezequiel fecha o livro e suas visões.

É um fim apropriado” (Ellicott, in loc.). Do desespero e da escuridão dos ataques e cativeiros babilónicos, avançamos para a Luz da Presença no Reino do Messias, o Novo Dia, cujo Sol é Yahweh. Uma nova realidade se expressará com este nome. Cf. Jer. 3.17; 33.16; Zac. 2.10; Apo. 21.3 e 22.3.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3359.

 

 

O nome dado a esta cidade: A partir desse dia, quando ela será erguida novamente conforme este modelo, o nome dela não será, como antes, Jerusalém – A visão da paz, mas aquele do qual se originou, que é mais do que equivalente a isso: Jeová Shamá – O Senhor está ali, v. 35. Isto indicava: (1) Que os cativos, após seu retorno, teriam sinais claros da presença de Deus junto a si e de sua habitação entre si, tanto nos regulamentos com nas providências dele.

Eles não terão razões para perguntar, como fizeram seus pais: Está o Senhor no meio de nós, ou não? Pois verdadeiramente verão e dirão que Ele está entre eles. E então, embora as suas tribulações fossem muitas e ameaçadoras, eles eram como a sarça que queimava, mas não se consumia, porque o Senhor estava ali. Porém, quando Deus se afastou do templo deles, quando disse: Migremus hinc – Vamo-nos daqui a casa deles logo ficou assolada. Já não sendo mais a casa dele, em breve também não seria mais a casa deles. (2) Que a igreja do Evangelho teria, em si, da mesma forma, a presença de

Deus, embora não na Shekiná, como antigamente, mas ainda assim em um sinal seguro e glorioso dela, que seria a presença do Seu precioso Espírito. Onde o Evangelho é fielmente pregado, as Suas ordenanças são devidamente aplicadas, e Deus é adorado em nome de Jesus Cristo, somente. Então pode ser dito, em verdade: O Senhor está ali. Pois fiel é Aquele que disse e que cumpre a Sua palavra: Eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos (Mt 28.20).

O Senhor está ali, em sua igreja, para dirigi-la e governá-la, para protegê-la e defendê-la, e para aceitar e reconhecer graciosamente os seus adoradores sinceros, e estar próximo a eles todas as vezes que a Ele clamarem. Isto deveria fazer com que nos esforçássemos para nos mantermos unidos na comunhão dos santos, pois o Senhor está ali. E então para onde devemos ir para nos aprimorarmos? Além do mais, isso vale para todo bom cristão. Ele vive em Deus, e Deus nele.

A respeito de qualquer alma que tenha em si o princípio vivo da graça, pode, em verdade, ser dito: O Senhor está Ali. (3) Que a glória e a alegria do céu devem consistir principalmente nisto: que o Senhor esteja ah. A representação que o apóstolo João faz desse estado abençoado, com certeza supera nosso pensamento em muitos aspectos. Embora tudo seja ouro, pérolas e pedras preciosas, a presença de Deus é muito maior do que isso e muito mais resplandecente, pois ali a luz do sol não é necessária. Mas as duas representações estão de pleno acordo em fazer da presença de Deus o principal motivo de sua bem-aventurança.

Ali, a alegria dos santos glorificados será o fato do próprio Deus estar com eles (Ap 21.3). Aquele que se assenta no trono habitará entre eles, Apocalipse 7.15. E aqui está bênção é usada para coroar a bem-aventurança desta cidade santa: o Senhor está ali. Vamos nos esforçar ao máximo para assegurarmos para nós um lugar nessa cidade, para que possamos estar para sempre com o Senhor. HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. 1 Ed. 2010. pag. 822.

 

 

SINOPSE III

 

”O SENHOR Está Ali” (Ez 48.35) é o novo nome dado à cidade no Milênio para dissociar o nome de Jerusalém com os pecados passados.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O SENHOR ESTÁ ALI

”O livro de Ezequiel termina com a grande promessa de que, um dia, Deus habitará eternamente com seu povo: promessa está repetida em Ap 21.3: ‘Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará’. A maior bênção para nós, como povo de Deus, é termos Deus em nosso meio; esta é a essência da alegria e da felicidade. Como resultado da presença eterna de Deus, nunca mais o crente sofrerá tristeza, desprazer e aflições, como aqui neste mundo (Ap 21.4). Esta é a nossa suprema visão é esperança enquanto aguardamos o dia da vinda do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp.487).

 

 

CONCLUSÃO

 

O apóstolo Paulo ensina que com a queda de Israel veio a salvação para os gentios, o que não diremos com a sua plenitude! (Rm 11.12) As bênçãos anun­ciadas nas profecias de Ezequiel não se restringem apenas ao povo judeu, elas são extensivas a toda a terra. É importante salientar que nós já estamos sendo abençoados, como Igreja, pela presença do Espírito Santo em nossas vidas.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- Qual o formato da cidade da visão de Ezequiel?

A descrição da cidade de Ezequiel revela ser ela quadrada (48.16), e nessa visão suplementar ele fala de quatro lados descritos no sistema horário: norte, leste, sul e oeste, um tipo da Nova Jerusalém (Ap 21.16).

 

2- Quantas portas possuíam a cidade de Jerusalém nos dias de Ezequiel segundo o livro de Jeremias?

A Jerusalém histórica do período de Ezequiel e Jeremias possuía pelo menos seis portas segundo o livro de Jeremias.

 

3- Qual o propósito do nome das doze tribos de Israel nas portas da cidade?

O nome nas doze portas da Jerusalém milenial bem corno na Nova Jerusalém tem por propósito a memória dos filhos de Israel.

 

4- Quais os nomes de Jerusalém no período bíblico?

Salém (Gn 14.18; Sl 76.2; Ap 7.2); Jebus (Jz 19.10); Cidade de Davi (2 Sm 5.6-7), Ariel (Is 2.3; 29.1, 2).

 

5- Por que, no Milênio, Jerusalém será chamada ”Javé Samá”, ”O SENHOR Está Ali”?

O objetivo é dissociar o nome de Jerusalém com os pecados do passado..

 

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

Acesse mais:  Lições Bíblicas do 3° Trimestre 2022   

 

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