2 LIÇÃO 1 TRI 2022 A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

  2 LIÇÃO 1 TRI 2022 A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

2 LIÇÃO 1 TRI 2022 A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

 

TEXTO AUREO

“Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” (2 Tm 3.16)  

VERDADE PRÁTICA

A inspiração da Bíblia Sagrada é divina, verbal e plenária. Portanto, a Bíblia toda nos ensina, corrige e instrui.

LEITURA DIÁRIA

  Segunda – 2 Pe 1.21 Os autores bíblicos escreveram inspirados pelo Espírito Santo  

 

Terça – Rm 15.4 Tudo o que está escrito serve para o nosso ensino  

 

Quarta – 2 Co 4.7 As Escrituras não estão condicionadas às limitações de seus autores humanos  

 

Quinta – 1 Co 14.9-11 A linguagem bíblica busca alcançar a com preensão de todos  

 

Sexta – Lc 24.44 Cristo reconheceu a inspiração divina do Antigo Testamento  

 

Sábado – 1 Pe 1.23 A Palavra inspirada pelo Espírito Santo opera na regeneração dos pecadores    

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Timóteo 3.14-17; 2 Pedro 1.19-2 1

2 Timóteo 3

14 – Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,

15 – E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

16 – Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;

17 – Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

2 Pedro 1

19 – E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem faz eis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração.

20 – Sabendo primeiramente isto: que nenhum a profecia da Escritura é de particular interpretação.

2 1 – Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.  

Hinos Sugeridos: 252, 456, 558 da Harpa Cristã

 

PLANO DE AULA

INTRODUÇÃO

Cremos que a Bíblia é inspirada divina, verbal e plenariamente, ou seja, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada aos nossos corações. Nesse sentido, trazer luz a respeito da importante doutrina da Inspiração das Escrituras é o objetivo maior desta lição. Todo trabalho pedagógico deve concorrer para isso. Nossos alunos, ao final desta lição, devem aprofundar as raízes de sua fé na inspiração divina da Bíblia.

APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Refletir que a própria Bíblia reivindica sua inspiração divina;

II) Evidenciar que as limitações humanas não anulam a inspiração divina da Bíblia;

III) Explicitar que o Espírito Santo atua na regeneração e iluminação do pecador e, por isso, nos ajuda a compreender as Escrituras.

B) Motivação:

O que faz a Bíblia ser diferente de todos os outros livros? Por que a Bíblia está acima da literatura de William Shakespeare, dos romances de Machado de Assis ou de outras obras clássicas? A resposta para essas perguntas está na transformação que o leitor sofre dentro de si enquanto lê a Bíblia com o auxílio do Espírito Santo.

 

C) Sugestão de Método: A presente relatos que mostram o quanto as pessoas que leram a Bíblia foram impactadas; e quantas vidas foram transformadas a partir do contato com as Escrituras. Você pode fazer pesquisas em sites especializados ou em obras de história da Igreja.

CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Conclame os alunos, a toda vez que se prepararem para ler a Bíblia, a pedir o auxílio do Espírito Santo. A Bíblia é um livro divino, por isso, precisamos do divino auxílio para lê-la e compreendê-la.    

SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “A Inspiração Divina da Bíblia” aprofunda o conceito de Inspiração Divina apresentado no primeiro tópico;

2) O texto “Fundamentos bíblicos para uma filosofia de ensino” traz uma reflexão a respeito da Bíblia como fundamento inspirador para o ensino, conforme o segundo tópico.    

PALAVRA-CHAVE: INSPIRAÇÃO

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

  A inspiração divina das Escrituras foi operada sobrenaturalmente pelo Espírito Santo, que nos deu a Bíblia, a única revelação escrita de Deus para a humanidade. Nesta lição, verem os que a inspiração da Bíblia é divina, verbal e plenária. Nesse sentido, a Bíblia Sagrada é para o crente salvo a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus.    

Comentários

    A inspiração divina é a operação sobrenatural do Espírito Santo, que por meio de seus autores resultou na composição das Escrituras, única revelação escrita de Deus para a humanidade. Neste capítulo, veremos que a inspiração da Bíblia é divina, verbal e plenária. Desse modo, sublinha-se que “o Espírito Santo garantia a exatidão e a suficiência de tudo quanto era escrito como a revelação da parte de Deus”. Por essa razão, a Bíblia é para o salvo a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Nosso pressuposto teológico e doutrinário sustenta que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus escrita. Ela foi inspirada verbalmente, seus autores a escreveram orientados e supervisionados pelo Espírito Santo. A inspiração da Bíblia é plena, todos os livros e palavras da Bíblia têm total e completa autoridade. Esse ensino concorda com a nossa Declaração de Fé, que professa crer “na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão”. Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

 

No Brasil, com o avanço do liberalismo teológico em faculdades e seminários outrora ortodoxos, a doutrina da Bíblia nunca se fez tão necessária. Pois não são poucos os teólogos que não mais a defendem como a Palavra de Deus inspirada e inerrante. Neste capítulo, entraremos a ver o que é realmente a Bíblia, sua autoria divino- humana e outros pontos de igual importância, que nos ajudarão a compreender por que as Sagradas Escrituras são o Livro dos livros. Apesar de sua antiguidade, continua a Bíblia tão atual quanto o foi nos dias de Moisés, Jeremias e Paulo. Ela dá testemunho acerca de Cristo e testifica que Ele é, de fato, o Filho de Deus. Claudionor de Andrade, Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. 2 Ed. 2008. pag. 19.    

 

E quanto à Inspiração Divina? Questão: A Bíblia cristã-judaica não é o único livro que alega ser inspirado por Deus. Há também o Alcorão, o Vedas do hinduismo, o Livro de Mórmons e outros que afirmam que são provenientes de Deus. O fato de que o cristianismo ensina que os outros livros não são verdadeiros não lança sérias dúvidas sobre a Bíblia também? Se muitos outros livros podem estar errados, por que não esse também? Afinal, um ateísta apenas duvida de um livro a mais do que os cristãos. Resposta: Quer as escrituras das outras religiões sejam verdadeiras quer falsas, isso não tem nenhuma influência na validade ou não da Bíblia. Portanto, o fato de que dez dos onze competidores não conseguiram ganhar uma corrida dificilmente pode ser considerado um argumento plausível de que ninguém poderia ter ganhado a corrida. O fato de existir muito dinheiro falso não sugere, nem por um momento, que o dinheiro real não exista. Na verdade, isso contribui para confirmar sua existência, pois de outra maneira não haveria propósito em falsificá-lo. O fato de que bilhões de pessoas aceitem que os escritos sagrados de várias religiões tenham sido inspirados por Deus demonstra a profunda sede que a humanidade tem da revelação divina, que sempre existiu em todas as épocas, raças culturas e em todos os lugares. Esta sede poderosa e universal não pode ter sido desenvolvida por meio da evolução.

O corpo humano não tem fome ou sede de alimentos ou bebidas que não existem e que sustentariam sua vida. A única exceção seria se alguém experimentasse algo que fosse danoso, mas delicioso, ou que produzisse sentimentos ilusórios de bem-estar ou poder e depois o almejassem de forma não natural. A necessidade por essa droga ou bebida intoxicante jamais teria nascido se ela não fosse realmente saboreada ou experimentada. Portanto, ninguém pode afirmar que a crença em Deus era “o ópio do povo” sem admitir a existência de Deus. E necessário que alguém tenha “experimentado” algo real, conforme a Bíblia nos desafia a fazer: “Provai e vede que o Senhor é bom…” (SI 34.8)

Logicamente, a sede universal por Deus é um argumento persuasivo de sua existência; e a sede por revelação proveniente dEle demonstra que tal revelação existe também. Se aquilo que afirma ser proveniente de Deus realmente o é, entretanto, pode apenas ser determinado se fundamentado nos fatos — e apenas a Bíblia passa nesse teste como veremos. O fato de que o mundo está cheio de falsas profecias que afirmam ser provenientes de Deus é exatamente o que uma pessoa deveria esperar, dada essa sede inata por Deus e a propensão do coração humano de iludir-se a si mesmo e aos outros. Tampouco pode ser inferido do fato de que muitas falsas profecias foram proferidas que, portanto, nenhuma profecia verdadeira já foi feita.

Que a humanidade, de modo geral, em todos os lugares, em todas as épocas e em todas as religiões tem sido suscetível a falsas previsões é evidência de uma crença intuitiva de que a verdadeira profecia seja possível e importante. A Bíblia necessita ser examinada conforme seus próprios méritos. Será demonstrado que é verdadeira ou falsa, fundamentada nas evidências internas e externas tomadas em conjunto — não pela comparação dela com os escritos sagrados de outras religiões. Além disso, a afirmação da Bíblia de que é a única revelação de Deus para a humanidade implica que todos os outros escritos sagrados são falsos. Portanto, a falsidade desses escritos é um argumento a favor da Bíblia, e não uma prova de que ela não possa ser verdadeira. Hunt. Dave., Em defesa da fé. Editora CPAD. 1 edição/2006. pag. 62-63.      

I – A DOUTRINA DA INSPIRAÇÃO BÍBLICA

 

   1.   A inspiração bíblica é divina.

  Nas páginas do Antigo Testamento, a expressão “Assim diz o Senhor” e similares são usadas mais de 3.800 vezes. Ao receber a revelação no Monte Sinai, Moisés “ escreveu todas as palavras do Senhor” (Êx 24.4). Jeremias foi advertido: “não esqueças nem uma palavra ” (Jr 26.2). No texto do Novo Testamento, Paulo disse que usava as palavras “ que o Espírito Santo ensina” (1 Co 2.13). João assegura que o Senhor lhe revelou “coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1). E o Senhor Jesus asseverou que até os sinais diacríticos do texto hebraico eram inspirados: “nem um jota ou um til se omitirá da lei” (Mt 5.18). Assim sendo, as Escrituras reivindicam que a mensagem bíblica veio da parte de Deus.    

Comentários

 

    No capítulo anterior, estudamos que Deus se fez conhecer à humanidade por meio da revelação geral e especial. Portanto, é fato que Deus se revelou à sua criação. A inspiração das Escrituras diz respeito ao registro, ou à escrita, dessa revelação divina. O Dicionário Bíblico Wycliffe anota que “o conceito teológico de inspiração se refere ao fato de a Escritura Sagrada ser o pronunciamento do Deus que não pode mentir, e constituir, portanto, a infalível Palavra de Deus”. Nesse sentido, reitera-se que a inspiração das Escrituras é compreendida como a influência sobrenatural do Espírito Santo, exercida nos escritores bíblicos, que fez com que as transcrições sucedessem um registro preciso da revelação recebida.5 Concordes com essa verdade, a Declaração de Fé das Assembleias de Deus professa que todos os livros da Bíblia foram produzidos sob inspiração divina, e reitera que as Escrituras Sagradas são de origem divina. Os escritores da Bíblia estavam conscientes de que falavam em nome de Deus. Nas páginas do Antigo Testamento, a expressão “Assim diz o Senhor” e similares são usadas mais de 3.800 vezes.

Ao receber a revelação no monte, Moisés “escreveu todas as palavras do Senhor” (Êx 24.4). O profeta Jeremias foi advertido pelo Senhor: “dize […] todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não esqueças nem uma palavra” (Jr 26.2). No texto do Novo Testamento, Paulo disse que usava as palavras “que o Espírito Santo ensina” (1 Co 2.13). João assegura que o Senhor lhe revelou “coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1.1). E, o Senhor Jesus asseverou que até os sinais diacríticos do texto hebraico eram inspirados: “nem um jota ou um til se omitirá da lei” (Mt 5.18). Assim sendo, as Escrituras reivindicam que a mensagem bíblica veio da parte de Deus. Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

De acordo com 2 Timóteo 3.16, são precisamente os escritos bíblicos o material inspirado. A inspiração é um trabalho de Deus concluído não nos homens que tinham de escrever as escrituras (como se, havendo-lhes dado uma ideia do que dizer, Deus os deixou entregues a si mesmos para encontrarem uma maneira de dizê-lo), mas no próprio produto escrito. É a Escritura — graphé, o texto escrito — que é inspirada por Deus. A idéia essencial aqui é que a Escritura inteira tem as mesmas características que tinham os sermões dos profetas não só quando pregavam, mas também quando escreviam (cf. 2 Pe 1.19-21, sobre a origem divina de toda “profecia da Escritura”). Isso significa que a Escritura não é apenas a palavra do homem — fruto de seu pensamento, premeditação e habilidade, mas também e de igual forma é a Palavra e Deus, falada através da boca do homem ou escrita com o instrumento de registro do homem. Em outras palavras, a escritura tem uma autoria dupla, sendo que o homem é apenas o autor secundário; o autor primário, através de cuja iniciativa, presteza e esclarecimento, e sob cuja superintendência cada escritor humano fez seu trabalho, é o Deus Espírito Santo. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 51.    

 

O conceito de inspiração deve levar em conta tudo quanto é necessário para a revelação divina ser comunicada com exatidão. O modo correto de inspiração deve incluir todos os elementos que a Bíblia postula tanto no ato de inspirar quanto nos efeitos desse ato. Deve também reservar um lugar apropriado à atividade de Deus e à atividade humana. Ao examinarmos os dados fornecidos nas Escrituras, vários elementos envolvidos no ato de inspirar são apresentados com clareza. (1) Toda a Escritura é respirada por Deus; , procede da boca de Deus (2 Tm 3.16). (2) Os autores da Escritura falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21). (3) Os escritores sagrados não falavam segundo a própria vontade, mas de acordo com a vontade divina. (4) Todavia, eles tomavam parte ativa e dinâmica na produção das Escrituras.

Não eram meros robôs (Lc 20.42; Jo 12.39; At 3.22). Semelhantemente, a Escritura fornece soluções quanto ao ato de inspirar. (1) Toda a Escritura é respirada por Deus e, portanto, toda a Escritura é a Palavra de Deus (1 Co 14.37; 2 Tm 3.16). (2) Toda a Escritura é proveitosa; é uma regra completa e suficiente para a fé e prática (2 Tm 3.16,17). (3) Nenhuma linha da Escritura pode ser deixada de lado, anulada ou destruída; a totalidade da Escritura tem de ser aceita em sua integridade e plenitude (Jo 10.35). (4) A Escritura é mais fidedigna que qualquer observação meramente humana, seja empírica, seja científica, seja filosófica (2 Pe 1.12-19). (5) Nenhuma parte da Escritura é condicionada, quanto à sua veracidade, por nenhuma limitação de seu autor humano (2 Pe 1.20). O condicionamento histórico normal, bem como a pecaminosidade e finitude humanas, são contrabalançados pela supervisão do Espírito Santo.

À luz dessas observações, extraídas da própria Escritura, pode-se fazer uma avaliação dos cinco modos de inspiração sugeridos. Tais conceitos, por considerarem a inspiração meramente um dom natural de iluminação, não prestam a devida atenção ao fato de Deus haver “soprado”‘a Escritura. O conceito da orientação dinâmica, que entende serem as questões de fé e práticas devidamente inspiradas, em contraste com os assuntos mais corriqueiros, não fornece nenhum método seguro para determinar o que é inspirado e o que não o é. Nem sequer leva em conta a declaração bíblica de que toda a Escritura é inspirada, inclusive os versículos tidos como obscuros. HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.      

 

   2.   A inspiração bíblica é verbal.

  Ratificamos que a Bíblia é “ divinamente inspirada” (2 Tm 3.16). Essa tradução vem do termo grego theopneustos, que significa literalmente “ soprada por Deus”. Desse modo, a inspiração é chamada de verbal porque Deus soprou nos escritores sagrados aquilo que deveria ser escrito (Ap 19.9; 1 Co 14.37). Porém, os autores bíblicos não foram usados automaticamente como se escrevessem um ditado; eles foram instrumentos de Deus e, cada qual com sua própria personalidade e talento, escreveram “ inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). Essa ação divina foi tão intensa que todas as palavras registradas na Bíblia eram exatamente as que Deus queria ver em pregadas nas Escrituras.      

Comentário

    Ratificamos que a Bíblia é “divinamente inspirada” (2 Tm 3.16). Essa tradução vem do adjetivo grego “theopneustos” composto por dois vocábulos: “Theos” (Deus) e “Pneõ” (soprada), significando literalmente “soprada por Deus”.7 J. I. Packer lembra que o sentido da palavra somente pode ser usado no passivo. Dessa forma, “as palavras de Paulo significam não que a Escritura seja inspiradora (embora isso seja verdade), mas que a Escritura é um produto divino, devendo ser encarada e validada como tal”.

A inspiração é chamada de verbal porque Deus soprou nos escritores sagrados aquilo que deveria ser escrito (Ap 19.9; 1 Co 14.37). Assim sendo, refutamos a “teoria da inspiração por ditado”, que ensina que o texto bíblico foi ditado de forma mecânica e gradual sem levar em conta as particularidades de cada escritor; a “teoria da intuição”, que ensina ser os autores da Bíblia possuidores de genialidade religiosa para redigir documentos sagrados; a “teoria da iluminação”, em que a inspiração é apenas uma influência divina na assimilação religiosa; e a “teoria da inspiração dinâmica”, em que Deus não inspirou os vocábulos a ser grafados, mas os pensamentos e/ou as ideias.

Essa teoria faz com que a razão humana seja intérprete do divino. Isso posto, enfatiza-se que nossa Declaração de Fé ensina que “toda a Escritura foi respirada ou soprada por Deus, o que a distingue de qualquer outra literatura, manifestando, assim, o seu caráter sui generis”.9 Todavia, os autores bíblicos não foram usados automaticamente como se escrevessem um ditado; eles foram instrumentos de Deus e, cada qual com sua própria personalidade e talento, escreveram “inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). Essa ação divina foi tão intensa que cada palavra escrita é o vocábulo exato daquilo que Deus queria ver empregado nas Escrituras. Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

A revelação aos profetas era essencialmente verbal. Na maioria das vezes, havia um aspecto visionário, mas até mesmo a “revelação em visões é também revelação verbal” (I. Koehler, Old Testament Theology, E. T., 1957). Brunner observa que nas “palavras de Deus, as quais os profetas proclamam como havendo-as recebido diretamente de Deus e tendo sido comissionados a repeti-las, quando as receberam talvez encontremos a analogia mais próxima do significado da teoria da inspiração verbal” (Revelation and Reason). E, de fato, encontramos. Entretanto, não encontramos meramente uma analogia, mas o paradigma; sendo que aqui “teoria” é uma palavra inadequada, pois estamos tratando da própria doutrina bíblica em si.

A inspiração bíblica deveria ser definida nos mesmos termos teológicos que definem a inspiração profética: a saber, como o processo inteiro (multiforme, não há dúvida, em sua forma psicológica, como o foi a inspiração profética), por meio do qual Deus moveu os homens que havia escolhido e preparado (cf. Jr 1.5; G11.15) para escrever exatamente o que Ele queria que fosse escrito, a fim de comunicar a instrução de salvação ao seu povo e, através dele, ao mundo. Assim, a inspiração bíblica é verbal por sua própria natureza, pois a Escritura respirada por Deus é constituída pelas palavras dadas por Ele. Desse modo, a Escritura inspirada é a revelação escrita, assim como os sermões dos profetas eram revelação falada. O registro bíblico da auto-revelação de Deus na história da redenção não é meramente testemunho humano à revelação, mas a própria revelação.

A inspiração das Escrituras era uma parte integral no processo de revelação, pois nelas Deus deu à Igreja sua obra de salvação na História e sua interpretação autoritária do lugar da Igreja no plano eterno. “Assim diz o Senhor” poderia ser o prefixo de cada livro das Escrituras com não menos propriedade do que aparece (359 vezes, de acordo com Koehler) nas declarações proféticas individuais contidas na Palavra. Portanto, a inspiração garante verdade de tudo o que a Bíblia afirma, assim como a inspiração dos profetas garantiu a verdade da representação que faziam da mente de Deus. (“Verdade” aqui denota correspondência entre as palavras do homem e os pensamentos de Deus, seja no campo dos fatos, seja no campo do significado.) Como verdade proveniente de Deus, Criador dos homens e legítimo Rei, as instruções bíblicas, assim como as palavras proféticas, trazem em si a autoridade divina. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 51-53.    

 

Paulo escreveu a Timóteo, asseverando que as Escrituras podiam fazê-lo “sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Tm 3.15). O valor das Escrituras deriva-se de sua origem. Paulo indica que o mérito das Escrituras não está no escritor humano, mas no próprio Deus. Ele afirma: “Toda Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16). O termo “inspiração” é derivado desse versículo, e aplicado à escrita da Bíblia. A palavra grega empregada aqui é theopneustos que, literalmente, significa “soprada por Deus”. As versões mais recentes dizem com razão: “Toda Escritura é inspirada [soprada] por Deus” (NVI). Paulo não está dizendo que Deus soprou alguma característica divina nos escritos humanos das Escrituras, ou que toda a Escritura respira um ambiente de Deus, que fala dEle. O adjetivo grego (theopneustos) é claramente predicativo, e é usado para identificar a fonte originária de todas as Escrituras.95 Deus é o Autor, em última análise. Logo, toda a Escritura é a voz de Deus, a Palavra de Deus (At 4.25; Hb 1.5-13).

O contexto de 2 Timóteo 3.16 tem em vista as Escrituras do Antigo Testamento. A declaração de Paulo é que a totalidade do Antigo Testamento é a revelação inspirada da parte de Deus. O fato de que o Novo Testamento ainda estava sendo escrito, exclui a mesma reivindicação interna e explícita para ele. Mesmo assim, algumas declarações específicas feitas pelos escritores do Novo Testamento subentendem que a inspiração das Escrituras se estende à Bíblia inteira. Por exemplo, em 1 Timóteo 5.18 Paulo escreve: “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário”. Paulo está citando Deuteronômio 25.4 e Lucas 10.7, considerando “Escritura” as citações tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. Além disso, Pedro refere-se a todas as epístolas de Paulo que, embora tratassem a respeito da salvação divina, contêm “pontos difíceis de entender”. Por isso, algumas pessoas as “torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2 Pe 3.16, grifos nossos). Note que Pedro coloca todas as Epístolas de Paulo na categoria de Escritura. Torcê-las é torcer a Palavra de Deus, resultando na destruição do transgressor.

Os escritores do Novo Testamento comunicam “com as palavras que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais” (1 Co 2.13), assim como Jesus prometera (Jo 14.26; 16.13-15). Na sua segunda epístola, Pedro fala de sua morte iminente e do seu desejo de que seus leitores se mantenham na verdade que ele já lhes havia compartilhado. Mostra-lhes que a fé em Cristo não é nenhuma invenção, e lembra-lhes de que ele mesmo era testemunha ocular daqueles eventos. Pedro estava com Cristo, vendo-o e ouvindo-o pessoalmente (2 Pe 1.12-18). O apóstolo passa, então, a escrever de algo mais firme que seu testemunho pessoal (2Pe 1.19). Falando das Escrituras, afirma que os autores humanos eram “levados adiante” (pheromenoi) pelo Espírito Santo ao comunicarem as coisas de Deus.

O resultado disso era uma mensagem não iniciada pelos desígnios humanos nem produzida pelo mero raciocínio e pesquisa humanos (sem serem excluídas tais coisas). Pedro afiança: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21). O emprego que Pedro faz da expressão “profecia da Escritura” é um caso de pars pro tota. Ou seja: uma parte da Escritura representa a totalidade desta. “O ímpeto que levou à escrita provinha do Espírito Santo. Por essa razão, os leitores de Pedro devem prestar atenção… pois não é simplesmente a palavra dos homens, mas a Palavra de Deus. HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.    

 

   3.   A inspiração bíblica é plenária.

 

  A inspiração da Bíblia também é plenária, isto é, a inspiração é total e completa, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. Paulo afirma que “ toda” a Escritura é inspirada (2 Tm 3.16). Nossa Declaração de Fé professa que a “ inspiração da Bíblia é especial e única, não existindo um livro mais inspirado e outro menos inspirado, tendo todos o mesmo grau de inspiração e autoridade”. Significa que nenhum texto deve ser desprezado. Aos Romanos, lemos que “ tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito ” (Rm 15.4). Nesse aspecto, ratificam os que a Bíblia não apenas “ contém ” ou “ torna-se” a Palavra de Deus, m as sobretudo ela é a inspirada Palavra de Deus – plena, sem erros e sem falha alguma.    

Comentário

 

    A inspiração da Bíblia também é plenária, isto é, a inspiração é total e completa, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. Paulo afirma que “toda” a Escritura, e não apenas parte dela, é inspirada (2 Tm 3.16, ARA). Pedro esclarece que “nenhuma profecia da Escritura” foi redigida por vontade humana, mas todas são de origem divina (2 Pe 1.20,21). Norman Geisler ressalta que a “inspiração da Bíblia não é somente verbal (ou seja, reduzida apenas às palavras), mas também plena, isto é, ela se estende a todas as partes das palavras e a tudo o que elas ensinam ou implicam”. Nossa Declaração de Fé professa que a “inspiração da Bíblia é especial e única, não existindo um livro mais inspirado e outro menos inspirado, tendo todos o mesmo grau de inspiração e autoridade”. Significa que nenhum texto deve ser desprezado, pois não existem diferentes graus de inspiração na Bíblia. Em Romanos, lemos que “tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito” (Rm 15.4).

Nesse aspecto, ratificamos que a Bíblia não apenas “contém” ou “torna-se” a Palavra de Deus, mas, sobretudo, ela “é” a inspirada Palavra de Deus — plena, sem erros e sem falha alguma. Higgins enfatiza que “a inspiração verbal e plenária eleva o conceito da inspiração até à plena infalibilidade, posto que todas as palavras são, em última análise, palavras de Deus”. Em suma, todas as partes das Escrituras são inspiradas e foram escritas com exatidão. Porém, por ser um livro imparcial, a Escritura também registra os erros de muitos de seus personagens, tais como as mentiras de Abraão e de Isaque (Gn 12.13; 20.2; 26.7). Porém, faz-se necessário avaliar o contexto para não incorrer na interpretação equivocada daquilo que a Bíblia não diz para ser obedecido. Não obstante, a totalidade da Escritura Sagrada é inspirada, seus autores a escreveram sob a supervisão do Espírito Santo. Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

O povo de Deus sempre teve um relacionamento intenso com as Escrituras: os judeus com o Antigo Testamento, a Igreja cristã com o Antigo e o Novo Testamento. Tanto os cristãos quanto os judeus têm-se caracterizado como “o povo da Bíblia”. Desde o início da Igreja, os cristãos reconheceram as Escrituras (primeiro o Antigo Testamento, depois o Novo) como inspiradas por Deus. A palavra grega para “inspirado” significa literalmente “respirado por Deus para fora” (2 Tm 3.16). Os conceitos de inerrância e infalibilidade surgiram em discussões teológicas concernentes à inspiração das Escrituras. Os teólogos se perguntavam de que maneira exatamente um livro que foi “respirado por Deus” poderia diferir de outros livros. Em data remota, compreendeu-se que a inspiração de Deus se estendia não apenas aos escritores das Escrituras ou aos conceitos nela expressos, mas também às próprias palavras nelas registradas. Esse entendimento, conhecido como a doutrina “verbal” ou “plenária” (completa) da inspiração, foi exposto por Irineu (século II), bispo de Lion, na Gália (moderna França), em sua obra Contra Todas as Heresias.

Agostinho (do século IV), bispo de Hipona, África do Norte, manifestou a mesma crença — a saber, que inspiração significava ditado pelo Espírito Santo. Para Irineu e Agostinho, inspiração não era uma posse do Espírito Santo feita em transe irresistível da consciência humana do escritor, mas antes um alto grau de iluminação e uma tranquila percepção da revelação de Deus. Clemente de Alexandria, Orígenes, seu discípulo, e Jerônimo, tradutor da Bíblia para o latim, falaram sobre a inspiração como sendo extensiva a cada palavra das Escrituras. Os primeiros eruditos cristãos, confiando em Deus como o Deus da verdade e considerando-o como incapaz de engano ou confusão, reputavam sua Escritura verbalmente inspirada como sendo igualmente digna de confiança. Jesus, como os judeus da época do Antigo Testamento, criam que a fidedignidade das Escrituras não abrangia apenas os seus ensinamentos mais importantes, mas também detalhes mais insignificantes: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido” (Mt 5.18). Essa perspectiva foi reiterada pelo apóstolo Paulo (At 24.14; 2 Tm 3.16).

 

Desse modo, a autoridade de Jesus e de Paulo apoiam a crença em tudo o que a Escritura assevera. Espera-se daqueles que chamam Jesus de Senhor e aceitam seus ensinamentos, que tenham as Escrituras em alta conta, como Jesus as tinha. Os conceitos de inspiração e infalibilidade verbais podem ser delimitados ã época dos pais da Igreja Primitiva. Não são ideias novas. A inspiração verbal parece implicar em inerrância, visto que, caso contrário, o Espírito Santo seria o autor do erro. A Igreja medieval, embora outorgasse autoridade de tradição ao lado da Palavra, continuava a afirmar a inspiração e infalibilidade verbais, e até mesmo (em princípio) a suficiência das Escrituras. Martinho Lutero e outros reformadores protestantes não tinham necessidade de exaltar a autoridade e infalibilidade das Escrituras, porque a Igreja Católica Romana também as aceitava. Antes, tentaram combater a elevação católica da tradição a um status igual ou até mesmo superior às Escrituras. Por isso, a Reforma não faz declarações explícitas ratificando a inerrância ou infalibilidade das Escrituras. Entretanto, os sucessores de Martinho Lutero e João Calvino realmente fizeram tais declarações explícitas. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 61-62; 67-68    

 

A inspiração plenária e verbal contém uma definição essencial no próprio nome. E a crença de que a Bíblia é inspirada nas próprias palavras (verbal) escolhidas pelos escritores. É inspiração plenária (plena, total, inteira) porque todas as palavras-, em todos os escritos originais (autógrafos), são inspiradas. Uma definição mais técnica da inspiração segundo a perspectiva plenária e verbal poderia ser esta: A inspiração é o ato especial do Espírito Santo mediante o qual motivou os escritores bíblicos a escrever, orientando-os até mesmo no emprego das palavras, preservando-os de igual modo de todos os erros ou omissões. Apesar de cada palavra da Bíblia ser inspirada por Deus, a sua veracidade depende do contexto, isto é: ela pode registrar autoritativamente o conteúdo inspirado e verídico de uma mentira.

Quando, por exemplo, a serpente disse a Eva que esta não morreria se comesse do fruto proibido, estava, sem dúvida alguma, mentindo – pois Eva morreria! (Gn 3.4,5). No entanto, posto que a totalidade da Bíblia seja inspirada, as palavras do tentador, embora falsas, foram registradas com exatidão. A inspiração verbal e plenária era a opinião da Igreja Primitiva. Durante os oito primeiros séculos da Igreja, nenhum líder eclesiástico, de vulto, ousou sustentar outra opinião. Procedimento similar foi adotado pelas igrejas cristãs ortodoxas até ao século XVIII. 98 A inspiração plenária e verbal continua sendo o conceito sustentado pelo evangelicalismo. A inspiração verbal e plenária eleva o conceito da inspiração até à plena infalibilidade, posto que todas as palavras são, em última análise, palavras de Deus.

A Escritura é infalível porque é a Palavra de Deus, e Deus é infalível. Nas últimas décadas do século XX, alguns procuraram apoiar o conceito da inspiração plenária e verbal sem o corolário da infalibilidade. Como resposta, livros foram escritos, conferências, realizadas, e organizações formadas na tentativa de firmar o modo histórico de se entender a inspiração das Escrituras Sagradas. Uma fileira de fortes adjetivos tem sido acrescentada à expressão “plenária e verbal” até ao ponto de alguns insistirem que esta opinião teológica seja chamada “inspiração verbal plenária, infalível, inerrante, ilimitada”. Quando investigamos o significado de tantos qualificativos, constatamos que é exatamente isto o que significa a “inspiração plenária e verbal”!  

MODOS DE INSPIRAÇÃO Uma vez aceito o testemunho que as Escrituras dão acerca de si mesmas, fica mais que clara a sua divina inspiração. A medida que os autores humanos da Bíblia a compunham, o próprio Deus dava mostras inequívocas de achar-se envolvido neste processo de comunicação. E posto que na maioria dos casos a Bíblia não revela a forma de sua inspiração, várias teorias têm surgido a respeito. Cinco opiniões básicas são consideradas resumidamente nesta seção. Intuição natural. A inspiração é meramente uma perspicácia natural nos assuntos espirituais, exercida por pessoas bem dotadas. Assim como alguns têm aptidão para a matemática ou para a ciência, os escritores bíblicos teriam aptidão para as ideias religiosas. Não se vê nisso qualquer envolvimento especial de Deus.

A pessoa poderia ter a mesma inspiração natural para escrever uma poesia ou para compor um hino. Iluminação especial. A inspiração seria uma intensificação, ou exaltação, divina das percepções religiosas que todos os cristãos têm em comum. Os dons naturais dos escritores bíblicos teriam sido aguçados de alguma maneira pelo Espírito Santo, mas sem nenhuma orientação especial, ou comunicação da verdade divina. Orientação dinâmica. A inspiração é a orientação especial pelo Espírito Santo, dada aos escritores bíblicos, para garantir toda mensagem divina que trata de matérias concernentes à fé religiosa e ao viver piedoso. A ênfase recai nos pensamentos ou conceitos que Deus, querendo fossem comunicados, fornecia aos escritores humanos, aos quais dava plena liberdade quanto à expressão natural. Os elementos da fé e da prática religiosas eram assim orientados, mas as chamadas matérias não-essenciais dependiam totalmente (segundo essa opinião) dos conhecimentos, experiências, e escolhas dos próprios autores humanos.

Plenária verbal. A inspiração é a combinação entre a expressão natural dos escritores e a iniciação e orientação especiais dos seus escritos concedidas pelo Espírito Santo. Mas o Espírito Santo não somente dirigia os pensamentos, ou conceitos dos escritores, como também supervisionava a seleção das palavras para a totalidade do texto (e não somente para as questões de fé e prática). O Espírito Santo garantia a exatidão e a suficiência de tudo quanto era escrito como a revelação da parte de Deus. Ditado divino. A inspiração é a superintendência infalível da reprodução mecânica das palavras divinas à medida que o Espírito Santo as ditava aos autores bíblicos. Estes, como obedientes estenógrafos, tudo registravam segundo as ordens especiais do Espírito Santo quanto ao conteúdo, vocabulário e estilo. HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.    

SINÓPSE I

A Bíblia é a inspirada Palavra de Deus. Seus autores a escreveram inspirados pelo Espírito Santo e os seus livros têm o mesmo grau de autoridade.

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“A Inspiração Divina da Bíblia O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina (Jó 32.8; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21). É devido à inspiração divina que ela é chamada a Palavra de Deus […] Que vem a ser inspiração divina ? Para melhor compreensão, vejam os primeiro o que é inspiração. No sentido fisiológico, é a inspiração do ar para dentro dos pulmões. É pela inspiração do ar que tem o fôlego para falar. Daí o ditado ‘Falar é fôlego’. Quando estamos falando, o ar é expelido dos pulmões: é o que chamamos de expiração.

Pois bem, Deus, para falar a sua Palavra através dos escritores da Bíblia, inspirou neles o seu Espírito! Portanto, inspiração divina é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro. A própria Bíblia reivindica para si a inspiração de Deus, pois a expressão ‘Assim diz o Senhor’, como carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos seus 66 livros; isso além de outras expressões equivalentes” (GILBERTO, Antônio. A Bíblia através dos Séculos: A história e formação do Livro dos livros.2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.41).    

II – INSPIRAÇÃO DIVINA E OS AUTORES DA BÍBLIA

 

   1.   A Inspiração dos autores.

 

  O Espírito Santo garantiu a liberdade dos escritores bíblicos conforme a capacitação de cada um. Portanto, a Bíblia possui particularidades quanto ao gênero literário, gramática, vocabulários e outros. Apesar disso, os autores não se tornaram intérpretes do divino. Isso porque Deus não inspirou aos escritores apenas os pensamentos ou as ideias. O Espírito Santo também inspirou cada uma das palavras que expressam com exatidão a mensagem divina (l Co 2.10,11).    

 

Comentário

 

O Espírito Santo garantiu a liberdade dos escritores bíblicos conforme a capacitação de cada um. Portanto, a Bíblia possui particularidades quanto ao gênero literário, gramática, vocabulário e outros. Apesar disso, reafirma-se que os autores não se tornaram intérpretes do divino. Isso porque Deus não inspirou aos escritores apenas os pensamentos ou as ideias. Desse modo, reitera-se que o Espírito Santo também inspirou cada uma das palavras que expressam com exatidão a mensagem divina (1 Co 2.10,11).

Nessa concepção, J. I. Packer, ao formular a ideia bíblica sobre a inspiração dos autores, estabelece quatro pontos a ser considerados, os quais são: (1) A ideia não é a do ditado mecânico, ou escrita automática, ou qualquer outro processo que envolva a suspensão da ação da mente humana do escritor; (2) O fato de que, na inspiração, Deus não obliterou a personalidade, estilo, perspectiva e condicionamento cultural do escritor não significa que seu controle sobre eles fosse imperfeito ou que no processo de registrar por escrito a verdade que tinham recebido para transmitir inevitavelmente a distorcessem; (3) A inspiração não é uma qualidade ligada às alterações que foram se introduzindo à força no curso da transmissão do texto, mas está vinculada apenas ao texto como originalmente produzido pelos escritores inspirados; e (4) A inspiração dos escritos bíblicos não deve ser igualada com a inspiração das grandes obras da literatura […] A ideia bíblica da inspiração não se relaciona com a qualidade literária do que é escrito, mas com sua característica de ser revelação divina escrita. Essas considerações demonstram que a participação humana na produção das Escrituras foi a de transmitir de modo fidedigno a mensagem recebida. Essa mensagem veio diretamente de Deus, isso significa que a Escritura é a Palavra de Deus, tendo o homem como instrumento para escrevê-la. Portanto, embora cada autor fizesse uso de estilo literário próprio, a Escritura é de inteira criação divina. Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

 

A palavra “inspiração” vem do latim e é a tradução do termo grego theópneustos de 2 Timóteo 3.16, que na RC temos assim traduzido: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”. “Inspirado por Deus”, conforme consta na ARA, não é um texto melhorado em relação a RC, pois theópneustos significa respirado por Deus para fora em vez de para dentro — divinamente ex-pirado, em vez de inspira do. No século passado, Ewald e Cremer argumentaram que o adjetivo traz consigo um sentido ativo, “inspirando o Espírito”, e Barth parece concordar. Sua explicação é que significa não apenas “dado, enchido e guiado pelo Espírito de Deus, mas também “manifestando, alastrando-se para fora e revelando ativamente o Espírito de Deus” (Church Dogmatics, 1.2).

Mas, em 1900, B. B. Warfield provou decisivamente que o sentido da palavra somente pode ser usado no passivo. A ideia não é Deus respirando Deus para fora, mas Deus tendo respirado a Escritura para fora. As palavras de Paulo significam, não que a Escritura seja inspiradora (embora isto seja verdade), mas que a Escritura é um produto divino, devendo ser encarada e avaliada como tal. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 49.    

 

No tocante à orientação do escritor pelo Espírito, tem-se sugerido que a influência do Espírito estendeu-se somente ao impulso original para se escrever, ou somente à seleção dos tópicos, ou apenas aos pensamentos ou ideias do autor, conforme este achasse melhor. Na inspiração plenária e verbal, todavia, a orientação do Espírito estendia-se até às próprias palavras que o escritor selecionava para expressar os seus pensamentos. O Espírito Santo não ditava as palavras, mas guiava o escritor para que este, livremente, escolhesse as palavras que realmente expressavam a mensagem de Deus. (Por exemplo, o escritor poderia ter escolhido “casa” ou “construção”, segundo a sua preferência, mas não poderia ter escolhido “campo”, pois isso teria mudado o conteúdo da mensagem.) HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.    

   2.   As limitações dos autores.

Os escolhidos por Deus para escreverem a Bíblia eram pessoas assim como nós, inclinadas às mesmas paixões e falhas (Tg 5.17). Moisés, por exemplo, mesmo sendo O autor do Pentateuco, foi impedido de entrar na Terra Prometida porquanto transgredira contra o Senhor no deserto de Zim (Dt 32.51,52). Entretanto, nenhum texto das Escrituras, quanto à sua inspiração e veracidade, está condicionado às limitações de seus autores humanos (2 Co 4.7).    

Comentário

    Os escolhidos por Deus para escrever a Bíblia eram pessoas assim como nós, inclinadas às mesmas paixões e falhas (Tg 5.17). Moisés, por exemplo, mesmo sendo o autor do Pentateuco, foi impedido de entrar na Terra Prometida porquanto transgredira contra o Senhor no deserto de Zim (Dt 32.51,52). O rei Davi, a quem é atribuída a autoria de setenta e quatro dos salmos, cerca da metade dos salmos da Bíblia, cometeu adultério com Bate-Seba, maquinou e ordenou o assassinato do marido dela, o capitão Urias (2 Sm 11.3-15) Dos autores do Novo Testamento, a fé do apóstolo Pedro era volúvel. Por ocasião da prisão de Jesus, ele puxou da espada e arrancou a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote (Jo 18.10). Em seguida, na casa do sumo sacerdote, negou ao Senhor por três vezes (Jo 18.16-27). A Escritura também registra que ele era homem sem letras e indouto (At 4.13); provavelmente por essa razão precisou de Silas para escrever a sua primeira Epístola (1 Pe 5.12), o que justifica a diferença literária com a sua segunda Carta. Entretanto, nenhum texto das Escrituras, quanto à sua inspiração e veracidade, está condicionado às limitações de seus autores humanos (2 Co 4.7). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.  

 

Não há união hipotética ou conjunção de natureza na Palavra Escrita; na verdade, há uma enorme diferença a ser observada: enquanto a humanidade de Cristo não era caída e fr nenhum modo sujeita a natureza Adamica, os autores da Bíblia eram caídos, cujo pecado é mencionado no Texto Sagrado, sem hesitação. No caso da Palavra Viva, a natureza humana nunca poderia pecar, visto que ela nunca poderia agir fora de sua revelação com a natureza divina. No caso da palavra escrita, o elemento humano foi mantido na única tarefa de um escritor inspirado, que de modo algum tendia a governar a conduta pessoal do autor humano, nem a área em si continuava além do tempo exigido para completa-la.

No registro das escrituras, os autores humanos escreveram com tal liberdade a ponto de deixarem evidencias de suas características humanas pessoais; todavia estes autores não cometeram erros, enquanto estavam na tarefa de escrever, não lhes foi permitido agir à parte ou ao contrário da mente precisa de Deus, de quem eles escreveram a Palavra. Eles foram literalmente movidos elo Espirito Santo (1 Pe 1.21). Chafer., Lewwis Sperry. Teologia Sistemática. Vol I e II. Editora Hagnos. 1 Ed. 2003. pag. 110.    

 

   3.   Os diferentes gêneros literários e figuras de linguagem.

Cada autor fez uso de gêneros literários distintos, tais como: narrativa (1 e 2 Samuel), poesia (Salmos), provérbios (livro de Provérbios) etc. Os autores sagrados também fizeram uso de figuras de linguagem, tais com o: o emprego de parábolas e enigmas (Jz 14.14; Ez 17.2); de alegorias (G1 4-22-24; Hb 9.9); de hipérboles (Jo 21.25; Cl 1.23); de metáforas e símiles (Zc 2.8; Tg 3 3 – 5); de vocabulário simples ou rebuscado a depender do grau de instrução do autor (2 Pe 3.15,16). O emprego dos recursos literários evidencia a cultura do escritor, mas em hipótese alguma invalida a inspiração da Palavra de Deus (Pv 2.6; Tg 1.17).    

 

Comentário

 

    Cada autor bíblico fez uso de gêneros literários distintos. Todo um livro ou partes de um livro refletem o estilo de escrever de seu autor. Leland Ryken leciona que “uma conscientização do gênero pode programar nossa leitura de certa passagem, dando-lhe uma forma familiar e permitindo que os detalhes incidam em um padrão identificável. Saber como atua um determinado gênero também pode nos ajudar a evitar fazer uma interpretação errônea do texto”. Portanto, o estudante das Escrituras não pode negligenciar a abordagem literária da Bíblia. Contudo, jamais deve se esquecer de que o texto é, sobretudo, o resultado da inspiração divina. Dentre os gêneros literários, a narrativa é a forma dominante na Bíblia. Gordon Fee estima que mais de 40% do Antigo Testamento é narrativa, tais como Gênesis, Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Daniel, Jonas e Ageu. No Novo Testamento, parcela dos Evangelhos e grande parte do livro de Atos também são narrativas. As narrativas registram as histórias tal qual elas ocorreram com o propósito da mostrar Deus agindo nas obras criadas e entre o seu povo.

As narrativas podem ensinar explícita ou implicitamente. Cabe ao intérprete, por meio das regras da hermenêutica e iluminação do Espírito Santo, distinguir a presença ou não de princípios doutrinários a ser seguidos pela Igreja. Acrescenta-se às narrativas, entre outros estilos e técnicas literárias, uma porção significativa de escritos sapenciais e poéticos: poesia (Jó, Salmos e Cânticos); prosa (Eclesiastes); provérbios (livro de Provérbios). Temos ainda os Evangelhos e as Epístolas. Os autores sagrados também fizeram uso de figuras de linguagem, tais como: o emprego de parábolas e enigmas (Jz 14.14; Ez 17.2); de alegorias (Gl 4.22-24; Hb 9.9); de hipérboles (Jo 21.25; Cl 1.23); de metáforas e símiles (Zc 2.8; Tg 3.3-5); de vocabulário simples ou rebuscado a depender do grau de instrução do autor (2 Pe 3.15,16). O emprego dos recursos literários evidencia o grau de cultura do escritor, mas em hipótese alguma invalida a inspiração ou a autoridade da Palavra de Deus (Pv 2.6; Tg 1.17). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

Apresentada em termos humanos. Apesar de a Bíblia alegar ser a Palavra de Deus, ela também é as palavras de seres humanos. Afirma ser a comunicação de Deus às pessoas, na sua linguagem e expressões.

Todos os livros na Bíblia foram composições de escritores humanos.

A Bíblia manifesta estilos literários diferentes, desde a métrica fúnebre de Lamentações à poesia exaltada de Isaías, desde a gramática simples de João até o grego complexo de Hebreus. A escolha de metáforas demonstra que autores diferentes usaram 0 próprio contexto histórico e seus interesses. Tiago se interessa pela natureza. Jesus usa metáforas urbanas e Oséias as da vida rural.

A Bíblia manifesta perspectivas e emoções humanas; Davi falou no salmo 23 do ponto de vista de um pastor; o livro dos Reis foi escrito de um ponto de vista profético, e Crônicas, do ponto de vista sacerdotal; Atos manifesta um interesse histórico e 2Timóteo, o coração de um pastor. Paulo expressou tristeza pelos israelitas que rejeitaram a Deus (Rm 9.2).

A Bíblia revela padrões e processos do pensamento humano, incluindo a razão (Romanos) e a memória (1C0 1.14-16).

Os autores da Bíblia usaram recursos humanos para informação, incluindo pesquisa histórica (Lc 1.1 – 4) e obras não canônicas (Js 10.13; At 17.28; 1C0 15.33; Tt 1.12; Jd 9,14).

GEISLER. Norman. Enciclopédia De Apologética, respostas aos críticos da fé cristã. Editora Vida. 1 Ed. 2002. pag. 120-121.   

 

 

A inspiração abarca uma variedade de fontes e de gêneros literários. O fato de a inspiração ser verbal, ou escrita, não exclui o uso de documentos literários e de gêneros literários diferentes entre si. As Escrituras Sagradas não foram ditadas palavra por palavra, no sentido comum que se atribui ao verbo ditar. Na verdade, há certos trechos menores da Bíblia, como, por exemplo, os Dez Mandamentos, que Deus outorgou diretamente ao homem (v. Dt 4.10), mas em parte alguma está escrito ou fica implícito que a Bíblia é resultante de um ditado palavra por palavra. Os autores das Sagradas Escrituras eram escritores e compositores, não meros secretários, amanuenses ou estenógrafos. Há vários fatores que contribuíram para a formação das Escrituras Sagradas e dão forte apoio a essa afirmativa. Em primeiro lugar, existe uma diferença marcante de vocabulário e de estilo de um escritor para outro. Comparem-se as poderosas expressões literárias de Isaías com os tons lamurientos de Jeremias. Compare-se a construção literária de suma complexidade, encontrada em Hebreus, com o estilo simples de João. Distinguimos facilmente a linguagem técnica de Lucas, o médico amado, da linguagem de Tiago, formada de imagens pastorais. Em segundo lugar, a Bíblia faz uso de documentos não-bíblicos, como o Livro de Jasar (Js 10.13; 2Sm 1.18), o livro de Enoque (Jd 14) e até o poeta Epimênedes (At 17.28).

 

Somos informados de que muitos dos provérbios de Salomão haviam sido editados pelos homens de Ezequias (Pv 25.1). Lucas reconhece o uso de muitas fontes escritas sobre a vida de Jesus, na composição de seu próprio evangelho (Lc 1.1-4). Em terceiro lugar, os autores bíblicos empregavam vasta variedade de gêneros literários; tal fato não caracteriza um ditado monótono em que as palavras são pronunciadas uma após a outra, segundo o mesmo padrão. Grande parte das Escrituras é formada de poesia (e.g., Jó, Salmos, Provérbios). Os evangelhos contêm muitas parábolas. Jesus empregava a sátira (v. Mt 19.24), Paulo usava alegorias (G1 4) e até hipérboles (Cl 1.23), ao passo que Tiago gostava de usar metáforas e símiles. Por fim, a Bíblia usa a linguagem simples do senso comum, do dia-a-dia, que salienta a ocorrência de um acontecimento, não a linguagem de fundamento científico. Isso não significa que os autores usassem linguagem anticientífica ou negadora da ciência, e sim linguagem popular para descrever fenômenos científicos. Não é mais anticientífico afirmar que o sol permaneceu parado (Js 10.12) do que dizer que o sol nasceu ou subiu (Js 1.15). Dizer que a rainha de Sabá veio “dos confins da terra” ou que as pessoas no Pentecostes vieram “de todas as nações debaixo do céu” não é dizer coisas com exatidão científica.

Os autores usaram formas comuns, gramaticais de expressar seu pensamento sobre os assuntos. Por isso, o que quer que fique implícito na doutrina dos escritos inspirados, os dados das Escrituras mostram com clareza que elas incluem o emprego de grande variedade de fontes literárias e de estilos de expressão. Nem todas as mensagens vieram diretamente de Deus, mediante ditado. Tampouco foram expressas de modo uniforme e literal. É preciso que se entenda a inspiração da perspectiva histórica e gramatical. A inspiração não pode ser entendida como um ditado uniforme, ainda que divino, que exclua os recursos, a personalidade e as variadas formas humanas de expressão. Norman Geisler Wllliam Nlx. Introdução Bíblica como a Bíblia chegou até nós. Editora Vida. 5 Ed. 2012. pag. 22-24.    

 

   4.   A linguagem do senso comum.

Na descrição de fenômenos científicos, por exemplo, os autores sagrados usaram a fraseologia comum e popular. Para citar um dos casos, ao descrever a herança dos rubenitas, também dos gaditas e à meia tribo de Manassés, Josué fez alusão aos“ nascer do sol” (Js 1.15); e, na batalha contra os amorreus, ele registrou que o “sol parou” (Js 10.13). Essa linguagem não ignora os fundamentos científicos, nem desacredita a inspiração da Palavra de Deus, apenas busca alcançar a compreensão de todos (1 Co 14.9-11).    

 

Comentário

 

    Na descrição de fenômenos científicos, por exemplo, os autores sagrados usaram a fraseologia comum e popular. Para ilustrar, citase o exemplo do emprego da linguagem figurada ao se referir ao sol. Na batalha dos israelitas contra Amaleque, Arão e Ur sustentaram as mãos de Moisés “até que o sol se pôs” (Êx 17.12). Ao descrever a herança dos rubenitas, Josué fez alusão ao “nascente do sol” (Js 1.15); e, na batalha contra os amorreus, ele registrou que o “sol parou” (Js 10.13, NVI). No livro de Eclesiastes, o pregador afirma “nasce o sol, e põe-se o sol” (Ec 1.5). Marcos registra que as mulheres foram ao sepulcro no Domingo de Páscoa “ao nascer do sol” (Mc 16.2). Essas passagens sinalizam aparente contradição científica nos textos da Bíblia. Isso porque a astronomia já comprovou que o sol não nasce e nem se põe, ele está sempre parado. Sabemos que é a Terra que se movimenta, sendo que dois desses movimentos se relacionam com as horas e os dias: (i) o movimento de translação da Terra em torno do sol define o ano em 365 dias e 6 horas, e determina as estações, verão, outono, primavera e inverno; (ii) o movimento de rotação da Terra em torno de seu próprio eixo que gera o dia de 24 horas.

Esse movimento é o responsável pela sensação que o sol gira em torno da Terra, nascendo e se pondo. Quando os escritores bíblicos registram que o sol “nasceu”, se “pôs” ou que o sol “parou” estavam fazendo uso de figura de linguagem chamada de prosopopeia ou personificação. Trata-se de uma figura de pensamento que procura dar “vida” ou “personificar” seres inanimados. Nesse e nos demais casos, os autores bíblicos fizeram uso da linguagem figurada para melhor atingir seus objetivos. Essa linguagem não ignora os fundamentos científicos e nem desacredita a inspiração da Palavra de Deus, apenas busca alcançar a compreensão de todos (1 Co 14.9-11). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

Por que Deus Permitiu Aparentes Contradições na Bíblia? Questão: Vocês cristãos parecem ter sempre uma maneira de “conciliar” qualquer contradição ou inconsistência que os “incrédulos” possam descobrir na Bíblia. Entretanto, não importa quão convincente possa parecer a “conciliação”, tenho uma pergunta pessoal que é recorrente: por que parece haver tantos problemas na Bíblia que vocês se esforçam tanto para resolver? Parece-me, na verdade, que há tantas inconsistências (mesmo que supostamente vocês consigam resolver algumas) que isso em si mesmo é uma evidência de que a Bíblia é muito falha e, portanto, não pode ser a Palavra de Deus.

Resposta: Ao contrário, as muitas aparentes contradições e inconsistências da Bíblia são provas convincentes de sua credibilidade. Se três testemunhas atestam que presenciaram um acidente e cada uma delas o descreve exatamente da mesma maneira, palavra por palavra, quem ouvir o relato terá bons motivos para suspeitar de fraude e descartar o testemunho destes. Entretanto, se cada um descreve com suas próprias palavras e a partir de sua perspectiva pessoal, a pessoa passa a acreditar nelas. Além disso, se parece haver conflito em seus testemunhos, mas este foi resolvido por meio de uma sondagem profunda do incidente, isso acrescenta significante credibilidade ao testemunho deles. É o mesmo que acontece com as aparentes contradições encontradas na Bíblia. Irwin Linton, em A Lawyer Examines the Bible (“Um Advogado Examina a Bíblia”), expõe isso muito bem: “As narrativas isentas e sem artifícios da Bíblia, obviamente tão despreocupadas de querer dar uma aparência de consistência, mostram com muita clareza aquelas irregularidades que são as marcas honestas quer no trabalho de artesão em um tapete oriental quer na espontaneidade de um testemunho humano, as quais, muitas vezes, atraíram oponentes que tentavam colocá-la sob um destrutivo fogo cruzado que, entretanto, trouxe mais claramente à luz a verdade e a consistência da Bíblia”.5 Um dos pontos mais fortes da Bíblia, em sua reconciliação, portanto, é o poderoso reforço das aparentes inconsistências que provam a veracidade de suas narrativas. William Paley chama a atenção para este fato em seus escritos:

Agora, em pesquisas históricas, uma inconsistência reconciliada torna-se vim argumento positivo. Primeiro, por que um impostor geralmente se previne a fim de não dar uma aparência de inconsistência. Segundo, por que quando as aparentes inconsistências são encontradas, é raro que algo, exceto a verdade, os torna capaz de reconciliação. A existência de dificuldade comprova a ausência daquele cuidado que geralmente acompanha a consciência de fraude; e a solução comprova que não é o conluio de proposições fortuitas com os quais temos de lidar que preserva cada circunstância em seu lugar, mas que o fio da verdade envolve o todo.” Hunt. Dave., Em defesa da fé. Editora CPAD. 1 edição/2006. pag. 92-93.    

 

A ORAÇÃO DE JOSUÉ “No livro de Josué (10.12-15) está escrito que Josué mandou parar o Sol. Mas, segundo a Ciência, é a Terra que gira em torno do Sol. Como é que Josué mandou parar o Sol se o mesmo está parado segundo a nossa concepção?” O Sol – centro do nosso sistema planetário – está apenas relativamente parado, já que anda, em corrida veloz, rumo à estrela Vega, na constelação de Hércules, arrastando o sistema em causa. Este é, em certo aspecto, o seu movimento de translação. Quanto ao de rotação, o astro-rei leva 24 dias e 15 horas para completar uma volta em torno do seu eixo. Pode-se dizer, portanto, que o Sol está parado, mas em relação ao nosso sistema planetário. Apesar disso, ainda hoje os próprios cientistas usam as expressões: “pôr-do-sol” e “nascer do sol”.

O povo diz com frequência: “O sol vai alto” ou “o sol vai para o sul”. Contudo, nos dias de Josué e segundo a astronomia egípcia, eram o Sol e a Lua que andavam ao redor da Terra. Claro que a Bíblia não é um compêndio de ciência, mas as suas assertivas são verdadeiras. Emprega, porém, uma linguagem popular, a fim de as verdades divinas poderem ser assimiladas, mesmo pelas pessoas mais humildes. Josué, ao dirigir-se ao Sol, aplicou o termo “deman”. exarado 21 vezes no Velho Testamento, significando, entre outras coisas, silencia-te. A palavra hebraica para detém-te é “amad”, a qual ocorre centenas de vezes no Antigo Testamento, sendo geralmente traduzida por ficar de pé ou deter. Admite-se. nos meios científicos, que a revolução da Terra em torno do seu próprio eixo é motivada pela ação do Sol sobre o nosso planeta.

Assim, quando Josué ordenou: “Sol. aquieta-te” ou “detém-te”, a rotação do Globo Terráqueo teria diminuído substancialmente por via de um temporário enfraquecimento da ação solar sobre ele. Existem, como é óbvio, outras teorias para explicar a detenção do Sol narrada no livro de Josué, porém cremos na palavra bíblica. Finalmente, os astrônomos modernos deram-se ao trabalho de buscar, no calendário astronômico, se de fato teria realmente ocorrido o evento. Depois de buscas e fastidiosos estudos, concluíram que, efetivamente, falta um dia no calendário astronômico, concluindo então, que o quase um dia inteiro (Js 10.13b), correspondem a 11 horas e cinquenta minutos, sendo assim provado que de fato a Terra esteve parada por todo um dia de Sol. A Bíblia Responde. Editora CPAD. 2 Ed. pag. 18-19.    

 

SINÓPSE II

As limitações humanas, o uso de diferentes gêneros literários e o emprego de linguagem comum não anula a inspiração divina dos autores da Bíblia.

 

   AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A Inspiração “As Escrituras eram sopradas por Deus à medida que o Espírito Santo inspirava seus autores a escrever em prol de Deus. Por causa de sua incitação e superintendência, as palavras dos escritores eram verdadeiramente a Palavra de Deus. Pelo menos em alguns casos, os escritores bíblicos tinham consciência de que a sua mensagem não era meramente sabedoria humana, mas ‘as palavras que o Espírito Santo ensina’ (1 Co 2.13)”. Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, p.115.    

 

 

AUXÍLIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ “ Fundamentos bíblicos para um a filosofia de ensino Uma filosofia cristã de ensino começa na Bíblia e faz parte do conceito maior de educação cristã. A Palavra de Deus oferece mais do que o conteúdo do ensino cristão; fornece também a estrutura filosófica essencial. Questões fundamentais, como: ‘Por que ensinar?’; ‘Que resultados devem os esperar?’; ‘Quem é o mediador do ensino cristão?’; ‘Como devemos ensinar?’; e ‘A quem devemos ensinar?’ encontram respostas provocativas na Bíblia. Um mandato e uma meta claramente definidos emaranham-se de forma precisa com os notáveis discernimentos das Escrituras sobre o professor, o aluno e Deus para, com isso, formar um a superestrutura estável. Cada Ensinador cristão constrói uma filosofia pessoal de ensino ao entender, correta ou incorretamente, a estrutura bíblica. Portanto, o desafio de construir uma filosofia verdadeiramente cristã começa de maneira correta examinando cada parte do componente fornecido pela Bíblia” (GANGEL, Kenneth O; HENDRICKS, Howard G (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 4 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.66).    

 

III – O ESPÍRITO SANTO E A BÍBLIA

 

   1.   A inspiração do Antigo Testamento.

 

A Bíblia é categórica em reiter sua inspiração divina. O registro de Juízes ensina que os livros de Moisés são mandamentos do Senhor (Jz 3.4). Esdras reconhece como inspirados os livros de Jeremias, Ageu e Zacarias (Ed 1.1; 5.1). A respeito da inspiração da Lei de Moisés e dos profetas, Zacarias ensinou que os seus escritos eram “ as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas precedentes” (Zc 7.12). O próprio Cristo mencionou a Lei de Moisés, os Profetas e os Escritos como livros inspirados (Lc 24.44). Essas declarações atestam o Espírito Santo como a fonte originária de inspiração do Antigo Testamento.    

Comentário

 

    A Bíblia é categórica em reiterar sua inspiração divina. O registro de Juízes ensina que os livros de Moisés são “mandamentos do Senhor” (Jz 3.4). Esdras reconhece como inspirados os livros de Jeremias, Ageu e Zacarias (Ed 1.1; 5.1). A respeito da inspiração da Lei de Moisés e dos profetas, Zacarias ensinou que os seus escritos eram “as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas precedentes” (Zc 7.12). O próprio Cristo mencionou a Lei de Moisés, os Profetas e os Salmos como livros inspirados (Lc 24.44). Essas declarações atestam o Espírito Santo como a fonte originária de inspiração do Antigo Testamento. Soma-se a esses textos, como já visto, o uso frequente da expressão “Assim diz o Senhor” e palavras equivalentes que ocorrem mais de 3.800 vezes no Antigo Testamento. Wayne Grudem, sublinha que “quando os profetas dizem ‘assim diz o Senhor’ eles estão reivindicando a condição de mensageiros do soberano Rei de Israel, ou seja, o próprio Deus, e declarando que suas palavras são palavras de Deus com autoridade absoluta”. Nessa compreensão, toda palavra que o profeta falava em nome de Deus era de fato Deus quem falava (1 Rs 13.21-26; Ag 1.12).

Em vista disso, rejeitar, descumprir ou desobedecer à palavra de um profeta era o equivalente a não dar crédito ao próprio Deus (1 Sm 10.18;13.13,14). Ao tratar da inspiração dos trinta e nove livros do Antigo Testamento, Archer Jr. destaca que “estes livros exibem uma unidade marcante de propósito e de programa, que se explica da maneira mais satisfatória como sendo a operação de uma mente única, a mente do próprio Autor divino”.17 Essa consistência nos registros do Antigo Testamento demonstra que cada palavra vinha diretamente de Deus. Não obstante, Lewis Chafer lembra que “a autoridade das Escrituras não é derivada de homens inspirados ou devida à inspiração propriamente atribuída a eles”. A autoridade está na fonte definitiva da inspiração das Escrituras que é o Espírito Santo (2 Pe 1.20,21). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

As palavras da Escritura são as próprias palavras de Deus. Passagens do Antigo Testamento identificam a lei mosaica e as palavras dos profetas, tanto faladas quanto escritas, com o discurso do próprio Deus (cf. 1 Rs 22.8-16; Ne 8; SI 119; Jr 25.1-13; 36 etc.). Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 53-54.    

 

Considerando que toda testemunha tem o direito de se expressar por si mesma, será examinada, em primeiro lugar, a reivindicação que os próprios escritores bíblicos fazem à inspiração divina. Muitos dos que compuseram as Escrituras eram participantes, ou testemunhas oculares, dos eventos a respeito dos quais escreveram. O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada), o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos (1 Jo 1.1-3).

Cada um deles, seja Moisés, Davi, Jeremias, Mateus, João, Pedro, ou Paulo, escreveu com base em suas próprias experiências à medida que Deus se revelava a eles (Ex 4.1-17; SI 32; Jr 12; At 1.1-3; 1 Co 15.6-8; 2 Co 1.3-11; 2 Pe 1.14-18). Mas seus escritos eram mais que relatos de pessoas envolvidas. Declaravam que escreviam não somente a respeito de Deus, mas também em prol de Deus. A sua palavra era a Palavra de Deus; a sua mensagem era a mensagem de Deus. Em todo o Antigo Testamento, deparamo-nos com expressões tais como: “Falou o SENHOR a Moisés, dizendo” (Ex 14.1); “A palavra que veio a Jeremias, da parte do SENHOR, dizendo” (Jr 11.1); “Tu, pois, ó filho do homem, profetiza… e dize: Assim diz o SENHOR Deus” (Ez 39.1); “Assim diz o SENHOR” (Am 2.1). Tais declarações são usadas mais de 3.800 vezes, e demonstram com clareza que os escritores tinham consciência de estar entregando uma mensagem autorizada da parte de Deus. HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.      

 

   2.   A inspiração do Novo Testamento.

 

O Novo Testamento possui dois pressupostos básicos de sua inspiração: a) a promessa de Cristo de enviar o Espírito Santo para guiar os discípulos (Jo 14.26); b) os escrito s bíblicos que vindicam esse cumprimento (At 2.4; 1 Co 2.10; Ef 3.5). Nesse aspecto, Paulo declara que escreve sob orientação do Espírito, e que suas epístolas são a Palavra de Deus (Rm 15.15,16; 1 Co 14.37; G1 1.12; 1 Ts 2.13). Pedro reconhece essa verdade e classifica os livros de Paulo como Escrituras (2 Pe 3.16). Nessa direção, vários outros textos apontam para a ação do Espírito Santo nos escritos da Nova Aliança (Jo 16.13).    

Comentário

    O Novo Testamento possui dois pressupostos básicos de sua inspiração: (a) a promessa de Cristo de enviar o Espírito Santo para guiar os discípulos (Jo 14.26); e (b) os escritos bíblicos que vindicam esse cumprimento (At 2.4; 1 Co 2.10; Ef 3.5). Nesse aspecto, Norman Geisler enfatiza que “Jesus não somente confirmou que o Antigo Testamento é a Palavra de Deus, como também prometeu o mesmo para o Novo Testamento, ao afirmar que o Espírito Santo ensinaria “todas as coisas” aos apóstolos e os guiaria em toda a verdade”. Por conseguinte, os escritores do Novo Testamento reivindicam falar em nome de Deus. Paulo declara que suas Epístolas são a Palavra de Deus. Aos Romanos, o apóstolo declara estar ministrando o “evangelho de Deus” (Rm 15.16); Aos Coríntios, ratifica que as coisas que escreve são “mandamentos do Senhor” (1 Co 14.37); para os irmãos na Galácia, assevera que o evangelho por ele anunciado não era segundo os homens, mas pela “revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.11,12); e, aos Tessalonicenses, enfatiza que os exortava não como palavra de homens, mas “como palavra de Deus” (1 Ts 2.13).

Pedro também reconhece a autoridade divina nos escritos paulinos e os classifica como Escrituras (2 Pe 3.16). O apóstolo Pedro ainda testifica que as palavras escritas por ele próprio procediam da parte de Deus (2 Pe 1.16,17). Do mesmo modo escreveu o apóstolo João: “o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida […] o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (1 Jo 1.1,3). Além desses textos incontestes, Paulo, ao escrever para Timóteo, citou o Antigo Testamento e os Evangelhos em um mesmo versículo, e os equiparou como Escritura divinamente inspirada: “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm 5.18). A primeira parte da citação reproduz o texto de Deuteronômio 25.4: “Não atarás a boca ao boi, quando trilhar”, e, a segunda citação faz referência aos ensinos de Jesus: “digno é o obreiro de seu salário” ou “do seu alimento” (Lc 10.7; Mt 10.10;). Nessa direção, vários outros textos apontam para a ação do Espírito Santo nos escritos da Nova Aliança (Jo 16.13). Em vista disso, ratifica-se que tanto o Antigo como o Novo Testamento são autenticados como Palavra de Deus. Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

Os escritores do Novo Testamento viam todo o Antigo Testamento como “os oráculos de Deus” (Rm 3.2, ARA), como profético em essência (Rm 16.26; cf. Rm 1.2; 3.21), como havendo sido escrito por homens que foram movidos e ensinados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.20; cf. 1 Pe 1.10-12). Jesus e seus apóstolos citaram textos do Antigo Testamento não meramente como aquilo que homens como Moisés, Davi ou Isaías disseram (vide Mc 7.6,10; 12.36; Rm 10.5,20; 11.9), mas também como o que Deus disse através desses homens (vide At 4.25; 28.25) ou, às vezes, simplesmente como o que “Ele” (Deus) diz (1 Co 6.16; Hb 8.5,8), ou o que o Espírito Santo diz (Hb 3.7; 10.15). Além disso, as declarações do Antigo Testamento que em seus contextos não foram feitas por Deus são citadas como expressões vocais divinas (Mt 19.4,5; Hb 3.7; At 13.34, citando Gn 2.24; SI 95.7; Is 55.2, respectivamente). Paulo também identifica a promessa de Deus a Abraão e sua ameaça a Faraó, ambas faladas muito tempo antes que fosse feito o registro bíblico desses fatos, com as palavras que a Escritura falou a esses dois homens (G1 3.8; Rm 9.17), o que mostra o quão completamente se igualaram as declarações das Escrituras com a expressão vocal de Deus. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 54.    

 

 

Os escritores do Novo Testamento não tinham, também, a menor dúvida de estarem falando em nome de Deus. Jesus não somente ordenou que os discípulos pregassem, mas também lhes disse o que deviam pregar (At 10.41-43). Suas palavras não eram “palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais” (1 Co 2.13). Esperavam que as pessoas reconhecessem que, por escrito, estavam elas recebendo “mandamentos do Senhor” (cf. 1 Co 14.37). Paulo podia garantir aos gálatas que, “acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto” (Gl 1.20), porque o tinha recebido da parte de Deus (Gl 1.6-20). Os tessalonicenses foram elogiados por terem recebido a mensagem “não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus” (1 Ts 2.13).

Preceitos e mandamentos eram escritos à comunidade em nome de Jesus, e deixar de observá-los podia ocasionar motivo para a exclusão do desobediente (2 Ts 3.6-14). Assim como Deus tinha falado através dos santos profetas, agora o Senhor dava mandamentos através dos seus apóstolos (2 Pe 3.2). Receber, a vida eterna está vinculado com o ato de crer no testemunho de Deus (registrado pelos discípulos) a respeito do seu Filho (ljo 5.10-12). Nestes trechos, e em outros semelhantes, fica evidente que os escritores do Novo Testamento estavam convictos de estarem declarando “todo o conselho de Deus” em obediência ao mandamento de Cristo e sob a orientação do Espírito Santo (At 20.27). Os escritores do Novo Testamento também reconheciam a autoridade total das Escrituras do Antigo Testamento, porque Deus “falou pelo Espírito Santo” através dos autores humanos (At 4.24,25; Hb 3.7; 10.15,16). HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.      

 

  3.   A obra da regeneração e a iluminação.

 

A Bíblia ensina que o Espírito Santo testifica de Cristo e convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 15.26; 16.8-11). Desse modo, o Espírito Santo atua no processo da salvação e produz a fé regeneradora (Ef 2.8) que vem pelo ouvir a Palavra (Rm 10.17). Nesse aspecto, o Espírito Santo não apenas inspirou as palavras da salvação, mas também as aplica ao coração humano a fim de regenerar os pecadores (1 Pe 1.23). Sem esse mover do Espírito não é possível nem aceitar e nem entender a Palavra de Deus (Mt 13.15; 1 Co 2.14). Essa ação em conduzir o pecador a compreender as verdades bíblicas chama-se iluminação (Ef 1.18). Porém, ressalta-se que o Espírito Santo ilumina o que Ele já tem inspirado, não se trata de nenhuma nova revelação (G11.8,9).    

 

Comentário

 

    Concordes com as Escrituras, a Declaração de Fé das Assembleias de Deus o Brasil, no artigo de fé número quatro, afirma crer “no Espírito Santo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial com o Pai e o Filho, Senhor e Vivificador; que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador; que falou por meio dos profetas e continua guiando o seu povo”.20 Nas páginas seguintes, complementa que “o Espírito Santo possui o papel de regenerar, purificar e santificar o homem e a mulher”, e conceitua a regeneração nos seguintes termos: “Regeneração é a transformação do pecador numa nova criatura pelo poder de Deus, como resultado do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário (2 Co 5.17-19).

Essa obra é também conhecida como novo nascimento, ou nascer de novo (Jo 3.3) e nascer do Espírito (Jo 3.5,6)”. Desse modo, o Espírito Santo atua no processo da salvação e produz a fé regeneradora. A Bíblia diz que a fé antecede a regeneração (Ef 2.8; Mc 16.16; Rm 10.9) e assegura que a fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus (Rm 10.17). Nesse aspecto, o Espírito Santo não apenas inspirou as palavras da salvação, mas também as aplica ao coração humano a fim de regenerar os pecadores (1 Pe 1.23). Sem esse mover do Espírito não é possível nem aceitar e nem entender a Palavra de Deus (Mt 13.15; 1 Co 2.14). Foi nesse propósito que Cristo condenou a religiosidade mecânica e impessoal (Mt 6.1-7); Paulo escreveu contra ter aparência de piedade, e negar a eficácia dela (2 Tm 3.5); e Tiago advertiu os crentes a ser “cumpridores da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tg 1.22). Essa ação em conduzir o pecador a compreender as verdades bíblicas chama-se iluminação (Ef 1.18).

Paulo era ciente da impossibilidade de alguém discernir as Boas Novas se elas não fossem ensinadas por Deus (1 Co 2.14-15). Por isso, rogava para que os crentes recebessem a capacidade de compreender o plano da salvação, por meio da iluminação do Espírito Santo (Ef 1.18,19). Porém, ressalta-se que o Espírito Santo ilumina o que Ele já tem inspirado, não se trata de nenhuma nova revelação (Gl 1.8,9). Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.    

 

 

A REGENERAÇÃO A obra do Espírito Santo complementa a obra de Cristo na regeneração. Cristo morreu na Cruz a fim de possibilitar ao pecador ser revivificado para Deus. Mediante o novo nascimento espiritual, entramos no Reino de Deus (Jo 3.3). 0 Espírito Santo aplica a obra salvífica de Cristo ao coração do homem. E opera no coração deste a fim de o convencer do pecado, e para induzi-lo à fé no sacrifício expiador que Cristo oferece. Ê essa fé que leva à regeneração mediante a união com Cristo. A fé regeneradora produzida pelo Espírito Santo não deve, entretanto, ser considerada de modo abstrato. Ela não existe no vazio, mas surge do relacionamento com a Palavra de Deus. A fé provém de ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Não somente foi o Espírito Santo responsável por registrar a mensagem da salvação que se acha nas Escrituras, mas também dá testemunho da veracidade destas. Posto que Deus haja falado na Bíblia ao gênero humano, agora o Espírito Santo tem de convencer as pessoas quanto a isso. O Espírito convence não apenas a respeito da veracidade geral das Escrituras, mas quanto a uma aplicação poderosamente pessoal dessa verdade (Jo 16.8-11). Cristo, como Salvador pessoal, é o objeto da fé produzida no coração pelo Espírito. Essa fé está inseparavelmente ligada às promessas da graça divina que se acham em todas as partes da Bíblia. “Precisamos do Espírito e da Palavra.

O Espírito lança mão da Palavra e a aplica ao coração a fim de produzir o arrependimento e a fé e, por esse meio, a vida”.118 Por essa razão, a Bíblia fala na regeneração em termos de “nascer do Espírito” e de “sendo de novo gerados… pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1 Pe 1.23; ver também Jo 3.5). ILUMINAÇÃO A doutrina da iluminação do Espírito envolve a obra do Espírito Santo na pessoa, levando-a a aceitar, entender e apropriar-se da Palavra de Deus. Anteriormente, já havíamos considerado várias evidências internas e externas que confirmam ser a Bíblia a Palavra de Deus. No entanto, mais poderosa e mais convincente que todas elas é o testemunho interior do Espírito Santo. Embora as evidências sejam importantes, e o Espírito Santo possa fazer uso delas, em última análise é a voz autorizada do Espírito, no coração humano, que produz a convicção de que a Escritura é, de fato, a Palavra de Deus.119 Sem o Espírito Santo, a humanidade nem aceita, nem entende as verdades oriundas de Deus. A rejeição da verdade divina pelos incrédulos acha-se vinculada à sua falta de entendimento espiritual. As coisas de Deus são por eles consideradas loucuras (1 Co 1.22,23;2.14). Jesus descreveu os incrédulos como aqueles que ouvem mas não compreendem (Mt 13.13-15).

Por causa do pecado “se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato” (Rm 1.21 – ARA). “O Deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho” (2 Co 4.4). Sua única esperança para receberem o entendimento espiritual, ou para perceberem a verdade da parte de Deus, é a iluminação do Espírito (Ef 1.18; 1 Jo 5.20). Essa percepção espiritual inicial resulta na regeneração, mas também abre a porta para uma nova vida de crescimento no conhecimento divino. Embora as promessas de João 14-16, a respeito da orientação e ensino a serem ministrados pelo Espírito Santo, façam referência especial aos discípulos de Jesus que seriam usados para escrever o Novo Testamento, há um sentido contínuo em que esse ministério do Espírito relaciona-se a todos os cristãos. “O mesmo Ensinador também continua a sua obra de ensino dentro de nós, não por meio de trazer uma nova revelação, mas por meio de trazer novo entendimento, nova compreensão, nova iluminação. Mas Ele faz mais do que nos mostrar a verdade. Ele nos coloca dentro da verdade, e ajuda-nos a pô-la em prática”.  

É importante manter juntas a Palavra escrita de Deus e a iluminação do Espírito Santo: O que o Espírito ilumina é a verdade da Palavra de Deus, e não algum conteúdo místico oculto nessa revelação. A mente humana não é deixada de lado, mas vivificada à medida que o Espírito Santo elucida a verdade. “A revelação é derivada da Bíblia, e não da experiência, nem do Espírito Santo como uma segunda fonte de informação paralela à Escritura e independente desta”.121 Nem sequer os dons de expressão vocal, dados pelo Espírito Santo, têm a mínima igualdade com as Escrituras, pois eles também devem ser julgados pelas Escrituras (1 Co 12.10; 14.29; 1 Jo 4.1). O Espírito Santo nem altera nem aumenta a verdade da revelação divina dada nas Escrituras. Estas servem como padrão objetivo necessário e exclusivo através das quais a voz do Espírito Santo continua a ser ouvida. A iluminação do Espírito Santo não visa ser um atalho para se chegar ao conhecimento bíblico, nem um substituto do estudo sincero da Palavra de Deus.

Pelo contrário: é à medida que estudamos as Escrituras que o Espírito Santo vai nos outorgando entendimento espiritual, que inclui tanto a crença quanto a persuasão. “As pesquisas filológicas e exegéticas não são usualmente “locais” para sua operação, pois é no coração do próprio intérprete que Ele opera, criando aquela receptividade interior pela qual a Palavra de Deus é realmente ‘ouvida’.” 122 O Espírito, fazendo como que a Palavra seja ouvida pelo coração, e não apenas pela cabeça, produz uma convicção a respeito da verdade que resulta numa apropriação zelosa desta mesma Palavra (Rm 10.17; Ef 3.19; 1 Ts 1.5; 2.13). A neo-ortodoxia tende a confundir a inspiração com a iluminação ao considerar que as Escrituras “se tornam” a Palavra de Deus quando o Espírito Santo aplica seus escritos aos corações humanos. Segundo a neo-ortodoxia, a Escritura é revelação somente quando e onde o Espírito Santo fala de modo existencial. O texto bíblico não tem nenhum significado objetivo específico. “Posto que não existem verdades reveladas, mas somente verdades da revelação, o modo de uma pessoa interpretar um encontro com Deus pode ser diferente da maneira como outra pessoa entende igual situação”. Os evangélicos, contudo, consideram a Escritura como a Palavra escrita e objetiva de Deus, inspirada pelo Espírito na ocasião em que foi escrita. A comunicação verdadeira a respeito de Deus está presente na forma proposicional, quer a reconheçamos, quer a rejeitemos. A autoridade da Escritura é intrínseca devido à inspiração, e não depende da iluminação. E independente do testemunho do Espírito Santo, e antecede a este. O Espírito Santo ilumina o que Ele já tem inspirado, e a sua iluminação encontra-se vinculada exclusivamente com a Palavra escrita. HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.    

 

O novo nascimento pelo Espírito (Jo 3,3-8). O novo nascimento abrange a regeneração e a conversão, que são dois lados de uma só realidade. Enquanto a regeneração enfatiza o nosso interior, a conversão, o nosso exterior. Quem diz ser nascido de novo deve demonstrar isso no seu dia-a-dia. A expressão “de novo” (v.3), de acordo com o texto original, significa “nascer do Alto, de cima, das alturas”. Isto quer dizer que se trata de um nascimento espiritual realizado pelo Espírito Santo. O homem natural, portanto, desconhece esse novo nascimento (vv.4-12; Jo 16.7-11;Tt 3.5). Gilberto. Antonio,. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. 2 Ed. 2008. pag. 186-187.    

 

SINOPSE III

A Bíblia reivindica a inspiração do Espírito Santo em todas as palavras das Escrituras.

 

CONCLUSÃO

A Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Ela foi inspirada verbalmente, e seus autores a escreveram inspirados pelo Espírito Santo. A inspiração da Bíblia é plena, todos os livros e palavras da Bíblia têm total e completa autoridade. Esse ensino concorda com a nossa Declaração de Fé que professa crer “ na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão.    

 

 

VOCABULÁRIO

Alegoria : Modo de expressão que procura representar pensamentos e ideias sob forma figurada. Hipérbole: Figura de linguagem que consiste no exagero de uma expressão ou ideia. Exemplos: “Morrer de rir”, “chorar rios de lágrimas”. Símile: Figura de linguagem que denota o que é semelhante, análogo. Exemplos: “ Sedes prudentes como a serpente”. Sinal diacrítico: Sinal gráfico que junto à letra altera sua fonologia. Exemplos: acento agudo, cedilha, til etc.    

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1) O que as Escrituras reivindicam ? As Escrituras reivindicam que a mensagem bíblica veio da parte de Deus.  

2) O que é Inspiração Plenária? A inspiração plenária da Bíblia é a inspiração total e completa, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.  

3) Cite um gênero literário e três figuras de linguagens. Narrativa; parábola, hipérbole e metáforas.  

4) Quais os dois pressupostos básicos de inspiração divina do Novo Testamento? O Novo Testamento possui dois pressupostos básicos de sua inspiração: a) a promessa de Cristo de enviar o Espírito Santo para guiar os discípulos (Jo 14.26); b) os escritos bíblicos que vindicam esse cumprimento (At 2.4; l Co 2.10; Ef 35).  

5) O que não é possível acontecer sem que haja o m over do Espírito Santo? Sem o mover do Espírito não é possível nem aceitar e nem entender a Palavra de Deus (Mt 13.15; 1 Co 2.14).  

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

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