3 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DA IMORALIDADE SEXUAL

 

3 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DA IMORALIDADE SEXUAL

 

3 LIÇÃO 3 TRI 22 A SUTILEZA DA IMORALIDADE SEXUAL

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.” (1 Co 6.18)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

As Escrituras condenam toda forma de prática sexual fora da esfera do casamento constituído por Deus.

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Gn 1.27 O padrão divino para expressão sexual

 

Terça – 1 Co 6.13 A sacralidade do corpo humano

 

Quarta – 1 Co 6.15 O cristão como membro do Corpo de Cristo

 

Quinta – Mt 5.31,32; 1 Co 6.9 A condenação do adultério

 

Sexta – Mt 19.5 A relação sexual na esfera do casamento

 

Sábado – 1 Co 6.20 A necessidade de glorificar a Deus com o corpo

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Coríntios 6.15-20; Romanos 1.26-28

 

1 Coríntios 6

 

15 – Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo.

 

16 – Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.

 

17 – Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.

 

18 – Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.

 

19 – Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

 

20 – Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

 

Romanos 1

 

26 – Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.

 

27 – E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.

 

28 – E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém;

 

 

Hinos Sugeridos: 60, 75, 76 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

 

1- INTRODUÇÃO

 

A presente lição tem o objetivo de destacar o processo de distorção da moralidade sexual que a sociedade atual vem passando. Invariavelmente, esse processo atinge a igreja local. Por isso, iniciamos a lição contextualizando historicamente o início da denominada Revolução Sexual. Demos como exemplos dessa revolução: a banalização do sexo pré-conjugal, do extraconjugal e, consequentemente, a normalização da homossexualidade. Finalmente, apresentamos o padrão bíblico da moralidade sexual cristã.

 

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Explicar a Revolução Sexual na sociedade atual;

II) Pontuar a pecaminosidade do relacionamento pré-conjugal, extraconjugal e homossexual;

III) Apresentar o padrão bíblico para o relacionamento sexual sadio.

 

B) Motivação: É notório a banalização do relacionamento sexual na sociedade atual. Por isso, é importante refletir acerca de um sentido mais profundo, segundo as Escrituras apresentam, da moralidade sexual na fé cristã.

C) Sugestão de Método: Para ampliar mais o primeiro tópico, pesquise a respeito do Movimento de Maio de 1968. Foi um movimento de estudantes franceses em Paris que se levantaram contra a separação entre rapazes e moças no alojamento da Universidade de Paris. Esse fenômeno ficou conhecido pela seguinte frase: “É proibido proibir”. Pesquise esse movimento por meio de sites especializados para contextualizar o primeiro tópico.

 

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

Aplicação: O padrão bíblico para o relacionamento sexual envolve trazer a vida ao mundo por meio da procriação e da satisfação sexual do casal. Esse é um ponto importante a ser ressaltado, pois a revolução sexual descartou o primeiro propósito e banalizou o segundo. É preciso adequar, do ponto de vista bíblico, o propósito de Deus para o relacionamento sexual sadio.

 

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

  1. A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio a Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
  2. B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “A Revolução Sexual” amplia o primeiro tópico;

2) O texto “Uma Grande Contradição” traz uma exemplificação da contradição natural, psicológica e espiritual da homossexualidade.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIOS

 

Nesta lição abordaremos questões relacionadas à sexualidade. Destacaremos que a revolução sexual provocou grandes mudanças na forma como a sexualidade era vista e praticada no Ocidente. Práticas antes vistas com a pecaminosas e, até mesmo criminosas, passaram a ser tratadas com naturalidade e normalidade. Por exemplo, o sexo antes do casamento e entre pessoas solteiras, que era vista coma fornicação passou a ser uma prática cada vez mais aceita e tolerada. Da mesma forma, o adultério, que já foi tratado como crime, também passou a ser vista com naturalidade, bem como a normalização da homossexualidade.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Nas últimas décadas, presenciamos profundas mudanças na sociedade global. Isso aconteceu desde as novas configurações geopolíticas até aquelas de natureza sócio comportamentais. Dentro desse contexto, as mudanças mais profundas dizem respeito àquelas ligadas à sexualidade humana. É inegável que a forma como se define o certo e o errado em relação ao comportamento sexual mudou de forma drástica nos últimos anos. Assim, a ideia de que o sexo era algo sagrado para ser experienciado somente na esfera do casamento, como definia a moral cristã, passou a ser duramente contestada. Cada vez mais, práticas que fugiam da forma tradicional de expressar a sexualidade ganharam aprovação popular. O sexo livre, praticado fora da esfera do casamento, e a infidelidade conjugal tornaram-se práticas cada vez mais normais dentro desse novo paradigma cultural.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Embora a palavra sexo não seja mencionada na Bíblia, o tema ocupa um espaço muito amplo nessa coleção de documentos, e tudo o que há de bom e de ruim relacionado a isso é descrito de forma explícita. Os hebreus não eram um povo puritano. Na verdade, eram um povo do vinho, das mulheres e da canção. Confinar o sexo dentro do casamento exigia a instituição do concubinato, que, de modo geral, tinha regras muito frouxas, portanto o ideal (da Criação) de um homem para uma mulher na prática quase nunca teve efeito. Apenas as mulheres estavam limitadas a um único homem. O ideal original de Gên. 1.26-28 era que houvesse uma união entre um homem e uma mulher e que essa união tivesse o propósito da procriação, pois era obrigação deles “frutificar e multiplicar”. Jesus aprovou o plano original como sendo parte do esforço contra o abuso (Mat. 19.4.8).

A virgindade antes do casamento era fator crucial para mulheres no Antigo Testamento, mas aparentemente não era respeitada para homens. Isso ajudava a evitar a confusão das linhagens familiares e, em sua essência, servia aos mesmos propósitos das leis contra o adultério.

A procriação era tratada como um bem sem qualificação, contanto que mantida dentro das leis indicadas acima. O casamento era considerado o estado normal para homens e mulheres. O celibato era absolutamente estranho à mentalidade hebraica e judaica e, longe de deixar um homem mais qualificado espiritualmente, era considerado um dano ao homem e à sociedade. Os líderes judeus eram quase necessariamente homens casados, e a família era muito mais importante do que alguma piedade artificial e pessoal que possa ter sido promovida através do celibato.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 6. pag. 192.

 

 

Vivemos em uma sociedade influenciada pelo sexo. Ouvimos músicas pelo rádio e TV alusivas ao sexo ou relações sexuais. Os filmes são baseados em piadas sujas e sugestões sexuais. Os comerciais da TV enfatizam o sexo em suas propagandas, bem como as revistas, jornais e livros. Estamos sendo bombardeados constantemente pelo mundo comercial. É difícil para um crente viver em uma sociedade assim sem se contaminar com os atuais posicionamentos e comportamentos sobre sexo. Às vezes, os jovens ficam confusos sobre como reagir e sobre qual é a vontade de Deus para eles nesta área.

 

 

Palavra-Chave: IMORALIDADE

 

 

I – A REVOLUÇÃO SEXUAL

 

 

1- Um novo paradigma para a sexualidade.

 

O paradigma judaico-cristão moldou a cultura ocidental durante séculos. Dentro desse modelo cultural, os valores morais prevalecentes eram aqueles extraídos da Bíblia ou inferidos a partir dela. Nesse aspecto, a sexualidade humana era vista como algo sagrado e que, portanto, deveria ser exercida dentro dos parâmetros estabelecidos por esse modelo. Dessa forma, as relações sexuais deveriam ser heterossexuais monogâmicas, não sendo consideradas normais ou aceitas nenhuma outra forma de expressão sexual (Gn 1.27). Havia, portanto, uma visão conservadora sobre a forma como a sexualidade deveria se expressar.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Satanás passou milhares e milhares de anos aperfeiçoando suas armadilhas, laços e artimanhas. A Bíblia diz para não ignorarmos as artimanhas, as armadilhas de Satanás – “Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.

Outra tradução diz: “Não lhe ignoramos os ardis ou as armadilhas” (II Co. 2:11). Existem armadilhas nas trevas. Armadilhas que Satanás tem armado para nos destruir. O alvo dele continua sendo o mesmo: matar, roubar e destruir (Jo 10:10). Muitos agem como se fossem imunes aos enganos do maligno. Alguns dizem que não têm problemas na área sexual, que podem assistir a filmes pornográficos que não vão se contaminar, que a leitura de uma revista pornográfica não vai trazer nenhum prejuízo, não tem nada a ver.

Existem marcas que vão ficando no nosso espírito, e as coisas não são tão fáceis como algumas pessoas imaginam. Principalmente na área sexual, a situação é diferente, porque os hormônios estão à flor da pele. Deus fez o sexo e ele é algo bom, prazeroso, saudável e divino. Mas Deus estabeleceu um princípio: a relação sexual só pode ser expressa no casamento, fora dele é pecado, é desobediência, quebra de princípio de Deus para com o homem, sendo ele cristão ou não. Vivendo essa prática fora do casamento, certamente o homem cairá em desgraça e maldição.

Quantas pessoas são feridas e marcadas por toda a sua vida na área sexual. Cada vez que alguém se rende às tentações para, de forma ilícita, explorar os desejos sexuais que Deus determinou para nosso próprio bem, está desobedecendo a Deus. Quantas moças cedem para seus namorados só porque eles ameaçam terminar um relacionamento que nunca foi de Deus. Quantos rapazes, só para provar aos seus amigos que ele é macho, passam a ter uma vida sexual fora dos limites de Deus. Se as nossas respostas para o mundo não forem realmente guiadas pelo Senhor de acordo com o propósito dEle, os céus serão de bronze e a terra de ferro. Precisamos compreender e guardar no coração que sexo é bom, foi Deus quem o criou, não é impuro ou maligno, pelo contrário é divino. Não nos esqueçamos de que devemos praticá-lo apenas dentro do casamento.

A nossa luta com os desejos sexuais pode afetar o caminhar com Deus, o casamento, as finanças, a igreja. Se não estivermos realmente com o coração totalmente rendido ao Senhor, se não compreendermos todas as suas consequências, uma vez violado o que Deus estabeleceu, os céus serão céus bronze e a terra de ferro. A vida ficará estagnada, não haverá paz dentro de casa e nem mesmo prosperidade.

O Senhor estabeleceu no jardim do Éden o princípio – “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e serão os dois uma só carne” – ou seja, Deus estabeleceu este princípio da união entre um homem e uma mulher. A palavra hebraica para unir-se é Tabar, que significa estar juntos numa relação sexual, por isso esta mensagem: “… deixará o homem seu pai e sua mãe se unira a sua mulher”. O apóstolo Paulo repete este mesmo texto na carta aos Efésios no capítulo 5 verso 31. Na língua grega a palavra para “unir-se” é Proscalau, que significa a intimidade. Deus fez o homem e a mulher para se unirem sexualmente, face a face. A união traz a bênção. Interessante que esta palavra Proscalau é exatamente a união entre o marido e a mulher. Existe outra palavra grega Calau, traduzida como o acasalamento dos animais. Calau não é Proscalau, mas apenas o ato sexual que não é feito face a face. É nada mais que o acasalamento entre animais, ou seja, o do cachorro com a cadela, o do cavalo com a égua, etc. Com o ser humano é algo totalmente diferente, porque o homem recebe muito mais da sua companheira que simplesmente liberação física. E a mulher recebe um profundo sentimento de segurança à medida que recebe o amor do marido. Ela é cuidada por meio de uma intimidade com seu marido, com o seu protetor. O sexo é pessoal, cheio de prazer e faz parte do plano de Deus. Mas, quando os homens agem como animais, há apenas o Calau, e é exatamente isso que acontece hoje de forma tão terrível. Isso foge ao plano de Deus. Por isso o homem sofre as consequências de maneira tão terrível.

O plano de Deus para o homem é que ele venha a experimentar tudo aquilo que o Senhor deseja para ele: ter uma família, filhos, andar de cabeça erguida, viver uma vida abundante. Mas, por causa do pecado dos impulsos sexuais ilícitos, o homem está perdendo o referencial dos planos de Deus.

Valadão. Márcio,. Sexo, Bênção ou Maldição. Editora Profetizando Vida.

 

 

Quando Deus criou o homem e a mulher, macho e fêmea, o registro de Gênesis diz: “…eis que tudo era bom…” (Gn. 1.31). Conforme o desígnio e a sabedoria de Deus, a nossa sexualidade foi ordenada para procriação da raça humana no contexto do relacionamento do casamento. É óbvio que Deus nos criou sexuais não somente para procriação, mas também como um meio de comunicação, unidade, prazer e para que estejamos nos dando. A Palavra de Deus nos oferece a melhor perspectiva sobre sexo. Não a perspectiva distorcida e negativa, como a filosofia puritana, nem como a “liberdade sexual”, que ignora o padrão de Deus e prega uma “liberdade” completa na expressão dos desejos sexuais. O Senhor nos criou seres sexuais para o bem-estar do homem e da mulher e é seu propósito que entendamos Seu plano para a nossa vida nessa área.

 

 

O matrimônio na sociedade israelita

Herdeira da cultura babilônica e egípcia, a sociedade israelita proclama o matrimônio como monogâmico (uma só mulher). O Código de Hamurabi (por volta de 1700 aC) determinava que o casamento do homem seria com uma única mulher. Ele só poderia tomar uma segunda esposa (convivendo com a primeira) se a primeira fosse estéril8. Na tradição israelita patriarcal (cf. Gn 12-50) encontra-se o caso de Abraão que, por Sarai ser uma mulher estéril, tem a permissão de tomar uma serva egípcia, chamada Agar, para prolongar sua descendência (Gn 12,5ss). Mais tarde, a primeira esposa Sarai lhe dá Isaac, que passa a ser o filho da promessa (Gn 17,17-19).

Na sociedade israelita, a filha não-casada está sob a tutela do pai, e a esposa sob a dependência do marido.

Izidoro Mazzarolo. Homossexualidade e Sexualidade na Bíblia – Alguns tópicos para debate.

 

 

2- A quebra de um “tabu”.

 

A partir dos anos de 1960, o Ocidente passa por grandes mudanças sociais. Os movimentos de contestação, principalmente da moral cristã, ganham cada vez mais visibilidade. Com a chegada da TV a contracultura chega com muito mais força e de uma forma muito mais presente nos lares. Os historiadores observam, par exemplo, que a contracepção e a nudez em público, e outras formas alternativas de sexualidade, bem coma a legalização do aborto, foram fenômenos que começaram a ganhar força nas sociedades ocidentais a partir dessa época. Dessa forma, a sexualidade, conforme defendida pelo Cristianismo, passou a ser considerada um tabu a ser quebrado. A partir dos anos 1980 cresce a indústria pornográfica, e a relação sexual antes do casamento torna-se uma prática cada vez mais aceita. Sentindo a pressão social e cultural, muitos dentre os evangélicos passam a fazer concessões a essa nova moralidade. A relação sexual entre pessoas solteiras, o relacionamento extraconjugal e a homossexualidade passam a ser vistas com mais naturalidade.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A Revolução Sexual

Os pesquisadores costumam vincular essas mudanças comportamentais em relação à expressão da livre sexualidade aos acontecimentos ocorridos nos anos 1960. Foi naquela década que a sociedade passou por profundas mudanças de natureza sociopolíticas e comportamentais. O que ocorreu nos anos sessenta acabou por de alguma forma modelar as gerações futuras. Os movimentos de contestações, que se posicionaram contra os conflitos bélicos e também contra a moral conservadora, deram o tom do que viria pela frente.

A explosão sexual, portanto, que presenciamos hoje é fruto de uma ideologia cultural que há anos vem sendo construída no Ocidente. Ao mesmo tempo em que se firma como um novo paradigma para a sexualidade humana, esse modelo cultural desconstrói os valores morais cristãos. Seus efeitos não são vistos apenas na cultura secular, que já se rendeu por completo a seus apelos, mas também tem causado grande impacto e influenciado de forma drástica a igreja evangélica.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

SEXO E PECADO

“Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal, qual nem ainda entre os gentios como é haver quem abuse da mulher de seu pai”. (1 Co 5).

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, pois aos devassos e adúlteros Deus os julgará”(Hb 13.4).

A relação sexual ENTRE NÃO CASADOS é pecado, ainda que sejam namorados, noivos ou comprometidos. O ADULTÉRIO, proibido pelo sétimo Mandamento (Êx 20.14), abrange os vários tipos de imoralidade e pecados sexuais. Homens e mulheres, adolescentes, jovens e adultos, devem permanecer puros, abstendo-se de qualquer atividade sexual que não seja no compromisso do matrimônio.  “Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra seu próprio corpo”. (1 Co 6.18).

Os jovens devem seguir o caminho estreito que leva à vida eterna. A mídia, os amiguinhos, os ímpios, os entrevistadores televisivos sem compromisso com a Palavra, afirmam que o sexo entre jovens é normal, principalmente quando há compromisso formal. Esta é a palavra do mundo. Os cristãos verdadeiros não fazem parte desse sistema mundano.  Somos guiados, orientados e conduzidos pela palavra de Deus.

Deus considera ilícito o ato sexual realizado entre não casados, e a isto dá-se também o nome de imoralidade ou impureza sexual. Não só o ato sexual propriamente dito deve ser evitado por quem deseja consagrar-se a Deus e crescer em santidade; as carícias que envolvem toques e outras práticas impuras não são compatíveis com a vida cristã.

No mundo atual o sexo é banalizado e não raro confundido com amor. Daí a expressão “fazer amor” referindo-se a um relacionamento íntimo.  A prática sexual entre jovens está de tal forma disseminada que os líderes religiosos, desavisados, negligentes, claudicantes, fracos na fé, ficam por vezes confusos e titubeantes no aplicar corretamente a Palavra, no transmitir a orientação correta. Sucumbem diante da avalanche de depravação e das práticas imorais. Casos há em que eles próprios deixam-se levar pelo grito da carne.   Tais desvios chegam ao ponto em que denominações que se dizem cristãs acolherem homossexuais em suas fileiras, não para os evangelizá-los; não para lhes combater a imoralidade; não para indicar-lhes o caminho da santidade, mas para acariciar seus pecados; para tolerar a perversão sexual que praticam.

Homens e mulheres, da Igreja de Cristo, devem permanecer castos, livres da impureza sexual, até o casamento.   Sei que essas palavras soam como uma aberração nos ouvidos da maioria. As palavras do destemido João Batista também soaram esquisitas aos ouvidos do rei Herodes: “Não te é lícito possuir a mulher do seu irmão Filipe” (Mt 14.3-4).  O precursor de Jesus foi encarcerado e perdeu a vida, mas cumpriu a missão de anunciar a verdade, sem recuo, sem medo, sem fraqueza, sem covardia.

Programas de televisão, danças sensuais, peças teatrais, revistas e filmes pornográficos de várias formas produzem nos jovens uma erotização tal que aos 13 ou 14 anos – ou em até menos idade – são despertados para a prática do sexo. Daí decorrem os abortos, as doenças, as crises conjugais e existenciais.   A televisão apresenta todos os dias programas especiais sobre sexo, ditos de orientação sexual, ensinando aos adolescentes a livre prática sexual, a liberdade total, com quem quiser, como quiser, desde que usem camisinha.  Essa é a voz do mundo depravado.

Todos os dias, também, devemos ensinar em nossas igrejas que a Palavra de Deus mostra caminhos diferentes.  Deixemos que o mundo, dominado pelo deus deste século, proceda conforme a vontade de seu senhor.  Mas nós, cristãos, devemos fazer a vontade do nosso Senhor. E o Senhor Jesus disse: “Qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mateus 5.28). Deus recomenda que o ato sexual seja praticado entre casados. “A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor” (Bíblia de Estudos Pentecostal, pag 1921). Vejam as advertências:

“Esta é a vontade de Deus para vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra; não no desejo da lascívia, como os gentios, que não conhecem a Deus” (1 Ts 4.3-5).

“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).  O sexo é permitido, então, somente quando ambos, homem e mulher, estão unidos pelo matrimônio, formando uma só carne.

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis:  nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas…herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9). “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”(Lv 18.22; 20.13).

Pastor Airton Evangelista da Costa. Sexo é Pecado.

 

 

A história do sexo geralmente é tratada como parte da história da vida privada, ou da experiência corporal. Mas isso em si já é uma consequência da noção iluminista do sexo como assunto essencialmente pessoal. Minha preocupação maior, no entanto, não é me embrenhar dentro dos quartos e entre os lençóis do passado. É recuperar a história do sexo como ocupação pública central, e demonstrar que o modo como as pessoas no passado pensavam o sexo e lidavam com ele era moldado pelas correntes intelectuais e sociais mais profundas da época. A Guerra Civil e a execução de Charles I em 1649, a Revolução de 1688, o crescimento da cisão religiosa, a expansão da sociedade urbana, a ascensão do romance — todos estes acontecimentos, e muitos outros, estavam entremeados às mudanças drásticas na cultura sexual que ocorreram ao longo dos séculos XVII e XVIII. De fato, minha meta geral era mostrar que a revolução sexual foi uma parte central do Iluminismo europeu e norte-americano: ela ajudou a criar um modelo totalmente novo de civilização ocidental, cujos princípios de privacidade individual, igualdade e liberdade continuam distintos até hoje.

Comparado com o Iluminismo na França, na Alemanha ou na Itália, o do mundo anglófono avançou com tão pouco alarde que, surpreendentemente, os historiadores ainda discutem se é possível dizer que ele sequer existiu. Este livro assume uma visão mais ampla do que foi o Iluminismo — não apenas uma série de debates filosóficos esclarecidos entre intelectuais, mas uma série de mudanças sociais e intelectuais, de uma ponta à outra da sociedade, que alterou as noções de religião, verdade, natureza e moralidade de quase toda a população. A revolução sexual demonstra como os modos de pensar iluministas se propagaram de maneira vasta e veloz, e quais efeitos importantes eles surtiram nas atitudes e comportamentos populares. (ESTE LIVRO NÃO É CRISTÃO, NEM SEU AUTOR É CRISTÃO).

Faramerz Dabhoiwala. As origens do sexo: uma história da primeira revolução sexual. Editora Globo S.A. 1 Ed. 2013.

 

 

SINOPSE I

 

A Revolução Sexual trouxe um novo paradigma para a sexua­lidade moderna.

 

 

AUXÍLIO APOLOGÉTICO

“A vida humana e a sexualidade tornaram-se as questões morais divisoras de águas de nossa época. Todos os dias, o ciclo de 24 horas de noticias relata o avanço de uma revolução moral secular em áreas como sexualidade, aborto, suicídio assistido, homossexualidade e transgenerismo. A nova ortodoxia secular está sendo imposta por intermédio de quase todas as grandes instituições sociais: academia, mídia, escolas públicas, Hollywood, corporações privadas e a lei. […] Aqueles que discordam do ethos secular corrente apelam ao direito à liberdade religiosa. Já o presidente da Comissão de Direitos Civis dos Estados Unidos escreveu com desdém que ‘a expressão “liberdade religiosa” não representará nada, a não ser hipocrisia, enquanto permanecer com o código para a dis­criminação, intolerância, racismo, sexismo, homofobia, islamofobia, supremacia cristã ou qualquer outra forma de intolerância. Observe que a expressão ‘liberdade religiosa’ é colocada entre aspas, como se fosse um direito ilegítimo, e não um direito fundamental em uma sociedade livre. O próximo passo será negar aos cidadãos a sua liberdade religiosa – e isso já começou. Aqueles que resistem à revolução moral secular têm per­dido empregos, negócios e posições de ensino” (PEARCEY, Nancy. Ama o teu Corpo: Contrapondo a cultura que fragmenta o ser humano criado à imagem de Deus.1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2021, pp.11,12).

 

 

II – AS PRINCIPAIS DISTORÇÕES DA SEXUALIDADE SADIA

 

 

1- A prática da fornicação.

 

No con­texto evangélico, o termo fornicação passou a ser entendido como a pratica não aceita e reprovável do sexo antes do casamento realizada por pessoas solteiras. Contudo, o termo grego usado no Novo Testamento porneia, que dá origem às palavras já cunhadas na língua portuguesa como pornô, por­nografia etc., possui um sentido muito mais amplo. Significa qualquer tipo de ato sexual considerado pecaminoso, incluindo adultério, prostituição, impureza e fornicação. Na verdade, porneia classifica as palavras prostituição e fornicação como sinônimas. Em 1 Coríntios 6.18, Paulo usa o termo com os sentidos de “fornicação” e “prostituição”, considerando como pratica pecaminosa e extremamente maléfica para a vida crista.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A Fornicação

Isso pode ser visto, por exemplo, até mesmo na forma como os jovens cristãos tem encarado a sexualidade. A visão de que o sexo é algo sagrado para ser vivenciado na esfera do casamento perde força a cada dia. O que as estatísticas demonstram é que um número cada vez maior de jovens cristãos pratica intercurso sexual muito antes de subirem ao altar. Está ficando cada vez mais frequente pastores aconselharem jovens que romperam os limites da castidade envolvendo-se em relações íntimas antes de se casarem. O que era uma prática pecaminosa no passado passou a ser aceito por muitos como um comportamento tolerado e até mesmo permitido.

Com o recente advento das redes sociais, os relacionamentos virtuais, incluindo exibição íntima do corpo ou partes dele, têm se tornado muito comuns entre jovens cristãos. Evidentemente, como destacaremos nesse livro, esse também um fenômeno que atinge casados. Contudo, devido ao dinamismo dos jovens e à maior interação com as mídias sociais, não há dúvida de que a tentação de se expor no ambiente virtual é muito maior.

Aquilo que é mostrado e visto apenas no ambiente virtual logo se transforma numa prática física do mundo real — a fornicação. Sem entrar aqui em questões de natureza semântica, a fornicação é entendida no contexto evangélico como o relacionamento sexual praticado por pessoas solteiras. É bem verdade que isso sempre existiu. Entretanto, devido a nossa herança cultural ter sido moldada por valores cristãos, esse tipo de prática era a exceção, e não a regra. Com a inversão dos valores, a exceção parece que tomou o lugar da regra.

Como pastor já tive acesso a prints nos quais jovens namorados mantinham diálogos de cunho sexual. Não que eu estivesse procurando tais conversas. Sempre acreditei que o Espírito Santo e a ação da santa Palavra de Deus são suficientes para modelar os comportamentos à imagem de Cristo. Obtive conhecimento dessa prática por intermédio de outros jovens que, numa interação virtual, acabaram tendo conhecimento desse tipo de diálogo e os fizeram chegar até mim. Uma rápida leitura nesse tipo de conversa nos faz ver logo que alguma coisa está errada com o comportamento sexual dos jovens. O mais preocupante está no fato de que isso parece ser uma tendência que a cada dia parece querer se normalizar no contexto cristão — o intercurso sexual entre solteiros. O que, evidentemente, é trágico.

Acredito que o exemplo de José do Egito serve para demonstrar como o jovem deve tratar a sua sexualidade. Embora José tenha sido tentado por uma mulher casada, o seu exemplar comportamento como solteiro que soube esperar em Deus deve servir de inspiração para todos aqueles que, assim como ele, sofrem tentações sexuais (Gn 39.1-20).

Em primeiro lugar, José viveu em meio a uma cultura pagã, mas não se paganizou.

O texto diz que “José foi levado para o Egito” (Gn 39.1, NAA). Nos dias de José, o Egito era uma grande nação e um famoso centro cultural que exercia enorme influência nos povos vizinhos. A cultura pagã e sua influência sobre o povo de Deus sempre demonstrou ser um grande problema ao longo da sua história. “De maneira que temiam ao Senhor e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados” (2 Rs 17.33, ARA).

Sem dúvidas, José sentiu o forte impacto da cultura pagã com a qual convivia. Contudo, ele não se deixou moldar por ela. Escrevendo aos cristãos do Novo Testamento, o apóstolo Pedro os adverte a não se “amoldarem” à forma comportamental adotada pelo mundo (1Pe 1.14). O termo grego syschematizomenoi, usado pelo apóstolo, significa “tomar a forma”. Faz parte da família dessa palavra o termo português esquema. O cristão é desafiado a não se amoldar, tomar a forma ou entrar no esquema adotado pelo modelo do mundo. José conseguiu viver no molde e modelo de Deus.

Em segundo lugar, José tinha tudo o que a cultura admirava — a imagem —, mesmo assim não se deixou seduzir por isso.

“José tinha um belo porte e boa aparência” (Gn 39.6, NAA). A beleza sempre é admirada. José por certo era um escravo que chamava a atenção.

Ao destacar a beleza de José, o texto está preparando para o que virá em seguida — a beleza dele atrairá atenção de alguém. Em qualquer lugar ou cultura, as imagens exercem grande influência. No contexto do século XXI vivemos um verdadeiro culto à imagem. A necessidade de se expor, às vezes, ganha contornos de problemas psiquiátricos. As redes sociais que continuam existindo são aquelas que sabem trabalhar e explorar o poder das imagens. Talvez seja por isso que o Instagram tenha sobrevivido por tanto tempo. Os recursos disponibilizados por essa rede social são enormes e em todos eles a forma como as imagens são expostas ganham relevância.

Os cristãos, especialmente os jovens, não precisam se expor nas redes sociais para se sentirem admirados, estimados ou aceitos. Precisamos saber que Cristo é a fonte de toda a nossa aceitação. Se sairmos desse modelo, cairemos nas astutas ciladas do Diabo.

Em terceiro lugar, mesmo sendo um homem de Deus, José não estava imune à tentação.

“Assim, depois de algum tempo, a mulher de Potifar pôs os olhos em José e lhe disse: — Venha para a cama comigo” (Gn 39.7, NAA). Todos nós somos passíveis de sofrermos tentações. Com José não foi diferente. O convite era, de fato, tentador. É de se supor que os hormônios de José entraram em ebulição. Sem dúvida, José se sentiu tentado. Alguém já disse que, depois do desejo de viver, o instinto sexual é o mais forte no ser humano. Os jovens devem saber disso para não ultrapassar os seus limites.

Em quarto lugar, mesmo vivendo em uma cultura pagã, José possuía sólidos valores morais e espirituais.

“Não há ninguém nesta casa que esteja acima de mim. Ele não me vedou nada, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus” (Gn 39.9, NAA). Esse texto é bem interessante. José não possuía uma Bíblia escrita, pois naquele tempo nem mesmo a Lei existia. Tudo o que ele tinha era uma tradição oral repassada por seus pais. O que ele sabia sobre Deus era aquilo que seus pais lhe contaram e foi isso o que fez a diferença. Se José não possuísse valores morais solidificados, a sua história teria sido outra. O enredo da nossa história será contado de acordo com aquilo que acreditamos e professamos.

Quer escapar da tentação sexual? Firme seus valores cristãos.

Em quinto lugar, José, mesmo sendo um homem de Deus, fugiu da tentação.

“Então ela o pegou pela roupa e lhe disse: — Venha para a cama comigo.

Ele, porém, deixando a roupa nas mãos dela, saiu, fugindo para fora” (Gn 39.12, NAA). José tinha tudo para se render aos prazeres sexuais com uma mulher, que por certo, era uma das mais bonitas de seu tempo. Contudo, ele preferiu ir contra a cultura de sua época para agradar a Deus. Para escapar do laço que lhe fora armado, José só tinha uma alternativa — fugir.

E foi o que ele fez. Você nunca vencerá a tentação sexual se não sair do território do inimigo. Se você é jovem, cristão e diz temer a Deus, é, portanto, preciso saber que uma forma eficaz de vencer a tentação é fugir dela. “Fujam da imoralidade sexual” (1 Co 6.18, NAA).

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

FORNICAÇÃO

Definição dos Dicionários. Relações sexuais ilícitas entre pessoas solteiras. Nesse sentido, os fornicârios (no grego, pornoi) devem ser distinguidos dos adúlteros (moichoi).

Quando a porneia e a moicheia são sinônimos? Relações sexuais entre uma pessoa solteira (de qualquer sexo) e uma pessoa casada, podem ser consideradas fornicação ou adultério. Porneia pode indicar qualquer tipo de imoralidade, razão pela qual envolve o adultério imoicheia}, mais limitado. O trecho de Mateus 5:32 envolve esse uso mais amplo.

Ver também Mat. 19:9.

Em 1 Corintios 5:1, a palavra porneia é usada com o sentido geral de imoralidade, quando então indica todas as formas de desvio sexual.

O trecho de I Corintios 7:2 diz, no grego, diá tas porneias, que pode ser entendido como tentações a imoralidade, de qualquer tipo. Os crentes sio exortados a fugirem desse tipo de pecado (I Cor. 6: 18), visto que a intima relação entre Deus e o seu povo assemelha-se ao vínculo matrimonial (Efé. 5:23-27). De fato, o termo «adultério» é frequentemente usado na Bíblia, em sentido metafórico, para indicar a infidelidade do povo de Deus, um pecado particularmente abominado pelo Senhor (Osê, 6:10; Jer. 3:2,9; Apo. 2:12; 19:2). Todavia, a graça divina é capaz de encobrir todos esses pecados. Assim, até mesmo a prostituta Raabe veio a tornar-se ascendente de Jesus Cristo (Mat. 1:5; Heb, 11:31).

Paulo preparou sete listas de vícios; e, em cinco delas, a fornicação é incluída. Ver I Cor. 5:11; 6:9; Gâl. 5:19; Efé. 5:3; Col. 3:15. E em cada uma dessas cinco listas é o pecado que figura em primeiro lugar.

Os gregos e os romanos não consideravam muito grave o vício da fornicação, embora falassem severamente contra o adultério.

Jesus atribula tanto a fornicação quanto o adultério à concupiscência dos olhos e à ideia da mente, fazendo dos mesmos pecados universais. Pois, quem não tem concupiscência pelo sexo oposto? Ver Mat. 5:28. Uma das preocupações de Jesus, em seus ensinos, era encarar o pecado em seu intuito, e não meramente em sua realização.

Paulo referiu-se a esse pecado como uma iniquidade que impede o individuo de participar do reino de Deus (I Cor. 5:11).

Paulo dizia que esse é um pecado cometido contra o próprio corpo e, portanto, contra o Espirito Santo, o qual faz do corpo do crente um templo seu (I Cor. 6:18-20). Nas relações sexuais parece haver a mistura de energias espirituais vitais, de tal modo que os dois tomam-se um só. Como isso sucede é algo misterioso, indefinido. Por essa razão é que Paulo encarava com grande seriedade a relação sexual com uma prostituta. Pois ela, por assim dizer, substituía O Espírito Santo, corrompendo àquele que é membro do corpo de Cristo (I Cor. 6:15 ss), Aquele que está unido ao Senhor forma um só espírito com ele, o que fala a respeito de uma intima comunhão mística com ele. Os místicos têm comentado acerca da qualidade espiritual do sexo, dando a entender que está envolvido algo de espiritual, e não meramente a união física de dois corpos.

A poligamia, naturalmente, não era classificada como fornicação ou como adultério. Era uma prática generalizada nos tempos bíblicos. Jesus, entretanto, referiu-se favoravelmente ao ideal de um homem e uma mulher (Mat. 19:4 ss),

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 2. pag. 808-809.

 

 

FORNICAÇÃO (porneía, significa falta de castidade ou imoralidade). Algumas formas do termo porneía aparecem quarenta e sete vezes no NT.

Quatro conceitos diferentes são óbvios no NT:

1) Em 1 Coríntios 7.2 e 1 Tessalonicenses 4.3 Paulo adverte os não casados sobre a tentação à fornicação. Em ambos os casos ele defende o casamento para prevenir uma vida de solteiro da imoralidade sexual. Em ambos os casos fornicação refere-se à voluntariedade na relação sexual de uma pessoa solteira com alguém do sexo oposto. O sentido é específico e restrito. Em quatro outras passagens a palavra fornicação é usada em uma lista de pecados que inclui “adultério” (Mt 15.19, Mc 7.21; ICo 6.9; G1 5.19) Visto que o adultério envolve uma pessoa casada, o sentido de fornicação nesta passagem é específico e restrito, envolvendo a falta de castidade voluntária de pessoas solteiras.

2) Em duas passagens (Mt 5.32; 19.9), fornicação é usada num sentido mais amplo, como sinónimo de adultério.

3) Em algumas passagens fornicação é usada em um sentido geral, referindo-se a todas as formas de falta de abstinência sexual (Jo 8.41; At 15.20,29; 21.25; Rm 1.29; ICo 5.1; 6.13; 18;2Co 6.17; 12.2; Ef 5.3).

4) Em outras passagens fornicação se refere à devassidão e prostituição (e.g., Ap 2.14; 20; 21). Visto que a palavra fornicação tem muitos tons de significado, este precisa ser definido pelo contexto de cada passagem.

De sete listas dos males nos escritos de Paulo, a palavra fornicação encontra-se em cinco delas (ICo 5.11; 6.9; G1 5.19; Ef 5.3; Cl 3.5) e é sempre a primeira da lista.

Jesus relacionou a fornicação ao adultério quando disse “qualquer um que olhar para uma mulher com intensão impura [com pensamento de relação sexual], no coração, já adulterou com ela”, (Mt 5.28). R. C. H. Lenski interpreta que “qualquer um” inclui tanto o homem quanto a mulher, casados e solteiros. Portanto, Jesus diz que relações sexuais de pessoas solteiras (fornicação) é tão nociva quanto relações fora do matrimônio (adultério).

Note que, possivelmente, pessoas solteiras estão incluídas no significado de fornicação em todas estas passagens que se referem a adultério, imoralidade, prostituição, et al. Aqueles que dizem que o NT não faz referências às relações pré-matrimoniais e não dá nenhum conselho sobre os problemas pessoais e sociais envolvidos, estão fazendo vistas grossas ao uso e significado da palavra fornicação, especialmente em passagens como 1 Coríntios 7.2, e 1 Tessalonicenses 4.3. Veja Adultério.

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 891.

 

 

2- Adultério: Não é crime, mas é pecado.

 

O adultério já foi considerado crime pela legislação brasileira até a revogação da lei que o regulamenta. Hoje não é considerado mais um crime, contudo, a luz da Bíblia não deixou de ser um pecado. A Bíblia Sagrada reprova veementemente a prática do adultério. Quando o rei Davi adulterou com Bate-Seba, o profeta Natã, a mando de Deus, condenou de forma dura seu ato pecaminoso (2 Sm 11.1-5; 12.9,10). Na literatura sapiencial, especialmente Os Provérbios, sobejam as advertências contra essa prática (Pv 5.1-23). Jesus e seus apóstolos condenaram o adultério (Mt 5-31,32; 1 Co 6.9).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

O Adultério

Já observamos que a inversão de valores provocou mudanças profundas na forma como a sexualidade é enxergada. Sem dúvidas, dentro dessa cultura, as cercas de proteção do casamento foram duramente atingidas. Muitas já foram derrubadas. O adultério anda à espreita. Possivelmente em nenhum momento da história foi tão fácil construir uma relação extraconjugal como agora. Como já destacamos, as redes sociais facilitaram esse tipo de comportamento. Sem o temor de Deus é muito fácil interagir com o sexo oposto na esfera virtual.

Não há dúvida de que infidelidade conjugal tem sido fomentada tanto na TV como nas mídias sociais. A prática do sexo livre e os ditos relacionamentos abertos são defendidos e encorajados. Em outras palavras, a infidelidade e a traição são vistas como coisas normais. Há um mito de que o parceiro perfeito é o outro e não o próprio cônjuge; afinal, a grama mais verde é a do vizinho. Convém destacar que todos os casais enfrentam problemas, desafios e desilusões. Isso não poderia ser diferente, já que se trata de interações humanas que acontecem no mesmo espaço e debaixo do mesmo teto. A tentação e o engano estão em achar que o outro, que está de fora, não passa por nada disso. A infidelidade, a traição e o adultério se tornam algo apetitoso. Um equívoco que deve ser evitado a qualquer custo.

Seja fiel ao cônjuge que Deus lhe deu.

Estou certo de que, se não todos, mas quase todos os pastores de alguma forma ou de outra já tiveram que tratar da questão da infidelidade conjugal com membros de suas respectivas igrejas. Uma grande porcentagem desses casos teve como ponto de partida o universo virtual. Não se está aqui superestimando essas informações nem tampouco os dados. A verdade é que as redes sociais se converteram num terreno fértil para a traição. O adultério é o seu fruto principal.

O livro de Provérbios de Salomão contém sérias advertências sobre o adultério e suas consequências. Pensar que algum cristão pode construir uma relação extraconjugal sem que tenha que arcar com as consequências desse ato é ledo engano. Se a Palavra de Deus diz que o fruto do adultério é amargo como a morte, então é porque é isso mesmo. Não adianta dourar a pílula ou mudar o rótulo do veneno.

Infelizmente, muitos casais cristãos tiveram que pagar o alto preço de uma traição. Divórcios, feridas, rancores e ressentimentos são marcas que demoram a desaparecer. O perdão existe, mas quase sempre ele é precedido de machucaduras que dificultam a cicatrização. Por isso vale a pena ficar atento no que diz a Palavra de Deus para evitar cair nessa armadilha do Diabo.

Em primeiro lugar, a proteção para o adultério consiste em se criar filtros.

“[…] as suas palavras são mais suaves do que o azeite” (Pv 5.3, NAA). Os relacionamentos extraconjugais em sua grande maioria têm início na falta de afetividade entre os cônjuges, o que forçosamente gera carências. As carências tornam os relacionamentos vulneráveis e sujeitos a ataques de fora. Quase sempre a infidelidade começa de forma despretensiosa. Às vezes, vem na forma de um elogio: “Como você está elegante hoje” ou de uma mensagem de texto: “Você é simplesmente deslumbrante”. E por aí vai. A porta para a infidelidade está sendo aberta e muitas vezes quem está sendo atacado não se dá conta disso. Devido à falta de demonstração de afeto e de amor por parte de um dos cônjuges, o laço é lançado em volta do outro. A forma de se proteger, portanto, é demonstrar amor, carinho, afeto e companheirismo. É preciso, portanto, possuir filtros.

Em segundo lugar, a proteção para o adultério é saber que ele terá consequências danosas.

“[…] mas o seu fim é amargo como fel” (Pv 5.4, NAA). Geralmente, quem comete um crime ou caiu em um pecado não costuma pensar nas consequências. Contudo, é exatamente isso que a Escritura recomenda.

Pense no que acontecerá se você trair seu cônjuge. Que consequências isso acarretará. O interessante é que o autor sagrado disse que os lábios da mulher adúltera destilam mel, contudo, o seu fim é amargo como o fel.

Em terceiro lugar, a proteção para o adultério não está apenas em não lhe dar lugar, mas evitar entrar no seu território ou espaço.

“Afaste o seu caminho dessa mulher; não se aproxime da porta da casa dela” (Pv 5.8, NAA). Evitar ter intimidade com quem você sabe que não pode ter intimidade. Evitar entrar no espaço que não pertence a você, mas ao outro. Dizendo isso de outra forma, se você é casado ou casada não pode desenvolver intimidade com estranhos ou estranhas, mesmo que seja uma pessoa amiga. Ela é estranha ao relacionamento. O relacionamento é para ser vivido a dois, não a três. Nada de contar intimidade para “meu melhor amigo ou amiga”. Aqui está a maior das tragédias. Já vi isso acontecer uma dezena de vezes. Tudo começa com alguém metido a conselheiro ou conselheira que, por não ter estrutura emocional e nem tampouco temor de Deus, acaba se envolvendo com cônjuge fragilizado. Aqui, a atenção dos pastores, por estarem envolvidos diariamente nesse tipo de aconselhamento, deve ser redobrada. Há muitos casos em que cônjuges fragilizados procuram o pastor e este, por não se cercar dos cuidados necessários, acaba se envolvendo emocionalmente com a pessoa aconselhada. O final é sempre trágico.

Em quarto lugar, a proteção para o adultério está em manter uma vida disciplinada.

“Por que o meu coração desprezou a disciplina?” (Pv 5.12, NAA). Sim, é isso mesmo. Casais precisam saber que casamento tem sua rotina e consequentemente exige uma vida disciplinada. Na verdade, a semelhança de uma cerimônia religiosa, os casamentos também possuem seus rituais.

Tanto o homem como a mulher deve aprender que há rituais no casamento que, mesmo inconscientemente, devem ser observados. Por exemplo, o hábito de comprar presentes para o cônjuge pode se tornar um ritual, contudo, é um ritual benéfico e que faz parte do relacionamento. Da mesma forma, abraçar, beijar, sair juntos para jantar e viajar são rituais necessários nos relacionamentos sadios.

Em quinto lugar, a proteção para o adultério está em não alimentar fantasias que seriam satisfeitas somente na esfera do casamento.

“Beba a água da sua própria cisterna e das correntes do seu poço” (Pv 5.15, NAA). Como já dito, a expressão “o mito da grama mais verde” é usada para se referir à “mística” por trás de uma relação extraconjugal.

Assim, a mulher mais bonita parece ser a do outro. Da mesma forma, o homem mais elegante, bonito e charmoso parece ser o da outra. Se o eixo no qual gira o casamento sair de seu centro, deslocando-se para fora, forçosamente o casamento fracassará. O centro gravitacional do casamento sempre deve estar no casal e não fora dele. Quando um dos cônjuges passa a se sentir mais confortável com alguém estranho ao relacionamento, e não com o seu próprio parceiro ou parceira, então algo de muito errado está acontecendo.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

O ADULTÉRIO E A DISCIPLINA DA IGREJA

A lei contra o pecado de adultério era extremamente severa no Antigo Testamento. Esses infratores deviam ser punidos com a morte (Lv 20.10; Dt 22.22). Alguns princípios da lei de Moisés jamais foram observados, como, por exemplo, o ano do jubileu (Lv 25.8-55) que, à luz de 2 Crônicas 36.21, o povo havia esquecido. Com relação ao adultério, parece que nos primeiros séculos da história de Israel essa punição foi-se afrouxando e aos poucos deixou de ser observada, salvo em casos esporádicos. No livro do profeta Oseias tem-se a impressão de que essa prática estava abandonada no reino do Norte, mas o profeta Ezequiel ainda menciona essa sanção da lei mosaica (16.38-40). No período interbíblico, segundo a Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, essa prática deixou de ser observada (p. 482). O episódio da mulher adúltera, registrado em João 8.1-11, foi uma anomalia. A lei existia, mas ninguém ousava colocá-la em prática. Os escribas e fariseus pressionaram a Jesus, com o único objetivo de atingi-lo. A aplicação dessa lei era algo anormal, e, além disso, eles trouxeram apenas a mulher, ignorando o seu parceiro, o que também contrariava os princípios legais.

Quando essa disciplina foi totalmente abandonada, é assunto obscuro.

Guy Duty, em sua obra, Divórcio e Novo Casamento, afirma que procurou descobrir na Biblioteca Pública de Nova Iorque, na seção judaica, a data exata em que a pena de morte para os adúlteros foi abolida, e tudo o que conseguiu do bibliotecário foi que o Talmude afirma que isso ocorreu 40 anos antes da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C. Essa afirmação, segundo o próprio Guy Duty, não pode ser consubstanciada em outra literatura antiga (p. 34). William L. Coleman afirma, em seu livro Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, que o adultério já não era uma questão de vida ou morte nos dias de Cristo. Por causa da influência pagã, os judeus não executavam os adúlteros (p. 119).

No Novo Testamento essa pena foi abolida, pois predomina a lei do amor: “Vai-te e não peques mais” (Jo 8.11). Esse princípio é válido para os pecadores que estão na ignorância e precisam de perdão e de um encontro pessoal com o Senhor Jesus (Jo 6.37). William L. Coleman apresenta, como alternativa, que o divórcio mencionado em Mateus 5.32 foi uma espécie de válvula de escape, para livrar os culpados desse pecado da morte (p. 119). O perdão de Jesus, aplicado à mulher adúltera, não isenta da disciplina os crentes que caem em adultério.

O Senhor Jesus Cristo delegou à Igreja a autoridade para excluir do rol de membros os que praticam esses e outros tipos de pecado. Delegou também autoridade para reconciliar com a Igreja os que se arrependem (Mt 16.19; 18.18). O apóstolo Paulo identifica exclusão como “entregar a Satanás” (ICo 5.5; lTm 1.20), e Jesus fala de “considerar gentio e publicano” (Mt 18.17). O que as autoridades eclesiásticas não devem nem podem anunciar no púlpito é o pecado de imoralidade sexual, como o adultério de qualquer membro; isso é crime e pode terminar em processo nos tribunais. Ninguém tem o direito de tomar pública a intimidade dos outros; isso é violação de privacidade. Não há necessidade disso para resolver um problema de pecado na Igreja. O infrator deve, sim, e precisa ser cortado da comunhão, mas o Novo Testamento não obriga ninguém a tornar público o seu pecado.

Soares. Esequias,. Casamento, Divórcio E Sexo A Luz Da Bíblia. Editora CPAD. pag. 61-62.

 

 

ADULTÉRIO

No A. Testamento. Contato sexual de uma mulher casada ou comprometida com alguém que não esteja seu marido ou noivo. Ou de um homem casado com uma mulher que não fosse sua esposa. Todavia, o concubinato era extremamente comum no Antigo Testamento, pelo que um homem casado podia ter muitas mulheres, contanto que não fossem casadas, e se houvesse contratos apropriados, sob forma escrita, estipulando as condições segundo as quais o relacionamento deveria ocorrer. Outrossim, a poligamia era uma prática comum. A poliandria (vários maridos para uma só mulher), todavia, nunca foi reconhecida na lei e nos costumes dos judeus. Os versículos que proíbem o adultério incluem Exo, 20:14; Lev. 18:20; Mat. 19:3-12; Gál. 5:19-21. O sétimo mandamento proíbe o adultério.

Base original da monogamia. O trecho de Mat. 19:4-8 registra as declarações de Jesus em favor da monogamia e contra o divórcio. Ele alicerçou o Seu ensino na narrativa da criação do homem. Podemos supor, pois, que, apesar da permissividade do Antigo Testamento em relação ao concubinato e à poligamia (para os homens somente, como é natural), a monogamia é o ideal espiritual.

Por que o adultério é proibido? A fim de preservar a santidade do lar (Êxo, 20:14; Deu. 5:18). Também está envolvida a questão da herança da família e a preservação da pureza tribal. Finalmente, o próprio ato era considerado um crime sério, um ato de contaminação (Lev. 18:20). Por esse motivo, era imposta a pena de morte, envolvendo a execução de ambos os culpados (Êxo, 20:14; Lev. 20:1ss).

Injunções similares podem ser achadas no código babilônico de Hamurabi (129), e, opcionalmente, na primitiva lei romana (Dion. Hal. Antiguidades Romanas). A pena de morte mostra que as sociedades antigas encaravam o adultério não meramente como um ato privado errado, mas que ameaçava o arcabouço do lar e da sociedade. O fato de que o homem e a mulher tornam-se uma carne no matrimônio (Gên. 2:24; Efé. 5:31,32) sugere uma comunicação mística de energias vitais físicas e espirituais, e isso deve acontecer somente entre duas pessoas. Quanto a notas sobre esse conceito, ver NTI na referência de Efésios. No adultério, o indivíduo é furtado de sua identidade, e a união mística de seres é perturbada, talvez se assemelhando ao homicídio, embora certamente com menores consequências morais.

Severidade do Novo Testamento. Jesus transferiu a questão do adultério ao campo dos pensamentos e emoções. O homem que deseja uma mulher já se tornou culpado (Mat, 5:28). Portanto, a moralidade estrita envolve as intenções, as palavras e os pensamentos do indivíduo, e não apenas os seus atos.

E assim, todos os homens e mulheres caem sob a condenação, no espirito do sétimo mandamento, e ninguém pode jactar-se de sua santidade quanto a esse preceito.

Uso metafórico, A idolatria e a infidelidade a Deus, sob qualquer forma, é adultério espiritual (Jer. 3).

Paulo dá a isso um colorido cristão, pois o homem pode cometer adultério contra Cristo (I Cor. 6:9-20).

O Espirito residente no crente faz de seu corpo um templo. Assim, qualquer polução do corpo é uma forma de infidelidade contra o Espirlto ali residente, uma execração desse templo. Visto que o Espírito habita no crente, e entre os crentes como uma coletividade, quando um membro peca, todos os demais membros são envolvidos quanto ao resultado disso {I Cor. 5:6; 12:27; Efé. 5:28-31). A união sexual não envolve somente o que o individuo faz afeta a substância daquilo que ele é (I Cor. 6:16).

Todos os pecados sexuais são proibidos no Novo Testamento, e não apenas o adultério (I Cor. 6:9; GáI. 5:19).

Em outras sociedades, antigas e modernas. O código babilônico de Hamurabi (128) mostra-nos que pelo menos alguns povos antigos, além dos hebreus, encaravam desaprovadoramente o adultério. Nas sociedades grega e romana o adultério era tratado com severidade, posto que nem sempre de forma coerente. Na sociedade grega, um homem não podia ser divorciado de sua esposa, somente por esse motivo. O sexo antes do casamento era geralmente tolerado, não sendo reputado um erro grave. Nos ritos de fertilidade entre os egípcios, babilônios, gregos e romanos praticamente não havia regras, e parece que se isso fosse feito como parte de crenças e práticas religiosas, muitas coisas que não eram permissíveis na vida diária comum seriam permitidas. Essas práticas, por via de Canaã, penetraram na vida israelita (Amós 2:7 ss ; Miq. 1:7; 1 Reis 14:24). O homossexualismo com frequência fazia parte dos cultos antigos.

As religiões de todos os povos consideram que os atos sexuais praticados entre pessoas não casadas são errados, exceto nas sociedades onde a poligamia continua sendo praticada. A maioria dos países europeus, bem como os Estados Unidos da América, permitem o divórcio em razão de adultério. Nesse último pais, desde 1955, o adultério não está incluído no código criminal, embora continue sendo motivo comum para o divórcio. Ali ninguém é preso por causa de um romance com uma mulher que não seja sua esposa.

A lei do amor. O adultério pode ser perdoado por meio de arrependimento. Disse Jesus: «Nem eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais» (Jo 8:11)

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 1. pag. 65-66.

 

 

 

3- Homossexualidade: Uma contradição da ordem natural.

 

Os cristãos que têm na Bíblia sua única regra de fé compreendem a homossexualidade como um comportamento adquirido, e não como um determinismo biológico. Não há nenhum dado científico confiável que diga que a homossexualida­de seja genética. Em outras palavras, não há como dizer que alguém nasce homossexual. A homossexualidade é um comportamento adquirido e vários fatores fazem parte desse processo.

Por exemplo, o caso dos gêmeos idênticos comprova isso. A realidade tem nos­ mostrado, e as pesquisas confirmam, que há gêmeos em que um é homossexual e o outro não. Se a homossexualidade fosse genética isso jamais aconteceria. Em outras palavras, os gêmeos seriam homossexuais, pois possuem a mesma constituição genética. Assim, os cristãos conservadores, que amam a Palavra de Deus e o Corpo de Cristo, entendem que a reprovação da pratica homossexual se dá por conta de esta ser contraria a ordem natural da criação, conforme registrada na Bíblia e não um fruto de preconceito (Gn 1-2; Rm 1.26; 1Co 6.9,10; 1Tm 1.10).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A Homossexualidade

Os pesquisadores estão de acordo que o moderno movimento homossexual tem seu ponto de partida ligado aos fatos acontecidos em 28 de junho de 1969 em Stonewall, Nova York. Na ocasião, a polícia fechou um bar gay e, sob protestos, expulsou os clientes do lugar. Esse incidente aconteceu em um contexto de manifestações sociais que caracterizaram a década de sessenta na América do Norte. A contracultura dos anos sessenta, o movimento pelo direito civil dos negros e a guerra do Vietnã alavancaram protestos por toda a nação. Foi nesse contexto que o movimento homossexual também levantou sua bandeira.

A Ideologia

Há muito é travado nas academias um debate em torno da prática homossexual no mundo antigo. É amplamente divulgado, por exemplo, que a homossexualidade era vista como um comportamento natural e uma prática normalmente aceita na antiga Grécia. Porém, em seu livro Eros: the myth of ancient greek sexuality, o escritor Bruce S. Thornton, considerado como uma das mais respeitadas autoridades em literatura grega antiga, destaca que a crença de que a homossexualidade era algo natural na antiga Grécia não se sustenta. Thornton destaca que a heterossexualidade, e não a homossexualidade era o padrão na antiga Grécia. Assim, ao descrever a questão homossexual na literatura grega antiga, Thornton destaca que outro argumento contra a aceitação irrestrita da homossexualidade pelos gregos é a prevalência do padrão sexual homem-mulher nas referências às relações homossexuais, o que sugere que o paradigma heterossexual é o “natural” e que as relações homossexuais imitam e padronizam-se depois. Como diz Aristóteles, “A afeição entre homem e mulher parece acontecer de acordo com a natureza, pois os humanos, por natureza, estão mais dispostos a viver em pares do que em comunidades políticas”. Assim, o homossexual passivo é assimilado ao papel da mulher, o que explica a animosidade tradicional entre mulheres e kinaidoi — os últimos estão caçando em uma reserva feminina.

Outro argumento usado para defender a prática homossexual é o determinismo genético. Nesse aspecto, acredita-se que a homossexualidade é fruto de um determinismo biológico. Dessa forma, entendem os seus defensores que uma vez que uma pessoa já nasce homossexual não há nada que se possa fazer. Não se pode mudar aquilo que é de natureza genética.

Há muito que essa teoria procura se firmar como verdade na comunidade acadêmica. Muitos estudos têm sido patrocinados com o intuito de descobrir o “gene gay”. O doutor John S. H. Tay, um geneticista com dois doutorados em genética, fez um apanhado desses estudos ao longo da história e mostrou que todos são carentes de fundamentação científica. Em outras palavras, a busca pelo gene causador da homossexualidade ainda não foi encontrado.

Se, de fato, a homossexualidade fosse genética, os gêmeos idênticos seriam homossexuais, sem exceção. Contudo, o que a realidade tem mostrado e as pesquisas confirmam é que há milhares de casos envolvendo gêmeos em que um é homossexual e o outro não. Se a homossexualidade fosse genética, isso jamais aconteceria. Em outras palavras, os gêmeos seriam homossexuais, pois possuem a mesma constituição genética.

O doutor Robert Gagnon destaca que Gêmeos idênticos são monozigóticos, isto é, são produzidos a partir de um único óvulo e de um único espermatozoide. No que diz respeito a composição genética, gêmeos idênticos são 100% idênticos […] como os gêmeos idênticos têm uma correspondência genética absoluta, um fundamento genético da homossexualidade precisaria se manifestar em “taxas de concordâncias” mais elevadas no caso de gêmeos idênticos em que pelo menos um dos gêmeos é homossexual. Se a homossexualidade fosse totalmente determinada pelos genes, esperaríamos que nesses casos a taxa de concordância fosse 100%. Em outras palavras, o gêmeo idêntico de um homossexual seria sempre homossexual, assim como a cor dos olhos e o sexo de gêmeos idênticos coincidem em 100% dos casos.

Depois de um exame cuidadoso de todas as pesquisas sobre as causas genéticas da homossexualidade realizadas entre 1991 e 2009, o doutor John Tay destaca:

A conclusão surpreendente é que os fatores genéticos são muito menos importantes do que os ambientais na causa da homossexualidade. Com base nisso, a afirmação feita por homossexuais: “Eu nasci assim, por isso não posso mudar”, simplesmente não é verdadeira.

Assim, o doutor John Tay destaca que, caso se provasse que há uma ligação genética para a homossexualidade, isso não significaria que a homossexualidade fosse natural na sua origem ou normal. Isso porque muitas doenças como o diabetes tipo 2, esquizofrenia e artrite reumatoide também têm forte ligação genética, mas não são consideradas normais em termos fisiológicos, e o tratamento se faz necessário para evitar consequências negativas.

Assim, A opção homossexual pode ser escolhida por razões pessoais (como uma resposta a um trauma), sociais (como aglomeração ou influência subculturais), ou ambas. Ela é reforçada toda vez que é escolhida, aumentando as chances de ser escolhida novamente na próxima vez.

Uma Preferência Adquirida

Após avaliar várias possíveis causas que justifiquem o comportamento homossexual, o escritor Valdeci S. Santos observa que a falta de comprovação científica para o determinismo biológico da homossexualidade favorece o entendimento de que ela é uma preferência adquirida. De acordo com esse autor, essa preferência estaria ligada tanto a razões psicossociais como individuais de se adotar um comportamento contrário àquele que seria natural. Essa explicação se ajusta mais ao ensino bíblico sobre a natureza pecaminosa da raça humana (Sl 51.5; Jo 3.5,6; Rm 5.12; Ef 2.1,2).

Assim, de acordo com Santos

Pode-se ainda traçar um paralelo entre as raízes da homossexualidade e o que as Escrituras ensinam sobre a natureza e o desenvolvimento de qualquer comportamento pecaminoso. Segundo a Bíblia, pecado é uma desobediência e rebeldia contra a vontade revelada de Deus (1 Jo 3.4). Uma vez que a pessoa rejeita Deus pela prática do pecado, ela se torna escrava e sua vida fica sujeita à influência e até mesmo à atuação do príncipe da potestade do ar (Jo 8.34; Ef 2.1,2). A pessoa pode ceder ao pecado por uma tentação externa (Gn 3; 2 Sm 11) ou pelo aflorar de sua cobiça interna (Tg 1.5; Cl 3.5s). Isso parece estar em harmonia com a conclusão de que “a prática da homossexualidade é um comportamento adquirido”, seja pela influência do meio, seja pela decisão íntima e individual.

Devemos sublinhar que essa não é uma questão que deve ser tratada de forma simplista pela igreja. Que Deus pode transformar uma pessoa é uma verdade bíblica inconteste (1 Co 6.9-11; 2 Co 5.17). Contudo, todo comportamento envolve hábitos que sua vez produzem condicionamentos.

Dessa forma, um comportamento ou uma preferência adquirida (no caso de um homossexual) está muitas vezes bem enraizada e a possibilidade de retornar à antiga forma de viver é uma possibilidade real. Isso não é incomum acontecer. Vez por outra a mídia notícia que celebridades que haviam declarado ter abandonado a prática homossexual retornaram novamente as suas práticas anteriores.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a homossexualidade é a condição de homossexual, e o homossexualismo é a prática amorosa ou sexual entre indivíduos do mesmo sexo (p. 1.033). É a atração sensual entre pessoas do mesmo sexo. Desde os tempos do Antigo Testamento as práticas homossexuais estiveram ligadas ao culto pagão, na “prostituição sagrada”, também chamada de “prostituição cúlüca”.

O homossexualismo é conhecido também como pecado de Sodoma, pois nessa cidade foi praticado de forma generalizada.

Existem igrejas e pastores gays que procuram negar a condenação bíblica de suas práticas, usando para isso recursos que consistem em modificar o sentido das palavras na língua original da Bíblia. Um deles, numa entrevista à revista Época (n° 254 de 31/03/2003), afirma que a Bíblia não condena a prática homossexual e reinterpreta duas passagens bíblicas que falam sobre o assunto (Lv 18.22; 1 Co 6.9). Assegura que a palavra hebraica, usada para “abominação”, em hebraico, toevah, “indica na verdade uma impureza ritual, não algo intrinsecamente mau” (p. 17), e que as palavras gregas usadas para “efeminados” e “sodomitas” não têm a mesma equivalência dos atuais homossexuais, sendo nossas versões um disparate. O presente capítulo pretende mostrar o pensamento bíblico sobre essa prática e a situação da Igreja diante de uma sociedade cada vez mais permissiva.

  1. CONSIDERAÇÕES BÍBLICAS

Há sete passagens bíblicas que fazem menção dessa prática, todas condenando ou mostrando-a como algo negativo:

4 E, antes que se deitassem, cercaram a casa os varões daquela cidade, os varões de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. 5 E chamaram Ló e disseram-lhe: Onde estão os varões que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos (Gn 19.4, 5). => 4 Mas, antes que eles fossem dormir, todos os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, cercaram a casa. 5 Eles chamaram Ló e perguntaram: — Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles (Gn 19.4,5 [NTLH)].

Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é […] Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles (Lv 18.22; 20.13).

Estando eles alegrando o seu coração, eis que os homens daquela cidade (homens que eram filhos de Belial) cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao velho, senhor da casa, dizendo: Tira para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos (Jz 19.22). => Enquanto eles conversavam alegremente, alguns homens imorais daquela cidade cercaram a casa e começaram a bater na porta. E disseram ao velho: — Traga para fora o homem que está na sua casa! Nós queremos ter relações com ele (Jz 19.22, NTLH).

24 Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; 25 pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente.

26 Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. 27 E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. 28 E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém (Rm 1.24-28).

Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus (ICo 6.10)

9 Sabendo isto: que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, 10 para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina (1 Tm 1.9,10).

Como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição (Jd 7, ARA).

Líderes das igrejas gays alegam que a Bíblia não condena tais práticas e procuram reinterpretar essas passagens. Dizem que o verbo “conhecer”, como aparece no relato da destruição das cidades de Sodoma e Gomorra, em Gênesis 18 e 19, não significa necessariamente “fazer sexo”. Dessa forma, querem dizer que a tradição judaico-cristã errou ao longo dos séculos ao associar o pecado de Sodoma à prática homossexual. Quando essa linha de pensamento é cotejada com o contexto bíblico, vem à tona a falácia de tal interpretação. A repulsa bíblica às práticas homossexuais não se restringe apenas à destruição de Sodoma e Gomorra.

É verdade que o verbo hebraico nessa passagem éyada’, que significa “conhecer, saber” (DITAT, p. 597), traduzido por “conhecer” (Gn 19.5; Jz 19.22), na ARC, mas também é verdade o seu emprego como eufemismo no Antigo Testamento para designar a relação sexual: “E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim […] E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela teve um filho e chamou o seu nome Sete” (Gn 4.1,25); “E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque” (Gn 4.17). Quando Ló apresentou as suas duas filhas aos varões de Sodoma, disse: “Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram varão” (Gn 19.8). No Novo Testamento não é diferente. Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria o nascimento de Jesus, ela perguntou: “Como se fará isso, visto que não conheço varão?” (Lc 1.34).

O sentido de uma palavra bíblica e em qualquer texto literário deve ser entendido à luz do seu contexto. Note que Ló pediu para os varões de Sodoma não fazerem mal aos seus hóspedes: “Rogo-vos que não façais mal” (Gn 19.7) e acrescentou: “Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram varão; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for nos vossos olhos; somente nada façais a estes varões, porque por isso vieram à sombra do meu telhado” (Gn 19.8). Qual o sentido de Ló oferecer suas duas filhas aos varões de Sodoma afirmando serem elas virgens e que eles poderiam praticar com elas o que quisessem?

Ló esclareceu ainda que seus hóspedes procuraram sua casa para se livrarem do assédio dos moradores da cidade.

Representantes da literatura rabínica a partir do século II a.C. tais como Filo de Alexandria e Flávio Josefo, chocados, identificaram o pecado de Sodoma com as práticas homossexuais da sociedade grega.

Esse é também o pensamento do Novo Testamento, que para os cristãos é a palavra final: “Como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição” (Jd 7, ARA). A verdade é que o pecado de Sodoma não foi apenas esse, mas um deles. Afirmar não haver nesse relato vínculo com a prática homossexual é uma “camisa de força”, uma interpretação inconsistente que não se sustenta.

O livro de Levítico afirma ainda que tal prática deveria ser punida com pena capital. “Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles” (20.13). Mas Jesus morreu por todos os pecadores (ICo 15.2; 1 Jo 2.2), na fé cristã a exclusão do rol de membros substitui a pena de morte. O incesto, por exemplo, era punido com a morte na antiga aliança (Lv20.11,12,14). No entanto, o apóstolo Paulo simplesmente ordenou que o praticante de tal pecado fosse excluído do rol de membros da Igreja (ICo 5.1-5), mas depois que o pecador se arrependeu voltou à comunhão (2Co 2.5-10). Da mesma forma a prática homossexual não pode ser aceita nem reconhecida pela Igreja (ICo 6.10).

Deus criou o homem, “macho e fêmea os criou” (Gn 1.27), para a sua glória, portanto ninguém vive para si, mas para fazer a vontade divina. A verdadeira felicidade humana está em cumprir a vontade do Criador. O ser humano, contudo, se afastou de Deus, e isso o levou à idolatria e depois à imoralidade. A consequência dessa apostasia é a imoralidade, incluindo o homossexualismo, tanto masculino como feminino. Isso está claro em Romanos 1.19-28. O texto sagrado diz que “Deus os abandonou às paixões infames” (Rm 1.26), porque não o reconheceram. O apóstolo considera, ainda, tais práticas como “torpeza” (Rm 1.27), uso não natural, “contrário à natureza” (Rm 1.26); e escreve em outro lugar que os tais “não hão de herdar o Reino de Deus” (ICo 6.9). O apóstolo Paulo afirma que alguns sodomitas e efeminados de Corinto foram libertados e serviam a Deus na igreja: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (ICo 6.11).

Soares. Esequias,. Casamento, Divórcio E Sexo A Luz Da Bíblia. Editora CPAD. pag. 25-30.

 

 

SINOPSE II

 

O relacionamento pré-conju­gal, extraconjugal e homos­sexual e uma pratica que dis­torce o propósito de Deus

 

 

AUXÍLIO APOLOGÉTICO

UMA GRANDE CONTRADIÇÃO

“Tim Wilkins viveu por muitos anos como homossexual, mas agora está casado com uma mulher e tem filhos. ‘Se Deus criou algumas pessoas gays’, diz ele, então ‘Deus está fazendo um jogo cruel com elas. Ele projetou as mentes e emoções para a atração pelo mesmo sexo, mas criou a sua fisiologia em oposição direta a essa atração’. Não podemos ser pessoas completas quando as nossas emoções estão em guerra com a nossa fisiologia. O ideal é a integração – a harmonia entre as nossas identidades sexuais e psicológicas” (PEARCEY, Nancy. Ama o teu Corpo: Contrapondo a cultura que fragmenta o ser humano criado à imagem de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2021, p.175).

 

 

III – O PADRÃO BÍBLICO PARA UMA SEXUALIDADE SADIA

 

 

1- O sexo atende uma necessidade da criação.

 

Uma das principais razões da prática sexual está associada à procriação. Deus disse para o primeiro casal multiplicar e encher a terra (Gn 1.28). Sem a procriação, não haveria a perpetuação da espécie humana. O sexo, portanto, atende a uma necessidade premente da criação.

 

 

COMENTÁRIOS

 

E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos e multiplicai: Tal como no caso dos animais, era mister a propagação do gênero humano. Foram dados poderes de procriação ao homem; a fertilidade foi-lhe assegurada por decreto divino. O autor sacro aparentemente quis dar a entender que somente mais tarde o homem e a mulher receberam a consciência sexual, em razão da queda (cap. 2). A vida do homem era abençoada no mais alto grau, e não só no que dizia respeito à procriação. A vida do homem é abençoada porque Deus se imporia com ele; há uma provisão divina; o amor flui; o bem-estar faz parle do decreto divino.

A Ordem para Multiplicar-se. Até ali, a procriação era uma potencialidade. Alguns intérpretes extrapolam isso até aos tempos modernos, crendo que não deveria haver casais sem filhos. Alguns (como os mórmons) chegam a insistir sobre a obrigação quanto ao próprio casamento. Mas, segundo penso, essas duas ideias exageram o texto sagrado. Seja como for, o matrimônio aparece neste texto como uma ordenança e uma instituição divina. Que todos os homens e mulheres devam reproduzir-se é uma posição exagerada e anacrônica. A multiplicação da raça é necessária para que se cumpra o plano de Deus na criação. Porém, já havendo seis bilhões de pessoas em nosso planeta, não é mister insistir em que todas as pessoas participem de uma contínua multiplicação. Dentre a criação física, haverá de emanar uma criação espiritual, segundo os vs. 26 e 27 sem dúvida dão a entender.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 20.

 

 

Deus, tendo-os feito capazes de transmitir a natureza que haviam recebido, lhes disse, Frutificai, e multiplicai-vos, e povoai a terra. Aqui, o bondoso Senhor lhes deu: 1. Uma grande herança: Povoai a terra; é isto que é outorgado aos filhos dos homens. Eles foram feitos para habitar sobre a face de toda a terra, Atos 17.26. Este é o lugar em que Deus estabeleceu o homem para sei’ o servo da sua providência no governo das criaturas inferiores, e, por assim dizer, a inteligência deste mundo. Ser o destinatário da abundância de Deus, da qual outras criaturas vivem dependentes, mas não sabem disso.

Ser igualmente o coletor de seus louvores neste mundo inferior, e pagá-los ao tesouro de cima (SI 145.10). E, finalmente, ser um noviço para um estado melhor. 2. Uma família numerosa e permanente, para desfrutar desta herança, pronunciando uma bênção sobre eles, em virtude do que a sua posteridade deve se estender aos cantos extremos da terra e continuar até o período extremo de tempo. A fertilidade e o crescimento dependem da bênção de Deus: Obede-Edom tinha oito filhos, porque Deus o abençoou, 1 Crônicas 26.5. É devido a esta bênção, que Deus ordenou no princípio, que a raça humana ainda existe. E assim, uma geração passa e outra vem a seguir.

HENRY. Matthew. Comentário Bíblico Matthehw Henry. Deuteronômio.  Editora CPAD. 4 Ed 2004. pag. 9.

 

 

2- O sexo como complementação e satisfação.

 

Além da procriação, o sexo deve atender a necessidade de complementação e satisfação. A Bíblia não condena a prática sexual quando ela é experiência dentro dos limites que o Criador estipulou: o casamento (Mt 19 .5). A maneira que o Criador deixou para guardar o casal contra suas mais diferentes formas de impureza, como a fornicação, o adultério e a homossexualidade, foi o sexo praticado dentro da esfera do casamento monogâmico e heterossexual. Contudo, convém dizer que o sexo no casamento não deve ser visto como um fardo, mas como um espaço no qual um se complementa no outro. Também não deve ser visto apenas como um dever ou obrigação a ser praticado de forma mecânica e sem amor. Deve ser feito com amor, de forma que o casal se sinta satisfeito e realizado (Pv 5.18,19).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Então o que é sexo? Essa é uma questão muito importante que pode parecer apenas uma pergunta estúpida.

Sexo é um presente de Deus, uma dádiva para ser desfrutada por um homem e uma mulher exclusivamente no casamento. Espera-se que alcance vários propósitos-chave: união… intimidade… conforto, prazer e divertimento… criação da vida… proteção da tentação sexual. A relação conjugal e aqueles sentimentos maravilhosamente intensos que ela traz foram planejados para auxiliar homem e mulher a formar um laço de relacionamento de riqueza única, sem paralelos. Quando esses propósitos divinos são experimentados e satisfeitos, trazem muita glória a Deus.

“O sexo como Deus planejou”, escreve Daniel Akin, “é bom, empolgante, inebriante, forte, vivo e unificador… O relacionamento ‘uma só carne’ é a mais intensa intimidade física e a mais profunda e espiritual união possível entre um marido e sua esposa”.

Dr. Akin apresenta um ponto excelente. A relação conjugal no casamento deveria ser considerada uma atividade fundamentalmente espiritual? Creio que a resposta seja um sim absoluto.

Existe algum caso com base nas Escrituras em que a relação conjugal seja, de alguma forma, menos importante em um casamento do que orar juntos, estudar a Bíblia juntos ou mesmo ir à igreja juntos? Acho que não.

Concordo com Tom Gledhill, que em seu ótimo comentário sobre Cantares de Salomão aprecia a dádiva divina da sexualidade no casamento e se expressa com uma franqueza surpreendente (no meu ponto de vista) e animadora que é inteiramente apropriada a esse tópico singular.

Essa revelação desembaraçada não deve ser confinada pela ideia de que isso tudo esteja, de alguma forma, abaixo de nossa dignidade, e que seríamos melhores orando do que mantendo a relação conjugal. Essa é uma falsa dicotomia que deve ser banida para sempre. Não precisamos santificar um ato inteiramente natural tendo pensamentos espirituais simultâneos sobre Deus enquanto estamos nos braços de nossa esposa. Impulsos fálicos, levantar o corpo, suspiros, gemidos e risadinhas fazem parte da ordem natural das coisas dada por Deus.

É lamentável que quando se trata de sexo a cultura secular vê o cristianismo envolvido primeiramente com proibições. Obviamente, o pecado corrompe a boa dádiva de Deus que é o sexo dissociando-o da aliança do matrimônio e tentando criar uma experiência falsa. Todo uso incorreto da sexualidade é condenado nas Escrituras. A Bíblia nos alerta contra a imoralidade, e o poder da luxúria nunca deve ser negado ou ignorado; então é correto mantê-los em mente. Até em Cantares de Salomão encontramos repetidas admoestações contra a prática sexual prematura (Ct 2.7; 3.5; 8.4).

Mas uma vez unidos no casamento, as coisas mudam, amigos! No princípio, Deus olhou para a união entre marido e mulher e viu que era bom. Sua opinião a respeito disso não mudou nem um pouco. Então não vamos ver o sexo meramente como uma parte permitida no casamento ou algo que deve ser tolerado. Sexo no casamento é obrigatório e algo que deve ser celebrado! (Veja 1 Coríntios 7.35 e Efésios 5.31.) O sexo foi criado para o matrimônio, e este foi criado, em parte, para se desfrutar.

Mahaney C. J. Sexo Romance e a Gloria de Deus. O que todo marido cristão precisa saber. Editora CPAD. 3 Ed. 2008

 

 

Os casados têm o dever de se esforçarem para assegurar a felicidade do cônjuge. O sexo é uma necessidade na vida conjugal. A Bíblia afirma que marido e mulher “são uma só carne”, como já vimos. Isso fala de comunhão, de unidade física, intelectual e espiritual. Unidade física é o relacionamento sexual dentro do casamento, que tem o aval divino, por ser uma prática pura e santa aos olhos de Deus, a ponto de o apóstolo Paulo comparar o ato conjugal à comunhão mística de Cristo com a sua Igreja (2Co 11.2; Ef 5.25,32).

A mulher não deve negar-se ao marido e da mesma forma o marido à mulher, exceto quando de comum acordo para a consagração, ou mesmo em caso de cansaço proveniente de um duro e longo período de trabalho ou de enfermidade. Fora isso, recusar o outro é um perigo muito grande. A Bíblia declara que “a alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce” (Pv 27.7). Todos os casados devem se cuidar para não deixar seu cônjuge faminto, a fim de não correr o rico de vê-lo envolvido em caso amoroso com outras pessoas, o que é especialidade Satanás (ICo 7.3-5).

A sexualidade humana não é apenas para a procriação; Deus a criou para a felicidade e a satisfação dos seres humanos. O livro de Cantares de Salomão é uma demonstração disso, assim como outras partes das Escrituras Sagradas (Pv 5.15-19; Ec 9.9). Esse relacionamento deve ser segundo a Palavra de Deus: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Hb 13.4). Deus julgará os que preferem as práticas vis e pervertidas, que violam a santidade do ato conjugal, seguindo o padrão imoral do mundo e da prostituição. Nós fomos chamados à santificação, e não para a impureza: “O que Deus quer de vocês é isto: que sejam completamente dedicados a ele e que fiquem livres da imoralidade.

Que cada um saiba viver com a sua esposa de um modo que agrade a Deus, com todo o respeito e não com paixões sexuais baixas, como fazem os incrédulos, que não conhecem a Deus” (lTs 4.3-5, NTLH). Temos aqui uma exortação à santidade e à honra da relação sexual dentro do casamento, evitando os excessos e as perversões.

Soares. Esequias,. Casamento, Divórcio E Sexo A Luz Da Bíblia. Editora CPAD. pag. 67-68.

 

 

3- O pastoreio cristão e a prática homossexual.

 

Mesmo reprovando o comportamento homossexual, por ser incompatível com os valores cristãos, a igreja não deve, de forma alguma, deixar de enxergar a pessoa do homossexual como alguém que foi feito a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26), e que, portanto, também por Ele e amado (Jo 3.16). Mesmo que tenha sido desbotada pelo pecado, contudo, nenhum homem ou mulher deixou de ser a imagem de Deus e como tal devem ser vistos e respeitados como pessoas. A igreja, portanto, não deve rejeitar o homossexual como não deve rejeitar as demais pessoas que agem de forma contraria aos valores cristãos.

Todavia, por acreditar que a homossexualidade deve ser vista como comportamento adquirido e que, como pratica se afasta daquilo que preceitua a Bíblia sobre a correta expressão da sexualidade, ensina e ordena o abandono e a abstinência da pratica por parte daqueles que se converteram a fé crista. A igreja crer e defende que qualquer forma de expressa sexual fora do casamento ou praticada por pessoas do mesmo sexo e mostrada nas Escrituras como pecaminosa. Por outro lado, acredita que o Evangelho é poderoso para transformar todo o que crer em Jesus como Salvador e isso inclui os homossexuais.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A Homossexualidade e a Prática Pastoral

Essa é uma questão que tem desafiado a igreja na sua forma de lidar com a homossexualidade, tanto no seu aspecto interno como externo. Valdeci S. Santos observa que nesse aspecto a igreja precisa ser primeiramente penitente, isto é, arrepender-se por qualquer atitude ou sentimento de desprezo para com a pessoa do homossexual. O homossexual não é menos humano do que os outros. Ele é a imagem de Deus como são todas as demais criaturas humanas. Isso deve ser sublinhado porque muitas vezes a igreja tem sido acusada de homofobia ou atitude preconceituosa contra os homossexuais quando demonstra aversão ou medo. Essas atitudes em relação ao homossexual fazem com que muitas vezes eles deixem de procurar refrigério na igreja para irem buscar em outros lugares.

Santos comenta:

Certamente, nem todos os cristãos acusados de homofobia são homófobos. Nem todo sentimento negativo sobre a homossexualidade pode ser considerado fobia. Por outro lado, é verdade que muitas pessoas na igreja não estão preparadas para ministrar o evangelho aos homossexuais. Isso pode ter diferentes causas, inclusive a homofobia. Qualquer que seja a causa, porém, tal negligência dos cristãos quanto à sua responsabilidade evangelizadora exige arrependimento. O exercício da penitência também é devido no caso dos julgamentos infundados […] O surgimento de vários ministérios especializados na evangelização de homossexuais no evangelicalismo brasileiro traz em si a promessa de um cuidado maior da igreja nessas questões.

É evidente que as questões envolvendo a união entre pessoas do mesmo sexo e a ideologia de gênero, denominada por alguns de identidade de gênero, não podem ser tratadas de forma homofóbica. Nem tampouco de forma excludente. A Bíblia diz que Deus amou a todos (Jo 3.16), homicidas, ladrões, adúlteros e também aqueles que acreditam que existe um terceiro sexo ou uma sexualidade neutra. Nós também devemos amar. Amar não significa concordar. Deus amou o mundo, mas não concorda com os pecados do mundo (Tg 4.4). Antes os reprova. Deus ama o pecador, mas não aprova nem concorda com sua vida pecaminosa (Is 5.5-7).

Diferentemente daqueles que acham que não há amor sem aprovação, isto é, quem “ama” nunca reprova, nós cremos que a reprovação também é uma forma de demonstrar amor. Em outras palavras, quem ama também sabe dizer não.

Em segundo lugar, Santos destaca o espaço que a prevenção deve ter na igreja. A igreja deve estar preparada para responder de forma eficiente ao desafio do avanço homossexual em seu meio. Nesse caso, não se trata apenas de um trabalho de natureza apologética, mas de lugar de refúgio para aqueles que lutam com a prática homossexual. Nesse aspecto, é preciso desenvolver ministérios com famílias na igreja local. Aqui seria mostrado a importância da família e os perigos em negligenciá-la (1Tm 3.5; 5.8). Os relacionamentos familiares, portanto, devem ser não apenas enfatizados, mas, sobretudo, fomentados e cultivados. Assim, Santos destaca que há a necessidade de conscientização quanto aos riscos que envolvem a homossexualidade, bem como quantos aos variados estilos de vida que alimentam tal prática pecaminosa. Estudos e palestras podem ser benéficos, mas programas de discipulado são essenciais para que maridos e esposas, pais e filhos, não apenas professem, mas também vivenciem as verdades do evangelho. Tais programas visam evitar que os lares evangélicos serem caracterizados pela fragmentação e desajustes que poderiam servir de combustível para uma orientação sexual homossexual.

Dessa forma, como um terceiro estágio, a igreja deve acentuar o fato de que a masculinidade e a feminilidade são bênçãos de Deus que devem ser cultivadas. Toda polarização nessa área deve ser evitada. Assim, nem o machismo nem tampouco o feminismo devem ser exaltados. O que deve ficar bem definido e sublinhado são as diferenças genéticas a fim de que não surjam mais “neutros” no meio da igreja. Um quarto componente nesse processo é a compreensão que os pais devem ter do papel de seus filhos. Os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3), e não empecilhos à realização de um projeto pessoal.

No que diz respeito à ação interna da igreja, um quinto componente deve ser destacado — o testemunho da igreja. Esse testemunho é mostrado no zelo da igreja para com os valores morais que devem ser cultivados. A igreja não pode se mundanizar e perder o seu testemunho diante da sociedade, pois de outra forma jamais conseguirá alcançar aqueles que precisam de ajuda espiritual. Uma igreja mundana, que deixou de ser sal, não conseguirá alcançar aqueles que dela precisam, e isso inclui os homossexuais. Enfatizando que as Escrituras afirmam que serão excluídos do Reino de Deus os “adúlteros”, “maldizentes”, “injustos”, e não apenas os “sodomitas” (1 Co 6.9,10). Santos, acertadamente, destaca que “não é honesto e nem cristão condenar nos outros aquilo que a igreja recusa tratar internamente” (Jo 8.1-11).

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Como Ajudar Um Homossexual

Por que estendemos a mão para ajudar um alcoólico ou um prisioneiro, mas evitamos os homossexuais? Há algum medo ou defeito de personalidade interior que os condena e esse pecado é pior do que os outros? Deus odeia todo pecado, mas ainda ama o pecador. O cristão que tem a compaixão de Cristo, estende sua compaixão aos homossexuais, sem aprovar o seu estilo de vida. Permita que Deus te usar na vida de um homossexual como uma “ponte” para Seu amor e Seu poder para conseguir a vitória.

” ‘Ame o seu próximo como a si mesmo”. (Lucas 10:27)

  • não mostre uma atitude condenatória contra homossexuais.

“Não julgueis para que não sejais julgados.” (Mateus 7: 1)

  • escute o que querem dizer sem interrupção.

“Um tempo para manter o silêncio, e um tempo para falar”. (Eclesiastes 3:7)

  • mostre a essa criação especial de Deus um amor e aceitação incondicional.

“Por isso, acolher o outro como também Cristo nos recebeu para glória de Deus.” (Romanos 15: 7)

  • oriente a pessoa a ter intimidade com Deus.

” Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.”. (Mateus 6:33)

  • ajude a pessoa a ver qual é a sua verdadeira identidade em Jesus Cristo.

“Mas a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus”. (João 1:12)

  • mostre a pessoa algumas passagens específicas para memorizar.

“Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.” (1 Coríntios 10:13)

  • interceda pela pessoa, pedindo a proteção de Deus através da oração. (Satanás sabia que Deus tinha colocado uma “cerca de proteção” ao redor de Jó).

” Acaso não puseste uma cerca em volta dele, da família dele e de tudo o que ele possui? Tu mesmo tens abençoado tudo o que ele faz, de modo que todos os seus rebanhos estão espalhados por toda a terra”. (Jó 1:10)

  • faça a pessoa responsável pela própria mudança, não seja responsável por ela.

” Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14:12)

June Hunt. Homossexualidade: Um caso de identidade trocada.

 

 

Aí Escrituras sempre estão certas.

Não importa o que os sentimentos ou as emoções indiquem, nunca é apropriado aconselhar algo contrário à Palavra de Deus.

[..] Tenho aconselhado homossexuais que sinceramente sentem que Deus os criou desse jeito e que, portanto, não tiveram escolha alguma no assunto.

Embora tal argumento possa estar imbuído de sinceridade e emoção, sei que não é válido. Deus não cria as pessoas para serem homossexuais. O estilo de vida homossexual é uma escolha — uma escolha muito errada. E as pessoas podem ser libertas disso — com a ajuda de Deus. Como é que sei disso? Porque as Escrituras ensinam esse fato em numerosos lugares.

As Escrituras sempre estão certas. Os conselheiros pastorais podem ter total confiança de que Deus sabe o que está fazendo. Ele nos criou e Ele nos deu um projeto de vida para viver: Suas Santas Escrituras.

Todo indivíduo, pouco importando qual seja seu problema pessoal, é uma pessoa de valor, feita à imagem de Deus.

Pessoas são preciosas, sejam elas culpadas de homossexualidade, incesto, assassinato ou molestamento de crianças; qualquer que seja seu pecado ou problema, elas têm valor aos olhos de Deus. Deus as ama e as criou para a sua glória. Jesus deseja mudar os seres humanos, independente de qual estilo de vida hajam mantido ou mantenham. Deus pode mudar e ajudar a resolver todo tipo de problema que as pessoas enfrentem. Há esperança para todos. Nós, do ministério, não podemos deter-nos a examinar o comportamento das pessoas, devemos ver o quanto o Senhor quer ajudar cada indivíduo.

Raymond Carlson -Thomas E .Trask – Loren Triplett – Dick Eastman -Tommy Barnett Charles T. Crabtree – John Bueno – Zenas J. Bicket – Nancie Carmichael. Manual Pastor Pentecostal Teologia e Práticas Pastorais. 3 Ed. 2005. pag. 568-569.

 

SINOPSE III

 

Segundo o padrão bíblico, o sexo atende a necessidade da pro­criação e da satisfação do casal.

 

 

CONCLUSÃO

 

Nesta lição aprendemos sobre três dos principais desvios do modelo de sexualidade bíblica – a fornicação, o adultério e a homossexualidade . Essas três práticas pecaminosas têm ganhado cada vez mais espaço na sociedade nas últimas décadas. Muitos crentes têm negligenciado o ensino bíblico e também se rendido a essas sutilezas pecaminosas. Qualquer prática sexual fora do modelo bíblico traz consequências morais e espirituais. Deus quer que vivamos o sexo no padrão por Ele estabelecido, o que de fato vai nos fazer realizados e plenificados.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- A partir de que ano o movimento de contestação à moral cristã ganha mais visibilidade?

1960.

 

2- Qual é o sentido mais amplo da palavra grega porneia?

Significa qualquer tipo de ato sexual considerado pecaminoso, incluindo adultério, prostituição, impureza e fornicação.

 

3- Cite pelo menos uma base bíblica que reprova o adultério.

Quando o rei Davi adulterou com Bate-Seba, o profeta Natã, a mando de Deus, condenou de forma dura seu ato pecaminoso (2 Sm 11.1-5; 12.9,10).

 

4- Como o cristão compreende a homossexualidade?

Os cristãos conservadores, que têm na Bíblia sua única regra de fé, compreen­dem a homossexualidade como um comportamento adquirido e não como um determinismo biológico.

 

5- Qual a maneira que o Criador deixou para guardar o casal contra as suas mais diferentes formas de impureza?

A maneira que o criador deixou para guardar o casal contra suas mais diferentes formas de impureza, como a fornicação e o adultério, foi o sexo praticado dentro da esfera do casamento.

 

 

VOCABULÁRIO

 

Paradigma: Um exemplo que serve como modelo; padrão.

Premente: Que exige solução rápida; urgente.

Sobejam: Sobram, excedem os limites do necessário ou do preciso; demasia

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

Acesse mais:  Lições Bíblicas do 3° Trimestre 2022 

 

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