4 Lição 4 tri 20 O Drama de Jó

4 Lição 4 tri 20 O Drama de Jó

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A fragilidade Humana e a Soberania Divina

Texto Áureo

“E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR.” (Jó 2.21)

Verdade Prática

A despeito das grandes provações que se abatem em nossa vida, à luz do exemplo de Jó, devemos permanecer fiel ao Senhor

OBJETIVO GERAL

Mostrar que Jó manteve sua fidelidade a Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Revelar de que forma as tragédias que se abateram sobre Jó atingiram seus bens;

Explicar de que forma Jó teve sua família destroçada pelos ventos;

Demonstrar de que forma Jó teve sua saúde física e mental abalada.

LEITURA DIÁRIA

Segunda- Jó 1.13-15 A tragédia se abateu sobre Jó – Primeiro anúncio

Terça- Jó 1.16 A tragédia se abateu sobre Jó – Segundo anúncio

Quarta- Jó 1.17 A tragédia se abateu sobre Jó – Terceiro anúncio

Quinta- Jó 1.18-19 A tragédia sobre a família de Jó – Quarto anúncio

Sexta- Jó 6 1.20-22 Primeira reação de Jó diante da tragédia

Sábado- Jó 2.6-8 Satanás e a saúde de Jó

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Jó 1.13-22; 2.6-8

Jó 1:13-22

13- Certo dia, quando os filhos e as filhas de Jó estavam num banquete, comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho,

14- um mensageiro veio dizer a Jó: “Os bois estavam arando, e os jumentos estavam pastando por perto,

15- e os sabeus atacaram e os levaram embora. Mataram à espada os empregados, e eu fui o único que escapou para lhe contar! “

16- Enquanto ele ainda estava falando, chegou outro mensageiro e disse: “Fogo de Deus caiu do céu e queimou totalmente as ovelhas e os empregados, e eu fui o único que escapou para lhe contar! “

17- Enquanto ele ainda estava falando, chegou outro mensageiro e disse: “Vieram caldeus em três bandos, atacaram os camelos e os levaram embora. Mataram à espada os empregados, e eu fui o único que escapou para lhe contar! “

18- Enquanto ele ainda estava falando, chegou ainda outro mensageiro e disse: “Seus filhos e suas filhas estavam num banquete, comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho,

19- quando, de repente, um vento muito forte veio do deserto e atingiu os quatro cantos da casa, que desabou. Eles morreram, e eu fui o único que escapou para lhe contar! “

20- Ao ouvir isso, Jó levantou-se, rasgou o manto e rapou a cabeça. Então prostrou-se no chão em adoração,

21- e disse: “Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor “.

22- Em tudo isso Jó não pecou nem de nada culpou a Deus.

Jó 2:6-8

6- O Senhor disse a Satanás: “Pois bem, ele está nas suas mãos; apenas poupe a vida dele”.

7- Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor e afligiu Jó com feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça.

8- Então Jó apanhou um caco de louça com o qual se raspava, sentado entre as cinzas.

INTERAGINDO COM 0 PROFESSOR

Nesta lição veremos a calamidade que se abateu sobre a vida de Jó. A partir desse drama temos a oportunidade de refletir a respeito do sofrimento e o modelo de comportamento que o cristão deve ter para a própria vida diante das adversidades. A realidade de Jó, muitas vezes, pode tornar-se um espelho na vida de muitos cristãos. 0 que nos deve levar a reagir conforme o que o Senhor Jesus ensinou aos seus discípulos.

Em nenhum momento nosso Senhor negou que teríamos sofrimento na vida. Nesse aspecto, a grande diferença entre quem tem confiança em Cristo está na forma que se passa pelo caminho do sofrimento. Assim, Jó é um grande exemplo de fé e paciência para os cristãos.

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INTRODUÇÃO

A provação de Jó fez com que sua vida se tornasse um verdadeiro drama. Nem mesmo os mais aclamados cineastas seriam capazes de dramatizar algo semelhante. Da condição de homem mais rico e admirado do Oriente, ele tornou-se, no apenas um pobre moribundo, mas, na visão de seus amigos, “um pecador revoltado e arrogante”.

De uma vida abastada, piedosa e fraternalmente estruturada, Jó mergulhou em um mar de calamidades. De repente tudo se desmoronou. Os rebanhos foram roubados e dizimados; os empregados foram assassinados e, outros, mortos em desastres aparentemente naturais; os filhos, seu bem mais precioso, morreram. Cenas difíceis de esquecer! Refletir sobre como Jó reagiu a tudo isso é o objetivo desta lição.

PONTO CENTRAL: O sofrimento se abate sobre o justo

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I- TRAGÉDIA DE NATUREZA ECONÔMICA

1. O sucesso na esfera comercial.

O autor sagrado já havia sublinhado que Jó era “maior de todos os do Oriente” (Jó 1.3). O respeito, a admiração, a riqueza e a prosperidade do homem de Uz contribuíram para a construção dessa imagem. O autor já havia destacado a riqueza e a prosperidade de Jó, medidas pela grande quantidade de animais e servos a serviço dele. O comércio e a atividade do campo eram suas principais atividades.

Devido à sua grande riqueza, não são poucos os autores que igualam Jó a grandes industriais e empresários contemporâneos. Enquanto as ovelhas proporcionaram lã para a produção têxtil, por outro lado os camelos e jumentas estavam a serviço do transporte de cargas. Dessa forma, Jó se destacava no Oriente como um homem de negócios.

2. O sucesso na esfera do campo.

A atividade do campo era, sem dúvida, o principal negócio de Jó. 0 fato de que ele tinha tantas juntas de bois a seu serviço demonstra que ele era um agricultor que possuía uma grande extensão de terras, e não um nômade como alguns autores supõem.

Estudiosos destacam o ato de que a palavra hebraica ‘abuddah, encontrada somente em Jó e em Gênesis 26.14, é uma referência direta à lavoura e ao cultivo da terra.

Os bois, e da mesma forma as ovelhas, ofereciam a proteína animal. As ovelhas, juntamente com as jumentas, alimentavam a produção de laticínios. Isso fazia de Jó um verdadeiro empreendedor no sentido moderno do termo.

3. O ataque do Diabo na esfera comercial.

Satanás atingiu o centro das atividades comerciais do patriarca. O Adversário procurou retirar aquilo que, graças ao trabalho duro, Jó havia conquistado. Assim, destruiu os animais e o pessoal a serviço dele, desestabilizando-o financeiramente. Seu negócio foi a bancarrota. Sem animais de carga, o transporte estava prejudicado.

4. O ataque do Diabo na esfera do campo.

Da mesma forma que atingiu os negócios de Jó na esfera comercial Satanás o atingiu também na esfera do campo. Destruindo a sua fonte de produção de proteínas e laticínios, o Diabo atingiu em cheio toda a fonte de sua riqueza. Era preciso muito equilíbrio para não se desesperar diante de um quadro tão sombrio.

Aqui é necessário fazer uma ponderação. Evidentemente que nem sempre o empreendimento de alguém quebra por investidura de uma ação maligna direta; muitas vezes é apenas um mau gerenciamento ou até mesmo consequência de uma crise de mercado. Todavia, no caso de Jó, foi uma ação maligna em muitos casos hoje também o é.

SÍNTESE DO TÓPICO I

A tragédia de natureza econômica atingiu Jó tanto na esfera comercial quanto na esfera do campo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Como introdução a esta lição, sugerimos que você faça um breve resumo para a classe a respeito dos aspectos gerais do sofrimento de Jó, como o físico, social, emocional e espiritual. Para isso considere este pequeno fragmento textual: “O sofrimento de Jó era multifacetado. Era físico, social, emocional e espiritual.

Estava em dor e tormento (13.25; 16.6; 30.17) e tinha grandes dificuldades (‘amal, ‘tristeza’, ‘desgraça’, 3.10; palavra também usada em 4.8; 5.6,7; 11.16; 15.35). No âmbito físico, teve insônia (7.4), perderá peso (16.8), ficou com os olhos vermelhos e olheiras profundas (v.16), emagreceu (17.7; 19.20), tinha calafrios (21.6), dores nos ossos (30.17), os a pele enegrecera e descascar (vv. 28,30), tinha febre (v.30) e furúnculos que coçavam (2.7).

Socialmente, as pessoas o rejeitavam. Zombavam e escarneciam (12.4; 16.10; 17.2,6), e até as crianças debochavam dele (30.1,9-11). Por isso, não tinha alegria (9.25; 30.31). Na sua angústia e amargura (7.11; 10.1), sentia que estava na escuridão (19.8; 30.26) e em desespero (6.14,20).

Todos os amigos e parentes o abandonaram (19.17-29). Diante de Deus, Jó estava espiritualmente sem esperança (14.13; 19.10). Deus estava parado e aparentemente desinteressado em Jó (19.7; 30.20), embora o sofredor clamasse por ajuda (30.24,28)” (ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.300).

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II- TRAGÉDIA DE NATUREZA FAMILIAR

1. Filhos.

A tragédia que se abateu sobre Jó foi de fato catastrófica. Ele perdeu em um só dia seus dez filhos de forma calamitosa-set filhas. O texto sagrado diz: “Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre os jovens, e morreram” (vv. 18,19). Não haveria nada mais trágico do que esse acontecimento. Perder um filho é calamitoso, mas perder todos de forma inexplicável é nefasto.

2. Esposa.

A frase “Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2.9), atribuída à esposa de Jó, é uma das mais chocantes do livro. Talvez por isso seja objeto de várias explicações. Muitos autores tentam suavizá-la quando a interpretam como sendo uma ironia feita pela esposa de Jó. Nesse caso ela, de fato, estaria dizendo: “Você continua aí com essa sua fé enquanto tudo desmorona à sua volta. Por que tudo isso? Deixe de lutar por isso e aceite a morte”.

Outros procuram atribuir um sentido ao texto o qual ele não tem. Para estes, a esposa de Jó no estava mandando amaldiçoar a Deus, mas orientando Jó a louvá-lo e morrer em paz. No entanto, as evidências do texto depõem contra esse entendimento. A reação de Jó, ao dizer que sua esposa falava como qualquer louca, confirma esse fato.

3. O fato.

Um vento forte soprou sobre a família de Jó, devastando-a. Ainda hoje, “fortes ventos” continuam a “soprar” A em famílias inteiras. O resultado desses “ventos” é a degradação familiar, divórcios, drogas etc. A exemplo de Jó, o crente deve se refugiar em Deus. E preciso que a família abra a Bíblia em casa e busque o Senhor em estudo e devoção.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Jó perdeu dez filhos em um só dia e sua esposa instou-lhe a abandonar a fé em Deus.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Seus bens mais queridos e mais valiosos era os seus dez filhos; e, para concluir a tragédia, uma notícia lhe foi trazida ao mesmo tempo de que eles estavam mortos e enterrados em meio às ruínas da casa na qual festejaram, junto com todos os criados que os serviam, exceto um que veio rapidamente com essa notícia (vv. 18,19). Esta foi a maior das perdas de Jó, e que o atingiu mais de perto; e por isso o Diabo a reservou para o final, para que se outras contrariedades falhassem, esta pudesse fazê-lo amaldiçoar a Deus.

Nossos filhos são partes de nós mesmos; é muito difícil separar-nos deles, e isso fere um bom homem de maneira mais profunda possível. Mas separar-se de todos eles de uma vez, e o fato de estarem todos mortos, sim, aqueles que haviam sido por tantos anos a sua preocupação e a sua esperança, era algo que o atingia realmente no âmago do seu ser” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento: Jó a Cantares de Salomão. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.10).

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III – TRAGÉDIA DE NATUREZA FÍSICA E PSICOLÓGICA

1. O Diabo toca na saúde de Jó.

Depois que o Diabo viu o seu plano fracassar, pois o patriarca não sucumbiu tentação, mesmo diante da dizimação de seus bens e familiares, o Adversário agora tema permissão divina para tocar na saúde de Jó. Essa nova prova é um drama muito distinto na literatura do Antigo Testamento. Ela dará a tônica ao restante do livro.

2. Saúde física.

O texto sagrado diz que o Diabo “feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça.” (Jó 2.6,7). Tratavase de uma doença extremamente maligna, capaz de provocar um grande sofrimento em Jó, a ponto de este sentar-se nas cinzas e pegar um caco de barro para com ele raspar as feridas.

 Essa era uma prática que o homem antigo adotava quando se via acometido de uma grande desgraça. Ele ia para o monte de cinzas (hb. mazbala), um local considerado imundo, onde os inválidos e dementes costumavam ficar. Ali ele esperava a morte entre cães, insetos e aves de rapina. Trágico!

3. Saúde mental.

Não há dúvida que, além do sofrimento físico, Jó também experimentou o sofrimento psicológico. Embora não haja nada no texto que nos permita dizer que ele entrou em depressão, não há como negar que Jó passou por uma grande tensão psicológica. Há vários textos no corpo do livro que permite fazer essa dedução, mas já no início da sua fala é possível perceber esse fato (Jó 3.1-14).

Ainda que mantivesse sua fidelidade a Deus, o patriarca amaldiçoou o dia de seu nascimento, não vendo mais razão para que fosse celebrado. Só debaixo de forte pressão psicológica é que pessoas chegam a tal ponto.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Além de perder bens e familiares, a tragédia atingiu a saúde física e mental de Jó.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

[…] Foi o patriarca constrangido a suportar as dores mais terríveis e os piores desconfortos a que um ser humano jamais fora submetido.

Entretanto, reteve a sua integridade. Muitos são os servos de Deus que estão a sofrer as mais terríveis enfermidades. Uns, a semelhança de Ezequias, enfrentam um tumor maligno que, pouco a pouco, vão lhes consumindo as forças e o que lhes resta das humanas feições. Outros, como o Lázaro da história narrada pelo Senhor Jesus, jazem cobertos de uma chaga que os tornam repulsivos, embora espiritualmente sejam os mais puros dos homens. Outros, ainda, tal como o jovem pastor Timóteo, veem-se às voltas com uma doença no estômago que os fustiga com fortes ânsias” (ANDRADE, Claudionor de. Jó: O Problema do Sofrimento do Justo e o seu Propósito. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.85).

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CONCLUSÃO

Nesta lição vimos o drama de Jó, que foi provado de uma forma dura no seu trabalho, família e saúde. Somente um homem com uma fé inabalável mantém sua lucidez diante de tantas catástrofes. Somente o Senhor pode manter o fiel de pé diante de calamidades dessa natureza. O Diabo chegou ao ponto máximo de pressão contra Jó, mas não conseguiu executar o seu intento. O patriarca permaneceu de pé diante da provação.

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VOCABULÁRIO

Eufemismo: Palavra, locução ou acepção mais agradável, de que se lança mão para suavizar ou minimizar o peso literal de outra palavra.

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PARA REFLETIR

A respeito de “O Drama de Jó”, responda:

1- Como eram medidas a riqueza e prosperidade de Jó?

R: Eram medidas pela grande quantidade de animais e servos a serviço de Jó.

2- Qual era o principal negócio de Jó?

R: A atividade do campo era, sem dúvida, o principal negócio de Jó.

3- Jó perdeu quantos filhos em um só dia?

R: Dez filhos.

4- Após tocar nos bens e na família de Jó, em qual área o Diabo tem permissão para tocar?

R: O Adversário tem a permissão divina para tocar na saúde de Jó.

5- Segundo a lição, qual sofrimento Jó experimentou além do físico?

R: Não há dúvida, que além do sofrimento físico, Jó também experimentou o sofrimento psicológico.

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INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO

Toda a prosperidade de Jó se foi em uma única tarde.

Mas, o que está acontecendo aqui? Para ver o que está acontecendo, temos de olhar para fora do mundo. Este mundo sozinho nunca responde às grandes questões da vida. A resposta se encontra no céu. Assim, o escritor nos dá um vislumbre do céu para entender melhor o que está acontecendo na Terra.

Jó perde toda a sua riqueza e seus filhos. Que diabos está acontecendo? A resposta é que algo de imensa importância celestial está acontecendo. Deus está no processo de demonstração para as hostes celestiais (e quaisquer outros que têm olhos para ver) que ele próprio é o mais importante no coração de Jó.

John Piper. Jó, Um Estudo Sobre o Sofrimento do Justo.

O inferno veio abaixo.

O homem perdeu quase tudo: o seu gado, a sua terra, a sua casa e até mesmo os seus filhos.

No entanto, Jó foi um homem disciplinado: viveu a sua vida de acordo com o seu caráter, não segundo as emoções. Consequentemente, Jó manteve perspectiva quando foi atingido por uma horrível tragédia: “Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou” (Jó 1.20). Mais adiante, as Escrituras nos contam que, em todas as crises enfrentadas, Jó nunca pecou contra Deus em palavras (Jó 2.10). Manteve o seu senso de integridade em toda a sua trajetória de vida.

Puxa! Que disciplina! Jó modelou uma valiosa postura de liderança para nós. Observe a sequência de acontecimentos marcantes na vida dele:

1. Adoração: Jó adorou e articulou a soberania de Deus em sua vida.

2. Perspectiva: a adoração habilitou Jó a captar a perspectiva e o poder de Deus.

3. Humildade: a perspectiva permitiu que Jó percebesse o seu conhecimento limitado.

4. Educabilidade: a humildade fez com que Jó almejasse e buscasse a percepção de Deus.

5. Vitória: finalmente, a educabilidade levou Jó à vitória sobre as suas perdas.

Maxwell., John C. Bíblia Da Liderança Cristã. Editora Sociedade Bíblica do Brasil.

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I- TRAGÉDIA DE NATUREZA ECONÔMICA

1. O sucesso na esfera comercial.

Jó era “o maior de todos os do Oriente”, expressão vaga que é inútil investigar. Ele era o maior homem de sua área e desfrutava de poder político e favor entre seus vizinhos. A área na qual ele vivia era o deserto da Arábia, conforme o vs. 1. “Ele era o chefe dessa área, mas não sabemos o quanto essa área se estendia. Os árabes ainda chamam o Haurã, ou seja, o distrito a leste de Jerusalém, de ‘terra de Jó” (Ellicott, in loc.).

“O povo do Oriente era identificado com os habitantes de Quedar, no norte da Arábia (Jer. 49.28). Jó era também incomumente sábio. Os homens do Oriente eram notórios por sua grande sabedoria, que eles expressavam artisticamente em provérbios, cânticos e histórias… Jó era altamente respeitável (ver Jó 29.7-li); sábio conselheiro (29.21 -24); empregador honesto (31.13-15,38,39); hospitaleiro e generoso (31.16-21,32); e fazendeiro próspero (31.38-40)” (Roy B. Zuck, in loc.). No entanto, esse homem foi ferido pela tragédia, por razões desconhecidas.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1864.

Ele era o maior dos qedemitas. A afluência está em mente, e “mais rico” seria uma tradução melhor. Suas riquezas eram medidas em animais domésticos e, mais uma vez, os números indicam o ideal. Listas semelhantes de posses em Gênesis (e.g. Gn 2435) descrevem as riquezas dos patriarcas, o que sugere que o modo de vida de Jó era semelhante ao deles.

Francis I. Andersen. Jó Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 77.

2. O sucesso na esfera do campo.

Possuía sete mil ovelhas… este homem era o maior de todos os do Oriente. Jó era um homem muito rico, com um total de 11.500 animais domesticados, divididos naqueles tipos de animais que os homens ricos precisam: animais de trabalho, animais que serviam como alimentação, e animais de transporte. Tal riqueza capacitava-o a ter uma casa muito grande, vastas propriedades e abundância de escravos, que mantinham todas as suas posses em boa ordem. Isso, de acordo com uma avaliação popular, era evidência da aprovação e da ajuda divina.

A área onde Jó vivia ficava no “deserto” (Jó 1.19). Era um lugar fértil, falando em termos agrícolas, e próprio para a criação de gado (ver Jó 1.3,14 e 42.12), provavelmente fora da própria Palestina.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1864.

Mas o número de juntas de bois utilizadas para lavrar a terra, demonstra que Jó não era um nômade, como os beduínos, mas, sim, um agricultor com grande extensão de terras para lavoura (cf. Jó 1.14) bem como para pastagens. Isto concorda com o quadro mais completo de Jó, o cidadão nos capítulos 29-31.

As relações em Gênesis frequentemente alistam escravos e escravas juntamente com os animais, e o substantivo abstrato ‘abuddãh, achado somente aqui e em Gênesis 26.14, pode ser outra maneira de referir-se a semelhantes possessões. Assim, ARA o pessoal ao seu serviço. Mas o verbo com esta raiz pode significar mais especificamente “cultivar (a terra),” e “lavoura”, então é uma possibilidade.

A versão “animais de trabalho” (NAB) tem menos para recomendá-la, visto que estes já foram explicitamente alistados.

Francis I. Andersen. Jó Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 77.

3. O ataque do Diabo na esfera comercial.

Deram sobre eles os sabeus. Os sabeus eram árabes de um ou mais distritos. Uma história anterior relata como eles mataram mil bois e 500 jumentos, e também os seus guardadores (ver Gên. 10.7 e 25.3). Portanto, nos dias de Jó, tudo consistia em negócios, como era usual.

O primeiro ataque removeu parte das riquezas de Jó, assim como alguns trabalhadores.

Portanto, temos aí saque e assassinato, crimes horrendos que perturbaram a mente e a alma de Jó.

“Foi em um domingo, 7 de dezembro de 1941, que as bombas caíram sobre Pearl Harbor. Você ora e uma criança morre! Você participa da Ceia do Senhor e, ao voltar para casa, recebe um telegrama do Ministério da Guerra, informando-o da morte de uma pessoa querida! Que espécie de mundo é este? … Você pode ser purificado de todos os seus pecados e, no entanto, perde a fortuna e a saúde. Mas, apesar de todas as suas perdas, você não perderá o favor divino, e não perderá, em nenhum grau, o melhor que Ele tem reservado para você” (Paul Scherer, in loc.). O irmão Scherer, assim sendo, fala-nos sobre a fé, mas algumas vezes a fé míope não corresponde. Contudo, a verdade permanece. Como?

Um homem inocente estava sofrendo. Por quê? Continuamos a sondar atrás de respostas, mas existem muitos mistérios.

Note o leitor que o primeiro teste resultou da vontade perversa do homem. O problema do mal, pois, deriva de vontades pervertidas, ao que chamamos de “mal moral”. Mas também deriva de desastres naturais, e a isso chamamos de “mal natural”.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1867.

Ele tinha 500 juntas de bois, e 500 jumentas, e um número suficiente de servos para cuidar deste rebanho; e a todos esses ele perdeu de uma só vez, w.14,15.

Os esclarecimentos que lhe são prestados a este respeito permitem que ele saiba:

(1) Que isso não ocorreu por qualquer descuido de seus servos; pois nesse caso o seu ressentimento poderia ter se consumido contra eles:

Os bois estavam arando, não descansando, e os asnos não corriam o risco de se desgarrar e serem levados como animais extraviados, mas pastavam ao lado deles, sob a vigilância dos servos, cada um em seu próprio lugar; e aqueles que passavam ao largo, podemos supor, abençoavam, e diziam: Que Deus abençoe este trabalho de arar e plantai’.

Note que toda a nossa cautela, atenção e zelo não podem nos proteger contra as tribulações, não, nem mesmo daquelas que normalmente se devem à imprudência e à negligência. Se o Senhor não guardar a cidade, a sentinela, embora se mantenha sempre tão atenta, vigiará em vão. Contudo, temos um consolo quando estamos sob alguma tribulação: o fato dela ter nos encontrado quando estávamos no caminho do nosso dever, e não em algum atalho.

(2) Que acontecera por causa da impiedade dos seus vizinhos, os sabeus, provavelmente uma espécie de assaltantes que viviam de roubos e pilhagem.

Eles levaram os bois e os jumentos e assassinaram os servos que fielmente e corajosamente fizeram o melhor para defendê-los, e apenas um escapou, não por bondade para com ele ou para com o seu senhor, mas para que Jó pudesse ter informações detalhadas do ocorrido através de uma testemunha ocular, antes que o soubesse por meio de breves relatos que lhe seriam trazidos gradativamente.

Não temos nenhuma razão para presumir que Jó ou os seus servos tivessem dado qualquer motivo para que os sabeus fizessem essa incursão, mas Satanás colocou nos seus corações o desejo de realizá-la, e de realizá-la imediatamente. Desse modo, o maligno atingiu o seu objetivo e acabou tendo um resultado duplo: pois fez com que Jó sofresse, e que os sabeus pecassem. Note que quando Satanás tiver a permissão de Deus para fazer o mal, ele não quererá que apenas os homens perversos sejam os seus instrumentos na realização dos males e calamidades, pois ele é um espírito que opera nos filhos da desobediência.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 9.

4. O ataque do Diabo na esfera do campo.

Fogo do Céu.

Quanto a outra referência a fogo do céu, ver Lev. 10.2 e Núm. 11.1. E, naturalmente, temos as chamas que destruíram Sodoma e Gomorra (Gên. 20.23-29). O texto presente não tenta definir no que consistia esse fogo. Só entendemos que foi algo totalmente devastador. As conjecturas incluem raios incomuns, erupção vulcânica ou um fogo sobrenatural que permanece indefinido.

Talvez alguma grande conflagração tenha sido iniciada por um relâmpago, e o incêndio, varrendo os campos, destruiu os animais domésticos e aqueles que cuidavam deles. Quanto ao poder destruidor do relâmpago, cf. Êxo. 9.23; Núm. 16.35; I Reis 18.38; II Reis 1.10,12,14. “O príncipe dos ares recebeu permissão para exercer controle sobre esses agentes destruidores” (Fausset, in loc.).

Os caldeus.

Homens ímpios, que se originaram naquela região do mundo, saíram ao redor saqueando e matando, produzindo muitas vítimas inocentes. Eles arrebatavam animais domesticados, a principal fonte de riquezas da época. Naquele assalto em particular, eles tiveram grande sucesso, tomando 3.000 camelos (ver o vs. 3). Adicionando a perda de 3.000 camelos às 7.000 ovelhas destruídas, temos as riquezas essenciais de Jó obliteradas. Os camelos eram os animais de transporte da época, os cavalos do deserto, por assim dizer. Ver no Dicionário o verbete chamado Camelo.

“Os caldeus eram habitantes ferozes e saqueadores da Mesopotâmia. É possível que eles tivessem vindo da direção norte, em contraste com os sabeus (vs. 15), que vieram do sul. Ao que parece, esses assaltos, por parte dos dois grupos, foram ataques de surpresa’ (Roy B. Zuck, in loc.). Os caldeus, ou chasdim, eram descendentes de Naor, irmão de Abraão (Gên. 22.20,22), os quais se estabeleceram na parte leste do país.

Xenofonte

(Cyropaedia, 1.3.11) observou que os caldeus eram muito cruéis. Sabe-se que esse povo se misturou a árabes vagabundos e, como eles, viviam do saque e do assassinato. O texto ilustra a circunstância triste e bem conhecida de que as perturbações raramente vêm uma só de cada vez. As tribulações assediam os homens com golpes, raramente com um único golpe.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1868.

Fogo de Deus usualmente é o raio (1 Rs 18.38; 2 Rs 1.10-14; Jó 20.26), a não ser que se trate de precipitação vulcânica (Gn 19.24).

Alguma coisa incomum seria necessária para consumir 7.000 ovelhas.

Sabe-se que caldeus habitavam perto do Tigre no século IX a.C. São de raça arameia, e é tão difícil explicar a pilhagem feita por eles na Transjordánia do Sul quanto explicar os sabeus na Transjordánia do Norte. Jó pode ter ficado dentrò do alcance dos dois grupos se habitasse ao leste da Galiléia.

Três bandos. Embora o estratagema de um ataque em três direções seja empregado várias vezes na Escritura, as circunstâncias variam consideravelmente. Se as táticas de Gideão eram semelhantes (Jz 7.16), o alvo seria levar os animais para uma direção desejada.

Francis I. Andersen. Jó Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 84.

4 Lição 4 tri 20 O Drama de Jó

II- TRAGÉDIA DE NATUREZA FAMILIAR

1. Filhos.

O autor sacro diz que Jó agora estava reduzido a quase nada, muito rapidamente. Em outras palavras, Jó foi devastado quase da “noite para o dia”, conforme diz uma expressão idiomática moderna.

Destnjição da Familia de Jó. Uma coisa foi perder as riquezas e os servos. Algo muito diferente foi perder membros da própria família. Conforme avançaram,

os testes intensificaram os sofrimentos. Grande vendaval (talvez um vento sobrenatural) fez a casa onde estava a maior parte da família de Jó (em meio a uma grande festa; cf. o vs. 13), desabar. Somente uma pessoa não-identificada (provavelmente um servo, não um filho) escapou e correu para contar a Jó o que havia acontecido.

Algo na ordem da criação saíra errado. Os pássaros piam contra nós. O sol nos requeima. A natureza nos derruba por terra. O temor deixa a mente desnorteada. Sim, algo na ordem da criação saiu errado. Quem se responsabiliza por todas essas crises, por toda essa transição, por toda essa dor?

(Russell Champlin)

O vento soprou no deserto, aparentemente atacando com a força de um tomado. O vento demoliu tudo em seu caminho, incluindo a casa na qual os filhos de Jó se divertiam, e se encaminhou diretamente para o alvo. O tornado foi satanicamente orientado. Esse foi o segredo de sua precisão. Ver as notas expositivas nos vss. 11-12, quanto a uma discussão completa sobre os problemas teológicos que essa circunstância cria.

Ali estava Jó, reduzido a nada. Porventura ele agora amaldiçoaria a Deus, conforme Satanás disse que faria (vs. 11)? Continuaria Jó a adorar a Deus, quando as “razões” para isso fossem removidas? Continuaria a adorar a Deus, embora ele, um homem inocente (ver Jó 2.3), tivesse sido ferido? Aceitaria sua fé o fato de que terríveis sofrimentos podem sobrevir a um homem piedoso? Seria sua adoração desinteressada, ou ele adoraria a Deus somente quando obtivesse algum beneficio pessoal dessa atitude e desses atos? Ver as observações introdutórias, imediatamente antes da exposição em Jó 1.1, especialmente aquelas sob o título Mensagem Principal do Livro.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1868.

O quarto desastre é anunciado de forma semelhante aos outros três.

Os filhos de Jó estavam todos reunidos em uma de suas celebrações (cf. w. 4-5). Eis que um grande vento sobreveio do deserto (19), que atingiu os quatro cantos da casa onde eles estavam. Isso pode ter sido um redemoinho ou um furacão vindo do deserto. A tempestade foi tão forte que a casa foi destruída e todos os seus moradores mortos. Dessa forma, Jó, em uma rápida sequência, é despojado da sua riqueza e família.

Isso nos faz lembrar da angústia de mulheres como Sara, Raquel e Ana em sua impossibilidade de terem filhos para entender um pouco da perda que este último acontecimento trágico representava. A perda da família vai além da tristeza natural. Jó, nesse caso, foi privado do seu futuro. Nenhum filho levaria o seu nome. Não haveria ninguém que se lembrasse dele e ninguém próximo para prantear a sua morte.

Milo L. Chapman., . Comentário Bíblico Beacon. Jó. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 30.

2. Esposa.

A escandalosa esposa de Jó conseguiu, de alguma maneira, escapar aos golpes que acabaram com sua família (Jó 1.15 ss.). Ela havia sido como uma rainha na cidade, gastando o dinheiro de Jó com alegria feroz. Agora o dinheiro dele se acabara; os filhos dele morreram; e tudo quanto restava a Jó era seu monte de lixo e suas pústulas. A mulher de Jó era exatamente como Satanás esperava que fosse. Se ela tivesse alguma espiritualidade, certamente era uma espiritualidade egoísta.

Ela não tinha nada de adoração desinteressada. Ver Jó ainda firme em sua “integridade’’ era o máximo de insensatez, na opinião dela. Ela disse a Jó que fizesse o que Satanás dissera que ele faria – “amaldiçoar a Deus” (Jó 1.11; 2.5) – e, depois disso, morrer e obter o fim do triste drama. A esposa não se preocupava se Jó seria ou não um pecador que estivesse pagando pelos seus erros. Ela simplesmente queria que ele e seu Deus saíssem do caminho. Ela queria que a farsa da fé religiosa terminasse, pois não aguentava ver tão Inúteis” sofrimentos.

John Gill

repreendeu os intérpretes judeus que “fingem saber tudo’ e tolamente chamaram a esposa de Jó de Diná, a filha de Jacó.

Portanto, os inimigos de um homem podem ser aqueles de sua própria casa (Miq. 7.6 e Mat. 10.36). A oposição à espiritualidade toma-se uma prova especialmente amarga quando vem de um familiar próximo.

Samuel Terrien

interpreta que a esposa de Jó só estava tentando vê-lo morto e livre de sofrimentos, supondo que uma maldição tivesse o poder de eliminar os sofrimentos dele. Em outras palavras, ela era uma antiga advogada da eutanásia.

Ela raciocinava que, se Jó amaldiçoasse a Deus, uma retaliação divina mataria o homem, pondo fim a seus sofrimentos. O irmão Terrien chegou a supor que o ato da mulher de Jó tenha sido inspirado pelo amor, por mais ignorante que tenha parecido ser. Mas provavelmente Agostinho estava mais próximo da verdade quando comparou a mulher de Jó a Eva, a tentadora original que produziu a morte, ao chamá-la de “ajudante de Satanás”.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1871.

A esta altura, o padrão do primeiro ciclo não é seguido.

Ali Jó pronunciou imediatamente suas palavras nobres de bênção. Aqui, a sua mulher entra no drama pela primeira vez. Nenhum pormenor do seu caráter é dado, de modo que os comentaristas têm tentado adivinhar que tipo de mulher ela era. O silêncio do TalMude foi compensado por tradições que lhe deram ou um discurso mais longo,22 ou que falaram da atividade dela a favor de Jó. Os cristãos de modo geral têm sido mais severos para com ela do que os judeus e os muçulmanos. Ela era a aliada de Satanás. Agostinho chamou-a de diabóli. adjutrix; Crisóstomo: “o melhor flagelo de Satanás;”

Calvino:

organum Satani. Segundo este ponto de vista, ela tentou seu marido a autocondenar-se ao condamá-lo a fazer exatamente aquilo que Satanás predissera que faria. Mas esta coincidênda de linguagem é provavelmente uma ironia do autor. A tentação de Satanás não chegou a Jó abertamente, de tal modo que sua origem maligna fosse reconhecida; veio mais sutilmente, através da solicitude de uma esposa amorosa. Ela louva a sua fé tenaz, usando as mesmas palavras de Deus (2.3b). A pergunta dela pode ser uma zombaria.

“Ainda insistes em manter a sua integridade? O que tens conseguido com isso?” Se for assim, ela já havia perdido a sua fé, e queria que Jó a acompanhasse. Na melhor das hipóteses, a sua sugestão expressa um desejo sincero de ver Jó livre dos seus tormentos (pela morte), e quanto mais cedo, melhor. Não parece que viu a possibilidade da recuperação da saúde e da restauração dos bens. Os amigos veem esta possibilidade, e recomendam o arrependimento como a maneira de inverter a sorte de Jó. Ela vê a morte como sendo o único bem que restava a Jó. Ele devia orar a Deus (lit. “bendizer”) pedindo licença para morrer, ou até mesmo amaldiçoar a Deus a fim de morrer, uma maneira indireta de suicidar-se.

Francis I. Andersen. Jó Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 89-90.

Ceticismo.

Afirma que o termo “amaldiçoa”, neste texto, ® não corresponde ao texto hebraico, que seria corretamente traduzido por “abençoa” ou “saldar com uma bênção”.

RESPOSTA APOLOGÉTICA: A palavra hebraica barakh *=* (da raiz berakh) significa, de fato, “abençoar”, mas, no caso em questão, o que ocorre é um eufemismo; ou seja, o termo original foi substituído para revelar sua real aplicação, já que não seria admissível, entre os judeus conservadores, empregar o idioma hebraico para proferira frase “Amaldiçoa a Deus”. O contexto, porém. revela a verdadeira intenção do escritor em usar barakh: era um antitético de “amaldiçoar”.

Bíblia Apologética de Estudo, Edição Ampliada. lCP – Instituto Cristão de Pesquisas. Editora Geográfica. pag. 507.

3. O fato.

O vento soprou no deserto, aparentemente atacando com a força de um tomado. O vento demoliu tudo em seu caminho, incluindo a casa na qual os filhos de Jó se divertiam, e se encaminhou diretamente para o alvo. O tornado foi satanicamente orientado. Esse foi o segredo de sua precisão.

Ali estava Jó, reduzido a nada. Porventura ele agora amaldiçoaria a Deus, conforme Satanás disse que faria (vs. 11)? Continuaria Jó a adorar a Deus, quando as “razões” para isso fossem removidas? Continuaria a adorar a Deus, embora ele, um homem inocente (ver Jó 2.3), tivesse sido ferido? Aceitaria sua fé o fato de que terríveis sofrimentos podem sobrevir a um homem piedoso? Seria sua adoração desinteressada, ou ele adoraria a Deus somente quando obtivesse algum beneficio pessoal dessa atitude e desses atos? Ver as observações introdutórias, imediatamente antes da exposição em Jó 1.1, especialmente aquelas sob o título Mensagem Principal do Livro.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1868..

O grande vento (v. 19b) era, ao que parece, um tufão do deserto, como aquele do qual Deus mais tarde se dirigiu a Jó. Observe como os assaltos inclementes dos homens sobre o fruto acumulado da vida de Jó alternaram-se com os assaltos da natureza. Os mensageiros foram poupados apenas para levarem as más novas, em uma sucessão esmagadoramente rápida, ao seu consternado senhor.

Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody, Jó. Editora Batista Regular. pag. 9.

4 Lição 4 tri 20 O Drama de Jó

III – TRAGÉDIA DE NATUREZA FÍSICA E PSICOLÓGICA

1. O Diabo toca na saúde de Jó.

Pele por pele. A alusão é a animais que foram mortos, e cujas peles foram utilizadas para o fabrico de vestes, tendas, odres etc. O ensino aqui é o seguinte: “Nada existe, neste grande mundo, que um homem valorize tanto quanto o seu corpo”. A pele de um animal morto tinha valor comercial.

“Pele por pele provavelmente é um provérbio usado por algum negociante” (Oxford Annotated Bible, comentando este versículo). A ênfase recai sobre o vator de um couro de animal. A pele de um animal vale dinheiro. Portanto, o corpo de um homem é a coisa mais valiosa que ele possui, e tocar no corpo é a essência de tudo quanto o homem valoriza.

Jó resistira à perda de suas riquezas e à perda de sua família, mas tocar em seu corpo com sofrimento poria fim à sua fé, conforme calculava Satanás.

“Um homem sacrificará tudo quanto tem neste mundo para salvar a sua vida” (Adam Clarke, in loc.).

É por isso que, ocasionalmente, vemos o espetáculo de um homem rico gastando todas as suas riquezas, a fim de tentar curar um corpo doente.

“Satanás zombou amargamente do egoísmo do homem e disse: ‘Jó está disposto a separar-se de sua propriedade e de seus filhos, porquanto essas coisas são externas, são bens permutáveis’. Mas ele dará qualquer coisa, até sua própria fé religiosa, a fim de salvar sua vida’ (Fausset, in loc.). Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o verbete chamado Egoísmo. Todos os atos de uma pessoa, bons e maus, são auto-orientados, isto é, feitos por interesse próprio, ainda que, em alguns casos, essa atitude possa ser perfeitamente disfarçada.

Estende, porém, a tua mão. Se Deus permitisse que Satanás prejudicasse o corpo de Jó, em breve ficaria evidente que a alegada espiritualidade do homem era apenas um meio de auto-serviço. Então ele abandonana sua adoração e serviço a Deus, como coisas inúteis, e revelaria todo o seu egoísmo. De fato, conforme pensava Satanás, Jó cairia em desgraça extrema e pronunciaria blasfêmias abertas, amaldiçoando Deus, a fonte de suas misérias.

Ver Jó 1.11, onde temos declaração similar cujas notas também se aplicam aqui. Satanás continuava insistindo em que não existe adoração desinteressada. O livro de Jó examina essa tese como tema principal e envolve o problema do sofrimento humano na questão, como um corolário necessário.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1870.

Pele por pele.

O caluniador não se desanima. Sua resposta cínica está pronta: “Pele por pele!” Há um enigma aqui. Ninguém sabe o significado deste provérbio obscuro; os comentaristas fizeram suas tentativas.

O melhor indício é a observação que segue imediatamente apôs, visto ser ela, sem dúvida, uma exposição ou aplicação da máxima. Mas a preposição traduzida por também causa dificuldade, e deve receber o mesmo significado nas duas declarações paralelas (ARA tem pela na segunda declaração). Se um homem der todas as suas posses em troca da sua vida, então a alusão diz respeito ao comércio por permutas. “Uma pele em troca de uma pele” é um ditado do mercado onde eram vendidos couros?

Pele, portanto, significa “couro.” Mas a troca de uma pele por outra não é uma transação comercial provável. E Jó foi convidado a abrir mão dos seus bens a fim de garantir sua vida. Outra sugestão é que há uma segunda pele, abaixo da pele externa. Satanás acusara o Senhor de conservar uma sebe protetora ao redor de Jó. Aqui, sugere que as riquezas de Jó eram como um escudo ou veste de couro sobre sua pele humana.

Dá a entender que Jó não era lesado por estas calamidades terríveis porque não se importava com nada senão consigo mesmo.

O primeiro ciclo não foi um teste verdadeiro, porque o adversário não tivera licença de ferir o próprio Jó (1.12). Agora Satanás desafia o Senhor a danificar a pele interna, porque a pele externa foi apenas arranhada pela perda das riquezas e da família. Se o corpo de Jó, os ossos e a came, sentir o toque de Deus, Jó revelará seu verdadeiro caráter mediante a vituperação aberta do próprio Deus. Satanás mudou sua base de argumento. Não pedira tanto na primeira ocasião.

Dissera então que bastaria devastar os bens de Jó para levá-lo a blasfemar a Deus (1.11).

Satanás não está envergonhado por esta primeira denota, mas a fé de Jó revelara-se mais forte do que previra.

Vale a pena notar que, embora os agentes dos primeiros infortúnios de Jó fossem forças naturais e homens maus, e o instigador fosse Satanás, do ponto de vista de Deus, era Ele quem arruinara a Jó (v. 3). Na próxima vez, também, será necessário para Deus estender a Sua mão (v. 5) para causar mais danos a Jó.

Francis I. Andersen. Jó Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 87-88.

2. Saúde física.

Mas poupa-lhe a vida. A Permissão Divina é Dada. Novamente, devemos lembrar a fraqueza da teologia dos hebreus, que não levava em consideração causas secundárias, pois fazia de Deus a única causa. Portanto, quando Deus dava permissão para que Satanás fizesse algo contra Jó, era o mesmo que causar o sofrimento de Jó. “Para provar a falácia dos argumentos de Satanás, Yahweh dispôs-se a submeter Seu herói à tortura’ (Samuel Terrien, in loc.). Essa não é uma teologia aceitável para nós, mas o era para os antigos hebreus. Várias de minhas fontes informativas repudiam essa barganha cósmica, mediante a qual um homem reto sofria sem causa (ver Jó 2.3).

Adam Clarke

chama a questão inteira de metáfora, não aceitando nenhuma barganha cósmica real. Outros eruditos dizem que estamos tratando com artifícios literários, e não com acontecimentos metafísicos. É melhor afirmar que estamos lidando com uma teologia obsoleta, no tocante a alguns pontos do livro. Por que pensaríamos ser estranho nossa teologia ultrapassar a antiga teologia dos hebreus, e ter ela deficiências? Se a teologia dos hebreus não fosse deficiente, não haveria necessidade do Novo Testamento.

Também é bom lembrar que nossa atual teologia tem deficiências e, conforme avançar a verdade, novas ideias substituirão as antigas, como sempre ocorreu na busca pela verdade. Jesus disse que o Espírito guiaria Seus discípulos à verdade que Ele mesmo não tinha apresentado (João 16.13). Isso sempre será a verdade, visto que a verdade é uma inquirição eterna, e não uma realização definitiva. Estamos crescendo espiritualmente e sendo continuamente iluminados, e esse será sempre o nosso caso.

Somente Deus está isento desse avanço na verdade, pois apenas Ele é infinito. Mas, em Suas obras, o próprio Deus está sempre avançando. Estagnação é uma palavra estranha à verdadeira teologia.

A Restrição.

Qualquer tipo de sofrimento poderia ser administrado por Satanás, menos matar Jó. Deus tinha planos para o “sobrevivente” do teste, no que consiste pelo menos parte do livro. Primeiramente, porém, era necessário ficar provado que existe adoração desinteressada e que um homem espiritual não é apenas um egoísta. A espiritualidade envolve mais do que isso.

Note-se como até o apóstolo Paulo reteve alguns elementos da teologia que é expressa no texto presente:

E para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na came, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. (II Coríntios 12.7)

E feriu a Jó de tumores malignos. Satanás afligiu Jó com “tumores malignos’, ou úlceras. Não há como determinar a natureza exata dessa enfermidade, nem isso é importante para a compreensão do texto. Até as humildes pústulas (King James Version) são uma questão séria. Resultam de uma infecção cutânea avançada, que penetra nas camadas mais profundas da pele e, então, chega a um músculo. São causadas por bactérias, como o estreptococo ou o estafilococo, e devem ser tratadas por meio de antibióticos.

A Enfermidade.

Não estamos abordando um caso de lepra. O hebraico original diz aqui shehin ra, que subentende uma inflamação. Não há inflamação mais estranha do que uma pústula, e ter pústulas do alto da cabeça à planta dos pés seria algo que uma pessoa não poderia suportar. Samuel Terrien, in loc., investigou as palavras hebraicas shehin ra no Antigo Testamento, tendo descoberto que elas são usadas para falar de certa variedade de enfermidades, de modo que tais palavras, por si mesmas, não nos ajudam grande coisa.

Talvez a condição fosse a desordem cutânea denominada pemphigus loliaceus, que aparece de súbito e alcança quase imediatamente um estágio agudo. Por outra parte, toda essa conversa sobre qual seria a doença envolvida nos afasta da mensagem central do texto: Jó tomou-se, de fato, um homem miserável. Algumas vezes a provação consiste em viver, e não em morrer e, algumas vezes, morrer é algo excelente.

Roy. B. Zuck (in loc.) escolheu penphigus loliaceus como o candidato mais provável. Essa enfermidade deixa os cabelos eriçados, ao ouvirmos a descrição da afecção: inflamação, úlceras, coceira, degeneração das características faciais, perda de apetite, depressão, horrendas pústulas que atraem vermes, dificuldade de respirar, mau hálito, dor contínua, rápida perda de peso, pele escurecida, febre e descamação da pele! É possível que Satanás, conhecendo tudo sobre essa enfermidade, a tivesse escolhido para Jó.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1870-1871.

A doença de Jó (2.7b, 8).

7b. A continuidade na narrativa a esta altura, em contraste com a separação entre 1.12 e 1.13, que sugere um lapso de tempo, demonstra o entusiasmo com que Satanás se lançou à sua experiência repulsiva. Jó é ferido com uma doença horrível que cobre seu corpo inteiro. Tem havido muita especulação acerca da identidade da sua enfermidade.

A palavra ‘fhin é geral. A tradição favorece ou a lepra (Lv 13) ou a elefantíase, porque estas doenças exóticas tinham um fascínio para os europeus que nunca as viram. A história simples não se permite as fantasias exageradas que os contos e as lendas tanto amam.

A falta de pormenores impede o diagnóstico clínico. Ao avaliar os sintomas descritos por Jó no diálogo, devemos lembrar-nos do veículo poético. Os poucos dados apontam tumores, úlceras, ou uma das numerosas doenças da pele.

Compare esta alusão à “pele” no v. 4, e note que “os ossos e a came” referem-se simplesmente ao corpo físico, de modo que a declaração de que os ossos estão doendo ou apodrecidos (lit. “verrumados”; Jó 30.17) talvez não seja mais do que uma descrição da dor aguda e profunda.

O hebreu tinha mais consciência dos ossos como órgãos vitais do que nós.

Algum tipo de dermatite aguda que se espalhasse por todo o corpo e criasse infecções na pele escurecida (Jó 30.28) e descascando (30.30), e pústulas em constante erupção (7.5b) manifestaria o prurido e a purulência ressaltados em 2.7. Outros sintomas podem ser resultados de complicações de uma enfermidade tão severa: a perda de apetite, o emagrecimento (19.20), a febre (30.30b), crises de depressão (7.16; 30.15-16), choro (16.16a), insônia (7.4), pesadelos (7.14).

Estes sofrimentos, e outros em geral, tais como o mau hálito (19.17; cf. 17.1), as falhas da visão (16.16b), o apodrecimento dos dentes (19.20) e os olhares perturbados (2.12) são indícios menos diretos. Formam, na sua soma, um quadro horripilante de um homem torturado por uma desfiguração degradante (Is 52.14) e pela dor insuportável, é uma gélida lembrança de que o homem é carne, feito do pó tirado da terra.

Francis I. Andersen. Jó Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 88-89.

4 Lição 4 tri 20 O Drama de Jó

3. Saúde mental.

Jó Lamenta o Dia do seu Nascimento, 3.1-26

1. Ele Amaldiçoa o Dia em que Nasceu (3.1-10)

Depois de prantear por sete dias com seus amigos, Jó quebra o silêncio. Ele amaldiçoou o seu dia (1), isto é, o dia do seu nascimento. As palavras que Jó pronuncia não parecem dirigidas nem aos seus amigos nem a Deus. Antes, elas são um monólogo de desespero. Tanto dia como noite (3) —o dia do seu nascimento e a noite da sua concepção— são personificados, e ele deseja que nunca tivessem existido. Então segue uma série de maldições contra o dia e a noite em questão.

E Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele (4) significa literalmente: não se importe com ele.

Jó deseja que o dia do seu nascimento seja apagado completamente da mente de Deus e, portanto, seja banido da existência. Trevas e morte (5) são aqui usadas, como em outras partes das Escrituras, como sendo simbolicamente equivalentes. Na maldição, negros vapores do dia o espantem, o plural dá a entender que todos os meios de fazer a escuridão aparecer durante o dia eram considerados, como um eclipse solar, tempestades sombrias amedrontadoras e, talvez, formas mágicas e sobrenaturais de esconder o sol.

A noite da concepção de Jó deveria ter um destino semelhante. E não se goze entre os dias do ano (6) seria melhor traduzido por: “Não se regozije ela entre os dias do ano” (veja ARA), nem configure no número dos meses. Que solitária seja aquela noite (7) significa literalmente: “seja estéril ou infecunda”.

E suave música não entre nela é a consequência exata descrita no versículo 3, em que a concepção e o nascimento de um filho homem são desaprovados. Quando o autor dá a entender no seu poema que a concepção e o nascimento tenham ocorrido ao mesmo tempo, devemos considerar isso uma licença poética. Amaldiçoem-na (8), refere-se a uma crença popular de que mágicos ou feiticeiros tinham a habilidade de colocar em prática uma maldição ou um feitiço (veja a história de Balaão, Nm 22.6,12).

Para fazer correr o seu pranto é uma alusão obscura.

O hebraico refere-se a Leviatã. Provavelmente o autor tinha em mente a mitologia popular da sua época. Leviatã pertence ao mundo do caos. Acreditava-se que ele era capaz de criar um eclipse ao cobrir ou engolir o sol e a lua. Esse versículo então se referiria àqueles que são capazes de amaldiçoar dias e despertar Leviatã para provocar escuridão e, portanto, destruir efetivamente o dia.

O versículo 9 então é uma repetição do desejo de eliminar da existência o fatídico dia-noite da sua concepção-nascimento, porquanto não fechou as portas do ventre [materno] (10). Teria sido melhor que tudo tivesse parado, em vez de ele ter nascido e vivido para ver tamanha angústia e destruição em sua vida.

Milo L. Chapman., . Comentário Bíblico Beacon. Jó. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 33-34.

Para que viver?

Para que ter de enfrentar a luta contra o destino que o aguarda? A sua tragédia é infinita, o seu sofrimento físico e moral não tem limites. Portanto, para que viver? Nem mesmo a vida de outrora, cheia de cuidados com a religião dos filhos, por quem oferecia sacrifícios, na suposição de terem pecado contra Deus, em seus excessos de comida e bebida, seria a coisa mais desejável; muito menos a de agora, quando sem filhos, sem a mulher, que o repudiara, sem amigos, sozinho com as suas chagas, os seus pesadelos são um espectro para o mundo que o conhecia.

Mesquita. Antônio Neves de,. Jó Uma interpretação do sofrimento humano. Editora JUERP.

4 Lição 4 tri 20 O Drama de Jó

1° Lição – O Livro de Jó

2° Lição – Quem Era Jó

3° Lição – Jó e a Realidade de Satanás

3 Lição 4 tri 20 Jó e a realidade de Satanás

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