5 LIÇÃO 1 TRI 23 – O AVIVAMENTO NA VIDA DA IGREJA

 

5 LIÇÃO 1 TRI 23 – O AVIVAMENTO NA VIDA DA IGREJA

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2.4)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

Ao longo dos anos, a Igreja experimenta avivamentos por meio do batismo no Espírito Santo e da atualidade dos dons espirituais.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Mt 9.35 Jesus ensinava, pregava e curava as enfermidades

 

Terça – At 2.38,39 O batismo no Espírito Santo é para os salvos

 

Quarta – Mc 16.20 Jesus cooperava com os discípulos na pregação

 

Quinta – At 2.42 A perseverança dos primeiros crentes

 

Sexta – At 2.44,45 Comunhão e assistência social na Igreja Primitiva

 

Sábado – 1 Co 10.31 Fazei tudo para a glória de Deus

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Atos 2.1-13

 

1- Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;

 

2- e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

 

3- E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

 

4- E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

 

5- E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

 

6- E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

 

7- E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando?

 

8- Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?

 

9- Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judéia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia,

 

10- e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos),

 

11- e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.

 

12- E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

 

13- E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

 

 

HINOS SUGERIDOS:  122, 155, 437 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

 1. INTRODUÇÃO

 

Nesta semana vamos estudar o avivamento produzido por intermédio do Espírito em Atos. Veremos que é uma promessa que diz respeito a todo crente salvo em Cristo Jesus. Esse avivamento do Espírito traz vida a igreja local, dinamiza a sua obra e, em tudo, glorifica a Cristo. O Avivamento gerado no Espírito Deus unge seus servos para uma grande obra e autentica o ministério cristão. Assim, não podemos viver uma atividade ministerial que não esteja sob o pleno domínio do Espírito. Do contrário, é a carne que tomará a frente, valores opostos ao Evangelho que prevalecerão. 

 2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Expor a realidade do Batismo no Espírito Santo e o público-alvo;

II) Examinar o dinamismo da Igreja Apostólica;

III) Demonstrar a importância de um ministério ungido para os dias atuais.

 

B) Motivação: A Igreja Apostólica foi bem-sucedida no ministério de proclamação do Evangelho porque estava sob o domínio do Espírito Santo. Essa Igreja estava imersa no Espírito de Deus. Para a igreja do século XXI ser vitoriosa é preciso viver sob a direção do Espírito Santo, cultivar os dons espirituais e, em tudo, glorificar a Cristo no Espírito Santo.

 

C) Sugestão de Método: Inicie a aula com uma oração. Em seguida faça a seguinte pergunta: Por que a Igreja precisa do Espírito Santo para executar a sua missão? Incentive a participação dos alunos e ouça com atenção as respostas. Explique que o livro dos Atos dos Apóstolos revela uma igreja que atuava no poder do Espírito. Se em Lucas 4.18 lemos que o Espírito do Senhor estava sobre Jesus, em Atos dos Apóstolos o Espírito do Senhor está sobre a Igreja ao longo dos séculos (At 2.39).

 

 3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: Após explicar que o Espírito Santo atuava de maneira abundante na Igreja Apostólica, faça uma reflexão com a classe de como se encontra a relação de cada um com o Espírito Santo. Pergunte: Como está o seu relacionamento com o Espírito Santo? Você compreendeu o que é viver na unção do Espírito Santo e glorificando a Cristo em tudo?

 

 4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

 

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Todos devem ministrar” é uma reflexão que aprofunda o assunto a respeito do dinamismo da igreja no segundo tópico; 2) O texto “O Espírito Santo Capacitando para o serviço” expande a reflexão bíblica a respeito de um ministério na dependência do Espírito Santo no terceiro tópico.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

Nos primórdios da Igreja, o povo de Deus era avivado e caminhava sob a direção do Espírito Santo. Por isso, nesta lição, estudaremos o papel do enchimento do Espírito no avivamento primitivo. Analisaremos o aspecto dinâmico da Igreja e, finalmente, teceremos algumas considerações quanto ao dinamismo avivado da Igreja Primitiva para os dias atuais.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A Igreja nos seus primórdios era grandemente avivada. Ao despedir-se dos discípulos antes da sua ascensão, Jesus determinou-lhes que não saíssem a pregar antes do recebimento de poder do alto:

E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. (At 1.4-5 – grifo acrescido)

O judaísmo e as seitas que proliferaram no período interbíblico durante cerca de quatrocentos anos levaram o povo de Israel a um estado de letargia espiritual. Os fariseus, os saduceus, os zelotes, os essênios e outros grupos religiosos daquela época tinham uma mensagem vazia, às vezes radicalista, mas cheia de hipocrisia e desfaçatez. Além disso, grande parte dos líderes desses grupos, com apoio dos sacerdotes judeus, perseguiam a Igreja nascente. Se esta não tivesse poder e não experimentasse o avivamento do Espírito Santo, jamais teria sobrevivido.

Jesus trouxe um novo tempo para o povo de Israel e para o mundo. Infelizmente, a maioria dos homens não compreendeu a mensagem dEle. Nesse contexto, Jesus determinou que os discípulos teriam que esperar “a promessa do Pai”, prevista por Joel (2.28,29), de um derramamento do seu Espírito “sobre toda carne”, ou seja, sobre toda a humanidade. Esse avivamento chegou no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os que se achavam no cenáculo orando a Deus, na expectativa do que aconteceria à Igreja após a volta de Jesus aos céus.

Se com a presença de Jesus os discípulos experimentaram as evidências do poder de Deus nas suas vidas a ponto de verem curas, milagres e prodígios e os demônios expulsos no nome de Jesus depois do batismo no Espírito Santo, em Atos 2 houve uma verdadeira revolução espiritual no meio dos seguidores de Jesus.

Na ocasião, houve sinais sobrenaturais de que o novo tempo havia chegado:

Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (At 2.1-4)

Dali em diante, aquele movimento espiritual de dimensão jamais vista deveria ser a marca impactante dos que faziam a Igreja de Jesus. No Novo Testamento, não existe a palavra “avivamento”, mas vemos que, em todos os dias da Igreja Primitiva, o que identificava os cristãos era um viver fiel, santo e dedicado a Deus, num clima de avivamento espiritual constante. Em Atos dos Apóstolos, o avivamento teve início, mas não parou nos primeiros dias — como entendem irmãos cessacionistas, de igrejas reformadas. Pelo contrário, prosseguiu na igreja neotestamentária e continua até os dias de hoje no meio dos crentes que aceitaram a Cristo como o seu Salvador e buscam uma vida de mais íntima comunhão com Ele.

Meditemos nesse importante assunto do avivamento na vida da Igreja.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

 

Pentecostes

O Velho Testamento tinha falado repetidas vezes o caráter universal seria o povo de Deus. A justificativa mais forte para essa expectativa era de que o Deus que redime é também o Deus que criou todas as coisas. Enquanto o homem se tornou um pecador, o Criador não abandona o seu trabalho; e é por isso que ele restaurou através da redenção. A escolha do povo de Israel para serviço especial pretende-se que todas as nações sejam salvos. Ao longo do Antigo Testamento, Israel mantém contato com outras nações própria Palestina era uma encruzilhada entre os grandes impérios do seu tempo. Em seu ministério, Jesus previu a propagação do evangelho, mas ele não planejou um programa de evangelismo antes de sua morte. Isto foi dado depois da sua ressurreição: ” Todo o poder me foi dada no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado; e eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação do mundo “(Mt 28: 18-20).

Este mandamento, no entanto, não deve ser separada da vinda do Espírito Santo no Pentecostes O mandamento para testemunhar não era suficiente para criar testemunhas ele também deve existir convicção e poder para testemunhar. Isto foi dada à igreja no dia de Pentecostes naquela época Cristo veio para a igreja através do Espírito Santo para dar o seu poder e ficar com ela até o fim do mundo (At 1: 6-8) e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado; e eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação do mundo “(Mt 28: 18-20). Este mandamento, no entanto, não deve ser separada da vinda do Espírito Santo no Pentecostes O mandamento para testemunhar não era suficiente para criar testemunhas ele também deve existir convicção e poder para testemunhar. Isto foi dada à igreja no dia de Pentecostes naquela época Cristo veio para a igreja através do Espírito Santo para dar o seu poder e ficar com ela até o fim do mundo (At 1: 6-8). e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado; e eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação do mundo “(Mt 28:18-20).

Este mandamento, no entanto, não deve ser separada da vinda do Espírito Santo no Pentecostes O mandamento para testemunhar não era suficiente para criar testemunhas. Ele também deve existir convicção e poder para testemunhar. Isto foi dada à igreja no dia de Pentecostes naquela época Cristo veio para a igreja através do Espírito Santo para dar o seu poder e ficar com ela até o fim do mundo (At 1: 6-8). Ele não deve ser separada da vinda do Espírito Santo no Pentecostes. O mandamento de testemunha não foi suficiente para criar testemunhas.

Também deve ser convicção e poder para testemunhar. Isto foi dado à igreja no dia de Pentecostes. Naquela época, Cristo veio para a igreja através do Espírito Santo para dar o seu poder e ficar com ela até o fim do mundo (Atos 1: 6-8). Ele não deve ser separada da vinda do Espírito Santo no Pentecostes. O mandamento de testemunha não foi suficiente para criar testemunhas.

Também deve ser convicção e poder para testemunhar. Isto foi dado à igreja no dia de Pentecostes. Naquela época, Cristo veio para a igreja através do Espírito Santo para dar o seu poder e ficar com ela até o fim Em Pentecostés mudanças fundamentais na natureza e estrutura do povo de Deus ocorreu:

A Igreja Universal do Novo Testamento substituído Congregação estritamente israelita, expressa no templo e da sinagoga.

O povo de Deus deixou de ser um povo nacionais e tornou-se uma comunidade internacional e universal.

O pregador substituiu o sacerdote; púlpito substituiu o altar, e o testemunho da igreja do sacrifício de Cristo substituiu o sacrifício cerimonial de animais.

A capital religiosa dos judeus era Jerusalém. Eles mantiveram a lei, o sábado e circuncisão. A igreja não tem uma capital, nenhum templo, nenhum sacerdote, nenhum altar, nenhuma terra Santa. A igreja pertence a todas as nações e que tem o seu escopo; onde a igreja é o Senhor presente existe, e adorar a Deus de muitas maneiras.

Esta mudança de atitude e estrutura do povo de Deus não são plenamente realizados no dia de Pentecostes. Levou tempo para a igreja a entender que esta era uma comunhão universal. Até mesmo o apóstolo Pedro tinha grande dificuldade em chegar a entender isso. Alguns membros da igreja nunca foram entender. No entanto, pregando em línguas em Pentecostes e a lista de nações mencionadas no capítulo 2 de Atos indicar essa mudança básica. Eles não tinham sido trinta anos desde que o tempo e o evangelho já havia sido estabelecido na Síria, Ásia Menor, Grécia e Itália. Ele tinha seguidores, mesmo em casa de César na capital do império.

Harry R. Boer. História da Igreja Primitiva. Faculdade latino Americana de Teologia. Editora Unilit.

 

 

PALAVRA-CHAVE: Vida

 

 

I – O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E O PÚBLICO-ALVO

 

 

 1. O chamado abrangente de Jesus.

 

A primeira condição para receber o Batismo no Espírito Santo é passar pela experiência de salvação. Sendo necessário arrepender-se e crer no Evangelho (Mc 1.15), pois sem arrependimento e fé, não há salvação. A segunda condição é obedecer a Deus, pois nosso arrependimento e fé devem apresentar frutos dignos (1Jo 5.2-4).

E, finalmente, a terceira condição é santificar-se, pois sem santificação, ninguém verá a Deus (Hb 12.14). Esse chamado de Jesus é para todas as pessoas. Ele antecede a experiência do batismo no Espírito Santo.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Muitos se enganam e enganam a outros, imaginando que, pelo fato de pertencerem a uma igreja evangélica, estão automaticamente salvos. Só é salvo, no entanto, quem atende às condições indispensáveis para receber essa bênção dos céus:

Primeiro: arrepender-se e crer no evangelho. Está escrito: “E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do Reino de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.14,15). Ninguém poder ser salvo sem arrependimento e fé.

Segundo: obedecer a Deus. Não é crer por crer; não é apenas crença; é crer com obediência: “E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram” (Mt 28.9); “[…] ensinando-as a guardar [obedecer] todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28.19,20; ver 1 Jo 5.2-4). Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).

Terceiro: Santificar-se. Está escrito: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Não há o que interpretar. Santificação é o processo contínuo na vida do crente, pelo qual ele torna-se santo, ou separado do mundo, e consagrado a Deus. O cristão deve ser santo “em toda a […] maneira de viver” (1 Pe 1.15). Assim, a fé que salva é também a que santifica.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Ensinamentos Práticos

A essência do Evangelho. “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”.

A palavra “evangelho” significa literalmente “boas novas” . Sua essência pode ser assim sumariada: Deus, na pessoa de Cristo, veio ao mundo para libertar a humanidade do jugo do pecado. E a sua substância é composta pelos ensinos que Jesus ministrou acerca de nossa salvação, e pelo que Ele fez para no-la obter.

Terminada a guerra civil americana, achavam-se uns soldados escondidos num bosque, sobrevivendo com frutinhas silvestres e água. Não sabiam que a guerra chegara ao fim. Mas para sair daquela situação, era mister crer nas boas notícias: A guerra chegara ao fim.

Milhões de homens, mulheres e crianças estão a viver amedrontados, alimentando-se dos detritos do mundo; acham que não existe nada de melhor para eles. Ainda não sabem que a guerra contra o pecado já foi vencida por Cristo e, que agora, podemos usufruir de uma paz singular.

Eles têm de saber que Jesus morreu para libertá-los do pecado!

Certa menina pobre ficou doente, e foi levada ao hospital, onde ouviu falar de Jesus. Jamais ouvira história tão linda! Certo dia, perguntou enfermeira: “A senhora já ouviu a história do nascimento de Jesus?”. “Sim” respondeu a enfermeira. Então a menina replicou: “Pela sua aparência pensei que ainda não a tivesse ouvido.” “Qual é a minha aparência?” perguntou a enfermeira. Oh, como a da maioria das pessoas, meio tristonha. Pensava que ninguém ficaria triste se conhecesse a história de Cristo’.

Sinos de alegria repicam nos corações dos que realmente “creem no evangelho”.

O arrependimento, precursor da fé. “João pregava o batismo do arrependimento”. O Evangelho são as Boas Novas; leva-nos a ver nossos pecados à luz da santidade divina. Se o pecado fosse uma enfermidade que pudesse ser tratada pela medicina, não necessitaríamos recorrer ao Evangelho. Quando, porém, vemos quão terrível julgamento aguarda os que se entregam ao pecado, conscientizamo-nos de que não há outro remédio senão aceitar a Cristo como nosso único e suficiente Salvador.

Reduzida a termos mais simples, a receita do Evangelho é: “Arrepende-te e crê; vê o teu pecado; aproxima-te de Cristo, Redentor nosso”.

Myer Pearlman. Marcos, O Evangelho do Servo de Jeová. Editora CPAD. 6 Ed. 2006. pag. 15-16.

 

 

Lançando o ministério de Jesus assim, Marcos tem a certeza de que o leitor está na pista de tudo o que se segue. A única resposta adequada à proclamação do Reino é arrependimento e fé. Estas noções paralelas denotam não tristeza, mas a volta indiscriminada da pessoa para Deus. Aceitar o reinado de Deus é depor a si mesmo de sua posição centralizada de autoridade e, assim, pôr-se em movimento afinal, não apenas numa relação certa com Deus, mas também em relação consigo mesmo.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 184.

 

 2. A promessa é para todos os salvos.

 

Os primeiros a receberem essa manifestação sobrenatural do Espírito Santo foram os discípulos que, salvos, se reuniam no cenáculo para perseverar em oração (At 1.12-14). Eles esperavam o cumprimento da promessa feita por Jesus (At 2.1; cf.1.4,5,8). E, de repente, o Espírito foi derramado sobre todos os que estavam reunidos e assentados na casa (At 2.1,2).

Ao final do segundo capítulo de Atos, o apóstolo Pedro afirma que a promessa “diz respeito a vós, a vossos filhos e todos os que estão longe: a tantos quanto Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). Assim, o texto bíblico atesta a abrangência atemporal e perene da promessa: o batismo no Espírito Santo é para todos os salvos em todas as épocas, culturas e geografias.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Os primeiros a receber essa manifestação sobrenatural do Espírito Santo, com sinais evidentes, incluindo o falar em línguas estranhas (para os que falavam) foram os discípulos, que se reuniram no cenáculo. Dali, foram levados até Betânia, onde os abençoou e voltou para o Céu (Lc 24.50,51); em seguida, depois da ascensão de Jesus, os onze discípulos, “as mulheres”, juntamente com Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dEle voltaram de Betânia para Jerusalém e depois foram para o cenáculo, onde perseveraram em oração, esperando o cumprimento da “promessa do Pai”:

E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos. (At 1.13,14 – grifo acrescido)

Grande era a expectativa daqueles irmãos, discípulos de Jesus, sobre o que aconteceria depois da volta deste aos céus, mas eles lembravam-se da promessa que lhes fizera o Senhor nas suas últimas instruções antes de ir para o Calvário, quando lhes prometeu o envio do Consolador: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14.16). Essa mesma promessa Ele repetiu nos momentos próximos à sua ascensão: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49), reiterada em Atos 1.5, explicitando que essa “promessa do Pai” era o batismo no Espírito Santo.

Depois da descida do Espírito Santo sobre os discípulos no cenáculo em Jerusalém, registrado em Atos 2 — o que causou grande alvoroço, pois era comemorado o Dia de Pentecostes, a segunda maior festa dos judeus depois da Páscoa —, Pedro levantou-se, e fez um discurso, e explicou a todos o que significava aquele movimento espiritual, ou melhor, aquele avivamento espiritual. Ele disse:

Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão. (At 2.16-18)

As palavras de Pedro no seu discurso inflamado sobre o batismo no Espírito Santo causaram grande avivamento entre os que ali estavam, a ponto de, estando já compungidos, indagarem: “Que faremos, varões irmãos?” (v. 37). Vejamos a resposta de Pedro, de modo direto, incisivo e contundente, que não deixa a menor dúvida sobre o significado e o alcance do batismo no Espírito Santo, “a promessa do Pai”, “o dom do Espírito Santo”:

E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar. (At 2.38,39)

Nesse trecho do discurso de Pedro, ele deixou bem claro que o batismo no Espírito Santo, com sinais evidentes do falar línguas, era “o dom do Espírito Santo”; declarou de modo enfático e indubitável que “a promessa do Pai”, ou o “dom do Espírito Santo”, não seria apenas temporário, pontual, para aquela ocasião, nem só para os que se encontravam no cenáculo no Dia de Pentecostes. Ele declarou com toda a clareza que a promessa era “para vós”, os judeus a quem se dirigia ele; “a vossos filhos”, ou seja, aos descendentes dos judeus convertidos; “e a todos os que estão longe” (os judeus convertidos e dispersos), e o mais importante, “a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”.

Uma análise exegética simples e direta, com base no texto acima, não deixa a menor dúvida de que o batismo no Espírito Santo foi enviado por Deus para todos quantos se convertem a Cristo como Salvador, ou seja, os que atendem ao chamado de Jesus pela fé na sua Palavra. O chamado de Jesus é para todos, e não só para alguns, eleitos ou predestinados desde o ventre, sem oportunidade de arrependerem-se, crerem e confessarem a Jesus. O chamado de Jesus é universal, para todos. Ele disse: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mt 11.28-30 – grifo acrescido)

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

A seguir, Pedro promete que os que se arrependerem e forem batizados, “receberão] o dom do Espírito Santo”. Esta promessa deve ser entendida no contexto do derramamento do Espírito no Dia de Pentecostes, o qual Pedro e seus colegas há pouco experimentaram. O trabalho inicial do Espírito segue o arrependimento e lança numa nova vida em Cristo. A promessa de Pedro se refere a um subsequente dom gratuito do Espírito e cumpre a promessa de Joel de poder carismático e pentecostal. Tal poder equipa os crentes para serem testemunhas de Cristo e os capacita a fazer milagres (cf. At 2.43). Este batismo é uma roupa com poder; é um dom que Jesus encoraja os discípulos a buscar (Lc 11.13).

O poder pentecostal é prometido a todos os crentes: “A vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe” (i.e., aos gentios). O batismo com o Espírito é uma experiência potencialmente universal, como demonstram Cornélio e sua casa (At 10) e os discípulos em Éfeso (19.1-7). A promessa de uma dotação especial do Espírito não é somente para a audiência imediata de Pedro, mas para todos os que creem em Jesus Cristo e o seguem em obediência (cf. At 5.32). Não há restrição de tempo — de geração em geração (At 2.39); não há restrição social—de jovem a velho, de mulher a homem e de escravos a pessoas livres (w. 17,18); não há restrição geográfica — de Jerusalém até aos confins da terra (At 1.8).

Deus deseja que todo o seu povo tenha a mesma experiência momentosa que os discípulos receberam no Dia de Pentecostes. O cumprimento de sua promessa do Espírito, dada no Antigo Testamento, não se exaure no Livro de Atos quando a Igreja alcança os gentios. Permanece uma bênção presente e universal, “a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”, incluindo “a todos os que estão longe”.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 638-639.

 

 

 “Vós recebereis o dom do Espírito Santo como nós o recebemos, pois esta é uma bênção geral. Alguns de vós recebereis estes dons externos, mas cada um de vós, se fordes sinceros na fé e no arrependimento, recebereis a sua graça e consolo internos, e sereis selados com o Espírito Santo da promessa (Ef 1.13).” Note que todos os que recebem o perdão dos pecados recebem o dom. do Espírito Santo (v. 38). Todos os que são justificados são santificados.

“Os vossos filhos ainda terão, como sempre, uma parte no concerto e um direito de posse ao seu selo externo.

Vinde a Cristo para receberdes esses benefícios inestimáveis, pois a promessa do perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo são para vós e para vossos filhos” (v. 39). Estava muito explícito: Eu derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade (Is 44.3). E: O meu Espírito […] e as minhas palavras […] não se desviarão […] da tua posteridade, nem |…] da posteridade da tua posteridade (Is 59.21). Quando Deus fez o concerto com Abraão, Ele disse: Eu estabelecerei o meu concerto entre mim, e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, […] para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti (Gn 17.7). Por conseguinte, todo israelita circuncida seu filho de oito dias de idade. Então era oportuno que o israelita que, pelo batismo, estivesse prestes a entrar em uma nova dispensação deste concerto, perguntasse:

“O que será de meus filhos? Eles devem ser rejeitados ou aceitos junto comigo?” Pedro responde: “Aceitos, sem dúvida, pois a promessa, essa grande promessa de Deus ser Deus para vós, é tanto para vós quanto para vossos filhos agora como sempre o foi.” (4) “Ainda que a promessa seja oferecida a vossos filhos como sempre o foi, contudo não está mais, como estivera, restrita a vós e a vossos filhos, mas diz respeito […] a todos os que estão longe (v.39)” e, acrescentaríamos, aos filhos destes, pois a bênção de Abraão vem sobre os gentios por meio de Jesus Cristo (G13.14).

Por muito tempo, a promessa pertencera exclusivamente aos israelitas (Rm 9.4), mas agora é enviada aos que estão longe, às mais remotas nações gentias e a cada uma delas em particular, a todos os que estão longe. E a esta generalidade que a limitação a seguir: a tantos quantos, tem de se referir, a tantas quantas pessoas em particular de cada nação que Deus, nosso Senhor, chamar eficientemente à comunhão de Jesus Cristo. Perceba que Deus faz que seu chamado alcance aqueles que estão muito longe e que ninguém vem senão aqueles a quem Ele chama.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 23.

 

 

 3. O engano dos cessacionistas.

 

O Cessacionismo é uma corrente da Teologia Reformada e de algumas igrejas históricas, que afirma que os dons espirituais cessaram na vida da Igreja. Segundo essa corrente, o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais eram apenas para os dias apostólicos. Há uma “ginástica de intepretação bíblica” para justificar essa invencionice histórica. Há outros ainda que, seguindo seus teólogos, afirmam que o batismo no Espírito Santo é a própria conversão.

Já estudamos em trimestres anteriores que o Novo Testamento e, principalmente, o livro de Atos, mostra com detalhes que o batismo no Espírito Santo é uma experiência destinta da salvação – como vimos aqui, todos os discípulos que receberam o batismo no Espírito já eram salvos – e que os dons espirituais transbordaram os limites da igreja apostólica. Portanto, como pentecostais, afirmamos o batismo no Espírito Santo com evidência física de falar em línguas estranhas, bem como a atualidade dos dons espirituais na vida da Igreja. Essa realidade espiritual perpassa todas as épocas, culturas e geografias em que haja um salvo em Cristo.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Eles creem e afirmam que o batismo no Espírito Santo, com sinais evidentes de línguas estranhas, bem como os outros sinais no dia de Pentecostes, foi “apenas para aqueles dias”, ou seja, para os dias apostólicos; e há outros que seguem teólogos e intérpretes da Bíblia que dizem que o batismo no Espírito Santo é a própria conversão. Já vimos em capítulo anterior que tal afirmação não corresponde à realidade dos fatos narrados no Novo Testamento.

Os que se encontravam no cenáculo todos os dias orando e esperando “a promessa do Pai” não eram descrentes; muito pelo contrário, eram salvos e fiéis seguidores de Jesus. Participaram do seu ministério, que durou cerca de três anos, e continuaram crendo, ensinando o seu evangelho, que eram “boas novas” de poder, de unção e evidências de que o fenômeno do batismo com línguas estranhas não era uma mensagem qualquer, de natureza religiosa, filosófica ou retórica e passageira. Era, na verdade, a mensagem de Deus para os judeus, para a Igreja e para o mundo. Assim, nós, pentecostais, somos continuístas. Aceitamos que o batismo no Espírito Santo, com evidência do falar em línguas estranhas, e os dons espirituais são para todos os tempos desde que a Igreja foi inaugurada no Pentecostes.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

DISPONIBILIDADE DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Está o batismo no Espírito Santo à disposição dos crentes hoje ou só esteve disponível na era apostólica “Hoje!” é a resposta da maioria dos evangélicos – pentecostais e não-pentecostais igualmente. Com essa resposta, no entanto, cada grupo se refere a algo diferente. Por um lado, estudiosos como Hoekema, Bruner e Dunn aceitam o batismo no Espírito Santo como parte da realidade cristã, mas não como uma experiência separada da regeneração. Segundo esses estudiosos, o batismo no Espírito Santo meramente faz parte do tornar-se cristão – a que Dunn chama conversão-iniciação. Por outro lado, quando os estudiosos pentecostais dizem que o batismo no Espírito Santo está à disposição dos crentes hoje, estão insistindo na disponibilidade contemporânea de uma experiência separável e distinta, evidenciada pelo falar em outras línguas.

Um argumento baseado em 1 Coríntios 13.8-12 advoga a ideia de que a experiência pentecostal cessou no fim do período em que o Novo Testamento foi escrito. Alguns sustentam que, nesses versículos, Paulo ensina que a profecia, as línguas e o dom do conhecimento cessariam quando fosse completado o cânon do Novo Testamento. Paulo disse que os carismas “cessarão” (v. 8) “quando vier o que é perfeito [gr. teleion]” (v. 10) – quando então “veremos face a face” (v. 12). Tendo por base esse argumento, alguns negam o batismo pentecostal no Espírito Santo, com a evidência do falar em outras línguas, esteja disponível hoje. Paul Enns, por exemplo, escreve: “Quando foram completadas as Escrituras, já não havia necessidade de nenhum sinal autenticador… As línguas eram um dom que servia de sinal enquanto a igreja estava na sua infância (1 Co 13.10,11; 14.20)”.

Os estudiosos pentecostais (e muitos não-pentecostais) refutam a ideia de que Paulo aqui esteja dizendo algo nesse sentido. W. Harold Mare demonstra por que posições teológicas como a de Enns são insustentáveis. A ideia da “cessação desses dons no fim do século I d.C”, diz Mare, “é totalmente estranha ao contexto”. Ervin reconhece: “Que esses três carismas chegarão ao fim, é claramente afirmado pelo texto. Mas quando cessarão, somente o poderemos deduzir do contexto”. Ervin cita vários estudiosos que confirmam exegeticamente sua conclusão de que Paulo está antevendo a parousia, ou segunda vinda de Cristo, e não o encerramento do cânon. Além disso, nesses versículos, Paulo sequer está escrevendo a respeito do batismo no Espírito Santo. Suas declarações realmente têm pouca coisa (ou talvez nada) a ver com a questão da disponibilidade atual de uma experiência distintiva desse batismo.

A posição teológica pentecostal no tocante à disponibilidade do batismo no Espírito Santo evidenciado pelas línguas começa no dia de Pentecostes. Mais especificamente, com as palavras de Pedro: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). Horton comenta a explicação de Pedro à multidão que ouvira os 120 falar em línguas sobre a profecia de Joel: “A maneira de Pedro considerar a profecia de Joel demonstra que esperava um cumprimento contínuo da profecia até ao fim dos ‘últimos dias'”. Horton demonstra que Pedro entendia que os últimos dias incluíam a totalidade da era da Igreja, a partir da ascensão de Jesus. “Fica claro, então, que o cumprimento da profecia de Joel não pode ser limitado ao dia de Pentecostes ou a qualquer outra ocasião”. P. C. Nelson diz, simplesmente: “A todos os que estão longe’ – isso inclui a nós”.

Os pentecostais argumentam que a experiência de ser batizado no Espírito Santo é repetida distintivamente à evidência do falar em outras línguas posteriormente ao dia de Pentecostes. Em Atos dos Apóstolos indicam os outros quatro incidentes (convertidos samaritanos, Paulo, Cornélio e os discípulos efésios) estudados supra, especialmente estes últimos dois casos, em que as línguas estão claramente em evidência. Além disso, tratando-se da disponibilidade da experiência para hoje, os pentecostais lembram que, no século XX, a experiência distintiva, do tipo registrado em Atos, inclusive o falar em outras línguas, tem-se repetido na vida de milhões de pessoas por todo o mundo. Afinal de contas, argumenta Menzies, “não devemos considerar impróprio incluir experiências pessoais e relatos históricos à certa altura do processo de elaboração da teologia”. A verdade bíblica “deve ser demonstrável na vida”. Por essa razão, acrescenta Ervin, “é axiomático para os pentecostais que o batismo no Espírito Santo não seja limitado ao dia de Pentecostes ou ao fim da era apostólica. Acreditam ser o direito de nascença de todo cristão, e sua experiência confirma o fato”. Os pentecostais, ao insistirem que a experiência de um batismo distintivo no Espírito Santo está à disposição dos crentes hoje, não estão sugerindo que os cristãos que não falam em línguas não têm o Espírito. O batismo no Espírito Santo é apenas uma das várias obras do Consolador. Convicção, justificação, regeneração, santificação: todas estas são obras do mesmo Espírito Santo. Cada uma dessas obras é distintiva, com uma única natureza e propósito. Se o indivíduo corresponde de modo positivo à obra do Espírito na convicção, ocorrem então a justificação e a regeneração. Naquele momento, o Espírito Santo passa a habitar no crente, e dali em diante é correto dizer que essa pessoa tem o Espírito. O batismo no Espírito Santo com a evidência inicial de falar em línguas pode ocorrer naquele mesmo momento ou em ocasião posterior – de conformidade com o padrão revelado em Atos dos Apóstolos. Em qualquer desses casos, a pessoa tem o Espírito habitando nela desde o momento da regeneração.

A confusão a respeito de se ter ou não o Espírito Santo deve-se à falta de compreensão de certos termos empregados por Lucas. Ao descrever e examinar o batismo no Espírito Santo, o autor sagrado emprega certas terminologias: “ficar cheio do Espírito Santo”, “receber o Espírito Santo”, “o Espírito Santo sendo derramado”, “o Espírito Santo caindo sobre” e “o Espírito Santo vindo sobre”.65 Estes termos não são tanto de contraste quanto simplesmente tentativas de descrever e enfatizar. Isto é, quando Lucas emprega esses termos, não está contrastando o batismo no Espírito Santo com a regeneração, como se dissesse que, na regeneração, o Espírito não vem, não é recebido ou não habita no crente. O Espírito realmente vem, é recebido e habita no crente, já na regeneração (Rm 8.9). Porém, ao empregar os termos, Lucas está simplesmente dizendo que o batismo é uma experiência especial, onde o crente pode “ser cheio” do Espírito ou “recebê-lo”, ou pela qual o Espírito “cai” ou “vem sobre” as pessoas.

A terminologia de Lucas não confunde necessariamente a questão da disponibilidade de uma experiência distintiva do batismo no Espírito Santo. Conforme declara Riggs, os pentecostais insistem que “todos os crentes têm o Espírito, porém… todos os crentes, além de terem o Espírito, podem receber a plenitude ou o batismo no Espírito Santo”. O batismo no Espírito Santo é uma experiência incomparável e está à disposição do cristão convertido e regenerado, visando um propósito especial e específico.

HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.

 

 

O BATISMO COM O ESPÍRITO

Para compreender melhor a obra do Espírito, o leitor deve meditar pro- fundamente nas seguintes referências: João 7.37-39; Lc 24.49,52; At 1.12-14;

2.1-4. O comentário que se segue é um desdobramento desses textos, dentro dos limites do espaço de que dispomos.

Dos cerca de quinhentos irmãos que viram Jesus ressurreto e ouviram o seu chamado para o cenáculo em Jerusalém (Lc 24.49), apenas uns 120 deles atenderam (cf. I Co 15.6). O que acontecera aos demais que lá não foram? Nem todos buscam com fé, sede e perseverança conhecer a obra do Espírito Santo.

A promessa no Antigo Testamento. Há várias promessas de Deus, no Antigo Testamento, do derramamento do seu Espírito sobre o seu povo, mas a principal é a que foi proferida pelo profeta Joel, uns oitocentos anos antes do advento de Cristo (J1 2.28-32).

A promessa no Novo Testamento. João Batista, o arauto de Jesus, foi homem cheio do Espírito Santo. Em todos os quatro Evangelhos ele confirma a promessa divina do batismo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.32,33; At II. 16).

Em Marcos 16.17, Jesus declarou: “falarão novas línguas”. Os críticos alegam que os versículos 9 a 20 do Evangelho Segundo Marcos não constam de certos manuscritos bíblicos antigos do Novo Testamento e que, portanto, esses versículos não são autênticos. Pouco importa o que os críticos digam. Deus não precisa de veredicto do homem na sua Palavra e nos seus assuntos. E o que dizer dos milhões que em todo o mundo falam em novas línguas sobrenaturais pelo Espírito hoje?

Em Lucas 24.49, Jesus denominou a promessa como “a promessa de meu Pai”. O batismo com o Espírito Santo foi o último assunto de Jesus aos seus, antes da sua ascensão (vv.50,5I). Isso mostra que esse revestimento de poder do Alto é de inestimável relevância para o povo salvo.

A declaração de Jesus, em João 7.38,39, deve ser estudada juntamente com Atos 2.32,33. O apóstolo Pedro, após ser batizado com o Espírito Santo e pregar no dia de Pentecostes, encerrou o seu sermão citando a promessa do batismo, agora cumprida no cenáculo em Jerusalém (At 2.1-4).

O cumprimento ia promessa. No Antigo Testamento, o privilégio especial do povo de Deus — Israel — foi receber, preservar e comunicar a revelação divina, as Santas Escrituras (Rm 3.1,2; 9.4; 2Co 3.7). Já o privilégio especial do povo de Deus no Novo Testamento, a Igreja, é receber o Espírito Santo: na conversão (Jo 3.5; 14.16,17; 16.7; 2Co 3.8,9; Rm 8.9); no batismo com o Espírito Santo; e, subsequentemente, através da vida cristã (At 4.8,31; 9.17; 13.9,52; Ef 5.18).

O Espírito Santo já foi derramado, segundo a palavra profética de Joel 2.28-32, mas não ainda na sua plenitude. Todos os sinais sobrenaturais mencionados na referida profecia, bem como no texto paralelo de Atos 2.16- 21, ainda não se cumpriram em plenitude. Também em Joel 2.28, diz Deus: “derramarei o meu Espírito”, enquanto em Atos 2.17, o mesmo Deus diz: “derramarei do meu Espírito”. Pequenas palavras com grande significado e alcance nos desígnios divinos.

Concepções errôneas. Muitos crentes não tem recebido o batismo com o Espírito Santo por não entenderem claramente a doutrina do batismo com o Espírito Santo. Algumas das concepções erradas são:

1) Pensam que o batismo é o mesmo que salvação. Mas o batismo com o (ou “no”) Espírito Santo não é a salvação. A salvação é uma milagrosa transformação que se efetua na alma e na vida da pessoa que, pela fé, recebe Jesus Cristo como seu Salvador. Sua origem está na graça de Deus (Rm 3.24; Tt 2.11). Seu fundamento é o sangue de Jesus Cristo (Rm 3.25; IJo 2.2). Seu meio de recepção ou apropriação é a nossa fé em Cristo (At 16.31; Ef 2.8).

Os discípulos de Jesus que foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecostes já eram salvos, como já mostramos. Na conversão, recebemos vida de Deus; no batismo com o Espírito recebemos poder de Deus.

2) Acreditam que o batismo é a habitação do Espírito no crente. Porém, o batismo não é a habitação interior do Espírito em nós. Na habitação, Ele está dentro; no batismo, Ele enche em plenitude. É uma experiência indizível; indescritível; por isso, cada filho de Deus deve usufruir esta experiência!

3) Confundem o batismo com a santificação. No entanto, o batismo com o Espírito Santo não é a santificação do crente. A santificação posicionai é, a um só tempo, instantânea e completa, no momento do milagre da nossa regeneração. E a nossa santificação objetiva, “em Cristo” (Hb 10.10). Também não é a santificação subjetiva e progressiva na nossa vida cristã diária neste mundo (Hb 10.14). Aqui diz a Palavra literalmente: “os que estão sendo santificados”, como na Versão ARA.

O que é o batismo com o Espírito. É um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc 24.49; At 1.8; 10.46.1Co 14.15,26).

O batismo com o Espírito Santo, a um só tempo, é:

1) Uma ditosa promessa da parte de Deus — “a promessa do Pai” (At 1.4).

2) Uma dádiva celestial inestimável — “o dom do Espírito Santo” (At 2.38).

3) Uma imersão do crente no espiritual e sobrenatural de Deus — “sereis batizados com o Espírito Santo” (At 1.5). A partícula original desta referência também permite a tradução “batizados no Espírito Santo”.

4) Um revestimento de poder do Alto (Lc 24.49). E como alguém, estando já vestido espiritualmente, ser revestido de poder do céu. O termo “revestido”, no original, conduz essa ideia.

Enfim, o batismo no Espírito é para os judeus, o povo escolhido por Deus (At

1.13,14); os samaritanos, o povo misto e menosprezado (At 8.17); os romanos, o povo tido como auto-suficiente (At 10.44-46); os gregos, povos gentílicos (At 19.6); e para os anônimos e desconhecidos — dos quase 120 irmãos batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecostes, somente doze deles são mencionados por nome (At 1.13-15). Os demais não são nominados.

HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD. pag. 189-192.

 

 

SINÓPSE I

 

O Batismo no Espírito Santo é um chamado para todo crente experimentar o dom celestial. Portanto, os cessacionistas estão equivocados.

 

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

 

“A promessa do batismo no Espírito Santo não foi apenas para aqueles presentes no dia de Pentecostes, mas também para todos os que cressem em Cristo durante toda esta era. O batismo no Espírito Santo com o poder que o acompanha, não foi uma ocorrência isolada, sem repetição, na história da igreja’. Não é somente a Bíblia que nos está a atestar essa verdade; a própria história comprova a realidade do Pentecostes em todas as eras”. Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento, editada pela CPAD, p.104.

 

 

 

II – O DINAMISMO DA IGREJA APOSTÓLICA

 

 

 1. A Igreja nasce avivada.

 

Do ponto de vista histórico, a Igreja passou a existir no dia de Pentecostes. Isso ocorreu sob a atuação direta do Espírito Santo. A Igreja nasceu avivada! Assim como o Tabernáculo foi consagrado pela descida da glória divina (Êx 40.34,35), a Igreja foi consagrada pela descida do Espírito Santo (At 2). Portanto, ali no Pentecostes, o Senhor da Igreja iniciou o maior avivamento da história humana.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Aceitamos a ideia de que a Igreja de Cristo veio a existir como tal no Dia de Pentecostes, quando foi consagrada pela unção do Espírito Santo. Assim como o Tabernáculo foi construído e depois consagrado pela descida da glória divina (Êx 40.34), de igual modo os primeiros membros foram congregados no cenáculo e consagrados como Igreja pela descida do Espírito Santo.

É muito provável que os cristãos primitivos vissem nesse evento o retorno da Shekinah (a glória manifesta no Tabernáculo e no Templo) que, havia muito, partira do Templo, cuja ausência era lamentada por alguns dos rabinos. E, naquele momento singular, Deus deu início ao maior avivamento da história de Israel e do mundo, ainda que grande parte dos homens não percebeu esse fato maravilhoso.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

H. Turner assinalou que Atos se divide em seis seções e que cada uma delas termina com o que se poderia chamar um relatório dos progressos realizados.

As seis seções são as seguintes:

(a) 1:1—6:7: fala-nos da Igreja de Jerusalém e da pregação de Pedro; e finaliza com um resumo: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé.”

(b) 6:8—9:31; descreve a divulgação do cristianismo através da Palestina e o martírio de Estêvão, que foi seguido pela pregação em Samaria. Finaliza com um resumo: “Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo.”

(c) 9:32—12:24; inclui a conversão de Paulo, a extensão da Igreja ao Antioquia, e a aceitação de Cornélio, o gentio, na Igreja por meio de Pedro. Seu resumo é: “E a palavra de Deus crescia e se multiplicava.”

(d) 12:25—16:5; fala da propagação da Igreja na Ásia Menor e da viagem de pregação por Galácia. Finaliza: “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.”

(e) 16:6—19:20; relata a expansão da Igreja na Europa e a tarefa de Paulo nas grandes cidades gentis como Corinto e Éfeso. Seu resumo é: “Assim crescia e prevalecia poderosamente a palavra do Senhor.”

(f) 19:21—28:31; fala-nos da chegada de Paulo a Roma e de sua prisão ali. Termina com uma descrição de Paulo “pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo”.

Este plano nos explica a circunstância que parece enigmática em Atos. Por que termina assim? Finaliza com Paulo na prisão esperando ser julgado. Gostaríamos muito de saber o que aconteceu a Paulo, mas o fim está envolto no mistério. Mas Lucas se deteve ali porque tinha obtido seu propósito. Tinha mostrado como o cristianismo começou em Jerusalém e se estendeu até Roma. Um grande erudito do Novo Testamento disse que o título de Atos poderia ser: “Como chegaram as Boas Novas de Jerusalém a Roma.” O propósito de Lucas era mostrar aos homens algo da milagrosa divulgação do evangelho, e deixou sua pena quando já tinha mostrado ao cristianismo estabelecido na capital do mundo.

BARCLAY. William. Comentário Bíblico. Atos. pag.8-9.

 

 

2. A Igreja depois do Pentecostes.

 

Os sinais do poder de Deus nos Atos dos Apóstolos podem ser resumidos assim: Conversão e Batismos (At 2.41), os quais eram frutos do avivamento espiritual em Jerusalém. Após o Pentecostes, a Igreja Apostólica pregava na autoridade do nome de Jesus, na unção e no poder do Espírito Santo.

Por isso, nessa igreja havia perseverança na doutrina, na comunhão e na oração (At 2.42); havia também temor, sinais e maravilhas (2.43); além de cuidado especial para com os irmãos carentes (2.44,45; 4.32,33).

O avivamento espiritual da Igreja Apostólica revela um profundo compromisso em duas esferas: a espiritual (piedade – Palavra e Oração) e a social (Comunhão – suprir a carência). 

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Andando com Jesus, os seus discípulos também faziam sinais e milagres sob a sua direção, por delegação dEle próprio, no seu nome. A igreja em construção, todavia, precisava ser inaugurada de forma marcante e maravilhosa para ter o reconhecimento de que não era mais uma religião ou seita que já existia há séculos. Com a ascensão de Jesus ao Céu, a Igreja, formada pelos seus seguidores fiéis, passou por um período de transição decisivo. Ou seria destruída pelos seus inimigos ou seria vitoriosa, conforme a “promessa do Pai”, ratificada por Jesus antes da sua ascensão de que haveriam de receber um poder divino para serem testemunhas de poder.

E Jesus cumpriu a sua promessa maravilhosa. No Dia de Pentecostes, no cenáculo em Jerusalém, todos foram impactados com o batismo no Espírito Santo, com sinais extraordinários que causaram grande alvoroço entre os judeus, residentes ali, e os peregrinos de cerca de 15 nações, que para lá se deslocaram a fim de comemorar a segunda maior festa judaica, o Pentecostes, também chamada de “Festa da Colheita”. Foi tão grande o poder que caiu sobre eles que Pedro, o mesmo que há poucos dias negara Jesus três vezes, levantou-se com tão grande autoridade, explicando o significado daquele fenômeno espiritual, que logo se fizeram ver os primeiros sinais evidentes de que um verdadeiro e poderoso avivamento chegara para a Igreja, representada pelos seguidores do Nazareno.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Além do crescimento numérico, o derramamento do Espírito provoca outras mudanças. Começa a emergir entre os crentes o que pode ser descrito por um “estilo de vida pentecostal”. Lucas pinta a vida desta comunidade de quatro modos.

1) Os novos-convertidos são crentes compromissados, que se dedicam firmemente a tudo que é ensinado pelos apóstolos. Os apóstolos foram testemunhas oculares do ministério de Jesus, e os ensinos provêem a fundação para a Igreja. Jesus tinha ordenado que os apóstolos ensinassem os que se tornassem discípulos (Mt 28.19-20; cf. Lc 24.45-48). Eles cumprem a comissão de ensinar, e estes novos crentes se entregam às verdades essenciais que são vitais para uma fé forte e mantêm-se fiéis ao seu ensino. Doutrina sólida fornece base sã para o viver cristão. “Se vós permanecerdes na minha palavra”, disse Jesus: “Verdadeiramente sereis meus discípulos” (Jo 8.31). Isto é justamente o que estes crentes fazem. Conhecer e confiar em Jesus não são atitudes abstratas para eles. Eles perseveram no ensino dos apóstolos diariamente.

2) Os crentes se dedicam à “comunhão”. A palavra “comunhão” (koinonia) expressa a unidade da igreja primitiva. Nenhuma palavra em nosso idioma traduz seu significado completamente. Comunhão envolve mais que um espírito comunal que os crentes compartilham uns com os outros. É uma participação comum em nível mais profundo na comunhão espiritual que está “em Cristo”. No lado humano, os crentes partilham uns com os outros, mas a qualidade da comunhão é determinada pela união com Cristo.

Eles foram chamados à comunhão com Ele e participam juntamente na sua obra salvadora. Sua participação mútua nEle é efetuada pelo Espírito Santo (2Co 13-13), e, “assim, se torna uma comunhão do Espírito Santo. E onde estão 0 Filho e o Espírito, está também o Pai, portanto, é uma comunhão com o Pai” (Rackham. 1953, p. 35). Estes primeiros discípulos são um pela fé em Jesus Cristo e pela comunhão uns com outros. Eles expressam amor e harmonia. Eles estão unidos de mente e coração.

3) Os novos crentes permanecem “no partir do pão” — expressão usada somente por Lucas. Diz respeito às refeições comuns ou à Ceia do Senhor? Um costume judeu antigo envolvia partir um pão com as mãos em vez de cortá-lo com a faca, mas o partir do pão também tem uma característica essencial da celebração da Ceia do Senhor. Obviamente mais está envolvido que fazer as refeições juntos. Tal significado está fora de lugar com assuntos de importância como “ensino”, “comunhão” e “oração” (cf. At 20.11). Lucas está relacionando aqui somente ações significativas de três mil crentes; assim, é altamente provável que o partir do pão se refira à observância da Ceia do Senhor.

O próprio Cristo partiu o pão no cenáculo e ordenou os discípulos a fazerem o mesmo. Depois de dar graças, partiu o pão e disse: “Isto é 0 meu corpo que é partido por vós” (1 Co 11.24). Estas palavras fornecem a base para chamar a Ceia do Senhor de “o partir do pão”. O partir do pão representa Cristo se doando para sofrer e morrer. Quando o pão e o fruto da vinha são recebidos, os crentes os veem como sinais de que o Cordeiro imaculado de Deus foi morto. A observância desta ceia indica a morte de Cristo, mas também nos lembra que as bênçãos de Cristo são constantemente apropriadas, que sua força é a fonte de nossa força. A Santa Ceia também nos convoca a esperar o retorno de Cristo à terra. Ela antecipa as bênçãos e alegria de todos que participarão na ceia de casamento do Cordeiro (Ap 19-9).

4) Entre as devoções diárias destes novos crentes inclui-se a oração. Além de momentos especiais de oração e louvor, eles também oram no templo (At 3.1). Depois de Jesus ter ascendido ao céu, os discípulos voltaram a Jerusalém e fizeram do templo lugar de adoração (Lc 24.51-53). Eles observavam as horas de oração judaicas, e, antes do Dia de Pentecostes, reuniam-se em oração pelo batismo com o Espírito (At 1.14). Depois do derramamento do Espírito, eles continuam firmemente em oração. Assim, a oração e louvor marcam a vida da Igreja além dos outros três elementos. Todos os quatro elementos confirmam o poder e a presença do Espírito na Igreja.

A devoção sincera dos discípulos não fica sem ser notada. Os milagres feitos por Deus através dos apóstolos e a dedicação dos discípulos ao viver santo inspiram uma reverência profunda entre o povo judeu por eles (v. 43). Estes crentes manifestam uma comunhão notável, e por amor espontâneo a Deus e aos companheiros partilham suas possessões. Em lugar de negligenciar os pobres, eles vendem voluntariamente as “propriedades e fazendas” para aliviar a angústia dos que estão em necessidade. Não há sugestão de que eles entregam tudo o que possuem para um fundo comunitário comum, mas dão bens para um armazém comum a fim de satisfazer necessidades específicas na comunidade cristã.

O fato de mais tarde Barnabé ser destacado por vender uma propriedade indica que esta prática não é algo que todos os crentes fazem (At 4.36,37). Os novos crentes estão dispostos a compartilhar suas possessões quando surgem necessidades (v. 45). O termo comunismo não descreve esta prática. Antes, eles estão expressando amor espontâneo, e é completamente voluntário.

Estes crentes humildes se encontram diariamente no templo. Sua devoção sincera os traz para a casa de Deus, um lugar sagrado. Provavelmente o templo é mais que um lugar de reunião para eles. Sua presença implica que participam na adoração diária (Marshall, 1980, p. 85). Sua comunhão uns com os outros é forte porque se reúnem em casas diferentes para comerem. Estas refeições são ocasiões joviais. A vida admirável que eles estão levando e os milagres que são feitos são lembretes visíveis do poder do Espírito no meio deles.

Õs verbos gregos nos versículos 43 a 47 têm a força de ação repetida ou contínua. Quer dizer, todas as pessoas continuam sendo cheias de temor, os discípulos continuam vendendo seus bens à medida que necessidades individuais surgem e continuam compartilhando coisas em comum, e Deus continua acrescentando à comunidade os que estão sendo salvos. Completamente dedicados a Cristo, eles continuam louvando a Deus e adorando- o no templo. Eles experimentaram as bênçãos dos últimos dias: a alegria, a liberdade e o poder do Espírito Santo, e um profundo senso de ser o povo de Deus.

A influência e respeito nos quais os discípulos são vistos lhes dão a oportunidade de testemunhar. Os esforços evangelísticos continuam, e há acréscimos diários à Igreja. À medida que as pessoas são perdoadas dos seus pecados, também são unidas à Igreja. Só o perdão dos pecados dá direito à pessoa de tomar-se um membro. Sua comunhão continua também crescendo. Dia após dia Deus continua acrescentando à comunhão cristã os que se tornam crentes.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 639-641.

 

 

AS CARACTERÍSTICAS DA IGREJA

Atos 2:42-47

Nesta passagem temos uma espécie de brilhante resumo das características da Igreja primitiva.

(1) Era uma Igreja que aprendia. A palavra doutrina no verso 42 não é passiva; é ativa. A frase significa que persistiam em ouvir os apóstolos enquanto ensinavam. Um dos grandes perigos da Igreja é uma religião estática que olhe para trás em vez de para frente. Justamente devido a que as riquezas de Cristo são inescrutáveis e intermináveis deveríamos partir sempre para frente. O cristão deve caminhar, não rumo ao entardecer mas rumo ao amanhecer. Deveríamos considerar um dia perdido aquele em que não aprendemos nada novo e quando não penetramos mais profundamente na sabedoria e na graça de Deus.

(2) Era uma Igreja em comunhão. Tinha o que alguém chamou a grande qualidade de estar juntos. Nelson explicava uma de suas grandes vitórias dizendo: “Tive a alegria de comandar um grupo de irmãos”. A Igreja só é uma verdadeira Igreja quando é um grupo de irmãos.

(3) Era uma Igreja que orava. Aqueles primeiros cristãos sabiam que não podiam enfrentar a vida com suas próprias forças e que não tinham necessidade de fazê-lo. Sempre falavam com Deus antes de fazê-lo com os homens; sempre iam a Deus antes de sair ao mundo; podiam enfrentar os problemas da vida porque primeiro encontravam a Deus.

(4) Era uma Igreja reverente. No versículo 43 a palavra corretamente traduzida temor encerra a idéia de temor reverencial. Diz-se de um grande grego que se movia no mundo como se o fizesse em um templo. O cristão vive com reverência porque sabe que toda a Terra é o templo do Deus vivente.

(5) Era uma Igreja na qual aconteciam coisas. Ocorriam maravilhas e sinais (versículo 43). Se esperamos grandes coisas de Deus e busquemos fazer grandes coisas para Ele, algo acontecerá. Quando a fé morre, morre a capacidade de obter. Mais coisas aconteceriam se crêssemos que juntos – Deus e nós – podemos fazer acontecer.

(6) Era uma Igreja que compartilhava (versículos 44-45). Aqueles primeiros cristãos tinham um intenso sentimento de responsabilidade um pelo outro. Diz-se que William Morris nunca via um homem ébrio sem sentir uma responsabilidade pessoal por ele. Um verdadeiro cristão não deveria suportar o ter tanto quando outros têm tão pouco.

(7) Era uma Igreja que adorava (versículo 46). Nunca esqueciam de visitar a casa de Deus. Devemos lembrar que “Deus não conhece a religião solitária”. A metade da emoção de um concerto ou de uma grande competição de atletismo é o ser um entre um grande número de pessoas. Quando nos reunimos podem acontecer coisas. O Espírito de Deus se move sobre os que juntos O adoram.

(8) Era uma Igreja alegre (versículo 46). A felicidade estava ali. Um cristão melancólico é uma contradição. A alegria de um cristão não é necessariamente algo de que deva gabar-se; mas na profundidade de seu coração há uma alegria que ninguém pode tirar.

(9) Era uma Igreja de gente que não podia deixar de ser querida por outros. Há duas palavras gregas para bom. Uma é agathos que descreve simplesmente um objeto como bom. A outra é kalos que significa algo que não somente é bom, mas sim tem aspecto de bom; há um atrativo nisso. O verdadeiro cristianismo é algo bonito. Há muita gente boa, mas há neles um traço de dureza. Nunca poderíamos ir e chorar em seu regaço. São o que alguém denominou cristãos de gelo.

Struthers estava acostumado a dizer que o que ajudaria à Igreja mais que qualquer outra coisa seria que uma que outra vez os cristãos fizessem algo agradável. A Igreja primitiva estava formada por gente atrativa.

BARCLAY. William. Comentário Bíblico. Atos. pag. 30-32.

 

 

SINÓPSE II

 

A igreja do Pentecostes nasceu avivada e permaneceu avivada. Isso explica o dinamismo dessa igreja.

 

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

“TODOS DEVEM MINISTRAR

 

A aplicação desse princípio tem algumas implicações revolucionárias. Por exemplo, significa que cada pessoa que participa da vida de Cristo tem um papel vital em seu plano para a igreja. Os dons e os ofícios podem diferir, mas cada um de nós possui uma função única.

‘Uma igreja que afunila seu trabalho de alcançar outras pessoas, por depender de especialistas – seus pastores ou evangelistas – para o trabalho de testemunho, está vivendo em desacordo tanto com sua Cabeça [Cristo] como com o padrão sistemático dos primeiros cristãos’” (COLEMAN, Robert. A Chegada do Avivamento Mundial. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.77).

 

 

III – UM MINISTÉRIO UNGIDO PARA OS DIAS ATUAIS

 

 

 1. Na unção do Espírito Santo.

 

A pregação cristã deve ser acompanhada de poder, sinais e milagres. Esses sinais podem ser manifestos por meio de salvação de vidas para Jesus; expulsão de demônios; imposição de mãos sobre os enfermos para serem curados conforme Jesus declarou que aconteceria (Mc 16.18). Um ministério avivado, ungido pelo Espírito Santo, é indispensável à missão da Igreja nestes dias.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

O que É um Ministério Ungido

Significa um ministério que ensina sobre o poder sobrenatural de Deus sobre os crentes e que aceita o batismo no Espírito Santo como atual para os dias de hoje, procurando cultivar a busca do “dom do Espírito Santo” (At 2.38); que ensina sobre os dons espirituais e estimula a sua busca; que experimenta a ocorrência dos dons espirituais nos dias de hoje. Sem os dons espirituais, como dissemos, uma igreja não passa de uma “associação de direito privado, de caráter religioso, sem fins econômicos” ou lucrativos. O que é, então, um ministério ungido?

Tem a unção do Espírito Santo

O obreiro que exerce um ministério na unção do Espírito Santo demonstra ter uma vida de dedicação e amor à obra do Senhor, tudo fazendo para a honra e glória de Deus, e não em busca de reconhecimento humano ou ministerial. Com a unção do Espírito Santo, a pregação tem poder e é acompanhada com sinais autenticadores da bênção de Deus. Esses sinais podem ser a salvação de almas para Cristo; podem ser realizados em nome do Senhor Jesus, incluindo o expulsar demônios, falar em línguas, pegar em serpentes se for necessário, beber coisas mortíferas e não sofrerem consequências e pôr as mãos sobre os enfermos e estes serem curados, conforme Ele declarou quando da sua despedida dos seus seguidores: “E estes sinais seguirão aos que crerem […]” (Mc 16.17).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Quando os discípulos realizavam sua missão e sem dúvida quando outros criam e continuavam a difundir o Evangelho, sinais miraculosos os acompanhavam. Como acontecia com os milagres de Jesus, esses sinais autenticavam a fonte do seu poder, e atraiam o povo à fé. Às vezes, Deus intervinha miraculosamente em favor de seus seguidores.

Enquanto algumas pessoas interpretaram erroneamente a noção de “pegar em serpentes” como a fé de alguém ser demonstrada pela manipulação de cascavéis, o autor parece ter em mente episódios como o que foi descrito em Atos 28.1-6, onde Paulo foi picado por uma serpente venenosa sem sofrer qualquer dano. O mesmo podia acontecer a alguém que acidentalmente bebesse veneno mortal. Isto não significa, entretanto, que devamos testar Deus nos colocando em situações perigosas.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 1. pag. 305.

 

 

O poder de que eles deveriam estar revestidos, para a confirmação da doutrina que deveriam pregar (v.17): “E estes sinais seguirão aos que crerem”. Isto não significa que todos os que crerem serão capazes de produzir esses sinais, mas aqueles que estiverem empenhados na propagação da fé, e na atração de outros a ela; pois os sinais se destinam àqueles que não creem (veja 1Co 14.22). Aumenta muito a glória e a evidência o fato de que os pregadores não somente realizavam milagres pessoalmente, mas concediam a outros um poder de realizar milagres, poder este que seguia alguns dos que criam, aonde quer que eles fossem pregar. Eles realizavam milagres em nome de Cristo, o mesmo Nome no qual foram batizados, em virtude do poder obtido dele, e alcançado através da oração. Alguns sinais em especial são mencionados.

(1) Eles expulsarão demônios; este poder era mais comum entre os cristãos do que entre outras pessoas, e durava mais tempo, como podemos deduzir pelos testemunhos de Justino Mártir, Orígenes, Irineu, Tertuliano, Minúcio Félix, e outros, citados por Grotius a respeito dessa passagem.

(2) Eles “falarão novas línguas”, que nunca tinham aprendido, ou conhecido; e isto era tanto um milagre (um milagre sobre a mente), para a confirmação da verdade do Evangelho, como um meio de transmitir o Evangelho entre todas aquelas nações que não o tinham ouvido. Alguns entendem que isso evitou que os pregadores fizessem um grande esforço para aprender as línguas; e, sem dúvida, aqueles que, por milagre, receberam o domínio das línguas, receberam o domínio completo delas e de toda a sua elegância nativa, que era adequada tanto para ensinar quanto para influenciar, o que muito lhes recomendava, bem como a sua pregação.

(3) Eles “pegarão nas serpentes”. Esta promessa se cumpriu na vida de Paulo, que não foi ferido pela víbora que lhe acometeu a mão, o que foi reconhecido pelos bárbaros como um grande milagre (At 28.5,6). Os cristãos não serão feridos por aquela geração de víboras entre as quais vivem, nem pela malícia da velha serpente.

(4) “Se beberem alguma coisa mortífera” – por imposição dos seus perseguidores – “não lhes fará dano algum”: muitos exemplos deste milagre são encontrados na história da igreja cristã.

(5) Eles não serão somente protegidos contra ferimentos, mas também serão capacitados a fazer o bem aos outros; “imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão”, como tinha acontecido com as multidões pelo toque curativo do seu Mestre.

Muitos dos presbíteros da igreja tinham esse poder, como se pode ver em Tiago 5.14, onde, como um sinal instituído dessa cura milagrosa, eles recebem a instrução de ungir os enfermos com azeite em nome do Senhor Jesus. Com que certeza de sucesso eles podiam viajar, realizando a obra que lhes fora confiada, tendo credenciais como essas para apresentar!

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 505.

 

 2. Autenticado por Deus.

 

Um ministério ungido não se desenvolve apenas por intermédio dos instrumentos formais e acadêmicos dentro dos padrões hermenêuticos, exegéticos e homiléticos da pregação. Todos esses instrumentos são importantes para o aprimoramento do obreiro.

Mas só eles não bastam. É preciso que Deus aprove o trabalho do obreiro. Foi assim que aconteceu em Marcos, quando Jesus autenticou a pregação dos discípulos, “confirmando a palavra com sinais que se seguiram” (Mc 16.20). Portanto, o modelo da pregação do Novo Testamento é uma mensagem confirmada pelos sinais e prodígios de Deus.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Existe uma grande diferença entre um ministério formal, humanista, tecnicista e um ministério ungido pelo Espírito Santo. No primeiro caso, há pregações dentro da homilética, da exegese e da hermenêutica, numa retórica aplaudida pelos auditórios, faltando, porém, os sinais autenticadores da aprovação de Deus.

No segundo caso, o Senhor confirma a sua aprovação ao trabalho do obreiro. Os discípulos tinham essa autenticação: “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!” (Mc 16.20). Ou seja: a mensagem tem a palavra, o kerigma, e tem a demonstração de sinais e prodígios feitos por Deus.

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

Aqui temos Deus Pai cooperando efetivamente com eles, para tornar o seu trabalho bem-sucedido, confirmando a Palavra com os sinais que se seguiam. Isto ocorria parcialmente pelos milagres que eram realizados nos corpos das pessoas, que eram selos divinos da doutrina cristã, e parcialmente pela influência que está bênção tinha sobre as mentes das pessoas, por meio da obra do Espírito de Deus (veja Hb 2.4).

Estes eram, adequadamente, sinais que seguiam a Palavra – a transformação do mundo, a destruição da idolatria, a conversão dos pecadores, e o consolo dos santos. E estes sinais ainda seguem a pregação da Verdade, e estarão cada vez mais presentes para a honra de Cristo e para o bem da humanidade. O evangelista ora, e nos ensina a dizer: “Amém!” Amado Pai celestial, que o teu Nome seja santificado, e que o teu reino venha.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 506.

 

 

O grande interesse desta passagem reside na descrição que nos dá do dever da Igreja. Evidentemente, o homem que escreveu esta seção final acreditava que a Igreja tinha certas tarefas que Jesus lhe tinha encarregado.

(1) A Igreja tem a tarefa de pregar. É dever da Igreja, e isto quer dizer de cada cristão, contar a história das boas novas de Jesus àqueles que nunca a ouviram. O dever do cristão é ser arauto de Jesus Cristo.

(2) A Igreja tem uma tarefa curadora. Vimos este fato uma e outra vez. O cristianismo tem que ver com o corpo dos homens tanto como com sua mente. Jesus quis trazer saúde ao corpo e à alma.

(3) A Igreja era uma Igreja de poder. Não precisamos tomar tudo literalmente. Não precisamos acreditar que o cristão tem que ter literalmente o poder de levantar víboras venenosas e beber líquidos venenosos sem correr perigo. Mas no fundo desta linguagem pitoresca está a convicção de que o cristão está imbuído de um poder para enfrentar a vida e lidar com ela que outros não têm nem podem ter.

(4) A Igreja nunca seria deixada sozinha para trabalhar na realização de sua obra. Cristo sempre opera com ela e nela e por meio dela. O Senhor da Igreja está ainda nela e é ainda o Senhor de poder.

BARCLAY. William. Comentário Bíblico. Marcos. pag. 360.

 

 

 3. Glorifica a Cristo.

 

O ministério ungido pelo Espírito glorifica a Cristo e não o homem. Não por acaso, nosso Senhor declarou que a missão do Espírito Santo é glorificá-lo (Jo 16.13,14). Assim, toda mensagem do Evangelho e atividade sob a direção do Espírito Santo devem glorificar a Cristo.

Aos coríntios, o apóstolo Paulo ensina que “quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31). Deus em Cristo é que deve ser glorificado a partir de nossa instrumentalidade na obra do Senhor.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Um ministério ungido está firmado no Espírito Santo, tem o poder de Deus nas suas ações e contribui para a glória de Deus, e não do pastor, do evangelista ou do pregador. Jesus disse:

Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. (Jo 16.13,14 – grifo acrescido)

Toda mensagem do evangelho, todas as atividades, devem estar na direção do Espírito Santo e glorificar a Cristo. Moody, o grande evangelista, disse: Devemos, portanto, como o Apóstolo Paulo, levantar perante o povo, o Salvador Jesus, o Cristo de Deus, e não a nós mesmos. Exaltar o Divino Mestre e a Sua palavra, não as nossas opiniões, patrocinando a Cristo e nem qualquer outra doutrina anti-avangélica.

Paulo escreveu aos coríntios exortando a que devemos glorificar a Deus em tudo: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31).

Renovato. Elinaldo,. Aviva a Tua Obra. O chamado das Escrituras ao quebrantamento e ao poder de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2023.

 

 

O papel, função e natureza do Espírito são mais elaborados aqui. O Espírito não falará de si mesmo, mas glorificará Jesus fazendo conhecido o que lhe pertence. A natureza e humildade recatada do Espírito vem à tona, até a sua atitude submissa e semelhante a servo, da mesma maneira que Jesus demonstrou no lava-pés no jantar.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. 4 Ed 2006. pag. 590.

 

 

o Espírito Santo exerce o ministério do holofote (16.14,15). Um holofote é uma luz cuja finalidade é iluminar não a si mesma, mas um alvo específico. O Espírito Santo não vem para glorificar a si mesmo, mas para glorificar Jesus.

Se quisermos saber se uma pessoa está cheia do Espírito Santo, basta examinar se ela está vivendo uma vida Cristocentrica. O propósito do ministério do Espírito Santo é exaltar Jesus, anunciá-lo e torná-lo conhecido. Werner de Boor diz que, através do Espírito Santo, desenvolve-se a iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo (2Co 4.6). O Filho não deseja ter outra glorificação além dessa. Quando a glória de Deus for vista em sua face, então o Filho estará maravilhosamente glorificado.

LOPES. Hernandes Dias. João. As glorias do Filho de Deus. Editora Hagnos. pag. 410.

 

 

SINÓPSE III

 

Um ministério cristão deve ser ungido pelo Espírito Santo, autenticado por Deus e glorificar a Cristo.

 

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

“O ESPÍRITO SANTO CAPACITANDO PARA O SERVIÇO

 

É plenamente manifesto que o amor verdadeiro por Cristo e a esperança da salvação começa no Calvário. Por outro lado, o real serviço para Cristo começa no Pentecostes. Poder para servir é a primogenitura a que tem direito todo filho de Deus. O trabalho cristão eficiente e de valor, depende de vida sob pleno controle do Espírito Santo.

O Batismo no Espírito Santo é a porta para uma vida abundante e triunfante, pois sem a bênção pentecostal não pode haver testemunho pleno nem poder para servir. Um breve exame do panorama espiritual antes do dia de Pentecostes revela que o Espírito Santo dinamizava as pessoas para trabalhos especiais de acordo com as necessidades da ocasião” (CONDE, Emilio (Coord.). O Espírito Santo Glorificando a Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 1967, pp.146,47).

 

 

CONCLUSÃO

 

A Igreja Apostólica nasceu sob o avivamento do Pentecostes, debaixo do glorioso batismo no Espírito Santo. Ao longo de sua história, aprendemos que a razão do seu êxito não foi o conhecimento humano de seus pregadores, membros e congregados. O que fez toda a diferença no ministério da Igreja Apostólica foi a unção do Espírito Santo sobre essa igreja. Não podemos deixar a chama apagar. A unção do Espírito Santo continua disponível hoje.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

 1. Qual é a primeira condição para alguém receber o Batismo no Espírito Santo?

A primeira condição para receber o Batismo no Espírito Santo é a de passar pela experiência de salvação.

 

 2. O que é e o que defende o Cessacionismo?

Cessacionismo é uma corrente da Teologia Reformada, e de algumas igrejas históricas, que afirma que os dons espirituais cessaram na vida da Igreja.

 

 3. A partir de quando a Igreja passou a existir sob o ponto de vista histórico?

Do ponto de vista histórico, a Igreja passou a existir no dia de Pentecostes.

 

 4. Como era caracterizada a pregação da Igreja Apostólica depois do Pentecostes?

Após o Pentecostes, a Igreja Apostólica pregava na autoridade do nome de Jesus, na unção e no poder do Espírito Santo.

 

 5. Quem deve ser glorificado na obra do Senhor?

Deus em Cristo é que deve ser glorificado a partir de nossa instrumentalidade na obra do Senhor.

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

Acesse mais:  Lições Bíblicas do 3° Trimestre 2022 

 

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