5 LIÇÃO 3 TRI 20 – ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO
DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO

5 LIÇÃO 3 TRI 20 – ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

TEXTO ÁUREO

“Ao vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: […] Ponde, pois, eu vos rogo, […] desde o dia em que se fundou o templo do SENHOR, ponde o vosso coração nestas coisas.” (Ag 2.10,18).

VERDADE PRÁTICA

Sob o poder de Deus, a Igreja torna-se imbatível no cumprimento das tarefas que Cristo lhe entregou.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ed 5.1,2: O poder da palavra profética

Terça – Ed 5.5: O poder de Deus sobre os anciões

Quarta – Ed 5.13-17: O poder de Deus sobre o rei Dario

Quinta – Ed 6.14: O poder de Deus traz prosperidade

Sexta – Ag 2.4: O poder de Deus sobre o ministério

Sábado – Ag 2.7-9: O poder de Deus sobre os recursos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Esdras 5.1,2; Ageu 1.1,12; Zacarias 4.6-10

Esdras 5

1- E Ageu, profeta, e Zacarias, filho de Ido, profeta, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.

2- Então, se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles os profetas de Deus, que os ajudavam.

Ageu 1

1- No ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

12- Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do SENHOR, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do SENHOR.

Zacarias 4

6- E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.

7- Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel, serás uma campina; porque ele trará a primeira pedra com aclamações: Graça, graça a ela.

8- E a palavra do SENHOR veio de novo a mim, dizendo:

9- As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa, também as suas mãos a acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós.

10- Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vendo o prumo na mão de Zorobabel; são os sete olhos do SENHOR, que discorrem por toda a terra que discorrem por toda a terra.

HINOS SUGERIDOS: 77, 434, 440 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado (a) professor (a), na lição anterior (lição 4) vimos que o povo de Deus havia dado início à obra de reconstrução do Templo. Eles fizeram um culto de adoração ao Senhor quando as últimas pedras do alicerce foram fincadas. Mas, logo os samaritanos e outros povos da redondeza se levantaram para impedilos de reconstruírem o Templo e estabelecerem Jerusalém.

Eles se sentiram ameaçados, por isso armaram traiçoeiramente emboscadas contra o povo de Deus, atrapalhando assim a obra. Segundo o Comentário Bíblico Beacon eles “alugaram conselheiros e aparentemente deram uma impressão enganosa sobre os judeus ao rei da Pérsia.”

Parecia que o Templo jamais iria ser reconstruído novamente. O povo estava sem fé, sem coragem e sem esperança. Ficava evidente que somente Deus poderia ajudá-los. Então, o Senhor usou os profetas Ageu e Zacarias para incentivar e exortar o seu povo a concluírem a sua Casa e depois de uns 18 anos, aproximadamente, a reconstrução do Templo foi concluída.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos como Deus, depois de a construção do Templo ter ficado parada por 15 anos, enviou socorro através do ministério de dois profetas, Ageu e Zacarias.

PONTO CENTRAL

Os profetas que Deus levanta são necessários para a sua obra.

I – DEUS SUSCITA OS PROFETAS AGEU E ZACARIAS.

1. Deus levantou dois profetas.

Primeiro veio Ageu (Ag 1.1), e depois levantou-se Zacarias (Zc 4.1,6).

Não vieram atendendo convite de líderes de Jerusalém, mas o Deus dos céus os enviou. Chegaram de surpresa em Jerusalém, e ali entraram em contato com os dois líderes, e também com o povo judeu (Ed 5.1).

a. ZOROBABEL,

o líder político, recebeu uma mensagem pessoal. Deus, conhecedor da insuficiência espiritual de Zorobabel, e sabendo que este não tinha mais nenhum vigor para tentar modificar a situação imposta pelos inimigos, deu-lhe uma maravilhosa mensagem de encorajamento.

A mensagem de Deus veio sob a forma de uma visão que Zacarias havia recebido. Deus lhe mostrara um castiçal com sete lâmpadas, símbolo da obra de Deus. O óleo que as lâmpadas precisavam tinha que fluir através de canos ligados a um vaso de azeite que ficava acima. O vaso de azeite, por sua vez, estava em contato com duas oliveiras (Zc 4.1-4,13).

E o recado de Deus para Zorobabel foi: “Não por força, e nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). As dificuldades, que pareciam “montes grandes” diante de Zorobabel, seriam como uma campina, uma planície (Zc 4.7). Deus ainda garantiu a Zorobabel que as mãos dele acabariam a construção do templo (Zc 4.9).

b. JOSUÉ,

o sumo sacerdote e líder espiritual do povo, recebeu também uma mensagem pessoal.

Observamos, na lição passada, que ele estava com vestidos sujos. A mensagem de Deus para ele foi de perdão e de restauração. Deus lhe disse que havia feito passar dele toda a sua iniquidade, e que havia ordenado que fosse vestido de vestes novas (Zc 3.4), e que se pusesse sobre a sua cabeça uma mitra limpa (Zc 3.4,5).

c. O POVO,

recebeu também uma mensagem de Deus. O profeta Ageu mostrou ao povo que os prejuízos materiais, que haviam sofrido, eram consequência da omissão frente ao dever que tinham com a Casa do Senhor (Ag 1.6,9). Ageu falou-lhes do prejuízo que sofre o homem que busca somente a sua prosperidade material, e deixa a casa de Deus deserta (Ag 1.4). O profeta deu ao povo uma ordem estimulante: “Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e eu serei glorificado” (Ag 1.8).

2. O resultado da mensagem dos profetas.

O poder de Deus se manifestou através da mensagem destes homens de Deus. Assim, os dois líderes criaram coragem; e o povo, também, foi renovado pelo impacto da mensagem.

Então Zorobabel ordenou que todos imediatamente voltassem à construção, “e começaram a edificar a casa” (Ed 5.2). Os profetas de Deus ficaram com eles, ajudando os líderes do povo na direção do trabalho. Quando os inimigos vieram a eles perguntando quem havia dado ordem para edificar a casa, responderam que a ordem havia sido dada pelo próprio rei Ciro.

Os olhos do Senhor estavam sobre o seu povo e sobre a reconstrução do Templo, e os inimigos não puderam impedir a obra até que fosse dado conhecimento dos fatos ao rei Dario, que agora reinava sobre todo o Império Persa (Ed 5.5).

O rei Dario mandou que os seus escrivães verificassem o referido édito de Ciro e se ele havia dado ordem para a construção da Casa do Senhor em Jerusalém. Feita a verificação nos registos dos éditos dos reis da Pérsia, foi encontrada a ordem dada por Ciro, e, assim, o rei Dario confirmou a permissão para a reconstrução do templo.

3. O impulso espiritual dado pelos profetas continuou dominando os construtores até à conclusão da construção.

Os profetas Ageu e Zacarias continuavam dando a sua cooperação. “Prosperando pela profecia do profeta Ageu e de Zacarias, filho de Ido; e edificaram a casa e a aperfeiçoaram conforme o mandado do Deus de Israel, e conforme o mandado de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia” (Ed 6.14).

“E acabou-se esta casa” (Ed 6.15). Que grande bênção! O despertamento dado por Deus ao rei Ciro propagou-se e agora, com a ajuda dos profetas, foi renovado e levado a resultado glorioso. Toda honra e glória sejam somente ao Senhor!

SÍNTESE DO TÓPICO I

Os profetas Ageu e Zacarias são levantados pelo Senhor para incentivar e exortar o povo a retornar à reconstrução do Templo.

SUBSÍDIO BÍBLICO – TEOLÓGICO

“O reinício e conclusão da construção do Templo só foi possível graças aos ministérios proféticos de Ageu e Zacarias. Suas profecias incluíram:

(1) Ordens diretas de Deus (Ag 1.8); (2) Advertências e repreensão (Ag 1.9-11); (3) Exortação (Ag 2.4); e (4) Alento mediante a promessa de bênçãos futuras. A Palavra de Deus através de Jeremias pusera em marcha o início da reconstrução do templo; da mesma foram, agora, a Palavra do Senhor através de Ageu e Zacarias impulsionava a conclusão da obra (Ed 6.14)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.716)”.

II – O MINISTÉRIO PROFÉTICO, UMA PROVA DA MANIFESTAÇÃO DE DEUS

Uma inesperada operação sobrenatural, por parte de Deus, solucionou o grave problema da reconstrução do templo.

1. Manifestações sobrenaturais no Antigo Testamento.

Há muitos exemplos no Antigo Testamento.

Vamos mencionar apenas dois:

a. MOISÉS,

o grande líder que Deus levantou para libertar seu povo da escravidão do Egito, recebeu de Deus um preparo sobrenatural, o que lhe deu muita autoridade espiritual. Com a sua vara fazia grandes maravilhas (Êx 4.17).

b. ELIAS,

o profeta de Deus, foi revestido de autoridade sobrenatural, para ajudar Israel, que havia sido levado à idolatria pelas suas lideranças políticas, em particular pelo ímpio Acabe, rei de Israel nos dias de Elias. Pôde, assim, realizar grandes milagres: fez com que não chovesse sobre a terra por três anos e meio, além de outros. O ponto alto de seu ministério foi o confronto com os profetas de Baal no monte Carmelo. Nesta ocasião, a manifestação sobrenatural do poder de Deus fez o povo clamar: “Só o Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39).

2. Manifestações sobrenaturais no Novo Testamento.

Quando o Espírito foi derramado em sua plenitude, os dons espirituais começaram a entrar em ação, e passaram a ser a própria preparação divina para o ministério (1 Co 12.4-6). Os apóstolos eram revestidos desses dons, meio divino para a conversão de muitas almas.

O apóstolo Paulo, enriquecido por Deus com muitos dons, escreveu para o evangelista Timóteo, representante da segunda geração, uma mensagem de exortação: “Não desprezes o dom que há em ti” (1 Tm 4.14).

Pouco antes de ser martirizado, Paulo voltou a escrever a Timóteo: “Despertes o dom de Deus, que existe em ti […]” (2 Tm 1.6). Paulo recomenda: “Procurai com zelo os melhores dons” (1 Co 12.31) e “Procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O ministério profético é uma prova da manifestação de Deus.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Profecia” No Antigo Testamento, um oráculo profético ou mensagem a ser transmitida ao povo era entendida como um ‘peso’ (em hebraico massa) sobre a alma do profeta até que ele pudesse pronunciá-lo (Pv 30.1 e 31.1, cf. Is 13.1; Hc 1.1: Zc 9.1). Também foi usada a palavra n’bu’a, relacionada com nabi, ‘profeta’ (2 Cr 9.29; 15.8; Ed 6.14; Ne 6.7). O termo no Novo Testamento é a palavra grega propheteia, que pode se referir-se a um atividade profética ou a ‘profetizar’ (Ap 11.6), ao dom de profecia ou a profetizar (Rm 12.6; 1 Co 12.10), e a declarações proféticas (Mt 13.14; 1 Ts 5.20).

Os profetas foram os primeiros de todos os prenunciadores e porta-voz de Deus. Moisés, o maior de todos os profetas deveria receber a palavra diretamente de Deus e transmiti-la a Arão, que era seu porta-voz.

Como Moisés deveria ser o ‘deus’ do Faraó, o ministério de Arão demonstra perfeitamente o ministério do porta-voz. Todos aqueles que agem na função de proclamar a Palavra de Deus são seus porta-vozes. É nesse sentido que o crente no Novo Testamento pode profetizar, quando está diretamente habilitado pelo Espírito Santo” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.1599).

III – O MINISTÉRIO DE PROFETA À LUZ DA BÍBLIA

O profeta exerce a função ministerial, determinada por Deus. “Ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus” (Hb 5.4).

1. O profeta na dispensação do Antigo Testamento.

O profeta, além de transmitir a mensagem de Deus para o povo, era consultado pelo povo acerca de assuntos espirituais e até mesmo acerca de assuntos materiais.

Exemplos:

a.

Em Ezequiel 20.2, os anciãos vieram a Ezequiel para que este consultasse o Senhor por eles; Deus, por meio de Ezequiel, lhes respondeu que por causa das suas abominações eles não receberiam respostas.

b.

Em 1 Samuel 9.6,7, o profeta Samuel foi consultado acerca das jumentas do pai de Saul que se haviam perdido.

c.

Em 1 Reis 14.2,3 está registrada uma consulta sobre um doente, se ele levantaria ou não, e o profeta respondeu da parte de Deus (1 Rs 14.4-7).

d.

Moisés transmitia aos anciões o que Deus lhe falava (Êx 19.7,8). Vemos que no Antigo Testamento o profeta era uma espécie de mediador entre Deus e o povo.

2. O profeta na dispensação do Novo Testamento.

Entre os dons espirituais está o dom de profetizar (1 Co 12.10). Estaria entre as consequências do derramamento do Espírito Santo que aconteceria nos últimos dias (At 2.17).

Ter alguém o dom de profecia não significa que seja profeta. O termo profeta designa quem tem o ministério de profeta. Este ministério de profeta é um ministério da Palavra, para o qual o ministro recebeu de Deus uma preparação especial do Espírito profético. Lemos em Atos 21.8,9 que Filipe tinha quatro filhas que profetizavam, e que depois de alguns dias veio à sua casa UM PROFETA, Ágabo (At 21.10). Existe, porém, uma diferença importante entre o ministério de profeta no Antigo e no Novo Testamento. No Antigo os profetas eram consultados pelo povo, e transmitiam-lhe a resposta de Deus.

Mas a Bíblia diz:

“A Lei e os Profetas duraram até João, e desde então é anunciado o Reino de Deus” (Lc 16.16).

No Pacto, na Nova Aliança, temos Jesus como o ÚNICO MEDIADOR (1 Tm 2.5). É importante notar que no Novo Testamento não há um único exemplo de alguém consultando um profeta.

No Novo Pacto todos temos acesso a Deus por Jesus Cristo (Ef 2.18). Jesus é o único mediador (1 Tm 2.5). É, portanto, um erro doutrinário quando alguém, que possui o dom de profecia, procura usá-lo para responder a consultas de qualquer natureza, como casamento, viagens, compra de imóveis, etc.

Fica neste caso falando sozinho, porque Deus diz: “NÃO MANDEI OS PROFETAS; TODAVIA, ELES FORAM CORRENDO, NÃO LHES FALEI A ELES; TODAVIA, ELES PROFETIZARAM” (Jr 23.21). É fundamental que os obreiros ensinem à igreja acerca do uso correto dos dons, inclusive o de profecia.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Os profetas exercem uma função ministerial determinada pelo Todo-Poderoso.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“1. Proclamação direta. O profeta proclamava, em linguagem direta e simples, a mensagem que Deus lhe havia dado. Ela era comunicada ‘boca a boca’, como no caso de Moisés, ou através de uma visão ou sonho. Mas a mensagem sempre lhe era concedida através de uma inspiração divina direta, para que os profetas continuassem a escrever ‘Assim diz o Senhor’.

2. Linguagem figurada. Como regra geral, as profecias do Antigo Testamento são claras e diretas, embora algumas certamente sejam propositadamente figuradas.

As principais. As principais razões seriam: (a) Para transmitir de modo mais efetivo e expressivo algum fato ou verdade (cf. Is 66.12,13; Am 9.13), e (b) para revelar o conhecimento de eventos futuros, de tal forma que não pudesse ser imaginado pelo descrente, por um lado, e, por outro, para que só pudesse ser entendido pelo crente depois de um estudo cuidadoso. Deus não lança pérolas aos porcos. Entretanto, geralmente as figuras de retóricas são prontamente entendidas quando examinadas sob o contexto da cultura do Antigo Testamento” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp.1600-01).

PARA REFLETIR

A respeito de “Zorobabel Recomeça a Construção do Templo”, responda:

• Por quanto tempo esteve paralisada a construção do Templo?

R: Quinze anos.

• Que profetas o Senhor levantou para animar os judeus na reconstrução do Templo?

R: Ageu e Zacarias.

• Como atuava o profeta do Antigo Testamento?

R: No Antigo Testamento, o profeta além de transmitir a mensagem de Deus para o povo, era consultado pelo povo acerca de assuntos espirituais e até mesmo acerca de assuntos materiais.

• Como atuava o profeta do Novo Testamento?

R: Exercia o ministério da Palavra, para o qual o ministro recebeu de Deus uma preparação especial do Espírito profético.

• Por que, hoje, não necessitamos mais consultar os profetas?

R: Porque possuímos a Palavra de Deus, que é a nossa única regra de fé e conduta.

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INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO

Esse templo é chamado de segundo por ter sido o que substituiu o de Salomão, que havia sido destruído. É também chamado de Templo de Zorobabel. Quando os judeus retornaram do Cativeiro Babilónico, encontraram uma cidade arruinada e não muito mais do que a fundação do templo de Salomão ainda existia.

Foi feito um esforço para reconstruir o templo, em termos muito humildes, é claro, pois aquelas poucas pobres pessoas não tinham o dinheiro de Salomão nem os trabalhadores especializados que ele havia importado da Fenícia. O trabalho foi iniciado, como registrado em Esdras 3, mas não foi levado adiante.

Como resultado do encorajamento dos profetas Ageu e Zacarias, o trabalho foi reiniciado em 520 A. C. O templo foi finalmente terminado no sexto ano de Dario, o rei persa, isto é, no dia 12 de março de 515 A. C. O resultado foi uma pobre substituição do primeiro templo, mas respeitava o mesmo plano geral (Esd. 6.3), mesmo não tendo as ricas decorações do primeiro.

Josefo, fornecendo informações dadas por Hecato, declara que a corte externa tinha aproximadamente 150 m por 45 m e continha um altar de rochas não polidas que media 20 cúbitos por 10 cúbitos de altura (Ag. Ap. 1.198).

O Talmude (Yoma, 21b) fala-nos de cinco omissões tristes, isto é, coisas que o segundo templo não tinha: a arca da aliança, o fogo sagrado, o Skekinah (a Presença de Yahweh, manifestando-se em formas especiais como na teofania); o Espírito Santo, e o Urim e Tumim

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. pag. 5349.

Contexto histórico

Quando Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia (539 a.C.), ele imediatamente instituiu uma política de conciliação com a religião da nação conquistada, até mesmo manifestando respeito para com o deus babilônico Marduque. Essa mesma atitude de conciliação para com os sentimentos religiosos dos povos conquistados de seu império é vista em seu decreto que permitiu o retorno dos judeus e a reconstrução do templo em Jerusalém (Ed 1:1-4).

Aproveitando esse decreto, um grupo relativamente pequeno de exilados, sob a liderança de Zorobabel (ou Sesbazar; ver com. de Ed 1:8), descendente de Davi, voltou para sua terra natal e, pouco depois, lançou os alicerces do segundo templo (Ed 2:64; 3:1-10). Porém, durante todo o reinado de Ciro e de seu sucessor, Cambises, os inimigos dos judeus se esforçaram para garantir um edito real a fim de acabar com esse trabalho (Ed 4:5).

No entanto, o Senhor interveio em favor de Seu povo (ver com. de Dn 10:12, 13) e impediu que os inimigos obtivessem sucesso. Desta forma, o caminho permaneceu aberto para os recém-chegados exilados avançarem na reconstrução da casa do Senhor.

Contudo, após um início promissor, o trabalho no segundo templo gradualmente diminuiu até ao ponto de praticamente cessar, em grande parte, devido à oposição contínua e ao impedimento dos samaritanos (ver Ed 4: 1-5).

Os desanimados exilados se voltaram ao cultivo de suas terras e à construção de casas. Aqueles que pranteavam enquanto era assentada a fundação do segundo templo (ver com. de Ed 3:12) pouco sabiam a que proporções chegaria seu exemplo em levar desânimo a todos que se esforçavam para restaurar a casa de Deus.

Depois de Cambises, veio o curto reinado do falso Esmérdis (em 522 a.C.). Isso foi um grande revés para os exilados que retornaram a Jerusalém. Evidentemente, os vingativos samaritanos finalmente conseguiram garantir por intermédio desse rei, descrito por Dario como “destruidor de templos”, um decreto para impedir a obra em Jerusalém (ver PR, 572, 573). Tudo isso levou os judeus a declarar que o bom tempo para reconstruir o templo não era chegado (ver com. de Ag 1:2).

Quando interromperam o trabalho na casa de Deus e voltaram sua atenção para suas próprias casas e terras, o Senhor os visitou com uma seca e os confrontou com reveses em todos os seus planos. Por mais de um ano o templo foi totalmente negligenciado. Nesse período, o falso Esmérdis foi morto por Dario, que assumiu o trono e anulou seus decretos.

E foi para se opor a essa situação deplorável de letargia espiritual que o Senhor suscitou os profetas Ageu e Zacarias. Suas mensagens de advertência e reprovação, de exortação e encorajamento despertaram o povo para a ação, até que, finalmente, o trabalho no templo foi retomado no segundo ano de Dario (Ag 1:14, 15). Foi somente depois que o povo começou a trabalhar novamente no templo, confiando na proteção de Deus, que Dario promulgou outro decreto oficial para a reconstrução do templo.

Este fato confirmou e reforçou o decreto original de Ciro (Ed 5:3- 6:13). Sob a liderança inspiradora dos profetas Ageu e Zacarias, de Zorobabel, governador dos judeus, e do sumo sacerdote Josué (Ed 5:1, 2; 6:14), as pessoas prosseguiram com energia e zelo e concluíram a construção do templo no ano sexto de Dario (Ed 6:15). Assim, do ponto de vista dos resultados aparentes e imediatos, Ageu deve ser contado entre os mais bem-sucedidos profetas.

Comentário Bíblico Adventista Isaias a Malaquias. Editora: Casa Publicadora Brasileira. pag. 1181-1182.

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I – DEUS SUSCITA OS PROFETAS AGEU E ZACARIAS

1. Deus levantou dois profetas (Ed 5.1).

Ageu e Zacarias (5.1,2)

Não há registro do que ocorreu durante os quinze anos entre 535, o segundo ano do retorno sob Zorobabel, e 520, o segundo ano do reinado de Dario. Zorobabel e Jesua ainda eram os líderes, como na época da interrupção dos trabalhos de construção durante o reinado de Ciro. Surgiram dois poderosos profetas do Senhor, Ageu e Zacarias (1), e algumas mensagens destes homens de Deus foram preservadas para nós.

Eles acusaram o povo e os seus líderes de deslealdade para com o Senhor, porque construíam as suas próprias casas ao invés de edificar a casa de Deus, conforme lhes havia sido ordenado. Ageu atribuiu a escassez de renda do povo e a seca que acabava com a sua colheita ao pecado do atraso em construir a casa do Senhor:

Vocês esperavam uma rica colheita, e tiveram tão pouco; mesmo o que vocês trouxeram para casa, eu estraguei. E por quê? Porque (declara o Senhor dos Exércitos) a minha casa ainda está em ruínas, ao passo que cada um de vocês se diverte em sua própria casa. Por isso o céu retém o seu orvalho e a terra retém os seus frutos (Ag 1.9,10, Moffatt).

Demaray. C. E. Comentário Bíblico Beacon. Esdras. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 494-495.

Ora, os profetas Ageu e Zacarias. Deus estava com Judá. A providência divina estava em operação. Este é um mundo teísta.

O cronista estava fornecendo evidências de sua filosofia da história, ou seja, Deus guia o curso das atividades humanas.

Os livros do cronista (I e II Crônicas, Esdras e Neemias) formam, distintamente, uma coletânea literária. Esses livros apresentam uma história idealista, e não uma história meramente informativa. Embora a oposição tivesse conseguido interromper os esforços de construção, Judá recebeu o poder e a autoridade política para reiniciar seus labores. O templo e as muralhas de Jerusalém precisavam ser reconstruídos. Esse era o plano divino. Judá precisava ser restaurado. O plano divino continuava em operação.

“O trabalho no templo tinha sido interrompido (Esdras 4.1-5,24) de 535 a 520 A. C. Agora, porém, sob a influência de dois profetas importantes, Ageu e Zacarias, as atividades de construção foram reiniciadas.

A prédica desses dois profetas está registrada nos livros bíblicos de Ageu e Zacarias. Ageu profetizou de agosto a dezembro de 520 A. C. Zacarias profetizou por dois anos, começando em outubro/novembro de 520 A. C. Eles ajudaram exortando e encorajando (cf. Esdras 6.14 e ver Ageu 1.1 e 2.4 e Zacarias 4.7-9)’ (John A. Martin, in loc.). Quanto a detalhes, ver meus artigos sobre esses dois homens no Dicionário.

O Deus de Israel. Elohim, Deus de Israel e de Judá, e, após o cisma, das duas nações, a do norte e a do sul, era também o Poder (El) por trás do Novo Israel, que foi formado pelo minúsculo fragmento da tribo de Judá que retornou a Jerusalém, após o fim do cativeiro babilónico. Esse título, Deus de Israel, é encontrado várias outras vezes no livro de Esdras, sobretudo nas seções redigidas em aramaico (ver Esdras 6.14; 7.15; I Crônicas 5.26). O titulo divino favorito do cronista, entretanto, era Yahweh-Elohim (ver I Crônicas 15.12,14; 16.4,36).

“Agora ocorria a intervenção dos dois profetas, Ageu e Zacarias, cujos escritos e predições deveriam ser lidos neste ponto. Eles revelam um estado de apatia que Esdras não mencionou de forma alguma. As coisas tinham chegado a um ponto em que o desígnio da providência poderia ter sido distorcido. Portanto, houve um retomo abrupto do espírito da profecia, para despertar as coisas de novo” (Ellicott, in loc.).

“Durante quinze anos, a obra de construção foi totalmente suspensa. Aqueles dois profetas censuraram o povo com severas reprimendas por sua preguiça, negligência e egoísmo mundano (Ageu 1.4), e ameaçaram-no com severos julgamentos se eles continuassem negligentes, mas prometeram que eles seriam abençoados com grande prosperidade nacional se reiniciassem e completassem a obra com alacridade e vigor” (Jamieson, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. pag. 1746-1747.

a. ZOROBABEL

As mãos de Zorobabel colocaram os fundamentos…”, e Zorobabel vai concluir a obra, como o texto continua a afirmar. Mas, como destaca J. G. Baldwin (Haggai, Zechariah, Malachi, 1974, p. 52-3,122), a tradução é enganosa ao sugerir o relançamento dos fundamentos do templo. Eles ainda estavam lá. A confusão surge em virtude da ausência de qualquer substantivo adequado para “fundamentos” no texto hebraico. Como está o verbo (heb. yãsad) pode ser traduzido também por “construir”. (Essa sugestão também ajuda a remover as dificuldades encontradas entre as operações de construção realizadas por Salomão, em lR s 6.37,38, e as mencionadas em Ed 3.10,11.) A mensagem é, portanto, de grande encorajamento; Zorobabel, que deve começar o trabalho de reconstrução, também vai ver a sua conclusão.

Bruce; F. F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. Editora Vida. pag. 1346-1347.

Novamente me veio a palavra do Senhor… As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa. A palavra de revelação de Yahweh continuou a manifestar-se por meio do anjo intérprete, que continuou seu discurso de explicação. O que se segue também se originou em Deus. Zorobabel recebeu o privilégio de iniciar a obra de construção do segundo templo e também teve o privilégio de terminar a obra.

Oh, Senhor, concede-nos tal graça! Mediante a observação dessa grande operação, seria reconhecido que Zacarias era verdadeiro profeta de Deus, porquanto as coisas aconteceriam da maneira como ele havia predito. Cf. Zac. 2.9 e Esd. 6.15. Zacarias era profeta autêntico, e o anjo intérprete forneceu-lhe a verdadeira interpretação da questão.

Eles pertenciam à mesma equipe, e seus ministérios foram autenticados pelo cumprimento de suas palavras. Diz aqui o Targum: “Sabereis que o Senhor dos Exércitos me enviou a profetizar para vós”.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. pag. 3674.

A. Edificação do altar (vv. 1-6)

b. JOSUÉ

Tomou este a palavra, e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. Bases para a Justificação. O sumo sacerdote não podia continuar vestido naqueles trapos miseráveis e imundos. Alguma coisa precisava ser feita. Portanto, Yahweh expediu o mandato (através do Seu anjo principal) para que outros anjos, em pé nas imediações, removessem aqueles trapos condenadores. Feito isto, o homem estava livre e inocentado.

Os trapos representavam sua iniquidade. As vestes sujas foram então substituídas por vestes caras, símbolos da retidão dada pelo próprio Yahweh. Entre os itens do novo vestuário estavam o turbante limpo (Revised Standard Version), que foi posto sobre sua cabeça.

Assim sendo, ele foi coroado com o símbolo de seu ofício sumo sacerdotal. O anjo principal estava de pé, nas proximidades, aprovando com movimentos de cabeça o que tinha sido feito. Todo esse vestuário ritualista simbolizava a restauração de Israel ao Novo Dia, quando esse povo saiu do alcance de Satanás. Israel era uma nação sacerdotal. Cf. Êxo. 19.6.”… a mitra sobre a sua cabeça, para indicar que Deus o havia renovado para o ofício de sumo sacerdote, que tinha ficado contaminado. A mitra era o adorno que foi posto sobre a cabeça de Josué, quando ele estava prestes a entrar no santuário (ver Êxo. 8.4)” (Adam Clarke, in loc.).

Eugene V. Debs anunciou que ele não seria livre enquanto qualquer ser humano, em qualquer lugar, estivesse amarrado no corpo, na mente ou no espírito. Assim também, Israel não estaria livre de suas cadeias de corrupção sem que, primeiramente, o sumo sacerdote não ficasse livre. O ladrão penitente, na cruz, precisou depender pesadamente de Jesus, o inocente Salvador, para libertar-se de sua dor (ver Luc. 23.41-42). Porém, quando fez isso, recebeu a seguinte promessa:

Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso (Lucas 23.43)

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. pag. 3672.

Josué, além disso, está vestido de roupas impuras, como seria o caso de alguém que escapou do fogo. Mas a roupa suja simboliza a iniquidade do povo, contra a qual Josué é impotente.

Assim, um anjo ordena que as roupas manchadas sejam trocadas por roupas nobres (v. 4), e sobre a cabeça de Josué seja colocado um turbante limpo (v. 5), isto é, uma espécie de mitra sacerdotal indicando que Josué e, por implicação, o seu povo com ele, são mais uma vez aceitos na presença de Deus.

Bruce; F. F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. Editora Vida. pag. 1345.

O altar era o centro da adoração judaica, pois sem os sacrifícios não se podia aproximar do Senhor nem esperar pelas bênçãos dele. Os exilados temiam os vizinhos poderosos, mas sabiam que o Senhor os protegeria se lhe obedecessem.

Você se lembra de que Elias teve de edificar o altar de novo (1 Rs 18:30ss). Jesua e Zorobabel levaram o povo a estabelecer sacrifícios e também a guardar as festas. Isso ocorreu no sétimo mês (que corresponde ao nosso setembro-outubro), o mês da Festa dos Tabernáculos e das Trombetas (Nm 29:1-6; Lv 23:23-25).

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Wiesrbe Antigo Testamento. Editora Geográfica. pag. 415.

c. O POVO

Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa. Nos dias de Ageu, as colinas em torno de Jerusalém eram densamente arborizadas, pelo que havia ali uma fonte de madeira para a reconstrução e o embelezamento do segundo templo. Para o templo de Salomão tinham sido importados cedros do Líbano, mas agora o cedro estava fora de alcance para o povo empobrecido que tinha voltado da Babilônia. No entanto, Yahweh se contentaria com madeiras locais, que podiam ser facilmente obtidas e eram adequadas para o trabalho em mira. Cf. Nee.

2.8 e 8.15. Entre as ruínas da cidade havia abundância de pedras.

Em consequência, materiais locais podiam ser empregados na reconstrução do templo, mas a verdade é que o povo de Judá não tinha visão para o culto divino. Ageu profetizou e escreveu para animar os judeus e levá-los a reorientar suas prioridades. Note o leitor que Yahweh desafiou os judeus a fazer o que podiam fazer, e não a tentar realizar o que estava além da habilidade deles.

Grandes homens poderiam ultrapassar aquelas limitações, mas aquela gente não fora convocada para fazer grandes coisas, apenas coisas boas. Yahweh ficaria satisfeito com esforços razoáveis, por humildes que fossem. Um novo lugar de adoração consolidaria o yahwismo no Novo Israel, e isso era parte necessária da restauração.

“No segundo ano depois que retornaram do cativeiro, eles procuraram cedros do Líbano e os trouxeram até Jope. Entre os tírios e os sidônios, contrataram pedreiros e carpinteiros. Mas esse labor quase se perdeu devido à longa suspensão da construção — ver Esd. 3.7” (Adam Clarke, in toe).

“Yahweh voltaria ao Seu templo de Jerusalém. Antes desses acontecimentos, Ezequiel tinha visto a partida da glória de Yahweh (Eze. 10.18), mas depois ela retornara (Eze. 43.4)” (D. Winton Thomas, in ioc.).

Esperastes o muito, e eis que veio a ser pouco, “Disse o Senhor dos exércitos celestiais: ‘Procurastes o muito, mas encontrastes pouco. E quando trouxestes esse pouco para casa, eu o destruí. Por quê? Porque estáveis atarefados trabalhando em vossas próprias casas, mas a minha casa continua em ruínas!”’(NCV). Este versículo repete a mensagem do vs. 6, usando palavras diferentes, mas que resultam no mesmo sentido: pobreza produzida pela maldição de Yahweh contra os negligentes.

Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância ceifará (II Coríntios 9.6)

O Sopro Divino. Uma antiga crença dizia que o hálito de uma pessoa podia ter efeito salutar ou maléfico. Quanto ao hálito bom, ver Eze. 37.9,10. Quanto ao mau hálito, ver Isa. 11.4; 40.24. Portanto, Yahweh podia soprar visando o bem ou visando o mal sobre aquilo que os judeus estavam fazendo. Ele tinha soprado sobre os esforços deles e os encolhera, porquanto eles confundiram as prioridades e serviam a si mesmos. Entre os muçulmanos há uma superstição semelhante: eles não querem que ninguém assobie sobre uma eira cheia de cereal. O diabo poderia ser convocado, e isso destruiria os esforços dos homens.

O Targum interpreta como segue: “Eis que envio uma maldição sobre isso”. “Eu assoprei para longe, como deve ser tratada qualquer coisa leve, como palha ou restolho ou espinhos. Essas coisas são facilmente sopradas para longe pelo vento. O Senhor pode facilmente desnudar os homens dos poucos bens materiais que eles possuem. As riquezas, por ordem de Deus, podem desenvolver asas e voar” (John Gill, in Ioc).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. pag. 3649.

No versículo 9, o profeta repete a mensagem de Deus relativa à causa espiritual da pobreza. Foi a atividade do Senhor em reação à falta dos judeus que lhes trouxera escassez.

Ageu sabe que a esperança do povo era grande: Olhastes para muito (9). Esta expectativa estava baseada nas promessas encontradas principalmente em Isaías 40 a 66. O profeta destacou também que estas bênçãos ainda não tinham se concretizado, e, por conseguinte, o povo estava desiludido e desanimado.

Mas ressalta que o povo é que errara: Minha casa… está deserta, e cada um de vós corre à sua própria casa. “E por isso que eu não deixo os céus darem chuva e as suas colheitas são tão fracas. Na verdade, eu já ordenei que venha uma seca sobre a terra, até mesmo sobre as montanhas tão férteis. Uma seca que vai fazer murchar os cereais, as uvas e azeitonas e todas as outras plantações. Uma seca que vai deixar morrer de fome vocês e o gado, que vai destruir tudo aquilo que vocês trabalharam tanto para conseguir” (10,11, BV).

Dunning. H. Ray,. Comentário Bíblico Beacon. Ageu. Editora CPAD. Vol. 5. pag. 280.

A glória de Deus entre o seu povo (2.9)

O profeta Ageu oferece mais um tônico de encorajamento para o povo, falando-lhes da seguinte forma: A gloria desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (2.9).

A glória do primeiro templo era material; a glória do segundo era espiritual. O primeiro templo era magnificente em ouro e prata; o segundo era grandioso porque nele entraria o dono de todo o ouro e de toda a prata. Por que a glória do segundo templo seria maior do que a glória do primeiro? Por duas razoes.

Em primeiro lugar, por causa da presença de Deus nesse templo (2.9). O segundo templo construído por Zorobabel foi mais tarde embelezado por Herodes, o Grande. Durante 46 anos, esse templo recebeu todo o requinte de uma construção grandiosa e magnificente (Jo 2.19). Porém, a glória desse templo não estava em suas pedras douradas e na sua imponência, mas no fato de que foi nele que o Senhor Jesus, o Deus que se fez carne e habitou entre nós, entrou. Jesus trouxe graça e glória (Jo 1.14,16).

Herbert Wolf diz corretamente que, quando Jesus Cristo entrou no templo no século 1 da nossa era, a Casa do Senhor encheu-se de glória como nunca antes.

 Ali estava alguém “maior do que Salomão” (Mt 12.42). Dionísio Pape diz que a gloria da última casa foi a presença de Jesus Cristo, o nosso Salvador.

 Em segundo lugar, por causa da oferta de Deus feita nesse templo (2.9). … e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos” (2.9). Russell Norman Champlin diz que as bênçãos da era messianica são sumariadas em uma palavra:

Paz! “Neste lugar, darei a paz”. Pelo sangue da cruz de Cristo fomos reconciliados com Deus (Cl 1.20). Porque fomos justificados pela obra de Cristo, mediante a fé, agora temos paz com Deus (Rm 5.1) e também a paz de Deus (Fp 4.7). Essa paz não é apenas ausência de conflitos nem meramente um sentimento de bem-estar.

Essa paz é relacionai e experimental. Trata-se de uma paz perene, que nos coloca em uma relação certa com Deus, com o próximo e conosco, agora e por toda a eternidade. Concordo com Charles Feinberg quando ele diz que Deus tem o melhor reservado para o futuro. Porém, só o olho da fé pode discerni-lo

LOPES. Hernandes Dias. OBADIAS E AGEU Uma mensagem urgente de Deus à igreja contemporânea. Editora Hagnos. pag. 108-109.

2. O resultado da mensagem dos profetas.

Informações Enviadas por Tatenai a Dario (5.3-17)

Uma vez mais, surgiu oposição contra o projeto de construção de Zorobabel. Desta vez, entretanto, ela foi muito menos maligna. O governador daquém do rio (Eufrates, 3) era Tatenai, o mandatário da província síria à qual pertencia a Palestina. Ele visitou Jerusalém e fez perguntas diligentes sobre o trabalho que era feito e sobre a autorização que havia sido dada.

O seu objetivo, sem dúvida, não era amistoso, mas o extremo cuidado que ele tomou encobriu qualquer má intenção que pudesse ter tido. Assim lhes dissemos… (4) provavelmente deve ser interpretado como: “Eles também perguntaram os nomes dos homens que estavam ajudando a reconstruir o Templo”.

Tatenai queria incriminar os líderes aos olhos de Dario (cf. 10). O resultado final foi, na verdade, favorável aos trabalhos e não ao seu impedimento. Como o cronista nos conta, os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, e não os impediram, até que o negócio veio a Dario (5).

Demaray. C. E. Comentário Bíblico Beacon. Esdras. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 495.

Então se dispuseram Zorobabel e Jesua.

Devemos entender aqui que as palavras “começaram a edificar” significam reiniciar o trabalho que havia sido interrompido por quinze anos. Ou então devemos entender que aquilo que tinha sido edificado, a saber, os alicerces, havia sido destruído, e assim, em um sentido absoluto, Zorobabel começou a trabalhar de novo. Os profetas deram seu apoio moral, inspirando os esforços com as ameaças e promessas de Yahweh colhidas dos livros de Ageu e Zacarias, que o cronista não mencionou aqui nominalmente. Naquela ocasião, Jesua, o sumo sacerdote, era o principal supervisor da obra, e os levitas eram sub capatazes.

“Eles tinham lançado os alicerces, e talvez os tivessem levado avante até certo grau, antes de serem forçados a parar o trabalho (Esdras 2.10)” (John Gill, in loc.).

Nesse tempo, veio a eles Tatenai… e Setar-Bozenai.

Oposição Novamente. A autoridade do projeto foi questionada, e essa autoridade tinha de provir do rei da Pérsia, que era o senhor daquela parte do mundo, na época. Ver no Dicionário acerca de Tatenai. Ele era o sátrapa (governador da província) da época, ou era o delegado do sátrapa. A palavra persa é Pechah. O outro homem, Setar-Bozenai, parece ter sido secretário de Tatenai, tal como Sinsai era secretário de Reum (ver Esdras 4.17).

Judá era meramente parte da satrapia da Babilônia-Transeufrates, e tinha delegados nomeados para governá-la. O que encontramos aqui fazia parte de uma campanha geral para por fim às construções em Judá. Pelo menos isso é o que Josefo disse (Ant. XI.4.4), e esse mesmo general e historiador judeu também afirmou que os samaritanos estavam por trás de todo o movimento de entrave, influenciando por meio de subornos.

Governador. Esse era um termo elástico, algumas vezes referindo-se ao sátrapa de uma província inteira, de outras vezes referindo-se ao seu delegado. É provável que Tatenai fosse um subgovernador, um delegado do sátrapa geral. Seu nome foi encontrado em tabletes escritos em escrita cuneiforme.

Daquém do Eufrates. Algumas versões portuguesas tomam a liberdade de traduzir oeste em lugar de “daquém”. De fato, estamos tratando aqui com áreas a oeste e ao sul da Babilônia.

“Os líderes de Israel entraram em conflito direto com as autoridades locais devidamente estabelecidas, que eram responsáveis diante da coroa persa. Em um registro babilónico datado de 502 A. C., foi achado o nome Tatenai e seu ofício como governador da região transeufrateana” (John A. Martin, in loc.). As autoridades locais temiam que o projeto do templo pudesse transformar-se em uma revolta popular.

Perguntaram-lhes mais. A narrativa toma-se mais compreensível se considerarmos aqui a terceira pessoa, concordando com o terceiro versículo, visto que eram os oficiais persas que estavam falando, e não os “judeus”.

O livro de I Esdras diz-nos que os judeus foram compelidos a fornecer uma lista dos supervisores, e que essa informação seria noticiada ao rei. A Septuaginta tem aqui a terceira pessoa, como uma correção do hebraico desajeitado. Cf. o vs. 11. A versão siriaca, entretanto, preserva o desajeitado “nós”. A versão portuguesa acompanha aqui a Septuaginta.

Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus. Uma vigilância providencial era o trunfo dos judeus para que eles continuassem edificando, a despeito do assédio de seus inimigos, até que um novo decreto decidisse se a construção continuaria legalmente. Cf. Salmos 33.18,19; 34.15,16.

A questão seria submetida ao julgamento de Dario. Os oficiais em Jerusalém não poderiam parar a obra até que o rei desse uma resposta oficial ao relatório que eles estavam preparando. Ver os vss. 6 ss. quanto ao relatório e a inquinção enviada ao rei. A resposta de Dario é dada em Esdras 6.6-12.

O trabalho de construção era de Deus. Ele proveria todas as condições, o dinheiro e as forças para seu cumprimento apropriado. Oh, Senhor! Concede-nos tal graça! Cf. II Crônicas 16.9 e Zacarias

Eis a cópia da carta que Tatenai. Uma carta oficial foi enviada por Tatenai, provavelmente escrita (reduzida) por seu secretário Setar-Bozenai, com a aprovação e o conhecimento de todos os afarsaquitas, isto é, governadores ou subgovemadores enviados pelo rei.

A questão foi levada à atenção de todos os homens importantes de toda a província “além do rio”, isto é, da parte oeste e sul do rio Eufrates. Cf. Esdras 4.10,11 e 5.3, sendo comum o cronista referir-se assim à província da qual Judá lazia parte. Talvez os afarsaquitas não fossem governadores, e, sim, investigadores, conforme pensam alguns eruditos.

Nesse caso, deveriam ser identificados com os frasaka persas (fiscais, investigadores). A versão etíope diz aqui nawatir, “observadores”, que tem um sentido semelhante. Cf. Esdras 4.9, onde algo similar é dito e onde foram dadas notas adicionais. Note-se, porém, que ali temos a palavra arquevitas, e não afarsaquitas.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. pag. 1747.

3. O impulso espiritual dado pelos profetas continuou dominando os construtores até à conclusão da construção.

“E acabou-se esta casa” (Ed 6.15).

A Consagração do Templo Restaurado (6.14-18)

Agora que todos os obstáculos tinham sido removidos, a restauração do Templo foi concluída dentro de um período de no máximo cinco anos, o que pode ser considerado um curto espaço de tempo, quando se leva em consideração o tamanho da construção. O mês de Adar (15) seria fevereiro/março. As dimensões dadas no decreto de Ciro, e citadas na carta de Dario (6.3) não estão completas e talvez não sejam exatas. Isto pode ser devido ao desejo de Ciro de tornar o projeto financiado por ele mais grandioso do que o Templo de Salomão14.

Para o alegre banquete de consagração, sabemos que foram sacrificados 712 animais, incluindo novilhos, carneiros, cordeiros e cabritos (17). Conforme o mandado de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia (14). Embora o Templo tivesse sido reconstruído e consagrado durante o reinado e Dario, o seu sucessor, Artaxerxes, é mencionado aqui por causa de seu decreto, de sessenta anos mais tarde, que permitiu a Esdras devolver o resto dos utensílios sagrados ao Templo (7.1-26).

Também é importante mencionar que o sacrifício foi constituído por doze cabritos… segundo o número de tribos de Israel (17). Os exilados que retornavam julgavam-se representantes das doze tribos de Israel, e não somente de Judá e Benjamim. Eles reivindicaram o título completo de Israel depois do exílio (cf. Ed 2.2,59,70; 3.1,11; 6.16,21; 7.7,28; passim; e Ne 1.6; 2.10; 7.7; 9.1; passim). Eles nada sabiam das “dez tribos perdidas”. E puseram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões (18); (cf. Nm 3.8; e 1 Cr 23-24).

Demaray. C. E. Comentário Bíblico Beacon. Esdras. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 496.

Os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando.

Os anciãos dos judeus (principais líderes, Zorobabel, o sumo sacerdote e os cabeças de clãs) tomaram vantagem da situação revertida e passaram a trabalhar com diligência, encorajados pelas exortações de Ageu e Zacarias. Eles tinham dois decretos reais ao lado deles: o decreto de Ciro (Esdras 1.1 ss.) e o de Dario (Esdras 6.6 ss.). O presente versículo reflete o trecho de Esdras 5.1,2. As mesmas palavras aramaicas foram usadas para indicar o mandamento de Deus e o decreto do rei. O templo foi terminado durante o governo de Dario I (vs. 15).

Arlaxerxes nada teve que ver com a construção do templo. Talvez seu nome devesse participar da narrativa, entretanto, visto que ele decretou a construção das muralhas de Jerusalém (ver Neemias 2.1) Ele também ajudou a prover para os sacrifícios no templo (ver Esdras 7.12-17). Portanto, Artaxerxes teve uma participação nos acontecimentos, mas não, especificamente, na construção do templo de Jerusalém.

Conforme alguns intérpretes sugerem, persistiu uma antiga tradição de que esse rei teve alguma participação no templo construído em seu tempo. Mas isso não passa de uma conjectura. Alguns eruditos culpam um escriba subsequente por haver adicionado o nome de Artaxerxes ao texto sagrado, mas não há nenhuma evidência textual dessa adição.

Acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de adar. Portanto, passaram-se cerca de quatro anos e meio entre o início (21 de setembro de 520 A. C.; cf. Ageu 1.14,15) e o término do templo. O mês foi adar (fevereiro-março), o último dos meses babilónicos. O terceiro dia foi 12 de março de 515 A. C.

Mas I Esdras 7.5 diz vigésimo terceiro dia, o que é menos provável. O terceiro dia foi um sábado, de modo que nenhum trabalho podia ser feito no templo. O dia vinte e três foi uma sexta-feira. Portanto, o povo descansou, de conformidade com a lei (vs. 16), e, ademais, houve um grande dia feriado e base para uma notável celebração.

‘O templo foi completado no mês de adar (fevereiro-março) de 515 A. C., vinte e um anos depois que a obra tinha começado (536 A. C.), e quatro e meio anos depois que Ageu começou a profetizar. Isso aconteceu setenta anos e meio depois que o templo de Jerusalém foi destruído, a 12 de agosto de 586 A. C.” (John A. Martin, in loc., em uma iluminadora nota expositiva).

A data do término do templo foi assim registrada com grande cuidado. O segundo templo tomou o lugar do templo de Salomão, e os devastadores eventos do cativeiro babilónico foram revertidos, até onde as circunstâncias assim o permitiram. O Novo Israel tinha agora o seu Novo Templo.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. pag. 1750.

Ultimam-se os Preparativos para o Término do Templo (vv. 14-15)

O texto sagrado é lacônico quanto ao regozijo, que deveria ter provocado em Jerusalém este decreto real, mas o verso 14 parece dizer tudo. Os anciãos, em virtude da lei, puseram mãos à obra, como ensinavam (profetizavam) Ageu e Zacarias, que de há muito vinham insistindo com os judeus para não pararem de todo a obra, confiando em Deus, e agora, com dinheiro farto dos tesouros do rei, nada obstava a que as obras não andassem a todo o vapor.

Assim, no sexto ano de Dario, cinco anos depois do decreto, no mês de Adar, estava completo o Templo. Os que conheciam o primeiro, construído por Salomão, e viram este de dimensões menores, choraram de tristeza (Esd. 3:12) ; entretanto, a este Templo estava destinada uma glória que o outro não tivera: a de nele ser recebido o REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. 2 certo que já neste tempo havia sido muito aumentado e melhorado pela mão de Herodes, o Grande, que por 46 anos trabalhou nele (João 2:20).

Mesquita. Antônio Neves de,. Livro de Esdras. Editora JUERP.

A Teologia proporciona um aumento da sua bagagem sobre a fé.
Possibilita uma base sólida para argumentar e responder as perguntas sobre as doutrinas bíblicas.

II – O MINISTÉRIO PROFÉTICO, UMA PROVA DA MANIFESTAÇÃO DE DEUS

1. Manifestações sobrenaturais no Antigo Testamento. Há muitos exemplos no Antigo Testamento.

a. MOISÉS,

Esta vara. Símbolo de autoridade, instrumento por meio do qual Deus atuava. Nas mãos de Moisés, tornava-se um poder. Não era como a varinha dos mágicos, que enganavam os homens com suas ilusões. Provavelmente tratava-se de um cajado de pastor. Estava envolvido nas maravilhas a serem realizadas no Egito.

Varas de Poder. Havia o cajado de Baco; e também o cajado de Mercúrio, que era o porta-voz dos deuses. Homero apresentava Mercúrio a tomar de seu cajado a fim de operar milagres, quase nos mesmos termos que vemos neste versículo.

Ver Odisséia lib. xxiv. vs. 1.0 paralelo é tão próximo que alguns pensam que Homero tomou a ideia por empréstimo do livro de Gênesis, ou que o livro de Gênesis tomou por empréstimo uma ideia de Homero. O Hermes de Cilene chamava as almas com sua varinha de ouro. Virgílio copiou Homero e suas varas de poder (Aeneíd. lib. iv. 242).

Até hoje, os mágicos profissionais têm suas varinhas com as quais realizam truques. Os céticos pensam que algo assim trabalhava no caso de Moisés, mas os conservadores veem nisso apenas um símbolo do poder que operava através de Moisés, o poder de Yahweh.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 318.

O segredo do sucesso de Moisés foi levar esta vara na mão (17). Neste capítulo, levar “A Vara de Deus” significa: 1) A rendição completa de si mesmo a Deus, 2-4; 2) O meio pelo qual as pessoas reconheceriam a presença de Deus, 5; 3) O canal pelo qual Deus mostraria seu poder, 17.

Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Êxodo. Editora CPAD. pag. 148.

4. O Senhor pede que Moisés leve a vara na sua mão (v. 17), para indicar que ele deve viabilizar a sua missão, mais por atos que por palavras. Os sinais que ele faria com esta vara poderiam suprir abundantemente a falta de eloqüência. Um milagre lhe seria mais útil que toda a retórica do mundo. Que ele levasse esta vara, a vara que ele levava como um pastor, para que não se envergonhasse daquela condição humilde na qual Deus o chamou. Esta vara deve ser o seu bordão de autoridade, e para ele deve estar no lugar da espada e também do cetro.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 238.

b. ELIAS,

Para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus. Ouve-me, ó Deus!

Convence Este Povo! Esta foi a petição de Elias. Ele era um profeta de Deus, em lavor do povo. Se o coração deles tivesse de ser atraído para os antigos caminhos, somente Yahweh poderia permiti-lo. Os esforços e os desejos humanos só tinham contribuído para levar o povo da nação do norte, Israel, à apostasia.

O Targum, aqui, tem uma paráfrase iluminadora: “Recebe a minha oração, ó Senhor acerca do fogo, e recebe a minha oração acerca da chuva”, a qual mostra que o autor sagrado compreendeu que a oração inteira era um pedido pela chuva, e não meramente uma demonstração espetacular de poder, enviando fogo para consumir tudo quanto havia sobre o altar.

As palavras do profeta tinham por desígnio demonstrar aos circunstantes que tudo fora feito em sua capacidade de servo de Deus (cf. I Reis 17.1 e 18.15).

Então caiu fogo do Senhor. A despeito de a oração de Elias ter sido tão simples e sem ruído e frenesi. Há nisso, por certo, uma lição preciosa para alguns segmentos da Igreja cristã, que dependem tanto de cultos caracterizados pelo frenesi a fim de atrair o “Espírito”.

E não é um bom argumento dizer que Elias não precisava de ruído, mas nós precisamos. O ruído pode imitar a intensidade, e a intensidade pode existir juntamente com o frenesi.

O fogo foi eficaz e consumiu a tudo: o sacrifício, a lenha, a poeira que havia sobre o altar, a água que estava nas trincheiras e sobre o próprio altar. A água evaporou-se e foi transformada em nada.

O fogo, como é claro, deve ser considerado algo sobrenatural. O fogo e a luz são associados à aparição de Yahweh. É inútil tentar encontrar alguma explicação física e natural para o milagre. Milagres simplesmente acontecem, ocasionalmente, com algum propósito em mira.

Se os hebreus acreditavam que o relâmpago e os trovões procediam de Deus, essa não era toda a crença deles.

Também criam em manifestações extraordinárias, e o acontecimento presente foi uma dessas manifestações. Nenhum relâmpago natural poderia ter feito o que foi aqui descrito, e é tolice falar em coincidência, como: “Por pura coincidência um relâmpago caiu sobre o altar naquele exato instante”. Também é insensatez falar de “coincidências significativas”.

Deus esteve presente no acontecimento, mas foi um acontecimento natural. Pelo contrário, há ocasiões em que exibições divinas são providas pela graça e pelo poder de Deus. Os homens espirituais reconhecem quando isso acontece. Os críticos terão de aprender sobre esses acontecimentos, mais cedo ou mais tarde.

No entanto, “Elias era apenas uma voz que conclamava os homens a ‘preparar o caminho do Senhor’” (Ellicott, in loc.). Elias deve ter parecido um grande homem naquele dia. Mas foi Yahweh quem realizou todo o milagre.

O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!

Tendo visto a cena incrível, o povo pôs-se a berrar: “Yahweh é Deus. Yahweh é o Deus de Israel”. E prostrou-se de joelhos diante do espantoso espetáculo. Cf. o que aconteceu à inauguração dos sacrifícios no tabernáculo (ver Lev. 9.24). Elias tinha provado a sua contenção e vencido o contesto, mas Israel continuaria marchando na direção da apostasia, até que o cativeiro assírio levasse toda a nação do norte (o que ocorreu em 722 A. C.). Mas tinha sido provida uma ampla oportunidade, e isso é que é importante.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1441.

Na hora em que o sacrifício da noite era habitualmente oferecido, Elias orou ao Deus dos patriarcas de Israel, que também era o seu Senhor. Ele orou, como somente uma pessoa obediente pode rogar, para que Deus pudesse responder, afastar o seu povo (37) de Baal e Aserá, e trazê-lo de volta para Si.

Deus respondeu a Elias e, bondosamente, honrou os fiéis israelitas com a sua santa presença. Seu fogo sagrado consumiu a lenha, o sacrifício encharcado de água e o próprio altar (38). O povo, cheio de admiração e espanto, confessou o que todo homem deve confessar – quanto mais cedo na vida, melhor: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!” (39). Essa confissão deixava bem claro que eles haviam decidido em favor de Deus e contra Baal. Elias, então, ordenou que o povo agarrasse os profetas de Baal para matá-los.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 333.

30. Então Elias disse… Chegai-vos a mim. Confiantemente, com calma e segurança, o profeta agora continuou invocando o único Deus verdadeiro, o Deus de Israel. Para construção do seu altar, ele escolheu doze pedras – uma para cada uma das tribos de Israel.

Embora política e socialmente divididas, na mente de Deus elas continuavam sendo um único povo, com um só Senhor e uma esperança messiânica. Portanto, Elias construiu o altar com exatamente doze pedras, como testemunho delas e contra elas. À volta do altar abriu uma fossa bastante grande para conter duas medidas, isto é, dois alqueires de sementes (medida para secos).

35. De maneira que a água corria ao redor do aliar; ele encheu também de água o rego. Terminando os arranjos para o sacrifício, Elias fez o estranho pedido de ensopar o altar com água três vezes, até que o rego transbordou. Isto foi feito para provar á validade absoluta do milagre que ia se seguir. Elias insistiu em tornar a prova o mais difícil possível para Deus, para que a resposta pudesse destacar-se em contraste mais claro e mais agudo com a impotência de Baal e seus profetas.

A Oração de Elias e Sua Resposta. 18:36-39.

36, 37. O Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel. A extrema brevidade, embora absoluta sinceridade, da oração de Elias, torna-se notável quando comparada com os gritos, pulos e danças frenéticas dos adoradores de Baal.

O profeta simplesmente fez Deus se lembrar que ele não estava inventando este aparentemente estranho procedimento, mas que o executara por ordem divina.

38. Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto. Tão intenso foi o fogo divino, que devorou as pedras do altar e até lambeu toda a água que transbordava do fosso. A intervenção sobrenatural na resposta à oração da fé do profeta de Deus resolveu a questão.

39. O povo, lembrando-se dos termos do duelo espiritual, gritou: O Senhor é Deus!

Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. I Reis. Editora Batista Regular. pag. 63

2. Manifestações sobrenaturais no Novo Testamento.

Deus se Revela de Várias Maneiras (12.4-7)

Neste parágrafo existe uma apresentação indireta da Trindade, sem qualquer conflito de interesses com as várias manifestações do Deus Trino. O Deus da fé cristã se revela ao homem por meio de dons e serviços.

a) A variedade de dons (12.4). A palavra diversidade transmite a ideia de uma distribuição, divisão ou repartição. O Espírito Santo não se contradiz. Dessa forma, qualquer dom que Ele concede a uma pessoa não está em oposição ao dom que foi dado à outra, nem um dom seria superior ou inferior a qualquer outro. Todos os dons procedem de Deus e são usados na sua obra redentora entre os homens.

Os dons (charisma) se originam da mesma raiz da gloriosa palavra cristã graça (charis). A idéia é de alguma coisa que foi concedida, e nesse sentido todos os cristãos recebem dons de Deus, à medida que o amor e a graça e a totalidade da vida cristã são concedidos ao homem. Mas, em um sentido especial, alguns membros da igreja recebem dons além daqueles que estão diretamente relacionados com a salvação pessoal. Esses dons especiais variam em número, mas todos vêm do mesmo Espírito.

b) A variedade de maneiras de servir (12.5). Além de uma grande variedade de dons que representam uma expressão direta do Espírito Santo, existe uma grande distribuição de ministérios (ou “serviços”, RSV). A maneira como os dons são usados é chamada de serviços ou ministérios (diakonia). Esta palavra grega denota “cada serviço que visa o bem da igreja”. Aparentemente, Paulo inclui o conceito de “serviços” à idéia dos dons para minimizar a importância destes, e maximizar a unidade do Espírito.

c) Uma variedade de resultados (12.6). Também existe na igreja uma diversidade de operações. A palavra operações (energematon) sugere uma “coisa trabalhada” ou um efeito produzido.

Existem diferentes forças trabalhando dentro e através da igreja, produzindo diferentes resultados. Existem provas, em toda parte, na criação e na igreja, das maneiras pelas quais Deus opera. Mas Ele nunca opera contra si mesmo e aqui o apóstolo novamente desenha um contraste entre a harmonia das manifestações de Deus e as dissensões e divisões entre os coríntios.

d) O Espírito Santo opera a favor de um único propósito (12.7). Os dons, ministérios e resultados produzidos por toda a obra têm um único propósito – beneficiar a igreja toda, e glorificar a Deus. Dessa forma, os dons não devem alimentar a rivalidade ou gerar a inveja. Os dons espirituais são concedidos para o que for útil, isto é, para beneficiar os outros. Eles são destinados ao bem comum.

Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. I Coríntios. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 334-335.

«…os dons são diversos…» Neste ponto é empregada a palavra grega «charismata», que veio a tornar-se o termo técnico para dar a entender os dons espirituais. (Quanto a um completo tratamento sobre esse tema, onde se alistam todos os dons espirituais, e onde há um comentário sobre cada um deles, ver a introdução ao presente capítulo). Essa palavra é usada novamente nos versículos nono, vigésimo oitavo, trigésimo e trigésimo primeiro deste capítulo. A raiz básica desse vocábulo é a palavra «graça».

Portanto, os dons espirituais são algo que nos é conferido por meio da «graça» divina, o que também explica a palavra «dom», isto é, um presente.

Nos trechos de Rom. 1:11; 6:23; 11:29 e 12:6, essa mesma palavra é traduzida como «dom», e em Rom. 5:15,16, ela é traduzida por «dom gratuito». Essa forma verbal significa «dar livremente», ou então, «graciosamente, como um favor desmerecido». Essa palavra pode indicar qualquer «favor» conferido, «bens terrenos», conferidos por Deus.

Entretanto, no capítulo que temos à frente, só pode significar «dons espirituais», porquanto assim é que o contexto em geral a define. E assim sendo, concluímos que existem «dons» que são conferidos para serem usados para propósitos espirituais, dentro e fora da igreja cristã, outorgados gratuitamente por Deus. A despeito disso, os dons espirituais devem ser cobiçados e buscados diligentemente; e então, se a pureza correspondente de vida, e a aceitação, da vontade de Deus estiverem presentes, esses dons espirituais nos serão proporcionados.

A pluralidade de dons se adapta bem à pluralidade de pessoas, bem como à complexidade de suas personalidades, bem como à pluralidade e complexidade das necessidades espirituais e físicas, representadas na igreja cristã.

«…diversos…» é vocábulo que significa «distintos», «diferentes». Deriva-se do verbo grego «diaireo», que significa «dividir», «distribuir». E isso nos indica que está em vista a ideia de «distribuição»—a distribuição de dons espirituais.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 191.

É para esse aspecto que Paulo agora se volta, mostrando aos coríntios: “Há distribuições de serviços, e (é) o mesmo Senhor; e há distribuições de efeitos, mas (é) o mesmo Deus que opera tudo isso em todos” [tradução do autor] Como tudo está cheio de vida e atividade! Essa palavra coloca diante de nós uma realidade que nós, cristãos de hoje, temos de captar de maneira completamente nova.

Essa riqueza de vida da igreja é efeito do Deus vivo. As três frases de Paulo apontam para o Deus triúno, motivo pelo qual tampouco estão simplesmente justapostas, mas perfazem uma unidade coesa. O Espírito concede os ―dons da graça‖, mas ele os concede porque o Senhor concede ―serviços‖, para os quais carecemos dos apetrechos carismáticos. Os múltiplos ―efeitos‖, porém, nos ―serviços‖ por meio dos ―dons da graça‖ remontam ao mesmo Deus, “que opera tudo isso em todos”. O Espírito, portanto, não age autonomamente, mas está ligado ao Senhor e é o Espírito do Deus atuante.

Por essa razão Paulo é capaz de atestar a poderosa unidade por trás da multiformidade das “distribuições”. Nisso se explicita a preocupação do apóstolo. Toda a multiformidade acarreta o perigo de que se contraponha ou desvalorize uma coisa em detrimento da outra. Uma igreja como a de Corinto, com tanta inveja e ciúme, e tanta carência de amor, já sucumbiu parcialmente a esse perigo.

De 1Co 14 podemos depreender que em Corinto a ―língua‖ era considerada como dom privilegiado do Espírito, no qual a atuação do Espírito podia ser vista da maneira mais segura e poderosa.

Outros dons menos vistosos, por sua vez, eram considerados inferiores. Talvez os grupos da igreja que se apegavam especialmente a Paulo tenham solicitado ao apóstolo o ensinamento “a respeito dos efeitos do Espírito” justamente em vista dessas confusões na igreja. Inicialmente Paulo fundamenta a exposição com o fato de que “o mesmo Espírito” concede os mais diversos dons, e ―o mesmo Senhor atribui todos os serviços, e em ambos “o mesmo Deus” está, que “opera tudo em todos”.

Nesse caso não é possível contrapor entre si os dons, serviços e efeitos. Originam-se todos do mesmo Deus. Entretanto, cada carisma, cada serviço possui seu próprio valor inviolável e é completamente imprescindível em seu lugar. Ao mesmo tempo a formulação ―Deus opera tudo em todos‖ aponta para aqueles que recebem pessoalmente os diversos dons e serviços, os ―dotados do Espírito.

Também eles não podem ser depreciados um em relação ao outro e tampouco podem ―ensoberbecer-se em favor de um em detrimento do outro‖ (1Co 4.6). Deparamo-nos sempre com os mesmos danos em Corinto. Por meio deles é deturpada até mesmo a riqueza da doação divina mediante o Espírito Santo, tornando-se um meio para a briga e discórdia.

Werner de Boor. Comentário EsperançaCartas aos I Corinto. Editora Evangélica Esperança.

Curso Interpretando a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

III – O MINISTÉRIO DE PROFETA À LUZ DA BÍBLIA

1. O profeta na dispensação do Antigo Testamento.

a. Em Ezequiel 20.2, os anciãos vieram a Ezequiel para que este consultasse o Senhor por eles; Deus, por meio de Ezequiel, lhes respondeu que por causa das suas abominações eles não receberiam respostas.

Então veio a mim a palavra do Senhor. Esta declaração comumente introduz novos materiais ou oráculos, em Ezequiel. Lembra que era Yahweh a fonte das mensagens; portanto, houve inspiração divina. Também ressalta que Ezequiel era profeta autorizado, merecedor do respeito de todos. Cf. Eze. 13.1; 14.2 e 16.1.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3251.

A consulta dos anciãos. A data é dada como sendo o décimo dia do mês de Ab (julho-agosto) do ano 591 a.C.76 Nenhuma indicação é dada quanto ao propósito da visita dos anciãos. É possível que tenham vindo assentar-se diante de Ezequiel com a esperança de ouvir alguma notícia da pátria ou uma palavra da parte de Deus acerca da duração do seu exílio, como em 14:1. Podem ter feito a Ezequiel uma pergunta específica à qual desejavam uma resposta.

O v. 32 tem sido interpretado por alguns para sugerir que os anciãos estavam defendendo uma forma de sincretismo, e que estavam procurando obter o apoio de Ezequiel para a sua política. Isto certamente estaria de acordo com a rejeição decisiva na resposta de Ezequiel, mas a questão permanece sendo inteiramente especulativa.

A razão dada para a recusa em responder à pergunta dos anciãos é enigmática: as abominações de seus pais (4). Interpretar isto como sendo uma acusação contra os anciãos com base nos pecados dos seus antepassados envolveria uma negação de boa parte daquilo que Ezequiel estava argumentando no que diz respeito à responsabilidade individual.

A lição é que, por alguma razão não explicada, a pergunta é impertinente, e precisa de nada mais senão um panorama dos pecados passados de Israel para demonstrar que a história já respondeu à pergunta deles. Assim fica explicada a impaciência da frase repetida: Julgá-los-ias? (4), que tem a força de um imperativo: “expõe as acusações contra eles.”

Taylor. John,. Ezequiel. Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 142.

Seja qual for a razão pelo questionamento da delegação, precipita uma resposta de Yahweh. Assim, os versículos 3 e 31 enfatizam que este discurso é uma recusa ao pedido dos anciãos. Deus não lançará suas pérolas para os porcos (Mt 7.6); ele se recusa a dignificar o pedido deles como a revelação de si mesmo (cf. Ez 14.3). Sua resposta é introduzida com uma série de fórmulas autorizando o profeta a falar aos visitantes e lhes dar uma mensagem da parte dele.

Block. Daniel,. Comentário do Antigo Testamento Ezequiel. Editora Cultura Cristã. pag. 565.

b. Em 1 Samuel 9.6,7, o profeta Samuel foi consultado acerca das jumentas do pai de Saul que se haviam perdido.

Nesta cidade há um homem de Deus, e é muito estimado. O homem de Deus, cujas profecias sempre se confirmavam, era, naturalmente, Samuel, reconhecido nacionalmente como juiz e vidente. Nele estava se operando a transição da teocracia para a monarquia.

Eles estavam na cidade natal de Samuel (I Sam. 1.1), provavelmente Ramá.

O verdadeiro teste de um profeta era se suas profecias tinham ou não cumprimento, mas suas palavras também precisavam concordar com os ensinos de Moisés (ver Deu. 18.21,22 e 13.1-3).

Samuel era “muito estimado entre os homens por sua sabedoria e conhecimento, integridade e fidelidade e, particularmente, por seu dom de profecia” (John Gill, in loc). É por isso que o Targum diz aqui que ele “… era um homem que profetiza a verdade”.

É interessante notar como o servo acreditava que o grande profeta condescenderia diante do pedido deles, quanto a alguns animais perdidos. Isso nos alerta para o fato de que os profetas eram consultados pelas questões mais mundanas e pessoais. O trivial misturava-se com aspectos fundamentais na vida de um grande profeta.

Samuel (entre itens de grande importância, como a intenção de tornar Saul rei de Israel, posição até então ocupada por Yahweh) proferiu as palavras certas acerca dos animais. Eles já haviam sido encontrados (vs. 20).

Então Saul disse ao seu moço. Temos aqui um fato interessante. Os videntes ou profetas (vs. 9) cobravam pelos serviços prestados. Um homem deveria pagar para consultar um oráculo. Saul estava cônscio dessa prática em Israel. Por isso levantou a questão sobre quem deveria pagar a dívida. Até ali era tradicional que os videntes cobrassem pelas consultas.

Estudos no campo da parapsicologia demonstram que muitas funções psíquicas, incluindo prever o futuro, são parte natural da psique humana. Prever o futuro é, de fato, a mais comum das habilidades mentais humanas. Os sonhos noturnos incluem precognição, embora nada haja de divino ou diabólico neles. Ocasionalmente, todavia, isso pode acontecer.

Vez ou outra, porém, o diabo mete o nariz onde não foi chamado, e, às vezes, algo divino acontece. É minha opinião que grande parte do que acontece nos movimentos carismáticos é apenas natural, nem divino nem demoníaco. Em certas ocasiões, porém, há outros fatores em operação.

Não apenas psíquicos recebem alguma espécie de dom. Pessoas importantes de todo tipo foram presenteadas com tal dádiva quando estimuladas por consultas. Cf. Gên. 43.11 e I Reis 10.10.

O texto sagrado não nos informa que Samuel tenha recebido pagamento pelo serviço, mas isso fica subentendido. Essa era a prática comum da época, independentemente da opinião do beneficiário.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1154.

Seu servo propôs (parece que ele era mais religioso do que seu senhor) que, uma vez que agora estavam em Ramá, poderiam pedir a ajuda de Samuel e ouvir o seu conselho nessa questão importante. Observe o seguinte:

(1) Eles estavam próximos da cidade onde Samuel morava, e isso os fez lembrar que poderiam consultá-lo (v. 6): Há nesta cidade um homem de Deus.

Observe: Onde quer que estejamos, deveríamos aproveitar as oportunidades para familiarizar-nos com aqueles que são sábios e bons. Infelizmente, há muitos que estão dispostos a consultar um homem de Deus, caso ele venha ao encontro deles, mas que não estarão dispostos a dar um passo fora do caminho planejado para obter sabedoria.

(2) O servo falou de forma muito respeitosa acerca de Samuel, embora não tivesse conhecimento pessoal dele, somente pela sua fama: Ele é um homem de Deus, e homem honrado.

Observe: Homens de Deus são honrados e deveriam ser assim aos nossos olhos. Familiaridade com as coisas de Deus e utilidade para o Reino de Deus colocam verdadeira honra sobre homens de Deus e os tornam grandes.

Essa era a honra de Samuel, como homem de Deus, de que tudo quanto diz sucede assim infalivelmente. Isso foi dito a respeito dele quando ainda era um jovem profeta (cap. 3.19): Nenhuma de todas as suas palavras Deus deixou cair em terra,; e isso continuava sendo verdade.

(3) Eles concordaram em consultá-lo referente ao caminho que deveriam seguir. Tudo que queriam saber do homem de Deus era se deveriam voltar para casa ou se ainda havia esperança em encontrar as jumentas e qual caminho deveriam seguir — um assunto trivial para um profeta muito ocupado!

Se tivessem dito: “Vamos desistir de procurar as jumentas e, agora que estamos tão próximos do homem de Deus, vamos ao encontro dele para aprendermos algo acerca do bom conhecimento de Deus.

Vamos consultá-lo acerca da lei de Deus e como devemos nos comportar, visto que podemos não ter outra oportunidade como essa, e então não consideraremos como perdida nossa viagem” — essa teria sido a proposta de um verdadeiro israelita. Mas incomodar o profeta de Deus com um conselho tão desprezível mostra o tipo de espírito que possuíam.

Observe: Grande parte das pessoas prefere ouvir acerca do seu destino a ouvir acerca de suas obrigações, ou, como tornar-se rico a como ser salvo. Caso a incumbência dos homens de Deus fosse orientar as pessoas a recuperar suas jumentas, eles seriam consultados com bem mais frequência do que são hoje, quando a sua incumbência é orientá-las na restauração das suas almas. Tão irracional é a preocupação da maioria das pessoas!

(4) Saul era zeloso em relação ao presente que deveriam dar ao homem de Deus, que tipo de gratificação deveriam dar a ele pelo seu conselho (v. 7): “Que levaremos […] àquele homem? ”.

Eles não podiam presenteá-lo, como fez a esposa de Jeroboão ao profeta Aias, com pães e bolos (1 Rs 14.3), porque o pão deles havia se acabado. Mas o servo lembrou-se que tinha em sua mão um quarto de um sido de prata (cerca de 3 gramas de prata, segundo a versão da NVI), e que o daria ao homem de Deus para mostrar-lhes o caminho (v. 8). “Isso será o suficiente”, diz Saul; “vem, pois, vamos”,

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag. 254.

c. Em 1 Reis 14.2,3 está registrada uma consulta sobre um doente, se ele levantaria ou não, e o profeta respondeu da parte de Deus (1 Rs 14.4-7).

A Esposa de Jeroboão Visita Aias (14.1-16)

Em seu relacionamento com esse profeta em particular, o rei de Israel às vezes se encontrava em uma situação comparável àquela em que o marido fala em tom de brincadeira sobre sua esposa: “Ruim com ela; pior sem ela”. Isso também se aplica ao relacionamento de Jeroboão com Aias. Aparentemente, os dois nada tinham em comum, mas, em tempos de necessidade, o rei ia novamente em busca do profeta.

a. Jeroboão envia sua esposa a Siló (14.1-3). Siló (2), ou a moderna Seilun, ficava a aproximadamente 14 quilômetros ao norte de Betei e era a terra natal de Aias, o profeta (cf. 11.29).0 fato de ele ter ali a sua residência sugere que Siló era uma cidade de profetas. Essas localidades são mencionadas posteriormente em conexão com os ministérios de Elias e Eliseu (2 Rs 2). Mesmo que assim não fosse, ela era certamente uma cidade com história religiosa, pois servira como sede intermitente do Tabernáculo (cf. Js 18.1; 21.2; 1 Sm 1.3).

A decisão de Jeroboão de procurar a ajuda de Aias estava baseada no apoio recebido desse profeta no passado – que disse que eu seria rei sobre este povo (2). Entretanto, o fato de ter mandado sua esposa se disfarçar e levar um presente que qualquer pessoa comum poderia oferecer mostra que ele sabia que Aias não estava contente com a maneira como ele se conduzia desde que se tornara rei. A palavra pães (3) pode ser traduzida como “alguns bolos”.

b. Notícias de Aias para a mulher de Jeroboão (14.4-16).

Embora Aias estivesse quase completamente cego, ele sentiu, através da ajuda de Deus, que a mulher de Jeroboão vinha visitá-lo (4,5), e sua simpatia por ambos está refletida em suas palavras de saudação: “Pois eu sou enviado a ti com duras novas” (6).

Entretanto, ele não permitiu que sua simpatia comprometesse a mensagem do Senhor que lhes deveria transmitir, (a) Jeroboão fazia parte dos planos do Senhor para ser um instrumento contra a casa de Davi, e Deus já havia preparado para ele um importante papel político (7,8; cf. 11.30-38). (6) Jeroboão tirara vantagem da situação e reivindicara indevidamente sua posição; era culpado dos atos mais graves de desobediência perante Deus. “E me lançaste para trás de tuas costas” (9) é uma expressão de extremo desdém, (c) A casa de Jeroboão seria destruída até

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 320.

O julgamento de Deus (14:1-20)

Abias era jovem quando teve uma doença fatal (seu pai reinava havia 22 anos), e é claro que o rei ficou preocupado em não ter um filho para sucedê-lo no trono. Jeroboão não podia buscar ajuda de seus falsos deuses e, portanto, voltou-se para o profeta Aias em busca de orientação.

Esse profeta fora quem primeiro dissera a Jeroboão que ele seria o novo rei. O rei não ousava ir pessoalmente à procura de Aias e, assim, enviou a esposa usando um disfarce. Mas o profeta cego via mais com seus olhos espirituais que Jeroboão com seus olhos físicos. Aias expôs o disfarce da mulher e mandou uma mensagem de julgamento ao rei perverso.

A mensagem era verdadeira: a rainha voltou para casa e, quando entrou no palácio, seu filho morreu. Trágico foi o fato de Jeroboão desviar-se do Senhor, pois ele poderia ter conduzido as dez tribos para que recebessem glórias e bênçãos magníficas. Em vez de fazer isso, seu legado foi esse exemplo terrível para que outros reis o seguissem.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Wiesrbe Antigo Testamento. Editora Geográfica. pag. 343.

1. Naquele tempo adoeceu Abias, filho de Jeroboão. Este Abias não deve ser confundido com o filho de Roboão que tem o mesmo nome e que veio a reinar em lugar do seu pai no trono de Judá. Esta doença da criança não foi uma das muitas desgraças desta vida a que todos os seres humanos estão sujeitos, mas antes um ato disciplinador de Deus. Jeroboão, o primeiro rei da união do norte, deixou de ouvir “as mais temas solicitações” de Deus; por isso, agora, o Senhor atingiu diretamente sua mais preciosa possessão, seu jovem filho.

2. Disse este a sua mulher: Depõe-te, agora, e disfarça-te. Com estas palavras o escritor apresenta a conspiração do rei para enganar o profeta Aías e desvendar o futuro. Jeroboão achava que se o profeta percebesse a identidade da pessoa que o buscava, certamente transmitiria uma mensagem de juízo e condenação. Silo. O antigo santuário central e anterior lugar da habitação da arca. A cidade era agora o lugar da morada de Aías, o profeta, que já previra antes a subida de Jeroboão ao poder (I Reis 11:26-40).

4. Aías já não podia ver, porque os seus olhos já se tinham escurecido, por causa da sua velhice. O profeta, agora privado de sua vista por causa da extrema idade, mantinha contudo seus ouvidos em sintonia com a voz de Deus, pronto a receber mensagens do céu.

5. Eis que a mulher de Jeroboão vem consultar-te. A ímpia rainha pensou que o ardil seria bastante adequado para enganar o profeta. Ela não imaginava que o “Deus diante do qual todas as coisas são reveladas” já fora diante dela para avisar o Seu servo sobre a visita dela e sobre a mensagem que lhe devia transmitir.

6. Ouvindo Aías o ruído dos sem pés… disse: Entra, mulher de Jeroboão. Disfarçada, desmascarada e condenada. Não apenas o véu sobre o seu rosto, mas também as cortinas que havia sobre o seu coração foram traspassadas. Suas mais perversas intenções, como também sua natureza foram desnudadas. Hipocrisia e fingimento sempre se deparam com o desprazer e julgamento de nosso Senhor.

7. Vai, dize a Jeroboão: Assim diz o Senhor Deus de Israel. Aías, com golpes ousados, prosseguiu falando sobre a unção do rei, a promessa condicional de Deus, Sua graça em colocar Jeroboão sobre as tribos do norte. Depois rispidamente fez Jeroboão se lembrar, através de sua esposa, de sua apostasia e séria idolatria, culminando na adoração dos bezerros de ouro. Por isso, devia aguardar o castigo.

Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. I Reis. Editora Batista Regular  . pag. 47-48.

d. Moisés transmitia aos anciões o que Deus lhe falava (Êx 19.7,8).

A aceitação de Israel a este concerto, e o consentimento às suas condições.

1. Moisés transmitiu fielmente a mensagem de Deus a eles (v. 7): “Expôs diante deles todas estas palavras”. Ele não somente explicou-lhes o que Deus lhe tinha dado como incumbência, mas deu-lhes a escolha de aceitar estas promessas nestes termos, ou não. O fato de que tivesse exposto diante deles estas palavras indica que ele deixava o caso para as suas consciências.

2. Eles prontamente concordaram com o concerto proposto. Eles se alegrariam em obedecer à voz de Deus, e encarariam como um grande favor receberem a bênção de serem um reino de sacerdotes para Ele. Eles responderam juntos, “a uma voz”, como um único homem, nemine contradncente – sem nenhuma voz dissidente (v. 8): “Tudo o que o Senhor tem falado faremos”.

Desta maneira, eles concordam com a aliança, aceitando que o Senhor fosse, para eles, o seu Deus, e entregando-se pai*a ser, para Ele, o seu povo. Oh, se tivesse havido tal sinceridade entre eles! 3. Moisés, como mediador, relatou as palavras do povo a Deus, v. 8.

Da mesma maneira, Cristo, o Mediador entre nós e Deus Pai, como um profeta revela a vontade de Deus Pai a nós, os seus preceitos e as suas promessas. E então, como um sacerdote, oferece a Deus Pai nossos sacrifícios espirituais, não somente de oração e louvor, mas de afeições devotas e decisões piedosas, a obra do seu próprio Espírito em nós. Desta forma, Ele é aquele bendito árbitro que coloca a sua mão sobre ambos.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 289.

Yahweh estava prestes a fazer Sua grande revelação, a outorga da lei, que seria a base do novo pacto, e que assumiria lugar ao lado do Pacto Abraâmico. Esse seria o próximo grande salto para a frente para o povo de Israel tomar-se uma nação teocrática.

Moisés, pois, trouxe consigo a proposta feita por Yahweh. Ele estava à espera de um povo bem disposto e entusiasta, que entraria no pacto com zelo e sinceridade. Yahweh estava esperando pelo “Faremos!” do povo de Israel. Seria um pacto de profundas consequências, no qual a própria santidade de Deus lhes seria revelada, e então requerida da parte dos israelitas.

Ninguém podia subscrever de modo irrefletido aquele pacto. Mas nos dias do Novo Testamento, os israelitas proclamavam: “Esse pacto é duro demais para nós!” E assim, buscava-se ocasião para uma nova lei, a lei da liberdade, em Cristo Jesus. Ver Atos 15.10; Gál. 3.21; Tia. 1.25; 2.12.

Os anciãos do povo. Estão em foco os chefes de tribo que eram canais de comunicação entre Moisés e os israelitas. Ver também Êxo. 4.29; 12.21; 17.5,6; 18.2; 24.14, etc.

Tudo 0 que 0 Senhor falou, faremos. Isso eles disseram em um forte momento de entusiasmo, embora ignorando as imensas dimensões do acordo, impossíveis para as limitações da natureza pecaminosa do homem.

Devemos imaginar aqui uma consulta maciça e completa, do que resultou uma decisão unânime. O pacto da lei não foi imposto, embora nenhum homem fizesse ideia da carga pesadíssima que se dispusera a carregar. Cf. Deu. 5.28,29. “Não houve qualquer hesitação, nem diversidade de opinião, e nem autodesconfiança.

Em face dos grandes privilégios que lhes estavam sendo oferecidos, todos mostraram-se bem dispostos… No calor e brilho de seus sentimentos, nem lhes ocorreu quão difícil era uma obediência perfeita” (Ellicott, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 385.

2. O profeta na dispensação do Novo Testamento.

Operação de Maravilhas (12.10a)

A palavra maravilhas (ou milagres; dynameon) enfatiza o elemento do poder, e pode se referir à capacidade de realizar extraordinários esforços físicos (2 Co 11.23-28). João Calvino relaciona esse tipo de poder milagroso a acontecimentos como a cegueira de Elimas (At 13.11) e morte repentina de Ananias e Safira (At 5.1-10).

Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. I Coríntios. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 336.

«…milagres…» Na introdução a este décimo segundo capítulo, ocupa o primeiro lugar na lista.

«…profecia…» Ocupa o sétimo e o oitavo lugares na introdução a este capítulo, onde são dadas referências a outros locais onde esse assunto é mais amplamente desenvolvido.

«…discernimento de espíritos…» Ocupa o nono lugar na lista de dons espirituais, na introdução a este capítulo.

«…línguas…» Ocupa o décimo quarto lugar nessa citada lista. Há uma nota geral mais específica a respeito desse dom, em Atos 2:4.

«…interpretação de línguas…» Ocupa o décimo quinto lugar nessa lista.

«.. .a inferência permanente é que se houver fé e expectação, em relação a Deus, naquilo em que ele se revelou e revelou os seus propósitos graciosos em favor da humanidade, no seu Filho, Jesus Cristo, e através dele, as conseqüências serão dramáticas. Dificilmente começamos a explorar os recursos espirituais abertos à fé e à oração. Quem pode estabelecer os seus limites, uma vez que o próprio Deus é envolvido?» (C.T. Craig, in loc.).

Não é provável que a ordem da menção, dos dons espirituais, conforme aparece aqui, tenha qualquer significação. Os versículos vigésimo oitavo e ss., entretanto, parecem expor a avaliação de Paulo sobre os valores relativos dos dons espirituais; mas nem mesmo isso pode ser declarado com confiança.

É grande erro relegar esses dons espirituais a alguma «época especial». A igreja cristã precisa dos dons, contanto que sejam exercidos sob o correto controle e se são genuínos. Ver Efé. 4:8 e ss. O modus operandi do exercício dos dons, entretanto, pode variar daquele do primeiro século. A igreja não precisa de nenhum deles se ocorrerem sem controle do Espírito, mas antes, forem produzidos por esforços meramente psíquicos e por espíritos estranhos.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 193.

A viagem de Paulo de Tiro a Cesareia (21.7-16)

Após deixar a cidade de Tiro rumo a Cesareia, Paulo chegou a Ptolemaida, onde saudou os irmãos, permanecendo com eles por um dia (21.7). De Ptolemaida, o apóstolo viajou direto para a cidade de Cesareia, cerca de 64 km ao sul.

Ali se hospedou na casa de Filipe, o evangelista, um dos sete diáconos da igreja de Jerusalém, cujas filhas eram profetisas (21.8,9). Filipe se estabelecera na cidade havia cerca de vinte anos (8.40). Desde então, sua família crescera (21.9).

A magnífica cidade de Cesareia fora construída por Herodes, o Grande, para servir como porto para Jerusalém. Paulo se hospedou na casa de Filipe, que fugira de Jerusalém por causa da perseguição, quando Estêvão, seu companheiro, foi morto com a participação de Saulo. No passado Filipe teve de fugir do perseguidor Saulo. Agora os dois estão juntos como irmãos, o perseguidor como hóspede na casa do perseguido.

Enquanto Paulo estava em Cesareia, Agabo, conhecido profeta, desceu da Judeia e profetizou a prisão de Paulo em Jerusalém, acrescentando que os judeus o entregariam nas mãos dos gentios (21.10,11). Cerca de quinze anos antes, Paulo e Ágabo haviam trabalhado juntos levantando uma oferta para as vítimas da grande fome que assolou a Judeia (11.27-30).

A profecia de Agabo foi a combinação de um ato e uma interpretação falada. John Stott diz que Agabo copiou a prática mímica de alguns profetas do Antigo Testamento, ais como Aias, que rasgou a veste de Jeroboão em doze pedaços (lR s 11.29ss); Isaías, que andou nu e descalço durante três anos (Is 20.3ss); e Ezequiel, que pôs cerco a uma representação simbólica de Jerusalém (Ez 4.1ss). Ele tomou o cinto de Paulo, ligando com ele seus próprios pés e mãos (21.11).

LOPES. Hernandes Dias. A ação do Espírito Santo na vida da igreja. Editora Hagnos. pag. 429-430.

Lucas continua a narrativa: No dia seguinte, partindo324 Paulo e nós… chegamos a Cesaréia (8) — a uma distância de cerca de 56 quilômetros. Não sabemos se foram por terra ou por mar. Cesaréia tinha superado Ptolemaida como a principal cidade costeira da Palestina, porque Herodes, o Grande, construíra ali um grande porto, erigindo grandiosos edifícios. Naquela época, era a sede do governo romano na Judéia.

Em Cesaréia, Paulo e seu grupo se hospedaram na casa de Filipe, o evangelista (ieuangelistes, somente aqui, em Ef 4.11 e 2 Tm 4.5). Ele era um dos sete (cf. 6.5) e tinha agido como um evangelista com o eunuco etíope e o povo de Samaria (cap. 8). Evidentemente, ele se destacou tanto neste campo que teve a honra de ser o único homem do Novo Testamento a receber esse título.

Filipe tinha quatro filhas donzelas, que profetizavam. Provavelmente, isto simplesmente quer dizer que elas pregavam. Lumby comenta:

A palavra “profecia” chegou a ter, desde aproximadamente o começo do século XVII, somente o único sentido de “predizer o que ainda iria acontecer”. Na época da Rainha Elizabeth, “profecias” queria dizer “pregações”, e a famosa obra de Jeremy Taylor, Liberty of Prophesying, foi escrita para sustentar a liberdade de pregação.325

O grupo permaneceu em Cesaréia muitos dias (10). Paulo tinha se apressado para chegar a Jerusalém a tempo para o dia de Pentecostes (20.16). Naqueles tempos de horários de navegação incertos, como os barcos dependiam inteiramente da variação dos ventos, alguém precisaria reservar uma grande margem de tempo com relação a qualquer data de chegada.

Parece que Paulo teve um progresso melhor do que tinha imaginado, e agora tinha vários dias livres antes do Pentecostes. Aparentemente, ele também preferia passar esses dias em Cesaréia (onde poderia evangelizar os gentios) do que em Jerusalém, onde muitos judeus se mostrariam pouco amistosos para com ele.

Enquanto Paulo estava em Cesaréia, a capital gentílica da Judéia, chegou da Judéia (10) — i.e., Jerusalém, a Judéia judaica — um profeta, por nome Agabo. Como este nome não é comum, é perfeitamente possível que este fosse o mesmo Ágabo que anteriormente havia predito a fome sob o governo de Cláudio César (11.28). Ele era um profeta e também previa o futuro.

Ralph Earle. Comentário Bíblico Beacon. Atos. Editora CPAD. Vol. 7. pag. 369.

21.8,9 E m Cesaréia vivia Filipe, chamado aqui o Evangelista. O último registro de suas atividades está em 8.26 -40. Filipe tinha sido um dos sete homens que haviam sido escolhidos para servir às mesas nos primeiros dias da igreja em Jerusalém (6.5).

Filipe tinha quatro filhas donzelas, e todas elas profetizavam. C o m este texto, descobrimos que o dom da profecia era dado a homens e também a mulheres. Diversas mulheres são famosas por sua ativa participação na obra de Deus (2.17. Fp 4.3).

Entre outras mulheres que estão registradas na Bíblia com o profetisas estão incluídas M iriã (E x 15.20), Débora (Jz 4 .4 ), Hulda (2 Rs 2 2 .14), Noadias (Ne 6.14), a mulher de Isaías (Is 8.3), e Ana (Lc 2.36-38).

21.10,11 Quinze anos antes, Agabo tinha predito a fome em Jerusalém (11.27-29). Ele chegou à casa de Filipe vindo da Judéia, e forneceu uma imagem bastante clara do que esperava por Paulo, dando mais detalhes quanto ao que as profecias anteriores tinham avisado. Ágabo forneceu informações sobre a iminente prisão de Paulo – mencionando os líderes judeus como os causadores, e acrescentando que ele seria entregue nas mãos dos gentios (romanos).

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 772.

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Uma resposta para “5 LIÇÃO 3 TRI 20 – ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO”

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