6 LIÇÃO 3 TRI 20 – NEEMIAS RECONSTRÓI OS MUROS DE JERUSALÉM

DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO
6 LIÇÃO 3 TRI 20 – NEEMIAS RECONSTRÓI OS MUROS DE JERUSALÉM

6 LIÇÃO 3 TRI 20 – Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

Texto Áureo

“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou destruição, nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas, louvor.” (Is 60.18)

Verdade Prática

Somente despertados, podemos vencer qualquer obstáculo para realizarmos a obra de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Rs 6.1-38 – Salomão, desperto, constrói o Templo

Terça –        Gn 14.18.20 – Abraão, desperto, entregou o dízimo

Quarta –       Jo 4.1-42 – Despertamento dos samaritanos

Quinta –       At 16.25.31 – Um despertamento à meia-noite

Sexta –        At 13.1-14 – Um despertamento missionário

Sábado –     Mt 25.6 – O despertamento final

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 1.1-4; 2.1-9

Neemias 1. 1 – As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quislev, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza,

2 – Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém.

3 – E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo.

4 – E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.

Neemias 2. 1 – Sucedeu, pois, no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu peguei o vinho e o dei ao rei; porém eu nunca estivera triste diante dele.

9 – Então fui aos governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei; e o rei tinha enviado comigo capitães do exército e cavaleiros.

HINOS SUGERIDOS: 77, 434, 440

6 LIÇÃO 3 TRI 20 – Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

OBJETIVO GERAL

Mostrar que foi Deus quem despertou em Neemias o desejo de restaurar os muros de Jerusalém.

OBJETIVOS ESPECIFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.

I – Mostrar como Deus respondeu às orações de Neemias;

II – Saber como foi a ida e a chegada de Neemias a Jerusalém;

III- Explicar como Neemias iniciou a reconstrução dos muros;

IV – Compreender que o levantamento dos muros provocou grande oposição;

V – Apontar como foi a inauguração solene dos muros;

VI – Conscientizar a respeito dos ensinos que a construção dos muros traz.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado(a) professo(a), nesta lição estudaremos a respeito da reconstrução dos muros de Jerusalém.

Veremos que Neemias foi escolhido pelo Senhor como líder para esta grandiosa obra. Neemias era um homem integro que dependia inteiramente de Deus e da sua Palavra. Além de trabalhar arduamente na construção dos muros e portas, ele teve que enfrentar inimigos externos e internos. Homens que se infiltraram no meio dos trabalhadores, cujo único objetivo era atrapalhar e impedir a reforma da cidade.

Porém, Neemias não se deixou intimidar pelos adversários. Aprendemos com o exemplo de vida deste servo de Deus que todas as vezes que desejamos empreender algo em favor do povo de Deus, os adversários se levantam, mas quando confiamos no Todo-Poderoso inteiramente, recebemos forças e coragem para lutar. Deus colocou em suas mãos uma importante obra: ensinar sua Palavra. Então, não desista diante dos desafios, dos inimigos e das dificuldades.

6 LIÇÃO 3 TRI 20 – Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos como os muros de Jerusalém foram levantados, e como Deus levantou o homem certo para executar esta obra. A obra era de Deus, o qual, como dono da obra, providenciou tudo que era necessário para a sua realização, desde a autorização do rei para o envio de Neemias, até os recursos para custear a construção.

I – DEUS RESPONDE AS ORAÇÕES DE NEEMIAS

1. Deus envia emissário a Neemias.

Deus enviou emissário para informar Neemias acerca da situação reinante em Jerusalém. Esta pessoa foi Hanani, irmão de Neemias (Ne 1.2). Hanani contou como os judeus, que haviam retornado a Judá após o cativeiro, estavam- em grande miséria. Muros fendidos, e portas queimadas a fogo, eram símbolo de miséria e de desprezo, e faziam dos moradores da cidade vítimas fáceis de. assaltantes (Ne 1.3).

2. Neemias, angustiado, jejua e ora.

Deus despertou em Neemias uma profunda angústia pela situação de seu. povo, que morava em Judá. Neemias começou a jejuar e a orar. A oração inicial de Neemias está registrada em Neemias 1.5-11. Iniciou seu período de oração no mês de quisleu (dezembro), e Deus, que ouve as orações, fez a resposta chegar no mês de nisã (março) (Ne 2.1).

3. Deus responde às orações de Neemias.

Como resposta às orações de Neemias, Deus despertou o rei para assumir a responsabilidade do empreendimento. Neemias era copeiro do rei. Certo dia ele apresentou-se diante do rei com semblante triste. Interrogado acerca do motivo de sua tristeza, Nemias relatou a situação da cidade de Jerusalém e de seu povo que ali vivia (Ne 2.2-3).

Por inspiração de Deus, o rei perguntou a Neemias: “Que me pedes agora?” (Ne 2.4). Neemias orou ao Deus do céu para que pudesse responder ao rei dentro da direção de Deus. Em um momento, Neemias teve sua chamada para ir a Jerusalém confirmada, e respondeu ao rei: “Peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique” (Ne 2.5).

4. Deus despertou o rei a atender pedido de Neemias.

Neemias recebeu carta do rei dirigida aos governadores da região e ainda uma carta com ordem para que o necessário para a construção fosse dado a Neemias. Tudo segundo a boa mão de Deus sobre Neemias (Ne 2.8). Deus é verdadeiramente o Deus daquilo que é impossível aos homens.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Temos um Deus que ouve e responde às nossas orações.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Deus trabalha por intermédio de seu povo para realizar até mesmo tarefas consideradas humanamente impossíveis. Ele costuma moldar as pessoas com características de personalidade, experiências e treinamento de modo a prepará-las para o seu ministério, e essas pessoas não costumam sequer ter ideia do que Deus tem reservado para elas.

Deus preparou e posicionou Neemias para realizar uma dessas tarefas ‘impossíveis’ da Bíblia. Neemias era um homem comum em uma posição especial. Ele estava seguro na condição de bem-sucedido copeiro do rei – Artaxerxes, da Pérsia.

Neemias possuía e pouco poder, mas grande influência. Setenta anos antes, Zorobabel havia planejado a reconstrução do Templo de Deus. Treze anos haviam se passado desde o retorno de Esdras a Jerusalém, que havia ajudado o povo em suas necessidades espirituais. Agora Neemias era necessário.

Do início ao fim Neemias orou pedindo a ajuda de Deus. Ele nunca hesitou em pedir que Deus se lembrasse dele, encerrando sua autobiografia com as seguintes palavras: ‘Lembra-te de mim, o Deus meu, para o bem’. Durante a ‘im possível’ tarefa, Neemias demonstrou uma capacidade de liderança incomum.

Os muros ao redor de Jerusalém foram reconstruídos em tempo recorde, a despeito da resistência e da oposição dos inimigos.

Até mesmo os inimigos. de Israel admitiram, de má vontade e com temor, que Deus estava com esses construtores. Não apenas isto, mas Deus trabalhou através de Neemias para realizar um despertamento espiritual entre o povo judeu.

Talvez você não tenha as habilidades específicas de Neemias ou até mesmo pense que está em uma posição onde nada pode fazer para Deus, mas existem duas formas através das quais você pode ser útil ao Senhor.

Primeiro, seja uma pessoa que fala com Deus. Permita que Ele entre em sua vida e compartilhe-a com Ele suas preocupações, seus sentimentos e seus sonhos. Segundo, seja uma pessoa que anda com Deus. Coloque em prática aquilo que você aprende nas Escrituras Sagradas. Deus pode ter uma missão ‘impossível para realizar através de sua vida” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD,1995, p.670).

II – NEEMIAS CHEGA A JERUSALÉM (Ne 2.7-11).

1. Neemias faz levantamento da real situação dos muros.

Saiu à noite na companhia de poucos homens, sem dizer a ninguém qual era seu objetivo em Jerusalém (Ne 2.12-16).

2. Neemias declara sua intenção de reedificar os muros.

Tendo-se inteirado da verdadeira situação dos muros de Jerusalém, Neemias convocou os judeus, os nobres, os magistrados e todos os que faziam a obra, a juntos reedificarem os muros, para que não mais estivessem em opróbrio, declarando-lhes como a mão de Deus lhe fora favorável, como também as palavras do rei. Então disseram todos: “Levantemo-nos, e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem” (Ne 2.17-18).

SÍNTESE DO TÓPICO II

Com a bênção de Deus e a permissão do rei, Neemias chegou até a cidade de Jerusalém.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Embora Neemias tivesse chegado como governador, com plena autoridade do Império Persa, não fez nada durante três dias e nem contou a ninguém os planos que Deus lhe confiara. Sem dúvida, ele estava esperando em Deus, ao invés de precipitar-se, confiando na sua própria capacidade.

Passou, então a fazer uma inspeção cautelosa e cuidadosa nos danos causados nos muros pelos samaritanos e, por certo, calcular as despesas. É muito importante observar que, em vez de criticar os judeus pelos seus problemas e tristezas, ele queria ver esses problemas como eles viam. Daí, ele nada fala, enquanto não compreendesse a situação segundo a sua perspectiva, sentindo o que eles sentiam” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.731).

III – NEEMIAS INICIA O LEVANTAMENTO DOS MUROS

1. O plano de Neemias.

Ver capítulo 3. Neemias dividiu a tarefa de construção em partes, tendo cada parte uma porta. Simultaneamente, lado a lado, haveria pessoas encarregadas de levantar o muro ao longo de toda a sua extensão, muitas delas edificando o pedaço do muro que ficava em frente à sua própria casa.

Havia -também grupos encarregados de levar entulho, trazer material. etc. O coração do povo se inclinou a trabalhar (Ne 4.6). E logo já era possível notar que os muros cresciam e as roturas começavam a ser tapadas (Ne 4.7).

2. A tática de Neemias.

A tática de Neemias de engajar todos os judeus na obra de edificação do muro é um exemplo muito importante a ser seguido pelas igrejas em seu trabalho de evangelização. Neemias tinha um plano que aproveitava todos os que quisessem trabalhar, designando a cada um à sua função. Assim também o pastor da igreja deve, na direção do Espírito Santo, orientar os crentes a entregarem-se a Deus para realizarem a obra do Senhor. Trabalhar para o Senhor enche o coração dos crentes de grande alegria.

3. A união dos judeus ficou ameaçada.

Apesar da boa organização, a união necessária para a realização daquela grande obra estava ameaçada. Surgiu um problema entre os pobres e os ricos. Neemias tomou conhecimento do problema e sabiamente o resolveu, e a obra prosseguiu. Este tópico será retomado na lição número 8.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Neemias, cheio de fé e coragem inicia o levantamento dos muros.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Neemias convocou uma assembleia com os líderes judeus. Ele lhes contou como Deus o tinha convocado para realizar essa missão, e como o Senhor tinha agido sobre o rei para que o ajudasse, não apenas ao dar-lhes a autoridade como governador, mas também ao tornar disponíveis a ele os materiais necessários para realizar o Este fervoroso apelo recebeu uma resposta rápida. Impressionados com o zelo de Neemias, os líderes judeus responderam imediatamente. Levantemo-nos e edifiquemos. Assim, foi preparado o cenário para um notável feito a ser realizado” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp.514-15).

IV -O LEVANTAMENTO DOS MUROS PROVOCOU GRANDE OPOSIÇÃO

1. Iniciada a edificação dos muros,

Sambalate e Tobias indignaram-se grandemente, e usaram várias estratégias para fazerem parar a obra. Todavia, Neemias e seus liderados, ajudados pelo Senhor, conseguiram vencer todos os obstáculos que se levantaram, e trabalharam sem cessar até à conclusão do muro. As diferentes formas de ataque dos inimigos dos judeus, e como Neemias conseguiu vencê-los, será assunto da Lição 9 deste trimestre.

2. O muro foi concluído (Ne 6.15).

Esta vitória teve grande repercussão. Até os inimigos tiveram de reconhecer que “O NOSSO DEUS FIZERA ESTA OBRA” (Ne 6.16).

SÍNTESE DO TÓPICO IV

Os inimigos se levantaram para impedir a construção dos muros.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Os inimigos do pequeno remanescente dos judeus opunham-se à reconstrução dos muros de Jerusalém.

Neemias e o povo foram alvos de zombaria, de ameaça de uso da força, de desânimo de medo. O capítulo três do livro de Neemias revela como se pode vencer a oposição à obra de Deus.

(1) trabalho. A zombaria foi vencida pela oração e determinação.

(2) A ameaça da força foi vencida pela oração e apropriadas medidas de segurança.

(3) O desânimo e o medo foram vencidos pela fé dos dirigentes piedosos, pelo seu incentivo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.733).

V- O MURO FOI SOLENEMENTE INAUGURADO

1. Para a dedicação dos muros foram convocados todos os levitas, a fim de dedicarem os muros com alegria, com louvores, com canto, com saltério, com alaúdes e com harpas (Ne 12.27).

Purificaram-se os sacerdotes e os levitas, e logo purificaram todo povo, e as portas, e o muro (Ne 12.30).

2. O ato de dedicação incluiu duas procissões ao longo dos muros, as quais pararam diante da Casa de Deus, onde houve sacrifícios (Ne 12.30,38,40).

A alegria de Jerusalém era tão grande, que o som da festa podia ser ouvido de longe (Ne 12.43).

SÍNTESE DO TÓPICO V

Deus deu a vitória ao seu povo e os muros foram solenemente inaugurados.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Os inimigos do pequeno remanescente dos judeus opunham-se à reconstrução dos muros de Jerusalém.

Neemias e o povo foram alvos de zombaria, de ameaça de uso da força, de desânimo de medo. O capítulo três do livro de Neemias revela como se pode vencer a oposição à obra de Deus.

(1) trabalho. A zombaria foi vencida pela oração e determinação.

(2) A ameaça da força foi vencida pela oração e apropriadas medidas de segurança.

(3) O desânimo e o medo foram vencidos pela fé dos dirigentes piedosos, pelo seu incentivo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.733).

VI – OS MUROS TRAZEM ENSINO

1. A Bíblia fala da salvação como um muro.

“Aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas louvor” (Is 60.18). E ainda, “Uma forte cidade temos, a quem Deus pôs a salvação por muro e antemuro” (Is 26.1).

2. O muro da salvação fala da divina proteção que beneficia aqueles se abrigam dentro dele.

Observamos que o levantamento dos muros foi resultado de um despertamento. O crente despertado sente uma imperiosa necessidade de conservar-se dentro dos muros de salvação, onde ele é protegido pela excelente grandeza do poder de Deus. E pode dizer como Paulo: “Eu sei em quem tenho crido, e estou certo que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2 Tm 1.12).

3. O muro da salvação é uma per manente linha divisória entre o reino de Deus e o reino deste mundo.

Fronteiras deste mundo foram muitas vezes alteradas, porém a fronteira entre o reino da Luz e o reino das Trevas continua inalterada. A Bíblia diz: “Eu, o Senhor, não mudo” (ML 3.6). O reino de Deus e o reino deste mundo são inteiramente irreconciliáveis. “Que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14).”Ninguém pode servir […] a Deus e a Mamom” (Mt 6.24).

O fato de o muro da salvação ser uma divisa entre o reino de Deus e o mundo, não significa que há uma “proibição” pela qual o crente não tem “direito” de fazer o que quer. O crente é livre! Todavia, a mesma linha divisória representada pelo muro da salvação, passa também DENTRO DO NOSSO CORAÇÃO! Por isso Paulo escreveu: “A não ser na cruz de nosso Senhor Jesus, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (GL 6.14). E podemos, assim, fazer nossas as palavras de Paulo: “O que para mim era ganho, reputei-o perda por Cristo!” (Fp 3.7).

Finalmente, a salvação transforma o crente de tal forma que ele começa a querer aquilo que o Senhor quer, e passa a orar: “Seja feita a TUA vontade” (Mt 6.10). O segredo de uma vida cheia do Espírito Santo é: “Quem crer em mim COMO DIZ A ESCRITURA, rios de água viva que correrão do seu ventre” (Jo 7.38).

SÍNTESE DO TÓPICO VI

O ensinamento da edificação dos muros.

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PARA REFLETIR

A respeito de “Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém”, responda:

1 – Como se chamava o emissário enviado a Neemias?

R: Hanani.

2 – Como viviam os judeus que haviam voltado de Babilônia?

R: Viviam em grande miséria.

3 – Antes de iniciar a reconstrução dos muros, que fez Neemias?

R: Faz um levantamento minucioso e real da situação.

4 – Que profissão exercia Neemias na corte persa?

R: Profissão de copeiro.

5 – O que nos lembra o muro da salvação?

R: A proteção de que desfrutam todos aqueles que se refugiam em Cristo Jesus.

6 LIÇÃO 3 TRI 20 – Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

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INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO

Agora aproximamo-nos da história de Neemias, de como Deus o levou a ser o reconstrutor de Jerusalém. Este é um exemplo clássico de como Deus dirige os seus servos, hoje como ontem, nas tarefas ministeriais que tem em mente para eles.

O modo corrente de Deus nos conscientizar dos papeis que deseja que desempenhemos em seu Reino é, essencialmente, o mesmo visto nessa narrativa de Neemias. E apropriado, portanto, apresentarmos a história na moldura cristã, onde devemos encaixá-la, ao lê-la em nossos dias.

Um Duplo Chamado

O Novo Testamento ensina que todo cristão tem um duplo chamado.

Primeiro, Deus chama cada um de nós, individualmente, para crer e servir. O primeiro chamado recebe esse nome por tratar-se do convite do evangelho, que nos convoca a volver do pecado para Cristo e à vida eterna.

Ele é, verdadeiramente, uma obra de poder, por meio da qual, Deus nos traz à fé pela ação do Espírito Santo, que nos ilumina pelo evangelho e move-nos a uma resposta. O capítulo X da Confissão de Westminster, intitulado “Do Chamado Eficaz”, enfoca esta ação divina de m odo bem compreensível:

Todos aqueles a quem Deus predestinou para a vida… Ele se agrada… eficazmente, chamar por seu Espírito, tirando-os, por Jesus Cristo, daquele estado de pecado e morte em que se acham por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação. Ele faz isso eliminando-lhes o entendimento espiritual, a fim de que compreendam as coisas de Deus para a salvação, tirando-lhes o coração de pedra e dando-lhes coração de carne, renovando-lhes a vontade e determinando-a, pela sua onipotência, àquilo que é bom, e atraindo-os eficazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que vêm mui livremente, sendo para isto dispostos pela sua graça.

O segundo chamado é uma convocação a um serviço. Paulo está falando disso quando se apresenta aos crentes romanos como “Paulo… chamado para apóstolo” (Rm 1.1; cf 1 Co 1.1).

Noutras passagens, ele enfatiza que todo cristão é dotado e chamado para alguma forma de trabalho (Rm 12.4-6,- 1 Co 12.7-11; Ef 4.7-16). Eis uma linha de ensinamento que se tornou bastante familiar recentemente: todos os crentes acham-se no ministério cristão, no sentido de serem chamados a descobrir e cumprir o papel para o qual Deus os equipou.

J. I. Packer. Neemias, Paixão pela fidelidade. Editora CPAD. pag. 59-60.

Em toda narrativa bíblica, podemos encontrar “receitas” para aprimorar a nossa vida e o nosso caráter. Assim, muitas vezes consultamos as Escrituras em busca de mais do que exemplos para melhorarmos como pessoas; procuramos por algo que nos ajude a consertar o que está imperfeito em nós e a restaurar aquilo que foi destruído ao longo dos anos pelo nosso descaso ou pela ação do Inimigo.

Diante da necessidade que temos de avivamento e restauração, vamos destacar alguns princípios que Neemias considerou para restaurar os muros de Jerusalém e restabelecer a paz, a lei e a ordem na cidade. Essa “receita” poderá levar-nos a discernir alguns “ingredientes” essenciais na recuperação daquilo que Deus tem para nós.

Veremos quem foi Neemias e como ele superou a tristeza pela destruição de Jerusalém e obteve a autorização de Artaxerxes para ir até lá e reconstruir a cidade. Falaremos sobre a importância de orar e buscar a direção de Deus, bem como usar o nosso potencial para lutar por nossos sonhos e projetos.

Enfatizaremos algumas características de Neemias que lhe permitiram aproveitar bem as portas que lhe foram abertas pelo Senhor e ressaltaremos o valor do planejamento de nossas ações e metas, bem como a relevância de superarmos críticas e oposições, a fim de concluirmos nossos empreendimentos e projetos.

Que a leitura deste livro o ajude a discernir o seu potencial e a usá-lo de modo que seus dons, talentos e projetos redundem em vitórias para você e todos os que o rodeiam! Que você aprenda a usar o seu potencial humano e a contar também com o elemento espiritual, a graça de Deus que lhe assegura bênçãos e o socorro na hora certa! Que você usufrua de suas conquistas com gratidão e alegria!

Malafaia. Silas,. A Receita de Neemias para uma vida Vitoriosa. Editora Central Gospel. pag. 7-8.

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I – DEUS RESPONDE AS ORAÇÕES DE NEEMIAS

1. Deus envia emissário a Neemias.

Somos levados a entender, por muitas maneiras, que Neemias era um homem religioso e devoto que passava muito tempo em oração e que também era muito leal às tradições de seu povo. No entanto, o seu fervoroso interesse pela situação de Jerusalém e o seu desejo de participar pessoalmente da restauração da cidade parecem ter ocorrido acidentalmente.

Um grupo de peregrinos de Jerusalém, liderados por um certo Hanani (2), que talvez fosse irmão de Neemias2 trouxeram tristes notícias sobre a situação da cidade. Os restantes, disseram, estão em grande miséria e desprezo; e o muro… fendido, e as suas portas, queimadas a fogo (3). Estas notícias trouxeram grande tristeza ao coração de Neemias e um sentido maior da sua própria responsabilidade de encontrar uma maneira pela qual ele pudesse levar alívio aos seus conterrâneos aflitos.

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 510-511.

Veio Hanani, um de meus irmãos. Hanani é a forma abreviada de Hananias (Nee. 3.8,30). Talvez ele fosse um irmão de sangue de Neemias, ou o termo poderia ser elástico o bastante para significar, simplesmente, colega judeu. Ver Êxo. 2.11 e Deu. 15.12 quanto ao uso amplo do termo. Seja como for, o homem aparentemente era um amigo íntimo, mesmo que não fosse um irmão de sangue (ver II Sam. 1.26; I Reis 9.13; 20.32,33).

Nee. 7.2 parece indicar que Hanani era um verdadeiro irmão de sangue de Neemias. Josefo (Antiq. Xl.5.6) não mencionou o homem em sua versão da história. Talvez Hanani e aqueles que o acompanhavam formassem uma delegação oficial de Jerusalém, enviada para ofuscar a ajuda de Neemias. Alguns poucos judeus tinham sobrevivido ao ataque dos babilônios e foram deixados no cativeiro, na Babilônia.

Então, setenta anos mais tarde, houve dois movimentos de retorno a Jerusalém, o primeiro liderado por Zorobabel, e o segundo por Esdras. Progresso tinha sido feito no estabelecimento do Novo Israel, principalmente na edificação do templo de Jerusalém e na restauração do culto a Yahweh.

A autoridade política tinha sido investida no Novo Israel, embora fosse apenas um minúsculo fragmento daquela tribo isolada, Judá. Zorobabel era descendente direto de Davi, e assim, em certo sentido, restaurava a dinastia davídica, embora fosse apenas um governador sob a hegemonia da Pérsia.

Além disso, os sacerdotes e os levitas que tinham retomado conferiam ao novo estado de Israel autoridade espiritual. Portanto, de acordo com a legislação mosaica, havia agora um Novo Israel, que levava avante as antigas tradições. Neemias em breve receberia a missão especial de fomentar a causa sagrada. Judá tornou-se uma província siro-palestina do império persa, mas o tempo modificaria até essa situação.

Disseram-me. A Triste Sorte de Judá. O relatório de Esdras sobre as condições em Judá e em Jerusalém parece ter sido rósea demais. Os que residiam em Jerusalém falavam de uma realidade mais dura. O povo era pobre e miserável; vivia em estado de aflição; as muralhas da cidade tinham sido derrubadas, tornando-os vitimas fáceis de qualquer inimigo. Em breve veremos, no presente livro, que havia conflitos internos e oposição.

A despeito dos decretos de Ciro (Esd. 1.1 ss.) e Artaxerxes (Esd. 7), havia muitos que não queriam ver Jerusalém e Judá restauradas, e faziam o que podiam para opor-se aos esforços dos judeus, embora o governo persa lhes fosse favorável.

“As condições em Jerusalém anunciadas pelos amigos de Hanani (vs. 3)… pareciam requerer uma calamidade recente de algum tipo… Neemias poderia ter ignorado ou esquecido esses relatórios, mas ele tinha uma imaginação suficientemente boa para perceber o que eles queriam dizer, e também tinha um senso de lealdade e de responsabilidade a fim de considerar esses relatórios com preocupação. A despeito de sua própria alta e afluente posição, ele sentia ‘a grande tribulação e a vergonha’ de seus compatriotas” (Charles W. Gilkey, in loc.).

Nossa história do período não é muito completa, de modo que não sabemos dizer que grande aflição tinha sobrevindo a Jerusalém. Mas uma série de eventos muito graves parece ter acontecido.

Adam Clarke, talvez corretamente, observou que as muralhas derribadas provavelmente significavam que uma parte tinha sido reconstruída sob a liderança de Esdras. Nesse caso, a referência primária não era ao que os babilônios tinham feito contra a cidade, em 587 A. C.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1775.

Um homem que se importa com as pessoas e não apenas com o seu próprio sucesso (Ne 1.2-4)

A vida de Neemias nos ensina três importantes lições nesse aspecto: Em primeiro lugar, Neemias é um homem que faz perguntas (1.2). A coragem de fazer perguntas vai mudar a sua vida, afirma o irmão André.

A vida de Neemias nunca mais foi a mesma depois que fez esta pergunta: “Veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém” (1.2).

A resposta a esta pergunta impactou profundamente a vida de Neemias: “Disseram- me. Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas” (1.3). Quando você toma conhecimento de um problema, se torna responsável diante de Deus pela solução desse problema. Se você não está interessado em ajudar, não faça perguntas. Perguntar a alguém como vai, sem ter tempo, disposição e esforço para ajudar é uma consumada hipocrisia. Os líderes encontram seus propósitos nas necessidades que os cercam.

Necessidades à nossa volta são outdoors de Deus a apontar-nos nosso ministério. O fardo precede a visão e a visão leva à ação.

Quando Neemias soube da necessidade do seu povo, sentiu-se chamado para atender àquela necessidade. Temos de ter coragem para fazer perguntas acerca dos problemas que afligem nossa vida, família, igreja, cidade e nação. O irmão André diz que quando você perguntar sobre determinada necessidade, vai acabar descobrindo que está sendo chamado para atender a essa necessidade! E a sua responsabilidade é tão grande quanto a sua chamada. E o que é uma chamada? E saber de uma necessidade.

Em segundo lugar, Neemias é um homem que diagnostica os problemas do seu povo (1.3). Que tipo de problemas estava acontecendo em Jerusalém?

O primeiro problema que Jerusalém estava enfrentando era a insegurança pública.

O segundo problema que Jerusalém estava enfrentando era a injustiça social.

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 22-24.

2. Neemias, angustiado, jejua e ora.

A Oração de Neemias (1.4-11)

Na oração que Neemias fez nesta ocasião, provavelmente proferida na intimidade de seu alojamento, mas fielmente registrada nas suas memórias, temos uma ideia da sinceridade e da devoção desse homem de Deus. G. Campbell Morgan nos deu uma boa descrição da sua oração:

O homem que orava estava cheio de beleza e revelava uma correta concepção de como deveria ser uma oração sob tais circunstâncias. Ela se iniciou com uma confissão. Sem reservas, ele reconheceu o pecado do povo e identificou-se com ele. Então ele prosseguiu reivindicando as promessas que Deus lhes havia feito, e terminou com um pedido pessoal e definido de que o Senhor lhe desse graça aos olhos do rei.

Durante os três ou quatro meses que se passaram entre a chegada das notícias de Jerusalém e a revelação do seu segredo ao rei (1.1; 2.1), é evidente que em Neemias cresceu a convicção de que havia algo que ele poderia fazer para ajudar na resposta às suas orações pelos seus irmãos da Judéia. “Deus deixou claro para ele”, diz J. Stafford Wright, “que ele estava sendo chamado não apenas para orar, mas para ir (1.11).

Neste caso, a oração colocou um fardo tanto sobre o solicitante, como em Deus”. Dessa forma, vemos o significado do seu pedido pessoal de que Deus lhe desse graça perante esse homem (11). Como copeiro do rei, a sua maior oportunidade de ajudar os seus irmãos era por meio da cooperação de Artaxerxes, o soberano mais poderoso daquela época. Ainda que os vossos rejeitados estejam no cabo do céu, etc., (9) pode ser interpretado como “ainda que os vossos dispersos estejam na extremidade do céu, Eu os reunirei de lá”.

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 511.

E disse: Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível!

Princípios da Oração:

1. O povo de Deus estava em grande aflição, requerendo alguma espécie de intervenção divina. A necessidade era grande e óbvia.

2. Yahweh-Elohim era o Deus de Israel, o endereço certo das orações. Israel era filho de Deus (Êxo. 4.22). Ver no Dicionário o artigo denominado Deus, Nomes Bíblicos de. Yahweh-Elohim significa o Deus Eterno e Todo-poderoso.

3. Yahweh-Elohim é grande e terrível, falando de Seu tremendo poder que pode ser aplicado como alívio do terror para alguns, mas como terror para outros, dependendo do que cada qual mereça. O texto fala do atributo divino da onipotência. Ver no Dicionário o verbete chamado Atributos de Deus. Cf. Nee. 4.14 e 9.32.

4. A oração baseia-se sobre a noção do teísmo. Deus não fez somente criar. Ele também está presente em Sua criação, para recompensar os bons e punir os maus e, de modo geral, para intervir nas atividades humanas.

5. O pacto estabelecido com Moisés (anotado na introdução a Êxo. 19) e com outros patriarcas, incluindo Davi (anotado em II Sam. 7.4), obrigava Yahweh a cuidar de Seu povo. Havia entre Deus e Israel uma relação de pacto que não podia ser rompida.

6. Yahweh é um Deus misericordioso e amoroso. Ele age baseado em Sua piedade e amor. Ele é tocado pelas emoções e necessidades humanas. Deus dá mais do que os homens merecem, porquanto parte da verdadeira justiça é a misericórdia e o amor.

7. O homem tem diante de Deus a responsabilidade de cumprir a sua parte, obedecendo à legislação mosaica. Israel se tomara uma nação distinta graças a esse fator (ver Deu.4.4-8) e, cada vez que Israel falhava nessa obrigação, sobrevinha o desastre, produzindo toda a espécie de desgraça e destruição. O cativeiro babilónico foi um exemplo conspícuo disso.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1776.

Uma preparação necessária (2.1)

Neemias nos ensina quatro lições importantes aqui:

Em primeiro lugar, Neemias sente-se chamado por Deus para realizar o sonho da reconstrução de Jerusalém. O conhecimento da situação do povo o responsabilizou. Ele teve coragem para fazer perguntas e daí surgiu sua vocação. Os desafios à nossa volta são trombetas de Deus a nos desafiar para grandes causas. Muitos líderes sentiram-se vocacionados não ouvindo uma voz mística, mas abrindo os olhos para a realidade à sua volta. Quando os olhos são abertos, o coração é aquecido, os pés são acelerados, as mãos são acionadas e a obra é feita.

Em segundo lugar, Neemias chora, ora e jejua durante quatro meses antes de começar a agir. Antes de sermos usados por Deus, precisamos ser quebrantados. Antes de chorarmos pelas causas que afetam o povo, precisamos chorar pelos nossos próprios pecados e pelos pecados do povo. Antes de buscarmos os recursos da terra, precisamos buscar os recursos do céu. Neemias se humilha diante de Deus durante quatro meses (do mês de quisleu ao mês de nisã).

Em terceiro lugar, Neemias compreende que a reconstrução passa pela decisão política do rei. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. O rei Artaxerxes já havia decretado a paralisação da reconstrução do templo (Ed 4.21). Motivar o rei a mudar sua política se constituía uma causa e um sonho humanamente impossíveis.

No sistema político medo-persa, a lei era maior que o rei. O rei era subalterno à própria lei. Dario não pôde voltar atrás em sua sentença contra Daniel. O interdito assinado por ele era maior que ele. Só um milagre poderia reverter a decisão política de Artaxerxes. Contudo, os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.

Em quarto lugar, Neemias aguarda o tempo certo de agir. Ele orou durante quatro meses. Intensificou sua oração no dia em que foi falar com o rei (1.11). Ele esperou um dia de festa, em que a rainha estava presente (2.6). E preciso ter sabedoria para saber a hora certa de agir. E preciso agir no tempo de Deus. Oração e prudência andam de mãos dadas.

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 40-41.

3. Deus responde às orações de Neemias.

O rei me disse: Por que está triste o teu rosto…? O rei sabia que Neemias não estava doente, mas certamente parecia. Portanto, por que sua fisionomia estampava tristeza? O rei, homem sensível, sabia que Neemias estava “triste no coração”, e que era aquilo que lhe dava Neemias uma aparência ruim. Tinha havido uma longa e intima relação entre os dois homens, pelo que o rei sabia interpretar a fisionomia de Neemias.

Tristeza do coração. Ou seja, uma tristeza profunda, que atingia o âmago do ser. Coração significa mente (ver Esd. 6.22 e 7.10). Os gregos diziam “dor da mente” para más condições psicológicas.

Então temi sobremaneira. Talvez por temer ser despedido ou punido; talvez por temer que o pedido que ele estava prestes a fazer não lhe fosse concedido. Um servo que mostrasse mau humor perante o rei poderia ser considerado um conspirador, ou um “mau empregado”. “Uma fisionomia triste nunca era tolerada na presença real” (Ellicott, in loc.). Cf. Est. 4.2.

Viva o rei para sempre! Esta expressão comum introduziu o pedido feito por Neemias. Ele foi direto ao cerne da questão, falando sobre Jerusalém, sua amada cidade natal, onde seus pais tinham sido sepultados. A cidade era só escombros; as muralhas estavam derrubadas; os portões estavam queimados; os habitantes viviam em pobreza e miséria; e havia muitos inimigos rondando do lado de fora, esperando alguma oportunidade de tornar as coisas piores ainda.

“Visto que toaos os orientais se preocupavam com os túmulos de seus antepassados, e o rei estava preparando seu próprio sepulcro entre os túmulos reais da Pérsia, em Naqsh-I-Rustam, Neemias pode ter ganho a simpatia por meio de sua escolha de palavras. Ele mencionou de passagem os portões arruinados da cidade (cf. Nee. 1.3), mas fez silêncio quanto às muralhas, acerca das quais tinha havido controvérsias (Esd. 4.21,22)” (Raymond A. Bowman, in loc.).

“Quando chegou o momento azado, Neemias estava preparado para apresentar seu caso vividamente na presença do rei, de modo tácito e breve. Ele tinha pensado tanto e tão claramente sobre a situação particular, que agora (tal como Lincoln em Gettysburg) pôde condensá-la… e assim apresentou um notável sumário que foi tocado por suas emoções pessoais e contagiosas” (Charles W. Gilkey, in loc.).

Disse-me o rei: Que me pedes agora? O rei também desceu ao âmago da questão. Ele sabia que Neemias estava “atrás de algo”, e que o seu discurso terminaria formulando um pedido, de modo que Artaxerxes disse: “Vai direto ao assunto. O que queres?’ Isso deu a Neemias a oportunidade que ele estava buscando, mas enviou ao Deus dos céus uma rápida oração. O cronista não nos mostra que oração foi essa, mas não é preciso muita imaginação para sabermos que oração foi. Talvez Nee. 1.5-11 nos dê a essência do que foi pedido.

Deus dos céus. Quanto a esta expressão, ver Esd. 1.2, que lista os lugares da unidade literária de Esdras-Neemias que a emprega. O Supremo Rei, o Deus dos céus, guiaria a mente e o coração do rei secundário, o rei da Pérsia. Neemias tinha-se preparado cuidadosamente para aquele momento, e agora pedia a Yahweh que preparasse de súbito o coração do rei, para que fosse favorável ao seu pedido. A oração, que faz muito mais do que tudo quanto este mundo sonha, foi capaz de cuidar da situação.

E disse ao rei: Se é do agrado do rei. ‘Preciso ir a Jerusalém”, Neemias fez o rei saber, falando com toda a humildade e graça, e fazendo tudo depender do bom favor do rei, pois ele era o senhor, e Neemias o servo. Além disso, por um longo tempo, Neemias tinha servido bem e deveria ganhar algum crédito por isso, pelo que deixou a questão fazer parte do quadro, porque era um forte argumento em seu favor.

E se o teu servo acha mercê em tua presença. Temos aqui uma antiga fórmula hebraica para introduzir uma petição qualquer a poderes divinos ou humanos. Cf. Gên. 34.18; 41.37; 45.16 e cf. Esd. 5.14. Neemias queria ir a Judá e, especificamente, a Jerusalém, mas evitou qualquer referência àquele lugar arruinado e quase despovoado (ver Nee. 11.1,2), provavelmente porque simplesmente falar sobre a questão lhe causava dor. É conforme Homero disse com tanta frequência em seus épicos: “terrível só de dizê-lo’ (quanto mais na realidade). O vs. 5 repete essencialmente a essência do vs. 3, cujas notas expositivas também se aplicam aqui.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1777.

2. Por que está triste o teu rosto?… Então temi sobremaneira. Neemias tinha motivos para temer, pois ficar triste na presença do rei era ofensa seria na Pérsia (cons. Et. 4:2). Além disso, ele sabia que o seu pedi do poderia deixar o rei muitíssimo irritado.

4. Então orei ao Deus dos céus. Esta rápida e silente oração apoiada por semanas de jejum e orações (1: 4-11), provocou uma das mais assombrosas inversões da política real em toda a história.

5. Peço-te que me envies … à cidade … para que eu a reedifique. Sem dúvida Neemias sabia do recente decreto de Esdras 4:21, com a possibilidade em aberto de um futuro decreto referente a Jerusalém. Agora ele pedia ao rei que invertesse o primeiro decreto.

Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Neemias. Editora Batista Regular. pag. 5.

4. Deus despertou o rei a atender pedido de Neemias.

Quanto à frase final desta seção: segundo a boa mão de Deus sobre mim (8) houve diversos comentários interessantes.

“Este homem de espírito nobre”, diz Adam Clarke, “atribui tudo ao Senhor: ‘Deus me favoreceu’, é o que ele parece dizer, ‘e influenciou o coração do rei para fazer o que eu desejava’”. De maneira semelhante, Kretzman sugere que “o próprio Deus zela pelo seu povo, pela sua igreja, e ouve as orações dos seus filhos fiéis, feitas em favor de sua igreja”.

W. P. Lockhart, na obra The Biblical Illustrator, observa que Neemias “reconhecia Deus em tudo. Ele não atribuía o seu sucesso às circunstâncias favoráveis, nem à oportunidade de apresentar o seu pedido, nem ao bom humor em que se encontrava o monarca, nem à combinação de todos esses fatores. Causas secundárias não iriam explicar o resultado; ele deveria ser rastreado até à sua verdadeira origem – Deus, e somente Deus deve ter toda a glória”.

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag.

513.

A boa mão do meu Deus era comigo. Se a missão de Neemias tivesse de ser bem-sucedida, a Yahweh deveria dar-se todo o crédito, embora o nome divino aqui empregado, no hebraico, seja Elohim, o Poder.

Deus tem Sua mão sobre as atividades humanas, guiando, recompensando o bom, punindo o mau, intervindo. Isso reflete o teísmo, em consonância com a filosofia da história do cronista.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1778.

Neemias tributou a Deus o sucesso de sua causa (2.8b). Neemias poderia ter se vangloriado ao ser atendido prontamente pelo rei, até mesmo além do seu pedido (2.9). Mas ele afirma que o seu sucesso ocorreu porque a boa mão do seu Deus estava com ele. A boa mão de Deus tem estado conosco sempre para nos dar proteção, direção e provisão. E de Deus que vem a nossa vitória. Devemos tributá-la a Ele e dar glória ao Seu nome!

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 44.

Kit Dinâmicas
Kit Dinâmicas

II – NEEMIAS CHEGA A JERUSALÉM (Ne 2.7-11).

1. Neemias faz levantamento da real situação dos muros.

Uma Inspeção Preliminar (2.12-16)

Depois de averiguar a condição dos muros, Neemias assegurou-se da cooperação total dos líderes judeus, que exclamaram com aparente entusiasmo: Levantemo-nos e edifiquemos (18). Para os seus inimigos, que tentavam colocar vários impedimentos no seu caminho, ele disse com fé e determinação: Deus… é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos (20). Certamente aqui encontramos material para importantes esclarecimentos, a fim de atingirmos os nossos objetivos a serviço de Deus.

Sob o título “Enfrentando o Desafio”, Alan Redpath, em sua interessante exposição sobre Neemias, apresenta a seguinte descrição dos versículos 12-20 deste capítulo:

(1) investigação, 12-16; (2) cooperação, 17,18 (cf. também o capítulo 3); e (3) determinação, 19,20.

Passados três dias de sua chegada a Jerusalém, Neemias decidiu fazer um passeio secreto pelos muros da cidade. Compare os versículos 11,13-14 com o mapa da cidade. Acompanhado por poucos amigos, ele cavalgou pela cidade, à noite, para examinar os muros e os portões da cidade, ponto por ponto. O que ele encontrou era ainda pior do que havia imaginado.

Por todas as partes havia marcas de destruição e de completa devastação. O terreno ao redor da fonte de Giom (ou o viveiro do rei, 14) estava tão obstruído por entulho, que não havia por onde passar o animal que ele cavalgava.

“Isto”, observa J. C. Muir, “é um eloquente testemunho da eficácia da demolição dos muros de Jerusalém por Nabucodonosor”.

Entretanto, deve ter havido certas conclusões a que Neemias foi capaz de chegar depois desta inspeção. Não faltava material para restaurar os muros. Se pelo menos a mão de obra pudesse ser obtida, e o trabalho fosse bem organizado, os muros seriam restaurados e a cidade fortificada. Para a realização desse importante empreendimento, era necessário assegurar a cooperação de toda a população judaica. Esta deveria ser, portanto, a sua próxima tarefa.

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 514.

Tendo descansado por três dias, lançou-se secretamente à tarefa de calcular o dano causado à cidade e às suas muralhas. Ele tinha de acostumar-se com a magnitude da tarefa à sua frente. O texto não declara, mas sugere que a destruição que ele encontrou não tinha sido causada pelo cativeiro babilónico. Antes, algum evento tinha desfeito a maior parte do labor realizado por Esdras, com exceção do templo propriamente dito.

As muralhas da cidade tinham sido parcialmente reconstruídas, mas pouco desse labor permanecera intacto. Ver Esd. 4.12,13,16; 5.8,9. Neemias saiu em seu passeio de inspeção acompanhado de alguns poucos homens, montado em sua mula ou cavalo, mas mostrando-se o menos conspícuo possível. Em seu coração estava o trabalho de Elohim, mas ele não o revelou a ninguém, por enquanto. Ele precisava ter um bom plano e recursos abundantes para fazer o trabalho. Então anunciaria isso às autoridades apropriadas e verificaria que tipo de força-tarefa poderia reunir. Seus servos o acompanharam a pé. Um grupo montado poderia atrair atenção demais.

De noite saí pela Porta do Vale.

Os mensageiros tinham dito a verdade para Neemias. O lugar era só escombros (ver Nee. 1.3). A situação era pior do que ele havia esperado encontrar. Algum desastre tinha reduzido o lugar a ruínas.

Porta do Vale.

Isto é, uma importante parte das fortificações de Jerusalém (ver II Crô. 26.9). Não há certeza quanto ao lado da cidade onde essa porta ficava localizada. Mas “vale” pode ser uma referência ao vale de Hinom (wadi Rabâbeh), ao sul da cidade. Portanto, parece que a Porta do Vale ficava na muralha sul, dando saída para o vale de Hinom.

Porta do Monturo.

Era o portão que dava acesso ao lado sudeste da cidade. Talvez seja a mesma coisa que a Porta do Oleiro (Jer. 19.2). Dali era lançado lixo no vale do Hinom. O vale do Cedrom funcionava como um esgoto.

Neemias, montado em sua mula, acompanhou as muralhas e olhou, incrédulo, a triste confusão. Os portões da cidade tinham sido queimados; as muralhas se desintegraram, com exceção de pequenos trechos, aqui e ali. O pouco que fora deixado das muralhas deveria ser demolido a fim de preparar o caminho para um substituto decente.

Passei à Porta da Fonte. Ver no Dicionário o verbete chamado Fonte, Porta da, quanto a detalhes completos. Essa porta levava a uma fonte que ficava próxima à cidade. Poderia ser a mesma fonte de Geiom ou En-Rogel, ambas comentadas no Dicionário. A fonte de En-Rogel deve ser identificada com as escadas da cidade de Davi (Nee. 3.15), que foi desenterrada na esquina sudeste de Jerusalém.

Açude do rei. Talvez se trate do poço de Siloé, que ficava perto do jardim do Rei (ver Nee. 3.15), ou então, seria um açude diferente, ao sul de Siloé. “Uma bacia escavada na rocha, defronte do poço de Giom (a fonte da Escada, ‘Ain Umm ed-Deraj, a fonte da Virgem), corresponderia às exigências do texto’ (Raymond A. Bowman, in loc.).

Neemias teria ido mais longe, não fora um montão de lixo que bloqueava o seu caminho. “… havia água no poço e muito lixo por ali, para permitir a passagem do animal” (Jamieson, in loc.). O aspecto da coisa inteira era depressivo. O que os babilônios não tinham estragado, outros inimigos de Judá tinham completado. Veja o leitor o que aconteceu à gloriosa Jerusalém de Salomão! O cronista não tinha dúvida de que aquilo era sinal do julgamento de Yahweh contra Judá, especialmente contra as múltiplas formas de idolatria e as corrupções espirituais que isso trouxera.

Pelo ribeiro. Provavelmente está em pauta o Cedrom. O vale do Cedrom, uma profunda ravina a leste da cidade (I Macabeus 12.37), era onde ficava esse ribeiro. O riacho dava ao vale o seu nome. Ver os nomes próprios no Dicionário quanto aos detalhes. “Ou ele completou o círculo em tomo das muralhas, ou, mais provavelmente, recuou em seus passos a partir das muralhas orientais. E voltou a entrar na cidade no ponto por onde tinha saído, a porta do Vale’ (Gene A. Getz, in loc.).

A viagem de inspeção foi feita à noite, pois Neemias ainda ocultava suas ações. Ele tinha visto o bastante. Foi uma jornada miserável, na verdade, mas a esperança continuava a estufar em seu peito. Seria preciso muito trabalho para que aquelas elevadas esperanças se tomassem realidade, e doze anos da vida de Neemias seriam consumidos naquele esforço.

Não sabiam os magistrados aonde eu fora. Os “magistrados” eram os oficiais locais, deputados do governo persa, e não cidadãos judeus. Neemias tinha autorização do próprio rei para fazer o que estava fazendo, mas ainda não lhes comunicara o que estava fazendo em Jerusalém.

Judeus. Nem o povo comum nem seus líderes (civis ou não) tinham sido informados sobre as intenções de Neemias. Provavelmente estejam especificamente em vista aqui líderes civis.

Sacerdotes… nobres… magistrados… aos mais. Em outras palavras, pense o leitor em qualquer pessoa de autoridade, civil ou religiosa, e também em qualquer pessoa comum em Jerusalém: Neemias simplesmente nada disse sobre a sua missão.

Aos mais. Isto é, aqueles que, finalmente, terminaram fazendo a obra. Nem mesmo os operários potenciais sabiam, por enquanto, o que Neemias fazia em Jerusalém.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1778-1779.

2. Neemias declara sua intenção de reedificar os muros.

A Cooperação dos Líderes é Recebida (2.17-20)

Foi convocada uma assembleia dos líderes dos judeus e o assunto lhes foi exposto claramente. Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio (17).

Então ele lhes contou como Deus o tinha convocado para realizar essa missão, e como o Senhor tinha agido sobre o rei para que o ajudasse, não apenas ao dar-lhe a autoridade como governador (5.14), mas também ao tornar disponíveis a ele os materiais necessários para realizar o trabalho.

Este fervoroso apelo recebeu uma resposta rápida. Impressionados com o zelo de Neemias, os líderes judeus responderam imediatamente Levantemo-nos e edifiquemos (18). Assim, foi preparado o cenário para um notável feito a ser realizado. Na melhor hipótese, a construção do muro de uma grande cidade era uma enorme tarefa para os desorganizados e dispersos remanescentes dos israelitas em Judá.

Também era evidente, desde o início, que o trabalho não seguiria sem os desafios dos inimigos dos judeus. Sambalate e seus fiéis seguidores zombaram e desprezaram (19) quando souberam dos planos. Mas Neemias tinha uma resposta para eles que revelava não apenas a sua própria determinação de realizar o trabalho até à sua conclusão, porém mais significativamente a sua fé em Deus, que tinha o poder de ajudá-lo a executar o trabalho para o qual o próprio Senhor o havia chamado (20).

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag.

514-515.

Então lhes disse. Uma expressão vaga, presumivelmente querendo dizer, em essência, que Neemias nada tinha informado após a sua inspeção, especialmente aos anciãos e líderes religiosos e civis, tanto judeus quanto persas, conforme indica o vs. 19. Neemias repetiu finalmente, diante deles, uma descrição do triste estado de Jerusalém (o que eles já sabiam com detalhes) e então exortou-os a fazer alguma coisa a respeito: “Vinde, pois, e edifiquemos a muralha de Jerusalém, para que não estejamos mais em opróbrio”.

Os inimigos dos judeus estavam zombando deles. O país tinha sido reduzido a ruínas, e a capital fora deixada sem muros, ou seja, impotente diante de qualquer inimigo que lhes quisesse administrar outra derrota. ‘Neemias fez um apelo intenso ao patriotismo deles” (Ellicott, in loc.).

E lhes declarei como a boa mão do meu Deus estivera comigo. Deus e o rei da Pérsia estavam com Neemias. Quem poderia estar contra ele? Deus tinha a Sua mão sobre a questão, pronto para dar forças e realização.

Então, o rei da Pérsia estava cooperando plenamente com o projeto, tendo demonstrado seu compromisso de que seria sincero, ao escrever e assinar cartas de autorização.

Tendo ouvido isso, o povo judeu ficou convencido e reverberou o grito de guerra de Neemias: “Levantemo-nos e edifiquemos!’. Isso foi acompanhado por esforços preliminares para dar início ao trabalho de reconstrução das muralhas, o que é expresso pelo cronista como o “fortalecimento de suas mãos’. Isso posto, com as mãos de Deus e com as mãos populares ativas, algo de grande teria de acontecer.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1779.

Quatro verdades são dignas de destaque aqui:

Em primeiro lugar, o motivo do apelo por ajuda — o patriotismo (2.17b). Neemias mexe com o brio do povo. Ele move o povo ao sentimento do patriotismo. Ele abre seus olhos para a realidade em que viviam. Neemias mostra que não podemos nos conformar com o caos, com a crise, com o opróbrio. Mas Neemias também chama o povo para trabalhar. Jamais a reforma teria sido feita se o povo não se envolvesse. Cada um precisa fazer sua parte. Não adianta culpar os outros e apenas ver o que eles precisam fazer. John Maxwell diz que os líderes não apenas sabem aonde estão indo; eles também levam pessoas com eles.

Em segundo lugar, a natureza do apelo por ajuda — o esforço pessoal (2.17b). Neemias mostrou o exemplo pessoal. Ele não disse “vá e construa”, mas “vinde e construamos!”. O líder precisa estar na frente. Neemias não tem interesses pessoais. Ele deixou seu posto, sacrificou-se. Só gente abnegada pode liderar um povo a se levantar e agir. De igual modo, Neemias também mostrou a força da unidade. A união nos protege contra o desencorajamento. A união nos ajuda a enfrentar uma oposição hostil e combinada.

Em terceiro lugar, o encorajamento para apelo por ajuda

— a mão de Deus e as palavras do rei (2.18). Neemias mostra a ajuda do céu. Deus está nesse negócio. Ele é o maior interessado na restauração da Sua Igreja. O maior encorajamento para fazer a obra de Deus está no próprio Deus. Neemias mostra também a ajuda da terra. O mesmo rei que mandou paralisar a obra, agora envia Neemias para fazer a obra, patrocina a viagem de Neemias e lhe dá os recursos.

Em quarto lugar, o sucesso do apelo por ajuda — a resposta do povo (2.18). A resposta do povo foi pronta, prática e unânime. John Maxwell destaca sete princípios usados por Neemias para lidar com o povo: simplificação, participação, delegação, motivação, preparação, cooperação e comemoração. E acrescenta: “Nenhuma grande tarefa é realizada sem que haja pessoas para concretizá-la e um líder para conduzi-la”.

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 51-52.

A Teologia proporciona um aumento da sua bagagem sobre a fé.
Possibilita uma base sólida para argumentar e responder as perguntas sobre as doutrinas bíblicas.

III – NEEMIAS INICIA O LEVANTAMENTO DOS MUROS

1. O plano de Neemias.

No versículo 6 temos a certeza de que, apesar do ridículo e da oposição de seus inimigos, os judeus tinham prontamente prosseguido com a construção do muro. Nessa ocasião ele já havia atingido a metade de sua altura: porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.

Em um capítulo intitulado “Superando o Inimigo”, Alan Redpath destaca sob três subtítulos os motivos pelos quais o povo de Israel, com Neemias como seu líder, teve êxito na construção do muro, apesar da oposição dos samaritanos: (1) porque o coração do povo se inclinava a trabalhar, 6; (2) Eles oravam de coração: nós oramos ao nosso Deus, 9; e (3) Eles estavam vigilantes: pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, 9. A sua descrição sobre Neemias nesse contexto é digna de menção:

O que mais me impressiona em Neemias, mais do que qualquer outra coisa é o fato de que ele era um sujeito prático. Ele não era uma dessas pessoas de quem algumas vezes dizemos que são tão religiosas que não têm qualquer utilidade terrena.

Ele mantinha os seus pés no chão. Ele sabia como organizar e atuar. Mas ele decidiu que, enquanto orava e trabalhava, deveria haver uma sentinela que vigiasse dia e noite, e que cada seção do muro deveria ser guardada pela vigília de um homem atento ao inesperado ataque do inimigo.

Na afirmação ao final do versículo 6, o coração do povo se inclinava a trabalhar, Adam Clarke observa que o texto original em hebraico pode ser traduzido melhor da seguinte forma: “O povo tinha coração para trabalhar”, ou “o coração do povo se inclinava a trabalhar”. “Os seus corações”, afirma, “estavam envolvidos naquilo; e quando o coração se envolve, a obra de Deus caminha bem

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 516-517.

Assim edificamos o muro. O trabalho de construção progrediu bem, a despeito de toda a oposição; e, pelo esforço diligente, cerca de metade da altura das muralhas foi atingida. Todos os grupos escolhidos para a construção (capítulo 3) trabalhavam ao mesmo tempo, pelo que a muralha subia em sua altura e em todo o comprimento. Mas alguns eruditos pensam em termos de comprimento do trabalho, e supõem que metade da extensão das muralhas estivesse pronta. Nesse caso, as muralhas estariam completas em metade de seu comprimento, mas isso parece estranho. A Septuaginta omite esse versículo, e talvez ele tenha sido uma adição ao original hebraico, feita por algum escriba posterior. Talvez “se fechou até a metade” do muro seja uma nota temporal, isto é, 26 dos 52 dias que o projeto tomou (ver Nee. 6.15) já se tivessem escoado. Mas isso parece altamente improvável.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1786.

O vigor dos edificadores, apesar dessas críticas (v. 6). Eles fizeram tanto progresso, que em pouco tempo tinham erguido o muro até a metade da sua altura, porque o coração do povo se inclinava a trabalhar; seus corações estavam nisso, e eles fariam tudo que estivesse ao seu alcance para ver a obra progredir. Observe: 1. Uma boa obra prospera quando o coração do povo se inclina para tal. 2. As críticas dos inimigos devem nos estimular em nosso dever, em vez de nos afastar dele.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag.  813.

2. A tática de Neemias.

Dois fatos são dignos de serem destacados:

Primeiro, Neemias ocupava uma posição estratégica. Ele era o homem de confiança do rei Artaxerxes, o mesmo que havia lavrado um decreto mandando paralisar a obra de reconstrução da cidade de Jerusalém (Ed 4.21). Deus prepara homens para ocasiões especiais. Ele preparou Moisés, Davi, Paulo, Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley, Spurgeon, Billy Graham.

Segundo, Neemias era inspirado por um intenso entusiasmo. Sem paixão, ninguém faz nada significativo no Reino de Deus. O profeta Jeremias tentou abandonar o ministério, mas diz que isso foi como fogo em seu coração (Jr 20.9). Moisés pediu para Deus riscar o seu nome, caso não perdoasse o povo que liderava (Ex 32.32). O apóstolo Paulo disse: “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24).

Muitas pessoas viram o opróbrio de Jerusalém e conformaram-se com a situação. Neemias lamentou, chorou, orou e jejuou e se dispôs a fazer alguma coisa.

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 49.

Orando como ora, Neemias demonstra quão perto está do Senhor e quão intimamente está ligado a ele e à obra. Então, ele mantém os construtores ocupados. Enquanto ativos no trabalho, têm pouco tempo para se preocupar com os mexericos dos inimigos. Esta não é a hora de sentar e discutir novas estratégias. A oração restaurou sua perspectiva. Ele sabe o perigo da demora. Ele é astuto o bastante para saber que quando os inimigos perceberem que nada conseguiram, tentarão medidas mais drásticas para paralisar a obra.

Neemias teve tanto sucesso em combater a influência maléfica de Sambalá e Tobias que pôde escrever no seu diário: “Assim edificamos o muro, e todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar.”

Mas como estes trabalhadores tiveram ânimo após ter ficado tão desanimados? O que fez com que o desânimo viesse a ser disposição?

Por que Neemias pode dizer: “tinham ânimo para trabalhar”?

A única resposta satisfatória está na personalidade do líder.

Conforme disse com sabedoria Bernard L. Montgomery: “Um líder tem de ter otimismo contagioso e determinação a fim de perseverar em face das dificuldades. Ele precisa irradiar confiança, depender de princípios morais e espirituais e recursos para dar certo mesmo quando ele próprio não está muito certo do resultado”.

Cyril j. Barber. Neemias e a dinâmica da liderança eficaz. Editora Vida. pag. 58.

3. A união dos judeus ficou ameaçada.

O povo tinha ânimo para trabalhar. No hebraico temos a palavra “mente”, em lugar de “ânimo”. Os judeus tornaram-se obcecados pela construção das muralhas de Jerusalém, uma postura necessária para completar qualquer grande projeto.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1786.

Crítica à união. Os edificadores, jovens e adultos, estavam todos bem unidos na obra da reconstrução. Sambalate percebeu que eles estavam unidos e disse: “… Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?” (Ne 4.2). Ele estava atônito. A união dos edificadores era visível. O muro já estava pela metade (Ne 4.6) em pouco tempo.

A união é indispensável para o sucesso de qualquer ministério na igreja do Senhor. Sem união somos derrotados.

Certo governante, visando estimular seus auxiliares a trabalhar, dizia: “Se unidos não somos fortes, desunidos não seremos nada”. E isso é uma verdade, principalmente, quando se trata do trabalho na obra do Senhor. Nossos adversários, às vezes, são piores do que podemos imaginar. São os “Sambalates”, os “Tobias” e os Geséns” que se levantam nas igrejas. São os “falsos irmãos” a que se referia Paulo (2 Co 11.26; G1 2.4).

Os adversários no plano religioso que perseguem os cristãos. Os políticos e governantes que elaboram leis para prejudicar o povo de Deus. Mas há inimigos piores. Diz o apóstolo: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mal e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Ef 6.10-13).

Em nossos dias acontece a mesma coisa. Os adversários dos homens de Deus minimizam o seu valor, depreciam seu ministério com críticas muitas vezes ácidas e ferinas. Mas se o líder está no centro da vontade de Deus, pode orar como Davi, que possuía muitos inimigos e zombadores de sua missão: “Apressa-te, ó Deus, em me livrar; Senhor, apressa-te em ajudar-me. Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma; tornem atrás e confundam-se os que me desejam mal.

Voltem as costas cobertos de vergonha os que dizem: Ah! Ah! Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam; e aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus. Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus; tu és o meu auxílio e o meu libertador; Senhor, não te detenhas!” (SI 70).

A arma da crítica parece não ter grandes efeitos na vida de um líder competente, maduro e experiente, mas pode causar um estrago na área emocional daqueles que estão iniciando no ministério. Ou pode provocar reações agressivas em resposta A atitude depreciativa dos opositores. Nas igrejas, há pessoas que perdem a coragem quando são criticadas. Sabemos de casos de irmãos que deixaram a sua congregação e se desviaram ressentidos com as críticas injustas de certos opositores da obra. Isso é lamentável, pois na obra do Senhor não deve haver adversários, mas sim cooperadores do Senhor (1 Co 3.9).

Renovato. Elinaldo,. O livro de Neemias, Integridade e coragem em tempos de crise. Editora CPAD. pag. 40-41.

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IV- O LEVANTAMENTO DOS MUROS

1. Iniciada a edificação dos muros,

Tão impressionante foi a defesa instalada que o inimigo não fez aparentemente qualquer ataque contra a cidade. Mas, a partir daí, quando os trabalhadores voltaram, cada um à sua obra (15), todas as precauções foram tomadas para que eles não fossem surpreendidos. Os moços (ou servos, 16) de Neemias, que tinham sido designados ao trabalho, estavam agora divididos em dois grupos, um deles para atuar como uma guarda armada e o outro para ajudar nas atividades da construção. Líderes especiais, que foram escolhidos entre a nobreza (chefes), ficavam por trás dos trabalhadores, porque assim poderiam mantê-los informados de qualquer perigo que os ameaçasse.

Os trabalhadores, e na verdade todos os que estivessem envolvidos no trabalho de alguma maneira, tinham armas que poderiam ser usadas a qualquer momento. Eles trabalhavam com uma arma em uma das mãos e uma colher de pedreiro na outra. Um trombeteiro foi empregado por Neemias para tocar um alarme se o inimigo se aproximasse, e para dar a todos a oportunidade de correr para o lugar onde houvesse o ataque.

Finalmente, para que pudesse haver uma guarda adequada noite e dia, determinou-se que os judeus das cidades vizinhas permanecessem em Jerusalém e ajudassem na defesa da cidade. Neemias nos conta que nem ele nem seus moços removiam as suas roupas, exceto para alguma situação de necessidade, noite e dia, para que eles pudessem estar prontos para correr em defesa da cidade quando houvesse qualquer emergência.

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 518.

Ainda que Neemias tenha recebido alguns elogios, Tobias foi im- placável em sua oposição. Embora os tijolos e a argamassa forneces- sem alguma defesa contra as intempéries e os inimigos, Neemias e os fiéis necessitavam da proteção da mão onipotente e poderosa de Deus. Os últimos versículos do capítulo 6 apontam para a realidade contínua de que a obra de Deus é sempre realizada em meio a obstáculos e oposição. A obra de Deus sempre será realizada com a ajuda dele, ainda que ele use fiéis para realizar seus planos.

Tiberios Rata. Comentário do Antigo Testamento Esdras e Neemias. Editora Cultura Cristã. pag. 142.

2. O muro foi concluído (Ne 6.15).

O Muro é Concluído em 52 Dias (6.15-19)

Apesar de todas as dificuldades que foram encontradas, sabemos que o muro foi concluído em 52 dias, ou em aproximadamente dois meses. Elul (15) é o sexto mês do calendário judeu, correspondente à última metade de agosto e à primeira metade de setembro.

A conclusão dos muros foi um golpe evidentemente duro na moral dos inimigos de Judá. “Temeram todos os gentios que havia em roda de nós”, escreve Neemias, “e abateram-se muito em seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra” (16; cf. SI 126.2,3). Entretanto, imediatamente, nos versículos 17-19 percebemos que ainda havia forças traiçoeiras que trabalhavam na cidade. Alguns dos amigos de Tobias, diversos dos quais estavam ligados a ele por laços de casamento, mantinham uma frequente correspondência com ele e aparentemente tentavam fazer com que Neemias sentisse medo dele.

“O povo de Deus”, ressalta J. S. Wright, “deve estar sempre em guarda, mesmo em uma época de sucesso. A infiltração das ideias inspiradas pelo inimigo ainda pode estragar o trabalho e trazer padrões pagãos de vida e religião”. Sabemos que Tobias na verdade foi recebido na cidade posteriormente, durante a ausência de Neemias, e lhe foi dado um quarto no Templo (13.4-7). Com que constância o inimigo das nossas almas espreita nas proximidades, à espera de uma oportunidade para fixar residência no recôndito dos nossos corações, quando negligenciamos!

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 520-521,

Acabou-se, pois o muro. O Dado Cronológico. As muralhas de Jerusalém foram terminadas 52 dias depois de sua construção ter sido iniciada. A data do início foi 11 de agosto de 445 A. C., e a data do término foi 2 de outubro do mesmo ano, seis meses antes de terminar o prazo de Neemias ficar ausente. Josefo (Antiq. Xl.5.6) põe a obra no reinado de Xerxes (478-477 A. C.) e apresenta uma cronologia diferente.

Ele afirmou que foram necessários dois anos e quatro meses para levantar as muralhas de Jerusalém, e alguns estudiosos acusam o cronista de glorificar a obra, dando-lhe tão rápida execução. Bowman {in loc.) inclinava-se por acreditar na cronologia do livro de Neemias, e não na de Josefo, supondo que o trabalho foi feito em prazo tão curto porque grande parte das muralhas já estava de pé e grande parle do trabalho foi de reparos, e não de edificação.

Além disso, Neemias tinha um programa para ser efetuado em pouco tempo, sem falarmos no fato de que projetos assim inspirados podem ser efetuados em um tempo surpreendentemente breve. Temos um paralelo na história, o da construção das muralhas de Atenas, sob as ordens de Temistocles (Heródoto, Hist. VIII.71), no qual outro “projeto breve” foi efetuado.

Elul. Este mês corresponde ao nosso setembro-outubro, pelo que o mês de agosto também esteve envolvido, e Neemias conseguiu terminar o projeto dentro de “um mesmo ano”. Tinha sido apenas no novembro-dezembro (quisleu) anterior que Neemias ouvira acerca da necessidade. Portanto, Neemias deixou-nos o exemplo de ser um trabalhador prodigioso.

Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos temeram. Neemias e os judeus se regozijaram, mas os inimigos dos judeus ficaram arrasados, com a autoestima destruída, e somente então reconheceram que “Deus estava envolvido na construção daquelas muralhas”. Foi uma realização divina. Essa era a única maneira de explicar o que aconteceu em tão pouco tempo e diante de tão ferrenha oposição.

“A maravilha ocorreu, não somente devido ao esforço humano, mas por causa da ajuda de Deus. Este versículo serve de apropriada e feliz conclusão da história da edificação dos muros de Jerusalém. Comentou Josefo sobre a questão: ‘Neemias era um homem de natureza bondosa e justa, e ansioso por servir a seus compatriotas, e deixou as muralhas de Jerusalém como seu monumento eterno” (Raymond A. Bowman, in loc.)

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1794-1795.

Duas verdades fundamentais nos chamam a atenção nessa intervenção divina:

Em primeiro lugar, a obra de Deus avançou e foi concluída apesar dos vários ataques do inimigo (6.15). Podemos destacar três fatores que contribuíram para a conclusão da obra em Jerusalém: Primeiro, a liderança de Neemias. O muro foi concluído porque um homem pagou o preço, se importou, chegou perto, sacrificou-se, coordenou, encorajou e protegeu o povo. Segundo, a ação do povo.

O muro foi construído com a participação efetiva de todos, grandes e pequenos, homens e mulheres, ricos e pobres. A obra é grande e necessita da cooperação de todos. Terceiro, a intervenção de Deus. Até mesmo os inimigos reconheceram que o sucesso da obra só podia ser pela intervenção de Deus (6.16). Quando o povo de Deus se dispõe a trabalhar, o impossível de Deus acontece.

Em segundo lugar, a conclusão da obra trouxe alegria para o povo de Deus e abatimento para o inimigo (6.16). Esse fato auspicioso produziu dois efeitos importantes: Primeiro, mudou o foco do medo. Até aqui, os inimigos é que estão tentando intimidar Neemias e o povo. Eles estão vociferando e fazendo ouvir suas bravatas. Mas agora eles é que estão cheios de medo. Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Somos irresistíveis! Segundo, mudou o foco da auto-estima. Antes, os inimigos menosprezavam os judeus, chamando-os de judeus fracos (4.1-3). Mas agora são eles que estão com a auto-estima no chão: “decaíram muito no seu próprio conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra” (6.16).

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 115.

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Enciclopédia de Biografias Bíblicas
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V- O MURO FOI SOLENEMENTE INAUGURADO

1. Para a dedicação dos muros foram convocados todos os levitas, a fim de dedicarem os muros com alegria, com louvores, com canto, com saltério, com alaúdes e com harpas (Ne 12.27).

Na dedicação dos muros de Jerusalém. A celebração foi uma festa de Hanukkah, semelhante à que houve na reedificação do templo, no tempo dos Macabeus (I Macabeus 4.52,59). Essa festa continua sendo celebrada no judaísmo moderno. Após ter considerado vários argumentos e datas, Raymond A. Bowman estabeleceu 2 de outubro de 445 A. C. como o dia da dedicação das muralhas de Jerusalém. Comparar Nee. 6.15, que fala do dia em q je as muralhas da cidade foram terminadas.

Toda a comunidade dos levitas, vinda de toda a parte do território de Judá, foi convidada a participar da celebração, por parte de Neemias. Foi um grande dia de vitória, do qual todos deveriam participar. A ajuda dos levitas na música, nos cânticos, nas ações, nos louvores e nas danças seria necessária. Os levitas dedicados às questões musicais eram habilidosos no uso de todo o tipo de instrumentos musicais, e houve um alegre ruído naquele dia. Quanto ao uso dos instrumentos musicais, cf. Esd. 3.10; I Crô. 15.16; 16.5; Isa. 5.12; Sal. 33.2; 43.4; Jó 30.31. Ver no Dicionário o artigo denominado Música, Insto/mentos Musicais, quanto a detalhes. Encontramos uma descrição similar no culto de dedicação do templo, na época dos Macabeus (ver I Macabeus 4.54).

“A dedicação foi tanto um cortejo musical como sacrificial, conforme o padrão da dedicação do templo de Salomão (Ellicott, ir loc.).

“Os antigos consagravam suas cidades aos deuses, e as próprias muralhas das cidades eram consideradas sagradas. Ovídio fornece-nos uma narrativa das cerimônias usadas no lançamento dos alicerces das muralhas da cidade de Roma, por parte de Rômulo” (Adam Clarke, in loc., referindo-se a Ovídio, Fast. lib. iv. vs. 819).

Purificaram-se os sacerdotes e os levitas. A purificação geral, sem a qual não teria havido nenhuma dedicação formal, começou entre o povo, primeiramente os sacerdotes e os levitas, e em seguida o povo em geral (todos participantes da cerimônia), e então incluiu as próprias muralhas.

As estruturas usadas para atender a questões seculares tomavam-se automaticamente imundas. Os sacerdotes sempre passavam por cerimônias de purificação antes de qualquer culto ou função (ver Esd. 6.20). Os leigos ficavam imundos por qualquer razão ou por diversas razões, ao entrar em contato com objetos imundos. Havia um ritual cúltico de purificação (ver I Sam. 21.5). Talvez o jejum fosse um dos elementos de purificação.

Também havia a aspersão de sangue (Êxo. 12.22; Lev. 14.4-7), a lavagem com água, os banhos. Ver sobre o banho cerimonial em Lev. 14.8; 15.16; 17.15; Núm. 8.7; 19.19. Provavelmente sacrifícios especiais também faziam parte dos procedimentos (ver Êxo. 12.22 e Lev. 14.4-7).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1811-1812.

Algumas lições importantes podemos tirar à guisa de introdução:

Em primeiro lugar, devemos celebrar louvores a Deus pelas nossas vitórias (12.27). Jerusalém viveu mais de cem anos debaixo de escombros. Agora a cidade foi restaurada, os muros foram reconstruídos e o povo celebrou com grande e intenso júbilo essa conquista. Precisamos celebrar com grande júbilo as nossas conquistas.

A vida cristã deve parecer mais com uma festa de casamento do que com um enterro. A música marca as grandes celebrações e vitórias do povo de Deus. Miriam cantou depois da travessia do mar Vermelho. Davi cantou ao trazer a Arca da Aliança para Jerusalém. Tiago diz: “Está alguém alegre? Cante louvores” (Tg 5.13).

Em segundo lugar, devemos celebrar louvores a Deus com união entre os irmãos (12.27-29,43). Todos os sacerdotes, levitas e cantores, deveriam vir, de todos os lugares, para a grande celebração. A liderança unida trouxe alegria entre todo o povo (12.43). A união do povo de Deus, já é uma grande causa de alegria e um símbolo de vitória. Naquela festa os líderes e todo o povo celebraram ao Senhor. Onde há união entre o povo de Deus, ali o Senhor ordena a Sua bênção e a vida para sempre.

Não há adoração vertical sem comunhão horizontal. Não podemos cultuar a Deus de forma sincera se não amarmos os irmãos de forma verdadeira. Onde falta comunhão, inexiste adoração.

Em terceiro lugar, devemos celebrar louvores a Deus com grande alegria (12.27,43). A alegria é uma das marcas distintivas do povo de Deus. A alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). As celebrações do povo de Deus precisam ser festivas e cheias de grande júbilo. O evangelho que abraçamos é boa-nova de grande alegria. O Reino de Deus que está em nós é alegria. O fruto do Espírito Santo é alegria.

A ordem de Deus para a Igreja é: “alegrai-vos!”. A música foi e é usada para celebrar os grandes eventos da História. Os anjos cantaram alegremente quando Deus lançou os fundamentos da terra (Jó 38.7). Os anjos cobriram o céu para celebrar majestosamente o nascimento de Jesus (Lc 2.14). A descida do Espírito Santo no Pentecostes foi com um som como de vento impetuoso (At 2.1-4). A segunda vinda de Cristo será acompanhada pelo soar da trombeta de Deus (lTs 4.16). A música será o próprio clima do céu (Ap 5.5-13).

Em quarto lugar, devemos celebrar louvores a Deus com vida pura (12.30). Os sacerdotes e os levitas se purificaram e purificaram o povo. Devemos chegar diante de Deus com vidas limpas e levantar mãos santas. Jamais poderá haver louvor e adoração se não houver dedicação de vidas ao Senhor. Somos uma nação de levitas e sacerdotes chamados para a adoração (IPe 2.9). Joao de Souza Filho, tratando deste magno assunto, escreve:

O louvor faz parte da restauração do povo de Deus. Ele é praticado não porque é bonito e nos faz bem; nem porque ocupa um lugar no culto a Deus, ou porque serve para atrair as pessoas. O louvor é fruto de vidas consagradas. É a expressão viva do próprio Espírito de Deus pelos lábios de seu povo.

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 188-190.

2. O ato de dedicação incluiu duas procissões ao longo dos muros, as quais pararam diante da Casa de Deus, onde houve sacrifícios (Ne 12.30,38,40).

Na cerimônia descrita nos versículos 27-43, foram organizadas duas grandes procissões das quais participaram os príncipes de Judá (31) além de levitas e cantores de toda a província. As procissões caminhavam em volta da cidade ao longo do muro recém- construído. Um dos grupos foi liderado por Esdras e fez o circuito pela direita, enquanto o outro, acompanhado por Neemias, caminhou em volta da cidade ao encontro deles (38), isto é, na direção oposta. Finalmente, os dois grupos se encontraram nas vizinhanças do Templo e lá foi realizado um grande culto em ação de graças e de louvor.

C. E. Demaray. Comentário Bíblico Beacon. Neemias. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 530-531.

Natureza da Dedicação e da Celebração. Houve muitos cânticos, vários toques e trombetas e instrumentos musicais, louvores (talvez até danças) e também o oferecimento de muitos sacrifícios, sem dúvida de expiação, mas também de ação de graças (as ofertas de cereais). O autor não se deu ao trabalho de informar o número imenso de animais oferecido naquela ocasião.

Em ambas as ocasiões foram produzidas altas exclamações e muito ruído, por causa da alegria. “Este versículo é pleno de alegria, mas antes do regozijo veio a abundante oferenda de sacrifícios” (Ellicott, in loc.). Os sacrifícios foram seguidos (conforme se tornara costumeiro) por uma grande refeição comunal que pertencia aos participantes. O sangue e a gordura eram oferecidos a Yahweh, conforme tinha sido ordenado por Moisés (ver Lev. 3.17). Deus era sempre o conviva invisível de qualquer sacrifício ou festividade.

Cf. este versículo com Esd. 6.17, a dedicação do segundo templo, quando o cronista listou o número dos animais sacrificados. Mas nada se comparou ao grande dia que comemorou a dedicação do templo de Salomão, em I Reis 8.63 (22.000 novilhos e 120.000 ovelhas!)

O grande ruído do regozijo foi ouvido a longa distância, o que também se deu por ocasião do lançamento dos alicerces do segundo templo (Esd. 3.13, um versículo quase idêntico).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag.  1813.

O segundo grupo dirigia-se para o norte e então para o leste até a área do templo, seguido de Neemias. As diversas portas seguem a mesma ordem apresentada no capítulo 3, com exceção da Porta de Efraim e da Porta da Guarda, que não foram mencionadas naquele capítulo (possivelmente porque não foram anteriormente destruídas e não precisaram ser reconstruídas). Contudo, em 3:25 menciona-se “o pátio do cárcere”, provavelmente na extremidade sudeste da área do templo.

Os dois grupos parecem que se encontraram na praça diante da Porta das Águas (v. 37; cons. 8:1) e dali entraram no templo para oferecerem seus sacrifícios. (v. 43). Com referência à tremenda alegria desta ocasião, cons. II Cr. 20:27; Ed. 3:13; 6:22.

Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Neemias. Editora Batista Regular. pag. 24-25.

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VI – OS MUROS TRAZEM ENSINO

1. A Bíblia fala da salvação como um muro.

Os muros e baluartes de Jerusalém, naquele dia de triunfo, não serão tijolos e massa de pedreiro, mas qualidades espirituais, os elementos da salvação de Deus, Suas operações em favor de Seu povo.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag.  2859.

“Naquele dia” refere-se ao dia milenial por vir quando Judá e Jerusalém terão um cântico dado por Deus para cantar. O cântico é uma canção de louvor que prepara Jerusalém para a sua transformação em uma cidade de paz à medida que Deus cumpre o seu propósito remidor.

A sua salvação será melhor que muros físicos e “antemuros” ( “baluartes” — ARA), ou bastiães (parte da fortificação que avança e forma ângulo saliente, permitindo vigiar a face externa da muralha e atirar contra os assaltantes que tentam escalá-la; baluarte). Ele protegerá o seu povo. Ele é suficiente.

HORTON. Staleym. M. Serie Comentário Bíblico Isaias. Editora CPAD. pag. 239.

2. O muro da salvação fala da divina proteção que beneficia aqueles se abrigam dentro dele.

O verdadeiro segredo de sua fortaleza acha-se na confissão magnífica da certeza que se segue imediatamente: Porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia (12). E digno de nota que neste testemunho Paulo use em quem e não “no que”. O que ele está confessando não é mera assinatura a uma proposta, mas amor e lealdade a uma Pessoa. Esta é uma característica essencial da fé cristã. Não é suficiente termos um credo pessoal relativo a Cristo, por mais importante que isso seja no seu devido lugar. Tem de haver uma comunhão de amor com uma Pessoa — ninguém mais que Jesus — para que nossa fé seja verdadeiramente cristã.

Concernente à certeza de Paulo de que Cristo pode guardar aquilo que lhe foi depositado, encontramos certa ambiguidade no original grego. As palavras o meu depósito são tradução literal do termo grego; e esta é uma palavra que ocorre frequentemente nas Epístolas Pastorais. Exceto aqui, sempre se refere à mensagem cristã que foi depositada ou entregue a Paulo e Timóteo. Este depósito pode significar “o que lhe confiei” (NVI) ou “aquilo que ele me confiou” (NTLH). Pelo original grego cabem ambos os significados. Considerando que qualquer interpretação é correta, o leitor faz a sua escolha.

Esta incerteza de interpretação, porém, tem solução. E provável que o coração devoto dos cristãos de todas as eras recebe maior consolo e autoconfiança na tradução mais conhecida: Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia.

Nas crises de nossa experiência da graça de Deus, quando colocamos o futuro desconhecido à disposição da vontade de Deus, nossa alma se consola e se fortalece na certeza do poder mantenedor de Deus. E nos momentos em que a obediência é difícil e o caminho à frente está encoberto em escuridão e incerteza, encontramos nessa certeza a força para prosseguir sem transigir ou hesitar. O grande testemunho de Paulo torna-se um brado de ânimo ao espírito extremamente provado e um dos textos mais queridos e amados do Novo Testamento.

J. Glenn Gould. As Epistolas Pastorais, A Primeira e a Segunda Epístolas a Timóteo A Epístola a Tito. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 513.

Paulo tem a convicção de que Deus guardará o seu depósito até o dia final. Que depósito é esse? Os comentaristas estão divididos e sem esperança de consenso quanto a essa resposta. Trata-se do depósito que Deus nos tem confiado? Ou é o depósito que nós confiamos a Deus? Em outras palavras, é o evangelho ou a nossa vida e a nossa completa salvação?

Matthew Henry, Guillermo Hendriksen, Charles Erdman e Warren Wiersbe dizem que se trata da salvação da nossa alma e de sua preservação para o reino celestial. No entanto, para outros autores como Lawrence Richards, John N. D. Kelly e John Stott, o contexto mostra que Paulo está falando sobre o evangelho, sobre a fé apostólica. Assim, Paulo tem a convicção de que Deus guardará intacto esse glorioso depósito da verdade para as gerações pósteras. Richards diz que a palavra paratheke, depósito, só é encontrada aqui e em 1 Timóteo 6.20.

A imagem é a de uma pessoa que deve realizar uma longa jornada e deixa seus pertences guardados com um amigo até sua volta. Paulo nos lembra de que nossa vida na terra é verdadeiramente uma jornada. Como é bom sabermos que tudo o que é valioso e duradouro está depositado nas mãos do Senhor, que conserva tudo em absoluta segurança até a nossa chegada.

Nessa mesma linha de pensamento, John N. D. Kelly explica que paratheke é um termo jurídico que evoca alguma coisa que uma pessoa entrega em confiança para salvaguarda de outra pessoa. Esse depósito não é a vida de Paulo nem sua recompensa eterna, mas a mensagem do evangelho. A passagem como um todo expressa assim sua certeza suprema de que, sejam quais forem os infortúnios que possam sobrevir aos seus ministros, o próprio Deus conservará a fé a eles confiada, isenta de corrupção.

John Stott elucida essa posição quando escreve:

Em última análise, é Deus mesmo quem preserva o evangelho. Ele se responsabiliza por sua conservação. Podemos ver a fé evangélica encontrando oposição em toda parte, e a mensagem apostólica sendo ridicularizada.

Talvez vejamos uma crescente apostasia crescer na igreja, muitos de nossa geração abandonando a fé de seus pais. Mas não temos nada a temer! Deus nunca permitirá que a luz do evangelho se apague. Ele mesmo é o seu melhor vigia; ele saberá preservar a verdade que confiou à Igreja. Isso nós sabemos, porque sabemos em quem depositamos a nossa confiança, e em quem continuamos a confiar.

LOPES. Hernandes Dias. 2 Timóteo. O testamento de Paulo à igreja. Editora Hagnos. pag. 37-39.

3. O muro da salvação é uma per manente linha divisória entre o reino de Deus e o reino deste mundo.

Um Único Mestre (6.24). Filson observa: “O versículo 24 (cf. Lc 16.23) afirma claramente a intenção dos dois parágrafos anteriores: Deus reivindica total lealdade; o discípulo não pode dividir a sua lealdade entre Deus e as suas posses” Mamom (24) é a palavra aramaica para dinheiro ou riqueza.

As três ênfases principais no capítulo 6 até este ponto são a simplicidade, a sinceridade e a unidade. Estas são virtudes básicas na vida do discipulado, como o próprio Senhor Jesus descreveu. Nenhuma parcela de habilidade ou intelectualismo sofisticados compensarão a falta delas.

Ralph Earle. Comentário Bíblico Beacon. Mateus. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 66.

Dando continuidade ao tema de seus discípulos terem uma lealdade não dividida, Jesus explicou que ninguém pode servir a dois senhores. Todos os seres humanos enfrentam a necessidade de fazer uma escolha: A quem servirão. E impossível deixar de fazer esta escolha. Eles podem preferir servir a si próprios, ao dinheiro (Mamom), aos prazeres egoístas, ou podem escolher servir a Deus.

Ou juntamos os nossos tesouros na presença de Deus (6.20,21), focando os nossos “olhos” nele (6.22,23), e servindo somente a Ele – ou não o serviremos, absolutamente.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 49.

O escravo com dois senhores (v. 24).

Schniewind destacam que era possível na época um escravo ser compartilhado por dois senhores. Apesar da evidência rabínica, Jesus está falando da impossibilidade disso na prática. “Um homem pode trabalhar para dois empregadores, mas nenhum escravo pode ser propriedade de dois senhores” (M’Neile). “Mamom” (nr. da NVI), uma palavra de etimologia incerta, era usada na linguagem da época para dar a ideia de propriedade em geral. Não é o nome de um deus pagão, mas a palavra aramaica é mantida para sugerir que a propriedade pode se tornar um senhor e até mesmo um deus.

Bruce; F. F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. Editora Vida. pag. 1563.

Pregaor Vocacionado

OS PRINCÍPIOS DIVINOS EM TEMPOS DE CRISE

1° LIÇÃO 3° TRIMESTRE 2020 DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO

2° LIÇÃO 3° TRIMESTRE 20 – DESPERTAMENTO ESPIRITUAL UM MILAGRE

3 LIÇÃO 3 TRIMESTRE 20 – O DESPERTAMENTO RENOVA O ALTAR

4 LIÇÃO 3 TRI 20 – A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO ENFRENTOU OPOSIÇÃO

5 LIÇÃO 3 TRI 20 – ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

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