6 Lição 3 Tri 22 A Sutileza das Ideologias Contrárias a Família

 

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6 Lição 3 Tri 22 A Sutileza das Ideologias Contrárias a Família

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“E disse O Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe–ei uma adjutora que esteja como diante dele.” (Gn 2.18)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

Dentre os muitos perigos que a sociedade contemporânea enfrenta estão aqueles de natureza ideológica que planejam destruir a família.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Mt 19.6 A família e a união indissolúvel entre homem e mulher

 

Terça – Gn 2.24 A família como célula mater da sociedade

 

Quarta – 1 Tm 3.2 A monogamia como princípio bíblico do casamento

 

Quinta – Gn 2.23 O valor e o devido reconhecimento da mulher

 

Sexta – Pv 31.15-18 A virtude da mulher na família e na sociedade

 

Sábado – Dt 6.6-9 A família e transmissão de valores para os filhos

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 2.18-24

 

8 – E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

 

19 – Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra, todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.

 

20 – E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

 

21 – Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

 

22 – E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

 

23- E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

 

24 – Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

 

 

Hinos Sugeridos: 266, 333, 380 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

 

1- INTRODUÇÃO

 

A família é um projeto especial de Deus. Em sua soberania ele estabeleceu fundamentos que trazem estabilidade a essa magna instituição: monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade. Esses valores blindam a família contra as sutilezas das novas configurações familiares que estão calcadas em ideologias malignas. Assim, nesta lição aprenderemos os princípios bíblicos de uma família sólida que vive na presença de Deus.

 

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Abordar a família como um projeto especial de Deus;

II) Elencar os fundamentos da família cristã;

III) Esclarecer as sutilezas da nova configuração familiar;

IV) Apontar os princípios bíblicos para uma família sólida.

 

B) Motivação: Vivemos numa época desafiadora. Novas ideologias têm promovido a “normalização” de novas configurações familiares que nada tem a ver com 0 propósito de Deus. Como cristãos, de que forma devemos nos comportar diante dessas novas modalidades de união?

 

C) Sugestão de Método: Uma das características da faixa etária do adulto é que ele aprende quando deseja. Nesse sentido, a dinâmica da Escola Dominical segue o princípio da voluntariedade. A presença do aluno no domingo pela manhã, ou em outro dia noutras localidades, traz com ele a predisposição para aprender. Por isso, sua aula deve ser bem planejada, estruturada e pensada. Se o aluno está disposto a aprender não podemos perder a oportunidade de ensinar bem. Assim sendo, ao longo da aula procure envolver a classe de maneira que a participação dela seja representada. Faça perguntas, peça para alguém resumir um subtópico, corrija o questionário com a classe.

 

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: A nossa família é o bem maior que Deus nos deu. Nesse sentido, a lição nos convida a um compromisso com Ele e a nossa família. Incentive a classe a orar pela família, a estabelecer uma meta de ensinar a Palavra de Deus sistematicamente e a cultivar os valores da Bíblia no lar. É tempo de buscar a presença de Deus em família. É tempo de viver na presença do Espírito Santo em família.

 

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

 

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “ O Conceito Cristão de Família” é uma reflexão que expande o primeiro tópico a respeito da família como projeto de Deus;

2) O texto “Os Deveres da Família Cristã” traz uma proposta de aplicação dos papéis exercidos pelos membros da família.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIO

 

Nesta lição mostraremos que a família é um projeto de Deus e que há valores fundamentais sobre os quais ela está edificada. Tratamos aqui também dos perigos que rondam a família cristã. Velhas práticas como a infidelidade conjugal, bem como os modelos alternativos de construção familiar são perigos que demandam nossa atenção. Contudo, há uma narrativa que faz passar a infidelidade conjugal como algo natural e normal. Mudou-se o rótulo, mas o veneno continua mortífero. Por outro lado, os pais devem ter cuidado a respeito das novas distorções da sexualidade como a teoria genderqueer. Vigiemos.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

No século XXI, a família está sob ataque das forças do inferno de maneira sistemática e insidiosa. Em todos os tempos, esse ataque tem sido real. Mas nunca como nos dias presentes. Satanás tem conseguido mobilizar governos, sistemas judiciários, escolas e faculdades, para minar as bases da instituição familiar. Só em Cristo a família pode resistir às investidas satânicas.

Formadores de opinião trabalham para a destruição da entidade familiar, tal como Deus a criou, pela união de um homem e de uma mulher, através do casamento. A sociedade sem Deus admite outros “arranjos” de família. O Supremo Tribunal Federal do Brasil aprovou lei que considera a união homossexual “união estável”, ou, o que é pior, “entidade familiar”, torcendo e distorcendo o sentido de família, de acordo com a Constituição do País. O que significa isso? Total desprezo à Palavra de Deus, que considera tais uniões “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13).

É tão terrível o ataque à família na área da sexualidade, que um líder gay declarou, anos atrás, que os filhos dos conservadores, nos Estados Unidos, seriam alvo da sodomia. O Reverendo Louis Sheldon, Presidente da “Coalizão dos Valores Tradicionais” naquele país, registrou o discurso de um representante do segmento homossexual, com a desfaçatez e a arrogância própria da maioria desse grupo social, no jornal Gay Community News, escrito pelo ativista Michael Swift:

Vamos sodomizar seus filhos, símbolo de sua frágil masculinidade, de seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los em suas escolas, em suas repúblicas, em seus ginásios, em seus vestiários, em suas arenas de esportes, em seus seminários, em seus grupos de jovens, nos banheiros de seus cinemas, nos alojamentos de seu exército, nas paradas de seus caminhões, em todos os seus clubes masculinos, em todas as suas sessões plenárias, em todos os lugares onde homens estejam juntos com outros homens. Seus filhos se tornarão nossos subordinados e farão tudo o que dissermos. Serão remodelados à nossa imagem. Eles suplicarão por nós e nos adorarão” (grifo nosso).

As declarações desse líder homossexual revelam de modo cristalino a estratégia diabólica para dominar a sociedade. Os homossexuais não querem apenas o respeito a seus direitos. Eles têm um projeto de poder, de dominação, principalmente das crianças e dos jovens, para comprometer o futuro das nações, submetendo-as às suas ordens. Vejam bem os leitores o que o representante do Diabo disse: “Seus filhos se tornarão nossos subordinados e farão tudo o que dissermos”. Dá para duvidar da natureza maligna de uma declaração como essa?

São as “portas do inferno”, batalhando para destruir a família e os princípios defendidos pela Igreja do Senhor Jesus. Mas essas portas satânicas não prevalecerão. É uma questão de tempo. O Supremo Juiz do Universo não dorme nem cochila. Seu sistema divino de controle, de acompanhamento da História e das ações de todos os homens é o mais perfeito do universo. Nada escapa ao seu olhar. Ele a tudo vê. Mas só age, e agirá, no seu tempo, no seu “kairós \ tempo que só a Ele pertence.

Aparentemente, Deus não está agindo. Mas está. A seu modo, no seu tempo.

A Igreja do Senhor Jesus Cristo é a porta-voz de Deus. Ela tem uma missão proclamadora do evangelho, mas também de denúncia contra a pecaminosidade que destrói a sociedade, como um câncer enganoso, que aparenta inofensivo, mas está causando metástase em todo o tecido social. A família está sendo destruída. A prostituição, as drogas e a violência são vivenciadas em todos os lugares. Antes, só nas grandes metrópoles que esses males eram mais sentidos. Hoje, porém, com a influência dos meios de comunicação, os costumes têm mudado drasticamente, alcançando todos os rincões do país. Seja nas grandes capitais, seja nos menores distritos, vilas e povoados, a influência nefanda desse falso “progresso” tem chegado, dominando as mentes e as consciências.

Infelizmente, os governos estão alinhados com o espírito do Anticristo.

Quase sem exceção, todos estão de acordo com as mudanças perniciosas que se voltam contra a família. Até porque, com a “nova visão de mundo”, a família tradicional é considerada ultrapassada. O casamento monogâmico e heterossexual é retrógrado e precisa dar lugar a “novas configurações de família”. Uma ministra do atual governo declarou à imprensa que “essa família, composta de papai, mamãe e filhos” está ultrapassada. Novos “arranjos familiares” se imporão.

Tal declaração identifica mais uma agente do Anticristo. Desgraçadamente, esses agentes ocupam cargos importantes em todas as esferas de direção do país. E eles têm poder político para aprovarem seus intentos afrontosos contra a Palavra do Senhor. Assim, a igreja de Jesus, formada de famílias cristãs, não pode ficar silente, omissa e acovardada.

Tem que demonstrar que tem poder espiritual e moral para fazer frente à onda satânica que tomou conta da maioria dos governos e instituições do mundo. Somente com a mensagem poderosa do evangelho de Cristo, é possível salvar a família da destruição total, preconizada pelo Diabo e seus agentes humanos.

Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013. pag. 40-42.

 

 

Myer Pearlman, na cerimônia de casamento em seu Manual do Ministro, afirma o seguinte: “No jardim do Éden, Deus instituiu essa união a partir do primeiro casal humano, a fim de tomar feliz toda a humanidade. Desde então os seres humanos o têm praticado e, para dar-lhe consistência, o têm legalizado. Pode-se dizer que o casamento é o contrato jurídico de uma união espiritual”. Essa declaração é confirmada na Bíblia e na História.

As Escrituras Sagradas mostram que o casamento foi instituído por Deus no jardim do Éden (Gn 2.18-25) e sancionado pelo Senhor Jesus em sua presença nas bodas de Caná da Galileia (Jo 2.1-11). O propósito, entre outros, é a felicidade, o companheirismo mútuo do casal e a procriação, a maneira legítima da multiplicação dos seres humanos sobre a Terra.

Soares. Esequias,. Casamento, Divórcio E Sexo A Luz Da Bíblia. Editora CPAD. pag. 13-14.

 

 

Palavra-Chave: FAMÍLIA

 

 

I – FAMÍLIA, PROJETO DE DEUS

 

 

1- Uma instituição divina.

 

Quando consultado pelos fariseus sobre a questão do divórcio, Jesus respondeu: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6b). Ao dizer que ninguém separasse o que Deus havia ajuntado, nosso Senhor se referia a constituição familiar. E mais, com essa fala, Jesus reconheceu que a família é uma instituição divina. Foi Deus, e não o homem, que a criou. A família, portanto, é criação de Deus. Esse fato mostra a importância que a família tem no projeto de Deus para a humanidade. Ora, Ele tem um projeto para a humanidade e nele Deus inclui a família; Ele tem um plano para a Igreja, e nele Deus também inclui a família.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A Origem da Família

Os primeiros capítulos do livro de Genesis mostram que a família foi a primeira das instituições divinas. Os evolucionistas e antropólogos tem dúvidas a esse respeito, supondo que a família humana emergiu da ascensão evolutiva do homem, provavelmente por razões econômicas ou de proteção mútua. A extrema dependência da prole humana, em seus tenros anos, ensina-nos, pelo menos, que, desde o princípio, deve haver mães que cuidem de seus filhos, o que já constitui uma unidade básica da família. De outro modo, a raça humana não poderia sobreviver. As evidências arqueológicas demonstram o fato de que onde existiu o homem, também existiu a família.

Portanto, qualquer coisa dita em contrário, não passa de especulação. Mesmo que os primeiros relacionamentos entre os sexos tivessem sido promíscuos, de tal maneira que não fossem formadas famílias, conforme atualmente as conhecemos, deve ter havido mães protetoras; e, podemos supor, pelo menos ocasionalmente deve ter havido pais protetores e provedores, que muito devem ter contribuído para a criação dos filhos. Isso deve ter acontecido mesmo quando os homens tivessem outras mulheres que, com seus filhos, fossem objeto das atenções deles.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 2. pag. 680.

 

 

[…] o casamento é indissolúvel (19.6). O casamento deve ser para toda a vida. E uma união permanente.

No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel.

Ninguém tem autoridade para separar o que Deus uniu.

Marido e mulher devem estar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade. Só a morte pode separá-los (Rm 7.2; lC o 7.39). O divórcio é uma coisa horrenda aos olhos de Deus. Não há divórcio sem dor, sem trauma, sem feridas, sem vítimas.

É impossível rasgar o que marido e mulher se tornaram (uma só carne), sem muito sofrimento. Embora a sociedade pós-moderna esteja fazendo apologia do divórcio, os princípios de Deus não mudaram, não mudam e jamais mudarão. Somente a morte (lC o 7.2), a infidelidade conjugal (19.9) e o completo abandono (lC o 7.15) podem legitimar o divórcio e cancelar o pacto conjugal. O divórcio, portanto, não é apenas antinatural, mas, também, uma rebelião contra Deus e uma conspiração contra a sua lei.

LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 583-584.

 

 

Jesus responde com outra pergunta: Não leste que no princípio o Criador os fez macho e fêmea (fê-los para o casamento)? Portanto, quando um homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, para tornar-se uma só carne com ela, ninguém deve separar o que Deus ajuntou. O plano de Deus na criação era que marido e mulher deveriam viver juntos em casamento monogâmico (Gênesis 1:27). McNeile observa que “o primeiro macho e a primeira fêmea do gênero humano foram feitos exclusivamente um para o outro” (não havia ninguém mais com quem pudessem casar-se) e que essa norma de união indissolúvel foi estabelecida para todos os demais casais que se sucederiam (p. 273).

Gênesis 2:24 estabelece a intenção divina. O casamento une o homem e a mulher, não como duas pessoas que partilham certas coisas em comum, mas a fim de criar (é significativo que em Mateus 19:4, Deus é chamado de ho ktisas, “o Criador”) algo novo. E serão os dois uma só carne (v. 5).

Assim já não são mais dois, mas uma só carne (v. 6). Essa é a razão por que é errado o homem separar o que Deus ajuntou. Seria revogação da ordem divina.

ROBERT H. MOUNCE. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo. Baseado na Edição Contemporânea de Almeida. Editora Vida Nova. pag. 191.

 

 

2- A célula mater da sociedade.

 

No contexto social, a família é a primeira instituição a ser estabelecida (Gn 2.24). Ela é a célula mater da sociedade, ou seja, na base da sociedade está a família. Na verdade, não poderia haver sociedade ou vida social sem a existência da família. Esse fato é de suma importância para interpretar corretamente qualquer fenômeno social. Não há dúvida de que a desagregação da família moderna está no topo dos principais problemas sociais ora presenciados.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Família, criação de Deus

“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

A única configuração familiar reconhecida por Deus é a que é formada de pai, mãe e filho. No princípio da Criação, Deus concluiu que não seria bom o homem viver na solidão, e criou a mulher para viver a experiência humana ao seu lado. A família é instituição criada por Deus.

Antes de fundar a Igreja, Deus criou o casamento e, como decorrência deste, instituiu a família. Essas instituições especiais, fruto da mente do Criador, têm sido terrivelmente atacadas pelas forças do mal.

O espírito do Anticristo tem dominado a mente do homem pós-moderno, a tal ponto de promover verdadeira subversão dos valores morais, que se fundamentam na Palavra de Deus. Uniões abomináveis de pessoas do mesmo sexo têm sido aprovadas por lei, como se fossem famílias, em aberta afronta contra a Lei de Deus.

Quando Deus criou o homem e a mulher, já tinha em mente a família (Gn 2.24). No Salmo 128, encontramos o valor da família no plano de Deus: “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!” (SI 128.1,3,4). São promessas de Deus para a família que nele crê, teme-o e lhe obedece.

Deus disse a Abraão: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Deus deseja que, em cada lar, haja um ambiente espiritual que honre e glorifique o seu nome. O amor de Deus pela humanidade faz com que Ele veja todas as famílias da terra como alvo de sua bênção, pois todos os homens a Ele pertencem (SI 24.1). Porém, só podem desfrutar do favor de Deus as famílias que se sujeitam a obedecer a sua palavra.

Estudar sobre o valor da família é de muita importância para nós, pois, de uma forma ou de outra, nascemos numa família, pobre ou rica, desconhecida ou famosa, pequena ou grande, evangélica ou não. A família é a base de nossa vivência. Dela nascemos e dela dependemos na maior parte da existência. Isso é plano de Deus.

Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013. pag. 7-8.

 

 

Deixa 0 homem pai e mãe, e se une à sua mulher. A instituição do matrimônio, iniciada por Deus, requer o sacrifício de caminhos antigos. Quantos empreendimentos têm sido deixados de lado porque a pessoa envolvida não pode impedir-se de olhar para trás? Lembremo-nos da esposa de Ló. Deixar 0 antigo para lançar-se ao novo é a primeira e grande garantia de sucesso. Um homem dividido entre mãe e esposa acha-se sobre um alicerce muito fraco. Acabará não agradando a nenhuma das duas, e ambas serão infelizes com ele. Disse Adão: ״Considere o modo como eu tive de fazer isso. Eu tinha somente a minha esposa”. Assim também qualquer outro homem, quando se casa. Tem apenas a sua esposa. Visitas vindas de membros da antiga família serão suficientes.

O que Esse Ensino Não Envolve. O autor sagrado não nos encoraja a sermos negligentes no tocante a nossos pais. Continuemos a servi-los, na medida do possível. O amor filia! continuará rebrilhando. Mas ele diz: “Sai da casa de teus pais!”. Uma mãe é como a terra natal de um homem. Uma esposa é como um país para onde ele migrou. Ninguém pode viver em dois países ao mesmo tempo. Tal homem ama a ambos, mas sua presença física manifesta-se na sua nova pátria.

“Por ordem de Deus, haverá uma conexão mais íntima, entre 0 homem e a mulher, do que pode subsistir até mesmo entre pais e filhos” (Adam Clarke, in loc.).

Uma só carne. Essa afirmação tem sido entendida de várias maneiras, como segue:

Marido e mulher devem ser tidos como um só corpo, em uma verdadeira comunhão de bens, onde nenhum tem direitos separados ou independentes, nem privilégios, nem cuidados, nem interesses: antes, compartilham de tudo, estão interessados pelas mesmas coisas e têm os mesmos alvos. Aristóteles dizia que os verdadeiros amigos são dois corpos com uma só mente; e esse sentimento aplica-se aqui.

Vivem para a produção de uma carne, uma referência ao dever e privilégio que têm de se reproduzirem segundo a sua espécie.

O termo pode expressar união espiritual. Os dois tornam-se uma única pessoa, embora possuidores de dois corpos. Sua união, pois, é uma união de almas.

A união entre os dois é tão íntima que é como se fossem uma só pessoa, uma só alma, um só corpo, 0 que faz contraste com a poligamia, 0 divórcio ilegítimo, toda espécie de imundícia moral, fornicação e adultério” (John Gill, in loc.).

A esposa é o “ego-fémea” do esposo, a sua hetero-identificação.

Usos Deste Versículo no Novo Testamento. Jesus (Mat. 19.5) utilizou este versículo para combater o divórcio, pois quem pode separar aquilo que Deus juntou? Deus junta; o homem separa.

Paulo (citando indiretamente) usou o sentimento do versículo a fim de proibir a prostituição, visto que o princípio de uma só carne que deve prevalecer no matrimônio é violado pela intrusão de uma terceira pessoa. Em Efésios 5.31, esse apóstolo citou diretamente o versículo. Primeiro usou o para indicar o casamento literal, e, em seguida, o casamento espiritual de Cristo com a Sua Igreja. Em ambos os casos, ele partiu do pressuposto de alguma espécie de comunhão mística, no âmbito da alma, que une os casais, bem como Cristo à Sua Igreja, o que o vs. 32 dá a entender por meio do termo mistério.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 29.

 

 

Portanto o homem deixará seu pai e sua mãe. Não haverá, por ordem de Deus, uma ligação mais íntima formada entre o homem e a mulher, que pode subsistir mesmo entre pais e filhos. E eles serão uma só carne.

Estas palavras podem ser entendidas em um sentido duplo. 1. Estes dois serão uma só carne, deve ser considerado como um corpo, não tendo direitos separadas ou independentes, privilégios, cuidados, preocupações, todas as coisas que a preocupação do Estado o casamento. 2. Estes dois serão para a produção de uma carne, de sua união uma posteridade brotará, como lembra-se exatamente como eles fazem um ao outro. Nosso Senhor cita estas palavras, Mateus 19:5, com alguma variação deste texto: Eles TWAIN serão uma só carne.

Em Marcos 10:8. Cotações de São Paulo, da mesma forma, 1 Coríntios 6:16, e em; Efésios 5:31. A Vulgata Latina, a Septuaginta, o siríaco, o árabe, e o samaritano, todos lemos a palavra DOIS. Que esta é a leitura genuína não tenho dúvida. A palavra sheneyhem, eles dois ou ambos, foi, suponho, omitido na primeira do texto hebraico, por engano, porque ocorre três palavras depois no verso seguinte, ou, mais provavelmente, que originalmente ocorreu em Gênesis 2:24, 25, e um copista após ter constatado que ele havia escrito duas vezes, na correção de sua cópia, bateu para fora a palavra em Gênesis 2:24, em vez de; 2:25 . Mas, qual a consequência é? Na controvérsia sobre a poligamia, foi feita de consequência muito grande. Sem a palavra, alguns defenderam um homem pode ter esposas como muitos como ele escolhe, como os termos são por tempo indeterminado, ELES será, mas com a palavra casamento, é restrito. Um homem pode ter em união legal mas uma esposa ao mesmo tempo. Temos aqui a primeira instituição do casamento, e vemos nele em vários elementos dignos de nosso respeito mais grave.

1. Deus pronuncia o estado do celibato para ser um mau estado, ou, se o leitor, por favor, não é uma boa, e o Senhor Deus disse: Não é bom que o homem esteja só. Este é o julgamento de Deus. Conselhos e pais, e médicos, e sínodos, ter dado uma opinião diferente, mas sobre tal assunto são dignos de nenhuma atenção. A palavra de Deus permanece para sempre.

2. Deus fez a mulher para o homem, e, assim, ele nos mostrou que todo filho de Adão deve ser unido a uma filha de Eva para o fim do mundo. Veja Clarke em I Coríntios 7:3. Deus fez a mulher para fora do homem, a insinuar que a íntima união e apego a mais carinhosa, deve subsistir na ligação matrimonial, de modo que o homem deve sempre considerar e tratar a mulher como uma parte de si mesmo , e como ninguém jamais odiou a sua própria carne, mas nutre e sustenta, por isso deve a um acordo com o homem, sua mulher, e por outro lado, a mulher deve considerar que o homem não foi feito para ela , mas que ela foi feita para o homem , e derivado , sob Deus, ela estar com ele, por isso a mulher deve ver que ela reverencia seu marido, Efésios 5:33 . Gênesis 2:23,24 conter as próprias palavras da cerimônia de casamento: Esta é carne da minha carne, e osso de meu osso, por isso o homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne.

Quão feliz deve tal estado ser quando a instituição de Deus é devidamente considerado, em que as partes são casadas, como o apóstolo o expressa, no Senhor, onde cada um, pelos atos do terna bondade, vive apenas para evitar que os desejos e contribuir de todas as maneira possível para o conforto e a felicidade do outro! O casamento ainda pode ser o que era em sua instituição de origem, pura e adequada, e em seu primeiro exercício, carinhoso e feliz, mas como poucos tais casamentos estão lá para ser encontrado! Paixão, turbulento e irregular, e não de religião; personalizado, fundada por essas irregularidades, e não da razão; perspectivas mundanas, originando e terminando no egoísmo e afetos terrenos, e não em fins espirituais, são as causas grandes produtoras de a grande maioria das alianças matrimoniais. Como, então, pode turva tal e amargas fontes enviar águas diante pura e doce? Veja a alegoria antiga de Cupido e Psique, por que o casamento é tão feliz ilustrado, explicou, nas notas sobre Mateus 19:4-6.

ADAM CLARKE. Comentário Bíblico de Adam Clarke.

 

 

SINOPSE I

 

A família é uma instituição divina e, por isso, é a célula mater da sociedade.

 

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

O CONCEITO CRISTÃO DE FAMÍLIA

 

“O casamento cristão pressupõe a formação de uma nova família e, como resultante, o nascimento de filhos. Está inserida na criação dos filhos, a responsabilidade familiar de prover o sustento e todo o cuidado indispensável para o desenvolvimento do ser humano. Por conseguinte, entre outros deveres e obrigações do casal, inclui-se o planejamento familiar. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus professa que ‘a família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filho (s) – ‘quando houver’. Reitera ainda a Declaração que o ‘pai e a mãe integram, de forma originária, determinante e estruturante, a família, e a eles a Bíblia impõe o dever de sustentar, formar, disciplinar os filhos e instruí-los moral e espiritualmente” (BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.102).

 

 

II – FUNDAMENTOS DA FAMÍLIA CRISTÃ

 

 

1- O casamento monogâmico e heterossexual.

 

No contexto do Novo Testamento, o casamento é monogâmico, isto é, o indivíduo só pode ter um cônjuge. A poligamia era muito praticada no mundo antigo, inclusive no contexto do Antigo Testamento. Contudo, no Novo Testamento o princípio da monogamia não era apenas ensinado, mas, sobretudo, exigido (1Tm 3.2). A poligamia, portanto, deve ser rejeitada como uma forma distorcida e pervertida da construção familiar. Da mesma forma, o casamento bíblico é heterossexual, isto é, constituído por um homem e uma mulher. Quando Deus criou o primeiro casal os chamou de macho e fêmea (Gn 1.27). Por isso, Jesus disse que Deus criou homem e mulher (Mt 19.4). Isso mostra que o gênero é baseado no sexo biológico. Não há um terceiro sexo. Biblicamente, o casamento deve e precisa ser heterossexual – constituído por um macho e uma fêmea, um homem e uma mulher.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A monogamia declarada

Se no Antigo Testamento a poligamia foi tolerada por Deus, no Novo Testamento a monogamia é a regra doutrinária. Jesus em nenhum momento avalizou outra forma de relacionamento conjugal que não fosse a monogamia. Paulo, usado pelo Espírito Santo, doutrinou de forma clara e cristalina sobre esse tema. Escrevendo à igreja de Corinto, formada por judeus e gentios convertidos, deixou claro seu ensino a respeito das relações conjugais (1Co 7.1,2). Ele não disse: “cada um tenhas suas mulheres, ou cada uma tenha seus maridos”; ou, pior ainda: “cada um tenha seu homem, ou cada uma tenha sua mulher”.

 

MONOGAMIA – A BASE DO CASAMENTO

A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamos (casamento), ou seja um único homem para uma única mulher.

A monogamia é a forma de união prevista no plano original de Deus para o casamento e para a formação da família. Conforme Gênesis 2.24, esta é a síntese do pensamento de Deus acerca do casamento monogâmico: Deixará “o varão” os seus pais “e apegar-se-á à sua mulher” para se unirem sexualmente (“uma só carne”).

Ele não previu “o varão” unir-se “às suas mulheres”. Assim, como a Bíblia registra tantos casos de bigamia e poligamia? Devemos lembrar que toda a prática de atos e fatos errôneos resultaram da rebelião contra Deus, induzida pelo Diabo e levada a efeito pelo primeiro casal. A Queda foi o princípio de todas as distorções, tanto no plano espiritual, como na esfera moral, matrimonial, sexual, social e de toda a ordem estabelecida pelo Criador.

Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013. pag. 15;18.

 

 

Qual é o ponto central do ensino de Jesus sobre o casamento?

Qual é a sua interpretação? Em Mateus 19.4, Jesus diz que Deus criou o homem e a mulher. Gênesis 1.27 registra que Deus os criou à sua própria imagem e semelhança.

Homem e mulher, portanto, têm a capacidade de conhecer Deus e amá-lo. Eles também têm a capacidade de conhecer e amar um ao outro. O ser humano e um ser moral e espiritual. Mas Jesus disse, também, que Deus criou o casamento. Jay Adams afirma que, contrariamente a muitos pensamentos e ensinos contemporâneos, o casamento não é um expediente humano. Deus diz que ele mesmo estabeleceu, instituiu e ordenou o casamento desde o início da história humana.”

O texto de Gênesis 2.1 8-24 revela que o casamento nasceu no coração de Deus quando não havia ainda legisladores, leis, Estado nem igreja. Walter Kaiser Jr. afirma que o casamento é um dom de Deus aos homens e às mulheres.”

Deus não somente criou o casamento, mas também o abençoou (Gn 1.28). O casamento, portanto, nasceu no céu, e não terra; nasceu no coração de Deus, e não no coração do homem. E expressão do amor de Deus, e não fruto da lucubração humana. O casamento é a pedra fundamental da sociedade humana. E a célula-mãe da sociedade. Dele dependem todas as outras instituições. Até mesmo a igreja está estribada no casamento. A igreja é aquilo que são as famílias que a compõem.

O casamento é um relacionamento profundo que demanda o abandono de outros relacionamentos. E uma (Gn 29.5; Jd 7). O ensino bíblico é claro: Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação (Lv 18.22).

Deus demonstrou o seu repúdio aos adúlteros e homossexuais que levavam as ofertas do seu pecado para oferecer ao Senhor (Dt 23.17,18). A homossexualidade é vista nas Escrituras como um mal (Jz 19.22,23). O apóstolo Paulo afirma que a homossexualidade é uma imundícia e uma desonra (Rm 1.24), é uma paixão infame e uma relação contrária à natureza (Rm 1.26), é uma torpeza e um erro (Rm 1.27). Paulo ainda afirma que a homossexualidade é uma disposição mental reprovável e uma coisa inconveniente (Rm 1.28). A homossexualidade traz consequências graves no tempo e na eternidade. Quem a pratica, receberá em si mesmo a merecida punição do seu erro (Rm 1.27) e jamais poderá entrar no reino de Deus, exceto quando houver conversão e abandono da prática do pecado (lC o 6.9,10).

O apóstolo Paulo define a sodomía ou a homossexualidade como uma transgressão da lei de Deus (lTm 1.9,10).

A homossexualidade traz corrupção de valores e o juízo de Deus. Onde a homossexualidade grassou, os povos se corromperam, a família se desintegrou e o juízo de Deus foi derramado. Os cananeus foram eliminados da terra por causa do juízo de Deus. Sodoma e Gomorra foram consumidas pelo fogo do céu por causa de suas perversidades morais. O império romano caiu nas mãos dos bárbaros porque já estava podre por dentro. A homossexualidade era uma prática degradante que corroeu o império desde os imperadores até os escravos. Hoje, faz-se apologia desse pecado. Os homens perderam o temor de Deus e se insurgiram contra a sua Palavra. Por mais popular que essa prática reprovável possa ser, ela sempre será vista como coisa abominável aos olhos de Deus. O homem muda, mas Deus não muda. Os homens podem sancionar a prática homoafetiva e até mesmo validar pelas leis a união homossexual, mas a eterna Palavra de Deus sempre condenará essa prática como um dos terríveis males que provoca a santa ira de Deus.

E preciso ficar claro, entretanto, que a homossexualidade é um pecado que tem perdão. Uma pessoa não nasce homossexual nem precisa viver como tal. Há esperança para aqueles que estão presos pelos laços desse vício degradante.

Assim como o adultério é uma prática aprendida, assim também é a homossexualidade. Paulo diz que alguns crentes da igreja de Corinto eram homossexuais, mas, uma vez convertidos a Jesus Cristo, foram lavados, justificados e libertos dessa prática abominável (IC o 6.9,10). Aqueles que vivem com esse conflito não devem cauterizar a consciência, justificando sua prática, mas se arrepender e voltar para o Senhor, o único que pode libertar e salvar.

Em segundo lugar, o casamento é monogâmico (19.5). A monogamia é o padrão de Deus para o casamento. Deus não criou duas mulheres para um homem nem dois homens para uma mulher (Gn 2.24). Tanto a poligenia (um homem com várias mulheres) quanto a poliandria (uma mulher com vários homens) estão fora do padrão de Deus.

Warren Wiersbe diz que casamentos homossexuais ou outras variantes são frontalmente contrários à vontade de Deus, não importa quanto os psicólogos, ativistas sociais ou juristas e legisladores digam o contrário.13 O absoluto propósito de Deus para a raça humana em relação ao casamento sempre foi e há de ser a monogamia.

A monogamia é o padrão de Deus para a humanidade em todas as gerações. O apóstolo Paulo diz: cada um [singuiar] o tenha a sua própria esposa, e cada uma [singular], o seu próprio marido (IC o 7.2). Falando sobre a qualificação do presbítero, Paulo adverte: E necessário, portanto, que o bispo seja […] esposo de uma só mulher… (lTm 3.2). Todos os textos do Novo Testamento que tratam da família construíram sua base sobre o decreto original da monogamia estabelecida no Antigo Testamento (3.31,32; 1 9 .3 9 ־; Mc 10.2-12; Lc 16.18).

LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 578-582.

 

 

 

2- O casamento indissolúvel e confessional.

 

Outro princípio do casamento bíblico é que ele é indissolúvel. Jesus disse que o que Deus ajuntou não separe o homem (Mt 19.6). O casamento bíblico é feito para durar. Já foi dito neste trimestre que Jesus reconheceu a cláusula de exceção, o adultério, como um acontecimento que pode pôr fim ao casamento (Mt 19.9). Nesse caso há ainda a possibilidade do perdão por parte do cônjuge traído, o que faz com que o casamento não seja dissolvido. Há ainda a questão do abandono por parte do não crente, que, segundo o apóstolo Paulo, deixaria o cônjuge abandonado não sujeito à servidão (1Co 7.15). Contudo, deve-se observar que essas são exceções, e não a regra. Ainda, outro princípio importante para considerar no contexto do casamento cristão é a questão da confessionalidade. A Escritura preceitua que não deve haver união entre o crente e o incrédulo (2 Co 6.14).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO

Uma só carne

No plano de Deus para o casamento, Ele previu a união duradoura entre o esposo e a esposa, durante toda a vida em comum (Gn 2.24). O Criador planejara a vida eterna para o ser humano. Em consequência, a união matrimonial seria eterna.

“Até que a morte os separe”

Na celebração do casamento cristão, os oficiantes enfatizam esse desiderato por causa da realidade da morte física, que pode atingir um ou o outro cônjuge. De fato, não há qualquer justificativa para o fim do casamento, a não ser pelo falecimento de um cônjuge. Somente a falta de amor verdadeiro pode explicar o aborrecimento de um marido por sua mulher, e vice-versa, como causa para a dissolução do casamento.

Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013. pag. 26.

 

 

Já não são mais dois·. A expressão uma só carne indica a união total de duas personalidades à vista de Deus, mas talvez implique também numa verdade metafísica, isto é, que a personalidade humana não se completa enquanto não houver macho e fêmea, ou polos positivo e negativo.

Ê verdade que aqui o grego tem o que Deus ajuntou, e não ·quem*, e que este versículo se refere às relações matrimoniais, e não às próprias pessoas; mas a necessidade de não ser quebra da essa relação implica e exige a Krmanência dos cônjuges em sua união. Segundo o ensino deste versículo, é o criador e preservador da relação do casamento. O matrimônio não é somente uma instituição social e humana. Assim sendo, as regras que regulamentam o casamento não podem ter base nas ideias e preferências humanas, e nem nas exigências ou conveniências sócias. Deus tem— um propósito especial—nesse tipo de união, a qual deve ser também espiritual, e não somente física, ou seja, não deve ter o objetivo único da procriação.

Desfazer essa relação é a trair más consequências, não somente para a sociedade, para a família e para os indivíduos envolvidos, mas também para a alma e para o seu progresso na transformação segundo a imagem de Cristo. Juntas, as duas pessoas procuram realizar parte de seus destinos. A negligência nos deveres matrimoniais, ou a rejeição total desses deveres através do divórcio, criam obstáculos ao progresso da alma. Ê óbvio. Pois, que a instituição do casamento é um instrumento usado por Deus para nos instruir. Devemos aprender a cooperar, a abafar nosso egoísmo, a praticar a compaixão, a simpatia, e a assumir responsabilidades. O estado matrimonial ensina, por sua própria natureza, todas essas lições. É possível que Deus tenha em mira outros propósitos metafísicos no matrimônio, isto é. propósitos que afetam o estado da alma neste mundo e no vindouro, mas nas Escrituras não temos muitas informações sobre essa possibilidade.

Basta-nos afirmar que Deus põe grande ênfase sobre a permanência do estado matrimonial. Somente a dissolução da carne pode separar o casal, isto é. desfazer a união, com a exceção exclusiva apresentada no vs. 9.

A juntou. No grego, literalmente, a palavra significa ungir, termo esse comumente usa do no grego clássico para expressar os laços matrimoniais. Talvez, tenhamos, nesta expressão, a ideia de união que visa cumprir determinados deveres e objetivos comuns, isto é. alvos, propósitos ou trabalhos que ambas as pessoas tomam a responsabilidade de cumprir como um casal-tal como dois animais jungidos cumprem juntamente o serviço que deles é exigido.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 1. pag. 479.

 

 

Jesus deu uma resposta maravilhosa: Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não 0 separe o homem (v. 4-6).

A primeira parte da resposta de Jesus levou os fariseus de volta à instituição do casamento na criação. Ele os lembrou de que Deus criou homem e mulher, que Deus instituiu a união sagrada do matrimônio e que Deus declarou que, quando um homem e uma mulher são unidos, eles se tomam uma só came. Logo, disse ele, os seres humanos não têm permissão para separar aquilo que Deus uniu.

Uma vez que Jesus baseou sua resposta na criação, muitas pessoas e igrejas chegaram à conclusão de que a Bíblia não faz qualquer provisão quanto ao divórcio. Creio que quem toma essa posição é bem-intencionado e deseja compreender 0 que Jesus tinha em vista da melhor forma possível, mas acho que este é um daqueles casos em que o texto das Escrituras é tão distorcido, que se toma praticamente irreconhecível. Se Jesus tivesse concluído o comentário sobre casamento neste ponto, sem dúvida seria verdade que seu ensinamento proíbe o divórcio. Porém, ele disse mais coisas; não ousemos ignorá-lo.

Sproul., RC. Estudos bíblicos expositivos em Mateus. 1° Ed 2017. Editora Cultura Cristã. pag. 488-489.

 

 

SINOPSE II

 

Monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade são fundamentos da família cristã.

 

 

III – A SUTILEZA DA NOVA CONFIGURAÇÃO FAMILIAR

 

 

1- Casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união homoafetiva como núcleo familiar como qualquer outro. Isso porque não havia e nem há uma lei aprovada no Congresso Nacional que legisle sobre esse assunto. A partir do entendimento firmado pelo STF em maio de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, em outubro daquele ano, que o mesmo reconhecimento se aplicava para os casamentos. Para evitar a falta de reconhecimento nos cartórios, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma resolução em que regulamentava os trâmites e proibia os cartórios de recusar a celebração de casamento civil e a conversão da união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo. Essa nova configuração familiar dada pela justiça brasileira provocou reações entre os cristãos, principalmente os evangélicos. Ora, entendemos que a família é formada por homem e mulher, conforme definida na Bíblia, e não entre duas pessoas do mesmo sexo (cf. Gn 2.24). O próprio Jesus afirmou que, no princípio, Deus fez macho e fêmea (Mt 19.4).

 

COMENTÁRIO

 

Quando Paulo menciona “autoridades superiores” em Romanos 13.1, está referindo-se ao Estado, com seus representantes oficiais. Paulo não defende aqui nenhuma forma específica de governo, mas afirma que esse governo é uma instituição divina. E Deus quem levanta e depõe reis. E ele quem coloca no trono aqueles que governam e os tira do trono. Ele é quem governa o mundo e faz isso mediante as autoridades constituídas. Deus é Deus de ordem, e não de desordem. Ele instituiu o governo, e não a anarquia.

Calvino diz que essas “autoridades superiores” não são as potestades soberanas que dominam um império ou ostentam um domínio soberano, mas as que têm alguma preeminência sobre os demais. Refere-se, por conseguinte, às pessoas chamadas magistrados, e não a uma comparação dos distintos magistrados entre si.

Leenhardt diz que nossa obediência às autoridades não é servil, mas positiva e crítica. A igreja deve ser a consciência do Estado, alertando-o sempre de seu papel.

A autoridade das autoridades possui limites. O Estado não pode ser absolutista, divinizado. Deve ser laico e jamais interferir no foro íntimo das pessoas para escravizar as consciências. A autoridade do Estado é delegada, e não uma autoridade absoluta.

Warren Wiersbe diz que apenas três organizações terrenas foram instituídas por Deus: a família, a igreja e o governo humano. Suas funções não se sobrepõem, e há confusão e problema quando isso acontece.

No decorrer dos séculos a relação do Estado com a igreja tem sido notoriamente controvertida. Quatro modelos principais já foram tentados: o erastianismo (o Estado controla a igreja); a teocracia (a igreja controla o Estado); o constantinismo (compromisso pelo qual se estabelece que o Estado favorece a igreja e está se acomoda ao Estado a fim de garantir seus favores); e a parceria (a igreja e o Estado reconhecem e incentivam um ao outro nas distintas responsabilidades dadas por Deus, em um espírito de colaboração construtiva). O último parece o que melhor se encaixa no ensino de Paulo aqui em Romanos 13.

LOPES. Hernandes Dias. Romanos O Evangelho segundo Paulo. Editora Hagnos. pag. 422-423.

 

 

A Lei do homem, criada pelo homem foi acrescentada por homens e mulheres que se mostram cada dia mais servos do inimigo do que servos da pátria, suas artimanhas já são conhecidas, e a cada dia são transmitidas pelas mídias; eles têm sempre um viés político e ameaçador da sociedade e da família e seus valores Judaicos cristãos.

Na sua maioria as cortes (STF) de todo o mundo, estão impondo sobre a sociedade leis que são contrarias a palavra de Deus, pois seus valores já estão corrompidos.

Deixaram de ser guardiões da constituição e se tornaram ativistas de grupos.

Criam leis e desrespeitam leis da constituição que é a principal conjunto de Leis da nação.

O fato do STF reconhecer a união homoafetiva, e torná-la obrigatória, ainda que seja lei, não está acima da Lei o Senhor, sendo assim não somos obrigados a concordar com a mesma; e podemos e continuamos a pregoar contra esta pratica.

 

Sigo comentando que em outras nações onde existem outras religiões como Islamismo, Hinduísmo e Budismo; não existe leis ou (STF) que vão contra as LEIS e ENSINAMENTOS por eles pregados.

Muito pelo contrário, os ensinamentos são levados a ferro e fogo; Homossexuais são mortos em muitos países, pessoas que professam outras religiões também são presos, torturados e mortos seguindo as leis pregadas.

 

 

2- Sexualidade não-binária.

 

Uma pessoa “não-binária” é aquela que não se percebe como pertencendo a um único gênero. Nesse aspecto, ela acredita que a expressão de gênero não se limita ao sexo masculino e feminino. Essa pessoa é genderqueer. Assim uma pessoa não-binária pode achar que não é homem ou mulher. Nesse caso, teria uma ausência de gênero, ou ainda pode achar que é as duas coisas ao mesmo tempo. Isso significa que mesmo tendo o órgão genital de determinado sexo não se reconhece dentro desse gênero. Evidentemente que isso contradiz a forma de expressão da sexualidade conforme revelada na Bíblia (Lv 18). É também uma negação das leis biológicas que define os sexos masculinos e femininos.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Gênero não binário

Não-binariedade ou identidade não binária é um termo guarda-chuva (que abarca várias identidades diferentes dentro de si) para identidades de gênero que não são estritamente masculinas ou femininas, estando portanto fora do binário de gênero e da cisnormatividade. Academicamente, a não-binariedade pode ser frequentemente agrupada à inconformidade de gênero. Pessoas não binárias podem classificar a sua identidade de gênero de várias maneiras, entre as quais:

Agênero (ausência total de gênero)

Neutrois (identidade de gênero neutra)

Bigênero (identidade de gênero dupla ou ambígua)

Poligênero (identidade de gênero plural ou múltipla)

Gênero-fluido (identidade de gênero fluida)

Intergênero (identidade de gênero identificada como interligada a uma variação intersexo)

Demigênero (identidade de gênero parcial)

Trigênero (identidade de gênero tripla)

Pangênero (identidade de gênero infinita)

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAnero_n%C3%A3o_bin%C3%A1rio

 

 

O QUE A CIÊNCIA FALA SOBRE ISSO?

 

A genética humana é o estudo de como os seres humanos herdam características de seus ancestrais; por exemplo, como os filhos muitas vezes se parecem com os pais. Essa disciplina tenta identificar quais características são herdadas e desenvolve os detalhes de como tais características passaram de uma geração a outra.

Um traço é uma característica de um indivíduo, como, por exemplo, a cor dos olhos, a altura ou seu peso. Há muitos outros tipos de traços, e eles podem variar de aspectos diversos do comportamento à resistência a doenças. Os traços, muitas vezes, são herdados; por exemplo, pessoas baixas, em geral, têm filhos baixos. Outros traços vêm da interação entre características herdadas e o ambiente. O modo pelo qual a genética e o ambiente interagem para produzir um traço pode ser complexo. Por exemplo, as chances de alguém morrer de uma doença cardíaca podem depender tanto de seu histórico familiar quanto de seu estilo de vida.

As informações genéticas são carregadas por uma molécula longa, chamada DNA (ácido desoxirribonucleico), que é reproduzido e herdado ao longo das gerações. Os traços são carregados no DNA como instruções para a formação e funcionamento das células no corpo humano. Essas instruções estão localizadas em segmentos do DNA chamados genes. Cada gene é constituído de uma sequência de unidades simples (substâncias químicas), e a ordem dessas unidades forma o código genético. E semelhante à ordem das letras para formar uma palavra. As células no corpo humano podem ler a sequência dessas unidades e decifrar a instrução.

Pessoas diferentes podem ter variações do mesmo gene. Formas diferentes de um tipo de gene são chamadas de alelos diferentes desse gene. Por exemplo, um alelo do gene para a cor do cabelo pode carregar a instrução para produzir muito pigmento de cabelo preto, enquanto outro alelo pode ter uma versão defeituosa dessa instrução para que não seja produzido pigmento preto, portanto o cabelo se torna branco. As mutações são eventos casuais que alteram a sequência do gene, produzindo assim um novo alelo. As mutações podem produzir um novo traço, como transformar um alelo para cabelo preto em um alelo para cabelo branco.

Cromossomos

A palavra cromossomo provém de duas palavras gregas: chroma (cor) e soma (corpo). Os cromossomos são estruturas microscópicas que carregam o material genético de um indivíduo. Eles são estruturas organizadas de DNA e proteína que são encontradas nos núcleos das células do corpo (embora algumas células não tenham um núcleo, por exemplo, os glóbulos vermelhos maduros).

Cada cromossomo é uma peça única do DNA espiral contendo muitos genes, elementos regulatórios e outras sequências. As proteínas nos cromossomos estão vinculadas ao DNA e servem para acondicionar o DNA e controlar suas funções.

Os cromossomos estão presentes na maioria das células do corpo humano na forma de 23 estruturas emparelhadas (exceto aquelas nos óvulos e espermatozoides, nos quais podem ocorrer como estruturas não emparelhadas). Os membros de cada um dos primeiros 22 pares (chamados autossomos) são muito similares ao seu par. Um membro de cada par provém do pai e o outro vem da mãe.

O último par, conhecido como os cromossomos sexuais, é chamado de cromossomos X e Y. O cromossomo X vem da mãe e o cromossomo Y vem do pai. A mulher terá dois cromossomos X, enquanto o homem terá um cromossomo X e um Y.

Em suma, a mulher tem o complemento cromossômico 46 XX (46 cromossomos, incluindo dois cromossomos X, figura 3.1), e o homem tem o complemento cromossômico 46 XY (46 cromossomos, incluindo um cromossomo X e um Y, figura 3.2). O cromossomo Y é muito menor do que o cromossomo X e, por isso, carrega muito menos material genético. A presença do cromossomo Y definirá que o indivíduo será um homem.

O processo de formação dos gametas (espermatozoides e óvulos) é conhecido como meiose. Durante esse processo, há uma troca de material entre cada par de cromossomos (principalmente nos primeiros 22 pares ou autossomos). Essa recombinação de material genético causará muita diversidade genética nos filhos. A divisão celular em outras células do corpo é conhecida como mitose, e as duas células-filhas terão material genético idêntico.

Com técnicas de coloração apropriadas, cada cromossomo pode ser identificado (números 1-22, e os cromossomos X e Y). Esse processo é conhecido como cariotipagem e pode ser realizado em laboratórios de vários países.

John S. H. Tay. NASCIDO GAY? Existem evidências científicas para a homossexualidade? Editora Central Gospel. 1 Ed. 2011. pag. 90-94.

Fonte Educa Brasil https://www.educabras.com/enem/materia/biologia/genetica/aulas/heranca_e_determinacao_do_sexo

 

 

Israel era proibido de pôr em prática os costumes abomináveis dos povos pagãos (vs. 30), e alguma forma de execução capital era o resultado para quem ignorasse as leis.

“Na qualidade de um povo santo, separado para ter uma ligação especial com o Senhor, Israel não podia imitar as práticas de outros povos (vss. 24-29; 11.44,45)” (Oxford Annotated Bible, in ioc.).

A Legislação Mosaica tinha por intuito separar o povo de Israel dos costumes e das atitudes dos pagãos. Ver as notas introdutórias em Êxo. 19.1, na parte chamada Pacto Mosaico.

“Natureza e Lei. Por muitas vezes têm-se pensado que ‘a volta à natureza’ significa repudiar todas as convenções e proibições quanto a questões sexuais. Mas de fato, povos primitivos tendem por ser excessivamente estritos quanto às regras e proibições atinentes ao casamento. Entre eles, o matrimônio é cercado de tabus. A promiscuidade não é natural para os seres humanos. As proibições deste capítulo seriam meras convenções e tabus, ou representam a lei de Deus? A lei de Deus não pode ser outra senão o cumprimento da natureza com que Deus nos brindou, e as convenções obrigatórias das sociedades primitivas devem ser reputadas como o esforço do homem por entender essa natureza. As proibições constantes neste capitulo abordam aquilo que é desnatural, ou seja, vícios” (Nathaniel Micklem, in ioc).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 543; 545.

 

 

As Relações Sexuais Ilegais (18.1-30)

a) De onde obtemos os padrões? (18.1-5). Este capítulo é dirigido aos filhos de Israel (2). O SENHOR é o Deus deste povo que, por esse motivo, tem de ser diferente das outras nações da terra. Os israelitas não devem assumir os padrões do Egito (3), de onde vieram, nem de Canaã, para onde vão. Devem assumir os padrões do Senhor que lhes dá estes estatutos e juízos (5). Há a promessa de que, se aceitarem o caminho do Senhor, os israelitas viverão. Aqui vemos a extraordinária diferença entre o crente em Deus e o não-crente. O mundano assume padrões pelo contexto em que vive; o crente, do seu Deus.

b) Os padrões sexuais (18.6-23). Esta seção trata da proibição de intimidade sexual em certas relações familiares. Os comentaristas procuram determinar se estas ordens têm a ver com o casamento ou não. E lógico que algumas relações analisadas aqui não prevêem ocorrência dentro dos laços matrimoniais legítimos. Contudo, não seria inadequado pensar que esta seção forneceu base para possíveis ligações matrimoniais. As leis matrimoniais modernas estão, em sua maioria, baseadas nas limitações registradas aqui.

A seção começa com as relações mais próximas, pai e mãe (7), e vai para as mais distantes, por exemplo, a mulher de teu irmão (16). Descobrir a nudez (6) significa “ter relações sexuais” (cf. NTLH). O hebraico usa duas palavras para se referir a “carne”.

Uma tem o sentido de “a carne interna, cheia de sangue, junto aos ossos”, enquanto a outra quer dizer “a carne próxima da pele”.3 A primeira palavra é a usada ao longo deste capítulo. No versículo 6, ambas são usadas: parenta da sua carne, cuja tradução literal é “carne da sua carne”. A proibição examinada aqui diz respeito a incesto. A legislação levítica é rígida quando se trata de proteger a santidade dos laços matrimoniais para afastar os problemas resultantes da promiscuidade. Deus se preocupa com a pureza das relações íntimas designadas a serem praticadas dentro desse laço. Este padrão estava em explícito conflito com a prática dos vizinhos de Israel.

E frequente o versículo 16 ser citado como ordem opositora ao levirato (cf. comentários em Gn 38.8). Na realidade, o versículo 16 fala contra a intimidade sexual com a esposa de um irmão enquanto este ainda vive.

Dennis F. Kinlaw. Comentário Bíblico Beacon. Levíticos. Editora CPAD. pag. 293.

 

 

SINOPSE III

 

A nova configuração familiar se caracteriza pela normalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e da sexualidade não-binária.

 

 

IV – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UMA FAMÍLIA SÓLIDA

 

 

1- O papel dos pais.

 

Os pais têm um papel preponderante na base da formação familiar. Isso significa dizer que os pais têm a missão de transmitir valores a seus filhos (Dt 6.6-9). A educação dos filhos, portanto, deve tomar como princípios os valores ensinados pela Palavra de Deus, a Bíblia (Pv 1.8,9). A crise atual da família é uma crise de valores. Onde há desestruturação familiar, a ausência de valores fortes predomina. Nesse aspecto, de alguma forma, os pais falharam em transmitir ou incutir na formação dos filhos aquilo que os definiria como verdadeiros cidadãos dos céus. No meio dessa guerra cultural, na qual se procura a desconstrução da identidade cristã, não dá para ser neutro. Todos os pais compromissados com a família e a sociedade na qual vivem têm o dever moral de dar a conhecer a seus filhos o que Deus estabeleceu como modelo para a família cristã.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

 

Assim, a família hebreia (misparah) era claramente patriarcal desde os documentos mais antigos: o termo que caracteriza é bêtab, “casa paterna”, as mulheres, nas referências às genealogias, são mencionadas raramente, o parente mais próximo é o tio paterno, cf Lv 25.29, o marido é o baal “senhor” de sua esposa, e o pai tem, sobre todos os que com ele moram, autoridade total, que antigamente lhe dava o direito de decidir sobre a vida ou morte (como no caso de Gn 38.24, em que Judá condena sua nora Tamar por imoralidade).

Sobre essa estrutura familiar, Koester observa que, nas cidades como nas áreas rurais, as famílias eram unidades economicamente semiindependentes que produziam grande parte do alimento e vestuário necessários a partir de matérias-primas. A família incluía o dono da casa, sua mulher, filhos, pais idosos, parentes solteiros e também servos e escravos. Embora o pai como chefe da família fosse uma figura à parte sob muitos aspectos, os demais membros dividiam várias responsabilidades, comiam juntos (incluindo os escravos, pelo menos originariamente) e cumpriam rituais religiosos.

Assim, dentro desse contexto, os papéis eram bem definidos. A mulher, por meio de sua missão de dar à luz, garantia a continuidade da família.

Cabia a ela cuidar das crianças até o desmame, que acontecia entre os 3 e 5 anos de idade. Dessa forma, a mulher possuía um papel central na educação dos filhos, iniciando-as na tradição cultural, bem como na esfera religiosa. Assim, Fideles destaca que “o papel da mulher era delimitado pelo papel da dona de casa, que deveria ocupar-se dos filhos, da casa, e assumir todas as tarefas ‘naturalmente’ cabíveis ao feminino”.

Por outro lado, cabia ao pai o papel de ensinar os filhos as atividades manuais bem como inseri-los nas atividades religiosas. De acordo com Figueira e Junqueira.

A visão desde o antigo Israel era de que os pais representavam a autoridade de Deus e por isso tinham a função de ensinar e orientar os filhos, e desde pequenos os filhos participavam dos ritos domésticos, das festas e frequentavam os santuários (1Sm 1.4,20). Lá ouviam os salmos e as narrativas históricas. A instrução familiar também ocorria nos ambientes de trabalho (roçado e comércio), na porta e nas ruas (cf Pv 1-9). De acordo com a estruturação da sociedade a partir da Lei (Torá), o ensino fundamental das tradições para as crianças começava com o livro de Levítico.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

As Escrituras declaram: Estas palavras… estarão no teu coração (6). O centro da religião está no coração. Mas não deve se limitar a isso. Tem de entrar em circulação nas atividades cotidianas da vida. A palavra de Deus deve ser ensinada aos filhos, mencionada em casa e pelo caminho (7), o último item antes de dormir e o primeiro pela manhã. Até que ponto esta ordem deve ser interpretada literalmente, cada um de nós tem de decidir. Jesus disse: “A boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45, ARA).

Jack Ford; A. R. G. Deasley. Comentário Bíblico Beacon. Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 434.

 

 

Tu as inculcarás a teus filhos. As crenças religiosas que têm mostrado interesse em cumprir este mandamento organizam escolas, cursos e catecismos, que são coisas boas, mas por muitas vezes acabam falhando. A letra sempre ameaça o espírito. Os melhores mestres das crianças são os pais que praticam o que eles ensinam a seus filhos. Há três coisas que um pai ou mãe devem a seus filhos: exemplo, exemplo e exemplo. Sem isso, muitos anos de instrução religiosa formal redundam em fracasso.

O profeta Baha Ullah disse, com toda a verdade, que 0 pior erro que um pai pode cometer é conhecer algum ensinamento, mas não transmiti-lo a seus filhos. Existe tal coisa como um “crente-casulo”, ou seja, um crente que foi criado e educado somente na igreja, tal como a larva de um inseto é guardada em seu casulo fechado. Trata-se de uma espécie de “virtude infantil enclausurada”. Uma vez que a larva emerge do casulo, um mundo hostil logo a consome. E também há aquelas corrupções internas que nenhum acúmulo de educação formal é capaz de eliminar. Isso posto, a educação de uma criança precisa ser multifacetada, envolvendo instrução formal, exemplo vivo e muita oração. Ver no Dicionário os artigos Educação no Antigo Testamento e Educação e Moralidade. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo detalhado intitulado Ensino.

Um Ensino Completo. A instrução deve ser levada a efeito no lar; quando caminhamos ou viajamos; quando nos deitamos para dormir; quando nos levantamos para começar um novo dia, conforme nos diz o texto. Eu mesmo ensinei disciplinas seculares, por algum tempo, em uma escola judaica. Essa escola (em Chicago) dedicava três horas a estudar disciplinas seculares, pela manhã, e três horas para estudos religiosos, à tarde. Mas quero informar a meu leitor que aquele foi um dos grupos de crianças mais difíceis de controlar que já conheci. Elas “colavam” nas provas, e eram mais difíceis de controlar do que os grupos gentios para quem já ensinei. No entanto, o filho do rabino, um de meus alunos, era um modelo de comportamento, além de destacar-se como líder intelectual. Na verdade, ele era um estudante modelo em todas as coisas, dotado de mui poderoso intelecto. A espiritualidade não se origina somente nos bancos escolares. Na verdade, é uma inquirição que dura a vida inteira. E nessa inquirição a escola desempenha somente um papel parcial.

Também as atarás como sinal. Lembretes perpétuos deveriam ser empregados para ajudar na instrução, tanto de crianças quanto de adultos. Breves porções da lei eram postas em pequenas caixas, sobre a mão e sobre a testa. Este versículo talvez reflita uma prática posterior que foi formalizada nos chamados filactérios. Ver a respeito deles na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Antes dessa formalização, provavelmente 0 que os hebreus faziam era atar um pedaço de pergaminho em torno do pulso ou da testa, 0 qual continha um trecho da lei.

Esta passagem deve ser comparada com Deu. 11.21 e Êxo. 13.1-16. A porção escrita amarrada à mão e à testa era, mui provavelmente, 0 Shema (ver 0 vs. 5 deste capitulo), pelo menos na maioria dos casos.

E as escreverás. Lembretes perpétuos também eram atados aos umbrais das portas e aos portões, para que ninguém pudesse entrar ou sair sem vê-los. O Targum de Jonathan descreve a prática usada em um tempo posterior. Pedaços de pergaminho com porções da lei eram fixados em três lugares: no dormitório; no umbral da porta; e no portão, no seu lado direito. A isso judeus chamam de Mezuzah. As palavras ali escritas eram o Shema, embora outras porções também pudessem ser usadas. A prática incluía tocar e beijar esses lembretes. Tais coisas, para os supersticiosos e outras pessoas como eles, funcionavam como amuletos e encantamentos, e toda espécie de poder era atrelada a eles. De fato, isso foi desenvolvendo certa variedade de idolatria, embora, presumivelmente, Yahweh fosse honrado por tal prática. É possível alguém usar de lembretes por toda parte, mas ter a lei inscrita no coração é coisa totalmente diferente.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 786.

 

 

2- O papel da igreja.

 

Alguém já disse que famílias fortes fazem igrejas fortes. Contudo, o inverso também reflete a verdade – igrejas fortes fazem famílias igualmente fortes.

Na verdade a igreja, que é uma extensão familiar bem mais ampla, já que é constituída de várias famílias, é uma entidade terapêutica onde a família pode ser curada. É missão da igreja também curar uma sociedade doente (1Pe 2.9-10). Por outro lado, uma igreja doente, não acolhedora e distante da sociedade, não está cumprindo a missão para a qual foi chamada. É preciso atenção para isso. Uma família cristã sadia tem na igreja uma forte base espiritual. A igreja faz parte de sua vida. Isso significa que uma família forte faz parte ativamente da igreja. Evidentemente que os filhos devem ser criados nesse contexto onde os valores cristãos são transmitidos.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A FAMÍLIA: O ELEMENTO BÁSICO DA IGREJA

Podemos dizer que o lar deve ser uma extensão da igreja, e a igreja, uma extensão do lar. A família de Deus deve viver e conviver no ambiente do lar, de tal forma que a presença de Deus possa ser sentida, no seu seio, não apenas quando seus membros reúnem-se na igreja local.

Quando uma família serve a Deus, e os pais cultivam o saudável costume de realizar o culto doméstico, os filhos valorizam o lugar onde se adora ao Senhor coletivamente.

Para que a família, ou o lar, seja uma extensão da igreja local, é da maior importância que, no lar, haja um ambiente espiritual, que valorize a adoração a Deus. Se adolescentes e jovens, além de viverem plugados na internet, passam horas diante da televisão secular, assistindo novelas e outros programas alienantes, será muito difícil alcançar-se esse objetivo de ver a família integrada na igreja. A solução para possibilitar essa integração família-igreja e vice-versa é a realização do culto doméstico.

A IGREJA ACOLHENDO AS FAMÍLIAS

A maior parte das famílias, no mundo atual, está desorientada, sem rumo e sem segurança, em direção à eternidade. O espírito do anticristo trabalha diuturnamente para destruir a instituição familiar. A Igreja do Senhor Jesus Cristo é a única entidade, no mundo, que se preocupa com o futuro espiritual da família. E no ambiente da igreja local, que a comunidade em sua volta pode descobrir que existe uma proposta relevante para o fortalecimento do casamento, do lar e da família.

A natureza humana da igreja

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. A igreja, no seu aspecto local, não poderia ser diferente.

Ela não é formada por anjos, ou por espíritos, mas por pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Só a igreja no seu sentido universal, como noiva do Cordeiro, é que não tem problemas ou defeitos. As lideranças cristãs devem atentar bem para a realidade humana, na igreja local.

Não há mais lugar, nos tempos presentes, para governos autocráticos e prepotentes, que dirigiam a igreja como se fossem seus donos ou seus capatazes, com poderes absolutos sobre as vidas das pessoas e de suas famílias.

Esse estilo foi causador de muitas divisões e descontentamentos, e matou muitas pessoas, excluídas por motivos banais, sem fundamento bíblico. Esse tempo passou.

Por outro lado, não se deve admitir que a igreja local é espaço para o governo democrático, no sentido sociológico da palavra, como “governo do povo, pelo povo e para o povo”. Esse estilo também mata.

Conduz o povo ao liberalismo e ao relativismo, que ignora os ditames da Palavra de Deus. Mas é possível, com sabedoria e graça de Deus, desenvolver-se uma liderança participativa. Primeiro, com a participação de Deus, através do Espírito Santo, governando o lado espiritual.

Em segundo lugar, com a participação da liderança, em harmonia e integração com os liderados, nas decisões de ordem humana ou administrativas.

As necessidades das pessoas

A igreja não pode atender a todas as necessidades pessoais, mas pode usar os recursos concedidos por Deus para atendê-las da melhor maneira possível, com a graça, a sabedoria e a unção de Deus. Podemos resumir as necessidades das pessoas e de suas famílias, como se segue:

Necessidades espirituais

São as necessidades mais prementes do espírito humano. As pessoas, quando aceitam a Cristo como Salvador, vêm do mundo sentindo suas grandes necessidades espirituais. Elas necessitam de salvação, graça, conhecimento de Deus, amor de Deus, e de paz com Deus (Rm 5.1); suas almas anelam ter alegria espiritual (Lc 1.47); paz de espírito (Fp 4.6).

É Deus, através do Espírito Santo, quem satisfaz plenamente a essas necessidades. Mas é a igreja local que torna essa assistência concreta na vida das pessoas, evangelizando, congregando, cultuando, ensinando, discipulando, com amor e compreensão, e levando os crentes à dimensão espiritual mais elevada. Famílias bem discipuladas podem contribuir para o crescimento na graça e conhecimento do Senhor Jesus Cristo (cf. 2 Pe 3.18).

Necessidades emocionais

São necessidades da alma. O salmista expressou esse tipo de necessidade, quando exclamou: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (SI 42.2).

As pessoas procuram a igreja porque esperam obter nela a satisfação dessas necessidades intangíveis, que os bens materiais não podem satisfazer. Através da adoração, da comunhão fraternal e do bom relacionamento humano; de momentos de confraternização, de atenção, empatia, dedicação ao relacionamento interpessoal, de aconselhamento, nos momentos de necessidade, bem como de momentos de sadia confraternização social, a igreja local torna-se acolhedora e relevante para a maioria dos que a ela se dirigem.

É fato que a igreja jamais poderá satisfazer às expectativas de todas as pessoas. Sempre haverá alguém insatisfeito. Nem Jesus Cristo satisfez a todos. Quando a liderança da igreja entende que as pessoas não têm só necessidades espirituais, mas emocionais e até físicas, ele pode ser bem-sucedido no seu ministério.

Laços psicológicos entre as pessoas

No relacionamento interpessoal, na igreja, observam-se as reações que normalmente afetam todas as pessoas, sejam crentes ou não. O ser humano não se livra de seus sentimentos positivou ou negativos pelo fato de aceitaram a Cristo. Seus temperamentos continuam com suas virtudes e defeitos. E precisam ser orientadas a cultivar as virtudes e evitar a expressão de suas fraquezas. Há mensagens abundantes na Palavra de Deus que orientam o bom relacionamento humano.

Antipatia

Pode parecer estranho, mas há pessoas que sentem antipatia por outras.

E, quando esse fenômeno é acentuado, a igreja pode sofrer desgaste e suas ações podem não ser bem-sucedidas, nas diversas atividades. Se as pessoas não têm simpatia uma com a outra, o trabalho não produz. Na igreja, infelizmente, isso pode ser observado. O Diabo tem procurado cirandar muito, jogando uns contra os outros, provocando dissenção entre irmãos.

Simpatia

Quando há simpatia, há colaboração, há cooperação, e o trabalho da igreja rende mais. Paulo elogiou o trabalho de Tito e de companheiros que o ajudavam em seu ministério, identificando-se com ele (2Co 8.22,23).

As igrejas precisam de pessoas com esse caráter; as famílias precisam desenvolver laços de amizade entre seus membros, para que possam levar esses sentimentos à igreja local. Entre o líder e os membros da igreja podem manifestar-se esses sentimentos, bem como entre o líder e seus colegas de ministério. É preciso vigiar as emoções. Deus não admite que aborreçamos um irmão. É perigoso e pode comprometer a salvação.

Quem aborrece a seu irmão é considerado assassino (1Jo 3.15,16).

Renovato. Elinaldo,. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Editora CPAD. 1ª edição: 2013. pag. 138-140.

 

 

Nos versículos 9,10, ocorre mais um contraste, entre o tempo presente do crente (v. 9) e seu passado (v. 10). E uma condição real, não meramente um ideal. Eles são uma geração eleita (9), separados do mundo e pelo seu novo nascimento receberam um novo relacionamento; um sacerdócio real, em que cada crente, pela completa identificação da sua vontade com a vontade de Deus, compartilha sua autoridade real e pode chegar- se a Deus diretamente por meio de Cristo. Eles são uma nação santa, ou povo, porque foram chamados por um Deus santo e purificados pelo Espírito (cf. 1.22); um povo adquirido (“povo exclusivo de Deus”, NVI; “povo comprado”, Wesley).

O propósito divino é que pelo contraste entre a santidade da nova vida, sua maravilhosa luz, e a maldade das antigas trevas da qual foram redimidos, eles deveriam anunciar as virtudes daquele que os chamou para uma nova vida. Seu testemunho é tanto mais marcante porque em outro tempo eles não eram povo (cf. Os 1.10; 2.23), mas agora são povo de Deus (10) pelo tríplice direito da criação, preservação e redenção. Aqueles que outrora não tinham alcançado misericórdia […] agora, alcançaram misericórdia, não por mérito pessoal, mas pela graça e a abundante misericórdia de Deus (cf. 1.2,3).

Roy S. Nicholson. Comentário Bíblico Beacon. I Pedro Editora CPAD. Vol. 10. pag. 227.

 

 

Este versículo compara o privilégio e o destino dos crentes com os dos que não creem (descritos em 2.8). Os crentes são uma geração eleita, um grupo distinto do resto do mundo, unificado pelo Espírito Santo. Assim como a nação de Israel tinha sido o povo eleito de Deus, os cristãos tornaram-se o povo de Deus, não pelo nascimento físico em uma determinada raça, mas pelo novo nascimento espiritual na família de Deus, por intermédio de Jesus Cristo.

Os crentes também são o sacerdócio real, a nação santa de Deus (Êx 19.6). Ser parte de um “sacerdócio” é uma grande honra para os crentes. Os cristãos falam de “um sacerdócio de todos os crentes”. Na época do Antigo Testamento, as pessoas não se aproximavam diretamente de Deus. Em vez disto, um sacerdote agia como intermediário entre Deus e os seres humanos pecadores. Com a vitória de Cristo na cruz, este modelo mudou. Tora os crentes podem ir diretamente à presença de Deus sem temor (Hb 4.16). Além disto, eles receberam a responsabilidade de trazer outros a Ele (2 Co 5.18-21). Unidos com Cristo como membros do seu corpo, os crentes colaboram com o seu trabalho sacerdotal de reconciliar Deus e as pessoas. “Nação santa” refere-se aos cristãos como um povo que é diferente de todos os outros, devido à sua devoção a Deus.

Os crentes são um povo de propriedade exclusiva de Deus (versão RA). Uma linguagem semelhante é encontrada em Êxodo 19.5 e em Malaquias 3.17. O povo de Deus é formado por aqueles que são fiéis a Ele; portanto, isto refere-se aos cristãos.

O povo especial de Deus deve anunciar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Os cristãos foram redimidos com um objetivo especial – glorificar e louvar aquele que os tirou das trevas do pecado e do seu ambiente hostil para a luz da vida eterna.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 2. pag. 714.

 

 

SINOPSE IV

 

Os pais e a igreja têm papéis importantes na manutenção dos valores da família.

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

“OS DEVERES DA FAMÍLIA CRISTÃ

 

Em sua Epístola aos Efésios, Paulo trata dos deveres dos maridos, das esposas e dos filhos (Ef 5.21-33; 6.1-4). Como fundamento para esses deveres, o apóstolo estabelece a regra da sujeição mútua (Ef 5.21). Nem o marido é sem a mulher e nem a mulher é sem o marido (1Co 11.11). No texto bíblico, as mulheres recebem a incumbência de serem submissas aos esposos (Ef 5.22), os maridos são exortados a amar suas mulheres do mesmo modo como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25), e os filhos são orientados a obedecer e honrar pai e mãe (Ef 6.1,2). Uma família cristã que observa esses princípios vive em harmonia, e as deliberações são tomadas de comum acordo entre o marido e a mulher, cabendo a decisão final à cabeça do lar (Ef 5.23). Não obstante, as decisões do âmbito do lar têm como pressuposto o amor, e não a arbitrariedade ou autoritarismo” (BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.109).

 

 

CONCLUSÃO

 

Chegamos ao final de mais uma lição bíblica. Vimos que a família está sob ataque. Desvios sutis procuram desconstruir o projeto da família tradicional. Velhas práticas, como a do adultério, estão sendo “vendidas” para as famílias como normal e, até mesmo, necessário para “turbinar” o relacionamento. Um engodo do Diabo. Nesse contexto de desconstrução familiar, os pais devem, mais do que nunca, firmar e inculcar nos filhos os valores da fé que uma vez foi entregue aos santos.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- O que Jesus respondeu aos fariseus, quando consultado sobre o divórcio?

Quando consultado pelos fariseus sobre a questão do divórcio, Jesus respondeu: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6b).

 

2- O que a família é no contexto social?

No contexto social, a família é a primeira instituição a ser estabelecida (Gn 2.24). Ela é a célula mater da sociedade, ou seja, na base da sociedade está a família.

 

3- Quais os fundamentos da família cristã?

Monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade são fundamentos da família cristã.

 

4- O que é uma pessoa não-binária?

Uma pessoa “não-binária” é aquela que não se percebe como pertencendo a um único gênero.

 

5- Qual o papel dos pais? Os pais têm um papel preponderante na base da formação familiar. Isso significa dizer que os pais têm a missão de transmitir valores a seus filhos (Dt 6.6-9).

 

 

VOCABULÁRIO

 

Incutir: Infundir, introduzir, suscitar, inspirar.

Trâmites: Procedimentos para determinado fim; o que conduz a algum ponto.

União estável: Instituto jurídico que estabelece legalmente a convivência entre duas pessoas, tornando essa união similar ao casamento civil.

 

 

ELABORADO POR: Pb. Alessandro Silva

 

 

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Uma resposta para “6 Lição 3 Tri 22 A Sutileza das Ideologias Contrárias a Família”

  1. Excelente esse estudo, acrescenta muito ao conhecimento, e possibilita ao professor se qualificar para uma aula ao nível da excelencia.
    Parabéns aos editores!

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