7 Lição 1 Tri 21 Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência

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Texto Áureo

Deus é Espirito, e importa que os que o adorem o adorem em espirito e em verdade. João 4.24.

Verdade Prática

A adoração em espirito diz respeito à posição espiritual do adorador, isso quer dizer que o que vale diante de Deus é como adorar, não onde adorar.

OBJETIVO GERAL

Conscientizar que no culto pentecostal há liberdade e reverência.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  • Conceituar o culto pentecostal.
  • Apresentar o centro do culto pentecostal
  • Explicar como se expressa a liturgia de nossa igreja.

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LEITURA DIÁRIA

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lv 10.1,2 – A reverência na adoração não é uma questão de formalidade, mas de respeito

Terça – 1 Sm 15.22 – O ritual religioso sem reverência é desobediência e não tem aceitação divina

Quarta – Ec 5.1 – A reverência no culto significa ter consciência da majestade divina

Quinta – Mq 6.6-8 – Não devemos confundir religiosidade com espiritualidade

Sexta – 1 Co 14.20 – A espiritualidade pentecostal não elimina a maturidade e nem o bom senso

Sábado – 1 Co 14.23-25 – Liberdade e reverência são características do culto pentecostal

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 14:26-32

26 – Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.

27 – E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.

28 – Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

29 – E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.

30 – Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.

31 – Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.

32 – E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

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HINOS SUGERIDOS: 124; 243; 543 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Embora não sejamos simpatizantes a liturgias formais, as pentecostais têm elementos no culto a Deus que são previsíveis. Esses elementos revelam uma forma de adoração a Deus e, por isso, são litúrgicos.

Nossa liturgia é simples. Por exemplo, espera-se que em nossos cultos haja louvor congregacional, oração pelos enfermos e demais causas, leitura congregacional das Escrituras, oportunidades aos irmãos, ofertório, pregação da palavra de Deus, apelo, oração final e benção apostólica. Entretanto, há elementos sobrenaturais que são esperados por todos que se reúnem em nome do Senhor Jesus: a manifestação dos dons espirituais. Esperamos que haja a adoração em línguas, expressão de profecias e outros dons, tudo para edificação dos santos. Outro fato marcante é a liberdade que os irmãos e irmãs têm para adorar a Deus em nossas reuniões. Esses elementos marcam a liturgia pentecostal.

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INTRODUÇÃO

O novo testamento não apresenta um manual de liturgia e nem estabelece regras de cultos. Mas temos pelo menos uma comunidade cristã de período apostólico que pode dar indicações como devemos organizar o culto. A igreja de Corinto, descrita no capítulo 14 de 1 Coríntios. Com base nesse exemplo, vamos estudar como deve ser nosso culto e os elementos para que ele seja aceitável a Deus.

Comentário

Paulo tratou a respeito do dom do Espírito, dos dons do Espírito e das graças do Espírito. Agora, conclui esta seção explicando o governo do Espírito sobre o culto público da igreja. Ao que parece, havia uma tendência entre alguns coríntios de perder o domínio próprio ao exercitar os dons, e Paulo traz à memória desses cristãos os princípios fundamentais que devem reger os encontros da igreja e que são três: edificação, entendimento e ordem.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 801.

O tema do presente capítulo é a forma de adoração e de maneira mais ampla, a liturgia. Atualmente há religião para todos os gostos, sempre foi assim, mas ultimamente têm aparecido criatividades exóticas que chamam atenção até mesmo de público não cristão. Há comunidades religiosas que visam a atender os mais diversos anseios das pessoas e cujas liturgias são adaptadas para vários segmentos da sociedade. São movimentos que não têm compromisso com convenções, não têm tradição e nem história, e seus líderes são praticamente donos dessas instituições e por isso suas mensagens, músicas e forma de adoração são preparadas para agradar o cliente. Alguns desses excessos, às vezes, respingam em nosso meio, daí a necessidade de estudar o assunto. A reverência na casa de Deus não é sinônimo de formalismo, e os nossos cultos combinam os aspectos espontâneos e reverentes.

Soares. Esequias,.O verdadeiro Pentecostalismo. A atualidade da doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo. Editora CPAD.

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PONTO CENTRAL:

Há liberdade e reverência no culto pentecostal.

I – O CULTO PENTECOSTAL: LIBERDADE E REVERÊNCIA

O cristianismo não tem o objetivo de padronizar o mundo e nem destruir as culturas; sua mensagem, porém, é universal. No dia do triunfo de Cristo e da Igreja, cada povo ou etnia se apresentará louvando a Deus na sua própria tradição. Isso se reflete na forma de adoração desenvolvida ao longo dos séculos.

1. A flexibilização cristã.

A religião cristã é flexível quanto à forma de adoração e permite várias liturgias. Todos os ramos do cristianismo, incluindo os cristãos nominais, têm sua forma distintiva de culto, desde o cerimonialismo ornamental das igrejas Católica Romana, Ortodoxas e algumas Protestantes, ao modelo simples dos evangélicos, principalmente os pentecostais. Não se deve associar o rigor da liturgia do culto judaico com os vários sistemas de cultos cristãos, nem engessar o ritual cristão em nossos templos, mas essa flexibilidade tem limites, e por isso deve haver respeito pela estrutura já existente (1 Co 14.40).

Comentário
Liturgia.
1. Palavras e Usos no Novo Testamento.

A palavra grega por detrás dessa transliteração é leitourgia, «obra pública» ou «dever público». A Septuagita usa essa palavra no contexto religioso; e, então, o Novo Testamento utiliza-se dela por seis vezes: Luc, 1:23; 11 Cor. 9:12; Fil. 2:17,30; Heb. 8:6 e 9:21. Em Luc, 1:23 referindo-se aos dias de ministração ou serviço, prestado por Zacarias. Em outras passagens está em foco o serviço prestado por cristãos, em várias situações.

O termo leitourgós, «servo», figura por cinco vezes no Novo Testamento: Rom. 13:6; 15:16; ru 2:25; Heb. 1:7 (citando Sal. 104:4) e 8:2. O adjetivo litourgikós, «mínístradores», «serviçais., aparece em Heb, 1:14. Portanto, temos doze usos neotestamentârios dessa palavra e seus cognatos.

2. Definição Geral

A liturgia é uma coleção de formas ritualistas prescritas, visando à adoração pública. Nas Igrejas grega e romana, essa palavra chega a ser usada como sinônimo de eucaristia. Em seu sentido mais lato, porém, refere-se à adoração pública em suas formas, em contraste com as devoções privadas. O Concilio Vaticano lI, efetuado em 1963, referiu-se à questão em seu sentido mais amplo, em sua Constitutivo de Sacra Liturgia. Estio em foco os ofícios divinos (horas, breviário), as litanias (vide) e as maneiras em que são administrados os sacramentos.

3. Formas Históricas

Essas formas emergiram nos séculos IV e V D.C. Na história da antiga Igreja, as coisas eram bem mais simples. O Didache (cerca de 100 D.C.) nos fornece as

primeiras descrições não neotestamentârias. Justino Mártir (Apol. 65,67), em cerca de 160 D.C., descreveu as formas antigas da liturgia cristã.

Hipôlito (cerca de 220 D. C.) fez a mesma coisa em sua obra, Anapbor, que fazia parte de uma obra maior, chamada, Tradição Apostólica.

Na história posterior da cristandade, temos as liturgias ocidental (latina) e oriental (grega). Tanto no Ocidente quanto no Oriente havia duas formas litúrgicas distintas.

a. Havia a liturgia antioquiana ou síria, conforme foi chamada nos escritos clementinos (Constituições Apostólicas, liv. 8). Também havia a chamada liturgia de São Tiago, praticada naquelas regiões. Daí é que se derivou o rito bizantino o que se generalizou por toda a Igreja, Ortodoxa Oriental. O rito antioquiano é usado somente pelos monofisistas sírios (também conhecidos como jacobitas),

b, A liturgia alexandrina ou egípcia, também era conhecida como liturgia de São Marcos. Essa’ é a forma até hoje observada pelos captas ou abissinios.

c. A liturgia galicana incorporava as formas celta, moçarábica (na Espanha) e romanizada ou ambrosiana (Ambrósio de Milão). Não se conhece bem a origem do rito galicano. Finalmente foi absorvido pela missa cat6lica romana, enriquecendo-o de pormenores.

d, A liturgia romana. Essa foi inicialmente usada no centro e no sul da Itália. Mas, ai pelo século VIII D.C., de mistura com o rito galicano, tomou-se mais generalizada.

A Reforma Protestante introduziu grandes modificações nas antigas liturgias. As figuras envolvidas nessas modificações foram Lutero (na Alemanha) Zwiilglio (na Suiça), Bucer (em Estrasburgo, na Alemanha), Calvino (em Genebra, na Suiça) e Cranmer (na Inglaterra).

4. Duas Divisões Litúrgicas Principais

a. Havia a divisão dos catecúmenos, de natureza didática e exotérica. Elementos do judaísmo foram preservados nessa divisão. Essa liturgia utiliza as lições extraidas das Escrituras. dos salmos e de outras instruções religiosas.

b. Também havia a divisão dos fiéis. E nessa divisão que achamos os ritos do ofertório da consagração, da comunhão, dos quais somente os fiéis já batizados podem participar. A eucaristia é o aspecto mais importante da liturgia católica romana. Em alguns lugares, os ritos que acompanham a missa são bastante complexos, tomando por empréstimo muitos elementos antigos. (AM B C E)

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 864.

Cremos.

Não temos informações sobre a liturgia das igrejas nos tempos apostólicos, e nem o Novo Testamento estabelece modelo ou qualquer forma litúrgica de adoração, e isso parece não ter sido a preocupação do Espírito Santo. Sabemos como era o ritual da sinagoga, pois alguns detalhes estão no Novo Testamento, como a presença de Jesus na sinagoga de Nazaré, Lucas 4; e, do apóstolo Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia, Atos 13. Além disso, todo o ritual da sinagoga foi preservado até nos detalhes ao longo dos séculos pelos judeus. Temos em 1 Coríntios 14 uma amostragem incompleta de culto, onde se revelam alguns lampejos do culto. A Didache¯ é um breve documento do segundo século de autoria desconhecida que mostra um pouco da vida da comunidade cristã e fala em poucas palavras sobre a oração, o jejum, o batismo, a Ceia do Senhor, mas não descreve a liturgia. Justino, o Mártir, que viveu neste mesmo período, nos mostra como era a adoração cristã no segundo século, mas não descreve a liturgia local e da época.

Ele relata que os cristãos se reuniam aos domingos e o culto público consistia na leitura bíblica, oração, pregação e louvor, diz: “aí se leem. as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos. Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces” (Apologia I 67.35).96 Depois disso, acrescenta, era celebrada a Ceia do Senhor e distribuída ajuda aos irmãos necessitados. Essa informação, além de não acrescentar muito, parece ser uma prática local.

Outra fonte de informações litúrgicas da antiguidade é a obra da peregrina Etéria. Em um relato de sua peregrinação às terras bíblicas por volta do ano 380, ela descreve com abundância de detalhes os rituais da igreja de Jerusalém, na Basílica do Santo Sepulcro, naquela geração. Estamos falando da época de Cirilo de Jerusalém e de sua jurisdição eclesiástica. Apesar de não se conhecer como eram realizados os cultos e as reuniões das igrejas nos primeiros séculos, o relato de Etéria nos surpreende pelos detalhes e pela estrutura litúrgica. Ela conta como funcionam os serviços, que são diários, pelo menos durante a quaresma e a Páscoa, incluindo jejuns, batismo, celebração da Ceia do Senhor.

Liturgia é a adoração pública. O termo vem do grego leitourgia, usado para descrever um ato de serviço público. A Septuaginta emprega essa palavra com referência às atividades sagradas dos sacerdotes levitas, geralmente traduzida por “ministério, serviço” (Nm 8.22, 25; 18.4). No Novo Testamento, ela aparece com o mesmo sentido (Lc 1.23; Hb 9.21), e o verbo leitourgeo¯ é usado para identificar o culto cristão (At 13.2). O termo leitourgia se aplica, também, às obras sociais no Novo Testamento (2 Co 9.12).

Soares. Esequias,.O verdadeiro Pentecostalismo. A atualidade da doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo. Editora CPAD. pag.

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2. O culto.

O termo “culto” é sinônimo de adoração. O nosso enfoque é no sentido de adoração. Essa palavra é uma tradução do grego latreia, “serviço, adoração”, do verbo latreuo, “servir, prestar culto, adorar” (Mt 4.10). A Septuaginta emprega latreia para traduzir o hebraico avodá, “serviço, culto” (Êx 25.25,26; 13.5). Essa palavra aparece com esse sentido três vezes no Novo Testamento (Rm 9.4; 12.1; Hb 9.1). O que queremos dizer com a expressão “culto pentecostal” é a nossa liturgia, isto é, a forma como adoramos a Deus.

Comentário

«…que é o vosso culto racional…» Algumas versões dizem aqui, «vosso culto espiritual». Vários sentidos podem ser compreendidos no tocante à palavra «racional», a saber: 1. «racional», 2. «razoável» e 3. «espiritual». A raiz desse termo, no original grego, vem da palavra «logos», que significa o princípio divino da razão universal. A ideia simples de «racionalidade», pois, é por demais limitada; mas igualmente limitado é o conceito de «razoabilidade», que dá a entender que tudo que Paulo contemplava era algo de acordo com a nossa razão, que nos capacita a perceber por qual razão Deus requer essas qualidades de nós^ Pelo contrário, o serviço cristão deve ser caracterizado por aquilo que é «divino», tal como essa palavra era correntemente usada nos tempos de Paulo, no vocabulário das religiões misteriosas. O termo «espiritual», portanto, é uma tradução melhor do que a palavra «racional».

O culto espiritual, pois, é nossa adoração apropriada, a qual se caracteriza pela «infusão de qualidades divinas». É bem provável que Paulo também teria entendido assim a nossa adoração. Essa adoração, portanto, é aquela inspirada pelo Espírito Santo, conforme também lemos em Rom. 8:26,27. Também é provável que Paulo tencionasse fazer aqui um contraste com os sacrifícios próprios do A.T. Nenhum sacrifício verdadeiramente «espiritual» era possível de conformidade com o sistema legal, porque se tratava de sacrifícios de animais, que não poderiam jamais ser «infundidos de qualidades divinas».

Ê verdade que o culto cristão também é «razoável» e «racional». Contudo, é muito mais do que isso. O sistema de sacrifícios do A.T. era mecânico e simbólico, e não verdadeiramente espiritual. O homem é um ser espiritual, que pode ser ajudado pelo Espírito Santo a oferecer ao Senhor essa forma de adoração. Com isso se pode comparar o trecho de I Ped. 2:5, onde os crentes são chamados de «casa espiritual», capazes de oferecerem «sacrifícios espirituais», os quais são aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo, numa declaração que virtualmente duplica aquilo que Paulo expressa aqui. Não obstante, a palavra usada pelo apóstolo Pedro, aqui traduzida por «espiritual», não é a mesma palavra empregada por Paulo neste versículo. Também é possível, além disso, que Paulo tivesse querido contrastar a forma espiritual da adoração cristã com o culto idólatra, num confronto perfeitamente apropriado para chamar a atenção dos crentes que habitavam em Roma.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 3. pag. 809.

Paulo afirma que esses sacrifícios devem possuir as seguintes características: devem ser “vivos”, ou seja, devem proceder da nova vida no interior do crente; “santos”, o produto da influência santificadora do Espírito Santo; e, consequentemente, “agradáveis” a Deus, não só aceitos por Deus, mas muito sinceramente oferecidos àquele a quem os crentes se dedicam. O apóstolo acrescenta: “que é seu… culto”. O que foi dito previamente (ver sobre 9.4) sobre este termo culto se aplica também aqui. Paulo está pensando na ação de cultuar, a consagração irrestrita do coração, mente, vontade, palavras e atos, de fato em tudo o que uma pessoa é, tem e faz para Deus. Nada menos!

✓ Diz Paulo: render tal devoção equivalerá a seu culto logikên. E contínuo o debate sobre logikên (ac. sing. f. de logikos). A palavra nos lembra a lógica. Mas o significado de uma palavra não é determinado antes de tudo por sua etimologia, mas por seu uso em dados contextos.

Não obstante, no presente caso, lógica, no sentido de razoável, merece consideração. Vários tradutores têm aceito “razoável” ou “racional”.

Enquanto estou escrevendo isto, estou examinado dois volumes escritos por W. à Brakel, obra holandesa sobre dogmática, a que ele deu o título, com base em Romanos 12.1, Redeligke Godsdienst (Leiden, 1893), ou seja, Reasonable Religion [Religião Racional] (ou Reasonable Worship ofGod [O Culto Racional de Deus]). O que, segundo essa interpretação, Paulo está dizendo é que prestar devoção irrestrita é o único culto lógico ou razoável que pertence a Deus.

Mas ainda que essa interpretação do adjetivo grego faça sentido, não é a única possível, talvez nem mesmo a melhor. Na única passagem neotestamentária na qual o adjetivo ocorre, ou seja, 1 Pedro 2.2, significa espiritual, como deixa claro o contexto. A referência de Pedro não é ao leite lógico ou racional Além disso, ele menciona no contexto “uma casa espiritual” e “sacrifícios espirituais”.

Não surpreende, pois, que também para Romanos 12.1 vários tradutores têm aceito a tradução “culto espiritual”. Mas ainda que “espiritual” venha ser a melhor tradução do adjetivo usado por Paulo, o significado de 12.1, considerado como uma unidade, é certamente este; é certo e próprio – daí lógico, razoável – que aqueles que têm sido grandemente favorecidos se ofereçam a Deus integralmente como sacrifícios, vivos, santos e agradáveis a ele. Aliás, a ênfase em 12.1 está na palavra “Portanto”.

HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Romanos. Editora Cultura Cristã. pag. 527-528.

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3.  A reverência no culto.

A adoração a Deus é o momento mais sublime na vida humana, significa essencialmente o reconhecimento, a celebração e a exaltação da majestade divina. Por isso deve ser oferecida com reverência: “faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40). O apóstolo está se referindo ao culto de adoração. O culto é o diálogo de Deus com o seu povo, é um momento de reverência. Havia acima do púlpito do templo sede da Igreja AD de Jundiaí o versículo “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus” (Ec 5.1). Alguém duvidaria que, se o rei Salomão vivesse em nossos dias, a mensagem seria: “desliga o teu celular quando entrares na Casa de Deus”? A adoração é momento de conexão com o céu e não com a Internet.

Comentário

Eis outra afirmativa sumanadora, desta vez recapitulando a sua ênfase sobre a necessidade de uma ordem apropriada, do respeito devido as tradições apostólicas, no que concerne aos cultos públicos dos crentes, a necessidade de ser evitada a confusão de ser buscada a vangloria, de inovações e práticas que, aos olhos de Paulo, fossem vergonhosas, como as mulheres se desfazerem do véu, ou como as mulheres participarem do ensino público nas igrejas.

«.. Com Decência…» O sentido destas palavras é que tudo deveria ser efetuado de maneira «apropriada», em «boa conduta». A forma verbal significa «conduzir-se com dignidade», «conduzir-se com decoro», de maneira «cavalheiresca». As facções existentes na comunidade cristã de Corinto, ao procurarem avidamente sua glória pessoal, as desordens que havia quando da celebração da Ceia do Senhor, o abandono do véu pelas mulheres, o abuso dos dons espirituais, sobretudo o dom de línguas, tudo isso eram motivos que levava aqueles crentes a se mostrarem desordenados e malcomportados, além de se mostrarem indecorosos nos cultos públicos,

«…e ordem…», isto é, de conformidade com o que é «ordeiro». Talvez se trate de um temo Militar, que indica algo que deve ser feito sob disciplina apropriada.

A cada Dom Espiritual se deveria dar o devido lugar e que os cultos de adoração incluindo o ágape não tossem sujeitos a excessos e abusos.

« Não tumultuassem como em um levante, mas, como um exército ordeiro onde cada qual conserve seu lugar e aja no momento apropriado e da maneira certa» (Hodge, in loc.).

«..decentemente , o que requer o bom gosto e o comportamento cristãos apropriados; e em ordem que indica um método e uma regra de procedem estritamente cristãos». (Findiay in loc)

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 234.

Ordem.

Aqui temos uma conclusão mais geral, a qual não inclui meramente, em breve extensão, todo o caso, mas também as partes diferentes. Mais que isso, ela nos fornece um padrão adequado para a avaliação” de tudo o que se acha conectado com a organização extema [ad externam potitiam]. Como já discursou, em vários casos, quanto aos ritos, ele deseja sintetizar tudo aqui num breve sumário, ou, seja: que a decência seja preservada, e que a desordem seja evitada. Esta afirmação revela que ele não estava disposto a cegar as consciências pelos preceitos precedentes, como se eles fossem em si mesmos necessários, mas até onde a decência e a paz se tomem indispensáveis. Daqui devemos extrair (por assim dizer) um princípio geral, a saber: que o propósito da organização da Igreja [Ecclesiae politia] é o espírito de serviço.

O Senhor deixa ao sabor de nossa escolha os ritos externos com isto em vista: que não podemos concluir que seu culto consiste totalmente dessas coisas. Não obstante, ao mesmo tempo ele não nos concedeu uma liberdade ilimitada e desenfreada, mas a fechou, por assim dizer, com uma cerca;81* ou, de algum modo, restringiu a liberdade que nos deu, de tal maneira, que somente à luz de sua Palavra é que podemos orientar nossas mentes sobre o que é correto. Portanto, quando esta passagem for considerada de forma apropriada, ela revelará a diferença entre os editos tirânicos dos papas que subjugam as consciências humanas, através de uma detestável forma de escravidão, bem como violentam as pias leis da Igreja, as quais preservam sua disciplina e ordem. Além do mais, podemos facilmente inferir desse fato que as leis da Igreja não devem ser consideradas como meras tradições humanas, visto que se acham fundamentadas nesta injunção geral, e claramente dão a impressão de receber, por assim dizer, a aprovação pessoal dos lábios de Cristo.

Calvino. João,. 1 Coríntios. Editora Parakleto. pag.450-451.

SÍNTESE DO TÓPICO I

A adoração é essencialmente o reconhecimento, a celebração e o exaltação da majestade divina.

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SUBSÍDIO DIDÁTICO- PEDAGÓGICO

Procure relacionar Liberdade e Reverencia no culto, conscientizando os alunos acerca da importância as participarem do culto ao Senhor sob o Espirito de Deus e com reverência.

É verdade que em muitos lugares encontramos certa falta de reverencia nos cultos. Isso de fato é um problema. Mas é possível ameniza-lo, e até solucioná-lo, com uma boa conversa, ensinando e conscientizando. Não há melhor lugar para isso do que a Escola Dominical. Você é um instrumento que Deus colocou ali para fazer exatamente isso.

Ore para que Ele te dê estratégias para tratar sobre esse assunto com amor e cuidado. Aproveite o termino da exposição desse tópico para uma conversa mais informal a fim de conscientizar a classe sobre a importância de um culto reverente e na liberdade do Espirito.

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II – O CENTRO DO CULTO PENTECOSTAL

Igreja é toda congregação ou assembleia que se reúne em torno do nome de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, professando fé nEle publicamente e de forma diversificada.

1. O centro da nossa adoração.

Alguns opositores da obra pentecostal costumam nos acusar de em nossos cultos darmos ênfase ao Espírito Santo acima de Jesus. É uma maneira sutil de nos chamar de montanistas. Trata-se de uma interpretação equivocada a nosso respeito. 0 Senhor Jesus é o centro da nossa adoração e da mensagem pregada pelas Assembleias de Deus. Os crentes se reúnem em nome de Jesus para adoração ao Deus trino. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus diz que “reunimo-nos como corpo de Cristo para adoração pública ao Deus Trino”. Esse é o padrão ensinado nas Escrituras: “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Fp 3.3 – Nova Almeida Atualizada).

Comentário

A ado ração espiritual, a adoração efetuada no Espirito, deve caracterizar o verdadeiro crente. Quanto a isso, convém que consideremos os pontos seguintes: 1. Os crentes servem ao Senhor por impulso divino. 2. Os crentes são aqueles que têm um contato genuíno com Deus, através do Espírito Santo, o que significa que há um elemento místico na fé deles, provavelmente expresso especificamente mediante o Uso dos dons do Espírito Santo, conforme a descrição das notas introdutórias ao décimo segundo capítulo da primeira epístola aos Coríntios. 3. Os crentes vivem sob a direção do Espírito Santo (ver Rom. 8:14). 4. Os c rentes possuem a presença residente do Espírito de Deus (ver Efé. 2:21,22). 5. No Espírito Santo os crentes têm acesso a Deus Pai (ver Efé. 2:18).6. Portanto, os crentes são agora a nova comunidade de Israel, parte da família de Deus (ver Efé. 2:19).

Os crentes verdadeiros, que se caracterizam pelos pontos acima discriminados, são aqueles que adoram verdadeiramente a Deus, por não se mostrarem hipócritas ou teatrais. Pois aquele que adora a Deus, deve fazê-lo mediante a agência do Espírito Santo (ver João 4:24).

« …adoramos…» No original grego é «latruo», que originalmente significava «servir por aluguel», donde lhe veio o sentido simples de «servir».

Nas páginas do N.T. essa palavra é usada para indicar o serviço ritual, tal como se vê em Heb. 8:5; 9:9; 10:2 13:10, como também indica a adoração ou o serviço em geral (ver Luc. l:74eRom. 1:9). Por sua vez, na Septuaginta (tradução do original hebraico para o grego), esse vocábulo é empregado para falar do serviço prestado a Deus pelos autênticos israelitas, em contraste com a adoração vã dos pagãos a seus deuses falsos. Deus deve ser adorado de forma aceitável, isto é, com reverência e temor piedoso, porquanto o Senhor é fogo consumidor. (Ver Heb. 12:28,29).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 45.

Esta é a resposta direta de Paulo à insistência dos cristãos judeus quanto ao culto do cerimonial. Ele se opõe a este culto com uma versão catequética do culto do Espírito Santo (a primeira pessoa do plural, nós é que somos, talvez indique esta influência). É o Espírito que inaugura a nova aliança da adoração interior, e da obediência (Jr 31: 31-34; Ez 36:26ss.; cf. 2 Co 3:1-18) e conduz os homens a gloriar-se só em Cristo {adoramos a Deus… e nos gloriamos em Cristo). Exatamente aquilo que os mestres judaizantes estavam fazendo, isto é, confiar na carne (como em 2 Co 11:18, 21 ss.), mediante ritos religiosos externos, é que é excluído, pelas condições da nova ordem (veja-se Rm 3:27-31), pois, a circuncisão recebe novo significado, não o de profissão meritória de obediência humana, porém, de uma fé que confia somente na promessa divina, e na graça (Rm 4:9-12; G1 3:1-9, 5:2-12,6:15).

O termo antropológico carne é ambíguo, academicamente. Pode referir-se de maneira específica à carne humana, na qual se realiza uma operação cirúrgica, no rito da circuncisão. (Segundo W. D. Davies, “Paul and the Dead Sea Scroll: Flesh and Spirit”, em Christian Origins and Judaism, Londres, 1962, pp. 145-77.) Um sentido mais costumeiro para “carne” (gr. sarx), em Paulo, é a natureza não-redimida, baixa, do homem, a qual não é inerentemente má, sendo, porém, o alvo dos ataques do pecado, e a ocasião para o homem tomar-se uma vítima, sob o domínio do pecado. (Vejam-se, quanto ao uso geral, W. D. Stacey, The Pauline View of Man, Londres, 1956, pp. 154-73; E. Schweizer, TDNT vii, pp. 129s.; e com referência particular a este versículo, H. R. Moehring, “Some re- marks on róp£ (sarx) in Philippians 3:3ff.”,SEiv (ed. F. L. Cross) (1968), pp. 432-6). O problema daqueles que preferiam confiar na carne era, simplesmente, segundo o ponto de vista de Paulo, que eles estavam confiando num rito religioso fora de Cristo — e, dessa maneira, cometendo um engano fatal (segundo Moehring, loc. cit., p. 436, opondo-se a Davies).

Leon L. Morris. Filipenses. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 140-141.

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2. Um culto vibrante no poder do Espirito.

O assunto de 1 Coríntios 14 é a adoração. A expressão paulina “quando vos ajuntais” (v.26) se refere aos cultos. A exortação paulina à comunidade cristã de Corinto nos ensina muita coisa sobre o culto, entre elas que o culto não era entediante e nem consistia num pregador falando para um rebanho atento e silencioso, pois havia uma interação dinâmica de compartilhar e receber. Os crentes não eram espectadores, mas participantes do culto. Nada há na instrução paulina (vv.26-32) que indique ser essa manifestação dos dons restrita à liderança. O contexto sugere a participação dos crentes em geral.

Comentário

a. Pergunta. O texto grego da primeira sentença é curto porque não tem um predicativo, que nós acrescentamos entre parênteses: “Qual é então (o resultado), irmãos?” (ver v. 15a). A resposta a essa pergunta é que se a desordem atrapalha o modo de ouvir e crer, os cultos coríntios deixam de edificar. Outra vez, portanto, Paulo dá ênfase ao conhecido tema da edificação: se há caos no culto, os adoradores não recebem benefício espiritual algum.

Sempre que Paulo ensina um tópico sensível que afeta os coríntios pessoalmente, em geral chama-os de irmãos (ver vs. 6, 20, 26, 39) e esse versículo não é exceção. Ele corrige o comportamento desordenado que têm nos cultos, onde impensadamente eles promovem seu individualismo e negligenciam os demais membros.

b. Ordem. “Quando vocês se reúnem, cada um tem um salmo, tem um ensino, tem uma revelação, tem uma língua, tem uma interpretação.” Paulo descreve o culto que envolve muitos membros da congregação: um canta um salmo, outro instrui, outro compartilha uma revelação, e ainda os mencionados em último lugar falam e interpretam uma língua. Paulo não indica que essa lista seja exaustiva ou que ele esteja registrando uma ordem de culto típica. Ao contrário, ele menciona ao acaso algumas partes do culto. Por exemplo, ele deixa de mencionar a oração e a leitura das Escrituras, embora esses elementos possam estar incluídos nos dons que foram listados.

Paulo já havia mencionado o canto de um salmo ou hino (v. 15), uma parte comum dos cultos nas sinagogas judaicas e igrejas cristãs. O canto podia ser ou não acompanhado por algum instrumento. Além disso, ele pôs na lista ensino e revelação no contexto de ensino e profecia. (v. 6). Presumimos que o ensino e revelação são relacionados à exposição da Palavra. E, finalmente, uma das ordens explícitas de Paulo havia sido que falar numa língua em público devia ser sempre interpretado; do contrário, não tem valor. Tudo no culto deve ser feito de maneira ordenada.

c. Benefício. “Que todas as coisas sejam para edificação.” Cada parte do culto deve fortalecer os membros da igreja, isto é, quando a congregação se reúne para culto, o princípio do amor deve ser aplicado e ficar evidente. Se este princípio estiver ausente, o próprio culto nada vale à vista de Deus.

HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. I Coríntios. Editora Cultura Cristã. pag. 701-702.

Ele então lhes mostra uma maneira ou um antídoto para corrigir estes males. Primeiramente, cada dom deve desfrutar de seu espaço, porém sucessivamente e na devida proporção. Além do mais, a Igreja não deve entregar-se às práticas inúteis e fúteis, mas tudo o que fizer, que seja feito visando à edificação. No entanto ele começa definindo edificação da seguinte forma: “Todo aquele que recebe algum dom deve esforçar-se por empregá-lo visando ao bem de iodos. ” Pois o termo todo aquele não deve ser entendido em sentido universal, como se todos os homens fossem dotados com algum dom.

Calvino. João,. 1 Coríntios. Editora Parakleto. pag. 435-436.

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3. Característica pentecostal.

Os primitivos cultos eram espontâneos e diferentes das reuniões das sinagogas, embora muitas características viessem delas (Tg 2.2). A liturgia dos cultos constava de oração e cântico (1 Co 14.15); o louvor parte da adoração a Deus desde os tempos antes dos séculos até a consumação dos séculos (Jó 38.7; Ap 7.9). A leitura e exposição das Escrituras Sagradas aparecem como elementos do culto cristão em outra fonte paulina: “Persiste em ler, exortar e ensinar” (1 Tm 4.13). Esta instrução é uma referência à leitura pública. As ofertas são partes da adoração bíblica desde os tempos do Antigo Testamento (Dt 26.10; 1 Co 16.1,2; 2 Co 9.7). O objetivo delas é levar avante a obra de Deus enquanto a igreja estiver na terra.

Comentário

São basicamente cinco os elementos do culto. Fazia parte da liturgia judaica nas sinagogas do primeiro século d.C. a oração antífona do Shema (Dt 6.4), leitura bíblica e exortação (Lc 4.17-20; At 13.15). Os apóstolos se aproximaram do modelo judaico, havia nessas primeiras reuniões oração: “onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam” (At 12.12); cânticos e louvores: “vou cantar com o espírito, mas também vou cantar com a mente” (1 Co 14.15), isso acontecia também na adoração coletiva (1 Co 14.26); leitura e exposição das Escrituras Sagradas: “No primeiro dia da semana, nós nos reunimos a fim de partir o pão. Paulo, que pretendia viajar no dia seguinte, falava aos irmãos e prolongou a mensagem até a meia-noite” (At 20.7); “Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública das Escrituras, à exortação, ao ensino” (1 Tm 4.13). A contribuição financeira, dízimos e ofertas, são elementos do culto e partes da adoração a Deus, essa prática vem desde o Antigo Testamento (Dt 26.10) e se continua no cristianismo (1 Co 16.1, 2; 2 Co 9.7). A administração desses elementos no culto acontece com a manifestação do Espírito Santo (1 Co 14.26; Ef 5.18-20) e não de forma mecânica ou formalística.

Soares. Esequias,.O verdadeiro Pentecostalismo. A atualidade da doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo. Editora CPAD.

CREMOS,

professamos e ensinamos que a adoração é serviço sagrado, culto, reverência a Deus por aquilo que Ele é e por suas obras: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.-10), Seguimos o modelo bíblico da adoração cristã sem nenhuma representação visual: “Então, o Senhor vos falou ·do meio do fogo; a voz das palavras, ouvistes; porém, além da voz, não vistes semelhança nenhuma” (Dt 4.12). Aqui estão incluídas as coisas que estão nos céus e na terra, como manda o segundo mandamento do Decálogo. Isso se faz necessário considerando, ainda., a reverência a Deus: “Deus é Espírito, e importa que os que 0 adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Assim, prestamos nossa adoração e nosso louvor em termos espirituais e imateriais sem o uso de imagens de escultura ou de qualquer outro tipo de representação. Entendemos que a adoração é o nosso reconhecimento de que Deus é digno de ser adorado como resposta humana à natureza divina: “O meu coração te disse a ti: O teu rosto Senhor, buscarei” (Sl 27.8).

A adoração pública e coletiva. Reunimo-nos como corpo de Cristo para a adoração pública ao Deus Trino. Jesus prometeu: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). A adoração pública é a atividade de glorificar a Deus em coletividade e serve também para comunhão, despertamento, exortação e edificação da Igreja. Essa adoração pública é realizada com ordem e decência para que os descrentes reconheçam a presença de Deus no culto e para que somente Deus seja adorado no culto da Igreja.8 Nenhuma prerrogativa é dada a anjos e a seres humanos, pois Deus não divide sua glória com ninguém: “E a minha glória não a darei a outrem” (Is 48.11). Portanto, confessamos que, na adoração pública, a oração, os cânticos, o ofertório, a pregação e o exercício dos dons espirituais na Igreja servem “para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence à glória e poder para todo o sempre. Amém1” (1 Pe 4.11). Entendemos que a adoração pública é um encontro com Deus para um diálogo: nós conversamos com Ele por meio de nossas orações, cânticos e ofertas, e Deus fala conosco por meio de sua Palavra (pregação e ensino) e das manifestações dos dons espirituais.

Os elementos do culto. Havia diversos elementos na adoração nos tempos do Antigo Testamento, como oração, sacrifício, oferta, louvor e cântico. Fazia parte da liturgia judaica nas sinagogas do primeiro século d.C. a oração antífona do Shema, “ouve”, a confissão de fé dos judeus, a leitura bíblica e a exortação. Nossa liturgia é simples e pentecostal, conforme o modelo do Novo Testamento: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.26). Ela consiste em oração, louvor, leitura bíblica, exposição das Escrituras Sagradas ou testemunho e contribuição financeira, ou seja, ofertas e dízimos. Entendemos que a adoração está incompleta na falta de pelo menos um desses elementos, exceto se as circunstâncias forem desfavoráveis ou contrárias.

A oração. Oração é o ato consciente, pelo qual a pessoa dirige-se a Deus para se comunicar com Ele e buscar a sua ajuda por meio de palavra ou pensamento. Temos diversas reuniões de oração, e também é nosso hábito a vida de oração: “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17).

Nessa oração individual e privativa ou congregacional, apresentamos a Deus nossa gratidão e nossas petições. Cremos no poder da oração: “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16). Oramos pelas famílias, em favor de nossos pastores e líderes, pelos missionários, pela salvação de todas as pessoas e em favor das autoridades constituídas, pela nação de Israel e Jerusalém, em favor dos enfermos, pelos presos e por diversos tipos de milagres, pois Deus “é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef 3.20). É do agrado de Deus a oração dos seus santos; ela é usada metaforicamente como incenso que sobe diante de Deus num incensário.

Soares. Esequias,. Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Editora CPAD. pag. 142-146.

SÍNTESE DO TÓPICO II

O Senhor Jesus é o centro da nossa adoração e da mensagem pregada pela nossa igreja.

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SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A adoração individual. Nós adoramos a Deus como crentes individualmente e em todo o tempo: “a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4.23). Ensinamos que a verdadeira adoração é aquela que nasce no coração e é expressa com obediência à vontade de Deus, sendo percebida pelo testemunho individual que glorifica ao Senhor da Igreja. Negamos que a adoração e a espiritualidade de alguém possam ser medidas, percebidas ou avaliadas exclusivamente pelo exercício dos dons espirituais. Ensinamos que a adoração é uma atividade espiritual e precisa ser efetuada pelo poder e fruto do Espírito Santo na formação do caráter cristão na vida do adorador. Rejeitamos a hipocrisia e toda a aparência de piedade na vida do adorador. Na adoração individual, buscamos a santificação pessoal, servindo a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor.

Soares. Esequias,. Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Editora CPAD. pag. 144-145.

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III – COMO SE EXPRESSA A LITURGIA DE NOSSAS IGREJAS?

As reuniões de adoração em nossas igrejas são diversificadas. Temos cultos públicos, chamados por muitos como “culto da família”, de oração, de ensino ou doutrina, escola bíblica dominical, círculo de oração, além de atividade com crianças, adolescentes e jovens.

1. Nossas reuniões de adoração.

A nossa liturgia é simples e permite que quaisquer irmãos e irmãs adorem a Deus com liberdade. A nenhum deles é negado o púlpito, todos têm a oportunidade de falar à igreja o que Jesus fez na sua vida; são os testemunhos sobre salvação, cura, libertação e outras bênçãos. A maioria baseia a sua fé nos relatos bíblicos, e são os milagres registrados na Bíblia que inspiram e levam os irmãos a receberem a bênção (Mc 16.15-20). Foi dessa maneira que crescemos e nos tornamos a maior denominação evangélica do país. 0 Deus que nos trouxe até aqui, Ele mesmo nos conduzirá pelo seu Espírito até a vinda de Jesus. Essa adoração a Deus é em “espírito e em verdade” (Jo 4.24).

Comentário
Jesus diz à mulher samaritana o que adoração não é.

Primeiro, não é adoração centrada em lugares sagrados (4.20). Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador.

Segundo, não é adoração sem entendimento (4.22). Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão.

Terceiro, não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (4.25,26). Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o centro. O culto não serve para agradar as pessoas. A música não serve para entreter os adoradores. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (SI 40.3). Vem de Deus por causa de sua origem e volta para Deus por causa de seu propósito.

Jesus também diz à mulher samaritana o que a adoração é.

Primeiro, a adoração precisa ser bíblica (4.24). O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa; ele busca a verdade no íntimo.

Segundo, a adoração precisa ser sincera (4.24). A adoração precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, sem vida.

LOPES. Hernandes Dias. João. As glorias do Filho de Deus. Editora Hagnos. pag. 133-134.

A resposta que a mulher ouviu foi bem diferente de qualquer coisa que ela pudesse esperar. O tempo em que havia discussão sobre a preferência de Gerizim ou Sião terminara. Uma nova ordem estava sendo iniciada, para a qual não é onde as pessoas adoram a Deus mas como o adoram. Jesus revela parte do “como”, falando de adorar o Pai. Jesus tinha o hábito de falar de Deus como seu Pai – vimos com que espontaneidade ele se referiu ao templo como “a casa de meu Pai” (2.16) – e se dirigia a ele como Pai (veja 11.41, 12.27s., 17.1, etc); e dizia aos seus seguidores para fazerem o mesmo. A ampla circulação da invocação “Aba, Pai”, na igreja primitiva (Rm 8.15, Gl 4.6), revela a alegria com que eles assim agiam, seguindo o exemplo do seu Mestre (Mc 14.6).

Esta revelação da essência da verdadeira adoração, da parte de Jesus, parece simples e até óbvia, depois que a compreendemos – mas não tão óbvia, se pensarmos no grande número de cristãos que cometem o mesmo erro da mulher samaritana (e com menos justificativas), imaginando que só é possível adorar a Deus, de maneira apropriada, com eles. William Cowper captou bem o sentido do ensino de Jesus:

Onde quer que teu povo se encontre, Jesus,

Contempla teu trono de graça e luz;

Onde quer que te busquem, te encontrarão,

E qualquer lugar ê santo chão.

Mesmo em relação ao tempo passado, Jesus não se pronuncia sobre a disputa dos santuários rivais. Em relação à disputa geral entre samaritanos e judeus, porém, ele declara que o culto dos judeus é mais inteligente que o dos samaritanos – talvez porque o libertador prometido a todo o Israel (tanto para judeus como para samaritanos) viria da tribo de Judá, como também constava da Bíblia samaritana (Gn 49.10); por isso, dos judeus – os descendentes de Judá – viria a salvação para Israel e o mundo em geral.

A afirmação a salvação vem dos judeus é uma boa resposta para a acusação de tendência anti-judaica que, hoje, o evangelista recebe com frequência.

Os profetas tinha falado de um dia em que não mais o santuário central mas toda a terra seria a habitação do nome e da glória de Deus. A consumação manifesta desta esperança, ligada ao conhecimento universal de Deus, ainda está no futuro também da nossa perspectiva, mas para a fé as condições para esta era vindoura já estão presentes. Por isso a hora vem (v.21) é seguido de vem a hora, e já chegou (v.23; compare com a ordem invertida em 5.25,28).

Aqui temos um exemplo da “escatologia realizada” do evangelista. Assim como no capítulo 3 a vida da era vindoura pode ser possuída e gozada aqui e agora, no capítulo 4 o culto da era vindoura pode ser prestado aqui e agora, pelos verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade, conforme o desejo do Pai. A adoração espiritual, o culto genuíno, não pode ser limitada a lugares e épocas específicos. Um culto assim é ainda mais apropriado quando consideramos a natureza do Deus a quem ele é oferecido.

Deus é Espírito; não somente um Espírito entre outros, mas o próprio Deus é Espírito puro, e por isso o culto no qual ele tem prazer é espiritual – o sacrifício de um coração humilde, contrito, grato e adorador. Esta descrição do Senhor não era completamente nova; ela abunda no testemunho de salmistas e profetas de épocas anteriores, que reconheceram que as coisas materiais, na melhor das hipóteses, podiam ser o instrumento do culto verdadeiro, e nunca poderiam pertencer à sua essência. Uma devoção sincera, de coração, em qualquer lugar e hora, é indispensável para quem quiser oferecer a Deus adoração que ele aceite.

F. F. BRUCE. João. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 103-105.

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2. Culto pentecostal.

Nossas reuniões coletivas de adoração apresentam as mesmas características dos cultos em Corinto. As manifestações nos cultos que o apóstolo menciona em 1 Coríntios 14 são reais entre nós: “Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação” (v.26). Nossos irmãos e irmãs entendem essa linguagem com facilidade, pois vivemos essas mesmas experiências. São expressões espontâneas no Espírito Santo. Veja que nos vv.27-32 o apóstolo está tratando de culto pentecostal e se refere aos dons de línguas, interpretação e profecias no culto. É muito comum o visitante sentir a presença de Deus em nossos cultos (1 Co 14.22-25).

Comentário

As línguas podem ser edificantes para todos, se, pelo menos, algumas regras forem obedecidas. Primeiro, se alguém for falar em línguas, somente dois ou três devem fazê-lo, deve falar um de cada vez, e deve haver um intérprete. O fato de Paulo ter que dizer que deveriam falar um de cada vez parece ser uma advertência, pois aparentemente não estavam agindo dessa maneira. Os coríntios não estavam apenas exaltando demais esse dom, mas também permitindo que ele dominasse as reuniões da igreja. Dessa forma, Paulo corrigiu esse erro. Se aqueles que tinham o dom de falar em línguas não tivessem o dom da interpretação, e se ninguém mais na congregação fosse conhecido como tendo esse dom, então eles deveriam ficar calados. Paulo não estava proibindo os crentes de usarem o seu dom, mas instruindo-os a orar em silêncio e conversar particularmente com Deus. Dessa forma, eles seriam abençoados pelo uso do seu dom, mas não prejudicariam a reunião.

Tendo acabado de explicar certos regulamentos sobre o uso das línguas na reunião, Paulo também regulamentou o uso do dom de profecia. Embora fosse um dom especialmente recomendado por Paulo aos crentes (14.1-5), o apóstolo também entendia que seu uso deveria ser regulamentado pelo amor, pela edificação, e pela ordem. Da mesma maneira como apenas duas ou três pessoas deveriam ter permissão para falar em línguas estranhas (14.27,28), somente dois ou três deveriam profetizar. Não está claro quem seriam esses “outros”. Poderiam ser outros que tivessem esse dom e o praticassem nesse momento, não falando, mas avaliando o que havia sido dito. Ou a palavra “outros” podia se referir à congregação como um todo, discutindo as palavras de um profeta para se certificar de que estavam de acordo com as Escrituras. Os membros da igreja nunca deveriam aceitar as palavras de qualquer pessoa sem um cuidadoso discernimento e o conhecimento pessoal da Palavra de Deus. De outra forma, falsos mestres poderiam facilmente ser ouvidos, confundindo as pessoas.

A fim de que o culto pudesse continuar de forma ordenada (14.40), seriam necessárias outras diretrizes. Essas palavras podem ter sido dirigidas àqueles que tinham uma tendência para dominar. Aquele que estivesse falando poderia gentilmente dar preferência a outro que tivesse recebido uma profecia. O fato de a revelação vir de repente para uma pessoa representa um sinal desse dom e do seu uso no culto.

Ele também podia fugir ao controle se os oradores não fossem cuidadosos e se revezassem, cedendo lugar uns aos outros à medida que o Espírito os levasse a falar. Como sempre, o culto deveria ser realizado para a edificação dos crentes. Esse dom, como o dom de línguas, não deixava as pessoas descontroladas, incapazes de fechar a sua boca. A mensagem, transmitida pelo Espírito, está sujeita ao espírito da pessoa. Ela pode se controlar, falando quando deve falar e calando-se quando deve ceder a oportunidade a outro. Esse dom também pode ser praticado de forma controlada, apropriada e ordenada.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 171-172.

Ele corrige suas falhas e coloca algumas regras para a conduta futura deles.

1. Quando falarem uma língua desconhecida, ele ordena que não sejam mais do que dois ou três em uma reunião, e não todos de uma vez, mas sucessivamente, um depois do outro. E até isso não era para ser feito, a menos que houvesse alguém para interpretar (w. 27,28), e que houvesse algum outro intérprete além do que falava, pois, falar em uma língua desconhecida que a mesma pessoa devesse posteriormente interpretar poderia ser apenas para ostentação.

Mas, se algum outro estivesse presente que pudesse interpretar, dois dons milagrosos podiam ser praticados simultaneamente, e nisso a igreja seria edificada, e a fé dos ouvintes confirmada ao mesmo tempo. Mas, se não houvesse ninguém para interpretar, ele devia permanecer calado na igreja, e exercer seu dom somente entre Deus e ele mesmo (v. 28), isto é (penso eu), em particular, em casa; pois todos que estão presentes na adoração pública juntam-se a ela, e não estão em suas devoções particulares em assembleias públicas. Devoções solitárias estão fora de contexto quando a igreja se reúne para a adoração social.

2. Quando profetizarem, ele ordena:

(1) Que apenas dois ou três falem em uma reunião (v. 20), e isso sucessivamente, não todos de uma vez; e que outro examine e julgue o que ele apresentar, isto é, discirna e determine o que for relativo a isso, se é por inspiração divina ou não. Podia haver falsos profetas, meros simuladores da inspiração divina, e os verdadeiros profetas deviam julgá-los, discernir e descobrir quem era divinamente inspirado e havia interpretado a Escritura por tal inspiração, e quem não era – o que era por inspiração divina e o que não era. Este parece ser o significado dessa regra.

Pois onde um profeta era conhecido como tal, e sob o sopro divino, ele não poderia ser julgado; pois isso era submeter até o Espírito Santo ao julgamento dos homens.

Aquele que de fato era inspirado e conhecido assim estava acima do julgamento humano. (2) Ele ordena que, se algum profeta que estivesse assistindo tivesse uma revelação, enquanto outro estivesse profetizando, este deveria calar-se e ficar em silêncio (v. 30), antes que o assistente inspirado pronunciasse a sua revelação. De fato, é entendido por muitos que o locutor anterior deveria calar-se imediatamente. Mas isso não parece natural, e não combina muito bem com o contexto. Pois por que alguém que estaria falando por inspiração deveria calar-se imediatamente sob um outro homem que estava sendo inspirado e suprimir o que lhe estava sendo ditado pelo mesmo Espírito? De fato, aquele que tivera a nova revelação deveria reivindicar liberdade para falar na sua vez, ao produzir o seu testemunho; mas por que a liberdade de discursar deveria ser tirada daquele que estava falando antes, e sua boca calada, quando ele estava apresentando os preceitos do mesmo Espírito, e poderia produzir os mesmos testemunhos?

O Espírito de Deus moveria alguém para falar e, antes de ele haver apresentado o que tinha para dizer, moveria outro para interrompê-lo e fazê-lo calar? Este não me parece um pensamento natural. Nem é o mais apropriado ao contexto, e a razão para isso vem a seguir (v. 31): “Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros”, o que não poderia significar que alguém fosse interrompido e calado antes de haver profetizado: mas podia facilmente ser que aquele que havia sido inspirado posteriormente, evitasse apresentar sua nova revelação até o primeiro profeta haver terminado o que ele tinha a dizer.

E, para confirmar esse sentido, o apóstolo acrescenta rapidamente: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (v. 33), isto é, os dons espirituais que eles têm sujeitam-se à sua razão, e eles são capazes de usar seus próprios julgamentos no exercício deles. Inspirações divinas não são, como as possessões diabólicas dos sacerdotes pagãos, violentas e ingovernáveis, motivando-os a agirem como se eles estivessem fora de si; mas são sóbrias, calmas e capazes de conduta regular. O homem inspirado pelo Espírito de Deus pode até comportar-se como homem e observar as regras da ordem natural e da decência ao apresentar suas revelações. Assim, seu dom espiritual é algo distante de seu prazer e é para ser administrado por sua discrição.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 492.

SÍNTESE DO TÓPICO III

A liturgia de nossa igreja é simples e permite que quaisquer irmãos e irmãs adorem a Deus com liberdade.

7 Lição 1 Tri 21 Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência

CONCLUSÃO

O que precisamos saber é que o Novo Testamento não estabelece forma litúrgica de adoração, porque parece não ter sido essa a preocupação do Espirito Santo. Que os nossos cultos sejam dinâmicos e espontâneos, em nome de Jesus, como espontaneidade e reverência. Nós somos expectadores dos cultos, como num teatro ou cinema; antes participamos deles com cânticos congregacionais, corais, conjuntos e grupos de louvores dando gloria a Deus e aleluia.

7 Lição 1 Tri 21 Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência

PARA REFLETIR

A respeito de “Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência”, responda:

• O que queremos dizer com a expressão “culto pentecostal”?

O que queremos dizer com a expressão “culto pentecostal” é a nossa liturgia, isto é, a forma como adoramos a Deus.

• Qual o momento mais sublime na vida humana?

A adoração a Deus é o momento mais sublime na vida humana, significa essencialmente o reconhecimento, a celebração e a exaltação da majestade divina

• Quem é o centro de nossa adoração?

O Senhor Jesus é o centro da nossa adoração e da mensagem pregada pelas Assembleias de Deus. 

• O que a exortação paulina à comunidade de Corinto nos ensina sobre o culto?

Que o culto não era entediante e nem consistia num pregador falando para um rebanho atento e silencioso, pois havia uma interação dinâmica de compartilhar e receber.

• Como é a nossa liturgia?

A nossa liturgia é simples e permite que quaisquer irmãos e irmãs adorem a Deus com liberdade.

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.


1 – A Pessoa do Espírito Santo

2 – A Atuação do Espírito Santo no Plano da Redenção


3 – O Batismo no Espírito Santo

4 – A Atualidade dos Dons Espirituais

5 – Fruto do Espírito: o Eu Crucificado


6 – Santificação: Comprometidos com a Ética do Espírito

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