7 LIÇÃO 1 TRIMESTRE 2022 A BÍBLIA TRANSFORMA PESSOAS

 

7 LIÇÃO 1 TRIMESTRE 2022 A BÍBLIA TRANSFORMA PESSOAS

7 LIÇÃO 1 TRIMESTRE 2022 A BÍBLIA TRANSFORMA PESSOAS

 

 

TEXTO ÁUREO

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4.12)

 

 

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus é viva, anula os conselhos das trevas e nos torna humildes diante de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

 

Segunda – Hb 4.12 As Escrituras testemunham que a Palavra de Deus é viva e eficaz

 

Terça – G1 5.17 A Palavra de Deus alcança o âmago de nosso interior

 

Quarta – 2 Co 10.4 As nossas armas não são carnais, m as espirituais

 

Quinta – 2 Co 10.5 A Escritura diz que o poder de Deus também destrói os maus conselhos

 

Sexta – Tg 4.6 Deus abomina os soberbos, que confiam na sabedoria mundana

 

Sábado – Mt 18.4 Cristo ensinou que a humildade é a condição para acessar o Reino de Deus

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Hebreus 4.11-13; 2 Coríntios 10.4-6

 

Hebreus 4

 

11 – Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.

 

12 – Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada alguma de dois gumes, e penetra à divisão da até alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

 

13- E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.

 

2 Coríntios 10

 

4- Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;

 

5 – Destruindo os conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;

 

6 – E estando prontos para vingar toda a desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.

 

Hinos Sugeridos: 56,133, 246 da Harpa Cristã

 

PLANO DE AULA

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos que a Palavra de Deus é viva, que ela anula os conselhos do mundo e nos torna humildes. Ou seja, a Bíblia transforma a vida da pessoa inteira. Só a Palavra de Deus pode transformar a vida de um pecador dominado pelos vícios mais profundos da alma. Por isso, quando falamos de leitura da Bíblia, interpretação e aplicação, falamos de algo que determinará o futuro eterno de um a pessoa.

 

APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Destacar que a Palavra de Deus é viva e eficaz;

II) Elucidar que a Bíblia anula os conselhos do mundo;

III) Expor que a Bíblia nos proporciona a humildade.

B) Motivação: A Bíblia nos transforma em pessoas humildes. A aula desta semana nos convida a colocar em prática a humildade ensinada pela Bíblia. Quem é humilde é uma pessoa sábia.

C) Sugestão de Método: Reflita com os alunos a respeito de como a Bíblia transforma as vidas das pessoas. Você pode aproveitar essa oportunidade para ouvir testemunhos dos alunos que passaram pela experiência de transformação em alguma área da vida por causa da leitura da Bíblia.

 

CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Quem medita nas Escrituras não se deixa influenciar pelos conselhos do mundo, mas ama os conselhos divinos que o fazem humilde (cf. SI 1.1-3).

 

SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “ O Caráter Dinâmico da Palavra ”aprofunda o tema a respeito da vivacidade da Bíblia que se encontra no primeiro tópico;

2) O texto “ Entendendo como os Adultos são Diferentes” trabalha a noção da distinção dos adultos em relação aos outros segmentos (crianças, adolescentes e jovens). Compreender essa distinção nos torna mais humildes na prática do magistério cristão.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRIOS

 

 

A Bíblia é de origem divina. Seu autor é o único Deus vivo e verdadeiro (Jo 17.3). Por isso a sua mensagem transforma o nosso entendimento, e nos faz compreender “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Nesta lição, veremos que a Bíblia é viva e eficaz, transpassa o interior do ser humano; tal qual uma espada, anula os conselhos do mundo e nos capacita a viver em humildade diante de Deus.

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A Bíblia Sagrada é um livro de origem divina. Seu autor é o único Deus vivo e verdadeiro (Jo 17.3). Por isso, a sua mensagem transforma o nosso entendimento, e nos faz compreender “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). As Escrituras ensinam que o Altíssimo não tolera a soberba humana que rejeita a revelação divina. Os israelitas que se rebelaram contra ela sucumbiram no deserto. A Palavra de Deus examina os segredos humanos e desfaz todos os conselhos mundanos. Os humildes que se sujeitam a Deus e a sua Palavra são transformados e agraciados com a plenitude das bênçãos divinas. Neste capítulo, veremos que a Bíblia é viva e eficaz, transpassa o interior do ser humano; tal qual uma espada, anula os conselhos do mundo e nos capacita a viver em humildade diante de Deus.

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

Palavra-Chave: TRANSFORMA

 

 

I – A BÍBLIA É A PALAVRA VIVA DE DEUS

 

 

   1.   A Palavra de Deus é viva e eficaz.

 

Os israelitas não entraram em Canaã por negligenciar a Palavra de Deus (Hb 4.6). O autor aos Hebreus faz um alerta para os cristãos não cometerem o mesmo erro (Hb 4.11). Nesse propósito, ele lembra que a “ palavra de Deus é viva ” (Hb 4.12a), pois o Deus da Palavra é um “Deus vivo” (Hb 3.12; 9.14; 10.31; 12.22). Portanto, ela deve ser obedecida a fim de evitar o juízo e a morte (Dt 32.46,47). Não se trata de ensino obsoleto, ao contrário, a Palavra de Deus vive e permanece viva porque o Altíssimo vive desde a eternidade (l Pe 1.23). Por essas razões, a Palavra é igualmente eficaz, isto é, opera a vontade de Deus, jamais volta vazia e sempre realiza o seu propósito (Is 55.11).

 

 

COMENTÁRIOS

 

Os israelitas não entraram em Canaã por negligenciar a Palavra de Deus: “aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas-novas não entraram por causa da desobediência” (Hb 4.6). O autor aos Hebreus faz um alerta para os cristãos não cometerem o mesmo erro: “Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4.11). Nesse propósito, ele lembra que a “palavra de Deus é viva” (Hb 4.12a). O Comentário Esperança descreve que “viva é a Palavra de Deus, porque jorra da fonte de toda a vida, que jamais seca (Sl 36.10) e é capaz de infundir nova vida nos corações humanos (Jo 6.63; 1Pe 1.23-25; Is 40.8)”. Donald Guthrie argumenta “que a Palavra é viva e demonstra que reflete o caráter verdadeiro do próprio Deus, a fonte de toda a vida”. Em suma, a “Palavra é viva” pois o Deus da Palavra é um “Deus vivo” (Hb 3.12; 9.14; 10.31; 12.22).

Portanto, a Palavra de Deus deve ser obedecida a fim de evitar o juízo e a morte (Dt 32.46,47). Não se trata de ensino obsoleto, ao contrário, a Palavra de Deus vive e permanece viva porque o Altíssimo vive desde a eternidade (1 Pe 1.23). A Palavra de Deus, pelo seu próprio caráter exige uma resposta autêntica por parte daqueles que a escutam. Por essas razões, a Palavra é igualmente eficaz, ativa e poderosa. O termo grego “energes”, traduzido por eficaz, descreve a Palavra de Deus como cheia de poder para alcançar resultados. O teólogo Flanigan considera que “não há ninguém, e nada, fora do alcance do seu poder. Ao ser aplicada em poder, ela revelará a fraqueza do coração incrédulo”. A Palavra de Deus desafia e reclama decisões em respostas as suas exortações. Ela opera a vontade de Deus, jamais volta vazia e sempre realiza o seu propósito (Is 55.11).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

«…viva…» O Senhor Jesus afirmou que as palavras que proferia são espírito e são vida, segundo se lê em João 6:63, A palavra nos transmite vida por ser usada pelo Espírito, o qual é o doador da vida. Estando vivas, as declarações divinas transmitem vida, contanto que sejam aceitas. A palavra de Deus é impulsionada pelo Espírito Santo; não se trata de nenhuma letra morta. Consideremos os pontos seguintes: 1. Trata-se da declaração de uma deidade viva, cujo fito é transmitir sua própria vida aos homens, por meio de Cristo, o Deus homem (João 5:25,26 e 6:57). 2. Essa palavra é impelida pela energia divina, o Espírito Santo; portanto, é algo vital e poderoso, realizando aquilo que lhe compete; não é algo morto, ocioso e improdutivo. A Palavra de Deus dá vida ou condena, dependendo da obediência e da fé.

«…eficaz…» No grego é usado o termo «energes», que significa «ativo», «eficaz», «poderoso». Cumpre seus propósitos; não se pode resistir à Palavra divina. Conforme diz Cotton (in loc.). «A Palavra de Deus é forte, com a força de Deus. Quando ele fala, coisas começam a acontecer. O propósito inteiro do intérprete deveria ser permitir que a Palavra de Deus chegasse fresca e clara ao seu povo, pois o seu poder será imediata e poderosamente sentido».

«…assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei» (Isaías 55:11). Não há como escapar, portanto, de seu escrutínio e poder. Se Deus fizer alguma promessa, devemos apegarmo-nos a ela; se ele proferir alguma advertência, devemos dar ouvidos à sua mensagem. Trata-se de uma palavra revestida de sabedoria e graça infinitas, mas muito exigente, ninguém pode ignorá-la ou dela zombar.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 519-520.

 

 

A Palavra de Deus é viva e tem vida em si mesma. Ela é o sopro do próprio Deus, e não uma coletânea de doutrinas e preceitos. Nas palavras de Olyott, a Bíblia não é um livro morto, mas muito vivo. É ativa e poderosa. Cutuca, fere, corta e mata mais efetivamente que a melhor e mais cortante espada. Atinge onde mais nada consegue atingir. Separa até aquilo que é inseparável.176 Nessa mesma linha de pensamento, escreve David Stern: “A Bíblia não fala meramente nos tons já mortos do passado, mas aplica a verdade viva às pessoas de hoje”. Ela tem vida em si mesma e age por si mesma. O próprio Jesus disse: As palavras que vos tenho falado são espírito e vida (Jo 6.63).

O termo grego energes, traduzido por eficaz, significa poder em ação, em contraste com poder em potencial. A Palavra de Deus é poderosa e sempre cumpre os propósitos para os quais foi designada. A Palavra de Deus é o bisturi de um cirurgião que descobre os mais delicados nervos do corpo humano.

LOPES. Hernandes Dias. HEBREUS A Superioridade de Cristo. Editora Hagnos.

 

 

   2.   A Palavra de Deus é espada penetrante.

 

O texto sagrado descreve as Escrituras como “mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4.12b). O uso figurado da espada de dois gumes simboliza que a Palavra de Deus é tão bem afiada, que nada existe que ela não possa transpassar. Nenhuma resistência humana consegue impedir a ação da espada do Espírito (Ef 6.17). Assim , a Palavra “penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas” (Hb 4.12c). Significa que ela atinge o âmago de nosso interior, examina os segredos obscuros e revela o nosso verdadeiro caráter; ainda expõe os desejos de nossa alma e os conflitos entre o nosso espírito e a carne (G1 5.17).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

O texto sagrado descreve as Escrituras como “mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4.12b). A comparação da Palavra de Deus como uma espada é de emprego frequente na Bíblia Sagrada (Ef 6.17; Ap 1.16; 2.12; 19.13-15). O uso figurado da espada de dois gumes simboliza que a Palavra de Deus é tão bem afiada que nada existe que ela não possa transpassar. Simon Kistemaker adverte que “o simbolismo transmite a mensagem de que o julgamento de Deus é severo, justo e terrível. Deus tem o poder supremo sobre suas criaturas; aqueles que se recusam a escutar sua Palavra enfrentam julgamento e morte, enquanto aqueles que obedecem a ela entram no descanso de Deus e têm vida eterna”. Implica dizer que a raça humana será julgada pela autoridade da Palavra de Deus.

À Igreja em Pérgamo, o Senhor ordenou o arrependimento sob pena do juízo pela espada da Sua boca (Ap 2.16). Assim sendo, nenhuma resistência humana consegue impedir a ação da espada do Espírito (Ef 6.17). Essa espada que é a Palavra de Deus “penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas” (Hb 4.12c). Neil Lightfoot anota que “nenhum segmento da personalidade humana pode escapar ao seu gume aguçado […] Ela peneira inteiramente tudo o que está acumulado no coração. Tem, como Deus, a capacidade de examinar tudo o que está oculto no mais íntimo do homem”. Significa que ela atinge o âmago de nosso interior, examina os segredos obscuros e revela o nosso verdadeiro caráter; ainda expõe os desejos de nossa alma e os conflitos entre o nosso espírito e a carne (Gl 5.17).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

«…cortante…» É afiada e cortante, penetrante, aguda. Não há «dureza» que ela não possa penetrar; não há negligência que ela não possa identificar e condenar; não há desvio que ela não repreenda; não há desobediência que ela não possa descobrir; não há desobediência que ela não possa censurar eficaz e severamente; não há segredo que não possa descobrir. Esse é o tipo de ideia que o autor nos expõe à atenção. É como uma afiada espada de dois gumes, uma temível arma que corta um homem em dois de um golpe só. No primeiro século de nossa era os romanos tinham uma arma formidável: uma espada de bronze, com ambos os fios extremamente cortantes. Seu desígnio era especialmente o combate de corpo a corpo, um instrumento versátil que podia cortar com movimento para a frente ou para trás. A figura simbólica da espada é bem familiar na Bíblia. (Ver Isa. 49:2; Efé. 6:17; Apo. 1:16 e 2:16). Na referência da epístola aos Efésios, a «palavra de Deus» também é comparada a uma espada. Nessa passagem, trata-se de uma arma para ser usada pelo crente, no combate contra os inimigos da alma. Neste caso, trata-se da palavra de Deus que examina os homens, aceitando-os ou rejeitando-os, aplicando estritamente sua vontade e exigências. A Palavra de Deus desnuda as ilusões, os ludíbrios, as fraudes e os intuitos humanos.

Examina os motivos humanos; é palavra de sabedoria e justiça infinitas.

Filo chamava o Logos de cortador, com base na ideia que é capaz de cortar o caos existente no mundo, levando este a ser algo ordeiro e organizado—um cosmos organizado ao invés de caos. A Palavra de Deus faz isso na vida de todo homem. Revela o que é confuso e o que é «organizado».

«…penetra…» Tal como uma espada, que não para ante a resistência da pele, da carne e dos ossos, assim também a Palavra de Deus revela o coração inteiro, o intuito e o caráter de um homem. Deixa claro quem é obediente e tem fé, e quem é incrédulo e desobediente. Revela quem pode entrar no descanso divino e quem deve perecer no deserto da incredulidade.

« …dividir alma e espírito …» Esta porção do versículo tem sido empregada, com razão ou sem razão, na controvérsia sobre o problema «tricotomia-dicotomia». O homem se comporia de dois elementos (dicotomia), isto é, «corpo e espírito»(a «alma» seria sinônimo deste último), ou se comporia de três elementos (tricotomia, isto é, «corpo», «alma» e «espírito». Neste último caso, haveria certa distinção entre duas espécies de energia «espiritual»: a «alma», que teria consciência sobre as coisas terrenas, e o «espírito», que teria consciência de Deus, como algo aliado à «razão».

Porém, não há como resolver essa pendência, com base nas Escrituras, pois não há informações suficientes sobre a mesma. Os versículos que parecem estabelecer diferença entre a alma e o espírito são vistos como duvidosos pela m aio ria dos eruditos. Entretanto, através de estudos feitos no campo da parapsicologia, ficou conclusivamente demonstrado que o homem possui pelo menos três formas distintas de energia, talvez havendo até maior número de formas.

Pelo menos se sabe que há mais de um nível de energia espiritual no homem, e que um desses níveis está preso à terra, ao passo que o outro é transcendental. Esses estudos favorecem muito mais a posição da tricotomia do que a posição da dicotomia; mas é possível que o homem tenha mais de «três» níveis de energia. As notas expositivas, sobre a referência aludida, tentam relatar o que já se sabe, dentro de nosso conhecimento presente. Uma coisa é certa, porém, o homem é mais do que meramente o seu corpo.

O presente versículo, apesar de parecer estabelecer certa distinção entre alma e espírito, não pode ser dogmaticamente pressionado a serviço da posição tricotômica, porquanto as expressões usadas são poeticamente apresentadas. É verdade, porém, que se pode estabelecer certa divisão dentro das energias «espirituais» de um homem. Assim, haveria o «veículo da vitalidade», que provavelmente seria o responsável pela maioria dos fantasmas, mas que não seria a verdadeira pessoa, por ser uma espécie de espírito elementar, e o espírito, que seria a pessoa real, inteligente. Não sabemos até que ponto o autor sagrado reconhecia essas coisas; mas podemos supor que ele usava uma linguagem meramente poética, para comentar sobre o poder extremamente penetrante da «palavra de Deus», sem referir-se a qualquer realidade metafísica que conhecesse, no tocante à personalidade humana.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 520.

 

 

Palavra de Deus é penetrante (4.12). Quando a lemos, ela nos lê. Quando a examinamos, ela nos perscruta. Ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas. Trata dos nossos pensamentos e penetra até mesmo nossas intenções. Wiley emite o seu parecer ao dizer: A parte imaterial do homem é considerada pelo escritor da Epístola aos Hebreus de duas maneiras: a alma, que anima o corpo, e o espírito, que é a fonte de nossas relações com Deus. É isto que dá origem ao seu ensino sobre a tricotomia funcional, embora adote uma dicotomia essencial.

Calvino afirma que o substantivo “alma” frequentemente significa o mesmo que “espírito”, mas, quando ambos se associam (1Ts 5.23; Is 26.9), a primeira inclui todas as afeições, enquanto o último indica a faculdade a que chamam intelectual. Isso significa que a Palavra examina toda a alma de uma pessoa. Explora seus pensamentos e sonda sua vontade e todos os seus desejos. Concordo com James Freerkson quando ele diz que essa frase aponta para o fato de que não existe nenhuma parte no homem que a Palavra de Deus não possa penetrar, seja imaterial, seja física.

LOPES. Hernandes Dias. HEBREUS A Superioridade de Cristo. Editora Hagnos.

 

 

   3.   A Palavra de Deus é apta para discernir.

 

A mensagem bíblica também “ é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12d). Nada está imune ao discernimento da Palavra de Deus. Até os nossos pensamentos mais íntimos e as nossas motivações mais espúrias são desvendadas. Os pecados escondidos são revelados, a hipocrisia e a rebeldia são desmascaradas. Coisa alguma pode ser escondida de Deus, toda a verdade é exposta “aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4 -13). Portanto, se o nosso coração se render à Palavra, seremos salvos (Rm 10.9,10). Porém, se o endurecemos tal qual os israelitas no deserto, a Palavra nos julgará, e por fim nos condenará (Hb 3.12,13).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A mensagem bíblica também “é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12d). O termo grego “kardia”, traduzido como “coração”, é usado figurativamente para se referir às fontes ocultas da vida pessoal. Em seu significado moral, inclui as emoções, a razão e a vontade. No livro aos Hebreus, o termo é aplicado tanto no sentido negativo como positivo. Negativamente, o coração pode ser “endurecido” (Hb 3.8,15; 4.7); pode “errar” ou “desviar-se” (Hb 3.10); e ser “mau e infiel” (Hb 3.12). Positivamente, a lei de Deus pode ser “escrita no coração” (Hb 8.10; 10.16); o coração pode ser “purificado da má consciência” (Hb 10.22); e, ainda, o coração pode ser “fortalecido pela graça” (Hb 13.9).

Flanigan elucida que, no texto em questão, a Palavra de Deus “tem habilidade para julgar todo movimento e sentimento do coração. Ela pode julgar nossos pensamentos antes deles se tornarem palavras, e nossas intenções antes delas se tornarem ações”. A declaração em Hebreus ensina que nada está imune ao discernimento da Palavra de Deus. Simon Kistemaker registra que “nada permanece intocável pela Escritura, pois ela se dirige a todos os aspectos da vida do homem […] Todos os recessos do corpo e da alma — incluindo os pensamentos e atitudes — enfrentam o corte afiado da espada divisória de Deus”. A assertiva bíblica sinaliza que até os nossos pensamentos mais íntimos e as nossas motivações mais espúrias são desvendadas. Os pecados escondidos são revelados, a hipocrisia e a rebeldia são desmascaradas. Coisa alguma pode ser escondida de Deus, toda a verdade é exposta “aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13). Portanto, reitera-se que, se o nosso coração se render à Palavra, seremos salvos (Rm 10.9,10). Porém, se o endurecermos tal qual os israelitas no deserto, a Palavra nos julgará, e por fim nos condenará (Hb 3.12,13). Em vista disso, quando nos submetemos voluntariamente à autoridade da Palavra de Deus, “nossos corações podem ser abrandados e mudados de forma que possamos verdadeiramente entrar no descanso de Deus”.

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

«…apta para discernir…» O «homem interior», o «homem essencial», a «alma», é desnudado perante os olhos perscrutadores de Deus, mediante a instrumentalidade da Palavra. Não se trata meramente ’de um livro, de algumas declarações, de uma vibração de ondas sonoras. Aquilo que Deus diz em seu livro, através dos seus profetas, por meio de Cristo, no evangelho cristão, é ativado pelo Espírito, de modo a revelar, condenar e julgar, ou então dar promessa e abençoar, dependendo das condições espirituais do indivíduo.

Desse modo a hipocrisia se desfaz, o engano é desmascarado. Algumas vezes o indivíduo nem compreende claramente seus motivos e intenções.

Ficou auto iludido; pensa que é algo, quando ainda não é nada; imagina-se espiritual, quando ainda é carnal. A história abaixo ilustra o ponto. Certo homem foi hipnotizado; e, nesse estado, foi-lhe dito que ao despertar tomaria um vaso de flores da janela, o colocaria em um sofá e se prostraria perante o mesmo por três vezes. Era um ato totalmente irracional. Ao despertar, segundo ele mesmo contou, eis o que sucedeu: «Ao despertar, vi o vaso de flores ali; pensei que fazia frio e que seria bom que o vaso fosse esquentado para que a plantinha não morresse. Portanto, embrulhei-o em um pano. Como o sofá estava perto da lareira, coloquei ali o vaso. E me inclinei porque fiquei satisfeito comigo mesmo, por ter tido tão brilhante ideia». (W. Fearon Halliday, Psychology and Religious Experience, pág. 75). Isso mostra como um homem geralmente racionaliza os seus motivos, ocultando-os até mesmo de si próprio, embora esses é que façam dele o que é e o que pratica. A Palavra de Deus pode dar-nos real discernimento sobre os nossos motivos.

«…coração…» O «homem interior», o homem essencial, a alma, algumas vezes vista como a natureza «intelectual» ou «moral» do homem. A Palavra de Deus trata do homem essencial, do espírito, tal como uma espada corta o corpo físico.

O ponto deste versículo é que é impossível alguém enganar a Deus. Sua Palavra revela-nos aquilo que somos. A «geração do deserto» não pode entrar no descanso de Deus por causa de incredulidade e desobediência.

Nem podemos nos enganar ao Senhor, se tivermos o mesmo caráter possuído por aqueles. Se finalmente entrarmos em seu descanso, será porque Deus julgou-nos dignos de tal. Se desobedecermos e formos incrédulos, sua Palavra se voltará contra nós e nos desmascarará.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 520.

 

 

A Palavra de Deus é como os raios-X: ela perscruta o que está em nosso íntimo, devassa os corredores escuros da nossa alma e revela os segredos do nosso coração. Ela traz à luz o que está oculto. Nada fica escondido diante de sua sondagem. Um dia estaremos face a face com o reto e justo Juiz para prestarmos contas da nossa vida. Deus é inescapável. Ele olha desde os céus e vê todos os filhos dos homens (Sl 33.13,14). É impossível fugir de sua presença (Sl 139.7-10).

Nas palavras de Severino da Silva, “Deus está em todas as coisas, dentro, mas não enclausurado, fora, mas não excluído, acima, mas não levantado, embaixo, mas não comprimido. Ele encontra-se inteiramente acima, presidindo, sustentando totalmente por dentro, preenchendo todo espaço”.

As palavras de Kistemaker são oportunas: Os livros devem ser examinados, todas as contas, pagamentos e recibos devem ser entregues para exame. O homem deve prestar contas de si mesmo diante de Deus, o auditor. Os livros da consciência do homem estão abertos diante dos olhos de Deus. Nada escapa a ele. No último dia os pecadores podem clamar às montanhas e às rochas: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro (Ap 6.16). No julgamento final, todos devem prestar contas de si mesmos. Somente aqueles que estão em Cristo Jesus ouvirão a palavra libertadora: absolvido!

Augustus Nicodemos resume essa passagem bíblica em cinco instruções: 1) o descanso é a bênção maior e final que Deus tem para o seu povo; 2) o descanso é dádiva de Deus, e não resultado de nossos esforços; 3) a fé em Jesus é a condição para entrarmos nesse descanso; 4) esse descanso começa neste mundo; 5) a única maneira de nos assegurarmos de que estamos a caminho desse repouso é permanecendo firmes na Palavra de Deus.

LOPES. Hernandes Dias. HEBREUS A Superioridade de Cristo. Editora Hagnos.

 

 

SINÓPSE I

A Palavra de Deus é viva, eficaz e apta para discernir o interior do ser humano.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“[O Caráter Dinâmico da Palavra]

[…] O autor [aos Hebreus] reforça sua exortação trazendo à memória o caráter dinâmico da Palavra (grego logos – ‘revelação’) de Deus, de onde extraíram sua citação. Não é uma palavra morta ou formal, mas cheia de poder e eficácia, capaz de esquadrinhar até as profundezas da natureza humana. Ela é apta para estabelecer juízos de cunho moral e ‘discernir os pensamentos e intenções do coração’ (v.12). Deus percebe logo a dúvida ou o pecado mais diminuto. Alma e corpo não podem furtar-se ao seu olhar. A palavra ‘patentes’ (v.13) deriva-se do vocábulo grego traquelos (‘garganta’), e significa virar para trás a garganta, como faz o cirurgião no paciente. O animal do sacrifício tem sua garganta exposta totalmente à lâmina do cutelo. Semelhantemente, todo ser humano está totalmente descoberto diante dos olhos daquEle cuja Palavra é como espada cortante de dois gumes (Vicent)” (BOYD, Frank M. Gálatas, Filipenses, 1 e 2 Tessalonicenses, Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.133).

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A Palavra de Deus

“A Palavra de Deus mostra quem vai entrar no repouso de Deus. Ela é uma espada cortante que penetra no mais íntimo do nosso ser para discernir se nossos pensamentos e motivos são espirituais ou não (w.12,13). Tem dois gumes e corta, ou para nos salvar ou para nos condenar à morte […].” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1905.

 

 

II – A BÍBLIA ANULA OS CONSELHOS DO MUNDO

 

 

   1.   As armas da nossa milícia.

 

Paulo esclarece aos Coríntios que “ as armas da nossa milícia não são carnais” (2 Co 10.4a). Isso porque a nossa luta é de ordem espiritual (Ef 6.12). Portanto, não usamos os métodos dos humanos, tais como, subterfúgio, conchavos, ameaças, calúnias e/ou difamações. Nosso poderio de ataque não é carnal. Nossas armas são poderosas em Deus (2 Co 10.4b). O conselho bíblico é tomar toda a armadura de Deus: a verdade, a justiça, o Evangelho, a fé, a salvação, a espada do Espírito e a oração perseverante (Ef 6.13-18).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

Paulo esclarece aos Coríntios que “as armas da nossa milícia não são carnais” (2 Co 10.4a). O termo “milícia” é usado para designar um “exército” preparado para a guerra, que se encontra em campanha militar contra um inimigo comum. A expressão aponta para os soldados de Cristo que combatem contra o reino das trevas (Ef 6.11). Paulo esclarece que essa luta é de ordem espiritual (Ef 6.12). Portanto, nessa batalha o cristão não deve fazer usos das “armas carnais”. Lawrence Richards argumenta que as armas desse mundo são “provavelmente as mesmas coisas que seus oponentes enfatizam: olhares impressionantes, habilidade na oratória, coisas que parecem muito atraentes, mas somente segundo a aparência (2 Co 10.7)”. A esses métodos humanos, podem ser acrescidos os subterfúgios, conchavos, ameaças, calúnias e/ou difamações.

Assim, nesse combate, o poderio de ataque não é carnal, mas espiritual. O apóstolo explica que as nossas armas são poderosas em Deus (2 Co 10.4b). Warren Wiersbe enfatiza que “Paulo usava armas espirituais para destruir a oposição — oração, a Palavra de Deus, o amor, o poder do Espírito operando em sua vida. Não dependia da personalidade, das habilidades humanas e nem de sua autoridade como apóstolo”. As forças demoníacas não são derrotadas meramente com discursos, argumentos ou debates intermináveis. Richards sustenta que “quanto menos dependermos de nossa força no ministério, mais dependeremos de Cristo. E, quanto mais dependermos do Senhor, mais Ele poderá operar por nosso intermédio”. Nesse diapasão, a orientação de Paulo aos Efésios é tomar toda a armadura de Deus: a verdade, a justiça, o evangelho, a fé, a salvação, a espada do Espírito e a oração perseverante (Ef 6.13-18).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

As palavras «…as armas… não são carnais…» Com isso Paulo quis dar a entender os métodos deste mundo, as atitudes mundanas, as «ações mundanas», mediante o que os homens incrédulos procuram realizar seus propósitos neste mundo. Pelo contrário, Paulo não apelava para as paixões e perversões humanas, para o orgulho e a ambição humanos, conforme os homens fazem na política e no mundo dos negócios. Não se voltava Paulo para a calúnia e para o menosprezo ao próximo, conforme faziam os seus oponentes. Antes, se conduzia com humildade e bondade, conforme o próprio Senhor Jesus fizera (ver o primeiro versículo), de modo contrário à altivez de espírito e à atitude crítica de seus antagonistas.

«…sim, poderosas em Deus…» Podemos contrastar aqui «…Deus…» com «…carnais…» Aquilo que é carnal são inerentemente fracos, e, com frequência, também é corrupto. Paulo não lançava mão dos meios débeis e corrompidos do mundo, ao procurar realizar os seus propósitos. Pelo contrário, munia-se de armas «poderosas», por estarem firmadas no «poder de Deus», aprovadas «aos olhos de Deus» (conforme alguns estudiosos compreendem).

«…poderosas em Deus…», isto é, conforme Deus olha para as coisas, aos olhos de Deus. A tradução inglesa RSV, aqui vertida para o português, diz simplesmente «têm poder divino». E é possível que essa ideia deva ser incluída, apesar de não ser a tradução central. Por isso mesmo é que Faucett comenta (in loc.): «…‘poderosas em Deus…’, isto é, ‘perante Deus’; o poder divino. Tal poder não é nosso, mas é o de Deus». E Alford (ín loc.) diz: «…segundo a estimativa de Deus, de acordo com suas regras de combate». As armas utilizadas por Paulo eram a verdade, a fé, o amor, a bondade, a esperança, a retidão, a mensagem do evangelho a pessoa de Cristo a esperança da salvação final.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 390.

 

 

[..] a natureza das nossas armas (10.4).

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus […]” (10.4a). A vida cristã não é um parque de diversões, mas um campo de guerra. Estamos numa milícia, e não numa estufa espiritual. A palavra grega hopla, “armas”, é uma palavra genérica usada tanto para armas de defesa como de ataque. O termo “milícia” significa “campanha”. O ataque do inimigo nessa cidade fazia parte de uma grande campanha militar. Os poderes do inferno atacavam a igreja e era importante não ceder nenhum território. Nesse campo de guerra, as armas carnais são impróprias e inadequadas. Nossas armas são poderosas em Deus. São armas que constroem em vez de destruir. São armas que dão vida em vez de matar.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios Como Resolver Conflitos na Igreja. Editora Hagnos. pag. 226.

 

 

   2.   A destruição das fortalezas.

 

A Bíblia afirma que o mundo jaz no Maligno (1 Jo 5.19. O líder das forças do mal é o Diabo (l Pe 5.8). Por meio do espírito do erro, ele trabalha contra o Reino de Deus (2 Ts 2.4). Para tanto, se opõe aos valores cristãos, dissemina o ódio, o desrespeito à vida, à corrupção, e a imoralidade, dentre outros males (2 Ts 2.9-11). Contudo, o poder de Deus é capaz de destruir todas as fortalezas do Diabo (2 Co 10.4c). A Palavra de Deus anula o mal com graça e poder e liberta as almas da prisão espiritual (Jd 1.21-23).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A Bíblia afirma que o mundo jaz no Maligno (1 Jo 5.19). O Comentário Bíblico Beacon sublinha que, nas Epístolas de João, o conceito de mundo “inclui as pessoas que são controladas pelo sistema mundial maligno”.17 Pedro ratifica que o líder das forças do mal é o Diabo (1 Pe 5.8). O termo “diabolos” significa “acusador, caluniador”, sendo um dos nomes de Satanás. Nossa Declaração de Fé o identifica como “o inimigo de Deus e dos seres humanos, que a Bíblia chama de Satanás, opositor (Zc 3.1), Diabo (Mc 4.1), Inimigo (Mt 13.39), Belzebu, príncipe dos demônios (Mt 12.24), Tentador (Mt 4.3), Grande Dragão, a Antiga Serpente (Ap 12.9), Pai da mentira (Jo 8.44), entre outros”.

Por meio do espírito do erro, o Diabo trabalha contra o Reino de Deus (2 Ts 2.4). Wiersbe lembra que “Satanás está em guerra contra Deus desde que, como Lúcifer, rebelou-se contra Deus e tentou usurpar seu trono (Is 14.12-15). […] Satanás não apenas se opõe a Cristo, mas também deseja ser adorado e obedecido no lugar de Cristo (Is 14.14; Lc 4.5-8)”. Na busca desse objetivo, ele se opõe aos valores cristãos, dissemina o ódio, o desrespeito à vida, a corrupção e a imoralidade, dentre outros males (2 Ts 2.9-11).

Contudo, o poder de Deus é capaz de destruir todas as fortalezas do Diabo (2 Co 10.4c). O Comentário Bíblico Beacon esclarece que “o poder de Deus é capaz de romper barreiras nas mentes e corações dos homens por meio de um ministério verdadeiramente evangélico. O aprisionamento torna-se, então, uma libertação radical em virtude do caráter do Rei (2 Co 2.14)”. Essa verdade sinaliza que por maior que seja a escravidão infringida por Satanás no coração de uma pessoa, o poder da verdade e a autoridade da Palavra de Deus quebra as correntes e coloca o cativo em liberdade. A conversão da alma é a subjugação de Satanás nessa alma. A Palavra de Deus anula o mal com graça e poder e liberta as almas da prisão espiritual (Jd 1.21-23).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

«…para destruir fortalezas…», ou seja, «para a demolição de fortins», aquelas fortalezas da maldade, que impedem o avanço bem-sucedido da luta cristã. Esses pecados entravadores, a maldade do homem contra o homem, a desumanidade dos homens, o orgulho e a ambição humanos, os valores envilecidos, a ignorância sobre as realidades eternas, precisam ser derrubados por terra. Tudo quanto se opõe a Deus deve e pode ser destruído, tal como as tropas de um exército assaltam um fortim do inimigo’ e são capazes de destruí-lo, despindo-o de toda a sua resistência. As armas da verdade, da fé, do amor e da esperança da vida eterna da alma, podem derrotar qualquer adversário, destruir qualquer fortaleza, obter a vitória para o crente fiel e sincero.

Vários comentadores bíblicos supõem que Paulo se referiu a essa metáfora ao lembrar-se das guerras contra os cilícios, efetuadas pelos romanos; pois Paulo, tendo nascido na região da Cilicia, tinha conhecimento dessas campanhas militares. Tal guerra terminou com a destruição de cento e vinte fortins dos cilícios, quando nada menos de dez mil prisioneiros foram tomados.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 390.

 

 

A palavra fortalezas (ochurõma) encontra-se apenas aqui, no Novo Testamento. É empregada em sentido literal em Provérbios 21:22 (LXX), sendo que Filo a usa de modo figurado, ao falar de uma fortaleza construída por palavras persuasivas contra a honra de Deus (Confusion ofTongues [Confusão de Línguas], 129). Todavia, o fato importante é que a prática militar de edificar fortalezas (havia uma, enorme, no Acrocorinto) proveu a imagem empregada pelos filósofos cínicos e estóicos, e de modo particular por Sêneca, contemporâneo de Paulo, a fim de descrever a fortificação da alma mediante argumentação racional, que a tome inexpugnável sob o ataque (de sofismas) da fortuna adversa.

Colin Kruse. II Corintos Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 185-186.

 

 

   3.   A destruição dos falsos argumentos.

 

A Escritura diz que o poder de Deus também “ destrói os conselhos” (2 Co 10.5a). A Bíblia na versão Nova Almeida Atualizada traduz com o “raciocínios falaciosos”. São premissas falsas usadas para afastar as pessoas da verdade. Se aplica às ideologias anticristãs, entre elas, o ateísmo, o relativismo, o secularismo, o marxismo e as heresias que contradizem a mensagem da cruz. O método cristão para anular esses sofismas é a persuasão por meio da verdade da Palavra de Deus (Jo 8.32).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A Escritura diz que o poder de Deus também “destrói os conselhos” (2 Co 10.5a). A Bíblia na versão Nova Almeida Atualizada traduz como “raciocínios falaciosos”. São premissas falsas usadas para afastar as pessoas da verdade. Conceitos e reivindicações arrogantes e pretensiosas em oposição ao conhecimento de Deus revelado em Cristo e na Sua Palavra. Matthew Henry salienta que “por esses caminhos é que o Diabo se empenha em manter os homens afastados da fé e da obediência ao evangelho e assegura a posse do coração dos homens, como sua casa ou propriedade”.

Esses raciocínios que se opõem à verdade da Palavra de Deus manipulam a mente e o pensamento das pessoas e as impede de crer e aceitar o evangelho.

Tais argumentos falaciosos se aplicam às ideologias anticristãs, entre elas, o ateísmo, o relativismo, o secularismo, o marxismo e as heresias que contradizem a mensagem da cruz. O ateísmo rejeita a existência de Deus como um Ser pessoal e autoconsciente (Sl 53.1). O relativismo nega a existência de verdades absolutas. Afirma que a verdade não é algo fixo, e, portanto, questiona os valores bíblicos (Is 5.20). O secularismo não aceita a influência da fé na vida em sociedade e defende o laicismo antirreligioso (1 Sm 8.7). O marxismo cultural procura redefinir os conceitos mais sólidos da civilização ocidental por meio da desconstrução da cultura judaico-cristã (Rm 1.25). As heresias são todo e qualquer ensino que nega, difere ou altera as doutrinas reveladas na Palavra de Deus (2 Pe 2.1).

O método cristão para anular esses sofismas é a persuasão por meio da verdade da Palavra de Deus (Jo 8.32). Por conseguinte, a Igreja do Senhor Jesus não pode negligenciar o ensino e a pregação da Palavra de Deus. A Igreja não pode limitar-se a fazer oposição e oferecer resistência à iniquidade no poder temporal. Não pode depositar sua confiança e esperança nas decisões políticas ou judiciais. Precisamos buscar e incentivar o avivamento espiritual por meio da Palavra de Deus. O avivamento liderado por John Wesley (1703-1791) trouxe mudanças sociais na Inglaterra. O mal a ser combatido é o pecado. Quando a mensagem bíblica é anunciada de modo genuíno, as vidas são transformadas, pois o Espírito Santo opera com liberdade para convencer os ouvintes da verdade, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

«…anulando sofismas…» Alguns estudiosos pensam que essas palavras fazem parte do versículo seguinte. O termo grego original é «logismos», que significa «argumentos», «raciocínios», «reflexões». Seu sentido não é «imaginações», como se estivessem em foco ideias falazes, capazes de anular sofismas. Paulo se referia aos argumentos capciosos de seus oponentes, aos seus «sofismas», com o que procuravam degradar ao apóstolo dos gentios e suas atividades. As armas de Deus eram boas para derrubar os antagonistas que procuravam solapar a autoridade apostólica de Paulo. E essas tentativas devem ser numeradas entre os males que o soldado cristão precisa enfrentar. Mui provavelmente Paulo incluía nisso as falácias plausíveis dos mestres falsos de Corinto, meros raciocínios humanos, destituídos de influências do Espírito de Deus, falácias essas que alguns ensinavam, ao invés de anunciarem o evangelho de Cristo (em consonância com a mensagem geral do primeiro capítulo da primeira epístola aos Coríntios).

Mediante tais falácias, aqueles mestres falsos procuravam evitar ensinar o evangelho que Paulo pregava, cujo centro é a cruz de Cristo; antes, substituíam-no pelo legalismo mosaico ou pelos sofismas da filosofia grega.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 390.

 

 

Viajando dentro do sofisticado mundo intelectual dos gregos, Paulo retrata seus sistemas filosóficos como fortalezas a serem demolidas. Suas reivindicações arrogantes e pretensiosas da verdade são descritas como estando em oposição ao conhecimento de Deus revelado em Cristo. Além disso, em sua pregação do evangelho, Paulo se vê como trazendo todo sistema mundano de pensamento em sujeição aos ensinos de Cristo.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. pag. 1108-1109.

 

 

   4.   A destruição de toda a altivez.

 

O poder do Altíssimo, igualmente, aniquila “ toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” (2 Co 10.5b). A altivez se refere a toda conduta que serve de oposição para a fé em Deus (2 Tm 3.8). Aqui está incluso, entre outros, a rebeldia, o orgulho, a jactância e as demais vaidades humanas. Satanás é quem atua na mente das pessoas e as mantém afastadas de Deus (2 Co 4 .2 – 4). Porém, pela pregação da Palavra de Deus, o sistema soberbo do mundo é subjugado aos ensinos de Cristo (2 Co 10.5c).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

O poder da Palavra do Altíssimo, igualmente, aniquila “toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” (2 Co 10.5b). Altivez se refere a toda conduta que serve de oposição para a fé em Deus. Tentativa de desqualificar o poder de Deus no propósito de impedir a conversão de pessoas. Lucas registra que o mágico Elimas Barjesus resistia à mensagem do evangelho, porque queria apartar da fé o governador da ilha de Chipre (At 13.7-8). O apóstolo imediatamente o identificou como “filho do diabo”, “cheio de engano”, “cheio de malícia”, “inimigo da justiça” e “perturbador dos caminhos do Senhor” (At 13.10). A Timóteo, Paulo advertiu tomar cuidado acerca destes, tal qual Janes e Jambres, que “resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé” (2 Tm 3.8).

Nessa atitude reprovável estão inclusos, entre outros, a rebeldia, o orgulho, a jactância e as demais vaidades humanas. Dentre os termos em hebraico, a palavra “shaw” designa a vaidade humana como algo sem fundamento, sem base firme, que torna a vida do homem vazia (Êx 23.1; Sl 41.6; Jó .3; 15.31). A palavra grega “mataiotes” descreve a futilidade do mundo sob a maldição (Rm 8.20), a vida sem propósito daqueles que não são cristãos (Ef 4.17). A prática da vaidade é um mal que coloca a humanidade caída contra Deus. Wiersbe sublinha que a vaidade da altivez em destaque aqui é “o orgulho da inteligência que exalta a si mesmo. É importante entender que Paulo não está atacando a inteligência, mas sim o intelectualismo, a atitude pedante das pessoas que pensam saber mais do que de fato sabem (Rm 12.16)”.

As Escrituras asseveram que Satanás é quem atua na mente das pessoas e as mantém afastadas de Deus: “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo” (2 Co 4.4).

Porém, pela pregação da Palavra de Deus, o sistema soberbo do mundo é subjugado aos ensinos de Cristo (2 Co 10.5c). A Palavra de Deus abre caminho em meio à ilusão satânica e abre os olhos do convertido para receber a verdade. O Comentário Bíblico Pentecostal assevera que “o intelectual orgulhoso que vem a Cristo deve abandonar a dependência da razão e da compreensão humana, que opera em uma vida auto-orientada e longe de Deus”.

Nessa perspectiva, a pessoa convertida liberta-se dos sofismas desse mundo, e seus pensamentos e vontades passam ao senhorio de Cristo: único caminho, verdade e vida (Jo 14.6).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

«…altivez…» A maioria das cidadelas ou fortins da antiguidade era erigida em algum lugar elevado, porquanto é mais difícil o combate contra essas fortalezas elevadas do que se elas estivessem em terreno plano. Portanto, Paulo imaginou certos males como fortalezas elevadas, que desafiam a majestade do próprio Deus. No trecho de Rom. 8:39, esse mesmo vocábulo é empregado para indicar aquelas «alturas» que não nos podem separar do amor de Deus. As coisas que os homens exaltam, que são um empecilho para a caminhada cristã, de fato são coisas exaltadas contra Deus e o conhecimento de Deus.

Mas as armas espirituais da fé, da esperança, do amor, da Palavra de Deus, podem derrubar esses males altivos, de tal modo que o «conhecimento de Deus», os seus caminhos, a esperança em Cristo, a sua salvação, a sua majestade, possam ter livre curso entre os homens. Essas virtudes divinas sempre tendem para a salvação e o bem dos homens, e jamais operam em detrimento deles. Os opositores de Paulo, os falsos apóstolos que havia em Corinto, entretanto, pregavam contra essas doutrinas sãs, e assim se faziam reais inimigos do conhecimento de Deus, já que se mostravam contrários à posição e à dignidade de Cristo, por meio de quem todo o conhecimento de Deus nos é dado. (Ver João 1:18). As armas da verdade destroem os fortins do legalismo, da sabedoria humana, da filosofia sofista que é transmutada em religião, como também derrubam todas as demais doutrinas que, de uma maneira ou de outra, impedem os homens de virem a Deus, por intermédio de Jesus Cristo.

Mas os homens têm suas próprias exaltações, seu orgulho, a busca pelas vantagens materiais, o desejo pelo conforto, e tudo isso são cidadelas, exaltadas contra o conhecimento de Deus. Todas essas coisas, por semelhante modo, as armas espirituais podem derrubar por terra. Quase todo o indivíduo, e a maioria dos próprios crentes, tem seus «obstáculos exaltados» contra o conhecimento de Deus.

«…levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo…» Esses «pensamentos» podem ser coletivos, isto é, aceitos por vários elementos, formando um sistema doutrinário; mas também podem ser particulares, indicando as ideias de alguma pessoa, que distorçam verdades doutrinárias ou que de outra maneira qualquer desonrem a Cristo, por serem blasfemas.

Maus pensamentos certamente estão incluídos. Toda a ação começa nos pensamentos; e assim como um homem pensa, assim também será ele.

Não há que duvidar que maus e errôneos pensamentos são aqui focalizados: pensamentos imorais, pensamentos erroneamente motivados, pensamentos espirituais destrutivos. Do ponto de vista divino, poder-se-ia considerar isso como uma desordem mental. Ora, as armas da justiça podem pôr novamente em ordem a mente desordenada, levando todo o pensamento errôneo e mal ao cativeiro, levando assim o crente de seu domínio, libertando-o para assim servir e obedecer a Cristo.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 390.

 

 

Suas palavras nos lembram que o Senhorio de Cristo estende-se sobre os pensamentos, como também sobre a vontade e o coração. O intelectual orgulhoso que vem a Cristo deve abandonar a dependência da razão e da compreensão humana, que opera em uma vida auto orientada e longe de Deus.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. pag. 1109.

 

 

SINÓPSE II

Nossas armas são poderosas em Deus para derrubar as fortalezas do Diabo, os falsos argumentos e toda a altivez humana.

 

 

 

III – A BÍBLIA NOS TORNA HUMILDES

 

 

   1.   Deus aborrece a soberba.

 

A Escritura declara que “ Deus resiste aos soberbos, dá, porém , graça aos humildes” (Tg 4.6). Isso indica que Deus abomina os arrogantes que confiam na sabedoria mundana e que rejeitam os preceitos divinos. Por isso, Tiago exorta: “ sujeitai-vos, pois, a Deus” (Tg 4.7); e ainda, “humilhai-vos perante o Senhor” (Tg 4.10). As expressões” sujeitar-se” e “ humilhar-se” querem dizer obedecer ao Todo-Poderoso. Quando nos achegamos a Deus, Ele se achega a nós (Tg 4.8). Ele nos liberta da sabedoria “ terrena, animal e diabólica” (Tg 3.15) e nos agracia com a verdadeira “ sabedoria que vem do alto” (Tg 3.17). Em vista disso, a bênção plena de Deus é concedida aos humildes que são transformados pela Palavra do Altíssimo (Tg 1.21,22).

 

 

COMENTÁRIOS

 

O apóstolo João exortou os cristãos contra o amor ao mundo e tudo o que ele oferece (1 Jo 2.15). O mundo a que João se refere é o sistema iníquo da sociedade rebelada contra Deus. James Boice enumera duas razões por que os cristãos não devem amar o mundo. A primeira razão é que o amor pelo mundo e o amor pelo Pai são incompatíveis. Deus se coloca contra os pecados e os valores do mundo: “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15b); a segunda razão é que tudo que está no mundo é transitório e, assim, leva à destruição. O mundo é passageiro e passageiros também são seus valores e aqueles que são caracterizados pelos seus valores: “E o mundo passa, e a sua concupiscência” (1 Jo 2.17).28 Desse modo, o apóstolo advertiu os crentes a não desejarem e nem praticarem as “coisas do mundo”, as quais ele descreve em três categorias principais: a “concupiscência da carne”, a “concupiscência dos olhos” e a “soberba da vida” (1 Jo 2.16).

Dentre essas ações condenadas nas Escrituras, a “soberba da vida” refere-se “tanto à atitude interior quanto à vanglória exterior devido a uma obsessão pela condição ou pelas posses de uma pessoa”. Diz respeito ao sentimento de superioridade em relação ao próximo, conceito exagerado de si próprio, presunção de estar acima de seu próximo seja pela intelectualidade, seja pela condição social, aparência ou frivolidade de caráter. Matthew Henry destaca que a soberba da vida é conduta de “mente vaidosa que almeja toda grandeza e pompa de uma vida vangloriosa; é uma ambição desenfreada e uma avidez por honra e aplauso”. A pessoa soberba se porta com arrogância e busca exaltação por meio das riquezas, obtenção de títulos e outros meios que possam alimentar o seu próprio ego. Em sua jactância, não reconhece a existência de Deus e tampouco submete-se a Sua Palavra: “Em sua soberba, o perverso não investiga; tudo o que ele pensa é que Deus não existe” (Sl 10.4,NAA).

Em reprovação a esse comportamento, a Escritura declara que “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes” (Tg 4.6). Esse texto é citação de Provérbios 3.34 e indica que os escarnecedores não alcançarão o favor divino; ao contrário, eles serão julgados pela lei da semeadura (Gl 6.7). Pressupõe que Deus abomina os arrogantes que confiam na sabedoria mundana e rejeitam os preceitos divinos. Por isso, Tiago exorta: “Sujeitai-vos, pois, a Deus” (Tg 4.7); e ainda, “humilhai-vos perante o Senhor” (Tg 4.10). As expressões “sujeitar-se” e “humilhar-se” significam obediência absoluta ao Todo-Poderoso. Quando nos achegamos a Deus, Ele se achega a nós (Tg 4.8). Ele nos liberta da sabedoria “terrena, animal e diabólica” (Tg 3.15) e nos agracia com a verdadeira “sabedoria que vem do alto” (Tg 3.17). Em vista disso, a bênção plena de Deus é concedida aos humildes que são transformados pela Palavra do Altíssimo (Tg 1.21,22).

 Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

Portanto, Deus resiste aos soberbos, isto é, aqueles que o servem apenas na aparência, porquanto realmente buscam fomentar sua própria causa, provocando rivalidades nas igrejas, pelo que se tomam amigos do sistema mundano hostil, que os infeccionou com o seu veneno. Deus faz resistência a esses ·amigos do mundo; mas abençoa abundantemente aos humildes da igreja, que se contentam em buscar o que é espiritual, e não o que é carnal.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 6. pag. 65.

 

 

Tiago fala do diabo (4.6,7). O pecado predileto do diabo é a vaidade, o orgulho. Ele tenta as pessoas nessa área (4.6,7). Ele tentou Eva e tenta os novos crentes (ITm 3.6). Deus quer que dependamos dEle enquanto o diabo quer que dependamos de nós. O diabo gosta de encher a nossa bola. O grande problema da igreja hoje é que temos muitas celebridades e poucos servos. Há tanta vaidade humana que não sobra espaço para a glória de Deus.

Como podemos vencer esses três inimigos? Tiago nos informa que Deus está incansavelmente do nosso lado (4.6). Ele sempre nos dá graça suficiente para vencer. Mas a graça de Deus não nos isenta de responsabilidade. Nos versículos 7-10 há vários mandamentos para obedecer. A graça não nos isenta da obediência. Quanto mais graça, mais obediência.

Tiago menciona quatro atitudes, segundo Warren Wiersbe, que podem nos dar vitória; submissão a Deus, resistência ao diabo, comunhão com Deus e humildade diante de Deus.

LOPES. Hernandes Dias. TIAGO Transformando provas em triunfo. Editora Hagnos. pag. 88-89.

 

 

   2.   Cristo é nosso exemplo de humildade.

 

A Bíblia registra que Cristo “não teve por usurpação ser igual a Deus”. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo ” (Fp 2.6,7). Ele deixou a sua glória (Jo 17.5), humilhou-se para submeter-se à vontade do Pai, e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2.8). Cristo novamente agiu com humildade ao lavar os pés dos apóstolos (Jo 13.14). Na ocasião, Ele disse que devemos aplicar esse mesmo princípio em nosso viver (Jo 13.15). Esse é o padrão de conduta para os cristãos (Fp 2.5). Desse modo, quem é verdadeiramente sábio obedece a Palavra e imita os passos de Jesus (l Pe 2.21).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A humildade está conectada e interligada com a mansidão e a longanimidade (Ef 4.2). Em Efésios, Paulo emprega o termo grego “tapeinophrosune” no sentido de “humildade de mente” ou “humildade de espírito” e denota a ideia de gentileza, cortesia e submissão. É uma condição em que o orgulho e a arrogância humana são anulados. A humildade refere-se a uma postura despretensiosa, modesta e isenta de vaidade, que favorece o bem da coletividade, e não o egoísmo (Jo 17.21-23). O pastor e escritor sul-africano Andrew Murray (1828 -1917) estabelece o seguinte contraste entre humildade e orgulho: A humildade é o lugar da plena dependência de Deus […] o orgulho, ou a perda dessa humildade, é a raiz de todo pecado e mal. Foi quando os anjos agora caídos começaram a olhar para si mesmos com autocomplacência que foram levados à desobediência, e foram expulsos da luz do céu para as trevas exteriores. E também foi quando a serpente exalou o veneno do seu orgulho, o desejo de ser como Deus, no coração de nossos primeiros pais, que eles também caíram da sua posição elevada para toda a desgraça na qual o homem está, agora, afundado.

Nessa perspectiva, a nossa redenção compreende também a restauração da humildade perdida no Éden. O desejo soberbo de ser superior ao outro e até de igualar-se ou superar o próprio Deus é obra maligna e carnal. A humildade para reconhecer que em tudo dependemos de Deus é obra do Espírito Santo. Entrementes, a humildade é a única virtude que não aparece de modo explícito na lista do fruto do Espírito (Gl 5.22,23), e isso porque a humildade está intrinsecamente associada às demais virtudes (Mt 11.29; At 20.19; Fp 2; Cl 3.12). Denota maturidade espiritual, submissão e plena confiança na soberania divina.

Nesse aspecto, a Bíblia registra a humildade de Cristo, que “não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Fp 2.6,7). A atitude fundamental que demonstra a humildade de Cristo reside no ato de Ele esvaziar-se e fazer-se semelhante aos homens. Richards comenta que “ao tornar-se um ser humano, Jesus não cessou de ser Deus em sua natureza especial. Mas Ele abandonou sua posição e sua divindade, trocando-as temporariamente pela condição de servo”. Ele deixou a sua glória (Jo 17.5), humilhou-se para tornar-se homem e submeter-se a vontade do Pai, e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2.8).

Cristo novamente agiu com humildade ao lavar os pés dos apóstolos (Jo 13.14). Cristo não realizou tal prática para demonstrar qualquer espírito de autocomiseração assim como faziam os fariseus. Nosso Mestre não ensinava apenas no campo das ideias, ou seja, teoricamente, mas o verdadeiro Rabi instruía o povo e os seus discípulos com ousadia e exemplo. Na ocasião, Ele disse que devemos aplicar esse mesmo princípio em nosso viver (Jo 13.15). O Senhor nos deu o exemplo de sincera humildade. Esse é o padrão de conduta requerido para os cristãos (Fp 2.5). Desse modo, quem é verdadeiramente sábio, humilha-se diante de Deus, obedece à Palavra e imita os passos de Jesus (1 Pe 2.21).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

O Exemplo Do Viver Espiritual

  1. Cristo deixou-nos exemplo, na perfeição (ver Heb. 7:26), na santidade (ver I Ped. 1:15), na pureza (ver I João 3:3), na humildade (ver Fil. 2:5,7), na obediência (ver João 15:10), na autonegação (ver Rom. 15:3), na ministração às necessidades alheias (ver Mat. 20:28).
  2. O exemplo deveria ser dado por cada crente, para os demais crentes, nos campos da santidade (ver Gál. 5:22,23), do zelo (ver I Cor. 15:10), e da vida segundo a lei do amor (ver I João 5:7).
  3. O exemplo supremo se verifica no terreno do altruísmo, em imitação a Cristo. Os místicos que têm atingido elevados níveis de desenvolvimento espiritual informam-nos que, quanto ao lado prático da fé religiosa, ninguém pode deixar de lado a necessidade simples de amar e ser amado.
  4. Estabeleçamos o exemplo da diligência: cada indivíduo é ímpar e se reveste de uma missão ímpar (ver as notas em Apo. 2:17).

Lemos que «…também Cristo não se agradou a si mesmo …» (Rom. 15:3); pelo contrário, deu-se a si mesmo por nós, tendo deixado de lado toda a sua glória, a fim de completar a sua missão divina entre os homens, a fim de libertar as almas do jugo do pecado, a fim de livrar os homens para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. (Ver Efé. 5:2 e Fil. 2:4 e ss.).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 166.

 

 

Pedro encoraja seus leitores, que sofrem injustamente, a olharem para Jesus. Ao olharmos para Jesus, obtemos alento para suportar com paciência os sofrimentos da carreira cristã (Hb 12.1-3). Matthew Henry salienta que os sofrimentos de Cristo nos devem aquietar diante dos sofrimentos mais injustos e cruéis que enfrentamos no mundo. Se ele sofreu voluntariamente não por si mesmo, mas por nós, com a máxima prontidão, com perfeita paciência, de todos os lados, e tudo isso apesar de ser Deus-Homem, não deveríamos nós, que merecemos o pior, nos submeter às leves aflições desta vida, que produzem para nós vantagens indizíveis?

Pedro recorre à profecia de Isaías 53, que trata do sofrimento e morte expiatória de Jesus, e aplica essa verdade doutrinária à vida do povo. Com isso, Pedro enfatiza que todo cristão foi chamado para uma vida de sofrimento. Concordo com Kistemaker quando diz que seguimos Cristo não no grau de angústia e dor, mas na maneira como ele suportou o sofrimento.

Jesus alertou aos discípulos que o servo não é maior que o seu Senhor e que, assim como o mundo o odiava e o perseguia, também eles seriam perseguidos (Jo 15.20). Todo cristão, por causa da sua identificação com Cristo, tem um chamado para o sofrimento (Fp 1.29). Não existe discipulado sem cruz.

Todo cristão deve seguir o exemplo deixado por Cristo. Pedro usa a figura educacional de uma criança que aprende a escrever utilizando um “caderno de caligrafia”. A palavra grega jypogrammos, traduzida por “exemplo”, se refere “aos contornos claros das letras sobre os quais os alunos que aprendiam a escrever faziam os seus traços, e também a um conjunto de letras escritas no alto da página ou outro texto qualquer para ser copiado pelo aluno no resto da página”. Devemos escrever a nossa vida copiando o modelo de Jesus.

LOPES. Hernandes Dias. 1 Pedro Com os pés no vale e o coração no céu. Editora Hagnos. pag. 91-92.

 

 

   3.   A humildade é uma virtude cristã.

 

Cristo ensinou que para entrar no Reino dos Céus a pessoa tem de se portar com humildade (Mt 18.4). Assim, somente a genuína conversão é capaz de modificar a nossa forma pecaminosa de viver (1 Co 6.9-11). Nessa direção, Paulo faz um apelo para que os salvos andem “com o é digno da vocação com que fostes chamados” (Ef 4.1), e enfatiza a necessidade da prática da humildade (Ef 4.2). Ser humilde significa comportar-se com modéstia e reconhecer as próprias fraquezas (Jo 15.5). Todavia, ninguém recebe virtude alguma se não for transformado pelo Espírito Santo (G1 5.16), ou seja, quer dizer que uma pessoa que não foi purificada pela Palavra de Deus, não pode ser verdadeiramente humilde (Ef 5.26,27).

 

 

COMENTÁRIOS

 

 

A humildade como virtude faz parte dos ensinos bíblicos. Os povos pagãos e as religiões antigas entendiam que a prática da humildade era uma atitude negativa, de fraqueza de caráter e de falta de amorpróprio.

Assim, quando as Escrituras convocam os cristãos a viver e a andar com “humildade”, essa instrução entra na contramão da cultura e da religiosidade da época dos apóstolos, onde tal conduta era vista como gesto de inferioridade. Em nosso tempo, a situação não é diferente; infelizmente, a sociedade em que estamos inseridos atravessa um estágio de putrefação moral e ética. Por exemplo, para o filósofo alemão Friedrich Nietzshe (1844-1900), as virtudes cristãs exprimem fraqueza e incapacidade, tais como: “a compaixão, a mão solícita e afável, o coração cálido, a paciência, a diligência, a humildade, a amabilidade”.

Em oposição aos sofismas humanos, a Palavra de Deus ensina, dentre tantos textos, que “a humildade é uma virtude bendita” (Mt 5.3), que “os humildes são os maiores no reino dos céus” (Mt 18.4); que “a humildade antecede a honra” (Pv 15.33; 22.4); que “os humildes são atendidos em suas orações” (Sl 10.17); que “os humildes desfrutam da presença de Deus” (Is 57.15); e que “a falta de humildade é condenada por Deus” (2 Cr 33.23,24; Dn 4. 30-33; 5.22,23; Mt 23.12). Não obstante, a humildade como virtude não pode ser equiparada com a falsa humildade, que é o comportamento dissimulado por alguns e que é confundida por outros como baixa autoestima, timidez, complexo de inferioridade ou autocomiseração. A verdadeira humildade coopera para a harmonia nos relacionamentos sociais e promove a comunhão e a unidade no corpo de Cristo (1 Co 12.25).

Acerca dessa verdade, Cristo ensinou que para entrar no Reino dos céus tem que se portar com humildade (Mt 18.4). Assim, somente a genuína conversão é capaz de modificar a nossa forma pecaminosa de viver (1 Co 6.9-11). Nessa direção, Paulo faz um apelo para que os salvos andem “como é digno da vocação com que fostes chamados” (Ef 4.1), e enfatiza a necessidade da prática da humildade (Ef 4.2). Desse modo, ratifica-se que ser humilde significa comportar-se com modéstia, reconhecer as próprias fraquezas e a soberania divina (Jo 15.5). Todavia, ninguém recebe virtude alguma se não for transformado pelo Espírito Santo (Gl 5.16). O Dicionário Bíblico Wycliffe realça que a humildade é uma graça divina desenvolvida no cristão pelo Espírito de Deus. Em suma, uma pessoa que não foi purificada pela Palavra de Deus, e não é controlada pelo Espírito Santo não pode ser verdadeiramente humilde (Ef 5.26,27).

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

Sim, um homem, durante o seu período de vida, mediante as suas ações e os seus contatos, vai sendo transformado por eles; e então, por sua vez, devido à sua influência, vai modificando outras pessoas. Assim também no seio da igreja conforme Paulo nos exorta, deve haver humildade, gentileza, longanimidade, a fim de que a unidade e a qualidade apropriadas a uma igreja se instaurem e sejam conservadas. Palavras ásperas trocadas com outros, em que repelimos e somos repelidos, não demoram a quebrar a unidade da igreja local, criando facções dissensões e o espírito de orgulho.

Para que os crentes façam da igreja o modelo da unidade em Cristo, o que virá a ser duplicado no cosmos inteiro, é preciso que se revistam de determinadas qualidades, que passam agora a ser enumeradas:

«…humildade…» No grego, «tapeinophrosune», que significa «modéstia», «humildade». A forma verbal significa «dotado de menté humilde», «despretencioso». O adjetivo grego «tapeinos» significa «humilde», «singelo». O restante da palavra deriva-se de «phren», que quer dizer «mente». Portanto, está aqui em foco certa qualidade mental que repudia o orgulho e a atitude voluntariosa, mas antes, que se inclina para a unidade e para a pacificação com todos..

«…toda…» Assim sendo, Paulo deseja que os crentes possuíssem essas virtudes em grau elevado, em sua plenitude, e não de maneira parcial ou como mera imitação. Tais virtudes são contrárias ao orgulho (ver Rom. 12:16) e ao conceito exagerado sobre nós mesmos (ver Gál. 6:3).’

«Trata-se de crença em nossa pobreza, em confronto com a fé em Cristo, de modo a entendermos que nada temos, nada sabemos, nada podemos fazer, estando de mãos vazias, ainda que abertas, para recebermos aquilo que o Senhor nos quiser dar». (Braune, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 593.

 

 

A palavra grega tapeinophrosine, “humildade”, foi cunhada pela fé cristã. A humildade era desprezada pelos romanos, pois era sinal de fraqueza. Tinha o sentido de baixo, vil, ignóbil. A megalopsiquia, o contrário de humildade, é que era considerada virtude. Ebehard Hahn define humildade como a renúncia à imposição de interesses pessoais.190 Francis Foulkes diz acertadamente que, em Cristo, a humildade tornou-se uma virtude. Sua vida e morte foram serviço e sacrifício sem qualquer preocupação quanto à reputação (Fp 2.6). Como o cristão é chamado a seguir seus passos, a humildade ocupa uma parte insubstituível no caráter cristão.191 Humildade representa pôr Cristo em primeiro lugar, os outros, em segundo lugar e o eu, em último lugar. Cristo apresentou-se como alguém manso e humilde de coração.

A primeira bem-aventurança cristã é ser humilde de espírito. William Barclay diz que a humildade provém: 1) do conhecimento que temos de nós mesmos. Quem sabe que veio do pó, é pó e voltará ao pó não pode ser orgulhoso; 2) do confronto da própria vida com a vida de Cristo à luz das exigências de Deus. Quando reconhecemos que Cristo é santo e puro e somos desafiados a imitá-lo, então precisamos ser humildes; 3) da consciência de que somos criaturas totalmente dependentes de Deus. Não podemos viver um minuto sequer sem o cuidado de Cristo. Nosso dinheiro, saúde e amigos não podem nos valer. Não podemos pensar a respeito de nós mesmos além do que convém nem aquém (Rm 12.3). Cristo é o exemplo máximo de humildade: ele a si mesmo se esvaziou.

LOPES, Hernandes Dias. EFESIOS Igreja, A Noiva Gloriosa de Cristo. Editora Hagnos. pag. 102-103.

 

 

SINOPSE III

Deus resiste aos soberbos e concede verdadeira sabedoria aos humildes que são transformados pela sua Palavra.

 

 

AUXÍLIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

“Entendendo como os Adultos são Diferentes

Os adultos são diferentes. Não apenas uns dos outros, mas também em relação a outros grupos etários aos quais comumente ensinamos na Igreja. São diferentes na visão de si mesmos, muito mais cônscios das necessidades pessoais e da imediação da aprendizagem . Os cenários educacionais para adultos precisam ser psicológica, física e ambientalmente adultos. Em geral, isto leva a métodos que enfatizam a informalidade, as oportunidades de participação e a relevância dinâmica imediata do assunto. Os adultos também são diferentes das crianças e dos jovens nas experiências da vida , tendo acumulado riqueza de formação que eles trazem para toda a situação de aprendizagem. Isto nos permite utilizar os adultos como recursos e não apenas como estudantes a ser informados. Significa que eles devem ter oportunidades para diagnosticar a própria necessidade de aprendizagem em vez de sempre ter matéria despejada sobre ele s ” (GANGEL, Kenneth O; HENDRICKS, Howard G (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.171).

 

 

CONCLUSÃO

O Altíssimo não tolera a soberba humana nem a rejeição à revelação divina. Os israelitas que se rebelaram contra ela sucumbiram no deserto. A Palavra de Deus examina os segredos humanos e desfaz todos os conselhos mundanos. Os humildes que se sujeitam a Deus e à sua Palavra são transformados e agraciados com a plenitude das bênçãos divinas.

 

 

VOCABULÁRIO

Jactância: Atitude de quem se apresenta arrogância, vaidade, orgulho.

Sofisma: Argumento lógico, mas com o objetivo de produzir uma “ verdade ilusória”. Embora apresente regras da lógica, na verdade sua estrutura interna de argumento é contraditória, inconsistente e deliberadamente enganadora.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

 

1- Que tipo de alerta o autor aos Hebreus faz?

Os Israelitas não entraram em Canaã por negligenciar a Palavra de Deus (Hb 4.6). O autor aos Hebreus faz um alerta para os cristãos não cometerem o mesmo erro (Hb 4.11).

 

2- Qual é a consequência para quem endurece o coração tal qual os israelitas no deserto?

Se o endurecemos tal qual os israelitas no deserto, a Palavra nos julgará, e por fim nos condenará (Hb 3.12,13).

 

3- Qual é o método cristão para anular os sofismas?

O método cristão para anular esses sofismas é a persuasão por meio da verdade da Palavra de Deus (Jo 8.32).

 

4- Para quem Deus destina a plenitude de suas bênçãos?

A bênção plena de Deus é concedida aos humildes que são transformados pela Palavra do Altíssimo (Tg 1.21,22).

 

5- Que virtude nosso Senhor falou a respeito como necessária para entrar no Reino dos Céus?

Cristo ensinou que para entrar no Reino dos Céus tem que se portar com humildade (Mt 18.4).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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3 respostas para “7 LIÇÃO 1 TRIMESTRE 2022 A BÍBLIA TRANSFORMA PESSOAS”

  1. Cada lição nós leva a imergir na busca do entendimento dos textos sagrados , expostos de uma forma simples nós comentários . Muito útil para quem ama e se dedica ao .estudo da Bíblia .

  2. Estava eu orando para Deus me dar conteúdo para a lição, e fui agraciado com esse estudo, só Deus pode recompensa-los pelo maravilhoso estudo que trás luz e vida para nossa alma. Deus abençoe grandemente, eternamente.
    Nesses dias de carência intelectual e espiritual receber um ensino como esse é uma grande e maravilhosa graça.

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