7 LIÇÃO 3 TRI 20 – O POVO DE DEUS DEVE SEPARAR-SE DO MAL

DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO
O POVO DE DEUS DEVE SEPARAR-SE DO MAL

7 LIÇÃO 3 TRI 20 – O POVO DE DEUS DEVE SEPARAR-SE DO MAL

Texto Áureo

“Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei.” (2 Co 6.17)

Verdade Prática

O mundanismo na Igreja corrompe os bons costumes e extingue a santidade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda –    Segunda – ]s 23. 1-13 Separação, ordem divina

Terça –        Os 7. 8-16 O trágico resultado da mistura

Quarta –       Dt 28. 1-13 Vida separada glorifica a Deus

Quinta –       At 2. 41-47 O ambiente numa igreja despertada

Sexta –        Is 52. 1-11 O despertamento renova

Sábado –     Rm 13. 11-14 É tempo de despertamento

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Esdras 2. 59-62; 4. 2,3; 6. 2-4

Esdras 2:59 – Também estes subiram de Tel-Melá e Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer; porém não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel:

60 – Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinquenta e dois.

61 – E dos filhos dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tomou mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome.

62 – Estes procuraram o seu registro entre os que estavam arrolados nas genealogias, mas não se acharam nelas; assim, por imundos, foram excluídos do sacerdócio.

Esdras 4:2 – Chegaram-se a Zorobabel e aos chefes dos pais, e disseram-lhes: deixai-nos edificar convosco, porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos fez subir aqui.

3 – Porém Zorobabel, e Jesuá, e os outros chefes dos pais de Israel lhes disseram: Não convém que nós e vós edifiquemos casa a nosso Deus; mas nós sozinhos a edificaremos ao Senhor Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia.

Esdras 6:2 – E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:

3 – No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados;

4 – Com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei.

HINOS SUGERIDOS:

32, 99, 447 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Compreender que o relacionamento harmonioso com Deus exige a separação do pecado e do mundanismo.

OBJETIVOS ESPECIFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.

I – Destacar que Deus não aceita mistura do seu povo com o mundo;

II – Entender que Deus exige plena santidade do seu povo;

III – Ressaltar que a santidade resulta em bênçãos para o povo de Deus.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Os filhos de Judá tiveram que tomar sérias decisões para não serem absorvidos pela cultura dos povos que ocupavam suas redondezas. Levemos em consideração também o meio usado pelos líderes judaicos para se comprovar a filiação dos repatriados.

Se tal medida não fosse tomada, até mesmo a genealogia estaria comprometida. Como povo de Deus, devemos manter a nossa identidade como servos de Deus e preservar o nosso nome no Livro da Vida, afastando-nos de qualquer mundanismo que possa comprometer a nossa comunhão com o Salvador. Fazendo assim não seremos envergonhados no grande Dia do Cordeiro.

INTRODUÇÃO

Nesta lição iremos estudar os preparativos que os judeus fizeram para pôr os alicerces da nova forma de vida que eles iniciaram em Jerusalém depois dos anos no cativeiro em Babilônia. Ali eles viveram espalhados pelo vasto território daquele reino, e agora iriam viver uma vida comunitária, conforme os ritos da lei.

PONTO CENTRAL

A comunhão plena com Deus exige santidade.

I – SOMENTE OS JUDEUS RETORNARIAM A JUDÁ

Para uma pessoa ser considerada apta para fazer do grupo que iria transferir-se para Jerusalém, exigia-se que desse prova de sua linhagem, que provasse ser totalmente de Israel. Na primeira triagem foram excluídas 652 pessoas.

Ate alguns filhos de sacerdotes cujos nomes não foram achados nos registros dos genealogias, foram rejeitados como imundos ( Ed 2. 59-62). Os judeus mestiços, nascidos de casamentos mistos, durante o cativeiro em Babilônia, não fariam parte do grupo de judeus que retornariam a Judá.

Somente aqueles que comprovassem a sua ascendência puramente judaica fariam parte daquele grupo.

Deus não aceita mistura do deu povo com o povo do mundo. Não pode haver comunhão da luz com as trevas.

A historia de Israel registrava uma amarga experiência neste sentido. Quando os Israelitas, libertados pela mão do Senhor, se preparavam para ir a Canaã, um grande povo de ” mistura “, não israelita, queria acompanhá-los. Foi exatamente essa gente que durante o trajeto pelo deserto foi fonte inspiradora de murmuração (Nm 11.4).

A Bíblia diz: ” Estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida” (Mt 7.14). Não é lucro, e, sim grave prejuízo, alguém querer facilitar a entrada de “mistura de gente”, dando maior enfase à QUANTIDADE do que à QUALIDADE. Jesus disse: ” Necessário vos é nascer de novo” ( Jo 3.7).

SÍNTESE DO TÓPICO I

Deus não aceita mistura do seu povo com o mundo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Para iniciar a lição desta semana é fundamental que seus alunos compreendam qual era a significação teológica da restauração da comunidade judaica. Para lhe auxiliar nessa tarefa, leve em conta o seguinte fragmento textual:

“Qual era a significação teológica da restauração da comunidade judaica, conforme esta apresentada em Esdras e Neemias? Este primeiro, toma a forma de listas genealógicas extensas (Ed 2.1-70; 8. 1-14; Ne 7.5-65), cujo propósito era pelo menos duplo: (1) legitimar aqueles que voltaram, identificando-os com os ancestrais tribais, e (2) demostrar por essa ligação que o exílio, embora traumático e terrivelmente destruidor, não cortara a linhagem da promessa que originou-se em Abraão e continuaria para sempre.

Havia nestas listas as linhagens dos sacerdotes, levitas e outros funcionários religiosos (Ed 2.36-54; 8.1-14; Ne 7.39-56), pois o reino teocrático, como reino de sacerdotes, era um povo de adoradores que expressava a vassalagem na forma relacionada ao culto.

As genealogias dão a entender que a mesma nação que fora desarraigada tão violentamente da terra da promessa voltaria. E ainda que não fossem as mesma pessoas, eram os seus descendente castigados e de número muito reduzido. Neemias conhecia muito bem o penhor do Senhor dado a Moisés (Dt 30. 2-4) que, mesmo que o desobediente fosse exilado nos confins da terra, Ele os ajudaria e os traria de volta aso lugar habitado pelo seu nome ( Ne 1. 8-10).

Neemias também sabia que seria quase como um novo começo, pois o povo restaurado seria apenas um remanescente (nis´arîm, Ne 1.3). É de tal começo humilde que Esdras também sabia que a comunidade restaurada tinha de surgir novamente (Ed 9.15)” (ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, p. 214).

II – OS JUDEUS NÃO ACEITARAM A AJUDA DOS SAMARITANOS

1. Quem eram os samaritanos?

Os samaritanos eram uma mistura de gente, na sua maioria de origem pagã. Este povo apareceu depois do ano 721 a.C., quando o reino de Israel foi derrotado pelo exército de Sargão II e as dez tribos do Norte levadas cativas para a Assíria. Por ordem do rei de Assíria foram trazidos povos de Babel, de Cuta, de Ava, de Hamate, de Sefarvaim, e habitaram cidades de Samaria em herança, e habitaram em suas cidades (2 Rs 17.24).

Posteriormente, o rei da Assíria enviou-lhes um sacerdotes de israelitas para ensinar ao povo da terra o tremor de Deus. Assim, os samaritanos temiam o Senhor, mas também serviam a seus deuses (2 Rs 17. 34-41). Representam muito bem uma vida na carne, da qual a idolatria é uma expressão (Gl 5.20).

2. Os samaritanos ofereceram cooperação aos judeus.

Quando os judeus começaram a construção do Templo, os samaritanos ofereceram-se para cooperar (Ed 4.1). Os judeus, porém, rejeitaram firmemente a proposta (Ed 4. 1-3). Igualmente quando da construção dos muros a cooperação dos samaritanos foi recusada (Ne 6.2,3). Esta atitude é bíblica, pois a Bíblia manda que nós devemos nos afastar daqueles que não tem a sã doutrina (1 Tm 6.3-5: Tt 3.10; 2 Jo 10,11). Igualmente devemos nos afastar daqueles que tem uma vida irregular (2 Pe 3.17; 1 Tm 6.20-21; 2 Ts 3.6,14) como também daqueles que causam divisões (Rm 16.17,18; 2 Pe 2.10,13,18; Jd 12,18,19).

3. Os samaritanos procuraram aparentar-se com os judeus.

Casaram com as filhas dos judeus, e deram filhas aos judeus em casamento. Alguns caíram nesta armadilha (Ed 9.1,2). Este assunto é tão sério e importante que merece um estudo em separado, o que iremos fazer na lição número 12.

4. Os samaritanos tornaram-se inimigos dos judeus:

a. Os samaritanos invejaram os judeus.

Antes de os judeus terem chegado a Jerusalém, os samaritanos tinham uma certa liderança na região. Quando os Judeus chegaram e começaram a sacrificar ao único Deus verdadeiro e a adorá-lo, então a atenção dos habitantes da região passou para os judeus, e os Samaritanos perderam a sua posição privilegiada, e encheram-se de inveja (Jo 11.47; 12.19). Isto sempre foi assim. Os fariseus tinham inveja de Jesus, os sacerdotes tinham inveja da Igreja, etc. (At 5.17,13,45; 17.5).

b. Os samaritanos imaginaram que se conseguissem associar-se aos judeus gozariam do mesmo prestígio que estes.

Quando os judeus não aceitaram nada da parte dos samaritanos, o ódio velado transformou-se em inimizade declarada.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Os samaritanos imaginaram que se conseguissem associar-se aos judeus gozariam do mesmo prestígio que estes.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A restauração da adoração.

O remanescente do povo era mais que apenas uma entidade étnica ou nacional era o povo vassalo do Senhor eleito e redimido por Ele para servi-Lo como luz para as nações. Nessa função, eles tinham de modelar os propósitos soberanos e salvíficos divinos e mediá-los para o mundo. Isto está de acordo com o tema central do concerto mosaico em que Israel tem de assumir a responsabilidade de ser um reino sacerdotal e um povo santo (Êx 19.4-6).

A demonstração mais clara do caráter teocrático da comunidade foi o compromisso fiel ao concerto e a pratica dos seus termos, uma pratica indissoluvelmente ligada ao sistema de adoração nacional com lugares santos, pessoas santas e tempos santos.

Era Israel em adoração que melhor modelava o domínio do Senhor sobre todos os aspectos da vida humana. Da mesma maneira que a destruição do Templo e de seus ministérios sinalizava o verdadeiro começo do exílio, assim a reconstrução e renovação dos seus ministérios efetivaria o restabelecimento do povo de Deus ao papel de redenção. A comunidade sem adoração não tinha a função efetiva.

Não é surpreendente, então, que o primeiro evento da vida pós-exílica de Judá fosse a celebração da Festa dos Tabernáculos, uma celebração que obviamente precedeu a reconstrução do Templo (Ed 3.1-7).

Como foi adequado que a Festa dos Tabernáculos, que comemorava a provisão de Deus para o povo no deserto do Sinai, fosse agora a ocasião de alegrar-se pelo cuidado divino durante os 70 anos do deserto exílico na Babilônia. Dezesseis anos depois, tendo se concluído a construção do templo, o povo comemorou novamente a provisão graciosa do Senhor em um grandioso e esplendoroso culto de dedicação na virada do ano através da observância da Páscoa (6.16-22)” (ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, p.214).

III – DEUS EXIGE SANTIDADE DO SEU POVO

Em toda a história do povo de Deus, observa-se que Ele, para manifestar-se no meio do seu povo, exige plena santidade. Deus espera que seu povo esteja sempre em comunhão com Ele, vivendo separado do mal.

1. Retornando do cativeiro, Israel separou-se do mal (2 Co 6.17; 7.1).

Por isso a bênção de Deus os acompanhou, e eles conseguiram concluir a construção do Templo e reconheceram que “DEUS FIZERA ESTA OBRA” (Ne 6.16).

2. Quando Josué se preparou para passar o Jordão, ele disse ao povo:

“SANTIFICAI-VOS porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Js 3.5).

3. O anjo do Senhor visita o acampamento israelita.

Antes de iniciar a conquista de Canaã, Josué recebeu a visita de um anjo. Josué então lhe perguntou: “Que diz meu Senhor ao seu servo?” E a resposta que recebeu foi: “Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo!” (Js 5.13-15).

4. Israel é derrotado pela pequena cidade de Ai.

Quando Josué, com o rosto em terra, perguntou ao Senhor o porquê daquela derrota, o Senhor respondeu: “SANTIFICAI-VOS para amanhã” (Js 7.11.13).

“Anátema há no meio de vós, Israel; diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema do meio de vós” (Js 7.13). O pecado descoberto, foi desarraigado, e então disse a Josué:

“Levanta-te e sobe a Ai. Olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai, e seu povo e a sua cidade, e a sua terra” (Js 8.1). Deus exige santificação de seu povo para poder operar no meio dele.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Deus espera que seu povo esteja sempre em comunhão com Ele, vivendo separado do mal.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Elpisate é um imperativo aoristo que estabelece e resume o curso que os cristãos devem seguir. Em vista de nossa identidade como cristãos, nós somos os eleitos de Deus, estrangeiros em nossa sociedade. Desta maneira, nossas esperanças, nossas expectativas, não devem estar concentradas em nada que este mundo possa oferecer. Riqueza, fama, aceitação, até mesmo sobrevivência — tudo isto é sem significado quando comparado com a herança que será nossa quando Cristo vier.

Se não esperarmos por nada aqui, se todas as expectativas estiverem fixas na Segunda Vinda, então nada que aconteça pode nos levar a agir de maneira que possa implicar negação de nosso Senhor. ‘Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver’ (Cl 1.15).

A santidade aqui é a pureza moral. Assim como a atitude de fixar nossa esperança na graça que será nossa nos fortalece para vivermos na sociedade como estrangeiros, fixar a nossa esperança nele nos separa do poder daquelas ‘concupiscências que havia em [nossa] ignorância’ (1.14)” (RICHARD, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.521).

IV – DEVEMOS MANTER UMA VIDA DE SEPARAÇÃO DO MAL

1. Os judeus mantiveram-se separados dos samaritanos.

Se os judeus tivessem aberto a porta para uma união com os samaritanos, estes, provavelmente, ter-se-iam mostrado afáveis e pacíficos no início, mas teriam perturbado a união que havia entre os judeus. Teriam participado do culto dos judeus, e afastado a presença do Senhor, uma vez que Deus não se une à idolatria. Vale a pena manter a separação com o mundo.

2. A Bíblia mostra exemplos de servos de Deus que duvidaram se valia a pena manter a linha de separação do mal.

a. O salmista Asafe escreveu no Salmo 73:

“Na verdade que em vão tenho purificado meu coração e lavado as minhas mãos na inocência (Sl 73.13). Ficou profundamente perturbado, mas Deus o ajudou a encontrar a resposta. “Até que entrei no santuário de Deus; então entendi o fim deles” (v.17). O salmista ficou tranquilo: “Todavia estou de contínuo contigo, tu me seguraste pela minha mão direita. Guiar-me-ás com teu conselho e depois me receberás cm glória” (vv. 23,24). Asafe entendeu que valia a pena servir ao Senhor.

b. Malaquias respondeu aos que diziam ser inútil servir o Senhor (MI 3.15), dizendo:

“[…] Há um memorial escrito diante dele, para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome. E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve” (MI 3.16,17). Vale a pena servir ao Senhor!

3. Devemos viver conforme a vontade do Senhor.

“Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pe 4.2). Qual seria então a vontade de Deus para conosco? A Bíblia diz: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Ts 4.3).

Já observamos que santificação significa uma vida que se abstém das coisas que não agradam a Deus, conforme a Palavra: “Apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo” (2 Co 6.17), e: “Aperfeiçoando a vossa santificação no temor de Deus” (2 Co 7.1). Devemos sempre muito desejar ser-lhe agradáveis (2 Co 5.9), andando dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo (Cl 1.11), guardando seus mandamentos, e fazendo o que é agradável à sua vista (1 Jo 3.22).

4. Bênçãos acompanham os que vivem conforme a vontade de Deus!

Deus garante, aos que assim vivem, plena vitória contra os ataques do Diabo. O crescimento espiritual deles está garantido (CI 1.6,10). O Espírito Santo tem plena liberdade para atuar em suas vidas, e eles tornam-se preparados para serem usados por Deus em sua obra (2 Tm 2.19-21). E, acima de tudo, aqueles que vivem segundo a vontade de Deus, estão preparados para o arrebatamento! ALELUIA! VALE A PENA VIVER NA VONTADE DE DEUS! (Hb 12.15; 15.5,23).

SÍNTESE DO TÓPICO IV

Devemos andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo.

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ

“Os cristãos são chamados a cooperar com os propósitos e o poder santificadores de Deus. Tem de haver a disposição de abandonar os caminhos malignos e impuros; de ser separado de tudo que pode impedir o desenvolvimento da vida semelhante à de Cristo. A santificação não é a separação de um eremita ou recluso, pois Jesus se misturou com os pecadores. Todavia, em seu caráter e padrão, Ele estava ‘separado’ dos pecadores. (Hb 7.26).

O desejo do Senhor para seus seguidores é que continuem envolvidos no mundo ao mesmo tempo e que permanecem livres de seus malefícios. O sucesso na vida cristã, em grande extensão, depende de nossa disposição em nos entregarmos a Deus em total sacrifício de nós mesmos. O cristão que leva a santidade a sério é considerado um ‘escravo’ da justiça; um ‘sacrifício vivo’ para Deus; um utensílio doméstico puro” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD 2013, p.490).

PARA REFLETIR

A respeito de “O Povo de Deus deve Separar-se do Mal”, responda:

• Qual a condição imposta pelos líderes israelitas para a volta dos exilados?

R: Que provassem ser israelitas.

• Na primeira triagem, quantos exilados foram impedidos de voltar?

R: Foram impedidos de voltar 652.

• Por que os judeus não aceitaram a ajuda dos samaritanos?

R: Porque, como povo de Deus, não podiam se colocar sob um jugo comum com os incrédulos.

• Por que os samaritanos procuraram se associar aos judeus?

R: Para poderem desfrutar do mesmo prestígio que os judeus desfrutaram no que tange ao verdadeiro culto a Deus.

• Por que o povo de Deus não deve se misturar com os incrédulos?

R: Para que não percamos nossa condição como povo de Deus.

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INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO

À luz dos grandes privilégios do povo de Deus, expressos nas passagens citadas no versículo 16, Paulo reitera no versículo 17 a exortação a que os crentes nada tenham que ver com o paganismo, e ele assim o faz utilizando-se de outra passagem do Antigo Testamento. Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras. Substancialmente, estas palavras foram extraídas de Isaías 52:11, onde o apelo primário destina-se aos exilados judaicos da Babilônia, para que deixem seu local de exílio e retomem à Judéia e a Jerusalém. De maneira análoga, Paulo roga aos coríntios que se separem do paganismo de Corinto.

Com o intuito de encorajar seus leitores a proceder a essa separação, Paulo menciona mais algumas citações veterotestamentárias, para demonstrar como Deus recebe de braços abertos aos que se voltam para ele. Primeiramente, há uma breve citação de Ezequiel 20:34 (LXX): Eu vos receberei. A referência original do texto era aos exilados que voltavam da Babilônia, mas novamente Paulo faz uma aplicação desse texto aos crentes coríntios, a quem convida a que abandonem qualquer compromisso com o paganismo.

Segue-se uma adaptação de 2 Samuel 7:8,14 (LXX): serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. Esta promessa, dirigida originalmente ao rei Davi, sofre adaptação: Paulo substitui os pronomes da segunda pessoa do singular (tu) pelos do plural (vós), e acrescenta e filhas. Esta citação, em seu novo contexto atual, enfatiza mais ainda o tremendo privilégio de pertencermos ao povo de Deus. Existe maior incentivo para que alguém abandone todas as práticas idólatras do que ficar sabendo que o Senhor Deus Todo-Poderoso nos recebe de volta com boas-vindas amorosas, porque agora somos seus filhos?

Leon Monis. I Corintos Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 148.

A esfera da adoração.

“Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? ” (6.16). O templo é o lugar onde Deus escolhe habitar, embora ele não possa ser restrito apenas a um edifício feito por mãos humanas (lR s 8.27; 2Cr 6.18; Is 66.1,2; At 7.49,50). A comunidade cristã é o próprio templo da habitação de Deus, e, os crentes, como morada de Deus, não podem se envolver com o culto dos ídolos. Ídolos aqui não significam somente imagens de escultura, mas qualquer objeto que se interpõe entre a alma e Cristo. Esses ídolos podem ser dinheiro, prazer ou coisas materiais.

Colin Kruse

Colin Kruse adverte que o perigo da idolatria jaz no envolvimento com os poderes demoníacos, ativos nos ídolos, provocando o zelo e a ira de Deus (ICo 8.4-6; 10.19-22).

Cada uma dessas palavras (sociedade, comunhão, harmonia, união e ligação) refere-se à presença de algo em comum. O termo “harmonia”, por exemplo, dá origem à nossa palavra “sinfonia” e se refere à bela música resultante quando os músicos lêem a mesma partitura e seguem o mesmo regente. Que confusão seria se cada músico tocasse à própria maneira, diz Warren Wiersbe.

“Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (6.16b). Deus habita no crente individualmente (ICo 6.16-20) e também habita na igreja (ICo 3.16,17). O Deus que nem os céus dos céus podem contê-lo habita plenamente na igreja. O Pai (Ef 3.19), o Filho (Ef 1.23) e o Espírito Santo (Ef 5.18) habitam em cada crente.

Somos a morada de Deus.

Ele habita entre nós e em nós. Somos o seu povo, e ele é o nosso Deus. Simon Kistemaker menciona os três estágios dessa habitação de Deus entre seu povo: a encarnação (Jo 1.14), a habitação interior de Cristo no coração do crente (Ef 3.17) e a habitação de Deus com seu povo na nova terra (Ap 21.3).

Ter sociedade com a justiça, comunhão com as trevas, harmonia com o Maligno, união com o incrédulo e ligação com os ídolos é conspirar contra essa verdade bendita.

A lógica de Paulo é que os crentes devem efetuar essa ruptura porque a igreja é o templo do Deus vivente. O termo grego naós, “templo”, refere-se ao santuário interno onde a presença divina estava localizada, como distinção de toda a área do templo {hierorí).

LOPES, Hernandes Dias. II Coríntios O triunfo de um homem de Deus diante das dificuldade. Editora Hagnos. pag. 172-174.

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I – SOMENTE OS JUDEUS RETORNARIAM A JUDÁ

Em sua maior parte, os hebreus mostravam-se muito cuidadosos com seus registros genealógicos. Mas na tempestade do cativeiro babilónico, algumas famílias perderam os seus registros. Talvez alguns poucos judeus descuidados nunca os tivessem mantido em ordenou isso só poderia resultar em registros maus na cultura dos hebreus.

“Os judeus de sangue puro eram chamados de ‘manjares finos’, mas os outros eram chamados de ‘massa misturada’… Usualmente supõe-se que essa consciência racial e essa busca pela pureza não tenha existido senão a partir as reformas de Esdras (9.1-10.44) e de Neemias (13.23-31).

A grande lista

As grandes listas de nome dos livros de Esdras, Neemias e I Esdras subentendem a estrita observância de registros genealógicos durante o exílio. Essa preocupação deve ter sido mantida ao mínimo na Palestina, mas era evidente que tal interesse era forte fora da Palestina, especialmente entre gente conservadora como aqueles que retornaram a Jerusalém1’ (W. A. L. Elmslie, in loc.). Aqueles a que faltavam confirmações genealógicas formavam uma classe mista, com muitos casamentos com os pagãos. Portanto, eles formavam uma classe de prestígio secundário.

O texto à nossa frente, pois, está falando sobre gente da massa misturada, também chamada de mischehen, os ilegítimos, aqueles cujos pais ou cujas mães eram pagãos, embora tivessem parte da descendência hebreia.

Seis clãs, três de leigos e três sacerdotais, compunham o grupo dos duvidosos, e essa gente pobre meramente foi acrescentada à lista anterior. Muitos deles provavelmente descendiam de prosélitos, não sendo hebreus de nascimento, nem pelo lado paterno nem pelo lado materno. Provinham de cinco cidades babilônias que não foram designadas.

Os leigos duvidosos tiveram permissão de viver em comunidades hebreias de Judá, mas os sacerdotes duvidosos apresentavam outro problema. De fato, eles não podiam participar das funções sacerdotais, por receio de contaminar ou poluir o culto sagrado (vs. 62). Ver no Dicionário o verbete intitulado Limpo e Imundo, quanto ao número interminável de coisas que poluíam ou tomavam alguém imundo. Houve um total de seiscentos e cinquenta e duas pessoas que voltaram à Palestina, às quais faltava a autenticação genealógica.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1738-1739.

A relação dos sacerdotes

Segue-se uma relação dos sacerdotes e levitas (36-42), e, após esta, são mencionados os de menor importância. Estes incluíam a classe conhecida como netineus (43,58), ou serviçais do Templo, e outros designados como os filhos dos servos de Salomão (55,58), cujos antepassados eram, evidentemente, escravos pertencentes a este rei. Finalmente, há o grupo daqueles cuja genealogia não era conhecida – não puderam mostrar a casa dos seus pais, e sua linhagem (59) – cuja conexão com a comunidade dos judeus é incerta.

Por razões pessoais ou por causa de uma tradição familiar aceita, esses habitantes na Babilônia decidiram se identificar com os seus amigos judeus. Destes, alguns afirmavam ser filhos dos sacerdotes (61), mas foram excluídos do sacerdócio (62) porque não cumpriam os requisitos (61-63).

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 491.

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II – OS JUDEUS NÃO ACEITARAM A AJUDA DOS SAMARITANOS

1. Quem eram os samaritanos?

Importação. A nação de Israel foi deportada, e muitos povos não-hebreus foram importados. Dessa maneira, a população que veio ocupar o antigo território de Israel não era mais uma população hebreia. Os povos trazidos para ali pertenciam a vários ramos étnicos, e, naturalmente, trouxeram todas as suas idolatrias, culturas, contraculturas, políticas, modos de viver etc.

Nomes Próprios. Todos os nomes próprios que figuram neste versículo recebem artigos separados no Dicionário, os quais os leitores devem examinar para obter maiores detalhes.

Babilônia.

Ou seja, o território principal da Assíria, que mais tarde foi tomado pelos babilônios. Quanto a diferenças territoriais, ver os artigos mencionados.

Cuta, A referência é a uma cidade a nordeste da Babilônia. Tell Ibrahim agora assinala o local antigo, a cerca de vinte e quatro quilômetros da Babilônia. Era a cidade principal daquela região.

Ava. Talvez essa cidade deva ser identificada com a cidade que, passando pelo hebraico, é chamada de Iva, em II Reis 18.34 e 19.13. Se isso está correto, então devemos entender que algumas das pessoas de Israel, que foram deportadas, terminaram na Síria, que a Assíria tinha conquistado, estendendo seus territórios.

Hamate. Essa era uma cidade de Arã (Síria), às margens do rio Orontes.

Sefarvaim. Possivelmente, também era uma cidade que antes fizera parte da Síria, que tem sido identificada com a Shabarain, que Salmeneser IV capturou. Mas a referência pode ser a Sipar do deus-sol Samas, ou a Sipar da deusa Aninitum, uma cidade dupla, situada junto ao rio Eufrates, ao norte da cidade da Babilônia. O povo de Israel foi assim espalhado por uma área muito extensa, não havendo para ele oportunidade de reagrupar-se, reorganizar-se e rebelar-se.

Os remanecentes

Um Remanescente de Israelitas foi deixado no território que antes pertencera a Israel. Eles misturaram-se por casamento com os pagãos; e essa mistura deu origem aos samaritanos.

Entrementes, Samaria, a antiga capital do reino do Norte, tornou-se sede de uma província assíria, e as muitas cidades do ex-reino do Norte também foram ocupadas. Um império inteiro foi assim incorporado em território inimigo, sem que houvesse remédio. A nação do Norte, Israel, simplesmente morrera.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1535.

O Povo Levado a Samaria (17.24)

Nesse ponto, o registro indica que o povo levado para o reino do Norte vinha das extremidades da Mesopotâmia. Aparentemente, isso reflete novas conquistas assírias, assim como rebeliões em diversas partes do império.

a. Do Sul da Mesopotâmia.

Babilônia (ou Babel) é o nome da antiga capital da baixa Mesopotâmia cujas ruínas podem ser encontradas cerca de 90 quilômetros ao sul de Bagdá, em um afluente do rio Eufrates, próximo a Hilla (Iraque). Sua primeira dinastia foi fundada por Sumuabu, e o sexto rei dessa sucessão foi o famoso Hamurabi. A última dinastia foi a dos caldeus, que causaram a decadência de Judá. Cuta era o centro da adoração a Nergal, a nordeste da Babilônia; suas ruínas são Tell Ibrahim13.

b. Do norte da Mesopotâmia.

O nome Ava talvez seja uma ligeira variação de Iva (18.34 e 19.13), uma cidade ou região da Síria. Assim como Hamate (Nahr el-‘Asi), ela pode ser provavelmente localizada em algum lugar nas proximidades do rio Orontes. Sefarvaim – uma outra forma desse nome pode ser Sibraim (Ez 47.16), o equivalente hebraico do termo assírio Shabarain. Este era o nome de uma cidade em algum lugar da terra de Hums, que estava localizada entre as localidades de Damasco e Hamate. A região de Samaria teve o seu significado geográfico ampliado para indicar as partes centrais e norte da Palestina.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 370.

2. Os samaritanos ofereceram cooperação aos judeus.

Ouvindo os adversários de Judá e Benjamim. Esses adversários são identificados mais especificamente nos vss. 2, 9 e 10. Eles eram “os povos da terra’ aquela massa misturada, parte hebreia e parte pagã — os humildes samaritanos que se tinham estabelecido em certas áreas de Judá e queriam participar da construção do templo de Jerusalém. Mas Zorobabel não desejava a ajuda daquele tipo de gente. Isso levaria pagãos essenciais ao local da construção, o que a poluiria, tomando-a imunda. Josefo adianta que essa gente ouviu o som das trombetas triunfais e soube o que significava aquele júbilo (Antiq. 1.11. cap. 4, sec. 3). Cf. Neemias 4.11.

Chegaram-se a Zorobabel e aos cabeças de famílias. A massa mista, aqueles samaritanos, apelaram a Zorobabel e a outros líderes dos judeus, que lhes fosse permitido ajudar na construção do segundo templo. A base do apelo era que eles também estavam engajados no culto a Yahweh, e desde há muito tempo. Provavelmente eles disseram a verdade, mas isso não tiraria deles o elemento pagão, um elemento que os líderes dos judeus não podiam permitir no local da construção. É provável que os samaritanos tivessem uma adoração sincretista, incorporando Yahweh em um espectro mais amplo de deuses. Cf. II Reis 17.29, 32-34, 41.

Nesse caso, eles não eram adoradores autênticos de Yahweh. Mas, mesmo que não fosse assim, sua derivação racial e suas conexões não teriam permitido a participação deles no projeto. Notemos que o cronista havia demonstrado cuidadosamente, no segundo capítulo de Esdras, que os judeus que retornaram da Babilônia tinham suas genealogias para provar sua pureza racial. Somente os levitas podiam encabeçar o trabalho, e somente judeus puros podiam trabalhar na construção do templo.

Esse tipo de exclusivismo racial foi comum no judaísmo até que Jesus, o Cristo, anulou as distinções de raça, sexo e posição na fé cristã (ver Gálatas 3.28). O apóstolo Pedro precisou receber uma visão especial para entender que tal evento poderia ocorrer e, de fato, realmente aconteceu (ver Atos 10). O cristianismo primitivo, essencialmente judaico em sua natureza, nunca aprendeu a lição, de maneira que a Igreja se moveu para o ocidente, para dentro de territórios gentílicos, e assim a Noiva de Cristo foi formada por uma maioria gentílica! Esse é um fato que, se fosse sabido pelo cronista e pelos líderes dos que voltaram do cativeiro babilónico, tê-los-ia deixado perplexos.

Desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria. Ver sobre ele no Dicionário quanto a detalhes. Era norma política da Assíria deportar e importar povos, e assim poluir raças para eliminar a oposição. O cativeiro assírio veio em ondas, e aqueles aqui mencionados como deportados apareceram mais tarde, visto que o reinado de Esar-Hadom foi de 680 a 669 A. C., distante da data de 722 A. C. do cativeiro. Não é claro, pelo texto, se os que vieram falar com Zorobabel tinham vindo do norte, ou se já estavam em alguma área de Judá, ou mesmo se tinham vindo juntamente com Judá.

Seja como for, eles estavam ali, próximos do local da construção. Por cerca de cento e cinquenta anos, aquela gente tivera uma tradição do yahwismo, ou, pelo menos, Yahweh fizera parte do culto deles. Assim sendo, conforme pensavam, eles também tinham raízes em Moisés e deveriam ter permissão de participar da construção.

Note-se que o versículo 17 deste capítulo faz de Samaria o local da origem da oposição, o que talvez indique que foi daquele lugar que a gente em questão procedeu, a fim de consultar Zorobabel.

Porém Zorobabel, Jesua e os outros cabeças de famílias lhes responderam. Os samaritanos foram absolutamente rejeitados, e com palavras duras. Zorobabel nem ao menos queria discutir o caso. A regra de “judeus somente” foi posta em inexorável efeito. Foi assim que judeus e samaritanos se tornaram inimigos, e isso nunca deixou de ser um fato, enquanto existiram as duas raças. Na verdade, os samaritanos estabeleceram uma adoração rival e tiveram o seu próprio Pentateuco.

Além de outros argumentos que Zorobabel provavelmente apresentou, ele lembrou aos samaritanos que a autoridade legal, da parte de Ciro, foi dada aos judeus; e ele não cria que incluir outros arbitrariamente no projeto fosse algo que os oficiais persas aceitariam.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1743.

Ao ouvir que Jerusalém era reconstruída e o Templo restaurado, os samaritanos e outros povos das redondezas perturbaram-se. Eles temiam que, se permitissem que os judeus se estabelecessem em Jerusalém, representariam uma ameaça à sua segurança e ao seu poder. Traiçoeiramente, pediram a Zorobabel e Jesua que deixassem que eles ajudassem a reconstruir o Templo, alegando que eles, como os judeus, adoravam o Deus verdadeiro. Como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos mandou vir para aqui (2). (Para os antecedentes da história dos samaritanos, veja os comentários sobre 2 Rs 17.24- 32; 19.37).

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 494.

3. Os samaritanos procuraram aparentar-se com os judeus.

Acabadas, pois, estas cousas. Ou seja, os eventos do oitavo capítulo de Esdras — a chegada, em segurança, do segundo grupo de judeus que retornava do cativeiro babilónico (cf. Esdras 7.8,9). Mas Josefo fala em “algum tempo depois”, ou seja, cinco meses (14 de dezembro de 398 A. C.). Se essa é a cronologia correta, então devemos inserir aqui, entre os capítulos 8 e 9 de Esdras, os eventos narrados em Neemias 7.70-8.18.

E, nesse caso, “estas coisas” fariam referência à aceitação da lei pelo povo e à celebração da festa dos tabernáculos (ver Neemias8.1-18). Quanto a notas expositivas sobre as petições cronológicas na unidade Esdras-Neemias, e uma sugerida reconstituição de eventos, ver as notas de introdução antes da exposição de Esdras 11 em seu oitavo parágrafo.

O Mau Relatório. Tudo estava correndo tão bem; mas então a cabeça feia da idolatria e do paganismo surgiu de novo. O relatório que Esdras recebeu dizia que até sacerdotes e levitas estavam envolvidos, e não somente o povo comum. O cronista alistou várias nações pagãs que sempre exerceram má influência sobre Israel. Isso não quer dizer que todos aqueles povos, naquela época, estavam envolvidos no assédio espiritual contra o povo de Israel Antes, esses eram os inimigos espirituais padronizados.

A idolatria era a fonte principal de corrupção, porquanto trazia consigo as atitudes e os atos básicos dos povos pagãos. Em lugar dos amorreus, I Esdras lista os edomitas. É provável que essa lista de povos tenha sido tomada por empréstimo, pelo cronista, do capítulo 7 do livro de Deuteronômio (especialmente os vss. 1 e 3,4), o que foi uma advertência a Israel contra o que estava acontecendo nos tempos de Esdras. Sete povos estavam envolvidos na lista do livro de Deuteronômio, a qual foi levemente expandida pelo cronista.

Pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos. Os casamentos mistos com os povos que habitavam a Terra Prometida eram a principal causa das dificuldades. Esposas pagãs corrompiam a raça santa e levavam o povo a toda espécie de práticas detestáveis (ver Esdras 9.11,14). Cf. o caso mais notório de todos, pertencente a esse tipo de coisas, o caso de Salomão (ver I Reis 10).

O próprio Moisés teve uma esposa egípcia, Zipora, e mulheres pagãs chegaram a entrar na linhagem do Messias, especificamente Raabe e Rute. Uma mulher estrangeira que se convertesse à fé dos hebreus tomava-se uma hebreia, de maneira que se a lei mosaica proibia casamentos mistos, havia sempre essa válvula de escape. Mas Esdras não estava interessado em converter uma massa de mulheres pagãs; ele meramente queria extirpar o câncer, e uma operação radical exigia divórcios em massa. E foi isso, precisamente, o que aconteceu. Ver a introdução a este nono capitulo quanto a detalhes e discussões sobre o problema.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1761.

A Tristeza de Esdras pela Negligência Moral (9.1-4)

Conhecedores do zelo de Esdras pela lei e o seu desejo de vê-la obedecida por seu povo, alguns dos líderes judeus de Jerusalém contaram-lhe um problema que aparentemente já lhes tinha causado grande preocupação. O povo não se mantivera afastado de seus vizinhos pagãos como fora aconselhado fazer segundo a lei de Deus. Muitos deles tinham se casado com pessoas que pertenciam a famílias de nações vizinhas. A referência à semente santa (2) significa “a raça sagrada se misturou com os povos da terra”. Entre eles estavam alguns que eram considerados seus líderes – a mão dos príncipes e magistrados foi a primeira nesta transgressão.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 500-501.

4. Os samaritanos tornaram-se inimigos dos judeus:

a. Os samaritanos invejaram os judeus.

Tudo isto culminou em uma situação desesperadora para os fariseus. Os seus planos cuidadosos de colocar um ponto final em Jesus e na sua obra tinham terminado com o que parecia ser uma completa frustração. Eis que todos vão após ele (19), disseram. O fracasso do seu esquema maldoso fez com que se voltassem uns contra os outros, culpando-se entre si, dizendo: vedes que nada aproveitais? (19)

Joseph H. Mayfield. Comentário Bíblico Beacon. João. Editora CPAD. Vol. 7. pag. 111.

Os fariseus, tomados de um espírito de frustração, inveja e raiva, diziam uns aos outros, “Vejam que vocês não estão ganhando nada. Eis o mundo que vai atrás dele.”

Os fariseus mais radicais diziam aos mais moderados – não com tantas palavras, mas provavelmente deixando implícito – “Vejam que vocês não estão ganhando nada” com sua demora. Algo tem de ser feito e feito já, de outra sorte será tarde demais. “Eis que”, eles acrescentaram, “o mundo aqui provavelmente querendo dizer a o público em geral, “todas as pessoas”) vai atrás dele” (e nos abandona). Os fariseus estavam histéricos! O mundo, num sentido diferente, estava de fato indo atrás dele: os gregos estavam vindo!

HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento João. Editora Cultura Cristã. pag. 554, 561-562.

b. Os samaritanos imaginaram que se conseguissem associar-se aos judeus gozariam do mesmo prestígio que estes.

Os adversários se identificam como aqueles que foram trazidos para Israel por Esar-Hadom, rei da Assíria, o filho mais novo de Sena- queribe.160 Esar-Hadom governou a Assíria em 681-669 a.C. e repovoou a terra depois que muitos foram levados para o exílio. Estes repovoamentos não eram tão incomuns, visto que outros reis assírios, como Sargão II (722-705 a.C.) e Assurbanípal (669-633 a.C.) o fizeram durante seus respectivos reinados.

O pedido dos adversários parece inocente, “Deixai-nos edificar convosco”, e parece ter a motivação certa, “porque, como vós, buscaremos a vosso Deus”. Os adversários insinuam que eles são convertidos ao judaísmo, visto que adoram Yahweh desde a sua chegada à terra.

No entanto, o cronista esclarece que esses adversários não eram monoteístas, mas sim sincretistas em sua adoração, “De maneira que temiam o Senhor e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados” (2Rs 17.33). Batten sugere que os adversários eram samaritanos, embora muitos estudiosos rejeitem essa hipótese, chamando-a de anacrônica.

Tiberios Rata. Comentário do Antigo Testamento Esdras e Neemias. Editora Cultura Cristã. pag. 61.

Isaías profetizara que as dez tribos do Norte deixariam de ser um povo à parte dentro de sessenta e cinco anos. Considerando que ele o profetizou em 734 A.C. (Is. 7:8), a profecia se cumpriu em 669 A.C., dentro do reinado de Esar-Hadom, rei da Assíria (680-668 A.C.), que foi o responsável pela introdução de estrangeiros em Samaria (II Reis 17:24). Esses estrangeiros casaram-se com israelitas, e foram seus descendentes que agora se aproximaram de Zorobabel, dizendo: “Como vós, buscaremos a vosso Deus”. Foi uma proposta perigosíssima, pois veio disfarçada em religião verdadeira (II Cr. 11:15; cons. II Co. 6:17).

Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Esdras. Editora Batista Regular. pag. 10.

Pregador de Qualidade

III – DEUS EXIGE SANTIDADE DO SEU POVO

1. Retornando do cativeiro, Israel separou-se do mal (2 Co 6.17; 7.1).

Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos temeram. Neemias e os judeus se regozijaram, mas os inimigos dos judeus ficaram arrasados, com a auto-estima destruída, e somente então reconheceram que “Deus estava envolvido na construção daquelas muralhas”. Foi uma realização divina. Essa era a única maneira de explicar o que aconteceu em tão pouco tempo e diante de tão ferrenha oposição.

“A maravilha ocorreu, não somente devido ao esforço humano, mas por causa da ajuda de Deus. Este versículo serve de apropriada e feliz conclusão da história da edificação dos muros de Jerusalém. Comentou Josefo sobre a questão: ‘Neemias era um homem de natureza bondosa e justa, e ansioso por servir a seus compatriotas, e deixou as muralhas de Jerusalém como seu monumento eterno” (Raymond A. Bowman, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1795.

Neemias reconheceu que a vitória vem de Deus

(6.16). Neemias podia atrair para si os louros da vitória. Ele podia aproveitar o momento para se promover aos olhos do povo. Mas ele reconhece aquilo que até os inimigos são obrigados a confessar: a conclusão da obra é resultado da intervenção de Deus. A força é de Deus, o livramento vem de Deus e a glória deve ser dada a Deus.

Depois da vitória, não podemos ensarilhar as armas. O muro está concluído, mas a luta continua. Paulo diz: “[…] e depois de vencerdes tudo, permanecei inabaláveis” (Ef 6.13). Neemias triunfou sobre os inimigos e tirou a sua nação do opróbrio por três marcas: Primeira, seu caráter. O que Neemias era diante de Deus o firmou como líder diante do povo. A vida do líder é a sua maior arma e o nome do líder é o seu maior patrimônio.

Quando se perde o caráter, sacrificam-se ideais, transige-se com a verdade e busca-se as vantagens a qualquer preço. Segunda, sua confiança. Ele enfrentou toda a oposição porque tinha consciência do seu chamado e convicção de que Deus estava do seu lado naquela empreitada. Sua confiança em Deus livrou-o de ser uma estrela ou de viver debaixo das botas do inimigo. Terceira, sua coragem. Neemias não tinha medo de morrer, só tinha medo de pecar. Nada nem ninguém o demovia de sua determinação porque sua coragem o ajudou a transformar problemas em oportunidades e provações abertas em triunfos pessoais.

LOPES. Hernandes Dias. Neemias, O líder que restaurou uma nação. Editora Hagnos. pag. 118.

2. Quando Josué se preparou para passar o Jordão, ele disse ao povo:

Santificai-vos. Defronte dos filhos de Israel estava o rio Jordão, transbordando devido às chuvaradas de primavera. O rio representava uma formidável barreira ao sucesso. Mas Josué já sabia, em seu coração, que algum grande ato miraculoso de Yahweh salvaria o dia; e, a fim de encorajar o povo de Israel, isso se tornaria conhecido. O povo de Israel, contudo, precisava antes santificar-se, para que houvesse alguma grande intervenção divina.

Eles teriam de purificar-se cerimonialmente. Era mister que cada indivíduo se purificasse, a fim de poder aproximar-se do Ser divino (ver Jos. 7.13), pois o Senhor estava prestes a manifestar-se às margens do rio Jordão. De acordo com a nossa maneira de pensar, diríamos que uma ordem mais apropriada teria sido: “Preparai vossas armas para a batalha”. Contudo, em uma guerra santa, o que mais interessava era a presença de Yahweh. Assim sendo, os israelitas precisavam preparar-se para a presença de Yahweh.

Este versículo deve ser confrontado com Êxodo 19.10-13, onde foram baixadas ordens idênticas, posto que a lei mosaica estava às vésperas de ser dada, outra ocasião em que a presença de Yahweh esteve em evidência. Josué, pois, instruiu o povo a esperar por um milagre, porque somente um prodígio poderia satisfazer as necessidades daquele dia.

Não somos informados nas Escrituras a respeito de exatamente como a purificação teria de ocorrer, mas o mais provável é que tenha sido empregado o método usado em Êxodo 19.10-14. O povo precisava lavar as suas vestes e tomar o banho cerimonial (ver as notas a respeito em Lev. 14.8; 15.16; 17.15; Núm. 8.7 e 19.7,19).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 912.

Antes de a orientação divina se efetivar, o povo deveria se santificar (5). Embora o Antigo Testamento não use com frequência o termo “santificar” no pleno significado espiritual do Novo Testamento, é lançado aqui um princípio eterno: Deus pode levar à “terra da promessa” somente aqueles que se santificarem no sentido de se separarem de tudo aquilo que os corrompe (cf. Êx. 19.10). O Senhor pode fazer pouco pelo povo que se recusa a apresentar uma vida totalmente dedicada a Ele. Somente depois de o homem “santificar a si mesmo” é que Deus pode enchê-lo com o Espírito Santo.

Assim que os sacerdotes tomaram a arca e dirigiram-se ao Jordão transbordante (6), o povo ficou em estado de grande ansiedade. Eles sabiam que o Senhor faria maravilhas no meio de vós (5). Quando tem um povo santificado, com líderes santificados, Deus pode “fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef 3.20).

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 33.

3. O anjo do Senhor visita o acampamento israelita.

Descalça as sandálias de teus pés. O momento era sagrado, requerendo a remoção das sandálias como sinal de reverência. Este versículo forma um paralelo direto com a experiência de Moisés, registrada em Êxodo 3.5. Essa experiência foi repleta de poder e significação. A Josué foi prometida a vitória na invasão, visto que o próprio céu haveria de sustentar Israel.

A conquista seria inevitável, mas Josué precisava ser devidamente preparado, para saber como liderar os filhos de Israel. Josué era o comandante terreno de Israel, mas havia Alguém mais elevado do que ele, que governava e comandava desde 0 céu, o Filho de Deus, Yahweh, de Quem era a batalha. Josué tinha uma grande responsabilidade; mas ele não precisava carregá-la sozinho.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 920.

A resposta que Josué recebeu não deixou dúvidas com relação ao seu interlocutor.

Aquele que segurava uma espada desembainhada assumiu autoridade e deu a surpreendente ordem a Josué, dizendo que ele deveria remover os seus sapatos (15). Moisés recebeu a mesma ordem (cf. Ex 3.5). Balaão também viu um ser com uma espada desembainhada (cf. Nm 22.31; cf. também Gn 3.24).

Abraão também foi visitado por aquele que lhe prometera esta própria terra (cf. Gn 12.7 e 18.2). O comentarista George Bush declara: “E opinião firmada tanto entre os expositores antigos quanto modernos que este não era outro senão o Filho de Deus, o Verbo eterno, que aparecia naquela forma, e mais tarde assumiria o corpo para a redenção dos homens”.

Quando desafiou o estrangeiro (13) Josué desempenhou o papel de um soldado que não permitiria que alguém ocupasse uma posição ambígua. Mas quando reconheceu as credenciais que aquele ser carregava (14), submeteu-se a ele como o primeiro em comando (15). Depois disso Josué ficou ansioso para receber ordens.

Uma verdade que se destaca nesse evento é que o príncipe do exército do Senhor (14) pediu a Josué apenas uma coisa, ou seja, reverência. Quando isto é concedido, fica estabelecido o relacionamento entre Deus e o homem.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 39.

4. Israel é derrotado pela pequena cidade de Ai.

Israel pecou

A providência de Deus, continuava a mesma; o poder militar de Israel continuava intacto; Josué continuava dotado das ideias certas para desfechar a guerra santa. Mas o pecado havia frustrado momentaneamente o empreendimento inteiro. O sucesso dependia da obediência absoluta. Um indivíduo havia falhado, descumprindo as condições da guerra santa (ver Deu. 7.1-5; 20.10-18), e não havia levado avante o herem (ver Jos. 6.17).

Somente os metais preciosos (ver Jos. 6.24) podiam ser salvos da destruição total; mas mesmo assim teriam de reverter para o tesouro do tabernáculo, a fim de serem empregados no culto a Yahweh. No entanto, alguém tinha tomado algo dos despojos em proveito próprio, para então encobrir toda a sua ação com ludibrio e fingimento.

Um único homem havia pecado, mas isso tornara culpada a comunidade inteira de Israel, conforme aprendemos em Jos. 7.1, onde as notas expositivas devem ser consultadas quanto ao motivo dessa situação. A Terra Prometida pertencia à comunidade de Israel como uma herança derivada de Abraão (pois isso fazia parte do Pacto Abraamico, anotado em Gên. 15.18).

Sem embargo, as regras precisavam ser obedecidas, e as normas referentes à guerra santa faziam parte de como a herança sob a forma da Terra Prometida deveria ser recebida. Um indivíduo tornara sua propriedade particular aquilo que pertencia a Yahweh. E isso constituía um crime sério. Isso fala a nós, indiretamente, sobre a mordomia e a responsabilidade envolvida nessa mordomia.

Violaram a minha aliança.

Ou seja, o pacto firmado no monte Sinai, o Pacto Mosaico, que requeria obediência absoluta a tudo quanto Israel determinasse. Ver as notas de introdução ao capítulo 19 do livro de Êxodo, quanto a esse pacto. Ver também Êxo. 24.7, quanto à obediência absoluta exigida da parte dos filhos de Israel. O ato de Acã quebrou o mandamento contra o furto (ver Êxo. 20.15), um ato tanto mais sério porque o homem havia furtado algo do próprio Yahweh. O indivíduo culpado também havia violado o Pacto Palestínico.

Israel se fizera condenado. A própria nação de Israel foi posta sob 0 herem de Deus (ver Jos. 6.17), pelo menos enquanto a questão do pecado não 7 fosse corrigida. Acã, ao tocar em uma coisa herem, tornou-se ele mesmo herem, pelo que foi destruído sem misericórdia. Toda a sua família também foi executa- da. Somente então a comunidade de Israel estaria livre para novamente enfrentar e derrotar os seus inimigos.

Vivemos em um mundo completamente contrário à vontade de Deus. Quando nos tornamos contrários a Ele, caímos do favor divino, e então qualquer coisa pode acontecer. Algumas coisas fracassam por- que Deus não permite que elas logrem êxito. Usualmente o pecado está escondido em algum ponto. Acã sabia qual era o risco de quebrar as regras da guerra santa, mas a sua cobiça fê-lo enganar-se a si mesmo, pensando que poderia ficar com os objetos devotados a Deus e continuar sem ser descoberto. Uma das qualidades nefastas do pecado é que ele nos engana e nos faz enganar nossos semelhantes.

Santifica o povo

O próprio povo de Israel tinha de preparar-se, provável- mente para que as sortes sagradas revelassem o culpado. Seriam efetuados rituais, talvez incluindo o banho cerimonial (ver Lev. 14.8,16; 15.16; 17.15; Núm. 8.7,9; 19.7). É possível que tenham sido feitas orações de lamentação, votos e outros ritos. Josefo (Antiq. 1.5, cap. 1, sec. 10) informa-nos que a busca se realizou mediante 0 lançamento das sortes sagradas.

Provavelmente, ele está com a razão. Alguns sugerem que tenham sido usados o Urim e o Tumim, mas isso é menos provável. Seja como for, sem importar qual método tenha sido usado para detectar o ofensor, a busca teve êxito, porquanto o conhecimento, a orientação e o poder de Yahweh foram convocados para dar vitória à busca.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 925.

Levanta-te!… Israel pecou (10,11). Independentemente do mal que os ímpios ao redor pudessem pensar, dizer ou fazer, Deus insistia para que seu povo não pecasse. Esta geração deve se lembrar que simplesmente “ter o nome do Deus de Israel nunca foi uma garantia de proteção divina. Se o coração estivesse longe do Senhor, não se deveria esperar por sua bênção”. Deus não está interessado em que seu grande nome tenha um apoio apenas superficial. Aqueles que seriam conhecidos como seu povo não deveriam praticar o pecado. Qualquer programa de vida que se aproximasse da pecaminosidade seria uma afronta a Deus (12).

Josué descobriu que Deus não se esquecera de seu povo, mas, sim, Israel virara as costas ao Senhor. Israel pecou (11), quebrou o concerto, desobedeceu, roubou, apropriou-se indevidamente e ocultou aquilo que não lhe pertencia. O povo que fizesse tais coisas não poderia subsistir perante os seus inimigos (12). Aqueles que persistissem em tais práticas não poderiam jamais ter Deus consigo. Josué precisou reconhecer que não tinha base para duvidar da fidelidade do Senhor. Ele deveria ser sábio e procurar a causa daquela calamidade entre o seu próprio povo.

Um raio de esperança na direção da reconciliação com Deus foi incluído na frase se não desarraigardes o anátema do meio de vós (12). Então o Senhor instruiu Josué de maneira mais específica em relação ao caminho da recuperação. Primeiramente, as pessoas deveriam se relacionar conscientemente com o Senhor e também se santificar (13). Elas deveriam se colocar numa posição na qual Deus pudesse lhes falar e, então, estariam prontas para obedecer a todas as instruções que Ele lhes desse. Segundo, as pessoas deveriam aceitar uma provação que faria com que elas tomassem uma posição.

Deus revelaria a tribo, a família, a casa e, finalmente, o homem que for tomado com o anátema (15). Em terceiro lugar, tanto aquilo que fora tomado como aquele que reteve para si o que Deus havia proibido deveriam ser destruídos. Finalmente, a dupla natureza do pecado deste homem deveria ser reconhecida: ele transgrediu o concerto do Senhor e fez uma loucura em Israel (15). O pecado de Acã fez com que 36 guerreiros escolhidos fossem mortos (7.5); sua família, sua tribo e sua nação foram humilhadas. Tal crime era incompatível com a honra de Israel como povo de Deus. Ajustiça precisava ser feita e, portanto, ele deveria morrer.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 44.

A Teologia proporciona um aumento da sua bagagem sobre a fé.
Possibilita uma base sólida para argumentar e responder as perguntas sobre as doutrinas bíblicas.

IV – DEVEMOS MANTER UMA VIDA DE SEPARAÇÃO DO MAL

1. Os judeus mantiveram-se separados dos samaritanos.

Rejeição à comunhão com os incrédulos, que é uma transigência (I Cor. 6: 14 -7: 1).  Aqueles que imitassem o amor de Paulo haveriam de amar seu Deus e a seu Cristo, bem como haveriam de abominar aquilo que ele também abominava. O apóstolo esperava que os seus filhos espirituais, (ver o décimo terceiro versículo de II Cor.6) compartilhassem de seus afetos e aversões, de suas vinculações e separações, no que dizia respeito ao bem e ao mal.

Se porventura amassem a ele e ao seu Mestre, estariam prontos para tomar tais atitudes com alegria. Portanto, o laço geral de comunhão e amor, na igreja, requer uma certa separação comum de tudo quanto é prejudicial, incluindo as associações inconvenientes. É normal que uma família (em que os filhos são influenciados pelos seus genitores) compartilhem de determinados ideais comuns, apreciações e aversões, bem como de certos preconceitos, e, às vezes, até mesmo de certos elementos prejudiciais.

A família divina naturalmente não compartilhará de qualquer coisa prejudicial; mas o apóstolo dos gentios esperava que os seus membros tivessem um alicerce comum no que diz respeito ao mal, no que tange às associações comprometedoras. O décimo oitavo versículo deste capítulo reitera o conceito da paternidade de Deus, bem como as exigências a nós impostas, no tocante a essa particularidade. Contudo, ainda outros motivos de separação do mal, no caso do crente, são ventilados, a saber:

1. Existe uma distinção natural, sobre bases morais, entre o crente e o incrédulo (ver o décimo terceiro versículo).

2. O crente representa certo aspecto da “justiça de Deus”, a implantação da natureza moral divinal, o que o incrédulo não possui; por isso, mesmo, certas formas de associação com os incrédulos podem corromper a expressão de justiça dos crentes (ver o décimo quarto versículo).

3. O crente representa a luz, mas o incrédulo representa as trevas. Algumas formas de associação com os incrédulos podem empanar a luz da glória do Senhor Jesus, na vida do crente.

4. Há certas modalidades de associação que requerem sociedade, comunhão intima. Um crente não pode estabelecer tais associações com incrédulos, porquanto não existe base firme para a comunhão necessária a tais relações (ver o décimo quarto versículo).

5. O crente e o incrédulo são representantes de reinos diferentes e opostos um ao outro, impossíveis de serem reconciliados. Portanto, não podem associar-se com certa intimidade sem provocar um conflito. (Vero décimo quinto versículo).

6. Os crentes em Cristo não podem concordar sobre as questões mais importantes da fé com os incrédulos, os quais não recebem e nem respeitam a Jesus de Nazaré como o seu cabeça; por esse motivo não podem associar-se mui intimamente em empreendimento algum. (Ver o décimo quinto versículo).

7. A comunhão entre o crente e o Espírito de Deus é tão intima que o Senhor faz do crente um templo seu. Habita o Espírito Santo nos crentes, individualmente (como aqueles que pertencem a Cristo) e coletivamente (como igreja). Portanto, um crente não pode ter qualquer conexão com a idolatria, em nenhuma de suas variadas formas, de modo a reconhecer poderes e influências estranhas de natureza religiosa.

A presença permanente do Espírito do Senhor requer na de santidade que não pode ser mantida se o crente insistir em suas associações más. O templo de Deus é corrompido Por essas associações intimas com os incrédulos. (Ver o décimo sexto versículo).

8. O crente faz parte do povo de Deus. Isso fala sobre possessão e direitos diversos. Não pertencemos a nós mesmos, mas antes, fomos comprados por grande preço; e isso requer uma conduta agradável ao proprietário dos templos que são os remidos. (Ver I Cor. 6:19,20, que fala sobre o mesmo tema, ainda que mais diretamente). (Ver o décimo sexto versículo).

9. Há uma promessa de serem recebidos em comunhão especial com o Senhor aqueles crentes que se separarem de associações comprometedoras com o mundo. (Ver o décimo sétimo versículo). A paternidade de Deus, para com os seus filhos, exige essa separação; os membros da família santa têm um alto padrão a ser mantido. (Ver o décimo oitavo versículo).

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 159-160.

Os samaritanos são conhecidos como sendo a escória resultante da fusão de judeus e povos estrangeiros. Havendo corrompido o culto divino, e introduzido muitas cerimônias espúrias e ímpias, eram, com razão, considerados pelos judeus como um povo detestável. Contudo, indubitavelmente, os judeus, em sua maioria, fomentavam seu zelo pela lei como uma capa para seu ódio carnal, pois muitos agiam movidos mais por ambição e inveja, sentindo de prazer em ver o país que lhes pertencia ocupado pelos samaritanos, do que por pesar e intranquilidade por verem o culto divino sendo corrompido.

Havia motivo justo para a separação, desde que seus sentimentos fossem puros e bem temperados. Por essa razão, Cristo, quando inicialmente enviou os apóstolos a proclamarem o evangelho, os proíbe de entrar em contato com os samaritanos [Mt 10.5].

Calvino. João,. Série de Comentários de Bíblicos João Vol 1. Editora Fiel. pag. 156-157.

2. A Bíblia mostra exemplos de servos de Deus que duvidaram se valia a pena manter a linha de separação do mal.

a. O salmista Asafe escreveu no Salmo 73:

Com efeito, inutilmente conservei puro o coração. Esta seção e a seguinte (vss. 21-28) são as que impressionam mais profundamente os intérpretes. O salmista foi forçado a buscar e encontrar uma espiritualidade mais profunda, para que pudesse solucionar por si mesmo a agonia do problema do mal. Ele não encontrou a resposta a essa indagação em livros nem em sua própria experiência passada.

Mas encontrou uma espécie de resposta na presença de Deus, conforme vemos no livro de Jó, embora essa resposta tenha consistido em sentir que Deus está sentado em Seu trono, e tudo vai bem no mundo, sem nenhuma proposição intelectual que tente convencer-nos a mente. É bom estar perto de Deus (vss. 21-28). Mas, antes de chegar a esse ponto, o salmista fez uma pausa para contar-nos um pouco de sua odisseia espiritual.

O poeta sagrado era homem de mãos limpas e coração puro. A vida dele caracterizava-se pela pureza, porquanto ele seguia todas as coisas prescritas na lei mosaica e cumpria fielmente tudo quanto era requerido no culto do templo. Ele era puro em termos cerimoniais, rituais e espirituais.

Lavava as mãos na inocência, provavelmente em referência a algum ato ritualista (cf. Saí. 26.6 e Deu. 21.6,7), mas sua alma também era limpa por meio da justiça interior. Ele era tudo quanto os ímpios não eram, e, no entanto, os últimos gozavam de boa saúde e tinham muito dinheiro, enquanto ele mesmo estava enfermo, oprimido e empobrecido. E agora precisava descobrir por quê. Poderia encontrar uma resposta na vereda espiritual pela qual trilhava, ou teria de buscar uma comunhão ainda mais profunda com a presença divina?

Até que entrei no santuário de Deus. Consultando o Oráculo Divino. Vexado diante de respostas inadequadas, o salmista voltou-se para os oráculos do templo, possivelmente a consulta do Urim e do Tumim, os oráculos místicos do sumo sacerdote, ou de alguma outra pessoa conhecida por seu discernimento espiritual.

Os hebreus condenavam os praticantes da adivinhação, quando esses eram pagãos; mas tinham seus próprios esquemas, que praticavam livremente. O poeta, pois, invocou o toque místico para tentar resolver o problema. Ver o artigo chamado Misticismo, na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Existem formas naturais de misticismo, negativas e positivas, e qualquer homem que vive próximo do Espírito de Deus pratica um misticismo positivo. O misticismo consiste em fazer contato com algum poder superior ao próprio indivíduo.

Dificilmente é adequada a explicação de que o poeta sagrado meramente obteve boas instruções no templo. Outrossim, ficamos profundamente desapontados com o que se segue, excetuando os vss. 23 a 26, que projetam grande luz sobre a questão. Reafirmar meramente que os ímpios finalmente têm uma má conclusão era uma resposta antiga, para a qual dificilmente uma pessoa precisaria consultar o oráculo. Mas essa foi apenas uma das “respostas” obtidas pelo poeta sacro.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2277-2278.

Progresso rumo à Solução

A luz do que havia observado, o salmista foi levado a questionar se ele havia em vão purificado o seu coração e lavado as suas mãos na inocência (13). Se os ímpios “progridem”, por que se preocupar em ser bom? Na verdade, castigo e aflição têm sido sua sorte (14). O versículo 15 mostra que, mesmo que tenha pensado essas coisas, ele não expressou suas dúvidas em voz alta — porque ao fazê-lo “teria traído os teus filhos” (NVI). Ele havia guardado as suas dúvidas para si mesmo. Mesmo assim, a sua ponderação era dolorosa: Fiquei sobremodo perturbado (16).

Finalmente a luz invade a escuridão quando ele entra no santuário de Deus (17). Então ele vê que o Senhor não acerta imediatamente as contas com todos. De modo súbito, ele entende que o ímpio que prospera, a quem ele havia insensatamente invejado, foi colocado em lugares escorregadios (18) e destinado à destruição (18). Desolação e terrores são o seu destino (19). Como tudo muda em um sonho (20) no momento em que se acorda, assim ocorrerá quando Deus “acordar” para julgar; tudo será invertido, como ocorreu com o rico e Lázaro (cf. Lc 16.19-31). Desprezarás a aparência (“imagens”, Berkeley) deles.

Lawrence Toombs expressou, de modo eloquente, a seguinte percepção: “Não raras vezes, como no caso do salmista, a situação é vista de uma maneira diferente no santuário do que quando se está no mundo. O salmista sentiu que a dificuldade estava no seu ambiente. No santuário ele percebeu que a dificuldade estava nele mesmo […] No santuário, o centro da vida do salmista foi mudado de si próprio para Deus […] A mudança de foco possibilitou uma revelação surpreendente. Mesmo na sua pobreza e opressão, ele possuía a única coisa no mundo digna de valor: a presença de Deus em sua vida (23). Estar com Deus, ter sua orientação e conselho e ser o herdeiro das suas promessas (24) é um tesouro que, em comparação com as posses das pessoas do mundo, é de maior valor […] A prosperidade dos ímpios era um sonho. A presença de Deus era a realidade.

A Perspectiva da Eternidade

A nova percepção trouxe uma confissão imediata e humilde (21-22; cf. Jó 42.3-6). Os rins (21) simbolizavam os sentimentos ou a consciência. Muitas vezes, quando surge uma nova luz, nós nos perguntamos: Por que não vi isso antes? A presença contínua de Deus era o maior tesouro que a vida podia oferecer (23). A orientação aqui e a glória no futuro são a certeza dos santos (24). Quem poderia desejar mais? No céu ou na terra, nada podia ser melhor do que a presença do próprio Senhor (25). Embora o corpo se torne fraco e finalmente desvaneça, Deus será a sua porção para sempre (26).

Os comentaristas discordam em relação à clareza que o salmista tinha ao visualizar a glória além- túmulo. Certamente o que Oesterley observa é verdadeiro: “Aqui mais uma vez se expressa a condição primária para a vida no futuro: comunhão com Deus. Mas nesse salmo podemos perceber, de forma mais completa, o resultado dessa comunhão. A união com o Deus eterno e imutável não pode ser interrompida pela morte. Como durante a vida nesta terra Deus está com o seu servo, assim no mundo vindouro Deus estará com ele. Na presença de Deus há vida”.4

Os versículos 27-28 apresentam um resumo claro acerca do destino final totalmente diferente dos ímpios e dos justos: Eles perecerão e serão destruídos (27). Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as tuas obras (28). A expressão: apostatando, se desviam de ti (27) descreve a infidelidade espiritual contra o Amante das suas almas.

W. T. Purkiser, M. A.. Comentário Bíblico Beacon Salmos. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 222-223.

b. Malaquias respondeu aos que diziam ser inútil servir o Senhor (MI 3.15), dizendo:

Nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao Senhor, e escapam. As pessoas que prosperavam eram justamente as maldosas, que rejeitaram o teismo dos profetas e fizeram de si mesmos pequenos deuses. Os homens que abusaram de seus vizinhos recolheram muitos benefícios; os que declararam que a religião é somente um refúgio para mentes fracas conseguiram tudo o que quiseram, deixando os religiosos na miséria. Os orgulhosos foram felizes, mas os humildes ficaram desolados.

Assim, os humildes poderiam falar: “Onde está o Deus do juízo?” (Mal. 2.17). As promessas dos profetas, de que “algum dia as coisas mudariam em favor dos justos”, ficaram vazias na presença de tanto sofrimento e injustiça.

Os homens ímpios continuam seu deboche, ouvindo dizer que Deus os golpeará, mas nunca recebem golpe nenhum. Estavam arriscando-se com Deus e escapando de toda a consequência adversa. Eles desafiaram o próprio Deus e ganharam! Deus, para eles, era indiferente, não prestando atenção às atividades humanas (ver Sal. 10.1; 28.1 e 59,4).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3711.

Essas pessoas eram culpadas de dizer “palavras duras” ao Senhor. Em primeiro lugar, achavam que servir a Deus era extremamente enfadonho; era “inútil” ser servos de Deus. É possível que sacerdotes tivessem liderado essa murmuração, mas o povo em geral era igualmente culpado. “Não estamos ganhando nada com isso!”, reclamavam. “As coisas só estão piorando.”

Ouço essa reclamação de alguns cristãos sobre sua igreja. “Isso não está nos trazendo benefício algum!” Mas a igreja é como um banco ou como um lar: se você não dá coisa alguma, não recebe coisa alguma de volta. Servimos a Deus, pois é a coisa certa a se fazer, não porque somos recompensados por nosso serviço. (Seremos recompensados, mas essa não é nossa principal motivação.)

Além disso, tinham outra queixa: os povos pagãos a seu redor que não conheciam ao Senhor estavam em melhores condições do que o povo de Judá! Os perversos estavam prosperando, enquanto os piedosos estavam sofrendo. E claro que os judeus teriam grande dificuldade em provar que eram “piedosos”, pois eram culpados de desobedecer ao Senhor. Deus os teria abençoado se tivessem se entregado ao Senhor, mas preferiram fazer as coisas a sua maneira e, então, murmurar sobre o que deixou de acontecer.

Servir ao Senhor é algo sério, e a ordem que recebemos foi: “Servi ao Senhor com alegria” (Sl 100:2). E triste quando um servo do Senhor faz seu trabalho sem qualquer entusiasmo, simplesmente executando tarefas porque são sua obrigação ou porque vai levar alguma vantagem. Filipenses 2:1-12 é o retrato que Deus apresenta de Cristo, o Servo ideal de Deus, e é o seu exemplo que devemos seguir.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. IV. Editora Central Gospel. pag. 603.

3. Devemos viver conforme a vontade do Senhor.

Como é explicada em mais detalhes (v. 2). O apóstolo explica o que ele quer dizer com estar morto para o pecado, e cessar do pecado, tanto negativa quanto positivamente. Negativamente: “…para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens”; não vivam para as lascívias pecaminosas e os desejos depravados dos homens carnais e ímpios. Mas, positivamente, cada um deve se conformar à vontade revelada do Deus santíssimo. Aprenda:

1. As concupiscências dos homens são a fonte de toda a sua maldade (Tg 1.13,14). Sejam quais forem as tentações ocasionais, elas não poderiam prevalecer, se não fosse a depravação do próprio homem.

2. Todos os bons cristãos fazem da vontade de Deus, e não das suas próprias concupiscências e desejos, a regra da sua vida e dos seus atos.

3. A verdadeira conversão faz uma mudança maravilhosa no coração e na vida de todo aquele que participa dela. Separa o homem de todos os seus desejos antigos, conformes à sua época e cheios de prazeres, e do caminho comum e dos vícios do mundo, para a vontade de Deus. Transforma a mente, o discernimento, as afeições, o caminhar e o comportamento de todos os que a experimentaram.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 877-878.

Resistir ao pecado nos possibilita conhecer a vontade de Deus. A vontade Deus não é um fardo sobre nós; ao contrário, torna o nosso fardo leve. Kistemaker afirma que Pedro faz aqui um contraste gritante entre os “desejos humanos perversos” e a “vontade de Deus”. Os dois são mutuamente excludentes, e os cristãos devem saber que não podem seguir a ambos (Rm 6.2,6,7; l Jo 2.16,17). Os cristãos preferem sofrer por Cristo a pecarem como os ímpios. Estão prontos a morrerem, não a pecarem.

LOPES. Hernandes Dias. 1 Pedro Com os pés no vale e o coração no céu. Editora Hagnos. pag. 144.

A fim de já não viver o tempo ainda restante na carne para os desejos dos humanos, mas para a vontade de Deus. É importante que um cristão capte nítida e conscientemente esse alvo. Quem se converteu e se decidiu em favor desse alvo terá de sustentar essa decisão também na vida cotidiana. O conteúdo da vida do cristão é formulado por Pedro de forma negativa: já não viver para os desejos dos humanos, e positiva: mas para a vontade de Deus. A vontade de Deus sobrepõe-se de forma compromissiva sobre sua vida, tem validade incondicional para eles.

O tempo ainda restante na carne refere-se ao tempo de vida ainda disponível. Ele é dádiva, e até mesmo uma chance. Contudo, é limitado. Como declara a Escritura? “O tempo se abreviou” (1Co 7.29a [TEB]), porque: “A hora (estabelecida por Deus) está próxima” (Ap 1.3). Logo tudo depende de que o tempo de graça ainda concedido seja vivido apropriadamente (Ef 5.15). A vida de nosso Senhor estava tão cabalmente voltada para a vontade de seu Pai que ele podia dizer que ela era o alimento que o sustentava na realização da vontade daquele que o enviara, e na condução da obra dele à consumação (Jo 4.34). Nele notamos o que é verdadeira “vida” no sentido original, a saber, segundo o plano do Criador para nós.

Uwe Holmer. Comentário EsperançaCartas aos I Pedro. Editora Evangélica Esperança.

4. Bênçãos acompanham os que vivem conforme a vontade de Deus!

O evangelho é produtivo (1.6). O evangelho é uma força viva. Ele tem vida em si mesmo. Aonde chega, vidas são transformadas, famílias são salvas, cidades são restauradas e nações são impactadas. O evangelho transforma o pecador recalcitrante em santo e fiel em Cristo.

Seu poder é irresistível. Sua obra é eficaz. A voz média do verbo grego karpoforéo, “dar fruto, frutificar”, enfatiza que o evangelho produz fruto por si mesmo.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses. A suprema grandeza de Cristo, o cabeça da Igreja. Editora Hagnos. pag. 47.

Pela iniciativa divina (1.5b,6). Da qual se refere à esperança (cf. NTLH) “a respeito da qual” (NVI) ouvistes de Epafras e, possivelmente, do próprio Paulo. O verbo grego traduzido por ouvistes está no tempo aoristo, indicando um ato, decisão ou crise completa, quer dizer, eles creram ou aceitaram. Antes não se refere ao estado anterior à conversão, mas antes de darem ouvidos aos falsos mestres, ou antes da escrita da carta, ou além da carta.

Na expressão pela palavra da verdade do evangelho (5b), a preposição “por” (pela) é instrumental, ou seja, é “por meio da” (NVI) pregação. O evangelho é a verdade em oposição ao falso ensino que Paulo está a ponto de expor. Este falso ensino é destituído do verdadeiro objeto da fé (Cristo), da verdadeira ética (o amor divino), da verdadeira experiência (a habitadora “esperança da glória”). Paulo chama a igreja de volta à verdade e dá indicações sobre esta no argumento a seguir. Qual é essa verdade? Ele a declarará em tom retumbante.

Que já chegou a vós (6) significa, literalmente, “está presente convosco”. Em todo o mundo é uma hipérbole legítima. Tradução mais precisa seria: “Até em todo o mundo ele [o evangelho] está dando fruto e crescendo até em vós”. Afigura-se irreal supor que todos, no mundo inteiro, ou que toda cidade ou aldeia tivesse ouvido o evangelho. Seria muito cedo para todos ouvirem.

A gratidão do apóstolo é porque o evangelho está dando frutos nos crentes colossenses, como ocorre nos crentes de todas as partes do mundo onde quer que seja aceito e crido. Como diz Paulo: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2 Co 5.17, grifo meu). A justiça ética (10) é o fruto da fé em Cristo, sendo o mesmo em todos os lugares.

O fruto de Paulo é uma religião universal. Vemos aqui sua perspectiva e ministério mundial. O cristianismo é fundamentalmente uma religião evangelística, igualmente aplicável a todas as pessoas, chegando a cada uma por revelação divina.

A palavra divina entregue e crida já vai frutificando (6; “dá fruto de si mesmo” [presente médio]), indicando que o evangelho livremente em ação nos crentes produz, de si mesmo, boas obras. Talvez os falsos mestres tivessem copiado este verbo dos ensinos de Jesus e lhe dado significado próprio.

Wilfred Knox afirma que a frutificação era um “slogan gnóstico” e que aqui, Paulo está se opondo às reivindicações gnósticas. O fruto cristão é ético (10; 3.5ss.); o evangelho dá o fruto do viver santo onde quer que vá. Há excelente apoio dos originais gregos para adicionar depois de já vai frutificando as palavras “e está aumentando” (cf. “e crescendo”, BAB, NVI, RA; cf. BJ).

O evangelho se espalha com a frutificação, porque a semente é espalhada com o fruto. A voz média presente sugere reprodução contínua. “Paulo assevera que a fé em Cristo é em si a semente viva e crescente. Além disso, goza de comprovação universal”: em todo o mundo. As palavras como também entre vós confirmam o fato notável de que a justiça ética nos crentes colossenses é o fruto da fé em Cristo.

Desde o dia em que ouvistes (6) o evangelho mostra que o evangelho da graça é previamente. Não foram eles que o procuraram, mas ele veio a eles. E produz seus efeitos em tempo relativamente curto. E conhecestes (tempo aoristo indicativo) é um verbo forte em grego, significando “vistes” ou “examinastes”, “inspecionastes minuciosamente”.

Eles vasculharam o evangelho, verificaram que era verdadeiro e “entenderam a graça de Deus” (NVI; cf. BJ, RA; cf. tb. At 17.11). A graça de Deus é expressão frequente e fala de tudo que é maravilhoso e divino. Podemos entender em verdade de dois modos: a graça de Deus é a verdade, ou a graça de Deus está na verdade, o evangelho (2 Co 4.2; Cl 1.5).

O homem se esforça para encontrar Deus nas falsas religiões; mas é Deus que desce para se revelar na verdade. O evangelho tem aplicação e resultados universais. Ninguém é favorecido acima de ninguém. Carson realça que os colossenses não são inferiores por viverem numa cidade pequena. Deus trabalha do mesmo jeito no mundo inteiro.

John B. Nielson. Comentário Bíblico Beacon Colossenses. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 302-303.

Curso Interpretando a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

OS PRINCÍPIOS DIVINOS EM TEMPOS DE CRISE

1° LIÇÃO 3° TRIMESTRE 2020 DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO

2° LIÇÃO 3° TRIMESTRE 20 – DESPERTAMENTO ESPIRITUAL UM MILAGRE

3 LIÇÃO 3 TRIMESTRE 20 – O DESPERTAMENTO RENOVA O ALTAR

4 LIÇÃO 3 TRI 20 – A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO ENFRENTOU OPOSIÇÃO

5 LIÇÃO 3 TRI 20 – ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

6 LIÇÃO 3 TRI –  NEEMIAS RECONSTRÓI OS MUROS DE JERUSALÉM

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