7 Lição 3 Tri 22 A SUTILEZA DA RELATIVIZAÇÃO DA BÍBLIA

 

7 Lição 3 Tri 22 A SUTILEZA DA RELATIVIZAÇÃO DA BÍBLIA

7 LIÇÃO 3 Tri 22 A SUTILEZA DA RELATIVIZAÇÃO DA BÍBLIA

 

TEXTO ÁUREO

 

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” (2 Tm 3.16)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Bíblia é a inspirada, a inerrante e a infalível Palavra de Deus. Por isso, não podemos relativizá-la.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Rm 12.2 É preciso não se conformar e se transformar pela renovação do entendimento

 

Terça – Is 5.20 Não se pode relativizar as Sagradas Escrituras

 

Quarta – Hb 13.8 A Bíblia não muda porque Jesus Cristo é o mesmo

 

Quinta – SI 11.3 Se os fundamentos forem destruídos, o que o justo fará?

 

Sexta – 2 Tm 3.15 O fundamento da vida cristã deve iniciar na tenra idade

 

Sábado – 2 Tm 3.16 As Escrituras como única regra de fé e de conduta

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Timóteo 3.14-17

 

14 – Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem tens aprendido.

 

15 – E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

 

16 – Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,

 

17 – para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

 

 

Hinos Sugeridos: 259, 306, 556 da Harpa Cristã

 

 

PLANO DE AULA

 

1- INTRODUÇÃO

 

Caro professor, prezada professora, nesta lição estudaremos o processo de relativização da Bíblia. Por isso, ela se desdobra em quatro tópicos: Primeiro – A Bíblia e o Espírito desta Era; Segundo – A Bíblia e o Politicamente Correto; Terceiro – A Bíblia e o outro Evangelho; Quarto – A Bíblia, sempre atual Palavra de Deus. Basicamente, esse conteúdo mostra o processo de desconstrução e de relativização que certos mestres estão fazendo com a Bíblia; a construção de uma narrativa e a criminalização da opinião que enaltecem os valores da Bíblia; a promoção de novas metodologias de interpretação, bem como novas teologias, a partir da Bíblia e, finalmente, a afirmação cristã da Bíblia como a inerrante Palavra de Deus.

 

 

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição:

I) Destacar os aspectos desconstrucionistas e relativistas a respeito da Bíblia;

II) Explicar o processo de construção de narrativas para criminalizar a opinião doutrinariamente conservadora da Bíblia;

III) Pontuar as novas metodologias e teologias a partir da relativização da Bíblia;

IV) Afirmar que a Bíblia é um livro revelado e inspirado por Deus.

B) Motivação: Vivemos sob uma ideologia que domina os ambientes intelectuais e culturais de nossa sociedade: universidades, jornalismo, cinema etc. Essa influência não deixaria de atingir a fé cristã. Há um movimento intelectual de dentro do meio evangélico que busca desconstruir a visão conservadora da Bíblia, relativizando assim os grandes ensinamentos milenares que herdamos de nossos antigos pais. É preciso estar consciente a respeito desse movimento.

C) Sugestão de Método: Certamente seus alunos já tomaram conhecimento pela internet a respeito de líderes que se denominam cristãos, mas defendem a liberação do aborto, a normalização da homossexualidade etc. Por isso, dê a oportunidade para um ou dois alunos no máximo contar a respeito dessa experiência. Não passe de cinco minutos com essa atividade introdutória para o desenvolvimento da lição. Em seguida, diga que as ideias defendidas por esses líderes têm a ver com a proposta de desconstrução e relativização da interpretação e dos valores da Bíblia como Palavra de Deus.

 

 

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

  1. A) Aplicação: Conclua a lição incentivando os alunos a lerem bons livros que valorizam os antigos postulados da Bíblia como Palavra de Deus. Obras como a Origem da Bíblia, editada pela CPAD, dentre outras, são um grande auxílio para este trabalho apologético a respeito da Bíblia.

 

 

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que lhe darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto “Apego à Bíblia como Antídoto” é uma reflexão que expande o primeiro tópico a respeito de como a igreja pode se proteger do processo de desconstrução e relativização da Bíblia;

2) O texto “A Inspiração das Escrituras” traz uma proposta de aplicação para afirmar a autoridade das Escrituras.

 

 

INTRODUÇÃO COMENTÁRO

 

Não é novidade para ninguém que a Bíblia sempre sofreu ataques ao longo dos séculos. Não foram poucas as tentativas de desacreditá-la e, até mesmo, aboli-la da sociedade. As táticas foram muitas. Às vezes seus exemplares foram queimados; outras vezes a Bíblia foi considerada perigosa, obsoleta e desnecessária. Enfim, em diferentes momentos e épocas sempre houve algum levante contra a autoridade das Escrituras. Hoje não é diferente. Infelizmente, há quem afirme que a Bíblia precisa ser “atualizada”. Geralmente esse posicionamento é tomado quando se trata de questões de natureza social e comportamental. Assim, há quem defenda que a Bíblia precisa ser “ressignificada”. Em outras palavras, para ele, a Palavra de Deus está desatualizada nessas questões sociais e comportamentais ou, no mínimo, mal traduzida, mal interpretada e, portanto, mal aplicada.

 

 

COMENTÁRIO

 

A Bíblia Precisa Ser Atualizada?

Recentemente, um famoso pregador e pastor evangélico afirmou em uma pregação que a Bíblia precisaria ser atualizada. De acordo com ele, a Bíblia estaria desatualizada, por exemplo, quando trata da questão do comportamento homossexual. Dessa forma, o comportamento homossexual não pode ser considerado errado pelos cristãos por conta de um ou dois textos bíblicos que, segundo ele, precisariam ser ressignificados.

De acordo com esse pastor, a Bíblia é insuficiente quando se trata de questões relativas ao mundo contemporâneo. Em outras palavras, a Bíblia se tornou um livro obsoleto que necessita de revisão. A doutrina da inerrância e suficiência das Escrituras, portanto, não existem mais. É preciso atualizar o texto ou enxergá-lo com outro olhar. Em sua fala, o pastor destacou que a Bíblia é um livro insuficiente e precisa ser relido e ressignificado para que os seus princípios possam fazer sentido no mundo contemporâneo.

No entender desse pregador, uma das razões que justificaria a atualização da Bíblia diz respeito à questão de gênero da sociedade. Dessa forma, o pastor mostra que enxerga a questão do comportamento homossexual como normal. Assim, ele entende que se a igreja quiser ser de fato uma referência para esse mundo precisa atualizar o seu manual, a Bíblia, a fim de que possa enfrentar os pecados que tem cometido em relação à questão de gênero. Em outras palavras, segundo ele, ao manter uma visão conservadora e ortodoxa nessa área, a igreja estaria cometendo pecado.

Não é a primeira vez que a Bíblia sofre esse tipo de ataque. Muda a temática e a forma como é feita, contudo, a metodologia e a hermenêutica usadas são as mesmas. Em 2009, vimos um ataque à Bíblia semelhante ao que acabamos de expor. Naquela época, a Bíblia precisava ser atualizada não por conta do comportamento homossexual, mas porque continha mitos.

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

A BÍBLIA É SEMPRE NOVA E INESGOTÁVEL

O tempo não afeta a Bíblia. É o livro mais antigo do mundo e ao mesmo tempo o mais moderno. Em mais de 20 séculos o homem não pôde melhorá-la… Se a Bíblia fosse de origem humana, é claro que em dois milênios, ela de há muito estaria desatualizada. Uma vez que o homem moderno se jacta de tanto saber, era de esperar que já tivesse produzido uma Bíblia melhor! Realmente isto é uma evidência da Bíblia como a Palavra de Deus!

Tendo em vista o vasto progresso alcançado pelo homem, especialmente nos dois últimos séculos, só podemos dizer que, se ele não produziu um livro melhor, para substituir a Bíblia, é porque não pôde. Muitos também reclamam por não ser estritamente científica a linguagem da Bíblia. Ora, a Bíblia trata primeiramente da redenção da humanidade. Além disso, termos científicos mudam ou ficam para trás, à medida que a ciência avança. Sempre temos termos novos na Ciência.

A Bíblia nunca se torna um livro antigo, apesar de ser cheio de antiguidades. Ela tão hodierna como o dia de amanhã. Sua mensagem milenar tanto satisfaz a criança como o ancião encanecido. A Bíblia pode ser lida vezes sem conta sem se poder encontrar suas profundezas e sem que o leitor perca por ela o interesse. – Acontece isso com os demais livros?! Quem já se cansou de ler Salmo 23; João 3.16; Romanos 12; 1 Coríntios 12? É que cada vez que lemos essas passagens (para não falar nas demais), descobrimos coisas que nunca tínhamos visto antes. Depois de quase 2.000 anos de escrito o último livro da Bíblia, a impressão que se tem é que a tinta do original está ainda secando…

Até o fim dos tempos o velho e precioso Livro continuará a ser a resposta às indagações da humanidade a respeito de Deus e do homem. Nos seus milhares de anos de leitura, a Bíblia nunca foi esgotada por ninguém.

Silva, Antônio Gilberto da, A Bíblia através dos séculos. Editora: CPAD. 15 Edição 2004.

 

 

Palavra-Chave: RELATIVIZAÇÃO

 

 

I – A BÍBLIA E O ESPÍRITO DESTA ERA

 

 

1- A desconstrução.

 

Não é incomum encontrarmos na literatura, ou nas mídias sociais, expressões como: “a era do vazio”; “pós verdade”, “o fim das certezas”, “cultura líquida” ou ainda “desconstrução”. São formas diferentes para nomear o mesmo fenômeno cultural que impera na sociedade contemporânea, também denominado de pós-moderno. Em palavras mais simples, esse novo modelo ou paradigma cultural se contrapõe ao cristianismo procurando desconstruir, não apenas sua herança cultural, mas, sobretudo, seu conjunto de valores ético morais e espirituais (cf. Rm 12.2). Enfim, é uma nova forma de pensar e agir diferente daquela que estávamos habituados a enxergar. A consequência disso tudo é a relativização das Escrituras (Is 5.20).

 

COMENTÁRIO

 

 

A Hermenêutica da Desconstrução

Tanto a doutrina que afirma que a Bíblia precisa ser atualizada como a que diz que ela está eivada de mitos são produtos e subprodutos da hermenêutica pós-moderna. De acordo com esse modelo interpretativo, o leitor, e não o autor, é o sujeito da interpretação. Dessa forma, pouco importa o que o autor bíblico disse sobre determinada questão. O que importa mesmo é como o leitor moderno entende esse texto ou o entendimento que ele impõe ao texto. Nesse sentido, o texto bíblico tem tantos significados quanto são os seus leitores, já que é o leitor que impõe ao texto o seu sentido.

Há algum temo, como parte das atividades acadêmicas do meu mestrado em teologia, fiz uma resenha do livro de Kevin Vanhoozer Há um Significado nesse Texto?. Nessa obra, Vanhoozer faz uma análise dos enfoques contemporâneos no universo da interpretação bíblica, em especial o pósmoderno.

Além de fazer um inventário do processo interpretativo ao longo da história da hermenêutica, Vanhoozer mostra como o paradigma cultural pós-moderno, também conhecido como Desconstrução ou Desfazimento, tem modelado a forma como a Bíblia deve ser lida. É importante, portanto, conhecer a análise que Vanhoozer fez da hermenêutica pós-moderna para entendermos de que forma ela tem influenciado a compreensão do texto bíblico.

Vanhoozer mostra que a “desconstrução” ou “desfazimento”, termo usado pela filosofia pós-moderna derridiana, mudou de vez a forma como os textos devem ser interpretados. A desconstrução veio como um grande tsunami desfazendo a autoridade interpretativa da igreja, mostrando que esta não passava de arbitrariedade linguística. Dessa forma, nenhuma ideologia podia se legitimar como sendo portadora da verdade.

Vanhoozer mostra como a “desconstrução” acabou por minar a figura do “autor”. O leitor, e não o autor, é o real dono do sentido do texto.

Vanhoozer destaca que esse ataque à autoridade autoral é uma derivação da filosofia da “morte de Deus”. Ela entra em confronto direto com a hermenêutica cristã, pois esta repousa no significado que o autor emprestou ao texto. Derrida acusa a cultura ocidental de estarem contaminadas com a ideia de que há algum significado em determinado texto. Para Jaques Derrida, a desconstrução derribou os ídolos firmados em signos (símbolos), o que ele vai denominar de “logocentrismo”. Para Derrida, os filósofos se tornaram ventríloquos que projetam suas próprias vozes no texto. Derrida está convencido de que a desconstrução apregoada por ele limpará a cultura dessa “razão impura”.

Assim, o leitor também passa a ser visto como o produto de diversos códigos culturais. Como observa Vanhoozer, a desconstrução também desfaz o leitor mostrando que os hábitos de leitura são produtos culturais institucionalizados e historicamente condicionados. Dessa forma, a leitura nunca é imparcial, mas interessada. Um exemplo apontado pelos intérpretes pós-modernos estaria na camisa de força que a cultura ocidental vestiu o velho continente com os valores liberal-democráticos. Em síntese, o desconstrucionista tem por objetivo libertar o leitor do texto.

Vanhoozer desenvolve o que ele chama de “refazendo a interpretação’. A sua proposta, diametralmente oposta à dos pós-modernos, é “Refazer a interpretação”. Se a desconstrução desfez ou desmoronou o edifício interpretativo, Vanhoozer procura ver a possibilidade de mostrar uma proposta interpretativa que seja convincente na sua dura e gigantesca tarefa de reconstrução. É preciso, portanto, “ressuscitar o autor”, “redimir o texto” e “reformar o leitor”.

Ao contrário do que pensava Derrida, Vanhoozer vê o autor como um senhor da linguagem, e não como um escravo dela. Dessa forma, reconhecer os direitos do autor é receber sua comunicação, não a revisar.

Longe de ser um tropeço, como viam os pós-modernos, a linguagem aqui é vista como uma dádiva de Deus aos homens. É por meio da linguagem que nos relacionamos com o mundo e procuramos entendê-lo. Derrida argumentava que não existia nada “fora do texto”. A proposta aqui é que não existe nada fora do “contexto”. O processo do entendimento, conforme aponta Vanhoozer, se dá por intermédio da ação comunicativa. O autor, portanto, é um agente comunicativo que por meio da fala expressa sua linguagem ou pensamento. Dessa forma, não há significado sem a presença de um autor. Vanhoozer destaca o papel do Espírito na ação interpretativa na comunidade de fé. Para ele, a função do Espírito em relação à Palavra de Deus é aplicar o sentido do texto, não o mudar.

Kevin Vanhoozer gasta algumas páginas de seu volumoso livro para tratar o que hoje os intérpretes denominam de Hermenêutica do Espírito, a qual ele denomina de “hermenêutica do pentecostes”. Para Vanhoozer, os teólogos deveriam ter muito cuidado para não porem a Palavra contra o Espírito. Nesse aspecto, o Espírito não é um suplemento derridiano que se soma à palavra escrita ou a aperfeiçoa. O capítulo 2 de Atos serve como paradigma dessa hermenêutica, visto que ali é possível enxergar a relação entre o “isto” (o evento de pentecostes) com o “aquilo” (o significado da profecia de Joel). Fica claro nesse texto que o sentido atribuído à profecia de Joel não foi uma invenção de Pedro, mas uma “atualização” que o Espírito fez da mesma naquela situação. Da mesma forma, um fato semelhante pode ser visto no uso que o apóstolo Paulo faz do Antigo Testamento. Paulo, portanto, leu as Escrituras à luz do Pentecostes, isto é, da sua experiência do Espírito, e não o contrário. Em resumo: o Espírito Santo sentencia, isto é, determina o sentido do texto, atualizando-o, ilumina o seu significado, fazendo aflorar o seu sentido, e santifica o leitor no seu entendimento. Em suma: toda hermenêutica é teológica, sendo que um texto tem um só significado, mas muitas significâncias.

Observamos, portanto, que a teoria que afirma que a Bíblia precisa ser atualizada é fruto de uma compreensão pós-moderna da história. Ela se vale de pressupostos de uma interpretação centralizada no leitor do texto, e não no seu autor. Como foi destacado, essa forma de enxergar o texto tem com pano de fundo a filosofia da linguagem de Jaques Derrida e outros filósofos da chamada desconstrução. Esse modelo interpretativo, na verdade, é fruto de uma realidade maior — a tentativa de desconstruir o paradigma judaico-cristão, que tem na Bíblia o seu alicerce.

Tendo esse modelo exegético influenciado as academias e virado moda entre muitos pregadores, inclusive pentecostais, acredito ser oportuno aqui traçar algumas diretrizes que ajudarão a refazer o caminho da interpretação. Sobre a necessidade de uma metodologia adequada que busque o significado do texto bíblico, e não se submeta à exegese pós-moderna, o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética, órgãos da CGADB, emitiram um Manifesto no qual afirmam que:

[…] não nos rendemos aos métodos histórico-crítico e pós-modernos, notadamente nos aspectos que buscam fragmentar as Escrituras e negar os milagres; 3) refutamos a teologia narrativa em sua pretensão de desconstrução do texto e de seu sentido, que devem sempre guardar coesão com o contexto histórico e gramatical; 4) não empregamos métodos de interpretação subjetivista, focados no leitor, em detrimento do autor e do texto; 5) consideramos que as experiências devem sempre e necessariamente ser submetidas ao crivo da inspirada e infalível Palavra de Deus; e 6) servimo-nos de ferramentas da erudição bíblica, conscientes de que métodos e técnicas, por melhores que sejam, são humanos e, portanto, imperfeitos e incompletos, pelo  que buscamos acima de tudo a iluminação do Espírito Santo (Ef 1.18, 2Pe 1.20).

Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

 

Não há como falar de Igreja Emergente sem falarmos de um de seus pressupostos mais amados: a Teologia Narrativa. Esse pressuposto está vinculado diretamente ao conceito de Hermenêutica Generosa ou Hermenêutica Pós-moderna, de que já falamos. O nome Teologia Narrativa se deve ao fato de que seus adeptos propõem que a Bíblia precisa ser entendida não como uma obra proposicional, que apresenta doutrinas, mas tão somente como uma grande narrativa devocional que deve ser lida e interpretada sem preocupação com as regras de hermenêutica.

A Teologia Narrativa seria, portanto, uma construção teológica supostamente alternativa contra o que os emergentes chamam de repetição dogmática ou rigidez científica na interpretação da Bíblia.

ONDE TUDO COMEÇOU

A gênese da Teologia Narrativa, por incrível que possa parecer, se deu com o filósofo ateu, anticristão e ativadores Friedrich Nietzsche (1844-1900).

Mas, como assim? O que esse filósofo anticristão e anti-Deus tem a ver com uma teologia que se propõe cristã?

Nietzsche é considerado o pai da pós-modernidade e tem esse título justamente porque iniciou a crítica contundente e ácida a todo tipo de instituição ou de valor absoluto, e esse tipo de crítica acabou sendo absorvido como uma característica básica da pós-modernidade.

Filho de um pastor luterano chamado Karl Ludwig, que morreu prematuramente, Nietzsche inicialmente queria ser pastor como o pai, porém, em 1864, abandonou o projeto para se formar em Filologia. Logo que se formou, conseguiu um emprego como professor de Filologia Clássica na Universidade de Basiléia, na Suíça.

Ainda jovem e já lecionando, Nietzsche resolveu publicar seus primeiros livros, mas teve o desprazer de ver suas obras rejeitadas pela crítica a ponto de ter sido até mesmo excluído do círculo de filólogos de sua época. Frustrado e deprimido, Nietzsche decide, então, ser um “espírito livre”, como se definiu, e escrever contra tudo que antes defendera.

Se antes escrevera defendendo o músico Wagner e o filósofo Schopenhauer, agora passa a atacá-los. Renuncia o que chamou de “vontade culpada” de Schopenhauer, substituindo-a pelo que define como “vontade alegre”. Se louvara o “espírito alemão”, agora passou a desprezá-lo. Em Humano, demasiado humano (1878), sua primeira obra da nova fase, ele afirma que o homem é o criador dos valores, mas costuma esquecer sua própria criação vendo nela algo de “transcendente”, “eterno” e “verdadeiro”, quando os valores não seriam mais do que algo “humano, demasiado humano”. Ele defende as mesmas ideias em dois outros livros:

Para além do bem e do mal (1885) e. Para uma genealogia da moral {1887). O britânico C. S. Lewis desintegraria tais ideias brilhantemente nos primeiros capítulos de sua obra Cristianismo Puro e Simples. Ele não foi o único a fazê-lo, mas sua abordagem sobre o assunto é uma das mais precisas.

Em Crepúsculo dos ídolos ou como filosofar com o martelo (1888), os ataques de Nietzsche são contra o Estado, as instituições, a moral, o espírito alemão, as ilusões da filosofia e a verdade. Ainda em 1888, publica Anticristo, onde ataca tudo o que é cristão ou esteja “infectado” pelo cristianismo.

Resumindo, Nietzsche, que é mais conhecido por ter declarado “Deus está morto”, negou a existência de qualquer tipo de valor absoluto e proclamou o desprezo às instituições. Terminou louco e assim morreu em 1900, mas a influência dos seus escritos se fez sentir no início do século 20 e, no meio filosófico, especialmente na França dos anos 60. Foi ali que, há pouco mais de 40 anos, inspirados por Nietzche, três filósofos — Michel Foucault (1926-1984), Jacques Derrida (1930-2004) e Julia Kristeva (1941-) – iniciaram dois movimentos simultâneos chamados pós-estruturalismo e desconstrutivismo, que, mais tarde, aplicados à hermenêutica bíblica, criaram a Teologia Narrativa.

Foucault foi um famoso filósofo e professor de História dos Sistemas de Pensamento no College de France de 1970 a 1984. Homossexual e adepto de uma vida desregrada, ele faleceu aos 57 anos, em decorrência de AIDS.

Porém, antes de morrer, deixou sua marca em favor do pós-estruturalismo e do desconstrutivismo ao criar e popularizar a teoria de que todo tipo de discurso é, no fundo e sempre, uma tentativa de exercer influência e poder sobre as pessoas. Ele era contra todo e qualquer tabu social e tinha aversão ao discurso cristão ou religioso de forma geral.

De origem judaica, Jacques Derrida nasceu na Argélia, então colônia francesa, e sofreu muito em sua infância por causa do anti-semitismo. Já na juventude, tornou-se discípulo confesso dos escritos dos ateus Friedrich Nietzsche, Jean-Jacques Rousseau e Albert Camus. Inspirado nesses seus ídolos, Derrida fundou o desconstrutivismo, tese que propõe a indeterminação do sentido dos textos. Explicando: segundo Derrida, qualquer texto deve ser lido sem procurarmos qualquer intenção do autor por trás dele.

Para o francês, só interpretamos melhor uma obra quando não buscamos um propósito autoral por trás dessa obra.

Caberia a cada leitor, portanto, dar aos textos o significado que ele mesmo acha que tenham. Outro detalhe é que os significados dados devem ser não apenas independentes do objetivo revelado pelo autor da obra, mas também de qualquer interpretação decorrente dos métodos tradicionais de interpretação de textos. Isto é, os princípios hermenêuticos clássicos devem ser desprezados totalmente. Isso é desconstrutivismo.

Já a filósofa franco-búlgara Julia Kristeva, que também é psicanalista e crítica literária, além de defender o desconstrutivismo e o pós-estruturalismo, foi líder do movimento feminista na França, tendo também exercido forte influência no movimento feminista da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Ela defende enfaticamente a relativização dos valores, princípio básico da pós-modernidade. Aliás, o pós-estruturalismo, bandeira empunhada pelo trio Foucault, Derrida e Kristeva, é basicamente a negação da existência de verdades absolutas.

Foi aplicando o pós-estruturalismo e o desconstrutivismo de Derrida, Foucault e Kristeva à teologia que nasceu a Teologia Narrativa, defendida hoje pela maioria esmagadora dos teólogos adeptos da Igreja Emergente e por alguns cristãos simpatizantes.

Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 75-78.

 

 

O PÓS-MODERNISMO E A VERDADE

E difícil definir ou mesmo caracterizar o pós-modernismo, dada sua livre associação com diversos pensadores das mais variadas disciplinas acadêmicas.

No entanto, é possível fornecer uma caracterização bastante precisa do pós-modernismo em geral, visto que seus amigos e inimigos o entendem suficientemente bem para debater sobre seus pontos fortes e pontos fracos.

Como posição filosófica, o pós-modernismo é basicamente a reinterpretação do que é conhecimento e do que conta como conhecimento. Em termos mais gerais, representa uma forma de relativismo cultural sobre coisas como a realidade, a verdade, a razão, o valor, o significado, o ego e outras noções. Na visão pós-moderna, não há coisas como realidade objetiva, verdade, valor, razão e assim por diante. Todas estas são construções sociais, criações de práticas linguísticas e, como tais, não relativas não a indivíduos, mas a grupos sociais que partilham uma narrativa comum.

O pós-modernismo nega a teoria da correspondência, alegando que a verdade é apenas a contingente criação da língua que expressa costumes, emoções e valores embutidos nas práticas linguísticas de uma comunidade.

Para os pós-modernistas, se alguém afirma ter a verdade no sentido de correspondência, essa asserção é um movimento de poder que vitima os sentenciados a não terem a verdade.

GEISLER. Norman. RAZÕES PARA CRER Apresentando Argumentos A Favor Da Fé Cristã. Editora CPAD. 1 ed 2013. pag. 118.

 

 

2- O Relativismo.

 

Dentro dessa nova configuração cultural, o relativismo é inevitável. Não há valores perenes ou absolutos. Tudo é relativo. Na verdade, há muito que o relativismo ético moral vem se insurgindo na sociedade e de forma sorrateira na igreja. Não há mais parâmetro por meio do qual se possa dizer o que é certo ou errado. Tudo é relativo. Isso significa dizer que qualquer julgamento depende do ponto de vista de quem julga ou analisa. Por essa perspectiva, a Bíblia representa apenas mais um ponto de vista dentre vários outros (cf. Hb 13.8).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

O Termo

Essa palavra portuguesa vem do latim, relatus, «relativo», «cognato-, de alguma coisa. Na filosofia, esse vocábulo indica que coisa alguma subsiste isolada, não podendo ser considerada um absoluto por si mesma. Antes, todas as coisas seriam interdependentes, modificando-se umas às outras.

«O relativismo é a teoria que diz que a base para nossos juízos no conhecimento, na cultura e na ética difere de acordo com as pessoas, acontecimentos ou situações. Dá a entender um estado mental e uma maneira de pensar que repele as reivindicações absolutas» (H). As teorias, no campo da física, que subentendem a relatividade na natureza, são chamadas estranhas em outros campos, como no campo do conhecimento e da ética.

O Relativismo na Crença

As crenças podem ser nebulosas, indistintas.

Tem-se observado que diferentes sociedades defendem diferentes crenças em relação às mesmas entidades. Assim sendo, as crenças são socialmente condicionadas e determinadas. As crenças religiosas diferem muito umas das outras, e cada sociedade advoga seu próprio conjunto de dogmas. Até mesmo as crenças que se fundamentariam sobre a revelação diferem de sociedade para sociedade, ou mesmo dentro de uma mesma cultura. Imaginei Diferem largamente até dentro de uma mesma religião, como se dá no caso do cristianismo. Essas observações conduzem-nos ao fato de que as crenças são questões relativas, e não fixas, embora pessoas e grupos possam tentar fixá-las, em suas declarações de fé. A mesma coisa que se verifica no campo das religiões pode ser verificado no ceticismo, o qual supõe que não existem verdades fixas, ou, pelo menos; que essas verdades não foram descobertas até agora.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 5. pag. 636.

 

 

COSMOVISÃO PÓS-MODERNA

Ao analisarmos os pressupostos da IE, vemos que os emergentes, que se apresentam como fiéis depositários da pureza do evangelho por terem uma visão supostamente mais aclarada dele, não têm nada de cristãos em sua forma de entender o mundo e a vida. Os emergentes não têm uma cosmovisão (visão de mundo) cristã. O que pregam choca-se frontalmente com as Sagradas Escrituras. Sua cosmovisão é pós-moderna, isto é, influenciada pelos valores e princípios da pós-modernidade, tais como o relativismo.

Sua compreensão do evangelho não é pura, não é extraída do próprio evangelho, mas fruto de sua visão de mundo impregnada pelos modismos atuais. E quando confrontados com o fato de estarem se conformando com o mundo (Rm 12.2), tentam justificar essa posição argumentando que o cristianismo em nossos dias só se tornará relevante se contextualizarmos a mensagem bíblica às demandas da pós-modernidade. Esquecem, porém, que a sadia contextualização não significa adaptação.

A contextualização sadia consiste na decodificação e na transmissão integral dos conteúdos, axiomas, doutrinas e valores da Palavra de Deus à nossa geração. Já a contextualização doentia, aplicada pelos emergentes, adapta e distorce os princípios bíblicos conforme os sabores de nossa época. Ora, os ensinos da Palavra de Deus não devem ser alterados para se acomodarem aos gostos de uma geração.

Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 44.

 

 

Pode a razão, por si só, dar origem a um sistema moral viável? A resposta é não, e o fracasso da razão em sua capacidade de originar, por si só, normas morais foi ilustrado vigorosamente, alguns anos atrás, pelo destino da Conferência de Ciências, Filosofia e Religião. No verão de 1939, com os exércitos nazistas ocupando a antiga Checoslováquia e prontos para atacar a Polônia, após terem sido frustradas as últimas esperanças de paz com Hitler, o mundo se cingiu para os horrores de outra guerra mundial. Percebendo que a moral do mundo ocidental deveria ser reforçada de alguma maneira, Louis Finkelstein, chanceler do Seminário Teológico Judeu em Nova York, começou a planejar uma grande conferência, onde os maiores estudiosos de todas as disciplinas utilizariam a sua sabedoria coletiva para criar um código universal de ética que provesse o alicerce moral para a democracia. A conferência foi anunciada em junho de 1940, em declaração assinada por 79 dos mais importantes intelectuais, inclusive Albert Einstein. O jornal New York Times publicou o anúncio completo na primeira página, considerando o como uma “declaração intelectual de independência”. Uma semana depois, o Times publicou o editorial, “Defendendo a Democracia”, onde concluía que “precisamos de um novo Contrato Social, uma nova Declaração dos Direitos da Humanidade”.

Quando o grupo reuniu-se mais tarde naquele ano, a meta era o que Finkelstein chamou de “pensamento corporativo” — quer dizer, um esforço de sintetizar a ética judaico-cristã juntamente com o humanismo do iluminismo e a ciência moderna, visando criar o novo fundamento para a sociedade democrática. Até mesmo antes do tiro de largada – durante a sessão organizadora — a batalha era travada entre os tradicionalistas e os modernistas. Pelo lado dos tradicionalistas, Mortimer Adler, editor da série Great Books (Grandes Livros), declarou: “Temos mais a temer de nossos professores do que de Hitler”, referindo-se àqueles intelectuais que tinham abandonado as verdades morais historicamente aceitas. O adversário, Sidney Hook, respondeu que Adler estava promovendo um “novo medievalismo”. “O único absoluto é a ciência”, Hook rebateu, e clamou por uma metodologia pragmática da moralidade.

Os modernistas afirmaram que todos os valores são relativos excluindo-se, é claro, o valor da tolerância.

COLSON. Charles., PEARCEY. Nancy. E agora como viveremos? Editora CPAD. pag. 441.

 

 

SINOPSE I

 

O Espírito desta era contribui para a desconstrução e relativização da Bíblia.

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

APEGO À BÍBLIA COMO ANTÍDOTO

“Em 2003, o projeto genoma humano identificou, pela primeira vez, aproximadamente 20 a 25 mil genes no DNA humano. Do ponto de vista biológico, os genes determinam as características particulares de cada organismo. Deus é um grande engenheiro pelo fato de nos ter criado de tal modo! Nossos genes determinam como vamos evoluir ou, em alguns casos, decair conforme o andamento da nossa vida.

A cor dos nossos olhos, nossa altura e até mesmo a propensão para certas doenças são exemplos de como somos tecidos nos detalhes celulares, no que diz respeito ao aspecto físico. Por analogia, as igrejas também têm uma ‘constituição genética’ – crenças, princípios e compromissos que costumam direcionar e determinar sua existência espiritual, sua dinâmica como comunidade e, finalmente, seus impactos sobre o mundo. A questão de que a igreja tem a Escritura na medula óssea pode parecer irracional, mas nem sempre é o caso. Na América do Norte temos vivido uma ‘doença genética’ na igreja, manifestada por uma preocupante expansão rápida de um analfabetismo bíblico” (GUTHRIE, George. Lendo a Bíblia Para a Vida: Seu Guia para Entender e Viver a Palavra de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.267).

 

 

II- A BÍBLIA E O POLITICAMENTE CORRETO

 

 

1- A criação de uma narrativa.

 

“Destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (SI 11.3 – NAA). Essa pergunta do salmista ecoa em nossos dias. Os fundamentos estão sendo derrubados, destruídos. É preciso observar que isso não é um fenômeno aleatório, impensado. Não. Trata-se de uma narrativa ardilosamente construída com o fim de desconstruir os valores cristãos e substituí-los por outros. É aí que se cria uma narrativa ou história para se chegar a esse fim. Surge o discurso do “politicamente correto”. Dentro desse modelo criou-se uma nova moralidade, uma nova ética, e, portanto, uma nova forma de dizer o que é certo e errado. Por esse novo modelo está correto se fazer aborto e proibir a leitura da Bíblia em espaços públicos (cf. 2 Tm 3.12-14). Dentro dessa narrativa do politicamente correto não há espaço para a Bíblia.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

O QUE PROPÕE A TEOLOGIA NARRATIVA?

Seguindo os pressupostos desconstrutivistas, os teólogos emergentes ensinam que a interpretação de um texto bíblico pode ter vários significados, não sendo possível determinar um sentido único que seja apresentado como o verdadeiro. O sentido do texto não estaria dentro do texto, mas fora do texto.

Não seria intratextual, mas extratextual. O significado e a interpretação de todos os textos bíblicos seriam, portanto, relativos e caberia a cada um extrair dos textos bíblicos, sem preocupar-se com regras de hermenêutica, as lições que achar interessantes, conforme a necessidade do momento.

Em Uma ortodoxia generosa, Brian Mclaren declara que a Teologia Narrativa apresenta um novo conceito de ser bíblico sem estar preso a uma interpretação rígida das Escrituras e celebra o fato de que essa visão faz a Bíblia se tornar “não uma enciclopédia de consulta acerca das verdades morais e eternas, mas a narrativa dinâmica de Deus” (p. 190). Ele, inclusive, se diz incomodado com conceitos como “autoridade, inerrância, infalibilidade, revelação, objetiva, absoluta e literal” para se referir à Bíblia, e argumenta que esses conceitos são invenções, são uma “linguagem que frequentemente usamos em nossas explicações acerca do valor da Bíblia” e, portanto, não deveriam ser usados porque não aparecem na Bíblia. “Quase ninguém nota a ironia de se lançar mão da autoridade de palavras e conceitos extra bíblicos para se justificar a crença na autoridade suprema da Bíblia” (p. 183).

Porém, Mclaren esquece ou prefere ignorar que esses termos não foram criados do nada. Eles são conceitos inferidos da própria Bíblia quando esta fala sobre seu valor a seus leitores. E como ocorre com o termo trindade, que não aparece na Bíblia, mas nem por isso podemos dizer que a trindade ou triunidade divina é uma invenção humana, já que a Bíblia a expressa claramente.

Mclaren não concorda com o uso desses conceitos para descrever o valor da Bíblia, conceitos estes depreendidos do próprio texto sagrado, e propõe uma única proposição sobre o valor das Escrituras, que é o que se segue:

“O propósito da Escritura é de que equipar o povo de Deus para as boas obras. Uma declaração simples como está não seria muito mais importante do que declarações com palavras estranhas ao vocabulário bíblico sobre ela mesma (inerrante, autoritativa, literal, revelatória, objetiva, absoluta, proposicional, etc)?” (p. 183).

Evitando esses outros conceitos e abrigando apenas aquele (que é tão bíblico como os demais), Mclaren apresenta uma definição da Bíblia incompleta com o intuito de dar sinal verde para todo tipo de interpretação da Bíblia e fazendo do texto bíblico tão somente uma inspiração para boas obras, quando as Sagradas Escrituras são bem mais do que isso.

O que Mclaren e os emergentes desejam é apenas um cristianismo “politicamente correto”, bem ao estilo pós-moderno, que não confronte visões diferentes, que seja apenas uma “inofensiva” religião só de boas obras, e não uma fé que se baseia em (e prega e defende) verdades absolutas. E para sustentar sua posição, o “guru” dos emergentes compara desonestamente os cristãos que defendem a Bíblia como tendo um conteúdo atemporal como sendo iguais aos racistas que se dizem cristãos, quando estes, assim como os emergentes, distorcem o significado do texto bíblico (pp. 189 e 190).

Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 78-79.

 

 

Nesta incumbência, Paulo estava dizendo a Timóteo que as pessoas que desejam viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Paulo conhecia está verdade por experiência própria. Jesus tinha avisado os seus discípulos: “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós” (Jo 15.20).

Hoje, a maioria dos cristãos não enfrenta uma perseguição direta simplesmente por serem cristãos (embora ser um cristão ainda seja ilegal em algumas regiões do mundo). Aqueles que adoram livremente e sem obstáculos devem ser profundamente gratos. No entanto, não devemos supor que este versículo não se aplica a nós. Se defendemos valores cristãos, podemos esperar oposição e hostilidade do mundo.

Com base no testemunho de inúmeros crentes que viveram antes de nós, podemos esperar encontrar alguma forma de perseguição e resistência, se insistirmos em viver obedecendo a Cristo. A ausência da perseguição pode não significar falta de fé, mas, se a nossa vida, como cristãos, nunca afetar o mundo, podemos ter que questionar a profundidade do nosso comprometimento.

Porém, enquanto os crentes enfrentam perseguição, os homens maus e enganadores irão de mal para pior. Estes homens maus irão progredir rumo ao seu objetivo maldoso e arrastar outros com eles (veja 1 Pe 4.2-5).

Sitiado pelos falsos ensinadores e pelas pressões inevitáveis de um ministério que crescia, Timóteo pode ter se sentido tentado, às vezes, a abandonar a sua fé ou modificar a sua doutrina. Paulo aconselhou Timóteo a olhar para o seu passado e permanecer naquilo que havia aprendido sobre Jesus, coisas que ele sabia que eram completamente verdadeiras. Os falsos ensinadores podiam se mover constantemente para ideias e conceitos novos e mais estimulantes para se discutir e se comentar, mas Timóteo precisava permanecer firme naquilo que tinha aprendido e em que acreditava firmemente. Isto não significa que Timóteo não precisasse continuar estudando, mas que o básico que ele tinha aprendido com pessoas em quem confiava nunca mudaria.

Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. 2a Impressão: 2010. Vol. 2. pag. 538.

 

 

A Firmeza é Essencial, 3.12-15

Paulo está convencido de que não há caminho fácil para os filhos de Deus: E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições (12). Jesus declarou que a cruz seria inevitável para quem o seguisse, e assim sempre tem sido. Podemos ser cristãos nominais sem sofrer muitos inconvenientes. Mas os que querem ser cristãos genuínos têm de pagar o preço inevitável do sofrimento, embora tenham a garantia do poder libertador de Deus.

Viver em rebeldia à vontade de Deus e entregar-se à propagação de erros resultarão na intensificação da desgraça: Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados (13). Aqueles que se deixam ser seduzidos pelos erros dos desviadores efésios estão fadados a situação cada vez pior; eles enganarão outras pessoas e sua condição passará de mal para pior até que fiquem em total cegueira espiritual. A experiência humana confirma seguramente que este é o destino final daqueles que rejeitam Cristo.

Com Timóteo o caso é diferente. O apóstolo o exorta: Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido (14). Indubitavelmente, o jovem tivera o benefício de muitos mestres cristãos, o principal dos quais foi o próprio Paulo. Que privilégio extraordinário e deveras invejável! Continue nessa herança da verdade, exorta o apóstolo. Mas Paulo sabe muito bem que, na vida de Timóteo, o edifício da verdade está sobre fundamento que outros fundaram: E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus (15). Este é um tributo à instrução fiel que Timóteo recebera de sua mãe e avó piedosas. A instrução nas Escrituras era considerada responsabilidade sagrada em toda casa judaica ortodoxa e deve ser reputada com seriedade igual em toda casa verdadeiramente cristã. Não há nada maior que isso que enriqueça a vida de nossos filhos.

Árnold E. Airhart. Comentário Bíblico Beacon. I e II Timóteo.  Editora CPAD. Vol. 9. pag. 529.

 

 

2- A Criminalização da opinião.

 

Pensar diferente dessa nova narrativa que foi criada é estar sujeito à censura. Na verdade, toda forma de pensar diferente dessa narrativa é criminalizada. Há, portanto, uma ditadura da opinião. Quem pensa diferente deve ser execrado e, até mesmo, punido. É a ditadura do politicamente correto. Não há espaço para cristãos conservadores. O cristianismo, que no ocidente é a cultura majoritária, está sendo banido para a periferia, transformando-se numa contracultura (cf. Mt 10.22). No mundo todo vemos sites cristãos conservadores sendo censurados e banidos.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Bruna Karla é acusada de “homofobia” por defender princípios bíblicos

Cantora virou alvo de críticas por seu posicionamento bíblico sobre família.

17 de junho de 2022

Por Michael Caceres Bruna Karla

 

A cantora Bruna Karla, um dos nomes mais conhecidos da música gospel no Brasil, virou alvo de ataques de intolerância religiosa depois de declarar seu posicionamento contrário a prática homossexual, tendo como base princípios bíblicos.

 

Durante sua participação em um podcast, a cantora falou sobre sua recusa em participar da cerimônia de união homoafetiva de um amigo.

 

“Fui bem sincera e disse: Ah, quando você se casar com uma mulher linda e cheia do poder de Deus, eu vou sim […] O dia que eu aceitar cantar em um casamento com outro homem, eu posso parar de cantar sobre a Bíblia e sobre Jesus”, disse a cantora.

 

Explicando seu posicionamento baseado em princípios da Bíblia, a cantora disse que o projeto de Deus para a família envolve apenas à união entre um homem e uma mulher, o que está nas Escrituras desde o princípio da criação.

“Aos meus queridos ouvintes homossexuais, o que Deus tem para a sua vida é libertação. O que Deus tem para a sua vida é o que Ele sonhou para você. Receba todo o meu amor, o meu respeito, porque Jesus não sonhou isso para você”, destacou a cantora.

 

Em seguida, a cantora falou sobre o que pode acontecer, no ponto de vista espiritual, com aqueles que não reconhecem e não se arrependem de seus pecados, mesmo sendo avisados, como no caso da homossexualidade.

 “Lá no julgamento, quando Jesus voltar, se ele estiver, ele vai falar: ‘Poxa, a Bruna andou comigo, ela sabia que eu estava errado, que o caminho que eu estava escolhendo era de morte eterna’. Eu chego a ficar emocionada porque se a gente abrir a nossa boca para dizer que você não vai para o céu… Gente, é morte eterna, inferno! Já imaginou viver uma condenação eterna? É para sempre que você vai viver aquilo. Acabou. É terrível!”, concluiu a cantora.

 

Ataques

A fala da cantora passou a ganhar repercussão em vários veículos de imprensa secular, com comentários de vários famosos, todos em tom de crítica contra a visão bíblica de Bruna Karla.

Um ex-participante do reality da Rede Globo, o Big Brother Brasil, Gil do Vigor, fez um comentário sem conhecimento bíblico, distorcendo algumas passagens da Palavra de Deus.

“De fato, quando Jesus aparecer alguém irá se envergonhar e não é seu amigo gay, mas sim você por sua atitude preconceituosa! João 14 fala que Deus nos chama de amigos e a palavra amigo é forte demais para ser sustentada com base no preconceito e falta de amor ao próximo”, disse.

Fonte: 11/07/2022. https://www.gospelprime.com.br/bruna-karla-e-acusada-de-homofobia-por-defender-principios-biblicos/

 

 

Chamar homossexualidade de pecado será crime?

Acredito que faltarão cadeias, pois o cristão autêntico continuará afirmando que a prática homossexual é pecado e atenta contra o Criador.

3 anos atrás em 14 de junho de 2019 Por Direito Religioso

A decisão do STF voltada para a criação de um crime de “homotransfobia” não é apenas inviável, como também desrespeita competências previstas em lei. É de competência da UNIÃO (art. 22, I da Constituição Federal de 1988) a criação de tipos penais – mas este é apenas um dos transtornos que a decisão de ontem pode implicar na rotina dos brasileiros.

 

A declaração do ministro Celso de Mello quanto a ressalvar a liberdade religiosa é insuficiente. A ação deixa a Igreja vulnerável ao desagrado de grupos militantes LGBT’s, que mesmo com o ordenamento jurídico vigente (ao qual eles alegam não ser efetivo), já tentam encontrar meios para suprimir a liberdade religiosa, a de expressão e até a liberdade acadêmica.

 

Quem propriamente dirá quando uma manifestação configura ou não discurso de ódio? Quem determinará o que é hate speech? Será o suposto ofendido? Se esta for a resposta, acredito que faltarão cadeias, pois o cristão autêntico continuará afirmando que a prática homossexual é pecado e atenta contra o Criador.

 

Ainda, não menos importante, este julgado ataca diretamente à liberdade de opinião, especialmente quando ninguém pode precisar o que é ou não um discurso/opinião de ódio. Nunca é demais lembrar: A Criminalização da opinião é típica dos regimes de exceção.

 

Importante, sempre destacar, que todos devem ser objeto de respeito, pouco importa sua opção sexual. Todos somos dignos e devemos ter nossas liberdades preservadas, pois sem liberdade ou com liberdade restrita, a derrota será sempre da dignidade da pessoa humana.

 

A conclusão do STF atropela a soberania das esferas e põe em risco direitos e garantias fundamentais de milhões de brasileiros: protestantes, católicos romanos, pesquisadores, questionadores, e até os que reverberam singelas discordâncias com as práticas homossexuais e transexuais.

Fonte: 11/07/2022. https://www.gospelprime.com.br/ado-26-chamar-homossexualidade-de-pecado-sera-crime/

 

 

As mídias sociais estão a cada dia, criando bloqueios em contas de pessoas que falam de Jesus, que falam a verdade sobre os acontecimentos atuais; isso tem acontecido não é só no meio Político, mas quando se fala de Jesus.

Algumas redes como Facebook, Instagram e Twitter, já bloquearam usuários, por falar sua opinião nas redes e serem bloqueados, ou terem seus conteúdos restringidos com menos engajamento ou até banidos.

Eles (Mídias sociais) ditam as regras (que não são reveladas, quando quebrada), mas mesmo assim eles tiram do ar, seja a notícia seja o vídeo seja a matéria.

 

As mídias estão a cada dia manipulando seus usuários, se eu ou leitor for contra e assim nos posicionar, teremos rapidamente nosso perfil removidos, por dizer a verdade, por anunciar a palavra, por tentar resgatar as almas que estão indo para o inferno.

 

O inimigo vem tentando calar a Igreja desde seu nascimento quando a perseguiu através de Saulo, quando matou Tiago a espada por meio de Herodes, quando prendeu Pedro no presidio de segurança máxima, quando levou Paulo e Silas para a Prisão em Filipos; quando levantou falsos obreiros no seio da Igreja, nós dias mais obscuros Deus levantou vozes que ecoam até agora, como Matinho Lutero, a Igreja tem sofrido ataque desde seu nascimento e hoje somos nós sofrendo ataque, e o que faremos? Nós levantaremos e falaremos e gritaremos que Jesus Cristo Salva, Cura, Batiza e Leva para o Céu.

 

 

SINOPSE II

 

Há uma formação de narrativa a respeito da Bíblia para criminalizar a opinião ancorada nos antigos postulados da fé cristã.

 

 

III – A BÍBLIA E O OUTRO EVANGELHO

 

 

1- Uma nova metodologia.

 

Dentro da cultura pós-moderna, do politicamente correto, surge a necessidade de ressignificar a Bíblia. A Palavra de Deus precisa ser atualizada para que fale a mesma língua dentro dessa nova configuração cultural. Surge a necessidade de se criar uma nova metodologia no processo interpretativo do texto bíblico. Nesse caso, o leitor, e não o autor bíblico, passa a ser mais importante; dizendo de outra forma: não importa o que o autor do texto bíblico disse, mas o que o leitor contemporâneo acha que está certo. É o que os exegetas denominam de hermenêutica centrada no leitor. O autor bíblico deixa de ter importância. Então, vale tudo. A Bíblia precisa se ajustar a essa nova metodologia. Assim surge, portanto, outro evangelho (cf. Gl 1.9).

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A PALAVRA DE DEUS APRESENTA VERDADES ABSOLUTAS QUE DEVEM SER GUARDADAS E OBSERVADAS

As Sagradas Escrituras não dão margem para a relativização da Verdade. Elas apresentam verdades absolutas, sólidas, imutáveis, inegociáveis, inamovíveis.

A própria Palavra de Deus é apresentada por Jesus como uma rocha que nos mantém firmes na tempestade (Mt 7.24-27). Hebreus explica que a verdadeira fé não é algo nebuloso, mas um “firme fundamento” (Hb 11.1).

Tiago declara que “o que dúvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte” (Tg 1.6).

Escrevendo aos cristãos gálatas, Paulo fala do evangelho como certezas que, se relativizadas, levam as pessoas ao erro (G11.6-9). A Timóteo, ele diz que “se alguém não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras” (1 Tm 6.3,4).

Como Igreja, não devemos ser inconstantes doutrinariamente. Devemos ser “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15). Os apóstolos guardaram a Palavra que receberam de Jesus (Jo 17.6) e a entregaram da mesma forma como a haviam recebido (Mt 28.19,20; Mc 16.20; 1 Co 11.23). O evangelho é a “palavra da verdade” (Cl 1.5). Aliás, a Palavra é a verdade (Jo 17-17) que devemos guardar, praticar e defender (Mt 7.24-27; SI 1; Jd 3).

Devemos estar “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas” (Ef 2.20), “não ir além do que está escrito” (1 Co 4.6) e ter cuidado para que ninguém nos engane com “filosofias e vãs sutilezas” (Cl 2.8).

Enfim, digamos como o salmista: “Jurei e cumprirei que hei de guardar os teus justos juízos” (SI 119.106), pois “para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece” (SI 119.89).

 

A TENDÊNCIA A ENDEUSAR NEUSTÃ FACILITA A DISSEMINAÇÃO DE HERESIAS

Idolatria é idolatria independente de se manifestar em relação a um objeto ou a uma pessoa. O crente em Cristo que endeusa pregadores, cantores, líderes e teólogos não tem diferença, diante de Deus, daquele que se verga adorativamente perante um pedaço de barro, de uma pintura ou de qualquer outro tipo de iconografia. Sobre esse assunto, duas coisas devem ficar bem definidas em nossa mente:

(1) Mesmo que alguém seja verdadeiramente um servo do Senhor, santo, coerente e ético em toda sua maneira de viver, é óbvio que nada justifica uma postura idolátrica em relação a essa pessoa. Porém, há aqueles que, sutilmente, sem perceberem, têm uma mentalidade idolátrica diante de pessoas assim. Eles não conseguem discernir até onde vai a linha que separa a admiração da veneração. Em síntese, diria que o critério diferenciador entre uma atitude e a outra é a seguinte: quando incensamos alguém como nosso “maior referencial”, a admiração passou a se tornar idolatria.

(2) Nosso maior referencial, o padrão de todas as referências que possam povoar nossa existência, sempre são Jesus, Deus e a Sua Palavra.

Paulo disse para os cristãos de sua época serem imitadores dele como ele era (ou enquanto ele fosse) imitador de Cristo (ICo 11.1), posto que qualquer referencial que se choque com o padrão bíblico é anátema para nossas vidas. Paulo também disse, escrevendo aos Gálatas, que se ele mesmo mudasse de idéia de repente e pregasse outro evangelho, que fosse anátema (G1 1.8,9).

Ou seja, nunca pessoas devem ser o nosso maior referencial. Podem ser referenciais, mas não o maior referencial, e só continuarão sendo referenciais para nós enquanto suas vidas forem uma referência a Cristo, apontarem para o referencial maior: Jesus e a Sua Palavra.

Qualquer postura que fira esses dois pontos acima é paganismo versão evangélica. A aparência e o discurso podem ser outros, mas a alma é pagã.

É adoração a Neustã.

E com pesar que constatamos que muitos que aceitam os modismos teológicos de nossos dias o fazem justamente porque fizeram do simples “pedaço de bronze”, de Neusta, o seu ídolo. Como boa parte desses modismos de hoje está sendo pregada no Brasil por pessoas que não poucas vezes foram referenciais evangélicos, inclusive na área apologética, muitos crentes que antes haviam endeusado o “bronze” (o homem ou os homens, meros canais), mesmo com o “bronze” deixando de ser só canal de bênção para ser também meio disseminador de heresia, não deixaram de venerá-lo, quando, na verdade, o “pedaço de bronze” é só “pedaço de bronze”, só meio, nunca deve ser venerado.

Se nossa atenção estiver sempre em Deus e na Sua Palavra e não apenas no canal; no conteúdo da mensagem e não simplesmente no carisma, eloquência e talento do orador, nunca vamos ser enganados.

Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 138; 202-203.

 

 

A singularidade do evangelho (1.8,9)

Depois de falar da apostasia da igreja e da ação nociva dos falsos mestres, Paulo reafirma a singularidade do evangelho, evocando a maldição divina para todos aqueles que pervertem o evangelho e perturbam a igreja com falsas doutrinas. A razão de Paulo tratar desse assunto de forma tão enérgica é que estava em jogo tanto a glória de Cristo quanto a pureza da igreja. Na linguagem de William Hendriksen, a própria essência do evangelho corria perigo.

Por isso, Paulo é tão veemente e intolerante com os falsos mestres, pois se tratava da glória de Deus e da salvação do homem. Destacamos aqui alguns pontos importantes.

Em primeiro lugar, o evangelho é maior do que os apóstolos.

“Mas, ainda que nós […] vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (1.8). Paulo estava tão convencido de que não havia outro evangelho, que invocou a maldição de Deus sobre a própria vida, num caso hipotético de vir a pregar um evangelho que fosse além daquele que já havia anunciado aos gálatas. O evangelho é maior do que o apóstolo, e a mensagem maior do que o mensageiro. Não é a pessoa do mensageiro que dá valor à sua mensagem; antes, é a natureza da mensagem que dá valor ao mensageiro. Por isso, nem o próprio Paulo nem um anjo poderia alterar a mensagem. O evangelho não era de Paulo, mas de Cristo. Este fato o tornava imutável.

Donald Guthrie é oportuno quando alerta:

Nos tempos modernos tem havido uma forte tendência no sentido de confundir as personalidades com o conteúdo do evangelho, mas a inclusão do próprio Paulo ou mesmo de um anjo na possibilidade de um anátema torna indisputavelmente clara a superioridade da mensagem sobre o mensageiro.

F. Bruce está coberto de razão quando diz que não é o mensageiro o que mais importa e sim a mensagem. O evangelho pregado por Paulo não era o verdadeiro evangelho porque Paulo era quem o pregava; era o verdadeiro evangelho porque foi o Cristo ressurreto quem o entregou a Paulo para ser pregado. Concordo com Warren Wiersbe quando diz que a prova do ministério de uma pessoa não é sua popularidade (Mt 24.11), nem os sinais e prodígios miraculosos que ela realiza (Mt 24.23,24), mas sim sua fidelidade à Palavra de Deus (Is 8.20; lTm 4.1-5; ljo 4.1-6).

Ainda nessa trilha de pensamento, John Stott faz um solene e oportuno alerta:

Ao ouvirmos as multifárias opiniões dos homens e mulheres da atualidade, sejam faladas, escritas, irradiadas ou televisionadas, devemos sujeitar cada uma delas a estes dois rigorosos testes: Tal opinião é coerente com a livre graça de Deus e com o claro ensinamento do Novo Testamento? Caso contrário, devemos rejeitá-la, por mais augusto que seja o mestre. Mas, se for aprovada nestes testes, então vamos abraçá-la e apegar-nos a ela. Não devemos comprometê-la como os judaizantes nem desertá-la como os gálatas, mas viver por ela e procurar torná-la conhecida dos outros.

Paulo diz que tanto os falsos mensageiros como a falsa mensagem são anátema. A palavra grega anathema, traduzida por “anátema”, era usada para indicar banimento divino, a maldição de Deus sobre qualquer coisa ou pessoa entregue por Deus ou em nome de Deus à destruição e ruína. Paulo deseja, assim, que os falsos mestres sejam colocados sob banimento, maldição ou anátema de Deus.

Ele expressa desejo de que o juízo de Deus recaia sobre eles. Adolf Pohl é muito oportuno quando afirma que o evangelho transfere o cristão da área da maldição para a área da bênção, mas, por meio da apostasia, o abençoado escolhe novamente seu lugar no âmbito da maldição.

Somente o evangelho oferece salvação sem dinheiro e sem preço. Onde quer que a lei tenha uma maldição para aqueles que falham em cumpri-la, o evangelho tem uma maldição para aqueles que procuram mudá-lo.

Em segundo lugar, o evangelho é maior do que os anjos.

“Mas, ainda que […] um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (1.8). Depois de afirmar que o evangelho é maior do que os apóstolos, Paulo afirma que ele é maior do que os próprios anjos. Ainda que um anjo descesse do céu para anunciar outro evangelho, esse ser celestial deveria ser de pronto rejeitado e amaldiçoado. João Calvino é enfático quando escreve:

Com o fim de fulminar os falsos apóstolos ainda mais violentamente, Paulo invoca os próprios anjos. Também não diz simplesmente que não deveriam ser ouvidos caso anunciassem algo diferente, mas declara que devem ser tidos como seres execráveis.

Jamais o céu enviaria um mensageiro com um segundo evangelho. Tudo entre o céu e a terra depende de que seja preservado o evangelho único. Do contrário, Deus não seria Deus, pois sua última palavra seria degradada a uma palavra penúltima.

Em terceiro lugar, o evangelho é maior do que os falsos mestres. “Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (1.9). Depois de lidar com dois casos hipotéticos no versículo 8, Paulo menciona uma possibilidade real no versículo 9. O apóstolo Paulo, como representante plenamente autorizado de Cristo, pronuncia a maldição sobre os judaizantes, que estavam cometendo o horrendo crime de chamar de falso o verdadeiro evangelho e tratando de colocar o falso, ruinoso e perigoso evangelho no lugar daquele que salva.

Qualquer indivíduo que se levantar para perturbar a igreja, perverter o evangelho e pregar outro que vá além do evangelho da graça deve ser rejeitado. Esse “alguém” tem uma abrangência universal. Todo e qualquer indivíduo, sem exceção, em qualquer lugar e, em qualquer tempo, que distorcer o evangelho está debaixo da maldição divina.

Com respeito ao evangelho não podemos ficar aquém nem ir além; não podemos retirar nem acrescentar nada. O evangelho é completo em si mesmo. Qualquer subtração ou adição perverte-o.

Em quarto lugar, o evangelho pregado e recebido traz bênção, mas o evangelho adulterado gera maldição (1.8,9). O evangelho pregado por Paulo foi o mesmo recebido pelos crentes da Galácia. Esse evangelho deu-lhes liberdade e salvação. Agora, eles estavam rapidamente abandonando esse evangelho para abraçar uma mensagem diferente, cujo resultado era escravidão. Paulo fica estupefato com a insensatez dos crentes gálatas e invoca um anátema aos falsos mestres que mudaram a mensagem, perverteram o evangelho e perturbaram a igreja.

Donald Guthrie diz que a única mudança do versículo 8 para o versículo 9 é a substituição de “que recebestes” por “que vos temos pregado”. O enfoque muda, portanto, dos mensageiros para os ouvintes. Os dois juntos refletem o aspecto cooperativo da origem de cada nova comunidade de crentes. Paulo não só pregou pessoalmente o evangelho, mas este foi também plenamente reconhecido por aqueles que o receberam.

LOPES, Hernandes Dias. GALATAS A carta da liberdade cristã. Editora Hagnos. pag. 54-58.

 

 

«‘Se alguém vos está pregando um evangelho que não concorda com aquele que recebestes, que seja maldito’. Essa sentença difere da do oitavo versículo em duas particularidades, que afetam o pensamento: 1. O elemento de concessão e improbabilidade desaparece na omissão das palavras ‘nós ou um anjo do céu’; 2. A forma da condição que sugere possibilidades futuras é marginalizada pelo fato que isso expressa suposições presentes simples, o que é frequentemente usado quando a condição se sabe ter-se cumprido realmente. O resultado é que a suposição se aproximava mais da realidade; e posto que era conhecido tanto de Paulo como dos seus leitores que a condição ‘se alguém… que tiverdes recebido’, estava então em processo de cumprimento, a expressão ‘seja anátema’, agora se aplica àqueles que então pregavam na Galácia». (Burton, in loc.).

Este nono versículo, pois, faz do caso mais ou menos hipotético do versículo anterior, algo mais pessoal e diretamente aplicado à situação da Galácia. No dizer de Sanday (in loc.): «Os gérmens da apostasia, nas igrejas da Galácia, já se iam tornando visíveis».

O bode Judas. Conta-se a história de que em uma companhia de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América do Norte, intitulada Butchers’ Dressed Meat Company, havia um bode branco que era utilizado para conduzir ovelhas recém-chegadas ao matadouro. Esse bode começava a agir pela manhã cedo e continuava operando até altas horas da noite. Calcula-se que durante a sua carreira ele conduziu nada menos de meio milhão de ovelhas à morte. Sabe-se bem que as ovelhas seguem um líder, ao passo que as vacas e os porcos precisam ser tangidos. Portanto, aquele belo bode era capaz de fazer o seu trabalho. Outro tanto sucede no terreno espiritual. Os falsos mestres com frequência são bem apessoados, dotados de fala atrativa, e até mesmo eloquente. Pessoas crédulas são facilmente conduzidas por esses indivíduos, mas para o detrimento espiritual delas.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 442.

 

 

2- Novas teologias.

 

Esse “outro evangelho” também possui sua própria teologia. Todo o texto bíblico passa por uma nova ressignificação. A Bíblia, portanto, deveria ser toda atualizada. Surge o “evangelho social” (Jo 6.26). Dentro do contexto evangélico o velho marxismo ganha uma nova roupagem. Assim, os relacionamentos homoafetivos são vistos a partir da perspectiva da denominada “teologia inclusiva”. É dentro dessa nova perspectiva que se faz apologia do evangelho social, ecumênico e homoafetivo. Essa é a nova configuração teológica. Qualquer pensamento que destoe desse é considerado fascista, homofóbico e discurso de ódio. Isso explica a censura pública que muitos cristãos estão sofrendo.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

As teologias pós-modernas têm seduzido muitos cristãos sinceros que, frustrados com o avanço das bizarrias neopentecostais e com a incoerência teológica e comportamental de muitos evangélicos, acabam tentados a ver essas novas teologias como uma alternativa sadia. Não percebem que, ao abraçá-las, estão esquivando-se de uma patologia para cair em outra. Enquanto isso, o verdadeiro avivamento continua distante.

Por todos esses fatores, o cristianismo no Ocidente está em um promontório. O que não significa o fim da linha. Essa situação limite pode culminar, dependendo de nossa reação diante dela, em uma total derrocada espiritual ou em um avivamento. Pode resultar em um avivamento genuíno ou em um cristianismo totalmente morto, posto que esvaziado do seu verdadeiro conteúdo.

Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 16.

 

 

Que passaram “…para outro evangelho, o qual não é outro”. Dessa forma o apóstolo mostra claramente a doutrina desses mestres judaizantes. Ele a chama de outro evangelho, porque expunha um caminho diferente de justificação e salvação daquele que era revelado no evangelho, a saber, pelas obras, e não pela fé em Cristo. Ele acrescenta: “…o qual não é outro – vocês perceberão que, na verdade, não é evangelho nenhum – realmente não é um outro evangelho, mas a perversão do evangelho de Cristo e a deturpação dos fundamentos do verdadeiro evangelho’’. Dessa forma ele anuncia que aqueles que procuram estabelecer um outro caminho para o céu, diferente daquele que o evangelho de Cristo revelou, são culpados de uma deturpação grosseira dele e estão desgraçadamente enganados. Assim, o apóstolo busca inculcar nesses gálatas um sentimento devido da sua culpa pelo fato de abandonarem a justificação apresentada pelo evangelho. Ao mesmo tempo ele modera sua repreensão com brandura e ternura ao retratá-los mais como os que foram atraídos para essa posição pela artimanha de alguns que os perturbaram do que como os que seguiram esse caminho por iniciativa própria. Isso, na verdade, não os desculpava, mas era uma atenuante para o engano deles.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. 1Ed 2008. pag. 547.

 

 

SINOPSE III

 

O outro Evangelho promove novas metodologias de leitura da Bíblia e, consequentemente, novas teologias e modismos.

 

 

IV – A BÍBLIA, SEMPRE ATUAL PALAVRA DE DEUS

 

 

1- Revelada por Deus.

 

Para o cristão, a Bíblia é um texto antigo com uma mensagem atual. Ela foi, é e sempre será relevante. A razão disso é que a Bíblia é a revelação de Deus à humanidade (2 Pe 1.16-21). Deus se revelou através das páginas da Bíblia (2 Tm 3.16,17). Qualquer tentativa de “ressignificar” ou “atualizar” a Bíblia, fazendo com que ela se ajuste a essa cultura contemporânea, deve ser rejeitada é vista como uma heresia. A Bíblia não pode nunca ser ajustada à mentalidade de uma cultura caída e, portanto, afastada de Deus (Is 59.1-4). Os pregadores que levantaram essa bandeira apóstata, na verdade, devem ser vistos como falsos profetas. Às vezes parecem anjos de luz, mas, na verdade, pregam ensinos de demônios (1 Tm 4.1). O fim é afastar a humanidade da cruz de Cristo.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

A PRÓPRIA BÍBLIA CONDENA O MÉTODO DA TEOLOGIA NARRATIVA

A proposta da Teologia Narrativa choca-se frontalmente com o que a Bíblia diz sobre si mesma, sobre como ela deve ser interpretada.

Em primeiro lugar, a Bíblia não deve ser lida apenas como uma obra literária com belas lições morais nem lida como um conjunto de histórias edificantes que não se propõe a apresentar nenhuma doutrina clara, fechada e definitiva. As Sagradas Escrituras devem ser lidas como a revelação de Deus aos homens, como a inerrante, a infalível e a perfeita Palavra de Deus, que se propõe não apenas a narrar histórias que são fatos (e não metáforas), mas, acima de tudo, pretende ensinar ao ser humano verdades absolutas, claras e definitivas sobre Deus, o ser humano, a Salvação, a vida, como devemos viver e o começo e o fim de todas as coisas. Essa afirmação que acabo de fazer não é arbitrária, mas defendida pelas próprias Escrituras.

Veja o que os escritores bíblicos afirmam sobre a Bíblia e o cuidado que devemos ter em sua interpretação.

Primeiro, as Escrituras são proposicionais: “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Tm 3.16,17). Agora, Pedro, fazendo referência aos escritos de Paulo como sendo inspirados por Deus, assevera que uma passagem das Sagradas Escrituras não pode ser entendida de maneiras diferentes, ao bel prazer do seu leitor: “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza” (2 Pe 3.16,17).

Pedro ainda diz: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21). Logo, devemos ter cuidado ao interpretá-la para sermos fiéis à intenção do autor.

Mais outro alerta: “Toda palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescente às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso” (Pv 30.5,6).

Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 88-89.

 

 

ORIGEM DA BÍBLIA E REVELAÇÃO DIVINA

A Origem da Bíblia

O teólogo Norman Geisler assegura que “um resumo a respeito do que a Bíblia alega sobre si mesma pode ser encontrado em duas passagens principais”. A referência diz respeito a dois dos textos bíblicos de autoria dos proeminentes apóstolos Pedro e Paulo (2 Pe 1.20,21; 2 Tm 3.16). Essa constatação é importante, uma vez que tais apóstolos têm seus ministérios reconhecidos como cheios do poder de Deus (At 5.14-16; 19.11,12), e isso tanto entre os judeus como entre os gentios (Gl 2.7-9).

Em 2 Pedro 1.20,21, o apóstolo enfatiza que os escritos sagrados não têm sua origem nos homens, mas no próprio Deus.

Nessa passagem, Pedro atribui a origem da revelação à obra do Espírito de Deus. O Comentário de Aplicação Pessoal destaca que tal assertiva petrina significa que “as Escrituras não se originaram do homem, nem foram interpretadas pelos próprios profetas à medida que transmitiam as preciosas mensagens”. Quer dizer que não se trata de opinião ou fruto do desejo humano. Na sequência, o apóstolo esclarece que os autores da Bíblia são homens santos, que nos transmitiram a vontade de Deus por meio da inspiração do Espírito Santo.

Por sua vez, o apóstolo Paulo corrobora que a mensagem bíblica veio da parte de Deus: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16a, ARA). Aqueles que fazem objeção que o texto de Pedro se refere apenas ao Antigo Testamento, aqui no texto paulino “toda” a Escritura é autenticada como inspirada, inclusive o Novo Testamento. Matthew Henry enfatiza que esse versículo descreve a excelência das Escrituras como “revelação divina, de que podemos depender como infalivelmente verdadeira”.

Além dessas duas citações, temos ainda outras referências bíblicas nas quais os apóstolos ratificam que a Bíblia foi escrita por homens, porém, sob a inspiração e supervisão divina (confira 1 Co 2.13,14; 1 Co 14.37; Gl 1.12; Ap 1.1). O artigo de fé número um da Declaração das Assembleias de Deus corrobora com essa verdade ao professar crer “na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada”. Portanto, as Escrituras são a revelação que Deus fez de si mesmo. Dessa maneira, por ter a sua origem em Deus, a Bíblia é portadora de autoridade, e, por isso, constitui-se em única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter do cristão.

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

2- Inspirada por Deus.

 

A Bíblia é a revelação de Deus. Isso significa que ela tem origem em Deus e por Ele foi inspirada. Paulo, o apóstolo, disse que toda Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3.16). Nenhum livro, por mais espetacular que seja, pode se colocar em pé de igualdade com a Bíblia. A razão é que a Bíblia possui inspiração divina, as outras literaturas não. Alguém pode receber de Deus alguma iluminação para dizer ou escrever algo, mas ninguém pode dizer que foi “inspirado” por Deus da mesma forma que os escritores bíblicos foram. Isso é o que faz a Bíblia ser diferente como obra literária. É um livro com uma mensagem especial e atual porque espelha a mente de Deus.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

Não é à toa que Mclaren defende a Bíblia como sendo “um documento de seu tempo” e não como “um documento atemporal” (p. 189). Quem defende a Bíblia como um documento temporal considera que ela só poderá ser usada como um livro motivacional para boas obras e não como um livro que defende uma verdade absoluta (um termo que causa arrepios nos defensores do “politicamente correto”). Usando a velha estratégia emergente da generalização, que consiste em usar maus exemplos como prova de que a posição conservadora é errada, afirma Mclaren que “nós empacamos e vagamos sem rumo quando usamos a Bíblia como arma para ameaçar alguém, como uma ferramenta para intimidar os outros e fazê-los ver que estão errados, como um atalho para sermos aqueles que sabem tudo, que creem que a Bíblia tem todas as respostas”.

Ele ainda chama tudo isso de “defesa do status quo” e declara que “nada disso corresponde ao uso que Paulo, o apóstolo, queria que Timóteo, seu protegido, fizesse da Escritura”. O “guru” dos emergentes diz também que “infelizmente, justamente as pessoas que mais amam a Bíblia têm sido aquelas que a usam para esses outros propósitos, às vezes até negligenciando seu propósito essencial [o da Bíblia como inspiração para boas obras]”. Ou seja, para Mclaren, mesmo que um cristão conservador se destaque pelas boas obras, ele é lamentável quando defende verdades absolutas à luz da Bíblia, porque Paulo teria defendido a Bíblia apenas como tendo o propósito de inspirar boas obras (Mclaren baseia-se especialmente no final da passagem de 2 Timóteo 3.17) e não como um texto autoritativo, inerrante, infalível, proposicional e absoluto. Será que Paulo defendeu a Bíblia como tendo só esse valor? Será que a própria Bíblia não fala dela mesma como tendo todos esses outros valores? Vejamos o que a própria Bíblia nos diz sobre esse assunto, inclusive os escritos de Paulo.

Para começar, vejamos com atenção o que Paulo realmente está dizendo no texto destacado por Mclaren. Veja se Paulo está se referindo só a um propósito das Escrituras nessa passagem ou a dois: “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus [1] seja perfeito e [2] perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

A Bíblia não é só para nos “instruir perfeitamente para toda a boa obra” (no original grego, “equipar para toda boa obra”); é também para fazer com que o homem de Deus “seja perfeito”, isto é, correto em toda a sua forma de viver. Aliás, dizer como Mclaren diz que os verbos ensinar, redarguir, corrigir e instruir não dão a ideia de um objetivo proposicional, normativo e autoritativo da Bíblia é confiar demais na ingenuidade de todos os seus leitores.

O vocábulo grego traduzido por “perfeito” em 2 Timóteo 3.17 é artios, que só aparece nessa passagem em todo o Novo Testamento. O vocábulo significa “provido”, “completo”, “perfeito” ou “aperfeiçoado”. Porém, em seu livro, Mclaren preferiu propositalmente a tradução menos indicada — “apto” — que favorecia a interpretação que ele queria dar ao texto, reforçando a segunda das duas funções das Escrituras mencionadas por Paulo nessa passagem, o que dá a entender que só existe uma função apresentada ali.

Quando Paulo fala que as Escrituras são, em primeiro lugar, para que o homem de Deus seja artios, ele está evocando o mesmo que afirma em Efésios 4, quando diz que Deus deu à Igreja apóstolos, profetas, evangelistas e pastores e mestres (homens que manejam a Palavra da Verdade) “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço [já que, para sermos bem equipados para as boas obras, precisamos ser cada vez mais artios], para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da f é e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.12-15, grifos do autor).

Daniel., Silas. A Sedução das Novas Teologias. Editora: CPAD. pag. 79-80.

 

 

A inspiração divina é a operação sobrenatural do Espírito Santo, que por meio de seus autores resultou na composição das Escrituras, única revelação escrita de Deus para a humanidade.

[…]  Desse modo, sublinha-se que “o Espírito Santo garantia a exatidão e a suficiência de tudo quanto era escrito como a revelação da parte de Deus”.1 Por essa razão, a Bíblia é para o salvo a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus.

Nosso pressuposto teológico e doutrinário sustenta que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus escrita. Ela foi inspirada verbalmente, seus autores a escreveram orientados e supervisionados pelo Espírito Santo. A inspiração da Bíblia é plena, todos os livros e palavras da Bíblia têm total e completa autoridade. Esse ensino concorda com a nossa Declaração de Fé, que professa crer “na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão”.

I – A DOUTRINA DA INSPIRAÇÃO BÍBLICA

  1. A Inspiração Bíblica É Divina

[…]  A inspiração das Escrituras diz respeito ao registro, ou à escrita, dessa revelação divina. O Dicionário Bíblico Wycliffe anota que “o conceito teológico de inspiração se refere ao fato de a Escritura Sagrada ser o pronunciamento do Deus que não pode mentir, e constituir, portanto, a infalível Palavra de Deus”.

Nesse sentido, reitera-se que a inspiração das Escrituras é compreendida como a influência sobrenatural do Espírito Santo, exercida nos escritores bíblicos, que fez com que as transcrições sucedessem um registro preciso da revelação recebida. Concordes com essa verdade, a Declaração de Fé das Assembleias de Deus professa que todos os livros da Bíblia foram produzidos sob inspiração divina, e reitera que as Escrituras Sagradas são de origem divina.

Os escritores da Bíblia estavam conscientes de que falavam em nome de Deus. Nas páginas do Antigo Testamento, a expressão “Assim diz o Senhor” e similares são usadas mais de 3.800 vezes.

Ao receber a revelação no monte, Moisés “escreveu todas as palavras do Senhor” (Êx 24.4). O profeta Jeremias foi advertido pelo Senhor: “dize […] todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não esqueças nem uma palavra” (Jr 26.2).

No texto do Novo Testamento, Paulo disse que usava as palavras “que o Espírito Santo ensina” (1 Co 2.13). João assegura que o Senhor lhe revelou “coisas que brevemente devem acontecer” (Ap1.1). E, o Senhor Jesus asseverou que até os sinais diacríticos do texto hebraico eram inspirados: “nem um jota ou um til se omitirá da lei” (Mt 5.18). Assim sendo, as Escrituras reivindicam que a mensagem bíblica veio da parte de Deus.

Baptista., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

 

 

A inspiração divina é chamada de teopneustia, que significa “inspiração divina da Bíblia” (Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa) e “inspiração divina das Escrituras – teoria segundo a qual Deus inspirou aos autores bíblicos todas as palavras e todas as ideias” (Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire). O Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, de Michaelis, repete as mesmas palavras de Laudelino Freire. O termo “teopneustia” vem da Bíblia: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (1 Tm 3.16) ou “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil” (ARA). A palavra grega aqui traduzida por “inspirada por Deus” ou “divinamente inspirada” é theopneustos, que vem de theos, “Deus”, e pneō, “respirar”. Isso significa que a Bíblia é respirada ou soprada por Deus. A construção grega nesse versículo permite ambas as traduções, mas a tradução da Almeida Atualizada é mais precisa, uma vez que a partícula grega kai vem entre os dois adjetivos “divinamente inspirada” e “proveitosa”; também expressa melhor a intenção do Espírito Santo, pois afirma duas verdades sobre a Bíblia: a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa. A ausência do artigo antes de grafē em pasa grafē teopneustos kai ōfélimos1 não deixa claro se a construção é atributiva, “Escritura divinamente inspirada”, ou predicativa, “[a] Escritura é divinamente inspirada”.

O termo grego pasa, feminino de pas, “todo, tudo, cada”, afirma que a inspiração das Escrituras é plena, total, por isso afirmamos a nossa fé na inspiração plenária da Bíblia. Mas essa crença não se fundamenta apenas nisso, e o contexto do Novo Testamento nos deixa à vontade nesse sentido. É verdade que no período apostólico a Bíblia da Igreja era o Antigo Testamento (Lc 24.44). O termo “Escrituras”, ou “Escritura” no singular, aparece inúmeras vezes no Novo Testamento como referência específica ao Antigo Testamento ou a parte dele e entre elas podemos citar (Mt 21.42; Mc 12.10/Sl 118.22, 23; Mt 26.56; Mc 15.28/Is 53.12; Lc 4.21/Is 61.1, 2; Lc 24.27).

A expressão “Toda Escritura” (2 Tm 3.16) não se restringe apenas ao Antigo Testamento; diz respeito também aos escritos apostólicos, ou seja, ao Novo Testamento. A Bíblia inteira é divinamente inspirada, pois a autoridade dos profetas e apóstolos é a mesma. Ambos os grupos de escritores bíblicos aparecem alternadamente: “para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos” (2 Pe 3.2). Mais adiante, o apóstolo Pedro coloca as epístolas paulinas no mesmo nível nas Escrituras do Antigo Testamento: “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2 Pe 3.16). O apóstolo Paulo considerava os escritos apostólicos no mesmo nível das Escrituras dos judeus: “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm 5.18). Há aqui duas citações. A primeira vem da lei de Moisés: “Não atarás a boca ao boi, quando trilhar” (Dt 25.4); e a segunda não aparece em parte alguma do Antigo Testamento, mas nos evangelhos: “porque digno é o operário do seu alimento” (Mt 10.10); “pois digno é o obreiro de seu salário” (Lc 10.7). A construção grega revela que o apóstolo está citando o evangelho de Lucas. Ambas as frases são chamadas de “Escritura”. Outras vezes Paulo ousa dizer que seus escritos são de origem divina (1 Co 7.40; 2 Co 13.3; 1 Ts 4.8).

Assim, a frase “Toda Escritura é inspirada por Deus” se refere à Bíblia inteira, aos seus 66 livros. A inspiração da Bíblia é especial e única. Não existe na Bíblia um livro mais inspirado e outro menos inspirado. Todos têm o mesmo grau de inspiração e autoridade.

A inspiração plenária se refere à totalidade dos 66 livros bíblicos, e a inspiração verbal significa que cada palavra foi inspirada pelo Espírito Santo (1 Co 2.13). Não somente as palavras, mas também as ideias são de origem divina: “porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (1 Pe 1.21). A palavra grega usada aqui para “inspirados” é o verbo pherō, que significa também “mover, movimentar”. Os escritores bíblicos são homens santos que foram movidos pelo Espírito Santo para falarem da parte de Deus.

A inspiração verbal não elimina a individualidade de cada autor humano.

Qualquer leitor da Bíblia consegue ver sem muito esforço a diferença de linguagem e de estilo em cada livro. Essa diversidade se revela ao comparar um profeta com outro profeta do Antigo Testamento, ou um apóstolo com outro apóstolo do Novo Testamento. Quem ler os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseias, Amós ou os apóstolos Pedro, João e Paulo pode observar com clareza meridiana a peculiaridade na estrutura de raciocínio de cada um deles, no seu grau de instrução, no seu convívio, no seu gênio e contexto sociopolítico e religioso. Assim, a Bíblia revela o aspecto natural da individualidade e o aspecto sobrenatural da inspiração.

Soares, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Editora CPAD. 1 ed 2017.

 

 

SINOPSE IV

 

A Bíblia é a Palavra de Deus porque foi revelada e inspirada por Ele.

 

 

AUXÍLIO APOLOGÉTICO

A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS

“(3) Jesus também ensinou que a Escritura é a inspirada Palavra de Deus até em seus mínimos detalhes (Mt 5.18). Afirmou, também, que tudo quanto Ele disse foi recebido da parte do Pai e é verdadeiro (Jo 5.19,30,31; 7.16; 8.26). Ele falou da revelação divina ainda futura (i.e., a verdade revelada do NT), da parte do Espírito Santo através dos apóstolos (Jo 16.13; cf. 14.16,17; 15.26,27).

(4) Negar a inspiração plenária das Sagradas Escrituras, portanto, é desprezar 0 testemunho fundamental de Jesus Cristo (Mt 5.18; 153-6; Lc 16.17; 24.25-27,44,45; Jo 10.35), do Espírito Santo (Jo 15.26; 16.13; 1 Co 2.12,13; 1 Tm 4.1) e dos apóstolos (3.16; 2 Pe 1.20,21). Além disso, limitar ou descartar a sua inerrância é depreciar sua autoridade divina.

(5) Na sua ação de inspirar os escritores pelo seu Espírito, Deus, sem violar a personalidade deles, agiu neles de tal maneira que escreveram sem erro (3.16; 2 Pe 1.20,21; ver 1 Co 2.12,13)” (Bíblica de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1882).

 

 

CONCLUSÃO

 

Vimos, portanto, nesta lição, que há toda uma narrativa com o propósito de desacreditar a Bíblia. Para os defensores desse novo modelo cultural, a Bíblia não passaria de um livro obsoleto, produto de uma época, e que, portanto, precisa ser atualizada. Em outras palavras, a Bíblia não seria mais relevante para essa geração. Aqueles que já aderiram a essa suposta necessidade de atualização do texto bíblico, alegando que ele precisa ser relevante para essa geração, desenvolveram metodologias e teologias próprias. Dentro dessa nova forma de entender o texto, a Bíblia é que precisa de ajustes, e não o homem se ajustar a ela. Todo cristão que segue a ortodoxia bíblica deve rejeitar tal ensino. Não podemos aceitar nada que mutile a Bíblia por conta do politicamente correto. Não podemos rejeitar o que ensina a ortodoxia cristã ou trocá-la pelas novas teologias. A Bíblia é a Palavra de Deus e, por isso, sempre será atual e relevante para a humanidade.

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1- Quais expressões referem-se ao fenômeno cultural pós-moderno?

“A era do vazio”; “pós-verdade”, “o fim das certezas”, “cultura líquida” ou ainda “desconstrução”.

 

2- O que caracteriza o relativismo?

Não há valores perenes ou absolutos. Tudo é relativo.

 

3- O que não há espaço na narrativa do politicamente correto?

Dentro dessa narrativa do politicamente correto não há espaço para a Bíblia.

 

4- O que a Bíblia é para o cristão?

Para o cristão, a Bíblia é um texto antigo com uma mensagem atual.

 

5- O que distingue a Bíblia de outras obras literárias?

A inspiração divina. Enquanto as outras obras são de inspiração humana, a Bíblia é de inspiração divina.

 

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.

 

  Acesse mais:  Lições Bíblicas do 2° Trimestre 2022   

 

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3 respostas para “7 Lição 3 Tri 22 A SUTILEZA DA RELATIVIZAÇÃO DA BÍBLIA”

  1. Gostei muito do plano de aula muito bem explicado! Sou professor não por formação mas por necessidade! Eu aprendo um pouco aqui outro pouco ali e assim concluí o meu plano de aula. Sempre com antecedência para ter uma boa conclusão.
    Obrigado pastor quero fazer parte desse aprendizado.

  2. Sem comentário simplesmente maravilhosa essa obra literária.
    Que o bom Deus continue iluminando suas faculdades mentais para que possamos ser abençoados. Obrigados!

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