9 Lição 1 Tri 21 Vivendo o Fervor Espiritual

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Texto Áureo

E não vos embriagueis com vinho em que há contenda, mas enchei-vos do Espirito. (Ef 5.18)

Verdade Prática

Ser cheio do Espirito pode se referir tanto ao batismo no Espirito Santo como também à vida plena no Espirito.

OBJETIVO GERAL

Conscientizar que no culto pentecostal há liberdade e reverencia.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Conceituar o culto pentecostal.

Apresentar o centro do culto pentecostal.

Explicar como se expressa a liturgia do culto na nossa igreja.

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LEITURA DIÁRIA

Segunda – At 4.7-9 – Cheio do Espírito para testemunhar de Jesus

Terça – At 4.31 – Cheio do Espírito como resultado da oração

Quarta – At 7.55 – Cheio do Espírito como indicador da vida na plenitude do Espírito

Quinta – At 13.52 – A alegria  é um sinal de vida cheia do Espírito Santo

Sexta – Gl 5.16-18 – Viver o fervor espiritual é o mesmo que andar no Espírito

Sábado – Cl 3.16 – Características de quem vive a plenitude do Espírito

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 14:26-32

Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.

E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.

Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.

Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.

Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.

E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

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HINOS SUGERIDOS: 124; 243; 543 da Harpa Cristã.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A frieza espiritual paralisa as pessoas. Ela revela-se na ausência da observância de disciplinas devocionais comuns a todo cristão. Quando não há mais o desejo de separar tempo para a oração e meditação nas Escrituras Sagradas; não se pratica mais o jejum; não há mais o respeito e a reverência pelas coisas espirituais; tudo isso se apresenta como um ciclo débil que envolve a vida das pessoas, até que elas passam a “racionalizar” o pecado.

Uma vez que a vida espiritual perdeu sua vivacidade, a vida moral tende a sofrer consequências degenerativas. Esse processo se inicia com a degeneração das relações familiares e sociais (cf. Ef 5.15-17,22-33; 6.1-5). Não há mais vigilância com a vida espiritual (cf. Ef  6.10-20). A lógica espiritual é muito simples: se há fervor espiritual, há desejo pelas coisas de Deus; se há frieza espiritual, há desejo e supervalorização pelas coisas carnais.

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INTRODUÇÃO

A expressão todos foram cheios do Espirito Santo, em Atos 2.4, quer dizer que todos foram batizados no Espirito Santo. Isso já estudamos na lição 3, mas nela aprendemos igualmente que cheio do Espirito indica também viver a plenitude ou o fervor do Espirito. Vamos analisar melhor essa parte pentecostal.

Comentário

Ser Cheio do Espírito Santo (5.18-21). A estrutura verbal dessa passagem, consistindo de dois imperativos (5.18) seguidos por quatro particípios (5.19- 21), revela que esses quatro versos abrangem uma só unidade de pensamento. Os quatro particípios modificam o imperativo principal em 5.18 (“enchei-vos”) e descrevem as quatro consequências de estar cheio do Espírito Santo; cantando (5.19a), sendo alegre (5.19b), agradecendo (5.20) e sujeitando-nos uns aos outros (5.21).

Toda essa seção (4.17—5.21) contém uma série de contrastes, começando com “antes” e “depois”, contrapondo os gentios que, convertidos, vieram a conhecer a Cristo. Outro contraste ocorre novamente em 5.18, embriaguez versus plenitude espiritual. A embriaguez é uma obra das trevas e consequência da natureza pecaminosa (não é uma doença) que “melhor responde por essa aparência aqui” (Fee, 720; cf. Lincoln, 345-46).

Os tempos dos dois imperativos em 5.18 indicam as seguintes mensagens: “nunca façam assim”, referindo-se à tolerância para com a embriaguez, e “sempre façam assim” em relação a encher-se do Espírito Santo. Gordon Fee (721-22) observa que o verdadeiro significado do segundo imperativo não é usual: “Paulo não diz ‘sejais cheios do Espírito’ [genitivo] como se alguém estivesse cheio do Espírito da mesma forma que outro estivesse cheio de vinho, mas ‘enchei-vos do Espírito’ com ênfase em estar totalmente cheio da presença do Espírito” (ou da “plenitude concedida pelo Espírito” [Masson em Martin, 166]).

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. pag. 1255.

Paulo, nessa seção prática, fala sobre a unidade e a pureza da igreja. Agora, ele fala sobre novos relacionamentos. No restante da carta, ele concentra-se em mais duas dimensões do viver cristão.

A primeira dimensão diz respeito aos relacionamentos práticos (lar e trabalho), e a segunda dimensão diz respeito ao inimigo que enfrentamos. Essas duas responsabilidades (o lar e o trabalho, de um lado, e o combate espiritual, de outro) são bem diferentes entre si. O marido e a esposa, os pais e os filhos, os senhores e os servos são seres humanos visíveis e tangíveis, ao passo que o diabo e suas hostes, dispostos a trabalhar contra nós, são seres demoníacos, invisíveis e intangíveis. Nossa fé deve estar à altura dessas duas dimensões.

Paulo introduz essas duas dimensões com um imperativo e quatro gerúndios: enchei-vos + falando + louvando + dando graças + sujeitando.

LOPES, Hernandes Dias. EFESIOS Igreja, A Noiva Gloriosa de Cristo. Editora Hagnos. pag. 135-136.

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PONTO CENTRAL:

A liberdade e reverencia no culto pentecostal

I –A IMPORTÂNCIA DA DEVOÇÃO PELA PALAVRA E ORAÇÃO

O apego à Palavra e o hábito de orar são indispensáveis à vida cristã. São práticas ensinadas ao povo de Deus desde o princípio, pois Deus fala por meio delas.

1. Devoção.

A nossa ideia de “devoção” é de apego, dedicação e zelo, como o nosso apreço pela oração (Mt 26.41), o amor pela Palavra (Sl 119-97) e o apego ao jejum. Leitura da Bíblia, oração e jejum são importantes exercícios espirituais na vida da igreja desde o princípio. Tudo isso é válido e espiritualmente salutar para a vida cristã, mas torna-se eficaz quando acompanhada de santificação e de humildade, prudência e sabedoria (v.15).

A nossa prudência é para que essas práticas não venham se tornar motivo de exibição.

Comentário

As palavras «… vede prudentemente …» refletem os termos gregos. «blepete…abribos», cuja tradução mais literal seria «vede acuradamente», e cujo sentido é «dai grande atenção a». O cuidado, em nosso andar cristão, nos é aqui recomendado, a fim de que estejamos alertas, em estado de preparação espiritual, através da intimidade com Cristo e da instrução em Cristo. Não se trata de um resultado automático, porquanto subentende um desenvolvimento cuidadoso em Cristo, mediante o emprego de todos os meios espirituais postos à nossa disposição.

«…como andais …» (Quanto ao «andar» como uma metáfora sobre a conduta geral na vida, em seus padrões e hábitos, ver as notas expositivas sobre os versículos segundo e oitavo deste capítulo, onde são dadas outras referências onde essa ideia é ainda mais desenvolvida. Tal expressão metafórica é frequente, segundo nos mostram as notas expositivas aludidas).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 623.

Outro corretivo contra o pecado é a prudência, isto é, o cuidado ou a cautela: “Portanto, vede…” (v. 15). Isto pode ser entendido, ou com respeito ao que o precede imediatamente: “Caso repreendam os outros nos seus pecados, precisam ser fiéis nessas coisas, e ter comportamento e conduta dignos” (na verdade, somente estão aptos a repreender os outros aqueles que são prudentes e cuidadosos consigo mesmos); ou, então, temos aqui mais um corretivo, ou melhor, uma palavra de precaução contra os pecados anteriormente mencionados.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 599.

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2. A oração e a Palavra.

Todos nós conhecemos o jargão evangélico: “a oração é a chave da vitória”. Isso é verdade. Não existe vida espiritual abundante sem oração. Segundo a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, a oração é “o ato consciente, pelo qual a pessoa dirige-se a Deus para se comunicar com Ele e buscar a sua ajuda por meio de palavra ou pensamento”. A oração é a alma do Cristianismo e expressa a nossa total dependência de Deus. O próprio Senhor Jesus Cristo tinha o hábito de orar (Lc 3.21; 6.12). Essa prática particular deve ser espontânea e contínua (1 Ts 5.17). A leitura da Bíblia nos torna sábios e prudentes (2 Tm 3.15; Sl 119.100).

Comentário

A oração é a expressão mais íntima da vida cristã, o ponto alto de toda experiência religiosa genuinamente espiritual. Por que, então, permanece tão negligenciada (para não dizer ignorada)? Vivemos numa época em que os indivíduos evitam a intimidade e os relacionamentos pessoais. O receio de expor seus sentimentos e desenvolver amizades profundas afeta tanto as relações espirituais como as sociais, erguendo barreiras dentro da própria família e dividindo comunidades. Inconscientes de que esse modismo entrou na igreja e por ele influenciados, alguns cristãos sentem-se nada confortáveis quando se chegam próximos demais a Deus. O resultado imediato é a falta de oração — não querem intimidade!

Além disso, também estamos muito ocupados. Vivemos para realizar, e não para ser. Admiramos a vida ativa mais do que o caráter e os relacionamentos. O sucesso é medido por nossas realizações; portanto, corremos, corremos, corremos — tentando fazer tudo quanto podemos em nossas horas ativas. Mais preocupados em fazer do que em ser, recusamo-nos a aceitar a realidade bíblica de que as realizações humanas são temporárias e fugazes. Somente a obra do Espírito é permanente e eterna. A falta de oração nos impede de alcançar aquilo que tão desesperadamente ansiamos.

A falta de oração, na verdade, é impiedade.

O fracasso em compreender o propósito da experiência pentecostal e o papel primário da oração na manutenção da vitalidade dessa experiência resulta, igualmente, na falta de oração. O crente cheio do Espírito anda e fala com Deus, e isto pode ser facilmente percebido, não importa que seja considerado um místico, um profeta ou um estranho vindo de outro mundo — esta é, de fato, a realidade. A cidadania nos domínios do Espírito é tão real quanto a do mundo físico. A compreensão da natureza da oração e de sua importância para nos tornarmos representantes efetivos de Cristo é essencial para começarmos nosso estudo. Este capítulo serve, portanto, como uma plataforma de lançamento, não muito diferente de Cabo Canaveral, onde até ao menor detalhe preparatório se dá a maior atenção.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket. Teologia Bíblica da Oração. Editora CPAD. pag. 17-18.

O que é oração?

O que é oração? As inúmeras formas de oração existentes no mundo são essencialmente a mesma coisa? Em caso negativo, como definir e discernir a verdadeira oração?

Um fenômeno global

Para as três grandes religiões monoteístas, o islamismo, o judaísmo e o cristianismo, a oração constitui o cerne do que significa crer. Os muçulmanos são chamados a orar cinco vezes ao dia, e os judeus têm como tradição orar três vezes ao dia. E cada ramo da igreja cristã está impregnado de diversas tradições relativas à oração em público, em particular e pastoral.

É evidente, no entanto, que a oração não está restrita às religiões monoteístas. Os budistas usam rodas de oração que lançam pedidos de compaixão à atmosfera a fim de entrelaçar o espiritual e o natural, de aliviar o sofrimento e liberar a bondade. Já os hindus, embora possam orar pedindo ajuda ou paz mundial a qualquer um de muitos deuses, têm como objetivo final a união com o Ser Supremo, Brama, e escapar dos ciclos de reencarnação. Povos de outras culturas, como os índios castores, do sudoeste canadense, e os índios papagos, do sudoeste americano, oram por meio de cantos. Sua poesia e música servem como orações que unificam os reinos espiritual e físico. A oração é um dos fenômenos mais comuns da vida humana.

Até pessoas professadamente não religiosas às vezes oram. Estudos demonstram que, em países secularizados, a oração continua a ser praticada não só por aqueles que não têm nenhuma preferência religiosa, mas também por muitos daqueles que não acreditam em Deus. Um estudo de 2004 revelou que quase 30% dos ateus admitem orar “às vezes”, e outro verificou que 17% das pessoas que afirmam não crer em Deus oram com regularidade. A frequência da oração aumenta com a idade, mesmo entre aqueles que não voltam para a igreja nem se identificam com nenhuma fé institucional. O estudioso italiano Giuseppe Giordan resumiu: “Em quase todos os estudos da sociologia do comportamento religioso é bastante visível que um percentual muito alto de pessoas declara orar todos os dias — e muitas dizem fazer isso várias vezes ao dia”.

Isso significa que todo mundo ora? Não. Muitos ateus certamente se sentem ofendidos com o ditado “Não existem ateus nas trincheiras”. Há muita gente que não ora mesmo em tempos de extremo perigo. Ainda assim, embora a oração não seja literalmente um fenômeno universal, é global, está presente em todas as culturas e envolve a esmagadora maioria de pessoas ao menos em algum ponto de suas vidas.9 Os esforços para encontrar culturas, incluindo as mais remotas e isoladas, sem alguma forma de religião e de oração, têm fracassado. Sempre houve entre os seres humanos alguma espécie de tentativa de “comunicação entre os reinos humano e divino”. Parece que existe um instinto humano de orar. O teólogo suíço Karl Barth chama isso de nossa “ânsia incurável por Deus”.

Dizer que a oração é uma prática quase universal não significa, todavia, afirmar que toda oração é igual. Há uma vertiginosa variedade delas aos olhos de um observador. Basta ver os transes religiosos dos xamanistas americanos nativos; os cânticos nos mosteiros beneditinos; entusiastas praticando ioga nos escritórios em Manhattan; as longas orações pastorais dos ministros puritanos do século 17; o falar em línguas nas igrejas pentecostais; muçulmanos entregues à sujud, com a testa, as mãos e os joelhos no chão, voltados para Meca; judeus hassídicos se balançando e se curvando em oração; ou um sacerdote anglicano lendo o Livro de Oração Comum. O que nos leva à pergunta: em que sentido esses tipos de oração são semelhantes e em que são diferentes?

Tipos de oração

Entre os primeiros teóricos modernos da oração se encontram Edward B. Tylor (1832-1917), James Frazer (1854-1941), autor de The golden bough [O ramo de ouro], e Sigmund Freud (1856-1939). Todos eles usaram um modelo darwiniano que via a oração como um modo de os seres humanos se adaptarem ao ambiente para controlar as forças da natureza. De acordo com essa teoria, a oração começou quando a mente coletiva humana era “semelhante à mentalidade da criança e do neurótico, sendo seu principal traço o pensamento mágico infantil”.

Com o passar do tempo, a oração evoluiu para formas mais refinadas e meditativas. A oração não procurava tanto a comunicação com um Deus pessoal, mas, sim, olhar para dentro e buscar mudanças de consciência e paz interior. De acordo com essa visão, os exercícios contemplativos dos filósofos gregos eram um progresso que superava os sacrifícios e súplicas a Zeus para trazer chuva sobre a colheita. Contudo, no fim, pelo que acreditavam esses teóricos, o futuro da oração humana era sombrio. Como ela nascera em meio a esforços précientíficos de usar religião e magia para controlar o mundo, com o surgimento da ciência a oração não mais contribui para nos adaptarmos ao ambiente. Nessas condições ela “minguará aos poucos”.

Outro pensador importante a ser considerado é o psicólogo Carl Jung, do início do século 20, cujo entendimento da experiência religiosa também compreendia a oração mais como “voltar-se para dentro” do que “estender a mão para fora”. Jung acreditava, como os pensadores orientais, que todos os seres humanos faziam parte de uma força cósmica de vida. Desfrutamos de saúde e completude quando nos damos conta de nossa união com toda a realidade e o mundo interconectado. Jung salientou as semelhanças entre esse processo e a experiência zen-budista do satori. Os seguidores de Jung desencorajavam a ideia de que deveríamos buscar contato com um Deus pessoal fora de nós mesmos. Segundo a visão deles, era melhor dedicar-se à transformação da consciência, à compreensão pura e ao senso de união com toda a realidade que a contemplação espiritual traz.

Keller, Timothy. Oração: experimentando intimidade com Deus. Editora Vida Nova.

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3. O viver sabiamente (v.15).

Esses exercícios espirituais devem ser colocados em prática no dia a dia, diferentemente do néscio: “vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios” (v. 15). Existem pelo menos sete palavras gregas no Novo Testamento para “néscio”, mas a que o apóstolo usa nessa passagem só aparece aqui, é asophos, “tolo, sem juízo”. Paulo está contrastando a sabedoria cristã, que vem do Espírito, com a insensatez dos pagãos. Isso se torna claro no v. 17, onde o apóstolo usa o termo aphron, “néscio, insensato”, e acrescenta que esses não entendem “a vontade do Senhor”. Devemos priorizar a vontade de Deus em nossas decisões, atitudes e não focar as aparentes vantagens, como faz o mundo. O modo de vida do crente não pode ser o mesmo padrão do mundo (Rm 12.1).

Comentário

« …não como néscios… » Esta última palavra, no original grego é «asophos», a negativa simples do termo que significa «sábios»; pelo que seu significado é «embotado», «insensato», ainda que no texto à nossa frente isso se refira à condição espiritual de ignorância, que caracteriza aqueles que se acham em trevas, aos quais, portanto, falta a «iluminação» espiritual. Ê como se Paulo houvesse afirmado: «Não sejais semelhantes aos vossos vizinhos, que não possuem a luz de Jesus Cristo, continuando nos antigos caminhos vergonhosos, pois andam sob a influência do príncipe das trevas, nos desejos mórbidos de sua carne, cumprindo os seus desejos e os desejos da mente entenebrecida, por serem filhos da desobediência, das trevas e da ira». (Ver Efé. 2:2,3).

«…e, sim, como sábios… » Neste ponto é empregada a palavra que usualmente significava «sábio», isto é, «sophos», ainda que em sentido espiritual. Essa palavra indica aqueles que foram espiritualmente iluminados, para que se tornem sábios, dotados de discernimento. Os atos de Deus são todos efetuados com base na sabedoria, conforme o trecho de Efé. 1:8, onde também tal termo é comentado. Notemos que viver no pecado é demonstração de loucura; e que viver na retidão é prova de sabedoria. A totalidade do N.T. é demonstração das razões pelas quais as coisas são assim. O texto presente vincula as «trevas» e a «morte» com a «insensatez do pecado», ao mesmo tempo que a «vida» e a «luz» são ligadas à «sabedoria da santidade». Endssa consciência também faz essa equiparação. E aquele que no homem interior testifica sobre essa verdade é o Espírito Santo. Cumpre-nos observar que este versículo é paralelo de Col. 4:5. (Quanto a todos os paralelos existentes entre esta epístola e a epístola aos Colossenses, ver a introdução ao trecho de Efé. 1:1, onde uma lista de tais paralelos é oferecida).

Destaca-se aqui a sabedoria cristã. Os gregos apreciavam muitíssimo a sabedoria (ver I Cor. 1:22); mas Jesus Cristo, sendo a luz, é também a sabedoria de Deus (ver I Cor. 1:24,30). E essa sabedoria, a despeito de pertencer ao outro mundo, muito tem a ver com a vida presente, porquanto não apenas sugere, mas exige a vida de santidade, de abandono dos antigos caminhos pagãos. A sabedoria vale mais que o ouro (ver Pro. 16:16); e a loucura de Deus é mais sábia que os homens (ver 1 Cor. 1:25). A sabedoria cristã não pode ser separada da santidade, tal como ninguém pode separar a santidade do estarmos na presença de Deus (ver Heb. 12:14), já que sem a santidade ninguém jamais verá a Deus. A santidade fala da transformação moral segundo a imagem de Cristo; e isso, por sua vez, provoca a transformação metafísica, mediante o que chegaremos a participar de tudo quanto Cristo é e possui. Portanto, é através-da sabedoria de Cristo que chegamos a ter a visão beatífica. Certamente que isso ultrapassa a toda a sabedoria humana, a qual despreza a gravidade do pecado, levando os homens a descerem pelo caminho descendente do orgulho e da ignorância insensatos.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 623-624.

… portanto, é impossível manter a pureza e santidade de coração sem muita cautela e cuidado. “…vede prudentemente como andais”, ou, andem corretamente, de modo exato, no caminho certo; por isso, precisamos consultar frequentemente a orientação dos oráculos sagrados, “…não como néscios”, que não têm entendimento do seu dever, nem do valor da sua alma, e que por negligência, pela inatividade e falta de cuidado, caem no pecado e destroem-se a si mesmos; “…mas como sábios”, como pessoas abençoadas por Deus e dotadas de sabedoria do alto. O resultado da verdadeira sabedoria é um andar prudente, e o oposto é a insensatez.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 599.

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4. Remindo o tempo (v. 17).

Essa frase diz muito mais do que parece à primeira vista. O verbo remir significa “comprar de novo, resgatar, aproveitar o melhor possível”. A palavra “tempo” é bem conhecida entre nós, kairós, tempo no sentido de ocasião, oportunidade (Hb 11.15). Essas duas coisas são especialidades dos crentes, que cheios do Espírito Santo, resultam no viver sabiamente. O crente sabe aproveitar as oportunidades para fazer a obra de Deus, falar de Jesus às pessoas que ainda não conhecem o Evangelho (Cl 4.5) até mesmo em circunstâncias difíceis. Na verdade, tanto hoje como nos dias apostólicos, “os dias são maus”.

Comentário

No dizer de Beare (ih loc.): «Em outras palavras, aproveitando-nos das ocasiões fugidias que nos são dadas (ver sobre Col. 4:5). Em ambas essas passagens encontramos que a sabedoria é interpretada em termos de conduta, dependendo do uso proveitoso das oportunidades. Neste ponto a injunção bíblica toca de modo geral sobre a vida moral inteira. Na epístola aos Colossenses, porém, isso é especificamente aplicado às relações entre crentes e incrédulos (‘…para com os que são de fora…’). As palavras ‘…porque os dias são maus…’ indicam condições desfavoráveis para o testemunho cristão. O aviltamento da sociedade contemporânea não serve de desculpa para relaxamento de nossa parte, ou para aquiescermos em rebaixar nossos padrões morais; antes, é motivo para uma maior intensidade na manutenção imaculada do ideal cristão».

Nos tempos apostólicos, o conceito de remir o tempo, ou, como já dissemos, de «aproveitar as oportunidades», era ainda mais importante, porque se pensava então que a «parousia» ou segundo advento de Cristo poderia ocorrer a qualquer momento, já que não havia qualquer conceito de uma prolongada dispensação da graça, que ocupasse muitos séculos antes do retorno de Cristo. (Ver o trecho de I Cor. 15:51 a esse respeito). Pensavam aqueles crentes primitivos que o tempo era exíguo, e que muito tinha a ser feito no caminho da preparação e do desenvolvimento espirituais para aquele magno acontecimento, e para que se chegasse aos perdidos com a boa-mensagem de Cristo. Por conseguinte, cada momento lhes era precioso, precisando ser apropriadamente empregado. Na realidade, essa é a atitude correta para todos os crentes, de qualquer época, sem importar se esperam ou não o retorno de Cristo para breve. (Quanto ao tema do «arrebatamento da igreja», onde toda essa matéria é examinada, ver as notas expositivas sobre o trecho de I Tes. 4:15). «A oportunidade presente deveria ser utilizada de tal modo que empreguemos nosso tempo em prol da piedade». (Catena).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 624.

Lemos então: “…remindo o tempo” (v. 16), literalmente, comprando a oportunidade. Esta é uma metáfora tirada dos mercadores e negociantes que buscam melhorar com diligência o seu comércio. Uma importante parte da sabedoria cristã é remir o tempo.

Bons cristãos devem ser bons administradores do seu tempo e cuidar para usá-lo para o melhor dos seus propósitos, ao vigiarem para não cair em tentação, ao fazerem o bem enquanto tiverem condições de fazê-lo, e ao preenchê-lo com o trabalho apropriado – um conservante especial contra o pecado. Eles devem fazer o melhor uso possível do tempo da graça atual. Nosso tempo é um talento dado por Deus para um fim proveitoso e ele é dissipado e perdido quando não é empregado de acordo com o seu intento. Se deixamos de aproveitar o nosso tempo no passado, devemos empenhar-nos em remi-lo duplicando a nossa diligência em cumprir o nosso dever para o futuro.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 599.

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SÍNTESE DO TÓPICO I

A adoração a Deus é essencialmente o reconhecimento, a celebração e a exaltação da majestade Divina.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Este primeiro tópico descreve o que se espera de uma vida cristã fervorosa com base em Efésios 5. Mais do que um momento de êxtase espiritual, uma prática cristã fervorosa se evidencia por meio da prática da devoção diária e na relação interpessoal. Na lousa ou num cartaz, pontue as principais práticas de devoção na vida diária do crente: Oração; leitura da Bíblia; jejum; frequência aos cultos de ensino e públicos; frequência a reuniões de oração.

Faça uma reflexão em que esteja claro que a prática mecânica desses pontos não garante uma vida de fervor, mas pondere que a vida de fervor leva em conta a oração, a leitura da Bíblia, o jejum, a frequência aos cultos e que, principalmente, tem na relação amorosa com o próximo, uma das mais importantes manifestações espirituais (Cf. 1 Co 13).

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II – A IMPORTÂNCIA EM MANTER-SE “CHEIO DO ESPÍRITO”

A obra do Espírito Santo na vida do crente é dinâmica; Ele não fica estático a partir da conversão, pois a expressão “cheio do Espírito Santo” significa reacender a chama do Espírito. Não se deve confundir com a expressão “cheios do Espírito Santo” do Pentecostes (At 2.4).

1. “E não vos embriagueis com vinho” (v.l8a).

Essa frase é como a Septuaginta traduz: “Não olhes para o vinho” (Pv 23.31). A passagem em Provérbios explica as consequências destrutivas da bebedeira e a compara com a picada de uma cobra. A palavra usada para “contenda” significa também “devassidão, dissolução”. Esses termos são incompatíveis com a ética cristã (1 Co 6.10), mas é muito comum entre os pagãos que procuram buscar a felicidade nos prazeres mundanos que resultam sempre em desgraças.

Comentário

Temos aqui a citação do trecho de Pro. 23:31, de acordo com a versão da Septuaginta ou LXX (tradução do original hebraico do A.T. para o grego, completada cerca de duzentos anos antes da era cristã). Devemos considerar que este versículo consiste de uma ordem contra os excessos na bebida, em qualquer situação. O mais provável, entretanto, é que foi vazado com base no pano de fundo do culto de Dionísio, no qual esse deus pagão era propositadamente adorado em meio à ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, a fim de provocar ao máximo o frenesi dos participantes. Em contraste com isso, a adoração e a vida geral dos crentes requer em uma inteligência e uma sabedoria sóbrias, a percepção clara da realidade, e não êxtases frenéticos e artificiais, causados pelo excesso de álcool.

O vício do alcoolismo raramente resulta do desejo que os alcoólatras têm por sentir o gosto, o paladar da bebida. Os alcoólatras andam atrás de muito mais do que isso. Busca «livramento de suas perturbações». Talvez queira «ocultar-se de si mesmo» ou «evitar suas responsabilidades». Procura modificar o mundo a fim de que o mesmo se lhe torne tolerável. Também pode estar tentando «escapar da melancolia». Portanto, usualmente o problema do alcoolismo é de fundo «psicológico» ou «espiritual», e o vício é apenas uma maneira de evitar a solução real, que pode parecer dolorosa, indesejável ou impossível, para aquele que bebe em excesso. Assim, pois, um homem necessita de alguma solução real para o seu profundo problema, que remova a necessidade de um substituto insuficiente. E Cristo é essa resposta, contanto que o indivíduo queira aprender dele, tornando-o o centro de sua vida. A instituição denominada «Alcoólatras Anônimos» tem obtido regular sucesso na cura do alcoolismo. Ao invés da garrafa, apresentam a fé em Deus e o encorajamento mútuo nessa fé, mediante resoluções saudáveis. Mas essa fé, mais perfeitamente definida ainda, é a fé em Jesus Cristo, conforme os termos do evangelho cristão.

«.. .no qual há dissolução …» No grego é «asotia», que significa «deboche», «dissipação», «devassidão». Estão em foco os atos dissolutos de toda a forma, mormente os excessos sexuais, o que se verifica sem importar se o alcoolismo está associado ou não a uma adoração pagã antiga. As bebidas alcoólicas retiram do indivíduo toda a inibição, de tal modo que apesar da pessoa saber o que está fazendo (embora talvez não mais se lembre do fato posteriormente), não sente qualquer inibição contra os seus atos. Por essa razão é que alguns homens dissolutos e inescrupulosos encorajam mulheres a ingerir bebidas alcoólicas, pois sabem que não é difícil seduzir uma mulher virtuosa, contanto’ que ela tenha ficado estonteada ao menos pelo vinho.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 625.

O sentido duplo do vinho — v. 18

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda”. Temos aqui uma proibição e uma causa. A Bíblia fala de vinho em três sentidos. Positivamente, o vinho pode ser uma bebida saudável, e, nas regiões vinícolas, serve para alimentar e fortalecer fisicamente.  Figuradamente, o vinho alegra, aformoseia o rosto. Negativamente, o vinho pode viciar a pessoa que o bebe e, assim, promover desordem moral e física. O deus do vinho era Baco. Havia em Éfeso um culto a ele, em que seus adoradores embriagavam-se e incorriam em atos de dissolução. A palavra “contenda” fica melhor traduzida por dissolução, que se entende por licenciosidade e desenfreio.

Cabral. Elienai., Comentário Bíblico: Efésios. Editora CPAD.

9 Lição 1 Tri 21 Vivendo o Fervor Espiritual

2. “… Mas enchei-vos do Espírito” (v.l8b).

Essa expressão indica renovação, novo enchimento do Espírito (At A.8; 13.9). A ação do Espírito na vida cristã não é estática; nele somos renovados no nosso dia a dia. Essa experiência acontece reiteradamente em nossos dias e isso vem desde o Pentecostes. Os discípulos já tinham o Espírito antes do Pentecostes (J0 20.22) e já eram salvos (Lc 10.20). Todos os crentes em Jesus, pentecostais e não pentecostais, batizados no Espírito Santo e não batizados, têm o Espírito Santo (1 Co 3.16; Gl 3.2-5). O apóstolo se refere à plenitude do Espírito em “enchei-vos do Espírito”, que é característica típica dos pentecostais.

Comentário

«… mas enchei-vos do Espírito …» O arrebatamento de sentidos provocado pelas bebidas alcoólicas—ao que poderíamos ajuntar todos os tóxicos desenvolvidos recentemente, como o LSD, e as anfetaminas a maconha, etc.—é um êxtase falso. Mas há à espera do ser humano em alegria autêntica, a plena realização do ser, que se encontra na plenitude do Espírito Santo. Pode-se comparar o entusiasmo demonstrado peles cristãos primitivos, no dia de Pentecoste (ver Atos 2:13), quando os espectadores julgaram que estivessem «…embriagados…» Mas aquele entusiasmo cristão foi misticamente inspirado, conferido pelo Santo Espírito de Deus o que provoca alteração e elevação do espírito humano, conferindo-lhe profunda alegria e satisfação. Isso é que resolve o problema do alcoolismo, e da maneira mais saudável e razoável que há.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 625.

A razão para encher-se do Espírito —v. 18

“… mas enchei-vos do Espírito”. Paulo apresenta uma fonte e uma causa de prazer muito mais forte e saudável que o encher-se de vinho. Ele apresenta um vinho superior, capaz de dar um tipo de alegria permanente, que é a alegria do Espírito. Os adeptos de Baco criam que esse falso deus podia encher-lhes de sua força e influência. Por isso, Paulo lhes apresenta o Deus verdadeiro, o único Deus poderoso, capaz de encher-lhes de sabedoria e de toda a alegria. Alegria que jamais outro deus poderia dar-lhes. “Enchei-vos do Espírito” é um convite e uma ordem para os crentes efésios.

Cabral. Elienai., Comentário Bíblico: Efésios. Editora CPAD.

9 Lição 1 Tri 21 Vivendo o Fervor Espiritual

3. Não confundir com o batismo no Espirito Santo.

Isso já foi estudado na lição 3. Em outras passagens, “cheios do Espírito Santo” diz respeito ao batismo o Espírito (At 2.A; 9.17), mas não é o caso em Efésios 5.18. O batismo no Espírito Santo é uma experiência distinta da conversão. O significado de palavras e expressões bíblicas na Bíblia deve ser entendido e interpretado à luz do seu contexto. Observe a frase: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse” (At A.8). Ora, Pedro foi batizado no dia de Pentecostes, logo, a expressão mostra a dinâmica do Espírito na vida do apóstolo. Da mesma forma, o trecho “Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo” (At 13.9) fala de alguém já batizado no Espírito Santo (At 9.17,18), e é evidente que “cheio do Espírito Santo” se refere à plenitude do Espírito.

Comentário

«…enchei-vos…» No original grego temos o tempo presente desse Texto, provavelmente em sentido progressivo, como se Paulo tivesse escrito «…ide-vos enchendo…», em um processo contínuo e crescente de enchimento. Esse é o ideal. Um indivíduo pode dar preferência ou ao vinho ou ao Espírito Santo, pois uma antítese está em foco aqui. O vinho degenera; o Espírito Santo eleva. O vinho conduz ao deboche; o Espírito Santo enobrece. O vinho nos torna bestiais; o Espírito Santo nos toma celestiais. (Ver II Cor. 3:18).

As palavras «…do Espírito…» mostram-nos qual é o «instrumento» desse pleno enchimento, mas, de acordo com as exigências do contexto, também mostram-nos qual é o elemento que nos enche. O dativo, no original grego, não indica o Espírito Santo como o elemento pelo qual somos enchidos, mas o verbo exige a ideia de sermos cheios pelo Espírito, o que se verificará em maior ou menor grau, dependendo muito daquele que o recebe. Naturalmente, este versículo ensina-nos que a grande medida que resguarda o homem do alcoolismo é a experiência espiritual autêntica, em que o Espírito do Senhor vem para dominar-nos e enobrecer-nos a vida.

Portanto, uma segunda antítese é aqui apresentada: a intoxicação alcoólica em seus efeitos degradantes, em confronto com a realização progressiva da vida espiritual, que resulta naturalmente no bem para a alma. Os pagãos, em seus ritos idólatras, pretendiam estar tomados pela influência do deus a que adoravam; mas tudo não passava de um ludibrio, pois geralmente suas cerimônias tinham de contar com a ajuda definitiva das bebidas alcoólicas, o que os deixava frenéticos, como se isso fosse o êxtase de que necessitavam. Por outro lado, há um enchimento autêntico do crente com o Espírito de Deus, o que produz sua correspondente elevação do espírito, em verdadeiro êxtase espiritual. O homem anela pela excitação, ou, pelo menos, por algo que ultrapasse suas experiências diárias amorfas. Por isso é que os seres humanos se voltam para muitas coisas artificiais e prejudiciais, em busca patética pela satisfação. Mas a realização espiritual autêntica, em suas variegadas formas, é que realmente satisfaz ao homem. O Espírito de Deus é quem nos outorga essa realização. (Ver os trechos de Gál. 5:22,23 e II Cor. 3:18). Há uma alegria santa, reservada para aqueles que querem servir a Jesus. A fé cristã é eminentemente mística.

«Existe uma aliança mística, que se alinha entre os fatos mais significativos da nossa constituição, entre a emoção e a arte. As naturezas mais rudes, tocadas por sentimentos elevados, amoldam-se a alguma forma de beleza, em expressão de graça e de refinamento. Cada renovação do pulso da vida comum do homem tem sido assinalada pelo renascimento da poesia e da arte». (Findlay, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 625.

A forma precisa do verbo “enchei-vos” (plerousthé) é bastante significativa por quatro razões:

1) É um imperativo e, portanto, uma ordem. Estar cheio do Espírito não é uma opção ou uma sugestão tentadora, como se estivéssemos livres para aceitá-la ou não. Ela traz consigo um ônus urgente de grande importância.

2) Está no plural e, portanto, se aplica ao corpo de Cristo coletivamente. O povo de Deus, coletivamente, “deverá estar tão ‘cheio de Deus’, através de seu Espírito, que nossa adoração e nossa casa deverão dar uma prova cabal da presença do Espírito: pelos cânticos, orações e ações de graças que ao mesmo tempo louvam, adoram a Deus e ensinam a comunidade” (Fee, 722).

3) É um passivo e desse modo poderia ser traduzido como “Deixe que o Espírito lhe encha” (NEB). Deveria haver tal abertura e obediência ao Espírito Santo, que nada pudesse impedir que Ele nos enchesse.

4) É um tempo presente e, portanto, transmite a ideia de uma ação contínua. Assim como nosso corpo físico necessita uma constante renovação, que é proporcionada pelo sono, da mesma forma o corpo de Cristo necessita uma constante renovação que se torna possível pelo Espírito Santo.

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD. pag. 1255.

9 Lição 1 Tri 21 Vivendo o Fervor Espiritual

SÍNTESE DO TÓPICO II

O Senhor Jesus é o centro da nossa adoração e da mensagem pregada pela nossa igreja.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Para ampliar a percepção de oposição entre “ser cheio do Espírito” e “embriagados de vinho”: “Ser Cheio do Espírito Santo (5.18-21). Toda essa seção (4.17 – 5.21) contém uma série de contrastes, começando com ‘antes’ e ‘depois’, contrapondo os gentios que, convertidos, vieram a conhecer a Cristo. Outro contraste ocorre novamente em 5.18, embriaguez versus plenitude espiritual. A embriaguez é uma obra das trevas e consequência da natureza pecaminosa (não é uma doença) que ‘melhor responde por essa aparência aqui’.

Os tempos dos dois imperativos em 5.18 indicam as seguintes mensagens: ‘nunca façam assim’, referindo-se à tolerância para com a embriaguez, e ‘sempre façam assim’ em relação a encher-se do Espírito Santo. Gordon Fee (721-22) observa que o verdadeiro significado do segundo imperativo não é usual: ‘Paulo não diz ‘sejais cheios do Espírito’ [genitivo] como se alguém estivesse cheio do Espírito da mesma forma que outro estivesse cheio de vinho, mas ‘enchei-vos do Espírito’ com ênfase em estar totalmente cheio da presença do Espírito (ou da ‘plenitude concedida pelo Espírito’)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento: Romanos – Apocalipse. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.451).

III – VIGILANTES CONTRA A FRIEZA ESPIRITUAL

Você deve se lembrar de que um dos requisitos para compor o grupo dos sete diáconos era ser “cheios do Espírito” (At 6.3). Como identificar alguém cheio do Espírito? O apóstolo apresenta pelo menos três características: o testemunho transbordante, a vida de gratidão e de submissão.

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1. Testemunho transbordante (v.19).

É um sinal evidente. Os cânticos são expressões de alegria e de louvor a Deus, além da função de instruir a igreja. Os cristãos expressam por meio dos hinos seus anseios, suas esperanças, aquilo que acreditam estar inspirado na vida das personagens bíblicas e nas promessas divinas. Os salmos são o Saltério de Israel, o livro dos Salmos, aos quais o Espírito dava uma vida nova. Muitos deles são adaptados à música ainda hoje no judaísmo e no cristianismo. Os hinos são uma referência às primeiras composições cristãs, e lamentamos o fato de não terem sobrevivido, mas algumas de suas estrofes estão no Novo Testamento: Filipenses 2.5-11 é um bom exemplo. Os cânticos espirituais, palavras não premeditadas cantadas no Espírito durante a adoração, são um poderoso meio de edificação que contribui para a glória de Deus (Cl 3.16).

Comentário

Não se dispõe de um bom meio para distinguir entre «hinos» e «cânticos». Na realidade, ambos esses termos indicam composições musicais cristãs, em forma de cântico, em contraste com os salmos formais do A.T. Alguns estudiosos têm pensado que o «cântico» era algum «poema» sagrado, adaptado à música; porém, no presente, não há como investigar tal possibilidade. Tal palavra pode significar qualquer forma de cântico, acompanhado ou não de instrumentos musicais. O trecho de I Cor. 14:14 mostra-nos que alguns «cânticos» eram entoados em línguas, por inspiração. É é possível que alguns desses cânticos, após serem interpretados, tenham sido preservados.

Plínio, relatando os resultados de suas investigações sobre os costumes dos cristãos primitivos (ano 112 d.C.), diz-nos que eles estavam «acostumados a se reunirem em um dia fixo da semana, antes do irromper do dia, entoando uma antifonia, isto é, entoando um hino a Cristo como se fosse um deus». (Epístolas X.96).

«… de coração ao Senhor …» Essas palavras revelam-nos que esses cânticos espirituais são uma forma de «adoração» ao Senhor. E note-se que tal adoração é prestada a Cristo Jesus, pois o termo «…Senhor…», nas páginas do N.T., usualmente se referem a Cristo. (Ver as notas expositivas sobre Rom. 1:4, acerca desse título de Jesus, onde também apresentamos os comentários sobre o tema de seu «senhorio». A palavra «…coração…», neste caso, é uma alusão ao «homem interior», à «alma», aquela porção do ser humano que é capaz de entrar em contato com a divindade, a saber, o «homem espiritual» por excelência. São aqui focalizados o «intelecto» e as «emoções» do ser humano; mas também muito mais do que isso. E o «espírito» humano que expressa louvor e ações de graças ao Salvador de todos os homens.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 626.

Os efeitos do enchimento do Espírito:

Se o encher-se de vinho conduz o homem ao deboche e à degeneração, o encher-se do Espírito conduz o crente ao louvor e à adoração a Deus. O versículo 19 fala de três tipos de louvor e adoração que resultam de uma vida cheia do Espírito Santo. O primeiro tipo fala de “salmos”, referindo-se aos salmos de Davi, Asafe, Moisés, que contêm expressões proféticas acerca do Messias etc. A palavra “salmos” aparece no grego com o sentido de cânticos acompanhados por harpa ou outro instrumento musical. O segundo tipo fala de “hinos”, que eram cânticos de louvor a Deus mas entoados espontaneamente, vindos do coração. O terceiro tipo de louvor era “cânticos espirituais”.

Esse tipo tem sido interpretado de duas maneiras. Alguns acham que são aqueles cânticos poéticos regulares, previamente preparados para o louvor. Outros interpretam como sendo os cânticos produzidos no interior do espírito do crente cheio do Espírito Santo. Normalmente, o crente batizado com o Espírito Santo entoa cânticos espirituais em línguas estranhas, isto é, em línguas variadas, conforme o Espírito concede àquele crente que fala ou canta. Esses cânticos espirituais são os cânticos do nosso espírito interior louvando espontaneamente ao Senhor, sem a interferência da inteligência, mas estritamente produzidos pelo Espírito Santo e ensinados ao espírito interior do crente.

Cabral. Elienai., Comentário Bíblico: Efésios. Editora CPAD.

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2. Dar graça em tudo (v.20).

Essa é a vontade de Deus e deve ser a marca de todos os cristãos (1 Ts 5.18). Ser cheio do Espírito nos leva a uma vida alegre: “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5.20). O Espírito Santo nos capacita a levar uma vida de gratidão a Deus Pai centrada em Cristo. Há diversas passagens tripartidas no Novo Testamento (Mt 28.19; 1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2), onde o Espírito Santo aparece com o Pai e com o Filho, e a passagem que estamos analisando é uma delas (vv.18-20).

Comentário

«…dando sempre graças por tudo…» Mui provavelmente, essas palavras precisam ser compreendidas com muito maior amplitude do que as ações de graças expressas por meio da «música». Antes, está em pauta a natureza inteira da vida. Na adversidade, na bonança, no bem, no mal, no sucesso, no fracasso, em tudo, enfim o crente genuíno encontrará motivos para agradecer a seu Deus, até mesmo «…por tudo…», e não apenas «em tudo».

Mas isso requer uma elevada consciência do que nos ensina a passagem de Rom.8:28, a saber, que «todas as coisas», de acordo com o desígnio divino, visam «cooperar juntamente» para nosso bem-estar espiritual. Algumas vezes a fé transcende à razão, para que se possa confiar nessa declaração bíblica, sobretudo quando a tragédia nos atinge, na forma de «tragédia sem sentido», que parece evidenciar um estado de caos no mundo. Mas, de alguma maneira, confiamos que até o caos e a futilidade aparentes em todas as coisas têm seu devido emprego, dentro do plano de Deus, jamais constituindo surpresas para nosso Senhor. (Ver as notas expositivas sobre Rom.8:20, quanto ao fato que até mesmo a futilidade algumas vezes é utilizada por Deus visando o bem. Comparar isso com Col. 3:17 e I Tes. 5:18. Esta última passagem recomenda-nos: «Em tudo dai graças…»). E essa é a «vontade de Deus», no que tange àqueles que estão «em Cristo».

«…por tudo…· Essas palavras devem ser entendidas em sentido lato, e não limitado a «tudo quanto ocorre nos cultos de adoração», ou «na vida inteira considerada como uma adoração a Deus». Isso também expressa certa verdade, mas a expressão que ora comentamos inclui, necessariamente, todas as bênçãos espirituais (ver Efé. 1:3), como igualmente inclui as adversidades; pois até as tribulações têm efeitos benéficos para os remidos.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 626.

Ação de graças pela plenitude do Espírito — v. 20

O resultado natural no crente cheio do Espírito Santo é a certeza de que nada do que possa fazer espiritualmente depende dele mesmo. Mas o espírito de ação de graças habilita o crente a testemunhar da bondade do Senhor. Quando estamos cheios do Espírito Santo, aprendemos a dar “graças por tudo”. A expressão “por tudo” inclui a bonança e a tempestade; a saúde e a doença; a alegria e a tristeza. Quando sabemos dar “graças por tudo”, estamos aptos para conquistar a vitória maior. Não apenas dar graças “em tudo”, mas “por tudo” (Rm 8.28). Esse tipo de ação de graças é uma forma de adoração a Deus que resulta em bênçãos.

Cabral. Elienai., Comentário Bíblico: Efésios. Editora CPAD.

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3. Sujeição (v.21).

O quebranta- mento e a humildade expressam bem a plenitude do Espírito. A submissão é outra consequência de uma vida na plenitude do Espírito, pois o Espírito nos capacita a essa sujeição. É dever cristão se submeter às autoridades constituídas (1 Pe 2.13), aos seus superiores hierárquicos (1 Pe 2.18). Essa sujeição deve haver entre os irmãos na igreja (l Pe 5.5).

Comentário

«… sujeitando-vos…», no original grego, é «upotasso», que na voz ativa significa «sujeitar», «subordinar», e que na voz passiva quer dizer «ser sujeito», «ficar subordinado», «ser submetido». Isso é dito dentro do contexto cristão da submissão mútua e voluntária, de uns para com os outros, quanto aos desejos, aos pensamentos, aos planos, às ações, tudo motivado pelo amor cristão. (Ver I Cor. 16:16 e i Ped. 5:5). Isso não vai contra à ideia democrática, mas antes, está perfeitamente em acordo com ela, pois uma democracia se baseia no respeito mútuo, em que o direito de cada um é reconhecido, e onde nenhuma pessoa ou grupo tem permissão de dominar aos outros. O governo da igreja cristã primitiva era essencialmente democrático. (Ver Atos 6:2,5 e as notas expositivas a respeito).

à base dessa submissão mútua encontra-se o «amor», porquanto é o egoísmo que se recusa a considerar as necessidades e desejos dos outros, e que sempre impõe a sua própria vontade. Mas o amor leva o errante a ser cheio de consideração pelos outros. (Ver João 14:21 e 15:10 quanto ao amor como «princípio normativo da família de Deus»). A consideração ao próximo inspira o indivíduo a ceder a outros, pelo menos enquanto Ό mal não tentar impor-se).

A submissão de uns para com os outros, tal como todas as graças cristãs, consiste tão-somente em seguirmos o exemplo de Cristo, o qual, no dizer de Fil. 2:6,7: «…pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens…» (Comparar com Mat. 20:25-28). Essa submissão, todavia, não deve destruir o senso de autoridade; e este texto mesmo enfatiza que o homem é o cabeça de sua família, bem como que o escravo precisa obedecer ao seu senhor.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 627.

Resultados da plenitude do Espírito

O versículo 21 mostra esse resultado espiritual numa vida cheia do Espírito Santo, quando diz: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus”. A sujeição aqui tem sentido mútuo e quebra todo o individualismo dentro do corpo de Cristo (a Igreja) que trabalha em comunhão. Todos os membros desse corpo trabalham em unidade e sujeição. A insubordinação traduz-se em rebelião contra Deus e contra a igreja como comunidade (Fp 2.3). A expressão “temor de Deus” fala do respeito devido a Deus e do reconhecimento da sua soberania sobre as nossas vidas. Algumas versões da Bíblia apresentam o texto “no temor de Cristo”, entretanto, não se faz necessário discutir a colocação nominal do texto, pois o princípio dessa expressão se encontra em todo o Antigo Testamento quando apresenta “o temor do Senhor”. No Novo Testamento, a ideia do “temor de Cristo” é facilmente aceita, pois Deus está no Cristo revelado (2 Co 7.1; 1 Pe 2.17). Portanto, toda sujeição deve acontecer no “temor de Cristo”, visto que a nossa esperança e a nossa glória é Cristo.

Cabral. Elienai., Comentário Bíblico: Efésios. Editora CPAD. pag.

9 Lição 1 Tri 21 Vivendo o Fervor Espiritual

SÍNTESE DO TÓPICO III

A liturgia de nossa Igreja é simples e permite que quaisquer irmãos e irmãs adorem a deus.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

“Mas ouça a terceira [marca do Espírito]: ‘Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus’. Creio que a melhor prova de alguém estar cheio do Espírito é o quebrantamento e a humildade. Eles não são opção! São pontos que tornam fácil sujeitarmo-nos aos outros irmãos. Em meu ministério de ensino encontro uma grande diferença nas pessoas.

Quando você leva a Palavra de Deus a certas pessoas, elas ficam ofendidas. Outras dizem: ‘Ah! Não! Não concordo com você’. E muitas não se deixam ensinar. Mas quando estão cheias do Espírito Santo mesmo, também estarão dispostas a aprender. Você pode falar em muitas línguas, mas se não tem um espírito pronto para aprender, eu pergunto que tipo de Espírito você tem.

Os professores não são perfeitos e seus ensinamentos, às vezes, têm falhas; às vezes você pode ter o direito de questionar o que dizem e discordar. Mas se você tem o Espírito de Deus, irá questioná-los com mansidão, num tom fraterno. Ao invés de ficar ofendido e sair zangado, você chegará até o professor com um espírito dócil e cortês e dirá: ‘Talvez eu não tenha entendido muito bem o senhor ou não tenha captado o sentido’.

Ah! Como é maravilhoso esse espírito de sujeição de uns para com os outros no temor de Deus” (GEE, Donald. Como Receber o Batismo no Espírito Santo: Vivendo e testemunhando com poder. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.43-44).

9 Lição 1 Tri 21 Vivendo o Fervor Espiritual

CONCLUSÃO

O que precisamos saber é que o Novo testamento não estabelece forma litúrgica de adoração, porque parece não ter sido essa a preocupação do Espirito Santo. Que os nossos cultos sejam dinâmicos e espontâneos, em nome de Jesus, com espontaneidade e reverencia. Nós não somos espectadores dos cultos, como num teatro ou cinema; antes participamos deles com cânticos congregacionais, corais conjunto e grupos de louvores dando gloria a Deus e aleluia.

PARA REFLETIR

A respeito de “Vivendo o Fervor Espiritual”, responda:

• O que é devoção? 

A nossa ideia de “devoção” é de apego, dedicação e zelo, o nosso apreço pela oração (Mt 26.41), o amor pela Palavra (Sl 119.97) e o apego ao jejum.

• Como a Declaração de Fé das Assembleias de Deus define oração? 

Segundo a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, a oração é “o ato consciente, pelo qual a pessoa dirige-se a Deus para se comunicar com Ele e buscar a sua ajuda por meio de palavra ou pensamento”.

• O que significa “néscio” em Efésios 5.15? 

Tolo, sem juízo.

• A que o apóstolo Paulo se refere ao usar a expressão, “enchei-vos do Espírito” em Efésios 5.18? 

Essa expressão indica renovação, novo enchimento do Espírito (At 4.8; 13.9).

• Como identificar alguém cheio do Espírito? 

O apóstolo apresenta pelo menos três características: o testemunho transbordante, a vida de gratidão e de submissão

9 Lição 1 Tri 21 Vivendo o Fervor Espiritual

ELABORADO: Pb Alessandro Silva.


1 – A Pessoa do Espírito Santo

2 – A Atuação do Espírito Santo no Plano da Redenção


3 – O Batismo no Espírito Santo

4 – A Atualidade dos Dons Espirituais

5 – Fruto do Espírito: o Eu Crucificado


6 – Santificação: Comprometidos com a Ética do Espírito


7 – Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência

8 – Comprometidos com a Palavra de Deus

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